quarta-feira, 28 de março de 2012

"Chaves para a leitura do Apocalipse"


LIÇÃO 01 – 01 DE ABRIL DE 2012


Texto Áureo

“Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João seu servo”. Ap 1.1

Verdade Aplicada

O Apocalipse é um livro aberto, cheio de símbolos, profecias, juízos e condenações, mas re­levante, majestoso e apoteótico.

Objetivos da Lição

      Introduzir de modo provei­toso e prazeroso o estudo do Apocalipse.
      Oferecer informação ã identi­ficação correta de personagens e fatos do Apocalipse.
      Corrigir possíveis erros de interpretação.

Textos de Referência

Ap 1.3        Bem-aventurado aque­le que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guar­dam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.
Ap 1.12      E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro;
Ap 1.13      E, no meio dos sete castiçais, um semelhante ao Filho do Homem, vestido até os pés de uma veste comprida e cingido pelo peito com um cinto de ouro.
Ap 1.14      E a sua cabeça e ca­belos eram brancos como lã branca, como a neve, e os olhos, como chama de fogo;
Ap 1.15      E os seus pés, seme­lhantes a latão reluzente, como se tivesse sido refinado numa fornalha; e a sua voz, como a voz de muitas águas.
Ap 1.16      E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece.

GLOSSÁRIO

Modalidade: Maneira de ser; cada aspecto ou particularidade diferente do mesmo fato;
Conveniência: Qualidade do que é conveniente; interesse, proveito; e
Incidência: que sobrevém do decurso de um fato principal.

LEITURAS COMPLEMENTARES

  • Segunda feira: Ap 1.4-8
João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono;
E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,
E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém.
Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.
Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.
  • Terça feira: Ap 1.9,11
Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo.
Que dizia: Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro; e o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia.
  • Quarta feira: Ap 1.17,18
E eu, quando vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último;
E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.
  • Quinta feira:  Ap 1.19,20
Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer;
O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas.
  • Sexta feira: Is 48.12-14
Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu, ó Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, eu o primeiro, eu também o último.
Também a minha mão fundou a terra, e a minha destra mediu os céus a palmos; eu os chamarei, e aparecerão juntos.
Ajuntai-vos todos vós, e ouvi: Quem, dentre eles, tem anunciado estas coisas? O SENHOR o amou, e executará a sua vontade contra Babilônia, e o seu braço será contra os caldeus.
  • Sábado: Zc 4.11-14
Respondi mais, dizendo-lhe: Que são as duas oliveiras à direita e à esquerda do castiçal?
E, respondendo-lhe outra vez, disse: Que são aqueles dois ramos de oliveira, que estão junto aos dois tubos de ouro, e que vertem de si azeite dourado?
E ele me falou, dizendo: Não sabes tu o que é isto? E eu disse: Não, SENHOR meu.
Então ele disse: Estes são os dois ungidos, que estão diante do Senhor de toda a terra.

Introdução
Bem vindo à Escola Bíblica Dominical. Neste trimestre vamos nos ocupar com o livro do Apocalipse. Para melhor entendê-lo, nessa primeira lição, vamos estudar a categoria, conteúdo e destino das revelações que o apóstolo João recebeu. Mas também abordaremos o fundamento, propósito e tema principal do livro. E, ainda, ater-nos-emos aos métodos utilizados pela igreja durante sua historia. Que o Deus trino possa ajudá-lo a entender de forma prática as revelações contidas neste livro.
Através dos séculos algumas dúvidas têm sido lançadas sobre a autenticidade deste livro. Neste comentário não há espaço para a exposição dos argumentos levantados contra a autoria joanina, mas temos de considerar os fatos que atestam que o Apóstolo João é o autor: 
1) Quatro vezes neste livro o nome do autor foi inserido (1:1, 4, 9; 22:8). 
2) Até a primeira metade do século II, era convicção da Igreja de que João era o autor. Justino Mártir declara francamente: "E conosco um homem chamado João, um dos apóstolos de Cristo, que na revelação que lhe foi dada.” (Dialogue with Trypho the Jew, cap. 81). O grande historiador Eusébio repetidamente atribuiu o livro a João (Ecclesiastical History, III, xxiv, xxxix); do mesmo modo Tertuliano (Contra Marcion 3:14, 24).
3) Sejam quais forem as peculiaridades gramaticais deste livro, existem inumeráveis semelhanças entre o vocabulário do Evangelho de João e o do Apocalipse. "Um elo importante que une estas obras", destaca Gloag, "é a aplicação do termo Logos a Jesus Cristo. Este termo é sem dúvida joanino; não foi empregado em nenhum outro lugar das Escrituras, e, contudo aparece no Apocalipse: 'Está vestido com um manto tinto de sangue; e o seu nome se chama o verbo de Deus' (Ap. 19:13).

1.     Categoria, conteúdo e destino
Para estudar com proveito este livro, além de crer de todo coração que se trata da palavra de Deus escrita, precisaremos usar as chaves que o abrem à nossa compreensão. Começaremos com o primeiro conjunto: a que categoria literária pertence o Apocalipse, o conteúdo do livro e a quem foi destinado. Portanto, ao estudar o Apocalipse, considere que ele é:

1.1 Literatura apocalíptica
Quando o dom da verdadeira profecia cessou com Malaquias no Velho Testamento, cerca de 400 A.C., desenvolveu-se dentro da comunidade judia uma literatura da qual uma parte é chamada de apocalíptica. Esta literatura foi escrita em linguagem simbólica e descritiva. Foi composta, na maioria, em tempos de perseguição, especificamente nos dias de Antíoco Epifânio, no segundo século, antes de Cristo, como também no primeiro século desta era, quando o povo hebreu viu a destruição de sua santa cidade. A literatura apocalíptica é, principalmente, escatológica. Ela se concentra naqueles acontecimentos futuros quando os inimigos de Israel e do Senhor serão destruídos, e Israel mesma será restaurada à sua glória antiga.

A palavra Revelação deriva do latim revelatio (de revelare, "revelar ou tirar o véu daquilo que estivera previamente escondido"). Este era o título conferido ao livro na Vulgata Latina. O título grego é Apocalipse, extraído diretamente da primeira palavra do texto grego, apocalypsis. Nesta forma substantiva a palavra não se encontra em nenhuma outra obra da literatura grega, mas como verbo foi continuamente usada nos Evangelhos e nas Epístolas, de maneiras variadas, especialmente com referência a algumas formas da revelação divina ao homem (como o Filho do Homem, em Lc. 17:30). Foi usada por Paulo referindo-se ao mesmo evento futuro (Rm. 8:18; I Co. 1:7; II Ts. 1:7), e freqüentemente em I Pedro (1:7, 13; 4:13; 5:1). No texto grego de Daniel esta palavra encontra-se muitas vezes com referência à revelação de segredos, ou interpretação de sonhos, ou revelação de Deus (veja Dn. 2:19, 22, 28, 29, 30, 47; 10:1; 11:35).

