quarta-feira, 30 de maio de 2012

A Ressureição


Diretor que dar continuidade para filme 'A paixão de Cristo'


Oito anos depois de assistir ao grandioso sucesso de Mel Gibson “A Paixão de Cristo,” o promotor e produtor David Wood de Hollywood tem o firme propósito em sua visão que ele crê ser de Deus – de produzir a história da Ressurreição de Jesus Cristo

Wood tem planos de produzir o que será para todos que acreditam “a continuação do filme” para ser exibido em comunidades cristãs, cinema, retratando os acontecimentos em torno da ressurreição e os 40 dias que se seguiram. “A Ressurreição” será único em muitos aspectos, diz o produtor.

“O verdadeiro poder do cristianismo é o Jesus ressuscitado”, Wood, 49 anos, disse. “Mesmo que todos nós sabemos que Cristo foi à cruz por nossos pecados, e Ele ao ressuscitar mostra realmente o seu poder, que é o poder que nós, como cristãos realmente temos, a vida eterna em Cristo Jesus. Esta segunda história é sobre isso. É uma história sobre amor e esperança, voltada a mostrar o lado bom do sacrifício de Jesus“.

Além de produzir “A Ressurreição”, disse Wood, que é um veterano de 30 anos na indústria cinematográfica e promoção, tem outra visão, talvez ainda mais impressionante. Ele pretende financiar o filme através de uma comunidade cristã, antes de contratar um ator talentoso para produção do filme como também os roteiristas. Wood explica a visão mostrada a ele por Deus: “O que Deus tem nos mostrado é que nós estamos fazendo isso no espírito oposto de Hollywood. Normalmente, você vai com um script pronto e levanta o dinheiro de seus investidores. Então com o script aprovado, você contrata todo mundo para depois entrar em produção. Você faz a edição, coloca o som e faz um pré-lançamento do seu filme, e então começa comercializá-lo por cinco a seis meses, e depois que ele vai ser lançado nos cinemas e DVDs e assim por diante “, disse Wood.

“O que Deus está nos mostrando a fazer neste momento é que precisamos colocar uma equipe de lideres de igrejas juntos como administradores deste (projeto), porque é um projeto tão especial que precisa ser feito o caminho de Deus”, explicou. “Nós estamos realmente começando a primeira comercialização desta forma. Assim, o plano traçado para o (projeto) para os próximos meses e no resto do ano é estar deixando a igreja cristã e o mundo saber que este filme está chegando.”

Depois de encerrar uma conferência de 4 dias em Los Angeles, que contou com apoio de uma rede de líderes cristãos para o filme e as indústrias de marketing promocional, Wood disse a CP estava pronto para falar sobre o filme pela primeira vez para a mídia e disse que a “Paixão de Cristo” foi um ótimo trabalho feito Mel, mas que agora o mundo precisa desta mensagem de vida, dai o projeto do Filme “A Ressurreição”.

Fonte: O Diário
http://www.exibirgospel.com.br/conteudo/artigos/1038-a-ressureicao.html

terça-feira, 29 de maio de 2012

LIÇÃO 10 - A GRANDE BABILÔNIA



03 DE JUNHO DE 2012


TEXTO ÁUREO
“E ouvi outra voz do céu que dizia Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados e para que não incorrais nas suas pragas”. Ap 18.4

VERDADE APLICADA
Sob nenhuma hipótese, a Igreja do Senhor na terra, pela qual Ele entregou a própria vida na morte, deve ser confundida nem comparada com a meretriz do Apocalipse.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Entender que os falsos cristãos são, por Satanás, introduzidos na igreja, mas não fazem parte dela;
Ensinar que a meretriz não é somente a instituição religiosa, mas todo o conjunto de doutrinas e idéias que apoiam projetos contrários a Deus e ao Seu reino; e
Enfatizar que verdadeira igreja não deve tolerar a Meretriz. Mas rejeitá-la através de ensino veemente e constante da sã doutrina. 

GLOSSÁRIO
Descrição: narração pormenorizada;
Teocrático: governo em que o poder está na mão do clero, ou de Deus; e
Hesita: ter falta de decisão.

Textos de Referência

Ap 17.1      E veio um dos sete anjos que falava comigo, di­zendo-me: Vem e mostrar-te-ei a condenação da grande pros­tituta que está assentada sobre muitas águas,
Ap 17.2      com a qual se pros­tituíram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição.
Ap 17.3      E levou-me em es­pírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta, que estava cheia de no­mes de blasfêmia e tinha sete cabeças e dez chifres.
Ap 17.6      E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos e do sangue das tes­temunhas de Jesus. E vendo-a, eu maravilhei-me com grande admiração.

LEITURAS COMPLEMENTARES
·         Segunda feira: Ap 17.4,5
E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição;
E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra. 
·         Terça feira:  Ap 17.8-14
A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá.
Aqui o sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada.
E são também sete reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo.
E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição.
E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis por uma hora, juntamente com a besta.
Estes têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta.
Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis. 
·         Quarta feira: Ap 17.15-18
E disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas.
E os dez chifres que viste na besta são os que odiarão a prostituta, e a colocarão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo.
Porque Deus tem posto em seus corações, que cumpram o seu intento, e tenham uma mesma idéia, e que dêem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus.
E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra. 
·         Quinta feira: 18.1-8
E depois destas coisas vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória.    
E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande babilônia, e se tornou morada de demônios, e covil de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e odiável.
Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias.
E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.
Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela.
Tornai-lhe a dar como ela vos tem dado, e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que vos deu de beber, dai-lhe a ela em dobro.
Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto; porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto.
Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga. 
·         Sexta feira:  Ap 18.9-24
E os reis da terra, que se prostituíram com ela, e viveram em delícias, a chorarão, e sobre ela prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio;
Estando de longe pelo temor do seu tormento, dizendo: Ai! ai daquela grande babilônia, aquela forte cidade! pois numa hora veio o seu juízo.
E sobre ela choram e lamentam os mercadores da terra; porque ninguém mais compra as suas mercadorias:
Mercadorias de ouro, e de prata, e de pedras preciosas, e de pérolas, e de linho fino, e de púrpura, e de seda, e de escarlata; e toda a madeira odorífera, e todo o vaso de marfim, e todo o vaso de madeira preciosíssima, de bronze e de ferro, e de mármore;
E canela, e perfume, e mirra, e incenso, e vinho, e azeite, e flor de farinha, e trigo, e gado, e ovelhas; e cavalos, e carros, e corpos e almas de homens.
E o fruto do desejo da tua alma foi-se de ti; e todas as coisas gostosas e excelentes se foram de ti, e não mais as acharás.
Os mercadores destas coisas, que com elas se enriqueceram, estarão de longe, pelo temor do seu tormento, chorando e lamentando,
E dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! que estava vestida de linho fino, de púrpura, de escarlata; e adornada com ouro e pedras preciosas e pérolas! porque numa hora foram assoladas tantas riquezas.
E todo o piloto, e todo o que navega em naus, e todo o marinheiro, e todos os que negociam no mar se puseram de longe;
E, vendo a fumaça do seu incêndio, clamaram, dizendo: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?
E lançaram pó sobre as suas cabeças, e clamaram, chorando, e lamentando, e dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! na qual todos os que tinham naus no mar se enriqueceram em razão da sua opulência; porque numa hora foi assolada.
Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela.
E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada.
E em ti não se ouvirá mais a voz de harpistas, e de músicos, e de flautistas, e de trombeteiros, e nenhum artífice de arte alguma se achará mais em ti; e ruído de mó em ti não se ouvirá mais;
E luz de candeia não mais luzirá em ti, e voz de esposo e de esposa não mais em ti se ouvirá; porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias.
E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra. 
·         Sábado: AP 19.1-10
E, depois destas coisas ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão, que dizia: Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus;
Porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.
E outra vez disseram: Aleluia! E a fumaça dela sobe para todo o sempre.
E os vinte e quatro anciãos, e os quatro animais, prostraram-se e adoraram a Deus, que estava assentado no trono, dizendo: Amém. Aleluia!
E saiu uma voz do trono, que dizia: Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, assim pequenos como grandes.
E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina.
Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.
E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos.
E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.
E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia. 

