quarta-feira, 28 de março de 2012

"Chaves para a leitura do Apocalipse"


LIÇÃO 01 – 01 DE ABRIL DE 2012


Texto Áureo

“Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João seu servo”. Ap 1.1

Verdade Aplicada

O Apocalipse é um livro aberto, cheio de símbolos, profecias, juízos e condenações, mas re­levante, majestoso e apoteótico.

Objetivos da Lição

      Introduzir de modo provei­toso e prazeroso o estudo do Apocalipse.
      Oferecer informação ã identi­ficação correta de personagens e fatos do Apocalipse.
      Corrigir possíveis erros de interpretação.

Textos de Referência

Ap 1.3        Bem-aventurado aque­le que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guar­dam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.
Ap 1.12      E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro;
Ap 1.13      E, no meio dos sete castiçais, um semelhante ao Filho do Homem, vestido até os pés de uma veste comprida e cingido pelo peito com um cinto de ouro.
Ap 1.14      E a sua cabeça e ca­belos eram brancos como lã branca, como a neve, e os olhos, como chama de fogo;
Ap 1.15      E os seus pés, seme­lhantes a latão reluzente, como se tivesse sido refinado numa fornalha; e a sua voz, como a voz de muitas águas.
Ap 1.16      E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece.

GLOSSÁRIO

Modalidade: Maneira de ser; cada aspecto ou particularidade diferente do mesmo fato;
Conveniência: Qualidade do que é conveniente; interesse, proveito; e
Incidência: que sobrevém do decurso de um fato principal.

LEITURAS COMPLEMENTARES

  • Segunda feira: Ap 1.4-8
João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono;
E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,
E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém.
Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.
Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.
  • Terça feira: Ap 1.9,11
Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo.
Que dizia: Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro; e o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia.
  • Quarta feira: Ap 1.17,18
E eu, quando vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último;
E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.
  • Quinta feira:  Ap 1.19,20
Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer;
O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas.
  • Sexta feira: Is 48.12-14
Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu, ó Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, eu o primeiro, eu também o último.
Também a minha mão fundou a terra, e a minha destra mediu os céus a palmos; eu os chamarei, e aparecerão juntos.
Ajuntai-vos todos vós, e ouvi: Quem, dentre eles, tem anunciado estas coisas? O SENHOR o amou, e executará a sua vontade contra Babilônia, e o seu braço será contra os caldeus.
  • Sábado: Zc 4.11-14
Respondi mais, dizendo-lhe: Que são as duas oliveiras à direita e à esquerda do castiçal?
E, respondendo-lhe outra vez, disse: Que são aqueles dois ramos de oliveira, que estão junto aos dois tubos de ouro, e que vertem de si azeite dourado?
E ele me falou, dizendo: Não sabes tu o que é isto? E eu disse: Não, SENHOR meu.
Então ele disse: Estes são os dois ungidos, que estão diante do Senhor de toda a terra.

Introdução
Bem vindo à Escola Bíblica Dominical. Neste trimestre vamos nos ocupar com o livro do Apocalipse. Para melhor entendê-lo, nessa primeira lição, vamos estudar a categoria, conteúdo e destino das revelações que o apóstolo João recebeu. Mas também abordaremos o fundamento, propósito e tema principal do livro. E, ainda, ater-nos-emos aos métodos utilizados pela igreja durante sua historia. Que o Deus trino possa ajudá-lo a entender de forma prática as revelações contidas neste livro.
Através dos séculos algumas dúvidas têm sido lançadas sobre a autenticidade deste livro. Neste comentário não há espaço para a exposição dos argumentos levantados contra a autoria joanina, mas temos de considerar os fatos que atestam que o Apóstolo João é o autor: 
1) Quatro vezes neste livro o nome do autor foi inserido (1:1, 4, 9; 22:8). 
2) Até a primeira metade do século II, era convicção da Igreja de que João era o autor. Justino Mártir declara francamente: "E conosco um homem chamado João, um dos apóstolos de Cristo, que na revelação que lhe foi dada.” (Dialogue with Trypho the Jew, cap. 81). O grande historiador Eusébio repetidamente atribuiu o livro a João (Ecclesiastical History, III, xxiv, xxxix); do mesmo modo Tertuliano (Contra Marcion 3:14, 24).
3) Sejam quais forem as peculiaridades gramaticais deste livro, existem inumeráveis semelhanças entre o vocabulário do Evangelho de João e o do Apocalipse. "Um elo importante que une estas obras", destaca Gloag, "é a aplicação do termo Logos a Jesus Cristo. Este termo é sem dúvida joanino; não foi empregado em nenhum outro lugar das Escrituras, e, contudo aparece no Apocalipse: 'Está vestido com um manto tinto de sangue; e o seu nome se chama o verbo de Deus' (Ap. 19:13).