1.2 Conteúdo do Apocalipse
Conteúdo se compõe de: 22 capítulos, 404 versículos, 12000 palavras e 9 perguntas: (5.2; 6.10,17; 7.13; 13.4 (duas vezes); 15.4; 17.7; 18.18). “A Bíblia divide a raça humana em três partes: quer dizer, os judeus, os gentios, e a Igreja (1 Co 10.32), e contém, uma mensagem para cada uma das três. O Antigo Testamento trata das duas primeiras divisões. Por exemplo, o livro de Daniel trata dos judeus e dos domínios gentílicos, sem mencionar a Igreja graficamente. O Novo, dá a mensagem para a Igreja, e Paulo, especialmente, em todas as suas epístolas trata dela, enquanto que temos a palavra final de Deus para judeus, gentios e, a Igreja, no Apocalipse. Encontramos a Igreja no princípio do livro; Israel no meio; e as nações gentílicas no fim.
O livro do Apocalipse, acima de todos os outros livros da Bíblia, é um registro do que foi revelado em visões ao autor. Todos nós sabemos como às vezes se torna difícil registrar o que vimos, especialmente quando a visão é espetacular. Como poderia alguém descrever adequadamente um pôr-de-sol glorioso, ou a majestade dos Alpes? Os muitos e diferentes verbos gregos significando "ver", "observar", ou "perceber", aparecem 140 vezes neste livro, começando com "o que vês, escreve em livro" (1:11). Imediatamente após João diz: "Voltei-me para ver quem falava comigo, e voltado, vi", etc. (v. 12). No começo do capítulo 4, ouve-se uma voz do céu dizendo a João, "Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas cousas" (4:1). Deste ponto para frente, há inúmeros parágrafos, até o final do livro, que começam com "e vi".

1.3 Destinado à Igreja
Desde o começo deste livro até quase o fim, devemos sempre ter em mente o fato de que o livro de Apocalipse é: um livro de juízo, portanto, um livro envolvendo destruição, devastação, morte, dor, tribulação. A própria descrição do Senhor Jesus quando Ele está para enviar mensagens às igrejas contém alguns fatores que indubitavelmente falam de juízo - olhos "como chamas de fogo", pés "semelhantes a latão reluzente", de cuja boca "saía uma aguda espada de dois fios". As passagens seguintes tratam especialmente deste tema do juízo: 6:16, 17; 11:17, 18; 14:7, 10; 16:5, 7; 18:8, 10, 20; 19:2 e 20:11-15.
É importante observarmos a saudação de João neste versículo. As sete igrejas que naqueles dias se encontravam dentro dos limites da Ásia Menor, eram compostas de judeus e gentios. Ele diz “graça” (para os crentes gentios – incluindo também gregos), e “paz” (para os crentes judeus). O autor dirige-se às igrejas da Ásia, que a seguir serão especificadas também geograficamente (1.11), mas por trás delas, dado o simbolismo do número, que indica “totalidade”, está toda a Igreja, estamos nós também.

2.     Fundamento, propósito e tema
Vencida esta primeira etapa, lancemos mão de mais três chaves importantíssimas: As bases literárias e proféticas sobre as quais se desenvolveu o Apocalipse, o propósito a que se destina e o tema principal do livro.

2.1 Bases literárias e proféticas
Por causa do seu simbolismo, sua saturação com as passagens e temas do Velho Testamento, os vários esquemas de interpretação que se desenvolveram em relação a este livro através dos séculos, e a profundidade e vastidão dos assuntos que nela são revelados, eu creio que o Apocalipse, mais do que qualquer outro livro da Bíblia, revelará seu significado só àqueles que lhe dedicarem estudo prolongado e cuidadoso. O Professor William Milligan desafia-nos com estas palavras: "O livro está aqui e, ou nós o excluímos do N.T., ou a Igreja deve continuar lutando por compreendê-lo até que tenha sucesso. Observação: 1. Em primeiro lugar, partamos da suposição – uma suposição que não é negada por nenhum daqueles aos quais estas palestras são dirigidas – que a Revelação de S. João é parte da Palavra de Deus. Esta consideração resolve todo o problema. O simples fato de um livro ter sido dado pelo Todo-Poderoso ao homem constitui em obrigação para o homem esforçar-se em compreendê-lo. Pode ser difícil fazê-lo. Podemos ser derrotados por muito tempo. Nem por isso vamos nos esforçar menos; usando de todos os instrumentos que estão a nossa disposição, e vigiando, se ainda nos sentimos nas trevas, pelos primeiros sintomas de luz. Nada é mais certo do que isso, se não fosse obrigação nossa que usássemos este livro, o exaltado Redentor não o teria dado por revelação ao Seu servo João" Muitos estudantes, antes e a partir de Lange, expressaram a mesma esperança pronunciada em 1870: "Sem dúvida, no futuro, a importância e a influência deste Livro vai constantemente aumentar com o aumento da confusão e desalento dos tempos, com o aumento do perigo que oferecem à fé sadia e sóbria (Revelation, pág. 63)

2.2 Propósito do Livro
É neste livro que alguns dos maiores temas da revelação divina são concluídos dramaticamente. Aqui as profecias referentes à Cristo, o Rei dos reis, são desdobradas em sua plenitude, e se cumprem. Aqui, palavras tais como tabernáculo, templo, paraíso, Babilônia, etc., assumem sua conotação espiritual suprema. Aqui todas as promessas de uma vida em glória concentram-se no quadro maravilhoso da Cidade Santa. Temos aqui o destino final de Satanás, do Anticristo, os falsos profetas e todos os inimigos de Deus. Aqui os reis rebeldes do Salmo 2 encontram-se finalmente sob os pés do Cordeiro de Deus.

2.3 O tema principal
Este livro é notavelmente um livro para uma era de perturbação, para um século no qual as trevas se espessarão, o medo se espalhará por toda a humanidade, e poderes monstruosos, ímpios e maus, aparecerão no palco da história (como aparecem neste livro). Mas encontramos nele conforto e estímulo: Deus sabe todas as coisas desde o começo, até mesmo as tribulações do Seu próprio povo. Contudo, o final deste conflito, a perseguição, a tribulação, o martírio, será determinado por Cristo, quando Ele, finalmente for vitorioso. O pecado e Satanás e toda a corte de Satanás serão derrotados para sempre; e os crentes estarão com o Filho de Deus na glória para sempre.