INTRODUÇÃO
Em Apocalipse 16.17, já foi dado o anúncio da queda de Babilônia. O capítulo 17 se detém na descrição daquela que foi, e será a grande prostituta, até que seja julgada e destruída. O capítulo 18 se ocupa dos pormenores da queda e destruição dela, bem como das suas conseqüências para os habitantes da terra.

1. A MULHER MONTADA NA BESTA
Ao estudar os capítulos 17 e 18 de Apocalipse, somos tentados a identificar tanto a Besta quanto a meretriz com algum sistema político ou religioso passado e contemporâneo. Até somos estimulados a isso pelo próprio livro (Ap 13.18). Porém aqui evitaremos esta linha e nos esforçaremos para obter a maior compreensão possível do texto.

1.1. A área de influência
“... As águas que viste”. Diz o anjo intérprete: significa “povos, e multidões, e nações, e línguas”. Nisso pode existir uma paródia blasfêmia contra Deus, conforme depreendemos do salmo 29, 3 e 10: “A voz do Senhor ouve-se sobre as águas; o Deus da glória troveja; o Senhor está sobre as muitas águas”...) “O Senhor se assentou sobre o dilúvio...”. O simbolismo do presente texto, é bastante usado no antigo Testamento e em passagens de o Novo” (Sl 18.4, 16; 124.14; Is 8.7; Lc 21.25; Ap 17.15). Durante o reinado cruel da Besta estas águas representam o estado de depressão os habitantes da terra (Lc 21.25; Tg 1.6). Portanto, é evidente que, num consenso geral, a extensão da autoridade da Besta, geograficamente, é grande, ela alcançará o mundo (Ap 13.16). O leitor deve observar que em vários lugares do Apocalipse há tais “enumerações”, incluindo totalidade ou universalidade. O governo romano era universal. O governo do Anticristo também será universal (cf. 13.4). (Apocalipse Versículo por Versículo – Severino Pedro)

1.2. Os trajes da mulher
“...uma mulher assentada”. A mulher e a Besta nesta secção simbolizam dois poderes: o religioso e o político. O fato de ela está “assentada sobre a Besta” indica que a grande prostituta e domina as nações religiosamente, assim como a Besta sobre a qual cavalga faz politicamente. Isso também revela sua influência e, ao menos aparentemente, parece controlar e até dirigir a Besta. por sua vez a mulher é sustentada pela Besta. O presente texto nos mostra o primeiro poder (religioso) à cavalgar sobre o segundo (político).
A mulher e a Besta são significativas especialmente em suas vestes e em seu poder, mas habitam no deserto. Isso indica claramente suas naturezas demoníacas (Lc 11.24). Ela é realmente vista onde deve ser vista: num lugar desolado, faminto, sedento apropriada para uma meretriz horrenda. A esse lugar o anjo levou o profeta. Há ainda neste versículo um fato curioso que chamou a atenção de João: a Besta estava coberta de nomes de blasfêmia. Isso indica que o sistema predominante da Besta é totalmente corrupto.

“...a mulher estava vestida”. Em muitos texto do Apocalipse, emprega-se termos como “adultério”, “prostituição”, “meretriz”, para simbolizar o afastamento dos povos da comunhão espiritual. Quando a palavra “mulher” é usada simbolicamente nas Escrituras, dependendo do contexto, significa religião. Uma mulher pura, como uma “noiva” ou a Esposa”, designa uma “religião pura e imaculada”, como a verdadeira Igreja de Cristo (19.7 e 21.9). Portanto, quando o Apóstolo João emprega o termo “meretriz” na descrição de suas visões, sem dúvida alguma está se referindo a um sistema religioso que havia prostituído sua própria existência com algo que é totalmente contrário aos propósitos da Igreja do Senhor. Nos tempos dos monarcas babilônicos os súditos do imponente poder da grande Babilônia, consideram-na como se fora “rainha” (Jr 51.7). O “cálice de ouro” em sua mão demonstra o seu desejo de implantar no mundo uma falsa “comunhão”, e sua doutrina afermentada (ela embriaga). Mas um dia ela ouvirá a voz poderosa de Deus a lhe dizer: “peso do deserto do mar...caída é Babilônia, caída é!” (Is 21.1, 9). (Apocalipse Versículo por Versículo – Severino Pedro)

1.3. A embriaguez da mulher
 “...a mulher estava embriagada”. Sabemos pela história que Ninrode “o poderoso de almas em oposição a face do Senhor” foi o primeiro imperador. Fundou o primeiro governo e além de ser caçador, “começou a ser poderoso na terra”. A esposa deste monarca era Semíramis, figura bastante conhecida na história secular, uma prostituta. “Quando Ninrode foi assassinado, ela assumiu a posição de imperatriz do governo. Para manter-se no poder...ela criou um mito ao redor da figura de seu falecido marido, Ninrode, atribuindo-lhe o nome de Zoroastrita, que quer dizer “A semente da mulher”. A partir deste princípio, tudo que está ligado direto ou indiretamente com a cidade de Babilônia, é sempre representada por uma figura feminina.
Nos dias do Anticristo, esse grande poder “político-religioso” estará ainda mais reforçado, e acrescentará a todas as suas maldades anteriores (cf. lc 3.20). Ela é a única responsável (direta ou indiretamente) pelo sangue derramado das testemunhas do Senhor, em qualquer tempo e em qualquer lugar. Eis a razão dela agora se encontrar embriagada. As testemunhas a que João aludi, originalmente eram os cristãos que sofreram no primeiro século da Igreja cristã. Profeticamente falando, isso aponta para os cristãos que sofrerão sob o Anticristo: Eles são os “santos” do Apocalipse. (C. 8.3, 4; 11.18; 13.7; 14.12; 15.3; 16.6;17.6; 18.24; 19.8; 20.9), etc. (Apocalipse Versículo por Versículo – Severino Pedro)
O cálice de ouro em sua mão, cheio da sua impureza, de prostituição espiritual e de abominações pelas quais ela frauda potencias políticas prova que é uma potencia religiosa (Biblia de Estudos Dake)

2. O MISTÉRIO DA BESTA
Já tivemos oportunidade na lição sete, de estudar um pouco a respeito desta Besta, por isso, neste tópico, analisaremos somente sua relação com Babilônia, a grande meretriz. Leia atentamente o capítulo 17 para maior aproveitamento da lição.

2.1. Era e já não é (Ap 17.8a)
“...foi e já não é”. Há uma corrente de comentaristas, tanto do passado como do presente, que baseados em Ap 11.7 e 13.3 e o versículo que temos secção, defendem a posição da reencarnação de Nero. Para eles a expressão: “Foi e já não é”, que se complementa na parte final com a frase: “mas que virá”; aludi à tradição de Nero redivivo. Nero “foi”, mas morreu. Todavia, voltaria. Esta interpretação para nós não se harmoniza com a tese e argumento principal da Bíblia. Ela condena a reencarnação. Devemos ter em mente que João olhava para o futuro dos séculos (os dias do Anticristo) e depois lança retrospectivamente um olhar para traz e, contempla o império romano de 455 d.C. a 754 a.C. Assim temos o antigo império romano como existiu na forma imperial até os dias de João, e até sua destruição por Odoacro rei dos Hérulos. (Apocalipse Versículo por Versículo – Severino Pedro)

2.2. Ainda virá
Mas que virá. Isso fala do novo ressurgimento do império romano na pessoa do Anticristo (13.3). Ele ressurgirá do “abismo” (literalmente falando: do caos político); e (espiritualmente falando: da inspiração de Satanás, o dragão); mas “irá a perdição”. Seu destino final será a perdição: o lago de fogo (20.10). Essa “perdição” será física e terrena e também eterna. Judas Iscariotes foi chamado também um “filho da perdição”. Tal expressão é empregada em outras passagens do Novo Testamento, somente para indicar Judas e o Anticristo (Jo 17.12 e 2Ts 2.3). Ambos após serem derrotados (um já sendo passado) irão a seu próprio ‘lugar” (At 1.25; Ap 17.19; 20; 20.10). (Apocalipse Versículo por Versículo – Severino Pedro)

2.3. As sete cabeças e os dez chifres
As sete cabeças da Besta: sete reis. Já pudemos ver no versículo 3, o significado do símbolo da Besta, de sete cabeças e dez chifres. As sete cabeças figuram sete montes e também sete reis ou reinos (vv. 9, 10).  Muitos comentadores da Bíblia acham que os sete montes refere-se a Roma, que originalmente foi edificada sobre estes, e também por ter absorvido em grande parte o culto idolatra babilônico, ainda hoje visto disfarçadamente na liturgia da igreja romana.  A criação do Mercado Comum Europeu, em Roma,  em 1957, (depois,  Comunidade Econômica Européia, e, por fim, União Européia), pode ser a fase inicial dessa confederação de nações.

