quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

“A teologia da prosperidade e o cristianismo puro e simples”


LIÇÃO 09 – 03 de Março DE 2013


Texto Áureo

“E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho”. Jo 14.13

Verdade Aplicada

A teologia da prosperidade oferece um caminho rápido para o sucesso sem passar pelo trabalho, pela renúncia e pelo esforço.

Objetivos da Lição

      Definir a teologia da prospe­ridade;
      Explicar que a teologia da prosperidade é uma heresia di­ferente das heresias clássicas;
      Ensinar o que as Escrituras dizem ser o evangelho.

Textos de Referência

Jo 14.10    Não crês tu que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.
Jo 14.11    Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.
Jo 14.12    Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.
Jo 14.13    E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
Jo 14.14    Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.
Jo 14.15    Se me amardes, guardareis os meus mandamentos.

INTRODUÇÃO
A teologia da prosperidade é um movimento de origem inglesa, com enorme receptividade no Brasil, a partir de 1980. Também é conhecida como “confissão positiva”, “palavra da fé”, “movimento da fé” e “evangelho da saúde e da prosperidade”. Ao contrário do que se imaginam as doutrinas desse movimento não surgiram no pentecostalismo, e sim de algumas seitas sincréticas da Nova Inglaterra. No entanto foi exatamente nesse meio que essa teologia mais conseguiu se firmar.

Nos últimos anos tem sido apregoada aos quatro cantos do mundo um ensino exagerado sobre a prosperidade cristã. Segundo este ensinamento, todo crente tem que ser rico, não morar em casa alugada, ganhar bem, além de ter saúde plena, sem nunca adoecer. Caso não seja assim, é porque está em pecado ou não tem fé. (A Teologia da prosperidade à luz da bíblia - Elinaldo Renovato de Lima)

Uma das características do século XX na esfera teológica é a extensa produção das chamadas "teologias de genitivo". A elaboração de reflexões cada vez menos sistemáticas e mais especulativas fez surgir no cenário teológico do nosso tempo as Teologias "do Processo", "da Esperança", "da Morte de Deus", "da Libertação", dentre outras. Por meio de um processo progressivo de fuga da teologia sistemática tradicional, essas teologias, com suas diversas ênfases, alcançaram autonomia em relação às diferentes confissões de fé cristãs, tornando-se, em maior ou menor grau — dependendo da cultura onde estão inseridas — objetos de opção pessoal.
No Brasil, essa nova teologia tem recebido designações variadas, tais como: "Movimento Palavra da Fé", "Teologia da Confissão Positiva" ou "Teologia da Prosperidade". Travamos conhecimento com esses novos ensinos inicialmente por meio do tele-evangelista norte-americano Rex Humbard e, atualmente, mediante pregações em rádio e televisão e nos púlpitos de grandes igrejas que se encontram em evidência. Milhares de cristãos, membros de denominações tanto pentecostais quanto históricas, tem abraçado com entusiasmo os ensinamentos dessa nova teologia. Há também variantes mais místicas do mesmo pensamento, representadas por aqueles que enfatizam à exaustão a necessidade de o crente conhecer os mistérios ligados à batalha espiritual e à ministração de cura interior. O impacto disso tudo se faz sentir no grau de confusão, desorientação e assombro presentes em quase toda a comunidade evangélica brasileira. Mesmo a atividade pastoral tem se ressentido da falta de referenciais teológicos, bíblicos e eruditos que confrontem satisfatoriamente o problema. (O Evangelho da Prosperidade - Alan B. Pierrat)

1. O que é a teologia da prosperidade?
Não há nada de errado em o ser humano buscar prosperidade nos diferentes aspectos de sua vida, nem há qualquer condenação na Bíblia se uma pessoa desejar vencer. O próprio Deus tem prazer em abençoar seus filhos com bênçãos materiais. No entanto muitos não percebem o que há de errado com a chamada teologia da prosperidade, pois ela é diferente das heresias clássicas, que negam a divindade de Cristo, a morada no céu para os salvos, ou até mesmo a existência do inferno. A teologia da prosperidade é um tipo diferente de erro teológico, porque não nega exatamente as doutrinas fundamentais do cristianismo. A questão é de ênfase. O problema não é o que ela declara, mas sim o que ela não declara.

Algumas obras norte-americanas, escritas contra a teologia da prosperidade, tratam-na como se fosse uma heresia ou uma seita (McConnell, 1988). A posição que adotamos aqui é de que, certamente, ela não é uma seita. Uma seita é composta por um grupo bem definido de pessoas, assim como as testemunhas de Jeová ou os mórmons, que se chamam cristãos, mas negam doutrinas básicas da Bíblia, tais como a trindade e a divindade de Cristo. A compreensão defeituosa que têm do cristianismo é suficientemente séria para colocá-las fora do círculo da fé. Isso, porém, não se aplica aos ensinos do evangelho da prosperidade. Seus adeptos não negam nenhuma doutrina básica nem buscam outro fundamento que não seja Cristo e os apóstolos. Antes, trata-se de uma forma de compreender a Bíblia que, conforme mostrarei, abandona em alguns pontos as possibilidades de interpretação permitidas pela própria Bíblia.1 Eu acrescentaria que ela é uma forma bem moderna de interpretação, que reflete pressuposições contemporâneas sobre aquilo que o homem pode esperar da vida. Seus ensinos podem ser comparados a outro fenômeno moderno: o vírus de computador. Ambos são capazes de se espalhar em qualquer sistema, danificando aquilo que tocam, mas raramente destruindo por completo o objeto da infecção. De modo semelhante, esta interpretação do evangelho altera a mensagem cristã, mas não a torna irreconhecível ou irrecuperável.
[1] O autor não deseja usar a palavra "heresia" para rotular a doutrina da prosperidade, pois tal julgamento é severo e deve ser feito somente com muita cautela e por muitas vozes juntas. Vale observar que, na Bíblia, a palavra heresia é usada para se referir a três coisas: 1) um partido ou facção dos judeus, como os saduceus ou os fariseus (At 5.17); 2) um partido ou facção dos cristãos (At 24.14; 1 Co 11.19) — aqui, a palavra é sinônimo de cisma; e 3) uma opinião ou doutrina contrária à crença da igreja (Gl 1.8; 5.20; 2 Pe 2.1). Em grego, "allos" significa "outro" do mesmo tipo ou numa série. "Heteros" significa "outro" de um tipo diferente. Em alguns contextos, as palavras são intercambiáveis. Mas, em Gálatas, o sentido de "heteros" é claro. Além disso. Pedro classifica como destruidoras as heresias que chegavam ao ponto de negar Jesus Cristo (2 Pe 2.1). Paulo afirma que o homem que causa divisões na igreja é "herege", pervertido e autocondenado (Tt3.10; ARC). (O Evangelho da Prosperidade - Alan B. Pierrat)

1.1. O seu conteúdo
Na história da igreja, novas interpretações da Bíblia ou de uma única doutrina apareceram em dimensões e formas diferentes. Algumas começaram em círculos pequenos e continuam assim, tal como o reduzido grupo de igrejas "apostólicas" de hoje, que crêem que a doutrina da trindade não é bíblica. Outros, tais como os adventistas do sétimo dia, desenvolvem interpretações o bastante para atrair adeptos que chegam a formar uma denominação por si mesmos. Cada caso é diferente, mas, de modo geral, uma nova interpretação da Bíblia irá se expandir se atender uma ou mais das seguintes condições: 1) ter um líder "carismático" (ou líderes) que expresse com eloqüência a nova doutrina; 2) satisfazer as necessidades e esperanças das pessoas; e 3) corresponder bem ao ambiente cultural. A teologia da prosperidade atende com excelência cada uma dessas três condições. É dirigida por um grupo relativamente pequeno de líderes talentosos e que estão em evidência. Ela tem resposta para algumas das esperanças mais profundas que as pessoas têm na vida, ou seja, o desejo de ter saúde e prosperidade financeira. Além disso, encaixa-se bem nas pressuposições culturais da sociedade ocidental, no sentido de que as boas coisas da vida não devem ser evitadas, mas buscadas e aproveitadas. Dentre esses fatores, os mais importantes são o segundo e o terceiro. O evangelho da prosperidade está fadado a se expandir por algum tempo e a ser ouvido e acatado por muitos, pois diz aquilo que as pessoas querem escutar. Novos movimentos crescem porque satisfazem alguma necessidade do coração humano expressa na cultura de determinada época.
Parte da fascinação dos ensinos sobre prosperidade está no fato de eles, aparentemente, prometerem tantas coisas e exigirem tão pouco em troca. Eles afirmam que a saúde e as riquezas são nossas; basta que sigamos os passos apropriados da confissão positiva. (O Evangelho da Prosperidade - Alan B. Pierrat)