3.     Métodos de interpretação
Durante a história marcante da Igreja de Cristo, surgiram diversos métodos distintos de interpretação do livro do Apocalipse. O primeiro foi o método Preterista, seus interpretes acreditam que, em breve se ergueria de seu trono para abalar o governo das nações perversas, destruir todo mal e estabelecer o seu Reino na terra. Depois, o método Histórico que encara o Apocalipse como uma profecia simbólica. E por ultimo, o método Futurista que lê o Apocalipse em grande parte como uma profecia de acontecimentos futuros.

3.1 Método preterista
O ponto de vista preterista. (Do passado). Este método é praticamente oposto ao método futurístico. Os futuristas afirmam que nada do livro (com exceção dos capítulos 1,2, e 3) se cumpriu ainda. Os preteristas, no sentido restrito do termo, afirmam que todo o livro foi já cumprido nos dias do império romano, no primeiro século da nossa era, embora, talvez haja acontecimentos relacionados ao segundo século. “A palavra “preter” é um prefixo do latim “praeter”, que significa passado ou além de. O derivado “preterista” aqui empregado significa aquele que encara o passado o cumprimento do Apocalipse. Pieters acha que há dois grupos de preteristas: os da direita e os da esquerda.

3.2 Método histórico
Na história da interpretação do Apocalipse, provavelmente maior é o número de nomes ligados a este esquema do que a qualquer outro ponto de vista, com exceção do futurista. De acordo com este conceito, o livro do Apocalipse, especialmente na profecia dos selos, das trombetas e das taças, apresenta eventos particulares da história do mundo que se relacionam com o bem-estar da Igreja desde o primeiro século até os tempos modernos. A maior das obras baseadas nesta teoria é o estudo em quatro volumes feito por Elliott (E.B. Elliott, Horae Apocalypticae), que pode ser considerada como uma ilustração deste esquema. Ele diz que os juízos das trombetas cobrem o período de 395 a 1453, que a primeira trombeta se refere à invasão dos godos, a terceira dos hunos sob o comando de Átila, a quinta das hordas maometanas que se derramaram pelo Ocidente no sexto e sétimo século, etc. Temos outra ilustração na famosa obra de Mede que diz que o sexto selo prediz a derrocada do paganismo sob Constantino, que a segunda taça se refere a Lutero, que a terceira se relaciona com os acontecimentos do reinado da Rainha Elizabeth I, etc. Muitos daqueles que pertencem a esta escola insistem que o terremoto mencionado em 11:19  refere-se à Revolução Francesa; outros encontram Napoleão Bonaparte no livro do Apocalipse, etc., etc.

3.3 Método futurista
O ponto de vista futurista. (O que nós aceitamos em razão de se coadunar com o conteúdo e argumento principal do livro). Esse ponto de vista aceita que os acontecimentos narrados nos capítulos 1,2 e 3, são de fato históricos, e tiveram seu cumprimento nas igrejas existentes naqueles dias, no pequeno Continente da Ásia Menor (hoje, atual porção da Turquia Asiática). Porém, no que diz respeito aos seus métodos de aplicação, têm servido para as igrejas de todos os tempos. A partir do capítulo 4 o livro é completamente futurista, e terá o devido cumprimento durante o período sombrio da Grande Tribulação, seguido pelo Milênio; depois virá a Eternidade.
Dificilmente poderia se duvidar de que o Apocalipse é um livro de profecias preditivas. Negá-lo seria ignorar o estilo, o tema e os acontecimentos futuros do Apocalipse. Certamente o Segundo Advento, o conflito final de Cristo com as forças do mal, o Milênio, o juízo final, são ainda acontecimentos futuros. O esquema futurista de interpretação insiste que, na grande maioria, as visões deste livro se realizarão no final desta dispensação. A escola futurista foi há muito, excelentemente definida, como o esquema que "aguarda o cumprimento dessas  predições, não nos primeiros acontecimentos e heresias da igreja, nem na longa série dos séculos desde as primeiras pregações do  Evangelho até agora, mas nos acontecimentos que precederão de perto, acompanharão e se seguirão ao Segundo Advento de nosso Senhor e Salvador" (Lectures on the Apocalypse, pág. 68).

Existem também o Ponto de Vista Simbólico ou Místico e o Ponto de vista Eclético:
O ponto de vista simbólico. (Ou místico). Os eruditos dessa escola crêem que o livro do Apocalipse não é essencialmente profético e nem histórico, mas é uma vívida coletânea de símbolos místicos, que visam a ensinar lições espirituais e morais. São os idealistas que, somente vêem no livro apresentações simbólicas do conflito entre o bem e o mal, e da vitória final do bem. Esse método de interpretação é, sem dúvida rejeitado na declaração: “As coisas que brevemente devem acontecer” (1.1).
O ponto de vista eclético. (Citado pelo Dr. Russell Norman Champrin, Ph. D.). Alguns intérpretes do Apocalipse “misturam” todas as idéias expostas acima, de modo que nenhuma domina: as demais. Não há dúvida de que devemos preservar “alguns elementos” (mas não todos) de cada um desses métodos apresentados sobre o livro, em um grau ou outro. O livro ensina-nos lições morais e místicas, aplicáveis a qualquer época. Contudo, certamente erraremos, se não contemplarmos o livro do Apocalipse como obra “essencialmente profética”, e da primeira ordem.

Conclusão
No estudo das demais lições, essas chaves serão usadas. Os tipos e antítipos apontados, os símbolos aplicados e as figuras desvendadas até onde Deus permitir. Todas as vezes que Jesus aparece no decorrer do livro, Ele é identificado por uma ou mais das características listadas no capitulo. Assim também sucede a Igreja. Por isso, volte ao primeiro capitulo e a primeira lição sempre que for necessário. A compreensão virá na dosagem e no tempo certo.




Fontes:
Bíblia de Estudo Dake – Atos
Comentario Biblico de Moody - Apocalipse
Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva
Revista: Apocalipse – Editora Betel - 2º Trimestre 2012 – Lição 01

segunda-feira, 19 de março de 2012

“JACÓ PROFETIZA O FUTURO DAS TRIBOS DE ISRAEL”


LIÇÃO 13 – 25 DE MARÇO DE 2012


TEXTO ÁUREO
“Depois, chamou Jacó a seus filhos e disse Ajuntai-vos, e anunciar-vos-ei o que vos há de acontecer nos derradeiros dias”. Gn 49.1
Em suas palavras de despedida a seus filhos, Jacó elevou-se à estatura incomum do profeta que fala em linguagem poética de inspiração. Ele convocou cada filho por sua vez, à beira de sua cama, para ouvir suas palavras de bênção, de censura, ou de maldição.