"... São também sete reis dos quais caíram cinco, um existe e outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de  durar pouco." Os reinos que já caíram: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Persa e Grécia. "... e um existe...": o império romano (no tempo de João). "... outro ainda não é vindo...". Talvez o império romano, ao ser ressuscitado. Desse sétimo reino levantar-se-á o Anticristo, reino que consistirá de uma liga de dez nações (v. 12).

Daniel 7.24 diz: "... dez reis que se levantarão daquele mesmo reino... ". É pois uma forma daquele antigo império. É claro que não poderá ser o mesmo, porque aquele era regido por um único soberano,  e o futuro sê-lo-á por dez governantes com suas dez capitais. Eles formarão uma confederação de  nações  durante  a  Tribulação. Dizemos con federação   porque num pé,  os dedos são ligados (Dn 2.42). Com  a  formação  desses  dez  Estados estará pronto o palco para a formação do reino do Anticristo - o oitavo rei (v.  11).  A área  geográfica  desses  dez reinos é a mesma do antigo Império Romano, isto é, parte da Europa, da Ásia e da África.

O reino dos dez chifres (Dn 7.24)  . Esse futuro reino é equivalente ao da primeira Besta de  Ap 13.1-8,  e 17.12-17.  Até hoje não ocorreu esta forma de governo do Império Romano. Não se trata do próprio império restaurado, como muitos precipitadamente afirmam. O texto de Dn 7.24 afirma que esses países se formarão "... daquele mesmo reino...". (Daniel e Apocalipse – O Panorama do Futuro – Antonio Gilberto)

“... As sete cabeças são sete montes”. Todos sabem a quem esta passagem se refere: geograficamente. É a Roma. Simbolicamente, porém, ela diz respeito a os “sete sistemas de governo” que existiu neste império (v.10). A cidade de Roma é das mais antigas da península Itálica, está edificada “sobre sete colinas”, que o Apóstolo João chama de “sete montes”. Nos dias do império estas montanhas eram denominadas de; (Aventino, Palatino, Célio, Esquilino, Vidimal, Quirinal e Capitólio). A cidade ficava à margem esquerda do rio Tibre, a 24 quilômetros da sua desembocadura no mar Tirreno, na costa ocidental da península. O seu fundador foi um habitante do Lácio (donde vem a palavra latino) chamado Rômulo que junto com Remo seu irmão fundou a cidade e o império em 754 a. C. ou segundo os cálculos astronômicos em 750 a. C. Mas tarde, Rômulo se desentendeu com Remo, e o matou em combate. No capítulo dois do profeta Daniel, esse poderoso império é contemplado nas “pernas de ferro” da estátua colossal do sonho do monarca Nabucodonosor. (Apocalipse Versículo por Versículo – Severino Pedro)

3. O MISTÉRIO DA MULHER
A meretriz do capítulo 17 pode e deve ser identificada com o sistema religioso que desde sempre se opõe ao povo de Deus. Porém jamais deve ser confundida com a igreja visível, pois esta foi edificada por Jesus (Mt 16.18) e será sustentada por Ele mesmo depois que os fiéis forem arrebatados (Ap 12.14). Ela não se transmutará em meretriz, mas deixará de existir quando se extinguirem os motivos para sua existência.

3.1. Quem é a Meretriz
“... grande prostituta”. Nos capítulos 17 e 18 deste livro, nas sete visões da condenação da “grande Babilônia”, são vistos dois “sistemas” se combinando entre SI: Babilônia (política e religiosa) e (literal e comercial). A primeira sendo descrita no capítulo 17 e a segunda, no capítulo 18. As predições bíblicas têm cumprimento a curto ou a longo prazo. Portanto, nos “últimos dias”, que são dias da ira tanto humana como divina, veremos o “aparecimento” tanto de um império político: a federação dos  dez reis escatológicos, pelo Anticristo (v.13),  tendo  como  sede  a  cidade  de Roma, como também veremos o “aparecimento”  de “um  falso culto”  dedicado à  Besta,  o homem  do pecado.  Também veremos ainda, a condenação duma grande prostituta denominada “a grande Babilônia” envolvida em “mistérios”. A Babilônia, a grande, cerca de 713, (a. C.). O profeta Naum chamou-a de “graciosa meretriz” (Na 3.4). De modo bem similar, e por razoes idênticas um outro profeta aplica o mesmo  epítero vergonhoso a cidade de Tiro, predizendo  sua  ruína  (Is  23.15).
Profeticamente falando, este “sistema misterioso” desta secção, representa o novo paganismo do tempo do Anticristo, e especialmente, o culto dele e suas formas de expressões. (Apocalipse Versículo por Versículo – Severino Pedro)

"... da grande meretriz...". Na Bíblia, religiões falsas são chamadas prostituição, porque são uma forma de infidelidade a Deus. (Ler Na 3.4; Is 23.17.) "... sentada sobre muitas águas". Isto é explicado no versículo 15. (Daniel e Apocalipse – O Panorama do Futuro – Antonio Gilberto)

17.1 GRANDE PROSTITUTA. Trata-se da Babilônia religiosa, e abrange todas as religiões falsas, inclusive o cristianismo apóstata. Na Bíblia, os termos prostituição e adultério, quando empregados figuradamente, normalmente denotam apostasia religiosa e infidelidade a Deus (Is 1.21; Jr 3.9; Ez 16.14-18; Tg 4.4), e significam um povo que professa servir a Deus enquanto, na realidade, adora e serve a outros deuses. Note o nítido contraste entre a grande prostituta e a esposa do Cordeiro (19.7,8). A prostituta é súdita de Satanás; a esposa é súdita de Cristo. Satanás veste a prostituta (v. 4); Deus veste a esposa do Cordeiro (19.8). A morte eterna é a porção da prostituta; a glória eterna é o destino da esposa.
Concernente a esta falsa religião: (1) A prostituta rejeitará o evangelho de Cristo e dos apóstolos, o poder da piedade (2 Tm 3.5; 4.3; Mt 24.24). (2) Ela se alinhará com os poderes e a filosofia de "Babilônia", i.e., o estilo de vida do mundo com sua imoralidade (v. 2; 3.16). Os poderes político e religioso se unirão para apoderar-se do controle espiritual das nações (v. 18). (3) Seus líderes perseguirão os verdadeiros seguidores de Cristo (v. 6). Ela será uma miscelânia de religiões e credos, sem preocupação com a doutrina bíblica. Seu principal interesse estará na conquista das massas e na adoção dos seus sistemas, valores e objetivos religiosos. Ela se tornará "morada de demônios, e abrigo de todo espírito imundo" (18.2; cf. Is 47.12,13). (4) A todos os verdadeiros crentes se lhes ordena que saiam de "Babilônia", para que não sejam condenados com ela. (5) Deus fará com que o anticristo a destrua (ver v. 16 nota). (BIBLIA DE ESTUDOS PENTECOSTAL – CPAD)