1.2. O seu espírito
A questão é que, ao contrário do marxismo, os pregadores do evangelho da prosperidade parecem oferecer tudo e exigir quase nada em troca, exceto, talvez, que o fiel seja mais generoso na hora de abrir a carteira durante a oferta.
Um pregador da cura dos dias de hoje é citado como autor das seguintes palavras: "Ser curado de câncer é tão fácil quanto ter os pecados perdoados" (Biederwolf, 1934, 10). Entretanto, é óbvio que muitos cristãos adoecem e alguns deles morrem. Por que isso acontece? Razões diversas são mencionadas por diferentes pregadores da cura, mas todas elas se encaixam numa lista de cinco: primeira, à semelhança dos personagens bíblicos, as pessoas de hoje adoecem por falta de fé. Se elas crerem, a cura estará à espera dela. Segunda, muitas pessoas estão doentes por desconhecerem seus direitos como cristãs. Elas seriam curadas imediatamente, se conhecessem a interpretação correta da Bíblia. Terceira, alguns estão doentes simplesmente porque não pedem ajuda. Em quarto lugar, em alguns casos, existe pecado não confessado, e isso bloqueia o poder da cura. Por fim, há quem permaneça doente por deixar de expulsar a Satanás mediante a confissão positiva. É provável que esta última razão seja a mais ouvida. São freqüentes os casos em que o pastor da prosperidade afirma que há um "espírito de miséria que paira sobre as pessoas" e, então, faz um verdadeiro show de expulsão de demônio(s) e de libertação das enfermidades por eles causadas. Entretanto, de qualquer modo, a causa principal está no cristão ou no diabo; nunca se trata de uma questão da vontade de Deus. Com efeito, Hagin insinua que, além do sofrimento que procede do fato de estar doente, o cristão tem de enfrentar a realidade de que as doenças exaltam o diabo.
pregadores da prosperidade, tais como R. R. Soares, assumem uma posição mais rígida e defendem a idéia de que, para o cristão, é errado procurar um médico, sob quaisquer circunstâncias. Aqueles que apelam para um médico, que são internados em hospitais, demonstram uma falta de fé que desonra a Deus. Os médicos destinam-se apenas aos descrentes, e a profissão que eles exercem é um testemunho da bondade de Deus para com o mundo pagão. (O Evangelho da Prosperidade - Alan B. Pierrat)

1.3. A mentira da confissão positiva
Devemos orar em nome de Jesus (vv. 13,14). Não se trata de uma "fórmula mágica" que acrescentamos automaticamente aos pedidos em nossas orações para garantir que Deus nos responderá. Pedir qualquer coisa ao Pai em nome de Jesus significa pedir o que Jesus pediria, o que lhe agradaria e o glorificaria, fazendo sua obra avançar.
Quando um amigo diz: "Pode usar meu nome", está lhe dando um grande privilégio, bem como uma tremenda responsabilidade.
A expressão "tudo quanto" em Jo 14:13 é qualificada por tudo o que Deus revelou em sua Palavra sobre a oração; o mesmo se aplica à expressão" alguma coisa" em Jo14:14. Deus não nos está dando carta branca; o elemento controlador é "em meu nome". Saber o nome de Deus significa conhecer sua natureza, aquilo que ele é e o que deseja que façamos. Deus responde às orações a fim de honrar seu nome; portanto, a oração deve estar dentro de sua vontade (1 Jo 5:14,15). O primeiro pedido da oração do Pai Nosso é "Santificado seja o teu nome" (Mt 6:9). Qualquer pedido que não glorifique o nome de Deus não deve ser feito em nome de Jesus. (comentário bíblico expositivo novo testamento - Mateus a Gálatas - Warren W. Wiersbe)

A Verdadeira Prosperidade.
A Palavra de Deus tem promessas de prosperidade para seus filhos. Ao refutar a "Teologia da Prosperidade", não devemos aceitar nem pregar a "Teologia da Miserabilidade".

1. A Prosperidade Espiritual.
Esta deve vir em primeiro lugar. Sl 112.3; Sl 73.23-28. É ser salvo em Cristo Jesus; batizado com o Espírito Santo; é ter o nome escrito no Livro da Vida; é ser herdeiro com Cristo (Rm 8.17); Deus escolheu os pobres deste mundo para serem herdeiros do reino (Tg 2.5); somos co-herdeiros da graça (1 Pe 3.7); devemos ser ricos de boas obras (1 Tm 6.18,19); tudo isso nos é concedido pela graça de Deus.
2. Prosperidade em Tudo.
Deus promete bênçãos materiais a seus servos, condicionando-as à obediência à sua Palavra e não à "Confissão Positiva".
2.1. Bênçãos e Obediência. Dt 28.1-14. São bênçãos prometidas a Israel, que podem ser aplicadas aos crentes, hoje.
2.2. Prosperidade em Tudo (Sl 1.1-3; Dt 29.29; ). As promessas de Deus para o justo são perfeitamente válidas para hoje. Mas isso não significa que o crente que não tiver todos os bens, casa própria, carro novo, etc, não seja fiel.
2.3. Crendo Nos Seus Profetas (2 Cr 20.20;). Deus promete prosperidada para quem crê na Sua palavra, transmitida pelos seus profetas, ou seja, homens e mulheres de Deus, que falam verdadeiramente pela direção do Espírito Santo, em acordo com a Bíblia, e não por entendimento pessoal.
2.4. Prosperidade e Saúde (3 Jo 2). A saúde é uma bênção de Deus para seu povo em todos os tempos. Mas não se deve exagerar, dizendo que quem ficar doente é porque está em pecado ou porque não tem fé.
2.5. Bênçãos Decorrentes da Fidelidade no Dízimo (Ml 3.10,11). As janelas do céu são abertas para aqueles que entregam seus dízimos fielmente, pela fé e obediência à Palavra de Deus.
2.6. O Justo Não Deve Ser Miserável. (Sl 37.25). O servo de Deus não deve ser miserável, ainda que possa ser pobre, pois a pobreza nunca foi maldição, de acordo com a Bíblia.
Conclusão
O crente em Jesus tem o direito de ser próspero espiritual e materialmente, segundo a bênção de Deus sobre sua vida, sua família, seu trabalho. Mas isso não significa que todos tenham de ser ricos materialmente, no luxo e na ostentação. Ser pobre não é pecado nem ser rico é sinônimo de santidade. Não devemos aceitar os exageros da "Teologia da Prosperidade", nem aceitar a "Teologia da Miserabilidade". Deus é fiel em suas promessa. Na vida material, a promessa de bênçãos decorrentes da fidelidade nos dízimos aplicam-se á igreja. A saúde é bênção de Deus. Contudo, servos de Deus, humildes e fiéis, adoecem e muitos são chamados á glória, não por pecado ou falta de fé, mas por desígnio de Deus. Que o Senhor nos ajude a entender melhor essas verdades. (estudosgospel.com.br/estudos/polemicos/a-teologia-da-prosperidade-a-luz-da-biblia.html)

2. ignorância, dinheiro e consumismo
Os três males desse tempo que têm levado as pessoas cristãs a fazerem o que Deus não quer; de conhecer o que Ele não conhece; e de amar o que Ele não ama. É a ignorância, o dinheiro e o maldito consumismo, que são combustíveis da teologia da prosperidade.

2.1. O perigo da ignorância
Os 4.6 Eles não têm o conhecimento de Deus, nem de coisas sagradas, nem de seu próprio interesse, nem do perigo a que estão expostos. Eles andam em cegamente, e perecem.
Então eles poderia ter se tornado sábio, se não tivessem rejeitado o meio de melhoria.
Se esta é a verdadeira leitura, deve haver referência a algum sacerdote especial, bem conhecido, a quem estas palavras são pessoalmente dirigidas, a não ser pelo sacerdote todo o sacerdócio se entende, e depois pode aplicar ao sacerdotes de bezerros de Jeroboão. (Comentário Bíblico - Oseias - Adam Clarke)

Os 4.6 O resultado era a destruição de Israel porque lhe falta o conhecimento. O povo não conhecia a Deus e os seus caminhos. Não era simplesmente o resultado da negligência, mas uma atitude criminosa.
Rejeitaram o conhecimento, preferindo resolver os seus problemas buscando falsos deuses e as nações poderosas que os adoravam. Os sacerdotes foram exemplos fracos, levando Israel para a apostasia. Por causa disso foram rejeitados nas palavras: para que não sejam sacerdotes diante de mim. (Comentário Bíblico de Moody – Oseias)

Infelizmente em nossos dias o povo não busca conhecer as verdades bíblicas e vivem atrás de ensinamentos totalmente fora dos padrões bíblicos. Não frequentam cultos de ensino, nem escola dominical, muitos por acharem que sabem tudo, e não precisam mais de aprender.
Oseias como segue acima A falta do conhecimento pessoal de Deus destruía os israelitas, não porque tal conhecimento se achasse fora do alcance deles. Mas porque os israelitas rejeitavam deliberadamente a verdade que Deus lhes revelara através dos profetas e de sua Palavra escrita. Não são poucos os crentes que, por não conhecerem a Palavra de Deus, estão sendo destruídos pelos costumes mundanos. (grifo meu)