1.     Categoria, conteúdo e destino
Para estudar com proveito este livro, além de crer de todo coração que se trata da palavra de Deus escrita, precisaremos usar as chaves que o abrem à nossa compreensão. Começaremos com o primeiro conjunto: a que categoria literária pertence o Apocalipse, o conteúdo do livro e a quem foi destinado. Portanto, ao estudar o Apocalipse, considere que ele é:

1.1 Literatura apocalíptica
Quando o dom da verdadeira profecia cessou com Malaquias no Velho Testamento, cerca de 400 A.C., desenvolveu-se dentro da comunidade judia uma literatura da qual uma parte é chamada de apocalíptica. Esta literatura foi escrita em linguagem simbólica e descritiva. Foi composta, na maioria, em tempos de perseguição, especificamente nos dias de Antíoco Epifânio, no segundo século, antes de Cristo, como também no primeiro século desta era, quando o povo hebreu viu a destruição de sua santa cidade. A literatura apocalíptica é, principalmente, escatológica. Ela se concentra naqueles acontecimentos futuros quando os inimigos de Israel e do Senhor serão destruídos, e Israel mesma será restaurada à sua glória antiga.

A palavra Revelação deriva do latim revelatio (de revelare, "revelar ou tirar o véu daquilo que estivera previamente escondido"). Este era o título conferido ao livro na Vulgata Latina. O título grego é Apocalipse, extraído diretamente da primeira palavra do texto grego, apocalypsis. Nesta forma substantiva a palavra não se encontra em nenhuma outra obra da literatura grega, mas como verbo foi continuamente usada nos Evangelhos e nas Epístolas, de maneiras variadas, especialmente com referência a algumas formas da revelação divina ao homem (como o Filho do Homem, em Lc. 17:30). Foi usada por Paulo referindo-se ao mesmo evento futuro (Rm. 8:18; I Co. 1:7; II Ts. 1:7), e freqüentemente em I Pedro (1:7, 13; 4:13; 5:1). No texto grego de Daniel esta palavra encontra-se muitas vezes com referência à revelação de segredos, ou interpretação de sonhos, ou revelação de Deus (veja Dn. 2:19, 22, 28, 29, 30, 47; 10:1; 11:35).