3.2. Como surgirá a cidade da meretriz
A reconstrução da Babilônia como uma cidade literal é mencionada no cumprimento de muitas coisas que hão de acontecer depois do arrebatamento (14.8; 16.19; 18.1,24)
Zacarias prenunciou a reconstrução da Babilônia (Zc 5.5-11, nota 5.11a)
A Babilônia deverá ser novamente um grande centro comercial (18.3-10)
A Babilônia deverá ser novamente um grande centro religioso (18.2-10, 23,24)
Suas feitiçarias enganaram todas as nações depois do arrebatamento (18.23; 2Ts 2.10)
Ordens para que os santos sejam martirizados partirão da Babilônia (18.24)
A Babilônia será destruída no final desta era (16.19; 18.1-24; Is 13.19; Jr 50.40)
Esta cidade será a capital do Anticristo antes dele entrar na Palestina para fazer do templo dos judeus a sua capital durante os últimos três anos e meio desta era (Dn 11.40-45; 2Ts 2.3,4; Ap 11.1,2; 13.1-18). Ainda que ignoremos todas as profecias anteriores do A.T. ainda que ignoremos todas as profecias anteriores do A.T., somos forçados a crer em uma cidade literal para o cumprimento de (Ap 14.8; 16.17-21; 18.1-24) (Bíblia de Estudos Dake)

3.3.  A estrutura da meretriz
Este capítulo trata de uma cidade literal que será a capital do Anticristo antes dele ocupar Jerusalém. Trata-se de uma cidade literal, pois em Ap 16.19 ela é citada em conjunto com  outras   cidades literais. Talvez seja construída no sítio da antiga cidade de Babilônia, às margens do Eufrates.  Não sei. Tudo indica que será uma cidade importantíssima, um notável centro político, comercial e religioso nos últimos dias. É o que revela este capítulo.
Em 1971 estava o autor deste livro, cursando nos Estados Unidos, quando leu com grande interesse nos jornais, a notícia de que a cidade de Babilônia ia ser reconstruída pelo governo do Iraque. Tratava-se de um plano a longo prazo, incluindo hotéis, restaurantes, museus, estradas,   terminais   e   outras instalações requeridas num tal projeto. A finalidade principal desse projeto era incrementar o turismo na região, mas bem pode ser o início da reconstrução dessa cidade do capítulo 18 de Apocalipse.
Há uma grande diferença entre esta Babilônia do capítulo 18 e a do capítulo 17. A do capítulo 17 é destruída por homens. "Os dez chifres que viste e a besta, esses odiarão a meretriz, e a farão devastada e despojada, e lhe comerão as carnes, e a consumirão no fogo. " (Ap 17.16). Já a Babilônia do capítulo 18 é destruída por Deus, mediante terremoto e fogo (Ap 16.18,19; 18.8).
Versículo 2. O texto mostra a cidade como sendo um centro de demonismo. "... Ave imunda...", é sem dúvida mais uma referência a demônios. (Ler aqui Mt 13.4,19.) Assim, a cidade será um centro demoníaco, espírita.
Versículos 11-18. Esses versículos retratam a cidade de Babilônia reconstruída como um colossal centro comercial e financeiro. Atualmente as coisas, até certo ponto, se encaminham para isso. Os povos árabes do Oriente Médio, do dia para a noite tornaram-se os principais banqueiros do mundo. Esses bancos têm no momento a maior reserva de ouro da terra. E vão adiante com seus projetos. Essa região possui mais petróleo do que qualquer outra área do globo.
Versículo 19. Aqui vemos que essa cidade com todo seu império sucumbirão de vez, repentinamente.
Versículo 23. Mais uma vez a Escritura menciona a feitiçaria de Babilônia. Fica bem claro que a capital do Anticristo será permeada de espiritismo. Por toda parte a escalada preparatória de demonismo está ocorrendo perante nossos olhos. (Daniel e Apocalipse – O Panorama do Futuro – Antonio Gilberto)

v. 7 “...não sou viúva”. A imponente cidade vista neste capítulo, se glória como o “nécio no seu coração”. Ele diz: “Não há Deus” (Sl 14.1). Ela diz: “Não sou viúva”. A cegueira física pode ser causada pela falta de vitamina (“A”) no organismo humano, porém, os olhos espirituais, sempre são cegados pelo orgulho. A grande cidade do pecado se gloriava, pois dizia no seu coração: “Não sou viúva”. O Dr. Lang observa que até mesmo agora, tão insuspeitamente segura ela se sente, que não percebe os sinais dos tempos. Ela se sente “rainha” (esposa de um monarca). Em Isaías ela declara: “Eu serei senhora para sempre” (Is 47.7), e acrescenta: “Viúva não sou”. Uma viúva, no sentido lato, é alguém abandonada (cf. (s 47.7-9). Mas também não era mais do ponto divino de observação uma “noiva” ou “esposa”, mas apenas uma “poliandra”. O primeiro item deste versículo diz que ela se “glorificou”. O padrão cristão permite que gloriemos exclusivamente no Senhor, pois a autoglorificação é, na realidade, uma forma de idolatria própria.

v.9 “...a chorarão”. A começar por este versículo, temos a segunda secção natural do capítulo que é o lamento das nações por causa da queda de Babilônia. “Mas, porque essas pessoas estão tristes? A tristeza na verdade não é por Roma; trata-se de puro egoísmo de sua parte. Os reis da terra lamentam apenas que seu parceiro de prostituição tenha desaparecido...”.
Observemos três grupos de magnatas lamentando sua perda na queda deste sistema: incluindo a cidade e o sistema (a) os “reis da terra”. Versículos 9 e 10; (b) Os “mercadores”. Versículo 11 e ss; (c) os “capitães e marinheiros”. Versículos 17 a 19. Mas, finalmente os “Céus”, os santos Apóstolos e profetas; a Igreja, incluindo os mártires, sem qualquer dúvida, se regozijarão sobre sua queda, portanto a Justiça terá sido feita. A descrição que se segue na passagem de Ez 26. a 28 é paralela a que está em foco: os reis (26.15-18), os negociantes (27.36), os marinheiros (27.29-36) se lamentam ante a queda de Tiro. As Escrituras são proféticas e se combinam entre si, em cada detalhe.
v. 12 “...ouro, e de prata, e de pedras’. Um fato curioso deve ser observado nos versículos (12 e 13); cerca de 28 mercadorias de luxo são aqui, enumeradas, e que 23 são substâncias inanimadas, que começa com “ouro” e termina com “trigo”; a seguir, vêm “cavalgadura, e ovelha... e cavalos”; depois vêm novamente objetos inanimados (carros), e finalmente a lista termina com “corpos... e almas de homens”.
O Dr. Dr. Lockyer, Sr comenta o que segue: “A classificação em sete partes dos artigos comerciados neste armazém do mundo pode ser categorizada assim: (a) Coisas de valor e ornamentação: ouro, prata, pedras preciosas e pérolas; (b) Vestimentas caras: linho fino, púrpura, sede e escarlata; (c) Mobília suntuosa; vasos manufaturados de madeira preciosa, marfim e metais. Talvez a madeira odorífera seja a árvore cheirosa de Cirene, usada para incenso; (d) Perfume caros; canela, incenso e óleo; (e) Vida abundante: vinho, azeite, farinha, trigo, animais, ovelhas; (f) Desfiles triunfais: cavalos e carros; (g) Tráfico infamante: escravos, corpos e almas de homens”.
v. 13 “...corpos e de almas de homens”. A grande lista de mercadorias continua nesta secção trazidas pelos mercadores à cidade, depois de cavalos e carros, e numa progressão habilmente ascendente, chega-se a Sôma kai psyché anthopôn, que traduzido classicamente exprime por “corpos e almas dos homens”, que outros traduzam: “escravos e cativos”. A Babel do passado, também tinha o mesmo alvo: Ninrode, o poderoso caçador, foi seu primeiro rei. Deste monarca está dito na poesia: “Ninrode, poderoso caçador de alma em oposição à face do Senhor” (Gn 10.9). A grande Babel (Babilônia) escatológica, terá em poderoso “caçador de almas em oposição a Deus”. Será ele, sem dúvida, a figura sombria do Anticristo. Ele controlará com seu poder e habilidade, o mundo político e comercial. O autor sagrado frisa esse mal, declarando mais elaboradamente o seu modo de ser.
v. 17 “...todo o que navega em naus”. Essa passagem reflete a importância da grande cidade, sobretudo no campo do comércio do levante. Plínio fala disso em sua História Natural. “Os negociantes e reis têm seus lamentos agora adicionados pelos lamentos dos homens do mar, aqueles cujas riquezas estavam vinculadas aos navios e ao comércio marítimo. Eles também se postarão “de longe”, o que agora é dito pela terceira vez (vs. 10, 15, 17)”. A lamentação do presente texto pode ter também um sentido literal. A cidade em referência, aqui, é Roma. “O Tevere não é, praticamente, negável. Os portos mais próximos de Roma estão no Mediterrâneo, olhando para a Córsega ambas não internacionais: Civitavecchia, a 90 quilômetros, e Ostia, apenas a 24. Se mostram, talvez se veja a fumaceira da cidade”. (Apocalipse Versículo por Versículo – Severino Pedro)