2.2. O perigo do dinheiro
1 Tm 6. 9,10 Nestes versículos ele desenvolve a idéia da loucura de se concentrar na acumulação de riqueza como um fim em si mesmo. A tradução de Hendriksen (op. cit.) parece a preferível: Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Nessa cobiça (referindo-se ao dinheiro) alguns se desviaram da fé. Amor ao dinheiro é idolatria (Cl. 3:5; Ef. 5:5; I Jo. 2:15) e afasta da verdadeira esperança o cristão. (Comentário Bíblico de Moody – 1 Timóteo)

Esta pequena secção é uma homilia sobre o assunto do dinheiro, no que se relaciona a uma vida séria e santa. Recomenda-nos a moderação no desejo pelo dinheiro. Ê melhor abafar tal desejo do que tentar satisfazê-lo, conforme Epícuro dizia. As riquezas materiais, por si mesmas, não constituem vantagem real; antes, elas constituem um perigo, pois, ao inves de serem um privilégio e oportunidade, podem tomar-se ameaças espirituais. Dão maior conforto ao corpo, mas servem de empecilho para a alma, pois levam os homens a se deixarem arrastar por suas vantagens, olvidando-se do valor e das necessidades da alma eterna. Essa atitude foi denunciada pelo Senhor Jesus (ver Mat. 6:19 e ss.), sendo atitude comum no estoicismo e tradicional nas religiões, tendo invadido até mesmo o cristianismo. Λ denúncia de Cristo, entretanto, não tem impedido que muitas pessoas religiosas, que figuram nas fileiras do cristianismo, tomem essa atitude; mas fazem-no somente para seu próprio detrimento.
O intuito da presente secção é afastar os ministros do evangelho, mas igualmente todos os crentes, da atitude dos falsos ministros, que transformam a fé religiosa em um comércio. Um homem verdadeiramente piedoso não se preocupará demasiadamente com o lucro material; mas haverá de buscar as riquezas materiais somente até ao ponto em que isso é mister para sustentar a si mesmo e aos seus familiares, mas não com um valor primário. Pois sabe que as verdadeiras riquezas se encontram nas realidades espirituais, e que o mundo verdadeiramente rico e aquele do porvir, no qual ele se interessa devido à sua genuína lealdade a Cristo. O interesse da presente secção, pois, ultrapassa o que é meramente polêmico (na argumentação contra os gnósticos), procurando estabelecer tím principio ético relativo às riquezas, em relação à fé religiosa. Esta secção inclui vários epigramas, que mui provavelmente eram bem conhecidos rio mundo grego, em sistemas éticos como o estoidsmo, o que, em sua forma tipicamente romana, recomendava a moderação em todas as ações.

A expressão «... amor ao dinheiro…» é tradução de um único vocábulo grego, isto é, «philaguria», cuja tradução mais literal seria «simpatia pela prata»; porém, «prata», nesse caso, representa «dinheiro», pois, naquele tempo, muitas moedas de valor eram feitas desse metal.
«... raiz de todos os males...»Isso traduz literalmente o grego. Alguns eruditos interpretam essa expressão com o «a raiz de todas as espécies de males», com o se houvesse alguns males que não se originassem do amor às riquezas. Naturalmente, isso expressa um a verdade; mas esta declaração é mais enfática do que isso. Simplesmente declara que todos os males procedem desse desejo, sem qualquer qualificação suavizadora. Naturalmente isso exagera a realidade, mas fá-lo para efeito de ênfase; contudo, permanece de pé a verdade que o amor ao dinheiro é uma das mais poderosas forças destruidoras, ficando assim justificado o autor sagrado em seu exagero; pois, após mais detido exame, fica evidente que ele não exagerou muito. Também é verdade que não existe mal a que não possam os ser conduzidos pelo dinheiro, ainda que não possam os, em todos os casos, ser levados a todos os males através do dinheiro. Seja como for, o dinheiro abre caminho para bom número de males, mergulhando os homens na ruína.
«... se desviaram da fé ...» No grego é usado o term o «apoplanao», que significa «desviar-se de». O anelo desordenado pelas riquezas é um desejo contrário à fé. Tal anelo nos desvia da fé e nos lança em ações anticristãs, que finalmente são prejudiciais à alma. (O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - VOL.5. Filipenses a Hebreus - Russell Norman Champlin)

2.3. O perigo do consumismo
Lembro-me de um ministro da República que certa vez afirmou: "Dívida não se paga, administra-se". O cristão tem que fazer as duas coisas: adminis­trar e pagar a dívida (para o cristão dívida é compromisso). Não ter dinheiro é tre­mendamente frustrante, mas muito pior é não ter dinheiro e estar cheio de dívidas para pagar. (Ate que o dinheiro nos separe - Antonio Carlos Barro)

Rm 13.8 "A ninguém devais coisa alguma" – Este é um IMPERATIVO ATIVO PRESENTE com um PARTICIPIO NEGATIVO, o que usualmente significa parar um ato ou processo já em andamento. Esta frase enfática tem dois NEGATIVOS. Isso pode ser relativo a assuntos tributários (vv.6-7), mas débito financeiro sempre tem o potencial de levar ao esgotamento emocional e espiritual. Portanto, tenha muito cuidado com essas questões mundanas, isto é, de vida prática, inclusive porque roubamos crentes da sua capacidade de ajudar causas cristãs e fazer caridade pessoal. Contudo, este versículo não pode ser usado como prova textual de que "crédito ao consumidor é proibido". A Bíblia precisa ser interpretada à luz do seu tempo. Ela não é um dos nossos jornais diários! Os versículos 8-10 estão enfatizando a prioridade de amarmos uns aos outros, (1) como irmãos de pacto (Mt 13.34-35; 22.39-40) e (2) como conviventes com os demais seres humanos (Mt 5.42; Gl 6.10).
“a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros" – Este é um pensamento – chave dos vv.8-10 (Jo 13.34; 15.12; Rm 12.10; 1Co 13; Fp 2.3-4; 1Ts 4.9; Hb 13.1; 2Pe 1.7; 1Jo 3.11; 4.7,11-12).
"quem ama aos outros" – Aqui o VERBO é um PARTICÍPIO PRESENTE ATIVO. Portanto, não se refere a atos isolados ou ocasionais de amor, e sim a um estilo de vida à semelhança de Cristo em amor.
O termo "próximo" é, literalmente, "um outro de espécie diferente" (heteros), embora a distinção entre heteros e allos (um outro da mesma espécie) estava caindo em desuso no grego koiné. No atual contexto, isto pode referir-se ao semelhante, no mais amplo sentido possível, quer crente quer não (Lc 12.14-21; 10.25-37). Contudo, a citação de Lv 19.18 no contexto trata de um companheiro de pacto (um israelita).
Os cristãos devem amar os outros cristãos como irmãos, e as pessoas não salvas como irmãos em potencial. A cristandade é uma família.  Cada membro deve viver e cooperar para o bem, a saúde e o crescimento do todo (1Co   12.7).
ARC       "cumpriu a lei”
ARA       "tem cumprido a lei”
NTLH    "está obedecendo  a lei"
BV          "obedecendo todas as leis de Deus e cumprindo todas as suas exigências”
BJ           "cumpriu a Lei”
Este VERBO de uso comum em grego (pleroo) pode ser traduzido de diversas formas. É um INDICATIVO ATIVO PERFEITO, que pode ser traduzido como "tem-se cumprido e continua a cumprir-se”. Robert Hanna, em Auxílio Gramatical para o Novo Testamento Grego, (1) cita A. T. Robertson e chama isso de "aforismo perfeito (que se refere a uma verdade costumeira, bem conhecida pelos destinatários)" (p. 28). Isso é repetido no v. 10 (Gl 5.14; 6.2). (Comentário Bíblico - Romanos - Bob Utley)

3. o cristianismo puro e simples
Segundo a tradição cristã, existem três virtudes teológicas que podem sintetizar o cristianismo: a fé, a esperança e a caridade (1Co 13.13). A fé foi doada por Deus ao ser humano para que ele possa ser salvo. A fé, portanto, é um dom de Deus (Ef 2.1-8). A esperança é fruto da fé que recebemos de Deus. Passamos a ter esperança, pois invocamos o nome do Senhor (Rm 10.13). A caridade é a maior das virtudes. Ela dá vida contagiante, é maior que os talentos. A caridade nunca falha.