1.2 Conteúdo do Apocalipse
Conteúdo se compõe de: 22 capítulos, 404 versículos, 12000 palavras e 9 perguntas: (5.2; 6.10,17; 7.13; 13.4 (duas vezes); 15.4; 17.7; 18.18). “A Bíblia divide a raça humana em três partes: quer dizer, os judeus, os gentios, e a Igreja (1 Co 10.32), e contém, uma mensagem para cada uma das três. O Antigo Testamento trata das duas primeiras divisões. Por exemplo, o livro de Daniel trata dos judeus e dos domínios gentílicos, sem mencionar a Igreja graficamente. O Novo, dá a mensagem para a Igreja, e Paulo, especialmente, em todas as suas epístolas trata dela, enquanto que temos a palavra final de Deus para judeus, gentios e, a Igreja, no Apocalipse. Encontramos a Igreja no princípio do livro; Israel no meio; e as nações gentílicas no fim.
O livro do Apocalipse, acima de todos os outros livros da Bíblia, é um registro do que foi revelado em visões ao autor. Todos nós sabemos como às vezes se torna difícil registrar o que vimos, especialmente quando a visão é espetacular. Como poderia alguém descrever adequadamente um pôr-de-sol glorioso, ou a majestade dos Alpes? Os muitos e diferentes verbos gregos significando "ver", "observar", ou "perceber", aparecem 140 vezes neste livro, começando com "o que vês, escreve em livro" (1:11). Imediatamente após João diz: "Voltei-me para ver quem falava comigo, e voltado, vi", etc. (v. 12). No começo do capítulo 4, ouve-se uma voz do céu dizendo a João, "Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas cousas" (4:1). Deste ponto para frente, há inúmeros parágrafos, até o final do livro, que começam com "e vi".

1.3 Destinado à Igreja
Desde o começo deste livro até quase o fim, devemos sempre ter em mente o fato de que o livro de Apocalipse é: um livro de juízo, portanto, um livro envolvendo destruição, devastação, morte, dor, tribulação. A própria descrição do Senhor Jesus quando Ele está para enviar mensagens às igrejas contém alguns fatores que indubitavelmente falam de juízo - olhos "como chamas de fogo", pés "semelhantes a latão reluzente", de cuja boca "saía uma aguda espada de dois fios". As passagens seguintes tratam especialmente deste tema do juízo: 6:16, 17; 11:17, 18; 14:7, 10; 16:5, 7; 18:8, 10, 20; 19:2 e 20:11-15.
É importante observarmos a saudação de João neste versículo. As sete igrejas que naqueles dias se encontravam dentro dos limites da Ásia Menor, eram compostas de judeus e gentios. Ele diz “graça” (para os crentes gentios – incluindo também gregos), e “paz” (para os crentes judeus). O autor dirige-se às igrejas da Ásia, que a seguir serão especificadas também geograficamente (1.11), mas por trás delas, dado o simbolismo do número, que indica “totalidade”, está toda a Igreja, estamos nós também.

2.     Fundamento, propósito e tema
Vencida esta primeira etapa, lancemos mão de mais três chaves importantíssimas: As bases literárias e proféticas sobre as quais se desenvolveu o Apocalipse, o propósito a que se destina e o tema principal do livro.

2.1 Bases literárias e proféticas
Por causa do seu simbolismo, sua saturação com as passagens e temas do Velho Testamento, os vários esquemas de interpretação que se desenvolveram em relação a este livro através dos séculos, e a profundidade e vastidão dos assuntos que nela são revelados, eu creio que o Apocalipse, mais do que qualquer outro livro da Bíblia, revelará seu significado só àqueles que lhe dedicarem estudo prolongado e cuidadoso. O Professor William Milligan desafia-nos com estas palavras: "O livro está aqui e, ou nós o excluímos do N.T., ou a Igreja deve continuar lutando por compreendê-lo até que tenha sucesso. Observação: 1. Em primeiro lugar, partamos da suposição – uma suposição que não é negada por nenhum daqueles aos quais estas palestras são dirigidas – que a Revelação de S. João é parte da Palavra de Deus. Esta consideração resolve todo o problema. O simples fato de um livro ter sido dado pelo Todo-Poderoso ao homem constitui em obrigação para o homem esforçar-se em compreendê-lo. Pode ser difícil fazê-lo. Podemos ser derrotados por muito tempo. Nem por isso vamos nos esforçar menos; usando de todos os instrumentos que estão a nossa disposição, e vigiando, se ainda nos sentimos nas trevas, pelos primeiros sintomas de luz. Nada é mais certo do que isso, se não fosse obrigação nossa que usássemos este livro, o exaltado Redentor não o teria dado por revelação ao Seu servo João" Muitos estudantes, antes e a partir de Lange, expressaram a mesma esperança pronunciada em 1870: "Sem dúvida, no futuro, a importância e a influência deste Livro vai constantemente aumentar com o aumento da confusão e desalento dos tempos, com o aumento do perigo que oferecem à fé sadia e sóbria (Revelation, pág. 63)