CONCLUSÃO
A visão da grande prostituta fascina. Poder, riqueza, luxo, ócio e vícios, exercem atração sobre as pessoas em todos os tempos e lugares. Asafe, no Salmo 73, comprova que a grande tentação é pensar e agir como os ímpios. “Mas nós aguardamos novos céus e nova terra em que habita a justiça” (2Pe 3.13).


Bíblia de Estudo Dake – Atos
Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD
Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva – CPAD
Daniel e o Apocalipse – o Panoramana do Futuro – Antonio Gilberto – CPAD
Revista: APOCALIPSE – Editora Betel - 2º Trimestre 2012 – Lição 10.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

LIÇÃO 09 - AS SETE TAÇAS DA IRA DE DEUS



27 DE MAIO DE 2012


TEXTO ÁUREO
“E vi outro grande e admirável sinal no céu Sete anjos que tinham as sete últimas pragas, porque nelas é consumada a ira de Deus”. Ap 15.1

VERDADE APLICADA
Só entenderemos as maravilhosas implicações de pertencer à Igreja, quando formos arrebatados para estar para sempre com o Senhor.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Exaltar a importância da igreja e o privilégio incomparável de pertencer a ela;
Enfatizar que estaremos prontos para julgar o mundo quando amarmos justiça e a santidade; e
Deixar claro que só serão julgados por Deus aqueles que se recusarem a sofrer a disciplina do Senhor.

GLOSSÁRIO
Vindima: colheita de uvas
Impraticável: que não se pode por em prática, inexequível; e
Recrudescimento: aumentar, recrescer.

Textos de Referência

Ap 15.5      E, depois disto, olhei, e eis que o templo do tabernáculo do testemunho se abriu no céu.
Ap 15.6      E os sete anjos que ti­nham as sete pragas saíram do templo, vestidos de linho puro e resplandecente e cingidos com cinto de ouro pelo peito.
Ap 16.1      E ouvi vinda do tem­plo, uma forte voz, que dizia aos sete anjos: Ide e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus.
Ap 16.7      E ouvi outro do al­tar que dizia: Na verdade, ó Senhor, Deus Todo Poderoso, verdadeiros e justos são os Teus juízos.
Ap 16.17    E o sétimo anjo der­ramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do Templo do céu, do Trono, dizendo: Está feito.

 LEITURAS COMPLEMENTARES
·         Segunda feira: Ap 14.14-20
E olhei, e eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem um semelhante ao Filho do homem, que tinha sobre a sua cabeça uma coroa de ouro, e na sua mão uma foice aguda.
E outro anjo saiu do templo, clamando com grande voz ao que estava assentado sobre a nuvem: Lança a tua foice, e sega; a hora de segar te é vinda, porque já a seara da terra está madura.
E aquele que estava assentado sobre a nuvem meteu a sua foice à terra, e a terra foi segada.
E saiu do templo, que está no céu, outro anjo, o qual também tinha uma foice aguda.
E saiu do altar outro anjo, que tinha poder sobre o fogo, e clamou com grande voz ao que tinha a foice aguda, dizendo: Lança a tua foice aguda, e vindima os cachos da vinha da terra, porque já as suas uvas estão maduras.
E o anjo lançou a sua foice à terra e vindimou as uvas da vinha da terra, e atirou-as no grande lagar da ira de Deus.
E o lagar foi pisado fora da cidade, e saiu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, pelo espaço de mil e seiscentos estádios. 
·         Terça feira:  Ap 15.2-4
E vi um como mar de vidro misturado com fogo; e também os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus.
E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos.
Quem te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso todas as nações virão, e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos. 
·         Quarta feira: Ap 16.2-6
E foi o primeiro, e derramou a sua taça sobre a terra, e fez-se uma chaga má e maligna nos homens que tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem.
E o segundo anjo derramou a sua taça no mar, que se tornou em sangue como de um morto, e morreu no mar toda a alma vivente.
E o terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue.
E ouvi o anjo das águas, que dizia: Justo és tu, ó Senhor, que és, e que eras, e santo és, porque julgaste estas coisas.    
Visto como derramaram o sangue dos santos e dos profetas, também tu lhes deste o sangue a beber; porque disto são merecedores. 
·         Quinta feira:  Ap 16.8-11
E o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe permitido que abrasasse os homens com fogo.
E os homens foram abrasados com grandes calores, e blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem glória.
E o quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso; e eles mordiam as suas línguas de dor.
E por causa das suas dores, e por causa das suas chagas, blasfemaram do Deus do céu; e não se arrependeram das suas obras. 
·         Sexta feira:  Ap 16.12-16
E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do oriente.
E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs.
Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso.
Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas.
E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom. 
·         Sábado:  Ap 16.17-21
E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do céu, do trono, dizendo: Está feito.
E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terremoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terremoto.
E a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e da grande babilônia se lembrou Deus, para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira.
E toda a ilha fugiu; e os montes não se acharam.
E sobre os homens caiu do céu uma grande saraiva, pedras do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Deus por causa da praga da saraiva; porque a sua praga era mui grande. 

INTRODUÇÃO
Você estudou na lição anterior que a pregação do Evangelho Eterno será, ao mesmo tempo, apelo à conversão, anúncio da destruição da sociedade fundada na injustiça e na soberba humana e aviso quanto ao destino último da Besta e de seus adoradores. Cumpridas estas etapas o julgamento divino sobre a terra e seus habitantes será concluído e as últimas sentenças serão executadas “porque nelas é consumada a ira de Deus”.

1. CURIOSIDADES INICIAIS
A seção intitulada “A ceifa e a vindima” (Ap 14.14-20) faz parte dos preparativos para o derramamento das últimas pragas da ira de Deus, por isso, foi incluída nesta lição. Nela aparecem quatro anjos que somados aos três de Apocalipse 14.6-13 perfazem um total de sete. Pelas suas características parecem apontar para os anjos das trombetas em Apocalipse 8.2, e para os que derramarão os sete cálices do furor de Deus sobre a Terra. 

