terça-feira, 26 de junho de 2012

LIÇÃO 01 - A DIVINDADE DE JESUS



01 de Julho de 2012

Texto Áureo

“No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Jo 1.1

Verdade Aplicada

O meio mais completo de revelação de Deus é a encarnação, em que a vida e o discurso de Jesus foi a manifestação especial do Pai.

Objetivos da Lição

      Apresentar Jesus como tema central do Evangelho de João;
      Mostrar que Jesus foi rejeitado e que podemos também ser;
      Revelar aos homens que Jesus é Deus.

Textos de Referência

Jo 1.1        No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Jo 1.2        Ele estava no princípio com Deus.
Jo 1.3        Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
Jo 1.4        Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
Jo 1.5        e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
Jo 1.6        Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.
Jo 1.7        Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
Jo 1.14      E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

 LEITURAS COMPLEMENTARES
  • Segunda feira: Cl 1.15-18
  • Terça feira:  Fl 2.5-8
  • Quarta feira: Jo 1.1
  • Quinta feira: Jo 1.14
  • Sexta feira:  Jo 1.11
  • Sábado: Jo 1.12
 INTRODUÇÃO
O propósito maior do Evangelho de João é afirmar que Jesus é o filho eterno de Deus (Jo 20.31). O autor, segundo a tradição judaico-cristã, é o próprio João, o apostolo. Ele é aquele discípulo a quem Jesus amava e que estava presente na ultima ceia, na crucificação, e ao tumulo vazio do Senhor. Na bíblia, há quatro livros biográficos sobre Jesus, os primeiros três são geralmente conhecidos como sinóticos. João é impar por nos ajuda a entender os outros três. Pois dá uma interpretação mais profunda da vida do Senhor.
O evangelho de João apresenta Jesus como “Verbo”, palavra que na Versão Almeida Revista e Corrigida é traduzida pela palavra grega “Logos”. “[1,1] EN ARKHÊ ÊN O LOGOS KAI O LOGOS ÊN PROS TON THEON KAI THEOS ÊN O LOGOS” O uso desta palavra pelo apostolo tem trazido muitas discussões ao longo dos séculos, por se tratar de um termo usado na filosofia grega, o qual possuía um significado todo especial. Que havia sido como que “adaptado” ao judaísmo por um contemporâneo de Cristo, o filosofo judeu Filo (25 a.C +/- 50 a.C.), natural de Alexandria e que se tornou o maior comentarista do texto grego do Antigo Testamento (a Septuaginta). (4º Trim 2009 BETEL – Jesus Cristo – Lição 3 – Jesus Cristo, o logos de Deus)

1. QUEM É JESUS SEGUNDO JOÃO?
O Evangelho de João é, obviamente, notável por suas referencias à divindade de Jesus. Já no principio de seu livro, João expressa particularmente essa idéia: “No principio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (Jo 1.1)
Sem delongas o escritor apresenta a figura central do Evangelho, mas não a chama de Jesus ou Cristo. Neste ponto Ele é o Logos (Palavra). Este termo tem raízes no V.T., sugerindo conceitos de sabedoria, poder e um relacionamento especial com Deus. Era também largamente usado pelos filósofos para exprimir idéias tais como discussão e mediação entre Deus e o mundo. No tempo de João toda sorte de leitores entenderiam sua adequabilidade aqui, onde a revelação é a nota principal. Mas o aspecto diferente é que o Logos também é o Filho do Pai, que se encarnou a fim de revelar Deus plenamente (1:14,18).  (Comentário Bíblico de Moody – João)

1.1. ELE É ETERNO
João afirma que Jesus “No principio era o Verbo” (Jo 1.1). O termo grego usado por João é “ARKHÊ”, cujo significado é “principio”, “origem”, “inicio”. As investigações filosóficas começaram na Grecia quando os pensadores passaram a querer descobrir qual era o “principio” (ARKHÊ) de todas as coisas. João, inspirado pelo Espírito Santo, mostra, claramente, que o “principio” é o Verbo, o Verbo que estava com Deus, o Verbo que é o próprio Deus. (4º Trim 2009 BETEL – Jesus Cristo – Lição 3 – Jesus Cristo, o logos de Deus)

1.2. ELE É DIVINO
A expressão “verbo”, que significa a Palavra, identifica Jesus, através de quem Deus criou todas as coisas: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. (Jo 1.3). O apostolo Paulo afirma que através de Jesus foram criadas todas as coisas que há nos céus, na terra, visíveis e invisíveis... tudo foi criado por ele e para ele (Cl 1.16). O autor da carta aos Hebreus afirma enfaticamente que Deus fez o universo por meio do seu Filho (Hb 1.2), que sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder. (4º Trim 1999 -BETEL – Jesus Cristo – Lição 1 – A Natureza voluntaria de Cristo)

Quando consideramos Jesus como o Verbo, estamos afirmando que Ele é a expressão única da personalidade divina a criação, é o único meio pelo qual podemos ter acesso a Deus. É a Pessoa divina que faz a ponte, a comunicação, a apresentação de Deus à criação. Ninguém pode ter acesso a Deus a não ser por Cristo (Jo 14.6b). Moises, o legislador, era íntimo de Deus, todavia, somente pode vê-lo pelas costas. Jesus é o único que pode nos apresentar tal plenitude, tudo o que precisamos fazer é conhecê-lo (Jo 14.7) (4º Trim 2009 BETEL – Jesus Cristo – Lição 3 – Jesus Cristo, o logos de Deus)

1.3. ELE É CRIADOR
Diante dos judeus, Jesus afirmou sua preexistência, dizendo: “Antes que Abraão existisse eu sou”. (Jo 8.58). O eterno Filho de Deus é antes de todas as coisas, conforme afirma Paulo em (Cl 1.17). Jesus declarou a João em Patmos: “... Eu sou o primeiro...” (Ap 1.17). Estas afirmações bíblicas não deixam dúvidas quanto à eternidade do Filho de Deus e nos asseguram uma plena salvação. (4º Trim 1999 -BETEL – Jesus Cristo – Lição 1 – A Natureza voluntaria de Cristo)

O evangelista descreve o “logos” em relação ao principio (Gn 1.1). Toda obra criadora começa no Gênesis e foi feita por intermédio da Palavra criadora de Deus e, que, este princípio se deu pela existência do “logos” (Hb 11.3; Cl 1.17). João afirma que antes de todas as coisas serem criadas, o “logos” (Jesus) já existia, era anterior a todas as coisas, era eterno. João afirma que Jesus é esse principio absoluto, no qual os gregos buscavam as respostas para os mais profundos questionamentos de suas almas. (4º Trim 2009 BETEL – Jesus Cristo – Lição 3 – Jesus Cristo, o logos de Deus)