A Bíblia ensina que a fé e a esperança pertencem à era presente, mas elas cessam quando a fé se torna o que vemos (2Co 5.7), e a esperança torna-se realidade (Rm 8.24). A fé salvadora em Jesus Cristo chega a um fim, mas outro aspecto da fé, a saber, a confiança nele, permanece para sempre; de modo semelhante, a esperança em Jesus Cristo é atemporal (ver 15.19). A fé e a esperança são intimamente ligadas, de forma que onde há fé há esperança. Nós interpretamos as três virtudes de fé, esperança e amor como durando sem fim, pois estão presentes no tempo e na eternidade. De acordo com isso, é impossível não reconhecer um elemento temporal na palavra “agora” do versículo 13, contudo a conotação lógica predomina. (Comentário do Novo Testamento - 1 Coríntios - Simon Kistemaker)

Será que, portanto, não temos nada “permanente”? Paulo volta a testemunhar isso outra vez no final do presente capítulo: permanece algo essencial de nossa vida cristã. “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três.” A respeito de conhecer, de orar em línguas e de profetizar Paulo teve de declarar: serão descartados, acabam. Mas ele não afirmou isso em relação ao “crer” e “esperar”! É verdade que não se situam simplesmente de forma equivalente ao lado do amor. O amor é e continua sendo “o maior destes” ou “maior do que estes”. No entanto, do v. 7 já sabemos com que solidez a fé e a esperança estão unidas ao amor. Por isso não “caem”, como tampouco o próprio amor cai. Isso pode ser entendido de duas maneiras. Paulo pode estar dizendo simplesmente: quando o que o amor crê for visualizado em plena realidade e o que ele espera for atingido com glória, “permanecerão” a fé e a esperança, ainda que estando cumpridas.
Para nossa vida cristã significa muitíssimo que possamos saber que, ainda que todo o resto tenha apenas uma importância provisória e um dia acabe, minha fé e minha esperança não serão “descartadas” assim, elas “permanecem”, e nelas abracei de fato algo eterno. Por outro lado Paulo também pode estar pensando que ao amor ao Deus reconhecido “face a face” sempre ficará conectado um “crer”, uma confiança obediente. (Comentário 1 Coríntios - Esperança - Werner de Boor)

3.1. A fé cristã
Através dela, os cristãos creem em Deus, nas suas verdades reveladas e nos ensinamentos da Igreja, visto que Deus é a própria Verdade. Pela fé, o homem entrega-se a Deus livremente. Por isso, o crente procura conhecer e fazer a vontade de Deus, porque “a fé opera pela caridade” (Gl 5,6). A Fé é o assentimento do intelecto que crê, com constância e certeza, em alguma coisa. Ninguém gesta dentro de si a Fé; ou a tem, ou não. Ligadas diretamente à fé, estão às virtudes da crença, da confiança, da fidelidade, da firmeza, da fortaleza, da verdade, da adoração, da reverência, da consolação, da oração, da quietude e da unção interior, da ascese espiritual. Os dons do espírito Santo, Temor de Deus, Ciência, Sabedoria e Entendimento, mais que os demais, estão também diretamente ligados á virtude teologal da fé. Pecados ou vícios contrários à fé seria a descrença, a desconfiança, a infidelidade, a irreverência, a blasfêmia, o ateísmo, a negação de Deus, a idolatria, a mentira, o desespero, a desolação, a inquietude e a agitação espiritual, a tibieza, o desprezo e a ignorância de Deus e da fé.
A fé é a virtude teologal pela qual cremos em Deus e em tudo o que nos disse e revelou, e que a Santa Palavra nos propõe para crer, porque Ele é a própria verdade. Pela fé, o homem livremente se entrega todo a Deus. Por isso o fiel procura conhecer e fazer a vontade de Deus. “O justo viverá da fé” (Rm 1,17). A fé viva “age pela caridade” (Gl 5,6). O dom da fé permanece naquele que não pecou contra ela. Mas “é morta à fé sem obras” (Tg 2,26): privada da esperança e do amor, a fé não une plenamente o fiel a Cristo e não faz dele um membro vivo de seu Corpo. O discípulo de Cristo não deve apenas guardar a fé e nela viver, mas também professá-la, testemunhá-la com firmeza e difundi-la: “Todos devem estar prontos a confessar Cristo perante os homens e segui-lo no caminho da Cruz, entre perseguições que nunca faltam à Igreja. O serviço e o testemunho da fé são requisitos da salvação: “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.” “Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mt 10,32-33) (http://asvirtudesteologais.blogspot.com.br)

3.2. A esperança cristã
Por meio dela, os crentes, por ajuda da graça do Espírito Santo, esperam avida eterna e o Reino de Deus, colocando a sua confiança perseverante nas promessas de Jesus Cristo. A Esperança não é o produto de nossa vontade, mas de uma sobrenaturalidade e espontaneidade, cujas raízes nos escapam, porque não é ela genuinamente uma manifestação da pessoa humana, mas algo que se manifesta por nós, porque não encontramos na estrutura de nossa vida biológica, nem da nossa vida intelectual, uma razão que a explique. A Esperança é a expectação de algo de superior e perfeito. A vivência de todas as demais virtudes é iluminada sempre pela fé, pois o caminho das promessas plenamente realizadas é feito cada dia e cada passo fundamentado na esperança. O pecado contrário à esperança é o desespero, quando alguém não consegue ver a esperança nas promessas divinas, e a sua vida penetra num abismo sem sentido e sem rumo.
“A esperança é a virtude teologal pela qual desejamos como nossa felicidade o Reino dos Céus e a Vida Eterna, pondo nossa confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos não em nossas forças, mas no socorro da graça do Espírito Santo. “Continuemos a afirmar nossa esperança, porque é fiel quem fez a promessa” (Hb 10,23). “Este Espírito que ele ricamente derramou sobre nós, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que fôssemos justificados por sua graça e nos tornássemos herdeiros da esperança da vida eterna” (Tt 3,6-7). A virtude da esperança responde à aspiração de felicidade colocada por Deus no coração de todo homem; assume as esperanças que inspiram as atividades dos homens; purifica-as, para ordená-las ao Reino dos Céus; protege contra o desânimo; dá alento em todo esmorecimento; dilata o coração na expectativa da bem-aventurança eterna. O impulso da esperança preserva do egoísmo e conduz à felicidade da caridade. A esperança cristã retoma e realiza a esperança do povo eleito, que tem sua origem e modelo na esperança de Abraão, cumulada em Isaac, das promessas de Deus, e purificada pela prova do sacrifício. “Ele, contra toda a esperança, acreditou na esperança de tornar-se pai de muitos povos” (Rm 4,18). A esperança cristã se manifesta desde o início da pregação de Jesus no anúncio das bem-aventuranças. As bem-aventuranças elevam nossa esperança ao céu, como para a nova Terra prometida; traçam o caminho por meio das provações reservadas aos discípulos de Jesus. Mas, pelos méritos de Jesus Cristo e de sua Paixão, Deus nos guarda na “esperança que não decepciona” (Rm 5,5). A esperança é a “âncora da alma segura e firme, penetrando... onde Jesus entrou por nós, como precursor” (Hb 6,19-20). Também é uma arma que nos protege no combate da salvação: “Revestidos da couraça da fé e da caridade e do capacete da esperança da salvação” (lTs 5,8) Ela nos traz alegria mesmo na provação: “alegrando-vos na esperança, perseverando na tribulação” (Rm 12,12). Ela se exprime e se alimenta na oração, especialmente no Pai-Nosso resumo de tudo o que a esperança nos faz desejar. Podemos esperar, pois, a glória do céu prometida por Deus aos que o amam e fazem sua vontade. Em qualquer circunstância, cada qual deve esperar, com a graça de Deus, “perseverar até o fim” e alcançar a alegria do céu como recompensa eterna de Deus pelas boas obras praticadas com graça de Cristo. Na esperança, a Igreja pede que “todos os homens sejam salvos” (1Tm 2,4). Ela aspira a estar unida a Cristo, seu Esposo, na glória do céu. Espera, ó minha alma, espera. Ignoras o dia e a hora. Vigia cuidadosamente, tudo passa com rapidez, ainda que tua impaciência torne duvidoso o que é certo, e longo um tempo bem curto. Considera que, quanto mais pelejares, mais provarás o amor que tens a teu Deus; e mais te alegrarás um dia com teu Bem-Amado numa felicidade e num êxtase que não poderão jamais terminar.” (http://asvirtudesteologais.blogspot.com.br)

3.3. A caridade cristã
Todavia, ainda que o crer e esperar “permaneçam” juntos com o amar, o amor é “o maior destes”. A. Schlatter fundamentou isso de forma muito bela: “O amar é maior que o crer porque se relaciona com ele como o todo com a parte, como a consumação com o começo, como o fruto com a raiz. Se o crer fundamenta o receber, então o amor fundamenta o dar; se o primeiro é o despertar da vida em nós, então o segundo é sua confirmação. Através dele o amor de Deus atinge seu alvo em nós; com ele existe a boa vontade que é configurada de acordo com a vontade divina e o torna instrumento. Através dele o crer é alçado acima do perigo de apenas saber a verdade de Deus, mas não praticá-la, de desejar o amor de Deus e apesar disso torná-lo inútil. Ele é a aceitação irrestrita da graça divina; porque desse modo ela perpassa todo o nosso querer” (A. Schlatter, Der Glaube im NT [A Fé no NT], 3ª ed., p. 373). (Comentário 1 Coríntios - Esperança - Werner de Boor)

Por que o amor é a maior virtude da tríade? Notamos que nesse capítulo inteiro Paulo exalta as características do amor, mas faz a fé e a esperança subservientes ao amor (v. 7). Imaginamos que a tríade teria sido bem conhecida nos primeiros dias da Igreja Cristã. Na verdade, nesse capítulo, Paulo alude duas vezes a essas três virtudes (vs. 7, 13).
Paulo destaca o amor, mas não vê necessidade alguma de explicar os atributos das outras duas virtudes. Para ele, o amor é básico por causa do amor eterno de Deus a seu Filho e por meio dele a seu povo (Ef 1.5-6). Tanto em seu Evangelho como na primeira epístola, João ecoa a mesma verdade. Deus é amor (por ex., Jo 3.16; 1Jo 4.7,8, 16).
No tempo e na eternidade, o conceito amor permanece fundamental no relacionamento divino-humano. (Comentário do Novo Testamento - 1 Coríntios - Simon Kistemaker)

CONCLUSÃO
Ter bens materiais não significa necessariamente ser próspero na linguagem bíblica. Valorizar a pobreza também não é sinal de humildade cristã. O que precisamos entender acima de tudo é que os bens que possuímos são dádivas de Deus para suprir nossas necessidades e nos trazer satisfação pessoal. Mas não podemos nos esquecer, que se temos bens materiais é porque temos a oportunidade de dividir com quem não tem.