1.1. O anjo de coroa na cabeça e foice na mão
A ceifa dos gentios (Ap 14.14-16). A esta altura dos acontecimentos o agrupamento das nações rebeladas contra Deus, em Armagedom, está às portas. Ver Ap 16.16 combinado com 19.19. Aqui temos uma antevisão daquela cena indescritível! O Ceifeiro é justo, pois é visto sentado numa nuvem branca, cor esta que indica pureza e justiça. O juízo ou julgamento é também justo porque o Juiz julga calmamente. Ele está sentado sobre a nuvem (v. 14). Esta ceifa mostrada aqui a João é a das nações gentílicas.
Jesus falou disso quando disse: "Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será na consumação do século. Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniqüidade e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes." (Mt 13.40-42). "Choro" tem a ver com o padecimento dos perdidos; "ranger de dentes" tem a ver com a sua própria ira que arderá por dentro.
Em 13.49 de Mateus, Jesus voltou a falar sobre essa ocasião, dizendo: "Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos." (Daniel e o Apocalipse – O Panorama do Futuro – Antonio Gilberto)

“...um semelhante ao filho do homem”. O profeta Daniel (cerca de 607 a.C.) teve uma visão sobre o Filho do homem no presente quadro: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do homem: e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele” (Dn 7.13). Baseado na passagem de (Mateus 13.37), que diz: “...O que semeia a boa semente, é o Filho do homem” e, Gálatas 6.7: “...tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. João identifica o Ceifeiro celeste como sendo o Senhor Jesus Cristo. “Sentado em uma nuvem branca está o Criador de todas as nuvens. Fazendo dela sua carruagem, ele parte para sua tarefa sombria. O sentar-se sobre a nuvem do juízo sugere “calma e deliberação”. Sem pressa: o Ceifeiro sega sua colheita”.
Uma foice aguda. A foice “aguda” (afiada) indica que a ceifa será rápida e completa. Temos aqui o simbolismo da “ceifa” (Jl 3.13), que representa o julgamento no fim da presente era (Mt 13.39-43). A foice é objeto mencionado por mais de 12 vezes nas Escrituras (Is 2.4; Jl 3.10, 13; Mq 4.3; Mc 4.29), e por sete delas nos versículos que temos nesta secção (vs. 14, 15, 16, 17, 18, 19). O livro do Apocalipse apresenta Cristo em sua magnitude! “No capítulo 22.1 vê-se seu poder repousante. O Pai e o Filho estão “assentados no trono”. No capítulo 19.11 ele está “assentado sobre um cavalo branco”, o que indica seu poder que avança. Mas aqui o Cordeiro está “assentado sobre uma nuvem”, o que indica seu poder de executar o juízo”. (Apocalipse versiculo por versiculo – Severino Pedro)

1.2. A colheita final
“...outro anjo saiu do templo”. Cremos que a pessoa do Pai está em foco nesta passagem. Um anjo comum jamais teria dado ordem ao elevado poder da nuvem branca (cf. Hb 1.4 e ss). Na passagem de Joel 3.13, Deus é que manda “lançar a foice”, e a seguir o Filho do homem (que ali está oculto e aqui revelado) age prontamente, pois a seara está madura, ou “mais do que madura”, ou “seca”. A “seara da terra” diz respeito a Israel e não as nações gentílicas; enquanto que a “vinha da terra” (diferente da “vinha do Senhor” – Israel), diz respeito aos gentios e não Israel. “A palavra grega usada aqui é a mesma empregada para a figueira de Marcos 11.20; em Lucas 23.32 usa-se a forma adjetiva: o que se fará no caso? Significando o último e terrível estado de Israel”.
A seara da terra. Há muitas interpretações sobre a “seara da terra” visto nesta secção. Alguns opinam que ela se refere a uma “colheita especial” dos “bagos caídos”: da grande colheita – o arrebatamento (1Ts 4.13-17) e tomam a passagem de (Lv 19.9-10) para exemplificar. Essa ceifa o Filho do homem não só mas usará também seus anjos como reais ceifeiros (Mt 13.39). Haverá então a “separação entre o trigo e o joio”. (Apocalipse versiculo por versiculo – Severino Pedro)

Conclusão Sobre as Duas Ceifas (Ap 14.14-16 e 17-20)
1. Na ceifa propriamente dita (w. 14-16), os produtos são separados uns dos outros, mas na vindima (vv. 17-20), só as uvas entram em questão. Na Bíblia, Israel é sempre contado à parte como nação. "... eis que o povo que habita só e não será reputado entre as nações" (Nm 23.9). "... Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos separei dos povos.” (Lv 20.24). Estas duas ceifas - a dos gentios e a de Israel, não são ceifas de santos para o céu, mas de ímpios para o justo juízo, como acabamos de mostrar escrituristicamente.
2. Sete vezes nos versículos 14-19 é mencionada a palavra foice, o que destaca a magnitude dessa ceifa final. Está aí uma prova que o dia de Deus chegará. Nos Salmos e nos Profetas encontramos repetidas vezes a pergunta do povo de Deus, "Até quando, ó Senhor?", querendo dizer: "Quando intervirás nesse estado de coisas; quando repreenderás de vez o mal; quando retribuirás ao ímpio?" (Ler SI 10.1; 4.2; 13.2; 94.3,4.) Chegou afinal, o dia da resposta divina! (Apocalipse versiculo por versiculo – Severino Pedro)

1.3. Os três anjos e a proclamação dos juízos (Ap 14. 6-13)
Um anjo proclamando "... um evangelho eterno..." (Ap 14.6,7). Ler estes versículos. Trata-se de um anjo, mensageiro da misericórdia de Deus, mesmo em meio aos juízos daqueles dias. Deus chama pela última vez ao arrependimento os habitantes da terra que, naquela época, não serão tantos como se pensa, dizimados que foram pelos juízos anteriores.  Dissemos atrás, que Deus nunca ficou sem testemunho, e naqueles últimos dias até o testemunho angelical se ouvirá na terra, tendo como púlpito os céus: "Vi outro anjo voando pelo meio do céu..." (v. 6). Pela leitura do versículo 7, vê-se que o anjo anuncia boas-novas (o significado da palavra "evangelho") do estabelecimento final, do reino de Deus entre os homens. Chegou à hora do juízo para que seja inaugurado o reino do Filho de Deus.

Um anjo anuncia a queda de Babilônia (Ap 14.8). "Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição." A referência aqui é à futura cidade de Babilônia. (Ler Ap 18.2,9.) Disso trataremos na abordagem do capítulo 18. O "vinho da fúria da sua prostituição" são os falsos ensinos religiosos partidos daí.

O julgamento dos adoradores da Besta (Ap 14.9-12). Aqui um anjo anuncia um juízo extremamente severo prestes a cair sobre todos os seguidores da Besta. "... será atormentado com fogo e enxofre..." (v. 10). Fogo e enxofre são símbolos de tormento inexprimível. O Senhor já fez isso uma vez sobre Sodoma e Gomorra e as demais cidades da campina do Jordão (Gn 19.24,25).

Mensagem da bem-aventurança dos mortos no Senhor (Ap 14.13). As verdades deste versículo mostram que diante das terríveis circunstâncias daqueles dias, inclusive as densas trevas espirituais, será melhor morrer do que viver. Os crentes que porventura escaparem com vida durante a Tribulação ingressarão no reino terrenal de Cristo. Os que morrerem pela sua fé irá estar com o Senhor. Serão, pois bem-aventurados. (Daniel e o Apocalipse – O Panorama do Futuro – Antonio Gilberto)

2. OS ANJOS DAS SETE TAÇAS DA IRA DE DEUS
O capítulo 15 relata a detalhada preparação para o julgamento final. “E os sete anjos... saíram do templo” (Ap 15.6). O juízo provém do mesmo templo celestial. Os anjos saem não como servos ou mensageiros, mas como administradores reais do juízo, cingidos à altura do peito com cintos de ouro. A ira de Deus é repartida entre os sete anjos por um dos seres viventes e estará contida em sete taças de ouro.

2.1. Eles saíram do Templo no Céu (Ap 15.5,6)
“... o templo do tabernáculo’. No Novo Testamento dois vocábulos gregos: “hieron” e “naos”, são traduzidos geralmente por “templo”. Mas, em uso literal ou figurado, no pensamento cristão, deve-se conferir o emprego dos termos “casa” (oikos) e “lugar”. O uso metafórico de “templo” deve ser também comparado a “edifício” (oikodom~e).