2. A ENCARNAÇÃO DE JESUS
Jesus veio ao mundo como um ser totalmente humano. Um conhecido judeu do I século d.c., participando de todas as atividades de um ser humano comum. Diferente de reencarnação, Ele de fato encarnou, Fez-se homem e habitou entre nós (Fl 2.5-8). E manifestou-se entre os homens como luz do mundo (Jo 1.4). Veio para eliminar as trevas profundas da humanidade. Essa é uma verdade essencial, negada terminantemente pelos gnósticos da época. Eles afirmavam que a encarnação de Jesus não teria sido real (1Jo 4.2,3). Mas João consegue provar que, de fato, Ele esteve entre os homens.
Em toda a bíblia encontramos provas da humanidade de Jesus (Jo 1.14). Isto nos revela que Jesus, o Deus eterno, tornou-se humano para que pudesse realizar o propósito divino de salvação (Fp 2.5-9), pois somente como ser humano genuíno ele teria qualificações para redimir a raça humana do poder de Satanás (Hb 2.14-17). (4º Trim 1999 -BETEL – Jesus Cristo – Lição 1 – A Natureza voluntaria de Cristo)

2.1. O TESTEMUNHO DE JOÃO BATISTA
Jesus foi encontrar João Batista junto ao Jordão para ser batizado por ele. (A despeito de João conhecia Jesus muito bem, alem de serem primos, pois sua mãe Isabel era prima de Maria mãe de Jesus)- grifo meu, naquele momento ele logo reconheceu que ali estava “o cordeiro de Deus”. João tentou dissuadir Jesus do batismo por não considerar-se digno de batizar o Filho de Deus: “eu preciso ser batizado por ti e tu vens a mim?” (Mt 3.14). Jesus porem respondeu-lhe: “Deixa por agora, pois assim nos convém cumprir toda a justiça” (Mt 3.15).
Através do ministério de João Batista, Deus começou a preparar a efetiva atuação de Jesus como o Messias. A mensagem de João era um alerta de preparação para o reino de Deus, como ainda hoje a mensagem de Deus é que os homens se preparem para a volta de Jesus. Naquela época poucas pessoas compreenderam o convite de João Batista ao arrependimento, tal qual em nossos dias poucos são os que ouvem e entendem a mensagem da salvação. A humanidade de Jesus em submeter-se ao batismo de João é exemplo da submissão à vontade do pai. (4º Trim 1994 - BETEL – Jesus Cristo – Lição 4 – O Batismo de Jesus)

2.2. A REJEIÇÃO DOS HOMENS
9. A luz verdadeira não transforma João em uma luz falsa. Dá a entender que é uma luz anti-típica, máxima – o sol, não uma vela. Daí, venerar João indevidamente, depois que a Luz despontou, é errado (3:30; Atos 19:1-7). A sintaxe do versículo no grego é difícil. A verdadeira luz que, vinda ao mundo; ilumina a todo homem é a tradução mais provável. Através de sua presença entre os homens o Logos traria uma iluminação superior àquela que fora proporcionada aos homens antes de sua vinda.
10, 11. A Luz era verdadeira e resplandecente, mas a acolhida que teve foi desapontadora. Além da semelhança que há nos dois versículos, jazem neles diferenças deliberadas: estava, mundo; veio, o que era seu; e os seus não o receberam. Deixar de discernir o Logos pré-encarnado é mais compreensível do que a recusa trágica de seu próprio povo, em aceitá-lo quando veio entre eles.
12, 13. Nem todos recusaram a Luz. Aqueles que a receberam ganharam poder (autoridade, direito) de serem feitos (naquele exato momento) filhos de Deus. Aqueles que o receberam são descritos como aqueles que crêem no seu nome (pessoa). Veja 20:31. Há duas maneiras de se dizer a mesma coisa. Os crentes são mais adiante descritos em termos do que Deus faz por eles. 
Eles nasceram... de Deus. Não é um processo natural que traz pessoas ao mundo – não do sangue (literalmente, sangues), sugerindo a mescla das correntes sanguíneas, paterna e materna na procriação. Da vontade da carne sugere o desejo natural e humano de se ter filhos, como da vontade do varão (a palavra usada para marido) sugere o desejo especial de se ter uma descendência que continue com o nome da família. Assim, o novo nascimento, algo sobrenatural, foi cuidadosamente resguardado da confusão com o nascimento natural. (Comentário Bíblico de Moody – João)

2.3. A MANIFESTAÇÃO DO VERBO
5. O mesmo sentimento. Melhor, Mantenham essa íntima disposição uns para com os outros que foi exemplificada (o verbo tem de ser suprido) em Cristo Jesus. 
6. Subsistindo em forma de Deus. Melhor, Embora no seu estado pré-encarnado possuísse as qualidades essenciais de Deus, ele não considerou o seu status de divina igualdade um prêmio a ser egoisticamente entesourado (tomando harpagmos passivamente). Morfê, forma, nos versículos 6 e 7 denota uma expressão permanente de atributos essenciais, enquanto skêma, forma (v. 8), refere-se à aparência externa que está sujeita à mudança.
7. Antes a si mesmo se esvaziou. Ekenôsen não tem a intenção de falar do sentido metafísico (isto é, que ele tenha se despojado de seus atributos divinos), mas é uma "expressão pitoresca da totalidade de Sua auto-renúncia" (M.R. Vincent, A Critical and Exegetical Commentary on the Epistles to the Philippians and to Philemon, pág. 59). Observe a alusão feita a Is. 53:12, "porquanto derramou a sua alma na morte". Cristo esvaziou-se assumindo a forma de servo. (o uso de morfê, forma, aqui, indica a veracidade de sua posição de servo), tornando-se em semelhança de homens. Ao contrário do primeiro Adão, que fez uma tentativa frenética de alcançar posição de igualdade com Deus (Gn. 3:5), Jesus, o último Adão (I Co. 15:47), humilhou-se e obedientemente aceitou o papel de Servo Sofredor (cons. a contribuição de R. Martin em ExpT, Março de 59, pág. 183 e segs.).
8. O ato da humilhação voluntária não parou na Encarnação, mas continuou até as profundezas ignominiosas da morte pela crucificação. A omissão do artigo diante de staurou, cruz, enfatiza a natureza vergonhosa da morte – e morte de cruz. (Com relação à opinião dos romanos quanto à crucificação, cons. Cícero In Verrem 5.66). A si mesmo se humilhou. Ele pôs de lado todos os direitos pessoais e Seus interesses a fim de assegurar o bem-estar dos outros. (Comentário Bíblico de Moody – Filipenses)