Fontes:
Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel,
Revista: VIDA CRISTÃ VITORIOSA – Editora Betel - 1º Trimestre 2013 – Lição 09.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

“o legado de Jesus cristo para sua igreja”


LIÇÃO 08 – 24 DE fevereiro DE 2013


Texto Áureo

“porque não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos”. 2Co 12.14b

Verdade Aplicada

Dentre outros, Jesus deixou o legado do amor, da paz, segu­rança, do prazer de viver, e da dependência recíproca.

Objetivos da Lição

      Apresentar o Senhor Jesus como um modelo que se ocu­pou em acumular um legado para seus seguidores;
      Mostrar os diferentes tipos de legado outorgados pelo Senhor Jesus;
      Destacar as bênçãos da sal­vação.

Textos de Referência

Lc 4.13      E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.
Lc 4.14      Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galileia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor.
Lc 4.15      E ensinava nas suas sinagogas e por todos era lou­vado.
Lc 4.16      E, chegando a Naza­ré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga e levantou-se para ler.

INTRODUÇÃO
Uma das importantes características de Jesus era a capacidade de transformar os seus discípulos em pessoas ativas, dinâmicas e com habilidade de transmitir suas ideias. Ele não idealizou um grupo de homens e mulheres passivos, tímidos, com a personalidade anulada. Antes os encheu do Espírito Santo após sua ressurreição para que levassem o seu legado a humanidade.

1. O legado histórico
Não temos qualquer dúvida de que o Jesus histórico é o Cristo da fé que encontramos nos quatro evangelhos. Temos o bom senso de nos apoiar na tradição que os recebeu desde os tempos primitivos, acreditando em todos os seus relatos. Tais relatos foram elaborados a partir do ponto de vista da identidade divina de Jesus e não em supostos folclóricos, não há ficção, tudo foi plenamente real e é isso que tem transformado vidas através dos séculos até hoje.

Quem, senão o próprio Jesus poderia dizer: "Toda a autoridade no céu e na terra me foi dada"? Jesus é o Filho Unigênito de Deus. Seu nascimento milagroso, seu sacrifício vicário e ressurreição, são os eventos mais importantes na história da humanidade.
Deus tornou-se homem. Ele morreu na cruz e foi ressuscitado dentre os mortos para salvar as pessoas do pecado e dar vida eterna a todos que O receberem. O resultado foi uma revolução espiritual que transformou o mundo do primeiro século e alterou dramaticamente o curso da história.
Um homem, da cidade de Nazaré, chamado Jesus, a maior pessoa que já viveu, causou o maior número de mudanças para o bem em toda a história da humanidade, por meio da transformação da vida de centenas de milhares de homens e mulheres.
Um historiador, chamado Phillip Schaf disse: "Jesus de Nazaré, sem dinheiro e sem armas, conquistou mais milhões do que Alexandre, César, Maomé e Napoleão. Sem conhecimento científico e erudição, Ele lançou mais luz sobre as coisas humanas e divinas do que todos os filósofos e eruditos juntos. Sem a eloqüência de escolas, Ele pronunciou palavras de vida como nunca haviam sido ditas antes e nem depois, e produziu efeitos que estão além do alcance de qualquer orador ou poeta. Sem escrever uma única linha, Ele colocou mais escritores em ação e forneceu temas para mais sermões, orações, discussões, obras de arte, volumes eruditos e cantos de louvor do que todo o exército de grandes vultos dos tempos antigos e modernos. Nascido em uma manjedoura, crucificado como um malfeitor, Ele controla o destino do mundo civilizado e domina um império espiritual que circunda o globo".
Somente Ele transforma homens, mulheres e nações. Onde quer que a Sua mensagem chegue, vidas são transformadas. (EBD e Discipulado - Valter José G. da Silva)

1.1.           A história de Jesus nos evangelhos
A religião cristã se alicerça no testemunho a respeito do caráter messiânico de Jesus de Nazaré e não em uma novela histórica, eis aí o fracasso da caça pelo Jesus Histórico. A busca do Jesus histórico foi uma tentativa de descobrir um mínimo de fatos confiáveis sobre o homem Jesus de Nazaré, para se obter um fundamento seguro à fé cristã. Essa tentativa foi um fracasso. A pesquisa histórica forneceu probabilidades sobre Jesus, em grau maior ou menor. A base dessas probabilidades, ela esboçou “Vidas de Jesus”. Mas essas se pareciam mais a novelas do que a biografias; elas com certeza não poderiam fornecer uma base segura para a fé cristã. O cristianismo não se baseia na aceitação de uma novela histórica; ele se baseia no testemunho a respeito do caráter messiânico de Jesus por pessoas que não estavam absolutamente interessadas numa biografia do Messias.
A intuição dessa situação induziu alguns teólogos a desistirem de qualquer tentativa de construir uma “vida” ou uma Gestalt do Jesus histórico e restringir-se a uma interpretação das “palavras” de Jesus. A maior parte dessas palavras (embora não todas) não se referem a ele mesmo e podem ser separadas de qualquer contexto biográfico. Portanto, seu sentido é independente do fato de que possam ou não ter sido ditas por ele. Nessa base o problema biográfico insolúvel não guarda a menor relação com a verdade das palavras correta ou erradamente registradas como palavras de Jesus. O fato de que a maioria das palavras de Jesus tem um paralelo na literatura judaica contemporânea não é um argumento contra sua validez. Esse também não é um argumento contra sua unicidade e poder, tais como aparecem em coleções como o Sermão da Montanha, as parábolas e as discussões com inimigos (Filemom Escola Superior de Teologia – CRISTOLOGIA)

1.2.           A doutrina de Jesus no Novo Testamento
Jesus apareceu no meio do seu povo anunciando o evangelho do Reino de Deus, Mt 4.17. Esta frase é uma das mais comuns usadas por Jesus. Sem dúvida alguma, representa um dos seus ensinos mais fundamentais. De acordo com o evangelho segundo Marcos, Jesus começou a anunciar o seu evangelho, dizendo que o Reino de Deus estava próximo, Mc 1.16. Indaguemos agora qual é a verdadeira significação desta frase "O Reino dos Céus".
O pensamento religioso do povo judaico estava saturado com a idéia de um Reino de Deus. A ideia de uma teocracia achava-se impregnada na vida da nação judaica, influenciando todo o povo, Êx 19.5,6. Apesar desta expressão, "o Reino de Deus" não ocorrer no Antigo Testamento, a ideia verifica-se em toda a extensão da atividade profética.
A expressão "o reino dos céus", aparece em Mateus, onde é mencionada cerca de trinta e quatro vezes. Várias vezes em Mateus, e em vários lugares no restante do Novo Testamento, a expressão "reino de Deus", é usada. O “reino dos céus" é uma expressão semítica, na qual o vocábulo "céus" é um termo usado em substituição ao nome "divino" - Lc 15.18. Na realidade, ambas as expressões "o reino de Deus" e "o reino dos céus", raramente foram usadas na literatura judaica antes dos dias de Jesus. (TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO – VNCP)

