quarta-feira, 29 de agosto de 2012

LIÇÃO 10 - Renúncia: o segredo para frutificar



02 DE setembro DE 2012


TEXTO ÁUREO
“E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo”. Lc 14.27
27. E qualquer que não tomar a sua cruz. A cruz do discípulo é aquela humilhação particular ou dificuldade que tem de enfrentar quando se torna discípulo de Jesus. Carregar uma cruz publicamente era a marca do criminoso destinado à execução (cons. 9:23, 24).  (Comentário Bíblico de Moody – Lucas)

VERDADE APLICADA
A resignação é o preço para o sucesso do discipulado, sem este preço não somos discípulos e muito menos multiplicadores.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
      Apresentar Jesus como o exemplo máximo de resignação;
      Demonstrar que os princípios apresentados por Jesus preci­sam ser postos em prática;
      Mostrar o privilégio e a alegria de evangelizar a humanidade.

Textos de Referência

Jo 12.20    Ora, havia alguns gre­gos entre os que tinham subido a adorar no dia da festa.
Jo 12.21    Estes, pois, dirigiram-se a Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, e rogaram-lhe, di­zendo: Senhor, queríamos ver a Jesus.
Jo 12.22    Filipe foi dizê-lo a André, e, então, André e Filipe o disseram a Jesus.
Jo 12.23    E Jesus lhes respon­deu, dizendo: É chegada a hora em que o Filho do Homem há de ser glorificado.
Jo 12.24    Na verdade, na ver­dade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não mor­rer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.
Jo 12.25    Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem, neste mundo, aborrece a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna.
Jo 12.26    Se alguém me serve, siga-me; e, onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará.

LEITURAS COMPLEMENTARES
  • Segunda feira: Mt 10.33
  • Terça feira: Mt 10.38
  • Quarta feira: Mt 16.24
  • Quinta feira: Lc 9.23
  • Sexta feira: Lc 14.27
  • Sábado: Fl 2.8

INTRODUÇÃO
O mestre de Nazaré é nosso exemplo máximo de resignação, que desceu de Sua glória, fazendo-se carne para realizar a obra salvadora profetizada há muitos séculos antes dele. Todos os princípios por ele esposados são normativos para um trabalho evangelístico de sucesso hoje. Precisamos conhecê-los e pô-los em prática já.

1. O preço do discipulado
Morte não é para muitos um assunto agradável para se falar, ler ou escrever. A morte, no entanto, é algo comum, embora nunca nos acostumemos com ela. Na verdade, a morte é um elemento natural e indispensável à natureza. Ao olharmos para ela, na natureza ela não nos incomoda, mas a nós como indivíduo sim por que somos indivíduos que, apesar de sofridos, gostamos de viver. Mas Jesus nos convida a tomarmos a nossa cruz a cada dia, isso tem um sentido profundo que estudaremos a seguir.

1.1. Morte do grão de trigo
Amados, vemos na descrição sobre a vida de Cristo que ele se esvaziou de toda sua glória para descer como homem, para nos dar o direito de salvação, isso é notório a todos, pois pregamos essa mensagem quase que sempre, mas o mais fundamental de tudo isso é que mesmo Jesus sabendo sua origem, quem era na eternidade, ele não usou e nem quis usar esse artifício para se autopromover, ele sempre preferiu a solidão as massas, sempre preferiu o anonimato do que a popularidade, era difícil, pois com tantos milagres realizados, era quase que impossível se omitir, e ficar oculto, mais esse era o seu principio, ele veio para ser servo, e mesmo sendo o Filho do Eterno, ele não se ufanou de tal condição, Ele nos deixa exemplo de humildade, que esta faltando em nossos dias.
Quantos o Senhor tem levantado como pregoeiros da palavra, não eram nada, mas Deus tem levantado e usado poderosamente, mais a fama, o sucesso tem subido a cabeça, o que outrora era apenas um servo passa a ser um pop star, querendo cachês para cantar, pregar, etc...
Jesus mesmo sendo o Filho do Eterno ele nunca buscou a glória para sim, sempre fez a obra sabendo que a qualquer momento ele iria ter que parar, pois sua hora estava chegando. E se ele não o fizesse com certeza não estaríamos aqui hoje falando dele, pois, seria desnecessário, visto que não teríamos do que falar.
A natureza fornece uma parábola sobre a carreira de Jesus. Sem a morte sua vida permaneceria isolada, sem poder de desenvolvimento. Morte é a chave para a frutificação espiritual.
Da mesma forma temos que morrer para as obras da carne “Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.” (Rm 8:13) (grifo meu)