3. AS BENÇÃOS DA ENCARNAÇÃO
Jesus, ao encarnar e viver entre os homens, comunicou suas bênçãos, enriquecendo a experiência humana com o que há de melhor no céu, a Sua própria natureza. Sua presença modificou comportamentos, trouxe esperança e pavimentou estradas esburacadas da alma humana. Sua graça, sua verdade e sua gloria, marcaram para sempre, a historia dos homens (Jo 1.14,17)
14. Antes que a fé possa produzir o novo nascimento, deve haver um objeto sobre o qual repousar, tal como a encarnação do Verbo, o Filho de Deus. Deus, tendo se expressado na criação e na história, onde a atividade do Logos era evidente, mas a sua pessoa velada, agora se revelava através do Filho em forma humana, que não era simples semelhança, mas carne, João poderia ter usado "homem", mas escolheu declarar a verdade da encarnação enfaticamente como se quisesse contrariar aqueles que tinham tendências gnósticas. Essa falsa visão de Cristo recusava-se a aceitar que a divindade pura pudesse assumir corpo material, uma vez que a matéria era considerada má (cons. I Jo. 4:2, 3; II Jo. 7). 
Habitou. Tabernaculou. Em combinação com a glória sugere a personalização da nuvem luminosa que repousava sobre o tabernáculo no deserto (Êx. 40:34). O Verbo encarnado é também a resposta à oração de Moisés (Êx. 33:18). João não narra a Transfiguração, pois apresenta todo o ministério como uma transfiguração, exceto quanto à luz da qual fala, que é moral e espiritual (cheio de graça e de verdade e não algo visível, cons. Jo. 1:17).
17. Assim como Jesus Cristo ultrapassou a João (1:15), assim também foi superior a Moisés. Ambos trouxeram algo de Deus, mas um trouxe a lei que condena, o outro a graça que redime da lei. Verdade sugere a realidade da revelação divina de Cristo. (Comentário Bíblico de Moody – João)

3.1. A GRAÇA DE JESUS
A palavra graça só aparece aqui e em 1.16-17. É a graça que Ele veio dar aos homens. E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça (16). A palavra que acompanha graça é verdade (17), e a verdade é o caráter essencial do Verbo. Esta é a verdade no sentido filosófico da realidade, no sentido ético da santidade, e no sentido moral do amor. Jesus disse a respeito de si mesmo: "Eu sou... a verdade" (14.6).

O versículo 15 é uma reiteração a respeito de João Batista. Em 1.7 ele testificou da Luz; aqui, ele testifica ou faz uma afirmação que anuncia a vinda de Cristo, enquanto afirma a sua existência eterna. João testificou dele e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: o que vem depois de mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.

A idéia de abundância do rico depósito da graça infinita de Deus é proeminente em João. A linha de ação é definida aqui no prólogo. E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça (16). Esta idéia de abundância ocorre repeti­damente nas palavras e nas obras de Jesus. Em Caná da Galiléia, havia abundância do melhor vinho (2.10). Ele deu à mulher samaritana "uma fonte de água a jorrar para a vida eterna" (4.14). Para a multidão faminta, havia mais do que o suficiente (6.13). Para a alma sedenta, Ele prometeu não só o suficiente para satisfazer, mas um transbordamento de "rios de água viva" (7.38). A vida abundante para os verdadeiros crentes se tornou possível pela entrada de Jesus no mundo (10.10). João não só exibe um evangelho que é universal no sentido explícito (i.e., um evangelho para "todo aquele que quiser"), como também em um sentido implícito. Todas as áreas da vida do homem de fé são permeadas pela graça abundante de Deus.

A expressão graça sobre graça é literalmente "graça tomando o lugar da graça". Robertson observa que ela é "como o maná fresco a cada manhã, a nova graça para o novo dia, e para o novo serviço".

Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo (17). Este contraste vivido proporciona simultaneamente: (a) um plano para a organização dos materiais no quarto Evangelho; e (b) o cenário para o conflito e a controvérsia que culminaram na cruz.

A organização dos materiais no Evangelho de João mostra que a revelação através do Verbo é superior à da lei, e que somente em Jesus Cristo a lei encontra o seu cumpri­mento completo (Ele veio não para destruir, mas para cumprir). Esta revelação superior é a revelação plena, pessoal e final de Deus (14.9).

Jesus não estava em conflito com a lei. Aqueles que representavam a lei, sim, esta­vam em conflito com Ele. Isto resultou em uma prolongada controvérsia entre Jesus e os judeus, a qual teve início com a questão relacionada às leis do sábado (5.10) e culminou na cruz (19.18).

Não é que João pensasse na lei e na graça como antitéticas, ou que a lei não fosse verdadeira. Ela era verdadeira, porém limitada. A lei era insuficiente em relação às necessidades mais profundas do homem, ao passo que Cristo é mais do que suficiente, uma vez que Ele é a Fonte de toda a verdade e graça.

Aqui, João usa o nome histórico completo, Jesus Cristo. Nos Sinóticos, este nome completo só é encontrado em Mateus 1.1 e Marcos 1.1; e novamente em João, somente em 17.3.

Uma firme tradição judaica afirmava que ninguém jamais vira a Deus com olhos físicos (Êx 33.20; Dt 4.12). Consequentemente, João escreveu: Deus nunca foi visto por alguém (18). Mas isto proporciona a ocasião para que ele declare a plena verdade que está prestes a descrever em detalhes. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer. Aqui estão descritos em afirmações majestosas: a preexistência de Cristo e o seu relacionamento inigualável com o Pai, o Filho unigênito; a sua encarnação, este o fez conhecer; e a sua condição como eterno e exaltado, que está no seio do Pai. O melhor comentário sobre a expressão no seio do Pai foi feito pelo pró­prio João, quando escreveu uma frase que pode ser literalmente traduzida assim: "O Verbo estava face a face com Deus" (1.1). (http://www.ebdareiabranca.com/2012/3trimestre/licao01ajuda10.html)

É importante que a súbita entrada parentética do verso 15 não obscurece a intima relação entre o verso 14 e o verso 16. Como fé é uma questão de aceitar aquele que estava cheio de graça e de verdade, segue-se naturalmente que recebemos da sua plenitude, e graça sobre graça. A curiosa expressão graça sobre graça significa, literalmente, graça "em troca por" ou "em substituição a" mais graça (cf. Rm 1:17; II Co 3:18); em outras palavras, como belamente traduz a Bíblia na Linguagem de Hoje, "bênção e mais bênçãos". Isto significa que podemos tirar, de sua plenitude, como de uma fonte inesgotável. Uma vez que a graça foi recebida, ela não cessa de crescer. Recebemos "graça em lugar de graça".