1.3.           A tradição evangélica herdada
Infelizmente, temos vivido nestes últimos tempos de forma totalmente avessa aos padrões espirituais que Cristo ensino e que sua palavra nos leva a cada dia a vivermos. Uma vida dedicada ao próximo, a realizar basicamente o que Cristo durante seu ministério veio nos ensinar e ele mesmo realizou.
Como discípulos de Cristo precisamos começar a fazer a obra de evangelização, mais essa obra precisa ser nos moldes do conceito que Cristo deixou para nós.
Durante muitos anos vivemos nos moldes humanos, ditado por homens que viveram uma época  basicamente pautada por dogmas humanos, desprezando assim os valores do cristianismo em sua totalidade.
Jesus nunca condenou ninguém ao inferno e muitos o tem feito sobre o pretexto de santidade ou achando que tem esse direito. Como o comentarista coloca, “será que vivemos um cristianismo inspirador, capaz de motivar nossos cônjuges, filhos, amigos e irmãos a desejarem viver acima da mediocridade?”.
O que estamos vivendo de fato?
O Apostolo Paulo deixa para nós uma palavra “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo”.1 Co 11:1 o que é ser imitador de Paulo?
Paulo não solicita: “Sede imitadores de Cristo” diretamente aos cristãos de Corinto. Isso é digno de nota para nós, que rapidamente apelamos à imitatio Christi, à “imitação de Cristo”. Nesse caso Paulo, portanto, considerou necessário algo como um “trabalho de tradução” que mostrasse aos cristãos das outras nações como se configura hoje o caminho de Jesus numa cidade grega. Paulo realizava essa “tradução” em sua própria vida.
Pessoalmente, porém, ele é “imitador do Cristo”. Paulo não esclarece em maiores detalhes como ele mesmo entende isso. Mas podemos depreender de Fp 2.5ss como ele entendia o “exemplo” de Jesus. Não se trata de uma “imitação” artificial de Jesus, não de uma adaptação a palavras ou atos isolados dele. Isso tão somente produziria uma caricatura. Pelo contrário, trata-se da “mente do Cristo”, que nós “temos” pelo Espírito Santo (1Co 2.16), aquela mentalidade básica que não visa reter nada como uma usurpação, mas que pode se “despojar” e assumir a “forma de servo”, a fim de servir aos outros e ajudá-los a alcançar a salvação.
A “imitação do Cristo” não é nada diferente do que aquilo que Paulo já expusera aos coríntios em 1Co 4.9-13, em 1Co 8.13, em 1Co 9.19-22 e agora em 1Co 11.1. (Grifo meu) (Comentário 1 Corintios - Esperança - Werner de Boor)

2. O legado espiritual
Partindo do princípio da pessoa que Jesus era, o legado espiritual por ele deixado jamais será superado - a salvação da alma humana - visto que não era da competência do homem comum.
Mas de alguém com uma dupla identidade humana e divina. Todavia o Mestre ressuscitado nos compartilhou a sua missão expansionista do reino de Deus quando disse “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20.21b). Ele até poderia fazer tudo só, mas escolheu trabalhar por meio de sua igreja.

2.1. A justificação pela fé
Rm 5.1 - Tendo exposto o meio usado por Deus para justificar os pecadores, e tendo estabelecido isto com base no precedente veterotestamentário, Paulo agora enumera as bênçãos que se acumulam para aqueles cuja fé lhes foi imputada para justiça. A primeira delas é paz com Deus. Homens e mulheres anteriormente em estado de rebelião contra Ele, agora estão reconciliados com Ele pela morte de Cristo. Como Paulo diz noutra epís­tola, o propósito de Deus era reconciliar "consigo mesmo todas as cousas", mas, preeminentemente, era reconciliar consigo aqueles que eram "estranhos e inimigos" dele "no entendimento" — ou "no coração" (Cl 1:20-22). E que de fato a morte de Cristo realizou esta reconciliação é matéria de nítida experiência nas vidas de sucessivas gerações de crentes. A reconciliação é algo que Deus já efetuou mediante a morte de Cristo, e os homens são convidados a aceitá-la, a desfrutá-la, para estar em paz com Deus.
Esta paz traz consigo livre acesso a Deus. Os ex-rebeldes não são apenas perdoados no sentido de que sua merecida punição recebeu indul­to, mas são colocados num lugar em que desfrutam de alto favor de Deus — "esta graça na qual estamos firmes". É mediante Cristo que eles en­traram neste estado de graça, e é também por meio dele que se alegram "na esperança da glória de Deus". Paz e alegria são bênçãos gêmeas do Evangelho. Nas palavras de um velho pregador escocês, "paz é alegria em repouso; alegria é paz a dançar".
Rm 10. 13.  Todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo.
Citação de Joel 2:32, onde a passagem se relaciona com o período das vésperas do "grande e terrível dia do Senhor" em que o Espírito de Deus há de se derramar sobre toda a carne. Compare-se isto com o uso que Pedro faz da mesma passagem bíblica para explicar os acontecimen­tos do dia de Pentecoste: “O que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel" (At 2:16).
Proclamação universal (10:14-21).
Daí surge à necessidade de proclamar o Evangelho no mundo in­teiro. Os homens são exortados a invocar o nome do Senhor e serem sal­vos. Mas não invocarão o Seu nome a menos que sejam movidos a crer nele, não crerão nele a menos que ouçam falar dele, não podem ouvir dele a menos que alguém lhes leve as novas, e ninguém pode levar as novas a menos que seja enviado para isso. O pregador é um "apóstolo" no sentido primário da palavra; é um arauto ou embaixador que transmite a men­sagem de alguém que o autorizou a entregá-la. Aqui Paulo engrandece o ofício do apóstolo ou evangelista. Por sua proclamação da anistia divina, Deus tem prazer em dar a compreender a Sua misericórdia aos que crêem na mensagem. Dos que levam estas alegres novas, o profeta falou séculos antes: "Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, que anuncia cousas boas, que faz ouvir a sal­vação, que diz a Sião: O teu Deus reina!" (Is 52:7; ver nota sobre 1:1, pp.59s.). (Comentário Bíblico - Romanos - Introdução e Comentário - F. F. Bruce)

5.1"pois (portanto)"- Esta conjunção frequentemente assinala: (1) o sumário da argumentação teológica até este ponto; (2) as conclusões baseadas nesta apresentação teológica; e (3) a apresentação de uma nova verdade (5.1; 8.1; 12.1).
"tendo sido justificados" – Este é um PARTICÍPIO PASSIVO AORISTO. Deus justificou os que crêem. Está colocado em primeiro lugar, na sentença grega (vv.1-2) para ênfase. Parece haver uma sequência de tempo nos vv.1a11: (1) Nos vv.1-5, nossa atual experiência da graça; (2) nos vv.6-8, a obra completada por Cristo em nosso favor; e (3), nos vv.9-11, nossa esperança futura e segurança da salvação.
O fundamento do VT para o termo "justificado" (dikaioõ) era uma "linha reta" ou "cana de medir".
Foi usado metaforicamente a respeito de Deus mesmo. O caráter e a santidade de Deus são o único padrão para julgamento (LXX, Lv 24.22; e teologicamente Mt 5.48). Por causa da morte sacrificial e substituta de Jesus, os crentes têm uma posição legal diante de Deus (ver nota em 5.2). Isto não implica em ausência de culpa do crente, mas antes algo como anistia. Alguém, outra pessoa, pagou a penalidade (2 Co 5.21). Os que creem foram declarados perdoados.
"pela fé" – Fé é a mão que aceita o dom de Deus (v.2; Rm 4.1 e segs.). A fé não foca no grau ou intensidade do comprometimento ou resolução do crente (Mt 17.20), mas no caráter e promessas de Deus (Ef 2.8-9). A palavra que o VT usa para "fé” originalmente significava alguém estar numa postura estável. Passou a ser usado metaforicamente para significar alguém leal, fiel e confiável. A fé não focaliza nossa fidelidade ou confiabilidade, mas a de Deus. (Comentário Bíblico - Romanos - Bob Utley)

2.2. Bênçãos da salvação
Na primeira parte deste capítulo, Paulo examina o significado da justificação pela fé para os crentes. O que eles têm? O que eles deveriam fazer? Como Deus se relaciona com eles e qual é o seu futuro? Depois ele volta para uma comparação dos efeitos do afastamento de Deus, por parte de Adão, com os efeitos da obra reconciliatória de Cristo. A importância da justificação na última metade do capítulo foi esclarecida pela repetição do termo em 5:17, 18,19,21.
Os Efeitos da Justificação pela Fé sobre os Recipientes. 5:1-11.
1. O particípio fala da ação que foi realizada. Justificados, pois, mediante a fé. Este tem sido o tema desde 3:21 até 4:25. Partindo deste tema, seguem-se certas condições e reações.
As principais formas verbais em 5:1, 2, 3 podem ser traduzidas: "Temos paz... nos gloriamos...". Ou esses verbos podem ser traduzidos como exortações: "Desfrutemos da paz que temos... gloriemo-nos na esperança... gloriemo-nos nas aflições..." Os verbos estão todos no tempo presente, e expressam atividade constante. A paz que um crente tem é a paz com Deus. Este é um estado objetivo para aquele que é declarado justificado. Ele é por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. A obra redentora de Cristo forneceu uma expiação, uma cobertura para. O pecado daquele que foi declarado justificado pela fé. Esse tal foi reconciliado com Deus. Portanto a hostilidade e animosidade entre Deus e os crentes já se foi. Em lugar disso há uma bendita paz.
2b. A tradução gloriemo-nos na esperança deixa de esclarecer ao leitor que o mesmo verbo foi usado aqui, e em 5:3 – "nos gloriamos nas tribulações". Portanto 5:2 realmente significa: E nos gloriemo-nos na esperança da glória que Deus há ele manifestar ou exibir. A esperança exerce parte vital na vida dos crentes, pois ela se relaciona com tudo o que Deus tem prometido fazer por eles em Cristo.
9. Mas Paulo rapidamente muda o cenário do nosso anterior estado de pecadores para o agora. Se Deus nos amava quando éramos pecadores, se Cristo morreu por nós então, muito mais agora, tendo sido declarados justificados por Seu sangue, seremos salvos através dEle (Cristo) da futuro ira de Deus. Observe que a base para a justificação é o sangue de Cristo. Esta futura salvação é do castigo da ira de Deus, do qual se fala em lI Ts. 1:9, "eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder".
10. Os que agora estão justificados, diz-se, que foram reconciliados com Deus, quando inimigos. A base dessa reconciliação ficou explicitamente declarada – mediante a morte de seu Filho. Fomos reconciliados por Sua morte enquanto ainda éramos inimigos. Sendo isto verdade, conclui o apóstolo, muito mais verdade é que seremos salvos pela sua vida. Em outro lugar, Paulo destaca que aquele que é ligado ao Senhor é um espírito com Ele (I Co. 6:17), isto é, participa da vida ressurreta e poder espiritual de Cristo. Ele também diz: "Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então vós também sereis manifestados com ele, em glória" (Cl. 3:4). Seremos salvos pela vida de Cristo porque participamos desta vida. Pertencemos a Cristo. O escritor aos Hebreus destaca que Cristo vive para interceder por nós (Hb. 7:25). A vida intercessória de Cristo na glória tem um desempenho vital na salvação dos crentes. Mas o contexto aqui parece destacar a participação dos crentes na morte e vida ressurreta de Cristo. Os crentes serão salvos (futuro) pela sua presente e futura participação na vida de Cristo. (Comentário Bíblico Moody – Romanos)