VERDADE APLICADA
Como Povo de Deus neste mundo, devemos nos ocupar com o futuro, mas nunca nos preocupar com ele.
Devemos Fazer a obra do Senhor em tempo e fora de tempo pois, a qualquer momento nosso Senhor voltara para nos buscar e nos levar para estarmos com ele para todo o sempre.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Ensinar que o Senhor tem um futuro glorioso para o seu povo;
Mostrar que a Palavra do Senhor se cumpre; e
Apresentar o glorioso caminho do Senhor.

GLOSSÁRIO
Inerente: Que é próprio ou característico de alguém ou algo, pertinente;
Ignominiosa: Que causa ignomínia; vergonhosa, indigna; desonrosa; infame; e
Legislador: Aquele que legisla; autor de leis.

LEITURAS COMPLEMENTARES
  • Segunda feira: Dt 33.6
Viva Rúben, e não morra, e que os seus homens não sejam poucos.
  • Terça feira: Gn 49.3,4
Rúben, tu és meu primogênito, minha força e o princípio de meu vigor, o mais excelente em alteza e o mais excelente em poder.
Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porquanto subiste ao leito de teu pai. Então o contaminaste; subiu à minha cama.
  • Quarta feira: Dt 33.7
E isto é o que disse de Judá: Ouve, ó SENHOR, a voz de Judá, e introduze-o no seu povo; as suas mãos lhe bastem, e tu lhe sejas em ajuda contra os seus inimigos.
  • Quinta feira:  Gn 49.8-12
Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão.
Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; encurva-se, e deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará?
O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos.
Ele amarrará o seu jumentinho à vide, e o filho da sua jumenta à cepa mais excelente; ele lavará a sua roupa no vinho, e a sua capa em sangue de uvas.
Os olhos serão vermelhos de vinho, e os dentes brancos de leite.
  • Sexta feira: Dt 33.13-17
E de José disse: Bendita do SENHOR seja a sua terra, com o mais excelente dos céus, com o orvalho e com o abismo que jaz abaixo.
E com os mais excelentes frutos do sol, e com as mais excelentes produções das luas,
E com o mais excelente dos montes antigos, e com o mais excelente dos outeiros eternos.
E com o mais excelente da terra, e da sua plenitude, e com a benevolência daquele que habitava na sarça, venha sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça daquele que foi separado de seus irmãos.
Ele tem a glória do primogênito do seu touro, e os seus chifres são chifres de boi selvagem; com eles rechaçará todos os povos até às extremidades da terra; estes pois são os dez milhares de Efraim, e estes são os milhares de Manassés.
  • Sábado: Gn 49.22-26
José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus ramos correm sobre o muro.
Os flecheiros lhe deram amargura, e o flecharam e odiaram.
O seu arco, porém, susteve-se no forte, e os braços de suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacó (de onde é o pastor e a pedra de Israel).
Pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos do abismo que está embaixo, com bênçãos dos seios e da madre.
As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais, até à extremidade dos outeiros eternos; elas estarão sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça do que foi separado de seus irmãos.

INTRODUÇÃO
Nesta lição, serão estudadas as bênçãos impetradas pelo patriarca Jacó aos seus filhos. Um homem que viveu intensamente na companhia de Deus e sua família. Erros e acertos são mencionados na sua biografia. Que possamos ter a posse do que é construtivo para a formação de nosso caráter e dispensar de nossa agenda aquilo que de ruim ele deixou registrado na sua história.

1 . TRIBOS DE RUBEN, SIMEÃO E LEVI
Jacó profetizou para seus filhos Ruben, Simeão e Levi. Foram mencionados fatos históricos destes filhos que geraram alegrias e mágoas escondidas na sua despedida.

1.1.A Tribo de Ruben
O primogênito de Lia destacava-se entre seus irmãos. Mas ele perdeu seus direitos naturais. Seu lugar de primogênito favorecido foi dado a José. Seus privilégios de sacerdote seriam passados a Levi. Seu direito de ser o chefe das tribos de Israel, isto é, seus direitos reais, seriam de Judá. Assim Rúben, dotado de dignidade, direitos de primogenitura e superioridade natural, perderia o direito a todo e qualquer lugar de poder e influência por causa da instabilidade do seu caráter. Seu indescritível pecado com Bila deu evidência de uma fraqueza moral que significa ruína. Suas paixões incontroladas (impetuoso como a água) foram descritas na expressão hebraica, "água sem repressão jorrando em torrente espumante" (v. 4). Embora capaz de sonhos, planos e boas intenções, não se podia contar com ele para a realização dos mesmos.

1.2.As Tribos de Simeão e Levi
o segundo e o terceiro filho de Jacó com Lia, eram irmãos na violência. O velho pai não poderia jamais esquecer o cruel massacre dos siquemitas. Naquele dia revelaram seu verdadeiro caráter, pois violentamente atacaram e destruíram homens que eles desarmaram por meio da estratégia e fraude. Naquela ocasião foram censurados por seu pai. Agora, ao lado do seu leito de morte, tiveram de ouvir as cortantes palavras de sua maldição: Dividi-los-ei em Jacó, e os espalharei em Israel (v. 7b). Não teriam território que pudessem chamar de seu, mas seriam dispersos entre as outras tribos. Em Canaã esta maldição foi cumprida: os simeonitas foram engolidos pela tribo de Judá; e os levitas não receberam nenhum território, pois serviram como ministros do santuário e mestres de Israel.

1.3.A Tribo de Levi
A sentença acerca de Levi se converteria em bênção. Esta tribo realizou um serviço agradável a Deus em seu zelo contra os adoradores do bezerro de ouro (Êx 32). Tendo sido separados por Deus como sacerdotes, nesse caráter foram espalhados pela nação de Israel. Levi não teve herança em Israel, mas herdou cidades espalhadas por todas as tribos. (Js 13.33; 21.1-45)

 2 . JUDÁ, ZEBULOM, ISSACAR E JOSÉ (EFRAIM E MANASSÉS)
Agora as bênçãos serão direcionadas aos da tribo de Judá, Zebulom, Issacar, Efraim e Manasses.