Para ser mais claro, Deus tem sido sempre um Deus de graça. No período do Velho Testamento, a lei foi dada por meio de Moisés; na era cristã, sua imu­távelgraça e verdade vieram por Jesus Cristo. A diferença reside não apenas na natureza de Deus, como doador, mas nas potencialidades da graça, para fazê-lo conhecido. Uma pessoa viva, cheia da realeza divina, é um meio mais adequado que os mandamentos escritos sobre as tábuas de pedra. (http://www.ebdareiabranca.com/2012/3trimestre/licao01ajuda6.html)


3.2. JESUS É A VERDADE
Cheio de graça e de verdade  Como homem, o Logos não estava vazio da realeza divina (como às vezes é erronea­mente interpretado Fp 2:7), mas cheio de amor misericordioso e da impertur­bável fidelidade, elementos centrais da compreensão veterotestamentária de Deus (Êx 34:6,7; Sl 85:9-10; 89:14; 108:4).Observe-se o equilíbrio alcançado com as combinações desses dois termos. Graça é uma compulsão irresistível aos homens, mais do que eles merecem, e que flui espontaneamente da ilimitada generosidade de Deus. Verdade, por outro lado, finca-se na determinação divina de ser coerente, inteligível e, por conseguinte, digna de crédito no seu relacionamento com a humanidade. Graça sem verdade não passa de sentimentalismo; verdade sem graça pode parecer algo de inflexível rigidez. Ao declarar sua natureza divina, Jesus combinou uma infinita ternura pelo pecador com uma inabalável fidelidade ao que é direito. (http://www.ebdareiabranca.com/2012/3trimestre/licao01ajuda6.html)

As versões em português mais usadas (exceto BLH) vinculam a frase cheio de graça e de verdade ao Verbo. A razão para isto é que o adjetivo cheio (plērēs) é nominativo e deve concordar com o nominativo logos. Há, po­rém, evidência suficiente de que no grego helenístico plērēs podia ser usado sem ser declinado, concordando com um substantivo em qualquer caso. Neste caso, cheio de graça e de verdade pode pertencer ao substantivo mais próximo, glória, apesar de glória estar no acusativo (doxan); isto fica ainda mais provável quando consideramos o pano de fundo destas palavras.

Moisés, no deserto, pediu um favor de Deus: "Rogo-te que me mostres a tua glória". A resposta foi: "Farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o nome do Senhor" (Ex 33.18s.). Isto porque a glória de Deus - o atributo que é só dele e o distingue - é sua bondade. De acordo com isto, cum­prindo sua promessa, "tendo o Senhor descido da nuvem, ali esteve junto dele, e proclamou o nome do Senhor. E, passando o Senhor por diante dele, cla­mou: Senhor, Senhor, Deus compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade..." (Êx 34.5s). Estas palavras expressam a bondade que é a glória incomparável de Deus. Acontece que as palavras gregas de João 1.14, traduzidas cheio de graça (charis) e de verdade alētheia, facilmente podem ser reconhecidas como uma tradução da última frase de Êx 34.6: "gran­de em misericórdia (heb. hesed) e fidelidade (heb. ěmeth)". A glória vista no Verbo encarnado foi a glória revelada a Moisés quando o nome de Javé soou em seus ouvidos; porém, agora, esta glória foi manifesta na terra em uma vida humana,cheia de graça e de verdade. (http://www.ebdareiabranca.com/2012/3trimestre/licao01ajuda5.html)

3.3. A GLORIA DE JESUS
Nós vimos sua glória  Glória é um dos termos mais ricos do vocabulário teológi­co da Bíblia, referindo-se basicamente às manifestações visíveis do poder de Deus. A vida de Jesus brilhou, com a já referida presença da majestade divina. Através do ministério terreno do Verbo, Deus con­vocou os homens para uma nova cons­ciência de seu propósito e de seu pres­tígio.

Nos versos 14-18 reside implícita a superioridade de Cristo sobre Moisés. Em Êx 33 e 34, Moisés, a quem Deus falou "face a face" (33:11), pediu que a presença divina também acompanhasse o povo em sua peregrinação à terra pro­metida (33:14-17). Quando Deus con­cordou, Moisés pediu-lhe para ver sua glória (33:18), mas recebeu apenas uma revelação oculta, "porquanto homem nenhum pode ver a minha face e viver" (33:20). A despeito desta limitação, o povo pôde conhecer o "nome" (natureza) do Senhor como aquele que transborda em "beneficência e verdade" (34:6); foi esta a base do concerto lavrado sobre as tábuas de pedra (34:1,10,27,28). No prólogo, entretanto, o Logos, que esteve face a face com Deus (v. 1), habitou entre nós, como o "tabernáculo do encontro", em que a glória de Deus foi vista e onde a plenitude de sua graça e verdade foi recebida, não como uma lei, sobre pedra, mas como uma vida na carne. (http://www.ebdareiabranca.com/2012/3trimestre/licao01ajuda6.html)

Entre os judeus de fala grega, o substantivo skēnē e suas palavras cognatas, como o verbo skēnoō, que é usado nesta frase, comumente eram associados ao verbo hebraico shākan ("morar") e seus de­rivados, como o mishkān ("tabernáculo") da Bíblia e a shekināh pós-bíblica - uma palavra que literalmente significa "residência", porém era usada mais es­pecificamente para a gloriosa presença de Deus que residia no tabernáculo de Moisés e no templo de Salomão. Quando o tabernáculo foi concluído, "a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo" (Êx 40.34). De modo semelhante, quando o templo de Salomão foi dedicado, "uma nuvem encheu a casa do Senhor... porque a glória do Senhor enchera a casa do Senhor" (1 Rs8.10s.). Portanto, quando o Verbo se fez carne, a presença gloriosa de Deus corporificou-se nele, porque ele é a verdadeira shekínaāh. (http://www.ebdareiabranca.com/2012/3trimestre/licao01ajuda5.html)