1.2. Morte, perdas ou esvaziamento.
A menos que um grão de trigo caia no chão;… Ou é semeado na terra; pois semear para os judeus se expressa pelo ato de lançar a semente, deixando-a cair na terra; (Mat. 13:4); e é uma frase muito própria para se aplicar a morte de Cristo, um sacrifício à justiça pelas mãos dos homens:

E morra;... Ou seja, feita corrupta e podre; e que é terminado em três dias na terra úmida, mas é mais longo no chão seco antes que pereça e um milho de trigo é quase a única semente que sendo lançada na terra, morre; e então é muito habilmente usado por Cristo.

Mas se morre;… Se é consumida, sendo lançada na terra, no tempo mencionado anteriormente:

Dá muito fruto;... Ela brota, e sobe sobre o solo, e aparece a lâmina, depois a espia, e produz assim muitos milhos ou grãos de trigo; tudo que nosso Senhor diz aqui se refere a ele mesmo, e a sua morte, e os frutos que veem dele. Ele se compara a um grão de trigo; pois o trigo é conhecido pela sua excelência acima de todo outro grão, ele que é o principal entre dez mil, entre anjos ou homens; e para a pureza e limpeza dele, ele sendo, até mesmo na sua natureza humana, puro, e livre de todo pecado; e para sua fertilidade, ele que é frutífero em si mesmo, e a causa de toda a fertilidade no seu povo; (João 15:4)
 e a sua utilidade para comida, ele que é o pão da vida, e o melhor do trigo: e considerando que o trigo deve ser espancado, joeirado, penetrado, misturado, e assado antes de fosse ajustado para comida; tudo isso pode expressar os sofrimentos e a morte de Cristo para ser a própria comida do seu povo que tem fé nele: e Cristo aqui se compara a um único grão de trigo, porque ele foi tido em pouca conta entre os homens, e muito pouco ou nada foi esperado por eles da parte dele; e principalmente porque ele estava só na salvação do seu povo. A morte de Cristo é significada pela queda do grão de trigo no chão, morrendo, e mostra que a morte de Cristo não era acidental, mas projetada; era determinada nos conselhos e propósitos de Deus, e planejada para a glória dele e a redenção dos homens; até mesmo como a queda do trigo das mãos do semeador, não cai casualmente, mas de propósito, que morre e volta novamente, e produz um aumento: e também, que a morte de Cristo era voluntária, tanto da parte do seu Pai, como da sua própria; e era real, e não externamente apenas, e ainda assim seria por pouco tempo; assim como o grão de trigo que morre, logo reaviva novamente, e é rapidamente levantado sobre o chão, assim o Cristo, embora ele realmente tivesse morrido, não continuaria muito tempo debaixo do poder da morte, mas se levantaria novamente ao terceiro dia, e agora vive para sempre. Além disso, Cristo mostra por esta símile que se ele não tivesse morrido, ele deveria ter estado só; não sem o seu Pai, e o Espírito Santo; nem sem os santos eleitos e anjos, mas sem quaisquer dos filhos dos homens caídos e mortos em Adão; e se não tivesse Cristo morrido, nenhum deles teria vivido; nenhum deles poderia ter estado justificado; nem poderiam os seus pecados ser expiados; nem iria qualquer um deles ser regenerado: Cristo teria estado sem eles nos céus; portanto, ele escolheu morrer por eles para que eles pudessem estar para sempre com ele. E ele observa mais adiante por estes meios, que a morte dele seria produtiva, produzindo muitos frutos; que pode ser entendido tanto de uma colheita grande de almas que deveriam ser salvas entre judeus e Gentios, e especialmente o último; e das bênçãos da graça, como redenção, justificação, paz, perdão, e vida eterna que deveriam seguir isto. (Comentário do Evangelho de João por John Gill)

1.3. Com a morte, a nova vida.
Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. (Rm 6:14)
Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo. "Fomos sepultados junto" destaca a realidade da morte de Cristo. Cristo morreu, e o crente realmente morreu com Ele.  Como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai. Esta é uma cláusula comparativa. A ressurreição concedeu ao Senhor Jesus uma nova maneira de vida. De modo semelhante nós também deveríamos andar em novidade de vida. Já que fomos identificados com Cristo na Sua morte, somos identificados com Ele na Sua ressurreição. Para o Salvador, a ressurreição significou nova maneira de vida. Somos sepultados com Cristo para que nós, como Ele, possamos viver em novidade de vida. A tradução andar em novidade de vida traz em si o viver diário na costumeira rotina da vida. (Comentário Bíblico Moody – Romanos)

Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. (Cl 3:1)
O cristão não só morreu, mas também ressuscitou com Cristo. Em sua experiência real ele reside "nos lugares celestiais" (Ef. 2:6). A velha dispensação ainda se manifesta no cristão individual – ele peca, fica doente, morre; a nova dispensação permanece  oculta, apenas realizada no corpo do Salvador. (Comentário Bíblico Moody – Colossenses)

2. As condições para frutificação
A genuína vida cristã é para ser expressada de uma única maneira, imitando a Jesus Cristo, sendo como ele foi e fazendo o que ele fez. Não se trata de algo sem graça, sem vida e nenhum pouco atraente. Sabemos que as pessoas têm temperamentos e personalidades diversos, o que torna muito interessante como Cristo é manifesto através dos membros pertencentes ao seu corpo. Mas para que estes discípulos tenham condições de frutificarem, ou seja, tornarem-se discípulos multiplicadores é necessário alguns requisitos.

2.1. A Boa semente
Sabemos pelos ensinamentos de Cristo que a boa semente que caiu no solo significa a palavra de Deus que é semeada nos corações dos homens, e essa semente precisa ser de qualidade para que possa germinar e dar muitos frutos. Quantos em nossos dias querem ficar ensinando sem primeiro aprenderem, o comentarista nos oriente a buscar o aprendizado da palavra através da leitura diária.
Temos visto surgir por ai a fora, muitos ensinadores que estão levando as massas a um ensinamento errado, e distorcendo os ensinamento de Cristo, misturando as coisas de Deus com as coisas do mundo, temos visto hoje em dia sendo inserido dentro da casa do Senhor coisas e costumes mundanos, corrompendo a corpo de Cristo, simpatias, mandingas, bruxarias, levando o povo a pecar contra Deus, e ainda achando que estão abafando.
Precisamos de palavra que venha trazer edificação, precisamos de boa semente que venha frutificar nas vidas daqueles que a buscam.
Pregue Jesus, ensine Jesus, e você vera o que Deus vai fazer em sua vida. Como o comentarista coloca, temos que ser capaz de gerar pela graça de Deus vida nos outros, mais isso só será possível no momento em que nos comprometermos realmente com essa palavra, e a obedecermos. (Grifo Meu)

2.2. Boa terra
A interpretação que Jesus dá à parábola explica que o destino da Palavra nesta dispensação, humanamente falando, é devido à condição dos corações humanos.
A boa terra que vemos aqui é o coração do homem que foi preparado através do conhecimento, da oração, jejum e uma busca as coisas de Deus.

10:5 derrubando argumentos. falsa sabedoria e argumentos sofisticados foram algumas das armas utilizadas pelos servos de Satanás em seu ataque contra Paulo. O apóstolo já havia salientado a diferença entre a sabedoria do mundo e a sabedoria espiritual da cruz, e advertiu contra o Corinthians ser iludido com a sabedoria do mundo (1 Coríntios. 1:18-2:16). Agora Paulo vê que seus adversários fizeram incursões desse tipo com a sua falsa sabedoria que ele deve opô-lo novamente nos termos mais fortes e, ao mesmo tempo, recuperar a lealdade e obediência do Corinthians. 
Cada pensamento em cativeiro. Se cada pensamento, então a pessoa toda-toda a nossa ideia, motivo, desejo e decisão pertence a Cristo. 
5. que iriam antes Traduzir, “que deveria”, & c.  que vos tinha notado antes um pouco", prometeu antes "," longo anunciado por mim para os Macedônios "(2Co 9:02) [Bengel]." Sua recompensa prometida "[Ellicott e outros]. 
não como de cobiça Traduzir, “não como questão de cobiça”, que seria, se você deu mesquinha. 
5. Destruir todos os raciocínios vãos, e toda altivez que exalta a si mesmo - como uma parede ou muralha. Contra o conhecimento de Deus, e trazer cada pensamento - ou, melhor corpo docente, da mente. Em cativeiro para a obediência de Cristo - Os raciocínios do mal são destruídos. A mente em si, sendo superada e presa, estabelece toda autoridade própria, e inteiramente se dá até para executar, durante o tempo de vir, para Cristo o seu conquistador a obediência da fé. (Bíblia Comentada por Versículo)