2.2 Propósito do Livro
É neste livro que alguns dos maiores temas da revelação divina são concluídos dramaticamente. Aqui as profecias referentes à Cristo, o Rei dos reis, são desdobradas em sua plenitude, e se cumprem. Aqui, palavras tais como tabernáculo, templo, paraíso, Babilônia, etc., assumem sua conotação espiritual suprema. Aqui todas as promessas de uma vida em glória concentram-se no quadro maravilhoso da Cidade Santa. Temos aqui o destino final de Satanás, do Anticristo, os falsos profetas e todos os inimigos de Deus. Aqui os reis rebeldes do Salmo 2 encontram-se finalmente sob os pés do Cordeiro de Deus.

2.3 O tema principal
Este livro é notavelmente um livro para uma era de perturbação, para um século no qual as trevas se espessarão, o medo se espalhará por toda a humanidade, e poderes monstruosos, ímpios e maus, aparecerão no palco da história (como aparecem neste livro). Mas encontramos nele conforto e estímulo: Deus sabe todas as coisas desde o começo, até mesmo as tribulações do Seu próprio povo. Contudo, o final deste conflito, a perseguição, a tribulação, o martírio, será determinado por Cristo, quando Ele, finalmente for vitorioso. O pecado e Satanás e toda a corte de Satanás serão derrotados para sempre; e os crentes estarão com o Filho de Deus na glória para sempre.

3.     Métodos de interpretação
Durante a história marcante da Igreja de Cristo, surgiram diversos métodos distintos de interpretação do livro do Apocalipse. O primeiro foi o método Preterista, seus interpretes acreditam que, em breve se ergueria de seu trono para abalar o governo das nações perversas, destruir todo mal e estabelecer o seu Reino na terra. Depois, o método Histórico que encara o Apocalipse como uma profecia simbólica. E por ultimo, o método Futurista que lê o Apocalipse em grande parte como uma profecia de acontecimentos futuros.

3.1 Método preterista
O ponto de vista preterista. (Do passado). Este método é praticamente oposto ao método futurístico. Os futuristas afirmam que nada do livro (com exceção dos capítulos 1,2, e 3) se cumpriu ainda. Os preteristas, no sentido restrito do termo, afirmam que todo o livro foi já cumprido nos dias do império romano, no primeiro século da nossa era, embora, talvez haja acontecimentos relacionados ao segundo século. “A palavra “preter” é um prefixo do latim “praeter”, que significa passado ou além de. O derivado “preterista” aqui empregado significa aquele que encara o passado o cumprimento do Apocalipse. Pieters acha que há dois grupos de preteristas: os da direita e os da esquerda.

3.2 Método histórico
Na história da interpretação do Apocalipse, provavelmente maior é o número de nomes ligados a este esquema do que a qualquer outro ponto de vista, com exceção do futurista. De acordo com este conceito, o livro do Apocalipse, especialmente na profecia dos selos, das trombetas e das taças, apresenta eventos particulares da história do mundo que se relacionam com o bem-estar da Igreja desde o primeiro século até os tempos modernos. A maior das obras baseadas nesta teoria é o estudo em quatro volumes feito por Elliott (E.B. Elliott, Horae Apocalypticae), que pode ser considerada como uma ilustração deste esquema. Ele diz que os juízos das trombetas cobrem o período de 395 a 1453, que a primeira trombeta se refere à invasão dos godos, a terceira dos hunos sob o comando de Átila, a quinta das hordas maometanas que se derramaram pelo Ocidente no sexto e sétimo século, etc. Temos outra ilustração na famosa obra de Mede que diz que o sexto selo prediz a derrocada do paganismo sob Constantino, que a segunda taça se refere a Lutero, que a terceira se relaciona com os acontecimentos do reinado da Rainha Elizabeth I, etc. Muitos daqueles que pertencem a esta escola insistem que o terremoto mencionado em 11:19  refere-se à Revolução Francesa; outros encontram Napoleão Bonaparte no livro do Apocalipse, etc., etc.