CONCLUSÃO
O evangelho de João procura mostrar de fato quem Jesus é, ele revela a sua identidade divina sem rodeios, mas de forma axiomática. Ele não se distancia das questões difíceis de seu tempo que envolvia necessidade de respostas mais bem elaboradas, ele vai profundamente à fonte de vida e, com ousadia, traz de lá o seu ensino e pregação eloquentes. Nem tampouco ele tem medo de inovar fazendo uso das filosofias gregas, mostrando quem de fato era o Verbo verdadeiro.
Simples na linguagem e estrutura, este livro é, não obstante, uma exposição profunda da pessoa de Cristo colocada em cenário histórico. Tem uma mensagem para o discípulo humilde do Senhor e também para o mais adiantado teólogo. 
Certas semelhanças existentes entre ele e os Evangelhos Sinóticos são facilmente percebidas. Apresenta a mesma pessoa como figura central. Encontramo-lo como o Filho de Deus, o Filho do homem, o Messias, o Senhor do Salvador, e outros títulos. Há alguns anos atrás era moda, em alguns círculos, dizer-se que o Jesus de João era o resultado de um processo teológico dentro da igreja primitiva, por meio do qual o homem de Nazaré fora elevado à posição de divindade. Esse ponto de vista já não é mais sustentável, pois estudos posteriores estabeleceram a convicção de que a Cristologia dos Sinóticos e a Cristologia de João são fundamentalmente a mesma. Um Jesus meramente humano é completamente estranho tanto aos Sinóticos quanto a João.


Fontes:
Bíblia de Estudo Dake – Atos
(4º Trim 2009 BETEL – Jesus Cristo – Lição 3 – Jesus Cristo, o logos de Deus)
(4º Trim 1999 -BETEL – Jesus Cristo – Lição 1 – A Natureza voluntaria de Cristo)
(4º Trim 1994 - BETEL – Jesus Cristo – Lição 4 – O Batismo de Jesus)
Comentário Bíblico de Moody – João)
(Comentário Bíblico de Moody – Filipenses)
Revista: JESUS CRISTO– Editora Betel - 3º Trimestre 2012 – Lição 01

terça-feira, 19 de junho de 2012

LIÇÃO 13 - AS SETE BEM-AVENTURANÇAS DO APOCALIPSE



24 DE JUNHO DE 2012

TEXTO ÁUREO
“Bem aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”. Ap 1.3

VERDADE APLICADA
As bem-aventuranças do Apocalipse alcançarão a todos os que se apropriarem de suas revelações, repreensões e promessas.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Levar o aluno da EBD à leitura assídua do Apocalipse;
Orientar que a dificuldade de entender o Apocalipse não implica falta de espiritualidade; e
Insistir na importância da leitura e pregação do Apocalipse para estimular a igreja à santificação e ao serviço.

GLOSSÁRIO
Hereges: que ou quem professa ideias contrárias às doutrinas bíblicas.
Indescritíveis: extraordinário, assombroso.
Resplandecente: que resplandece, que emite luz, brilhante.

Textos de Referência

Ap 14.13    Bem-aventurados os mortos que, desde agora, mor­rem no Senhor. Sim, diz o Es­pírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam.
Ap 16.15    Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas ves­tes, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas.
Ap 19.9      Bem-aventurados aque­les que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro.
Ap 20.6      Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele mil anos.
Ap 22.7      Eis que presto venho. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.
Ap 22.14    Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à arvore da vida e possam entrar na Cida­de pelas portas.

LEITURAS COMPLEMENTARES
  • Segunda feira: Sl 1.1-6
  • Terça feira:  Sl 32.1,2
  • Quarta feira: Sl 94.12,13
  • Quinta feira:  Sl 119.1,2
  • Sexta feira:  Sl 128.1
  • Sábado: Mt 5.3-12

INTRODUÇÃO
Você se lembra Sete é o número das coisas completas, as quais nada mais se adicionam. Portanto, as sete bem-aventuranças do Apocalipse contêm todas as bênçãos necessárias à vida cristã e, são para você, meu querido irmão, que cheio de fé e temor de Deus, deteve todo este trimestre no estudo deste maravilhoso livro. Vamos conhecê-las, mais de perto, agora

1. PRIMEIRA BEM-AVENTURANÇA
“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam todas as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” ( Ap.1.3). Esta bênção está relacionada com a atitude de cada pessoa para com as revelações, e admoestações, e advertências que Jesus faz às igrejas, através do Apocalipse. É uma bênção tríplice, que envolve ler, ouvir e guardar.

1.1. Bem-aventurados aqueles que leem
“...Bem-aventurado”. Esta é a primeira “Bem-aventurança” das sete que este livro encerra (1.3; 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14). A escritora M. S. Novah, observa que nesta primeira “Bem-aventurança” existe uma tríplice promessa do Senhor: “Bem-aventurado aquele que lê (verbo no singular), e os que ouvem (plural) as palavras desta profecia, e guardam (plural novamente) as coisas que nela (singular) estão (plural) escritas; porque o tempo (do seu cumprimento) está próximo”. Porque guardar o que está escrito? “Porque o tempo está próximo”. Guardar não é só memorizar que se leu, é muito mais: é obedecer, é praticar. Provavelmente, esta “Bem-aventurança”, se reserva aqueles (a Igreja toda) que durante a Grande Tribulação, serão guardados por Deus do sofrimento sem precedente na história humana. (Cf. Ap 3.10), diz o que segue: “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre o mundo, para tentar os que habitam na terra”. (Apocalipse versiculo por versiculo – Severino Pedro)

1.3 BEM-AVENTURADO AQUELE QUE LÊ. Esta é a primeira das sete "bem-aventuranças" ou bênçãos que se acham no Apocalipse, e que são concedidas àqueles que lêem, ouvem e obedecem às coisas nele escritas. As outras seis bênçãos acham-se em 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14 (cf. Lc 11.28). O fato de ser ordenado aos crentes guardar os mandamentos do livro de Apocalipse indica tratar-se de um livro prático, de instruções morais, e não simplesmente profecias do futuro. Isso quer dizer que devemos ler este livro, não somente para compreender o plano futuro de Deus para o mundo e seu povo, mas também para aprender e aplicar os seus grandes princípios espirituais. Acima de tudo, tal leitura deve nos levar cada vez mais perto de Jesus Cristo, com fé, esperança e amor. (Bíblia de Estudos Pentecostal)