2.1.                  A Tribo de Judá
o quarto filho de Jacó com Lia, recebeu o primeiro inqualificável louvor do velho patriarca. Levava sobre si a esperança de Israel. Não tendo o direito da primogenitura, nem dignidade excepcional, ou poderes espirituais, sobressairia como o poderoso líder de um povo, que entusiasticamente haveria de admirá-lo e louvá-lo. (Judá significa louvor.) Seria temido pelos seus inimigos, pois como um leão os perseguiria sem descanso até que a vitória fosse sua. Então, tendo completado sua missão, retornaria à fortaleza de suas montanhas para descansar na segurança de uma fortaleza que ninguém poderia invadir. Apoderar-se-ia do cetro ou bastão que simbolizaria seu inteiro domínio no papel de guerreiro, rei e juiz. Qualquer nação seria feliz, segura e honrada com Judá como chefe e protetor.
A frase, até que venha Siló, foi pronunciada por Jacó no meio do quadro profético referente ao lugar de Judá no plano de Deus. Para nós, o fulgor incomum de sua predição está grandemente realçado pelo fato de que desde os tempos antigos tem sido considerada como mensagem messiânica. O hebraico poderia ser traduzido, até que venha Siló, ou até que venha aquele a quem ele pertence. Em ambas as traduções a referência deve ser, primeiramente, a Judá, mas em última análise o Messias é Aquele que deve vir. Em outras palavras, a soberania jamais se apartará de Judá, até que venha Aquele que tem o direito de reinar.

2.2.                  A Tribo de Zebulom
o sexto filho de Jacó com Lia, seria colocado em um lugar onde seriam possíveis a atividade comercial e a prosperidade. Isto pode significar que a tribo de Zebulom receberia um território ao longo da costa. Ou, pode significar que a prosperidade seria a herança dos descendentes de Zebulom, por causa de sua proximidade com os fenícios que tinham acesso ilimitado às rotas do comércio. Jacó menciona Sidom como fazendo parte deles. É possível também que a predição de Jacó não fosse inteiramente realizada quando da divisão final da terra. No cântico de Débora (Jz. 5) o povo de Zebulom foi sinceramente elogiado por sua valorosa atitude contra Sísera e seu exército.

2.3.      As Tribos de Issacar e José (Efraim e Manasses)
O quinto filho de Jacó com Lia está representado como um forte amante, do descanso e do sossego, como um boi. A palavra hamor, literalmente, jumento, não se refere ao animal selvagem, veloz, fogoso que dá na vista do espectador. Pelo contrário, designa a forte besta de carga que se submete ao jugo mortificante, sem se queixar, a fim de poder ficar livre para deitar-se sossegadamente, com tranqüilidade e conforto. Jacó estava predizendo que a Tribo de Issacar se submeteria à invasão dos cananitas que lhe colocaria um jugo. Em vez de lutar, os homens desta tribo submissamente se tornariam escravos dos povos da terra. Prefeririam a vergonha e a escravidão em lugar da ação corajosa.

O primeiro filho de Raquel recebeu os mais altos louvores dentre todos os filhos. Um homem de visão, de sonhos, de força moral e espiritual, ele foi um exemplo do melhor que há nas vidas do V.T. Em seus diversos desempenhos, como filho, irmão, escravo e administrador, ele demonstrou seu caráter superior através de sua imutável lealdade para com o seu Deus. Jacó chamou José de ramo frutífero. O hebraico para contém um jogo de palavras como nome de "Efraim". A referência é a uma árvore ou videira que cresce vigorosamente, com a idéia de vitalidade ou juventude. Como resultado de ter sido plantada junto a uma fonte rumorejante, continuaria a crescer e dar fruto. Numa terra seca, a água fazia diferença entre a esterilidade e a fertilidade. A humildade garantia a fertilidade. Uma árvore assim fortalecida podia lançar seus ramos e suas gavinhas sobre o muro, partilhando com o mundo da abundância de seus frutos.
Resumindo, José seria sempre considerado um príncipe entre seus irmãos (distinguido entre seus irmãos). O hebraico nezir indica "alguém separado", ou "alguém que é separado ou consagrado para importantes obrigações". O nazireu era um homem que havia sido oferecido a Deus e, através de voto especial, ficava-Lhe irrevogavelmente entregue. Efraim, seu filho, teria as qualidades necessárias para a santa dedicação e realizaria o propósito divino de alguém que foi escolhido para pôr em ação os princípios tão lindamente exemplificados por José. Ele foi o príncipe entre as tribos de Israel.

3. DÃ, GADE, ASER, NAFTALI E BENJAMIM
O que Deus fez por meio de Israel tipifica o que ele quer fazer por meio da Igreja. Deus quer que a Igreja seja um instrumento abençoador na terra. Onde houver um salvo aí estará a bênção do Senhor. A incumbência da igreja é cumprir a obra restauradora de Deus. A igreja é o vaso de Deus na sua obra de restauração. Israel deveria ser uma bênção na terra para encaminhar as demais nações ao encontro de Deus e hoje a responsabilidade da Igreja é pregar o Evangelho para que todo o homem tenha conhecimento do Senhor Jesus.

3.1.      A Tribo de Dã
o primeiro filho de Bila, seria um forte defensor do seu povo. Advogaria, defenderia e ajudaria na luta pela independência. A tribo seria pequena, mas seria grandemente temida pelos vizinhos que tentariam espezinhá-la. Jacó chamou Dã de serpente junto ao caminho, que causaria terror e infligida ferimentos rápidos e fatais. O hebraico neiheish significa mais do que uma serpente no gramado, um réptil venenoso com presas fatais. Isto é, Dã seria sobremaneira perigoso aos seus inimigos. Mais tarde, membros da tribo de Dã cumpriram esta palavra com exatidão notável. Depois de algum tempo em seu território original, os danitas mudaram-se para o norte e ocuparam o extremo norte de Israel. Este povo nunca se distinguiu por seus predicados espirituais. Em 931 A.C. Jeroboão levantou um bezerro de ouro em Dã, para que a adoração pagã fosse fomentada.

3.2.      A Tribo de Gade
Foi o primeiro filho de Zilpa, a serva de Lia. O velho patriarca reconheceu que o espírito corajoso e guerreiro de Gade seriam forte ajuda para o seu povo na vida em Canaã. Jacó predisse que Gade precisaria de toda sua astúcia, coragem e persistência na luta, pois seria continuamente molestado por ataques das tribos do deserto. Bandos de saqueadores fariam pressão contra ele. Jacó fez uso de um jogo de palavras Gade que significa tropa – para indicar a ferocidade e a crueldade dos atacantes do deserto. Ele profetizou que Gade seria vitorioso e seria capaz de expulsar o inimigo. Depois da conquista da Palestina, a tribo de Gade ficou localizada a leste do Jordão.