2.3. Um novo padrão ético-moral
Em que consiste o reino de Deus? Quais são as leis desse reino? Que tipo de pessoa pertence a esse rei­no? Que fazer para entrar nesse rei­no? Com o propósito de responder essas indagações e estabelecer o padrão de conduta dos cidadãos do Reino, Jesus proferiu um discurso chave popularmente conhecida como "o Sermão do Monte".
Este sermão indica que a vida com Cristo requer a substituição do nosso 'padrão de justiça pelo padrão de justiça de Deus. Jesus ensinou que a felicidade por Ele oferecida não deve depender do que temos ou fazemos, mas do que somos; e não pode ser importada, mas precisa nascer da alma, do interior.
Podemos concluir, através des­se magistral sermão que, se quiser­mos alcançar a felicidade nesta vida e a eternidade, não nos resta outra alternativa, senão, atentarmos para todos os sublimes ensinamentos do majestoso Filho de Deus.
Entre os sermões proferidos por Cristo aos discípulos, o Sermão do Monte, como ficou conhecido, tra­duz de forma marcante e reveladora a essência e a natureza de sua doutrina. Teremos, neste trimestre, não só a oportunidade ímpar de conhecer ou recordar as suas vigas mestras, mas, acima de tudo, de procurar fazer desse ensino singular o ideal de vida de todos quantos desejam sinceramente praticar O cristianismo bíblico. (ebdareiabranca.com/As Bem Aventuranças/lição 01 - 2006)

“E ele passou a ensiná-los. dizendo...” Expressão oriental usada para introduzir algum discurso formal. Algumas vezes serve para indicar uma comunicação solene e confidencial. As idéias apresentadas nas declarações de Jesus se baseiam principalmente no A.T. (Ver Is. 57:1s; 61:1-3; Sl. 34:11-19: 37 :11; 73:1; I Sm. 2:5; Ec. 7:4).
Embora seja verdade que os ensinos éticos de Jesus pareçam ser a nota chave dos ensinos morais do *reino de Deus* que ele veio anunciar, também é certo que essas eram — as convicções reais — de Jesus sobre o que constitui a ação moral e um caráter piedoso, sem importar o período histórico em foco. Deve-se notar principalmente que para Jesus a ação moral depende tanto dos motivos como dos atos exteriorizados. Ê errôneo esperar nessas declarações distinções e explicações expandidas sobre doutrinas profundas com o a “justificação” e o “perdão dos pecados”, as quais são abordadas de forma mais dogmática em livros posteriores do N.T. especialmente nos escritos de Paulo. Assim sendo, as tentativas para harmonizar os ensinos de Jesus e de Paulo, em secções como estas, são estéreis e desnecessárias.
As bem-aventuranças são promessas feitas aos discípulos fiéis do reino dos céus. A pesar de Jesus ter proferido essas palavras originalmente a Israel, não há que duvidar que ele queria que se aplicassem plenamente ao Novo Israel, a igreja. O evangelho de Mateus foi escrito quando a era cristã já tinha cinquenta anos, e não tem sentido supor que não tencionava ser um documento inteiramente «cristão». Os discípulos de Cristo devem aprender a apegar-se a ele, a confiar nele e em suas palavras explicitamente. Não pode haver reservas na dedicação a ele e às suas palavras. As bem-aventuranças—mostram como seremos abençoados se fizermos disso a regra de nossas vidas. Os crentes seriam oprimidos pelo mundo (talvez um reflexo da perseguição de Domiciano, que a igreja — sofria quando este evangelho foi escrito; ver a secção II da introdução, sobre a Data do livro). Mas os oprimidos haverão de obter eventualmente a vitória. Embora nunca sem uma clara lealdade ao seu Senhor. «... as bem-aventuranças mostram que para Jesus, a retidão é mais do que a súmula de seus mandamentos; é uma total atitude de mente, uma forma particular de caráter. Aqueles que são louvados no evangelho são homens e mulheres humildes, amorosos, confiantes, fiéis e corajosos A inda não são perfeitos, mas são convertidos. Seus interesses e desejos se voltam na direção do reino de Deus. Mateus aparentemente enumera nove bem-aventuranças, embora a oitava e a nona possam constituir uma só; e se for removido o vs. 5, teremos apenas sete. Lucas 6:20-23 contém quatro bem-aventuranças, todas as quais têm paralelos aqui.
Provavelmente tinha as mesmas, na terceira pessoa, e não na secunda, conforme se vê em Lucas. Mateus, entretanto, adicionou termos tais como "em espirito” (vs. 3) e “justiça” (vs. 6). Também haveria bem-aventuranças em L e M? Nesse caso, os quatro ais de Lucas (Lc. 6:24-261 podem provir de L, e pelo menos algumas das bem-aventuranças de Mateus se derivam de M. (Sherman Johnson, in loc.). (Ver informações completas sobre as fontes informativas dos evangelhos, referidas aqui pelas abreviações «Q», «L» e «M», no artigo da introdução ao comentário intitulado «O Problema Sinóptico»). (O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - VOL.1. MATEUS A Marcos - Russell Norman Champlin)

3. O legado da autoridade
Devemos lembrar que cumpre a nós como igreja temperarmos a nossa sociedade, com o bom tempero de Cristo. Esse poder salinizador nos foi conferido para ser levado a efeito nas artes, na política e educação, entre outros (Mt 5.13). Uma vida religiosa é uma coisa boa, mas ineficaz para produzir frutos de arrependimento e realizar sonhos. O que precisamos é do poder de Deus sobre nós para viver e transmitir esse maravilhoso legado.

5.13 SAL DA TERRA. Os cristãos são o sal da terra. Dois dos valores do sal são: o sabor e o poder de preservar da corrupção. O cristão e a igreja, portanto, deve ser exemplos para o mundo e, ao mesmo tempo, militarem contra o mal e a corrupção na sociedade. (1) As igrejas mornas apagam o poder do Espírito Santo e deixam de resistir ao espírito predominante no mundo. Elas serão lançadas fora por Deus (ver Ap 3.16 nota). (2) Tais igrejas serão destruídas, pisoteadas pelos homens (v.13); i.e., os mornos serão destruídos pelos maus costumes e pelos baixos valores da sociedade ímpia (cf. Dt 28.13,43,48; Jz 2.20-22). (Bíblia de Estudos Pentecostal)