3.3 Método futurista
O ponto de vista futurista. (O que nós aceitamos em razão de se coadunar com o conteúdo e argumento principal do livro). Esse ponto de vista aceita que os acontecimentos narrados nos capítulos 1,2 e 3, são de fato históricos, e tiveram seu cumprimento nas igrejas existentes naqueles dias, no pequeno Continente da Ásia Menor (hoje, atual porção da Turquia Asiática). Porém, no que diz respeito aos seus métodos de aplicação, têm servido para as igrejas de todos os tempos. A partir do capítulo 4 o livro é completamente futurista, e terá o devido cumprimento durante o período sombrio da Grande Tribulação, seguido pelo Milênio; depois virá a Eternidade.
Dificilmente poderia se duvidar de que o Apocalipse é um livro de profecias preditivas. Negá-lo seria ignorar o estilo, o tema e os acontecimentos futuros do Apocalipse. Certamente o Segundo Advento, o conflito final de Cristo com as forças do mal, o Milênio, o juízo final, são ainda acontecimentos futuros. O esquema futurista de interpretação insiste que, na grande maioria, as visões deste livro se realizarão no final desta dispensação. A escola futurista foi há muito, excelentemente definida, como o esquema que "aguarda o cumprimento dessas  predições, não nos primeiros acontecimentos e heresias da igreja, nem na longa série dos séculos desde as primeiras pregações do  Evangelho até agora, mas nos acontecimentos que precederão de perto, acompanharão e se seguirão ao Segundo Advento de nosso Senhor e Salvador" (Lectures on the Apocalypse, pág. 68).

Existem também o Ponto de Vista Simbólico ou Místico e o Ponto de vista Eclético:
O ponto de vista simbólico. (Ou místico). Os eruditos dessa escola crêem que o livro do Apocalipse não é essencialmente profético e nem histórico, mas é uma vívida coletânea de símbolos místicos, que visam a ensinar lições espirituais e morais. São os idealistas que, somente vêem no livro apresentações simbólicas do conflito entre o bem e o mal, e da vitória final do bem. Esse método de interpretação é, sem dúvida rejeitado na declaração: “As coisas que brevemente devem acontecer” (1.1).
O ponto de vista eclético. (Citado pelo Dr. Russell Norman Champrin, Ph. D.). Alguns intérpretes do Apocalipse “misturam” todas as idéias expostas acima, de modo que nenhuma domina: as demais. Não há dúvida de que devemos preservar “alguns elementos” (mas não todos) de cada um desses métodos apresentados sobre o livro, em um grau ou outro. O livro ensina-nos lições morais e místicas, aplicáveis a qualquer época. Contudo, certamente erraremos, se não contemplarmos o livro do Apocalipse como obra “essencialmente profética”, e da primeira ordem.

Conclusão
No estudo das demais lições, essas chaves serão usadas. Os tipos e antítipos apontados, os símbolos aplicados e as figuras desvendadas até onde Deus permitir. Todas as vezes que Jesus aparece no decorrer do livro, Ele é identificado por uma ou mais das características listadas no capitulo. Assim também sucede a Igreja. Por isso, volte ao primeiro capitulo e a primeira lição sempre que for necessário. A compreensão virá na dosagem e no tempo certo.




Fontes:
Bíblia de Estudo Dake – Atos
Comentario Biblico de Moody - Apocalipse
Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva
Revista: Apocalipse – Editora Betel - 2º Trimestre 2012 – Lição 01

Nenhum comentário:

Postar um comentário