3.3.      As Tribos de Aser, Naftali e Benjamim
O segundo filho de Zilpa, tem um nome que significa feliz. Jacó o descreveu em um campo fértil, onde o trigo, o vinho e o azeite seriam produzidos em quantidades abundantes. Seria próspero e rico. As guloseimas que produziria seriam próprias da mesa de um rei. (Até os reis de Tiro e Sidom haveriam de querê-las.) A tribo de Aser testemunhou o cumprimento desta profecia patriarcal.

O segundo filho de Bila, demonstraria um notável amor à liberdade; ele era uma gazela solta, disse Jacó. A ilustração descreve um animal selvagem, rápido e gracioso que se deleita com a liberdade das montanhas cobertas de bosques e dos vales abertos. Naftali teria o domínio dos grandes campos de Deus. Prefere palavras formosas é, talvez, uma referência aos discursos eloqüentes e úteis que sairiam da boca dos homens desta tribo. Baraque, por causa do seu valor, veio a ser um dos seus vencedores. Em Juí. 5:18 lemos: "Zebulom é povo, que expôs a sua vida à morte, como também Naftali".

O filho mais moço de Raquel, caracterizava-se como um lobo feroz e perigoso que faria grandes estragos. O lobo é alerta e furtivo em seus movimentos. De noite ele entra sorrateiramente entre as ovelhas e foge com a sua presa. O hebraico teiraf significa rasgar em tiras. Fala de crueldade selvagem. Os lobos do início da noite podem ser tão selvagens e destruidores como aqueles da madrugada. Em qualquer momento estão prontos para os ferozes negócios do comportamento desumano. Eúde, Saul e Jônatas estão entre os descendentes de Benjamim, os quais evidenciaram seus poderes guerreiros. Os homens desta tribo tornaram-se famosos pelos seus arqueiros e seus lanceiros (cons. Jz. 5:14; 20:16).

 CONCLUSÃO
Hoje terminamos mais um trimestre. Que Deus em Jesus possa nos abençoar com toda sorte de bênçãos espirituais. Que a vida de Jacó possa nos inspirar na formação de um caráter ilibado. A Deus toda honra e toda glória!
Nesta lição estudamos as bênçãos impetradas pelo patriarca Jacó aos seus filhos. Um homem que viveu intensamente na companhia de Deus e sua família. Erros e acertos são mencionados na sua biografia. Que possamos ter a posse do que é construtivo para a formação de nosso caráter e dispensar de nossa agenda aquilo que de ruim ele deixou registrado na sua história.


AMADOS
Já estão disponíveis as revistas do próximo trimestre.
A partir de domingo que vem estaremos estudando O LIVRO DO APOCALÍPSE. Serão 13 lições fantásticas comentadas pelo Pastor Orivaldo Aparecido Prattis. Que o Espírito Santo nos ajude a compreender os Mistérios de Deus revelados em Sua Palavra.

Deus abençoe a todos em Nome de Jesus!
Equipe Betel



Fontes:
Bíblia de Estudo Dake – Atos
Comentario Biblico de Moody
Comentario Biblico  AT –Genesis a Neemias – Matthews Henry
Revista: JACÓ – Editora Betel - 1º Trimestre 2012 – Lição13.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Insensato!


Meditação: [Salmo de Davi para o músico-mor] Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem. Salmos 14:1

Pensamento: Não é insensato aquele que abre mão do que não pode reter para ganhar o que não pode perder. (Jim Elliot)

Leitura: Lucas 12:16-21.
E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância;
E ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos.
E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens;
E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga.
Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?
Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus. 

Mensagem:

              Parece-me relativamente contraditório que Jesus, que era tão gentil em alguns momentos (Mateus 19:13-15), chamasse algumas pessoas de insensatas. No entanto, os evangelhos registram várias vezes que o nosso Senhor usou este termo depreciativo para descrever aqueles de quem falava – especialmente os fariseus (Mateus 23:27-29; Lucas 11:39-40).
            Jesus também usou a palavra insensato numa parábola, após alertar um homem sobre a cobiça (Lucas 12:13-21). O que o tornou insensato não foi ter construído celeiros maiores para armazenar sua colheita abundante (Lucas 12:16-18). Teria sido mais insensato ainda deixar a colheita nos campos onde o clima severo a deterioraria. Nem foi considerado insensato por pensar que essa provisão inesperada fosse suficiente para mantê-lo por longo tempo (Lucas 12:19). Afinal, somos estimulados a seguir o exemplo da formiga e “armazenar” a colheita (Provérbios 6:6-8).
            Como esse homem se tornou um insensato? Ele deixou Deus de fora. Foi chamado de insensato porque falhou em perceber que sua vida estava nas mãos de Deus. Enquanto planejava cuidadosamente sua vida confortável na terra, falhou em planejar para a eternidade e em armazenar tesouros no céu (Mateus 6:20).
        17. Que farei? O fazendeiro estava preocupado com suas riquezas, mas não imaginou a possibilidade de utilizar suas abundantes colheitas para o benefício de outros. 18. Celeiros. Em grego, apothêkê, armazém, depósito.
              19. Alma: Tens em depósito muitos bens para muitos anos. O homem rico não contava com a repentina intimação que receberia de comparecer diante de Deus, deixando as propriedades que tão cuidadosamente acumulou. Na certeza de uma boa colheita, o homem, fazendeiro riquíssimo, estava pronto para se aposentar. Tinha concepção errada de várias coisas: Que a alma podia ser satisfeita com bens materiais; que os bens materiais podiam durar muitos anos; que ele viveria o tempo suficiente para gozar de tudo.

          21. Rico para com Deus. Jesus deu a entender que a riqueza pode ser investida em valores eternos (cons. 16:9).
            Você incluiu Deus em seus planos para o futuro? Você não vai querer ser chamado de insensato por Ele quando o fim chegar, vai?




Comentario Biblico - Moody.
Biblia de Estudo Dake.

terça-feira, 13 de março de 2012

“JACÓ ABENÇOA OS FILHOS DE JOSÉ”


LIÇÃO 12 – 18 DE MARÇO DE 2012


TEXTO ÁUREO
“Mas Israel estendeu a sua mão direita e a pôs sobre a cabeça de Efraim, ainda que era o menor, e a sua esquerda sobre a cabeça de Manassés, dirigindo as suas mãos avisadamente, ainda que Manassés era o primogênito”. Gn 48.14

VERDADE APLICADA
Se vemos a mão de Deus em todas as coisas, devemos deixar nas mãos de Deus todas as coisas.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Mostrar as promessas de Deus fortalece os seus filhos;
Ensinar a depender de Deus;  e
Apresentar os pais abençoando os filhos.