A expressão “tenda” (sk~em~e) ou o tabernáculo do testemunho se acha somente em trecho do Novo Testamento, em At 7.44. Mas ali não há qualquer alusão ao templo, e, sim, ao tabernáculo original, armado no deserto. Em algum sentido todos os templos (isto é, o de Salomão; de Esdras; de Herodes; esses que os judeus erigirão, no local da Cúpula da Rocha (Dn 9.27; Mt 24.15; 2Ts 2.4), e o templo escatológico de Ezequiel, capítulo 40 a 48), todos serão tratados como uma só “casa”: a casa de Deus. No presente texto, o “templo” que João viu se “abrir” não foi na terra, mas no “céu”. O Apóstolo foi capaz de olhar para o “interior” do lugar do testemunho de Deus. Os judeus criam que as coisas terrenas eram figuras das celestiais (Hb 8.5 e 9.23), de maneira que o templo terrestre era apenas uma “cópia” do celestial (Ap 3.12; 7.15; 11.19; 14.15, 17; 15.5, 6, 8; 16.1). (Apocalipse versiculo por versiculo – Severino Pedro)

Versículo 5. "Depois destas coisas...". Aqui se fechou o parêntese e a marcha dos acontecimentos dos selos e das trombetas, interrompida em 11.19 é reiniciada. “... abriu-se no céu o santuário do tabernáculo do Testemunho". "Santuário" aqui é a palavra que no original corresponde ao compartimento mais interior do tabernáculo, denominado Santo dos Santos (no original, nãos). Cremos tratar-se da habitação literal de Deus e dos anjos. Duas palavras predominantes no Apocalipse são santuário e trono. Elas aparecem a cada passo do livro. Aí está à origem e segurança da salvação, e o governo do universo. Esse trono é hoje para a Igreja um "... trono da graça..." (Hb 4.16), pela mediação do nosso Sumo Sacerdote, o Senhor Jesus Cristo, mas nesse tempo será um trono de juízo para os ímpios. (Daniel e o Apocalipse – O Panorama do Futuro – Antonio Gilberto)

2.2. Eles estão vestidos de linho puro
“...vestidos de linho”. Observemos que os trajes dos anjos, no presente texto, são semelhantes ao traje de Cristo, visto glorificado no capítulo (1.13) deste livro. Isso significa “dignidade” e “elevado ofício”. Estas vestes e cintos só eram usados pelos sacerdotes e juízes da Alta Corte. No caso de Cristo, isso representa sua dignidade como “sacerdote e juiz”. No caso dos anjos nesta secção, refere-se à função de “juízes” por eles desempenhado. Os sete magistrados da Suprema Corte estavam também cingidos com cintos de ouro; a mesma coisa é dita acerca de Cristo, em (Is 11.5 e Ap 1.13) respectivamente; “A justiça será o cinto dos seus lombos, e a verdade o cinto dos seus rins”. Esses anjos estavam encarregados de uma missão; uma comissão proveniente dos mais elevados céus. Seus trajes, devidamente equipados, fala de poder, dignidade, retidão e verdade (Is 22.21; Jr 12.18; Ef 6.14). A passagem de (Dn 10.5, 6; 12.7), mostra um anjo celestial vestido da mesma forma. (Apocalipse versiculo por versiculo – Severino Pedro)

2.3. Peito cingido com cinto de ouro
Este sete anjos são homens. Em (Ap 17.1), um deles mostrou a João o mistério da grande prostituta e a besta que a trazia e, em (Ap 21.9), outro mostrou a João a Cidade Santa. Depois de ver essas coisas, João caiu aos pés do anjo e, com isso, foi-lhe dito que ele era um homem comum – um dos profetas (19.9,10; 22.8,9). Ele é chamado de homem em (Ap 21.17). (Bíblia de Estudos Dake)

Is 11.5 JUSTIÇA... VERDADE. A justiça e a verdade são elementos essenciais do reino do Messias. São, também, requisitos para todos que dirigem, na igreja do Messias (Bíblia de Estudos Pentecostal)

A veste comprida de Cristo era uma vestimenta talar, usada exclusivamente pelos sacerdotes e juízes no desempenho de duas funções. É isso realmente, a dupla função do Filho de Deus atualmente (2 Tm 2.8 e Hb 3.1). “O cinto de ouro cingido a altura do peito era também usado elo sacerdote quando este ministrava no santuário, estava à altura do peio e não nos rins, para ajustar as vestes de modo a facilitar os movimentos; assim, quando o cinto está em volta de seus lombos, o serviço é proeminente. (Cf. Jó 38.3; Jo 13.4, 5), mas quando o cinto está em volta do peito implica juízo sacerdotal dignificado, coisas que são inerentes ao Filho de Deus tanto no passado como no presente. Na simbologia profética das Escrituras Sagradas aponta também: a pureza, a inocência de Cristo (Sl 123.9). (Apocalipse versiculo por versiculo – Severino Pedro)

3. OS ALVOS DAS QUATRO PRIMEIRAS TAÇAS
No capítulo 16, à semelhança das pragas derramadas sobre o Egito, os sete anjos recebem ordem para despejar suas taças sobre a terra. Será o julgamento definitivo anunciado pela proclamação do Evangelho Eterno. Será também a última etapa do resgate do povo de Deus dos domínios do ‘iníquo’ e da purificação do planeta. Um processo parecido com a colheita e o preparo do solo para um novo plantio. Depois virá o Milênio.

3.1. O solo
“...uma chaga má e maligna”. Os juízos das trombetas limitam-se, mais ou menos, aos limites do mundo romano, mas os juízos das taças hão de cobrir a terra e devem constituir a guerra total de Deus sobre o mundo. Na consumação deste juízo encontramos paralelo na passagem de Jó 2.7, onde lemos: “Então saiu Satanás da presença do Senhor, e feriu a Jó duma chaga maligna...”. J. Filo refere-se a úlceras (elkos) dolorosas como castigo apropriado que se deveria esperar contra os aderentes do “culto do imperador”. Nos últimos dias maus, os adoradores da Besta, terão de sofrer os horrores descritos neste versículo. Os medicamentos terrenos não poderão impedir ou curar essa “chaga má e maligna”. Os magos de Faraó (Janes e Jambres) não podiam permanecerem quietos diante de Moisés “...por causa da sarna; porque havia sarna em os magos, e em todos os egípcios” (Êx 9.11b); ali, aquelas eram de caráter temporários; porém, sendo de caráter escatológico; são incuráveis (Dt 28.27, 35). A sexta praga do Egito que tem o seu paralelo nesta primeira aqui, foi dirigida contra os magos egípcios; neste ponto, porém, a praga se volta contra aqueles que adorarem a Besta. “Assim como se submeteram à marca da Besta, assim também terão de submeter-se à marca do Deus vingador”. (Apocalipse versiculo por versiculo – Severino Pedro)

3.2.  As águas
“...e morreu no mar toda a alma vivente”. Esta segunda praga tem seu paralelo, na primeira praga que caiu no Egito, quando o Rio Nilo tornou-se em sangue, matando os peixes (Êx 7.14 e ss). Mas aqui o próprio “mar” é afetado em grau supremo. Quando dos juízos das trombetas, somente uma “terça parte” se transformou em sangue, e somente uma “terça parte” da vida marinha pereceu (8.9). Mas, no presente texto, os efeitos serão mais vastos. O mar tornou-se em sangue como de um morto, imundo e coagulado, impossibilitando a vida no mesmo. “O sangue é uma vívida e terrível da morte, o salário do pecado. Essa foi a primeira praga do Egito, o Nilo transformou-se em sangue... mas agora será o mar... cardumes de criaturas que tinham vida no mar morreram, e como testemunha apodrecida da iniqüidade dos súditos da Besta, o homem do pecado...”. Alguns estudiosos da Apocalipse, opinam que toda essa descrição é simbólica, referindo-se ao envenenamento do sangue da vida das nações, como se a questão fosse de ordem “moral” ou “espiritual”, e não literal. Mas devemos ter mente o que disse Jesus a João: “...estas coisas hão de acontecer” (1.1, 19; 22.6).