«...lêem...» Essa palavra indica «ler em voz alta», nos cultos públicos. Poucas pessoas sabiam ler no primeiro século de nossa era, e pouquíssimos livros havia para serem lidos. Cada uma das sete igrejas (ver Ap 1:20) deve ter recebido uma cópia deste livro, pois o autor tencionava que o mesmo fosse lido nelas, entre outras «Escrituras». Desde o começo, o autor sagrado dá a entender que seu livro tornar-se-ia parte da liturgia da igreja. Isso mostra quão poderosas devem ter sido as visões por ele recebidas, a ponto de conferir-lhe tão grande confiança, já que, por essa altura dos acontecimentos, não se formara ainda o «cânon» do N.T.
Quando este livro foi escrito, é possível que somente os livros do A.T. fossem lidos nos cultos cristãos, como parte da liturgia. Foi ousadíssima a sugestão, feita pelo vidente João, que este livro deveria ser lido juntamente com os «escritos sagrados». É paradoxal que um livro que asseverava possuir tão grande autoridade, mais do que qualquer outro livro do N.T., foi negligenciado por mais tempo pela igreja universal, exceto na Ásia Menor, para onde foi enviado pela primeira vez. Esse fato, entretanto, não deve diminuir em nosso conceito a sua autoridade espiritual.
O autor sagrado não escreveu uma profecia selada (conforme se vê em Dn 12:9). Antes, queria que a mesma fosse bem conhecida; e pensava que poderia ser entendida por homens honestos, que buscam a verdade. (http://www.ebdareiabranca.com/AsBemAventurancas/ABAlicao02Ajuda3.htm)

1.2. Bem-aventurados aqueles que ouvem
«...ouvem...» Nos cultos das igrejas, naturalmente, quando então este livro deveria ser lido como parte da leitura das Sagradas Escrituras. Extremamente poucas seriam as pessoas que tinham alguma cópia particular do Apocalipse. O autor sagrado, portanto, profere uma bênção para toda a igreja, se esta usasse esta profecia.
Esta porção do versículo certamente indica que este livro foi escrito após o ano 70 D.C., pois nem mesmo escritos reconhecidamente «apostólicos» eram usados como literatura eclesiástica senão depois da destruição de Jerusalém. Antes dessa época somente o A.T. era usado com esse propósito.
«...palavras da profecia...» Não está em foco uma «profecia» em geral, como se dava no caso dos livros proféticos do A.T., e sim, este livro profético, o «Apocalipse». Este livro, portanto, foi escrito a fim de «predizer» os acontecimentos, e não apenas a fim de descrever as condições daquela época futura. Este volume é uma «profecia» séria, e não mero livro de textos sobre simbolismos religiosos, que visassem instruções morais.

1.3. Bem-aventurados aqueles que guardam
"Bem-aventurados aqueles que... guardam as coisas nela escritas...” (v. 3). Há sete vezes, no livro, a expressão "os que guardam", ou similar, denotando a necessidade de obediência da nossa parte aos preceitos divinos. As sete vezes são:
1. "... e guardam as coisas nela escritas..." (1.3);
2. "... que guardar até ao fim as minhas obras..." (2.26);
3. "... guardaste a minha palavra..." (3.8);
4. "Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação..." (3.10);
5. "... os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.” (12.17);
6. "... os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (14.12);
7. "... e dos que guardam as palavras deste livro...” (22.9).
“... pois o tempo está próximo.” (v. 3). Se os acontecimentos finais estavam tão próximos no tempo de João, que diremos nós hoje? (Daniel e Apocalipse – O panorama do futuro – Antonio Gilberto)

«... guardam as cousas nela escritas...» Consideremos aqui os pontos seguintes:
1. Isso envolve o reconhecimento de Cristo como o Alfa e o Omega, o alvo mesmo da existência, bem como a fonte originária da própria vida; por conseguinte, estava envolvida também a resistência ao culto do imperador, que então era imposto aos súditos do império romano.
2. Esse «reconhecimento», naturalmente, deve-se aplicar a todas as épocas e sob todas as circunstâncias.
3. Também estão em foco às instruções «morais» do livro, conforme se vê nos seus capítulos segundo e terceiro.
4. Deve-se pensar também sobre o «retorno» de Cristo para breve, em que os crentes precisam orientar sua vida em consonância com essa esperança.
5. Também devem deixar-se eles «consolar» com essa esperança, a fim de serem capazes de sofrer perseguições, que devem ser infligidas contra a igreja.
6. Também está incluída a resistência à tentação à apostasia, devido às pressões e à malignidade de indivíduos maliciosos.
7. Os crentes também devem tomar nota do que sucede ao mundo, pois devem preparar-se para os horrendos acontecimentos futuros, mediante a lealdade verdadeira ao Cristo que, finalmente, brandirá a autoridade universal e levará o mundo às condições do milênio, desde há tanto tempo profetizadas.
O «guardar» deve ser feito em meio a cuidados extremados, não envolvendo tanto a vigilância que visa a «preservação». Essa é a idéia do termo grego «tereo», usado neste texto, conforme diz Vincent (in loc). Não obstante, os léxicos gregos mostram que a idéia de «vigiar» ou a idéia de «guardar» são significados legítimos deste vocábulo. A idéia central é a de «cumprir» aquilo que nos é dado como tarefa, é a de «obedecer», de «observar», tudo o que é significado legítimo de «tereo».

2. SEGUNDA, TERCEIRA E QUARTA BEM-AVENTURANÇA
“Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos e as suas obras os sigam. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas. Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro”. (Ap 14.13; 16.15; 19.9). Vamos a estas três beatitudes que encerram preciosas verdades, às quais faremos bem em prestar atenção.

2.1. Bem-aventurados os mortos no Senhor
“...Bem-aventurados os mortos”. No Apocalipse há sete “bem-aventuranças”. Esta é a segunda delas (1.3; 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7, 14). A primeira está em Ap 1.3. Ela se origina de uma palavra grega que significa “riqueza”: no texto em foco, ela além de outros sinônimos, significa: “ser feliz”, ser “bem-sucedido”, etc. O Senhor Jesus em o “Sermão da Montanha” falou das “Bem-aventuranças” e dos “Bem-aventurados” (cf. Mt 5.3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11). No Antigo Testamento, o conceito de ser “bem-aventurados” era apenas ser “feliz”. O Novo Testamento, porém, elevou essa palavra, dando-lhe o sentido de “felicidade espiritual”. Com base no bem-estar espiritual.
Sim, diz o Espírito. Passagens como (Gn 24.7 e ss; ilustrada no versículo 58: “Irás tu com este varão? Ela respondeu: Irei”; Jo 14.16; 2Ts 2.7; Ap 14.13), demonstram que, durante a Grande Tribulação, o Espírito Santo estará “no céu”, na Corte Celestial. Isso se depreende do significado do pensamento: “Bem-aventurados...”. Sim, diz (“o Espírito”). A “voz” é a “voz do Espírito” e, evidentemente, foi partida diretamente “do céu”. (Apocalipse versiculo por versiculo – Severino Pedro)