GLOSSÁRIO
Inescrutável: Que não se pode escrutar; insondável; impenetrável;
Dramático: Que comove ou emociona, que é grave, terrível; e
Obscurecidos: Pouca luz, ou nenhuma.

LEITURAS COMPLEMENTARES
  • Segunda feira: 1Rs 2.1-3
E aproximaram-se os dias da morte de Davi e deu ele ordem a Salomão, seu filho, dizendo: Eu vou pelo caminho de toda a terra; esforça-te, pois, e sê homem.
E guarda a observância do SENHOR, teu Deus, para andares nos seus caminhos e para guardares os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus testemunhos, como está escrito na Lei de Moisés, para que prosperes em tudo quanto fizeres, para onde quer que te voltares.
  • Terça feira: Gn 48.13-15
E tomou José a ambos, a Efraim na sua mão direita, à esquerda de Israel, e a Manassés na sua mão esquerda, à direita de Israel, e fê-los chegar a ele.
Mas Israel estendeu a sua mão direita e a pôs sobre a cabeça de Efraim, ainda que era o menor, e a sua esquerda sobre a cabeça de Manassés, dirigindo as suas mãos avisadamente, ainda que Manassés era o primogênito.
E abençoou a José e disse: O Deus, em cuja presença andaram os meus pais Abraão e Isaque, o Deus que me sustentou, desde que eu nasci até este dia,
  • Quarta feira: Gn 9.25-27
E disse: Maldito seja sCanaã; servo dos servos seja aos seus irmãos.
E disse: Bendito seja o SENHOR, Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.
Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.
  • Quinta feira: Ef 6.1-4
Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.
Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.
E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.
  • Sexta feira: Gn 48.20-22
Assim, os abençoou naquele dia, dizendo: Em ti Israel abençoará, dizendo: Deus te ponha como a Efraim e como a Manassés. E pôs a Efraim diante de Manassés.
Depois, disse Israel a José: Eis que eu morro, mas Deus será convosco e vos fará tornar à terra de vossos pais.
E eu te tenho dado a ti um pedaço de terra mais que a teus irmãos, o qual tomei com a minha espada e com o meu arco da mão dos amorreus.
  • Sábado:  2Co 12.14
Eis aqui estou pronto para, pela terceira vez, ir ter convosco e não vos serei pesado; pois que não busco o que é vosso, mas, sim, a vós; porque não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos.

INTRODUÇÃO
Os muitos episódios da vida de Jacó revelam que Deus continuava sendo o Senhor da história. Nada fugiu do seu domínio; governos e poderes estavam nas suas mãos. Nesta lição, há provas de que quando Deus intervém na história da humanidade homens e mulheres podem ser abençoados de forma imensurável.
Podemos ver isto através dos grandes homens e mulheres que se levantaram para realizar a obra do Senhor, na historia de Jose guiando ele ate o governo de toda terra do mundo então, livrando o pequeno Moises da morte para se tornar o libertador de Israel, de Davi ungido Rei de Israel, quando o rei Saul se distanciou de Deus não obedecendo suas ordens, a obedecendo suas ordens, usando a Juiza Debora e Jael esposa de Heber para guerrearem e matarem Sisera com uma estaca na fronte. Entre outros. E hoje ele pode usar você também basta que esteja no centro da vontade de Deus.

1. JACÓ E A BÊNÇÃO DE DEUS (GN 48.3-13)
A Bíblia diz que, algum tempo depois, disseram a José que seu pai estava doente. Então José foi visitá-lo, levando consigo seus dois filhos, Efraim e Manassés. Ao saber que eles estavam chegando, Jacó no seu leito, após um esforço sobre humano conseguiu sentar na cama. Em seguida, disse a José que Deus o Todo-Poderoso havia aparecido a ele na cidade de Luz (Betel), e que o teria abençoado.

1.1.  Deus, o Todo-Poderoso (Gn 48.3)
Deus se manifesta novamente a Jacó quando este estava em Betel (35.11), a aliança abraâmica foi novamente renovada com Jacó (28.13-15; 32.9,12; 35.11,12) Heb. El-Shaddai= o Todo-abundante ou Todo-suficiente, um titulo em acordo com a promessa de uma nação unificada ou uma companhia das nações, referindo-se à união das distintas tribos de Israel.

1.2.Jacó abençoa os filhos de José (Gn 48.13)
José trouxe seus dois filhos para que recebessem a bênção de seu pai. Ele arranjou seus filhos de tal forma que a mão direita ficasse sobre Manassés, o filho mais velho, e sua mão esquerda sobre Efraim. Mas, embora Jacó fosse velho e quase cego, deliberadamente corrigiu a posição, colocando sua mão direita  sobre a cabeça do mais jovem e a esquerda sobre Manassés.
O livro aos Hebreus aponta o ato de Jacó, ao abençoar Efraim e Manassés, como uma evidência suprema da sua fé resoluta em Deus (Hb 11.21).

1.3.A segurança de Jacó
Quando José tentou mudar a posição das mãos de seu pai para que Manassés recebesse a bênção principal (de acordo com o costume), foi informado de que era Efraim mesmo que estava destinado a recebê-la (v. 19). A solene bênção do patriarca pronunciada sobre os filhos de José foi tão certa como um testamento. Nela Jacó incluiu uma predição do futuro destaque de cada um dos rapazes, mas o desenvolvimento e eficiência de Efraim sobrepujaria de muito a de Manassés.
O SEU IRMÃO MENOR SERÁ MAIOR QUE ELE. Note-se que em diversas ocasiões na história do AT, Deus escolheu o filho mais novo em vez do mais velho. Escolheu Isaque em vez de Ismael (21.12), Jacó em vez de Esaú (25.23), José em vez de Rúben (vv. 21,22; 49.3,4), Efraim em vez de Manassés (vv. 14-20), Gideão em vez dos irmãos dele (Jz 6.11-16) e Davi em vez dos irmãos dele (1 Sm 16). Isso evidencia o fato de que ter primazia entre os seres humanos não significa ter primazia com Deus. Deus escolhe as pessoas à base da sinceridade, pureza e amor, e não da sua posição na família (ver Mt 19.30 nota; 20.26 nota; 1 Co 1.27,28; Tg 2.5).

2. A NOVA ESPIRITUALIDADE DE JACÓ
Seria muito natural que José colocasse a direita de seu pai o seu filho mais velho, Manassés, para que o abençoasse com a benção maior; e Efraim a sua esquerda para que recebesse a benção menor, pois era o filho mais novo. Mas, conscientemente, e por sua própria vontade, Jacó cruzou os braços para que Efraim fosse abençoado.