3.1. Autoridade para viver uma nova realidade
2.2 FILHOS DA DESOBEDIÊNCIA. Efésios 2.1-4 revela uma razão por que o cristão deve ter grande compaixão e misericórdia dos que ainda vivem em ofensas e pecados. (1) Todo aquele que está sem Cristo é controlado pelo "príncipe das potestades do ar", i.e., Satanás. Sua mente é obscurecida por Satanás, para que não veja a verdade de Deus (cf. 2 Co 4.3,4). Tais pessoas estão escravizadas pelo pecado e concupiscências da carne (v. 3; Lc 4.18). (2) A pessoa irregenerada, por causa de sua condição espiritual não poderá compreender, nem aceitar a verdade à parte da graça de Deus (vv. 5,8; 1 Co 1.18; Tt 2.11-14). (3) O cristão deve ver a todos do ponto-de-vista bíblico. Quem vive na imoralidade e no orgulho deve ser alvo da nossa compaixão, por causa da sua escravidão ao pecado e a Satanás (vv. 1-3; cf. Jo 3.16). (4) A pessoa sem Cristo é responsável pelo seu pecado, pois Deus dá a cada ser humano uma medida de luz e graça, com a qual possa buscar a Deus e escapar da escravidão do pecado, mediante a fé em Cristo (Jo 1.9; Rm 1.18-32; 2.1-6).
2.9 NÃO VEM DE OBRAS. Ninguém poderá ser salvo pelas obras e boas ações, ou por tentar guardar os mandamentos de Deus. Seguem-se as razões: (1) Todos os não salvos, estão espiritualmente mortos (v. 1), sob o domínio de Satanás (v. 2), escravizados pelo pecado (v. 3) e sujeitos à condenação divina (v. 3). (2) Para sermos salvos precisamos receber a provisão divina da salvação (vv. 4,5), ser perdoados do pecado (Rm 4.7,8), ser espiritualmente vivificados (Cl 1.13), ser feitos novas criaturas (v. 10; 2 Co 5.17) e receber o Espírito Santo (Jo 7.37-39; 20.22). Nenhum esforço da nossa parte poderá realizar essas coisas. (3) O que opera a salvação é a graça de Deus mediante a fé (vv. 5,8). O dom salvífico de Deus inclui os seguintes passos: (a), a chamada ao arrependimento e à fé (At 2.38). Com essa chamada vem à obra do Espírito Santo na pessoa, dando-lhe poder e capacidade de voltar-se para Deus. (b) Aqueles que respondem com fé e arrependimento e aceitam a Cristo como Senhor e Salvador, recebem graça adicional para sua regeneração, ou novo nascimento, pelo Espírito e ser cheios do Espírito (At 1.8; 2.38; Ef 5.18). (c) Aqueles que se tornam novas criaturas em Cristo, recebem graça contínua para viver a vida cristã, resistir ao pecado e servir a Deus (Rm 8.13,14; 2 Co 9.8). O crente se esforça em viver para Deus, mediante a graça que nele opera (1 Co 15.10). A graça divina opera no crente dedicado, tanto para ele querer, como para cumprir a boa vontade de Deus (Fp 2.12,13). Do começo ao fim, a salvação é pela graça de Deus. (Bíblia de Estudos Pentecostal)

Depois de descrever nossos bens espirituais em Cristo, Paulo volta à atenção para uma verdade complementar: nossa posição espiritual em Cristo. Primeiro, explica o que Deus fez pelos pecadores em gerar em seguida, fala do que Deus fez mais especificamente pelos gentios. O pecador que creu em Cristo foi exaltado e assentando no trono (Ef 2:1-10), e os judeus e gentios que creram foram reconciliados e edificados juntos no templo (Ef 2:11-22). Que milagre da graça de Deus! Somos tirados do grande cemitério do pecado e colocados na sala gloriosa do trono. (Comentário Bíblico Expositivo Novo Testamento - Éfeso a Apocalipse - Warren W. Wiersbe)

2 Co 5.17 O crente agora torna-se uma nova criatura. Sobre nova, veja 3:6. Já passaram. O tempo é aoristo, e assim indica uma mudança definitiva que aconteceu por ocasião da regeneração. O mesmo verbo (parerkomai) foi usado com referência ao passar catastrófico do céu e da terra na última conflagração (Mt. 5:18; Lc. 21:32, 33; II Pe. 3:10). O tempo perfeito em eis que se fizeram novas dramatiza a mudança permanente introduzida pela regeneração. (Comentário Bíblico Moody – 2 Corintios)

3.2. Autoridade para levar esperança
14. Por amor de Cristo (cons. Rm. 8:35; Ef. 3:19) vamos entender o próprio amor de Cristo por nós. O verbo constrange (suneko) normalmente significa "conservar junto"; mas aqui Arndt o considera significando "insistir, impelir". Nos constrange parece estar justificado à luz do versículo anterior. O amor de Cristo manterá qualquer crente afastado de extremos insanos. O julgamento de Paulo, feito uma vez para sempre na sua conversão, foi "Um morreu por todos, logo todos morreram". O por em um morreu por todos ensina substituição (como em Jo. 10:15; 11:50, 51; Rm. 5:6 e segs.; Gl. 1:4). O tempo aoristo em todos morreram identifica o crente com Cristo na sua morte (cons. Rm. 6:2-11; Gl. 2:19; Cl. 3:3).
15. Aqueles que foram redimidos por Aquele que por eles morreu e ressuscitou deveriam agora viver inteiramente dedicados ao seu Senhor, não ao seu ego (cons. Rm. 14:7 e segs.; I Co. 6:19, 20; I Ts. 5:10; Ap. 14:1-5). (Comentário Bíblico Moody – 2 Coríntios)

Ele morreu para que morrêssemos (v. 14). O tempo do verbo confere-lhe o sentido de "então, todos morreram", uma verdade explicada em mais detalhes em Romanos 6, que trata da identificação do cristão com Jesus Cristo. Quando Cristo morreu, morremos nele e com ele. Portanto, a antiga vida não deve ter poder algum sobre nós hoje. "Estou crucificado com Cristo" (GI 2:19).
Morreu para que vivêssemos (vv. 15-17).
Este é o aspecto positivo de nossa identificação com Cristo: não apenas morremos com ele, mas também fomos ressuscitados com ele para que pudéssemos andar em "novidade devida" (Rm 6:4). Uma vez que morremos com Cristo, vencemos o pecado e, uma vez que vivemos com Cristo, podemos dar frutos para a glória de Deus (Rm 7:4).
Ele morreu para que vivêssemos por meio dele: "Deus [enviou] o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele" (1 Io4:9). Essa é nossa experiência de salvação, a vida eterna pela fé em Jesus Cristo. Mas também morreu para que vivêssemos para ele, não para nós mesmos (2 Co5:15).  (Comentário Bíblico Expositivo Novo Testamento - Mateus a Gálatas - Warren W. Wiersbe)

3.3. Autoridade para operar sinais e maravilhas
Atos 1:8 é um versículo-chave.  Em primeiro lugar, explica que o poder da Igreja vem do Espírito Santo, não dos homens (ver Zc 4:6). À medida que recebeu novas oportunidades e que enfrentou diferentes obstáculos, o povo de Deus foi cheio repetidamente pelo Espírito (At 2:4; 4:8,31; 9: 17;  13:9). Pessoas comuns foram capazes de fazer coisas extraordinárias, pois o Espírito de Deus operava em sua via. O ministério do Espírito Santo não é um luxo, mas sim  é  uma necessidade  básica.
"Testemunha" é uma palavra-chave no Livro de Atos e aparecem vinte e nove vezes na forma de substantivo ou verbo. Uma testemunha é alguém que relata o que viu e ouviu (At 4:19,20). Quem está no banco das testemunhas em um tribunal não apresenta ao juiz suas idéias e opiniões, pois ele está interessado apenas em ouvir o que a testemunha sabe. O termo mártir vem de uma palavra grega que pode ser traduzida por "testemunha", e muitos do povo de Deus selaram seu testemunho entregando a própria vida.
Hoje, fala-se muito sobre "ganhar almas", o que não deixa de ser uma ótima ênfase.
Alguns do povo de Deus são chamados para o evangelismo (Ef 4:11), mas todos do povo de Deus devem ser testemunhas e falar do Salvador aos perdidos. Nem todo cristão pode conduzir o pecador à fé e a uma decisão (apesar de a maioria de nós sermos capaz de se esforçar um pouco mais nesse sentido), mas todo cristão pode dar testemunho fiel do Salvador. "A testemunha verdadeira livra almas" (Pv  14:25).              
Atos 1:8 também apresenta um esboço geral do Livro de Atos, descrevendo geograficamente a propagação do evangelho: de Jerusalém (At 1-7) para a Judéia e Samaria (At 8-9), depois para os gentios e até os confins da Terra (At 10-28). Não importa onde vivemos; como cristãos, devemos começar a testemunhar em casa e depois "por todo o mundo". Como Oswald J. Smith costumava dizer: "A luz cujo resplendor chega mais longe brilhará com mais intensidade no próprio lar". (Comentário Bíblico Expositivo Novo Testamento - Mateus a Gálatas - Warren W. Wiersbe)

1.8. Em lugar de se ocuparem com debates sobre o final estabelecimento do reino judeu, os apóstolos deviam se preocupar com outras coisas. O Espírito Santo viria sobre eles para lhes conceder poder sobrenatural, na força do qual seriam testemunhas de Cristo por todo o mundo. Este versículo é um resumo de todo o livro de Atos: em Jerusalém cobre os capítulos 1-7; em toda a Judéia e Samaria cobre os capítulos 8:1 - 11:18;  e  aos confins da terra vai de 11:19 até o final do livro. (Comentário Bíblico Moody – Atos)

CONCLUSÃO
Cristo Jesus compartilhou conosco toda a sua herança sem jamais empobrecer, então somos co-herdeiros com Ele. Seu propósito foi tornar-se um modelo vivo de inspiração para todos nós neste particular. Cumpre a nós deixarmos também um legado, devemos pensar hoje, em como queremos ser lembrados no dia do nosso sepultamento.



Fontes:
Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel,
Revista: VIDA CRISTÃ VITORIOSA – Editora Betel - 1º Trimestre 2013 – Lição 08.

Reflexão Espiritual

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