14.13 BEM-AVENTURADOS OS MORTOS QUE... MORREM NO SENHOR. Os que morrem pela fé em Cristo durante a tribulação são especialmente abençoados. São libertos da perseguição, dos suplícios e do tormento, e estarão com Cristo. (Bíblia de Estudos Pentecostal)

2.2. Bem-aventurados aqueles que vigiam
‘...como Ladrão”. Outras passagens do Novo Testamento comparam a vinda do Senhor com a vinda de um ladrão (ver notas expositivas sobre isso, em Ap 3.3). A idéia não é de astúcia, mas surpresa para os que andam nas trevas (1Ts 5.4); isso sugere uma maneira secreta, repentina e inesperada (Mt 24.43; Lc 12.39; 1Ts 5.4, 15; 2Pd 3.10; Ap 3.3; 16.15). Visto como o ajuntamento dos reis do Oriente com a Besta é sinal da vinda de Cristo a fim de destruir seus inimigos, os santos da tribulação são exortados a vigiar esperando sua volta; esse deve ser o significado do pensamento na presente passagem (cf. 1Ts 5.4).

Guarda os seus vestidos. Isso pode ser analisado de duas maneiras: (a) A ponta para a indecência, para falta de pureza, por ter-se entregue a devassidão, e ao pecado em qualquer sentido. Gn 3.10; (b) Indica a nudez do espírito, ou seja, sem aquelas vestes da “imortalidade” indispensável a todos os santos (2Co 5.8). A igreja de Laodicéia tinha sido advertida contra pobreza e nudez espiritual, e aconselhada a comprar ‘vestidos brancos” para que não aparecesse sua nudez espiritual naquele grande dia (Ap 3.18). Isso é uma exortação ao zelo espiritual. (Apocalipse versiculo por versiculo – Severino Pedro)

Bem-aventurados aqueles que vigiam e guardam as suas vestes (Ap 16.15) – Aqueles que vivem cuidadosamente em santa piedade e retidão são as pessoas verdadeiramente felizes. Aqueles que guardam as suas vestes puras e incontaminadas não serão envergonhados quando o Senhor vier ou quando o Senhor os chamar. O mundo prega que a felicidade está na prática do pecado. O glamour do pecado reluz com grande sedução e muitos incautos caem nessa rede traiçoeira. Mas, a verdadeira felicidade está na santidade, na pureza, na vida de vigilância e santidade. Só os santos são verdadeiramente bem-aventurados e felizes! (http://www.recantodasletras.com.br/letras/1529649)

2.3. Bem-aventurados os convidados à ceia
Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das Bodas do Cordeiro (Ap 19.9) – Somente aqueles que foram lavados no sangue do Cordeiro, nasceram de novo, e são habitados e santificados pelo Espírito Santo entram nas bodas do Cordeiro e celebram com ele esta festa. Aqueles que apenas mantiveram as aparências como as cinco virgens néscias ficarão de fora deste banquete. Aqui está em foco a felicidade da salvação e íntima e profunda comunhão com Cristo por toda a eternidade. Aqueles que buscaram a felicidade nos banquetes do mundo serão lançados fora para as trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes. (http://www.recantodasletras.com.br/letras/1529649)

Ser CONVIVADO: Apocalipse 19.9 Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus.
Deus é educado, não é intrometido como do diabo que veio “roubar, matar e destruir” (João 10.10b). As pessoas que entrarão no céu não poderão ser intrometidos ou sem educação. Somente os convidados poderão entrar na maior de todas as festas que será a Bodas do Cordeiro ou o casamento de Cristo com a Igreja.
Por isso a quarta bem-aventurança é ser CONVIDADO para esta maravilhosa festa no céu. A Bíblia diz que haverá uma lista de convidados inscritos no Livro da Vida (Apocalipse 20.12-15).
Como posso ser convidado para esta festa celestial?
Você certamente não convidaria para uma festa em sua casa alguém que não conheça. Do mesmo modo para ir na festa de Jesus precisa conhecer a Ele. Para ter seu nome incluído neste livro você precisa aceitar Jesus como Seu Senhor e Salvador e viver em sua presença buscando se santificar a cada dia.
Jesus Cristo convida a “todos os que estais cansados e sobrecarregados”(Mateus 11.28) para estar com Ele. Todos que aceitam Jesus se tornam filhos de Deus (João 1.12) e seus nomes são inscritos no Livro da Vida (Apocalipse 3.5).
Você já aceitou o convite de Salvação de Jesus? (http://www.esbocosermao.com/2011/08/as-sete-bem-aventurancas-do-apocalipse.html)

3. QUINTA, SEXTA E SÉTIMA BEM-AVENTURANÇA (AP 20.6; 22.7,14)
“Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Ele mil anos”. (Ap 20.6).

3.1. Não receberão o dano da segunda morte
“...parte na primeira ressurreição”. A “Bem-aventurança” do presente versículo é aplicada à “ressurreição dos santos”. O bem-estar espiritual, ou a felicidade dos mártires advém da primeira ressurreição. Assim, receberam a “vida última”. O Novo Testamento, em seu conceito geral, jamais encerra a “vida eterna” como tendo lugar apenas nesta vida, mas ele declara que após a morte física, o ser humano continuará vivendo na eternidade. Sobre os participantes da primeira ressurreição, podemos inferir que finalmente eles têm sido perdoados e não aparecem no último juízo (cf. Jo 5.24). Admite-se contudo, que a inferência mencionada por último não seja tão estranha como parece ser para alguns estudiosos da Bíblia, isto é, dos cristãos serem “sacerdotes”, e “reis” no Milênio. Para nós, isso não estranho, pois isso sugere que há um ministério para eles cumprirem na última dispensação: a milenial (cf. Ez capítulo 40-48). (Apocalipse versiculo por versiculo – Severino Pedro)

Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição (Ap 20.6) – O contexto deste texto revela que a primeira ressurreição é aqui sinônimo de conversão. Converter-se a Cristo é sair da morte para a vida, da potestade de Satanás para Deus e do reino das trevas para o reino da luz. Pela conversão os mortos recebem vida abundante e eterna. Os salvos são aqueles que nasceram duas vezes: física e espiritualmente e morrerão apenas uma vez, fisicamente. Mas, aqueles que recusaram a graça nascerão apenas uma vez: fisicamente e morrerão duas vezes: sofrerão a morte física e também a morte eterna. Os salvos são as pessoas verdadeiramente felizes! (http://www.recantodasletras.com.br/letras/1529649)