2.1. A atitude de Jacó
A atitude de Jaco foi de quem sabia o que estava fazendo quando seus netos vieram a ele para ser abençoados, não estava como Isaque sem visão espiritual, mais ele via alem da razão, ao ponto abençoa-los mesmo Jose colocando eles na posição correta de receber a benção, sendo mudada por Jaco no momento da benção. Precisamos ter visão espiritual para podermos enchergar o que se passa em nossa volta. Precisamos de virtudes que nos conduzam como profetas aprovados pelo Senhor para profetizarmos bênçãos para todos que tem compromisso com Deus.

2.2. Adotando os filhos de José
OS TEUS DOIS FILHOS... SÃO MEUS. Jacó considerou os dois filhos de José como se fossem dele mesmo, e assim garantiu a José uma porção dupla de herança. Efraim e Manassés, portanto, iam ter os mesmos direitos e posição dos demais filhos de Jacó, tais como Rúben e Simeão. Os descendentes de Efraim e de Manassés, respectivamente, formaram duas tribos distintas.

2.3 A cegueira de Jacó
Jacó já conhecera os filhos anteriormente, mas agora estava quase cego e sem condições de dizer quem estava com Jose, por isso ele fez a pergunta (v.10). Nesse tempo, os filhos Jose tinham aproximadamente entre 22 e 24 anos de idade.
Embora Jacó fosse velho e quase cego, deliberadamente corrigiu a posição, colocando sua mão direita  sobre a cabeça do mais jovem e a esquerda sobre Manassés. Ele sabia o que estava fazendo.

3. JACÓ CRUZA AS MÃOS
Então José tirou os dois do colo do seu pai, ajoelhou-se e encostou o rosto no chão. (Gn 48.12). Um lindo exemplo na Palavra de Deus de um filho que soube honrar o seu pai. De modo natural, José posicionou seus filhos diante de seu pai para que fosse abençoado por ele. José compreende que, apesar de todo o sucesso, que ele havia conseguido, ainda assim a autoridade paterna não podia ser questionada. Quantos hoje que, por conseguirem se destacar com determinado sucesso, já se acham tão importantes que não querem se submeter a autoridades instituídas por Deus. A capacidade ou talento não credenciam ninguém desonrar seu semelhante, ou desrespeitar a quem quer que seja. O exemplo de José nos inspira a ter uma vida de submissão inteligente e não de subserviência.

3.1. Os caminhos de Deus
Quantas vezes você já parou para pensar sobre os caminhos de Deus em sua vida?
A idéia dos caminhos e pensamentos de Deus sendo mais altos do que os do homem esta relacionada a idéia do perdão de Deus.
6 aspectos – os caminhos e pensamentos mais altos de Deus:

1º em perdão: os homens jamais teriam intentado perdoar seus inimigos, como fez Deus. Os homens procuram vingar-se dos tais e guardar malicia e ódio, enquanto o intento de Deus é a redenção e inumeráveis glorias para seus inimigos (Jo 3.16; Rm 5.8)
2º em numero de ofensas: sob circunstancia favoráveis e especiais, os homens as vezes perdoam, mas estão prontos a não perdoar após ofensas repetidas. Deus perdoa livremente muitas vezes e de um modo tão pleno e amoroso tanto na ultima como na primeira vez (Mt 12.31; 18.21,22; 1Jo 1.9)
3º em numero de ofensores: os homens podem perdoar uma ou algumas pessoas que os ofendem, mas quanto maior for o numero de ofensores, menores são as chances de eles estarem propensos a perdoar. Deus perdoa a todos, independentemente do numero de ofensores (Jo 3.16: 1Tm 2.4; 2Pe 3.9; Ap 22.17)
4º em tipos de ofensas: os homens normalmente se limitam com relação ao tipo de ofensa que perdoarão, mas Deus não tem qualificações neste sentido, exceto a ofensa de rejeitar o único meio de auxilio que ele pode oferecer (Mt 12.31,32)
5º em grau de ofensas: os homens perdoam se a ofensa for pequena a ponto de não lhes causar um grande dano; mas Deus perdoará a maior e mais grave ofensa feita contra ele á a maior e mais grave ofensa feita contra ele (Is 53, Jo 3.16)
6º em modo de perdão: os homens podem estar dispostos a perdoar se, para isso, não tiverem de pagar um alto preço e se virem que isso lhes será proveitoso; mas Deus deu o presente mais precioso do céu para quepudesse ter uma base de perdão para seus inimigos. Deus redime, perdoa por meio daquele a quem tentaram destruir, ele abençoa pela fé na expiação feita com sangue e na morte de um inicente.

3.2. Jacó abençoa os filhos de José
Ao abençoar os filhos de José, Jacó intercambia suas mãos. José está disposto a manter a seu primogênito e poderia ter removido as mãos de seu pai. Mas Jacó agiu não por erro nem por afeto parcial a um mais que ao outro; mas sim através de um espírito profético, e pelo Divino conselho. Deus está abençoando a seu povo, dá mais a um que ao outro, graça e comodidades, e mais das coisas boas da vida. Usualmente lhe dá mais àqueles que menos possibilidades têm de receber. Ele escolhe as coisas fracas do mundo; levanta o pobre do pó. A graça observa não a ordem da natureza, nem tampouco Deus prefere àqueles que nós pensamos que mais o merecem, senão ao prazer dEle. Que pobres são àqueles que não têm riquezas, senão as deste mundo! Que miserável o leito de morte para aqueles que não têm um bom fundamento de esperança, mas sim terríveis apreensões de maldade, e nada além de maldade para sempre!

3.3. O Amor gratuito de Deus (Gn 48.19,20)
Jacó já conhecia os filhos de Jose anteriormente, mas agora estava quase cego e sem condições de dizer quem estava com Jose, por isso ele fez a pergunta (v.10) nesse tempo, os filhos de Jose tinham aproximadamente 24 a 26 anos de idade. Jacó estava quase cego ou completamente, por causa da idade avançada.

CONCLUSÃO
Jacó foi alvo da revelação de Deus e profetizou o futuro dos seus filhos. No fim de sua vida, pode-se perceber o quanto a jornada dele com Deus formou em Jacó uma pessoa melhor. Que o Senhor ajude a todos os crentes para que sejam transformados à medida que caminham com o Senhor.

Fontes:
Bíblia de Estudos Duke
Comentário Biblico Moody
Comentário Biblico AT – Genesis a Neemias – Matthew Henry
Revista: JACÓ – Editora Betel - 1º Trimestre 2012 – Lição 12.

Reflexão Espiritual

O que os textos originais falam sobre o inferno ?

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