2.3. Uma parceria com Deus
“Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fl 2.13). Paulo aqui afirma só Deus, que está com você, mas eu não sou. Que opera em você de acordo com sua boa vontade - não por qualquer mérito seu. No entanto, suas influências não são para substituir, mas para encorajar os nossos próprios esforços. Exercite sua própria salvação - Aqui é o nosso dever. Pois é Deus que opera em você - Aqui é o nosso incentivo. É um incentivo glorioso, para que o braço da Onipotência estenda para o nosso apoio e o nosso socorro! (Bíblia Comentada por Versículo)

Humildade com referência ao seu livramento estava no devido lugar porque, apesar de sua cooperação, era Deus (observe a posição enfática) que criara neles tanto a vontade como o poder (ele "energiza" energeo) de fazer a sua vontade (ou, promover sua boa vontade, isto é, a harmonia na igreja filipense).  (Comentário Bíblico Moody – Filipenses)

“O SENHOR dos Exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei assim se efetuará.” Is 14.24
Esta passagem reverte mais particularmente à queda da Babilônia histórica em 539, e a permanente extinção de seu poder e posteridade. Como confirmação antecipada desta promessa referente à Babilônia, o Senhor predisse a catástrofe mais iminente dos exércitos da Assíria (o suserano da Babilônia na ocasião) na Palestina (v. 25), que aconteceu quando da invasão de Senaqueribe em 701 A. C. Todos esses desastres nas nações vizinhas demonstrariam o poder de um Deus único e verdadeiro, o Deus de Israel (vs. 24, 27). (Comentário Bíblico Moody – Isaias)

O comentarista nos chama para realizar parcerias com Deus a fim de realizarmos sua obra, ao que muitos o fazem relaxadamente, sem compromisso para com o Senhor, trabalhando de forma harmoniosa com Deus iremos dar frutos, e eles vão perdurar por longos dias.
“Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus.” (Rm 7:4)
“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.” (Jo 15:16(grifo meu)

3. Os muitos frutos
Não preciso ser muito inteligente para entender que numa lavoura nada acontece por acaso. Como vimos acima à frutificação é resultado de um esforço combinado entre Deus que dá a semente, o lavrador (evangelizador) que prepara a terra e a boa semente, etc. devemos observar que esse processo leva tempo, porém os resultados de uma boa colheita sejam para o fazendeiro ou o agricultor celestial concedem um prazer indizível.

3.1. São resultados de intenso trabalho
Isto acontece diariamente em nosso ministério, esta semana mesmo estava conversando com um irmão sobre isto, a respeito da obra do Senhor que temos desenvolvido por onde passamos. Cada um de nós tem um papel fundamental no Reino de Deus.
Uns são chamados para arar a terra, preparar, adubar, realizar todo processo que vai deixar a terra apta para receber a semente, que vem logo atrás pelo lançador, e finalmente o terceiro é o que recolhe mais no fim todos se beneficiam deste trabalho, pois a recompensa é para todos.
No Reino é a mesma coisa, uns preparam o terreno, pregando sobre Jesus, falando do seu amor, testemunhando acerca dele com sua vida, outros com uma palavra direcionada por Deus no momento certo, pois a terra já foi revolvida anteriormente consegue encontrar o seu destino e enfim germinar, pois encontrou o solo propicio para o mesmo, e há um terceiro que é o que colhe, ou seja, consegue ganhar essa alma para Jesus, com pouco esforço, pois o mais pesado já foi executado pelos outros companheiros, mais no grande dia do Senhor todos receberão o galardão pelo trabalho realizado. Nem a mais, nem a menos, mais aquilo que foi realizado na obra do Senhor. (grifo meu)

3.2. Levam tempo para colher
“Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;” (Ec 3.2) tudo que vamos realizar tem o seu curso a decorrer, não podemos adiantar nada, com o perigo de estragarmos, ou prejudicarmos no final de tudo aquilo que vínhamos realizando.
Conforme o comentarista afirma, para ganharmos as almas para o Reino de Deus também precisa ser com cuidado para não colocarmos os carros na frente dos bois, ou seja, ao evangelizarmos alguém não podemos de cara criticando ou julgando a maneira dela ser, ou qual é a crença dela, precisamos como sabedoria leva-la a conhecer Jesus como ele é, amoroso, misericordioso, longanimo, e que acima de tudo quer salvar.
Nesta semana Jesus me deu a oportunidade de conversarmos com uma tia minha, e foi tão gostoso, pois a conversa fruiu naturalmente, como a conversa de Jesus com a samaritana, ela me perguntou sobre o que acontecia em nossa família, que desde seus avos para cá acontecia, ou seja, dos homens da família serem descabeçados, sem juízo e nada dar certo na vida deles, foi onde Jesus me levou a falar sobre maldições hereditárias, que acompanham aqueles que não querem compromisso com Deus, não aceitam Jesus como seu salvador, o diabo lança maldição sobre os seus filhos, mais disse que Jesus tem poder para quebrar essa maldição, que se ela convidar Jesus para entrar em sua vida e realizar a mudança ele o faz, desde que seja com sinceridade.
Conversamos por alguns minutos e lancei a semente, sempre estou convidando ela pra ir à igreja, agora é deixar o Espírito Santo trabalhar na vida dela, e no tempo de Deus ele vai trazê-la aos seus pés. (grifo meu)