"Primeira ressurreição".  Esta expressão mencionada aqui, não significa que a ressurreição está começando agora, mas que está terminando. O último grupo de salvos da primeira ressurreição são os mártires da Grande Tribulação, mencionados no versículo 4. Eles ressuscitaram antes do Milênio, como os últimos integrantes da primeira ressurreição. São os rabiscos da colheita geral. A expressão "primeira ressurreição" ocorre na Bíblia a primeira vez aqui, porque ela não estará completa sem estes mártires da Grande Tribulação. (Daniel e Apocalipse – O panorama do futuro – Antonio Gilberto)

3.2. Serão sacerdotes de Deus e reinarão com Cristo
Os versículos 4 e 6 de Apocalipse 20 “Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.”

Aqui diz claramente qual será a função dos vencedores no reino milenar. Dizem os versículos sobre os vencedores que eles “viveram e reinaram com Cristo durante mil anos (...) serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele os mil anos.” O apóstolo Paulo escreveu a Timóteo dizendo-lhe como devemos proceder, a fim de reinarmos com o Senhor: “ Se perseveramos, também com Ele reinaremos; se o negamos, Ele por sua vez nos negará” (2 Timóteo 2:12). Se hoje perseverarmos  em buscar o Senhor e Sua vontade, reinaremos com Ele na manifestação vindoura do Seu Reino como co-reis e seremos sacerdotes de Deus e de Cristo.Aqui é importante frisar o seguinte: não é correto afirmar que todos os cristãos serão reis e sacerdotes no milênio, pois haverá muitos cristãos que serão disciplinados por mil anos no choro e ranger de dentes, por não terem amadurecido na era da igreja. Durante o milênio, somente os cristãos vencedores serão reis e sacerdotes. Aqueles que reinarão com Cristo na manifestação do reino milenar estão entre os que hoje vivem na realidade do reino, que é a igreja. Deus estabeleceu em Sua Palavra que em uma cidade há apenas uma expressão de Sua igreja, formada por todos os cristãos genuínos que ali moram e entre eles há os que estão claros desta verdade e se posicionam como o testemunho da unidade do Corpo de Cristo naquela cidade. Estes vivem na realidade do reino dos céus. Muito provavelmente, na manifestação do reino, eles serão os co-reis com Cristo. (http://www.avoltadomessias.com.br/35_77.html)

3.3. Terão direito à árvore da vida e entrarão na Cidade pelas portas (Ap 22.7, 14).
Bem-aventurado aquele que guarda as palavras a profecia deste livro (Ap 22.7) – A bem-aventurança está diretamente ligada aqui à obediência. Conhecer sem obedecer é acumular juízo sobre si. O conhecimento nos responsabiliza. Mas, o conhecimento que produz obediência, que desemboca em mudança e produz ação positiva no Reino de Deus produz grande alegria. No céu só existirá uma categoria de pessoas: pessoas obedientes! Os rebeldes que taparam os ouvidos à voz de Deus e desprezaram sua Palavra não terão acesso à cidade santa, à nova Jerusalém.

Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro (Ap 22.14) – Lavar as vestiduras no sangue do Cordeiro é um termo que representa a justificação. Um outro alguém perfeito, santo, imaculado morreu em nosso lugar e em nosso favor e levou a nossa culpa e pagou o preço da nossa redenção. Pela justificação deixamos de ser réus e ganhamos o status de filhos. Agora, pelo sangue de Cristo, somos membros da família de Deus. Temos, então, o direito à árvore da vida e entraremos na cidade pelas portas. A verdadeira bem-aventurança não está em coisas, mas em Deus; a verdadeira felicidade está na bendita e gloriosa salvação em Cristo! (http://www.recantodasletras.com.br/letras/1529649)

Cristo anuncia sua volta para a terra novamente muitas vezes (v. 7,12,20; 1.7; Mt 24.29-31; 25.31-46; Lc 17)
O livro termina com esta benção sobre os homens que ouvem, lêem e guardam a verdade desta profecia (1.1-3; 22.7)
v. 14 é uma profecia que ainda não foi cumprida, e será dada somente aos homens que obedecem a Deus e aos mandamentos é prometida a vida eterna, e não aqueles que professam e não obedecem (v.14; nota a, Jo 6.27) (Bíblia de Estudos Dake)

CONCLUSÃO
As sete beatitudes espalhadas pelo Apocalipse são profecias de estímulo à resistência, ao testemunho, a pregação e a celebração antecipada da nossa vitória em Cristo. E, “Aquele que testifica estas coisas diz Certamente, cedo venho.”. E nós dizemos “Amém. Ora, vem, Senhor Jesus”.

AMADOS
Chegamos ao final deste trimestre cheio de revelações a cerca da palavra do Senhor, temas polêmicos e contundentes foram esclarecidos através do Espírito Santo para nossas vidas, sei que existe muita duvida a cerca do apocalipse mais somente dando continuidade ao estudo criterioso da palavra de Deus poderemos ter uma compreensão mais completa a certa deste livro abençoado, que foi do meu ponto de vista deixado para que a igreja esteja preparada para a volta de Jesus que acontecerá a qualquer momento, não venha nos pegar desprevenidos.

Já estão disponíveis as revistas do próximo trimestre. A partir do dia 01 de julho estaremos estudando sobre JESUS CRISTO - “O Mestre da Evangelização”. Serão 14 lições fantásticas comentadas pelo Pastor DILMO DOS SANTOS.

Que o Espírito Santo nos ajude a compreender os Mistérios de Deus revelados em Sua Palavra.

Deus abençoe a todos, em Nome de Jesus! 
Pr Rafael Nimer




Fontes:
Bíblia de Estudo Dake – Atos
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
Comentário Bíblico de Moody- Apocalipse
Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva – CPAD
Daniel e o Apocalipse – o Panoramana do Futuro – Antonio Gilberto – CPAD
Sites visitados com estudos sobre apocalipse.
Revista: APOCALIPSE – Editora Betel - 2º Trimestre 2012 – Lição 13.

Reflexão Espiritual

O que os textos originais falam sobre o inferno ?

recomendo os vídeos da Irmã Sara, assistam, comentem e se inscrevam no canal Cultura Israel.