“...nos rios e nas fontes das águas”. Essa praga tem também seu paralelo na primeira praga que caiu sobre o Egito, que atingiu não somente o rio Nilo, mas também as fontes, os poços e os ribeiros, transformando-os em sangue. Nos dias sombrios do governo do Anticristo homens terão manchado a terra com o sangue dos mártires. Deus agora lhes dará sangue a beber – uma justa retribuição, como é declarada em Gl 6.7. Esta é a lei da compensação divina para os súditos da Besta. deus como Justo Juiz, em sua perfeita justiça e retidão, derramará a sua grande ira, no tempo da terceira taça, dando sangue a beber aos que derramaram sangue dos santos. Será uma das mais horrendas pragas desta série de “sete” quando os homens e os animais terão somente sangue coagulado para beber.  (Apocalipse versiculo por versiculo – Severino Pedro)

3.3. O sol
“...abrasasse os homens com fogo”. A quarta taça tem mais ou menos seu paralelo na sexta praga do Egito. A da saraiva misturada com fogo (Êx 9.24 e ss). Na introdução, porém, tem seu paralelo na nona praga egípcia (Êx 10.21-23). Na passagem em foco vemos os homens sendo abrasados com “fogo”, embora a palavra “fogo”, no grego, culto ela indique a extrema intensidade do calor solar. A literatura paralela do Apocalipse predissera que Deus fará o sol ficar parado na mesma altura por três dias, criando um calor excessivo que castigará aos povos ímpios e rebeldes. É lamentável dos homens desprezarem a “sombra do Altíssimo” e se submeterem, mesmo que contragosto, ao fogo do juízo de Deus. A profecia bíblica não foi escrito para satisfazer a curiosidade humana, antes do que “cumprimento”, e, sim, para “instruir” aqueles que viverem na época do seu cumprimento. Oremos pelos homens! Deus pode humilhar os que andam na soberba (Dn 4.37).

. “...não se arrependeram”. Já tivemos a oportunidade de ver no Apocalipse, os juízos de Deus a cair sobre a humanidade, em ordem crescente, e, ao mesmo tempo, vemos homens endurecidos contra Deus, seguindo um paralelo na mesma escola: Não se arrependeram! “Note-se como as primeiras quatro taças segue o curso das quatro trombetas. Porém, quanto à cronologia não são paralelas. Os juízos das trombetas marcam a introdução destes juízos e caíram numa área delimitada: terra, mar, rios, fontes das águas, sol, lua e estrelas (8.7, 8, 10, 12), contudo, foram limitados, cada vez, à “terça parte”. Mas não há limites nos juízos das taças; elas varrem tudo”. O que os homens persistem em fazer, se for mau, torna-os incapazes de vencer a própria corrupção de sua natureza. A fibra moral é tão debilitada que os tornam incapazes do arrependimento; e esse é um dos aspectos do julgamento contra o pecado (Rm 6.23). (Apocalipse versiculo por versiculo – Severino Pedro)

CONCLUSÃO
O controle de todas as coisas pertence a Deus. Quando chegarem os dias compreendidos pelo derramar das sete taças, todos os poderes inimigos de Deus e resistentes ao Seu domínio estarão a serviço dEle, e prepararão o palco, onde eles mesmos serão julgados e condenados. Portanto, querido irmão, se tudo estiver dando errado na tua vida, sossegue Deus está no controle.

Dando continuidade com as pragas temos a quinta lançada agora sobre o trono da besta v.10
“...se fez tenebroso”. A presente passagem ainda tem seu paralelo na nona praga do Egito. Ali o reino de Faraó também se fez “tenebroso” durante três dias (Êx 10.22). Aqui o “trono da Besta” afetado pelo juízo da quinta taça é o mesmo que ela herdou do dragão logo no início de seu reino (13.2). A missão deste anjo celestial, é derramar a sua taça sobre o “grande trono” não só da apostasia religiosa do mundo, mas, conseqüentemente, sobre todo o ‘falso” poder. As trevas que envolveram o trono da Besta, são “trevas sobrenaturais”. É verdade que através da história tem havido trevas estranhas e aterrorizante, em que o sol, por assim dizer, não dava luz. Diz um astrônomo que “Isso se deve à (“poeira cósmica”) ao atravessar as elevadas camadas da atmosfera terrestre, em quantidade apreciável”. Mas na quinta taça este fenômeno, será produzido por uma intervenção sobrenatural; sem dúvida alguma: O poder de Deus. W. Ramsay declara que a expressão “mordiam as línguas de dor” é a única na Bíblia e indica uma agonia mais intensa e excruciante.
A sexta taça sobre o rio Eufrates v.12
“...O grande rio Eufrates”. O rio Eufrates era um dos rios do Paraíso (Gn 2.14). Seu nome em hebraico é “perath”, derivado do acadiano “purattu’, que representa o sumeriano “buranun”, e a forma neotestamentária, “Euphart~es”. Os hebreus o chamavam de “o grande rio” (ver notas expositivas sobre isso, 9.14). O Eufrates forma-se pela junção de dois tributários: o Murado-Su, que começa no lago Van, e o Kara-Su ou Frata, que nasce a 74 quilômetros a nordeste de Erzerum.
1. “O curso total do rio Eufrates desde sua nítida nascente até sua desembocadura no Golfo pérsico é de 3.093 quilômetros e 600 metros. Sua profundidades varia entre 3 e 10 metros e sua largura é de 200 a 400 metros aproximadamente”. Seu leito se encravava na Ásia Continental, e na antiguidade era conhecido como a linha divisória entre o mundo oriental e Ocidental. O juízo desta taça secará suas águas momentaneamente, pois doutra forma, seriam necessários três anos consecutivos sem chuver. Ilustrando a passagem em foco, temos Deus abrindo o mar Vermelho (Êx 14.21, 2), de igual modo o Jordão 40 anos depois (Js capítulo 3). Também está profetizado a secura do rio Nilo (Is 11.15). O grande rio Eufrates passará por um momento semelhante na história. Suas águas secarão preparando assim “o caminho dos reis do oriente” que vêem em demanda da terra de Israel.
2. Reis do Oriente. H. Lindsey diz: “Cremos que a China é o princípio da formação dessa grande profecia chamada “reis do leste” pelo Apóstolo João”. Como o emblema nacional do Japão é “o sol nascente”, pode ser que essa nação partilhe no avanço das asiáticas. Isso se depreende na forma plural (“reis do Oriente”) vista no presente texto. Recentemente um documentário de TV sobre a China Vermelha, denominado “A Voz do Dragão”, citava potência dispor de um “exército popular” de 200.000.000 de homens.
A setima taça é o terceiro ai v.17
“...Está feito”. A sétima taça é a consumação do “terceiro ai” (a sétima trombeta), Ambas as coisas nos levam ao fim desta era, e ambas envolvem a “ira final”. A presente expressão lembra-nos das últimas palavras do Senhor Jesus na cruz, quando disse: “Está consumado” (Jo 19.30). Elas marcam o término de uma grande obra e o início de outra; ambas são consolidadas na terceira expressão: “Está cumprido” (Ap 21.6). Está feito, no presente texto, é para declarar que “os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo”. É o fim da presente era e o estabelecimento do governo de Cristo com poder e grande glória. A grande vos que disse: “Está feito”. É a voz de Deus e sua declaração final. Deus é que diz a última palavra. Convém notar que no segundo dia da criação quando Deus criou “os ares”, não pronunciou a palavra: (“bom”); isso se reveste de significação especial (Gn 1.6-8). Satanás é o príncipe “...das potestades do ar” (Ef 2.2), e portanto sua influência perniciosa será derribada de qualquer posição nesta sétima taça. (Apocalipse versiculo por versiculo – Severino Pedro)



Fontes:
Bíblia de Estudo Dake – Atos
Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD
Comentário Bíblico de Moody - Apocalipse
Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva – CPAD
Daniel e o Apocalipse – o Panoramana do Futuro – Antonio Gilberto – CPAD
Revista: APOCALIPSE – Editora Betel - 2º Trimestre 2012 – Lição 09.

Reflexão Espiritual

O que os textos originais falam sobre o inferno ?

recomendo os vídeos da Irmã Sara, assistam, comentem e se inscrevam no canal Cultura Israel.