3.3.  Plantemos boas sementes
Como saber se estamos plantando a boa semente? A boa semente é a genuína palavra de Deus sem mistura, ou enfeites.
Existem muitos por ai a fora ensinando coisas que não existe na palavra, gerando crentes mal ensinados, e propensos a crescer espiritualmente defeituosos, e até mesmo a serem infrutíferos por causa do mau ensinamento.
A boa semente vem direto do coração de Deus para os corações que estão desejosos por ela, e quando germinam, os frutos são sem medida, pois outros vêm por causa dos testemunhos que estes deram pela atuação do Espírito Santo que mudou suas vidas.
Vale a pena ensinar certo, vale a pena dar bom testemunho, pois os frutos serão sem dúvida, colhidos futuramente. (grifo meu)

CONCLUSÃO
Temos o privilégio grandioso e impar de viver o evangelho e a honra de proclamá-lo sob as mais variadas formas. Tal trabalho é desejável e devemos nos ocupar em fazê-lo, portanto sejamos agricultores ousados, empenhados, estratégicos e pacientes na seara do Senhor. Consideremos que a resignação será o preço a ser pago pelo discípulo e a grande prova de que amamos ao Senhor. Porque sem esse preço não teremos os resultados almejados.


Fontes:
Bíblia de Estudo Dake – Atos
Revista: JESUS CRISTO – Editora Betel - 3º Trimestre 2012 – Lição 10.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

“JESUS, O ADVOGADO FIEL”


LIÇÃO 09 – 26 DE AGOSTO DE 2012


TEXTO ÁUREO
“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo”. 1Jo 2.1
1. Filhinhos meus. Um termo de carinho, não de indicação de idade.  Para que não pequeis. O aoristo não pode significar "que não continuem em pecado", mas antes "que absolutamente não pequem". Embora isto não possa ser verdade absoluta até que O vejamos (3:2), deve sempre ser o nosso alvo. 
Se, todavia, alguém pecar. O aoristo indica novamente que é um ato particular de pecado. Temos. João também se inclui.  Advogado. Literalmente, alguém convocado para ficar ao lado, especialmente para ajudar – um patrono. A palavra foi usada no N.T. ; apenas por, João (Jo. 14:16, 26;  15:26; 16:7; e aqui). O advogado defende a causa do crente contra Satanás, seu acusador (Ap. 12:10). Ele é Jesus Cristo, o justo. Justo indica a característica particular de nosso Senhor que lhe concede eficácia em Sua advocacia (cons. Hb. 7:26). Sendo justo Ele pode interceder junto ao Pai que é justo. (Comentário Bíblico de Moody - 1 João)
“Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto.” Sl 32.1

VERDADE APLICADA
A história da mulher pecadora é uma história que condena a história de juízos temerários.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
      Esclarecer que todo o minis­tério educador e evangelístico lidará com questões sociais difíceis de resolver-se;
      Mostrar que é nossa missão não pronunciar juízo de valor sobre as pessoas, mas erguê-las de sua situação pecaminosa;
      Não é apenas importante a pessoa escapar das consequências de seus erros, é necessário frisar que elas precisam abando­nar definitivamente o pecado.

GLOSSÁRIO
Incauto: que ou o que é destituído de malícia; crédulo, ingênuo;
Vívido: que tem vivacidade, animação; vivo;
Têmpora: todas as partes do corpo.

Textos de Referência

Jo 8.1   Porém Jesus foi para o monte das Oliveiras.
Jo 8.2   E, pela manhã cedo, voltou para o templo, e todo o povo vinha ter com ele, e, assentando-se, os ensinava.
Jo 8.3    E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério.
Jo 8.4  E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mu­lher foi apanhada, no próprio ato, adulterando,
Jo 8.5    e, na lei, nos mandou Moisés que as tais sejam ape­drejadas. Tu, pois, que dizes?

INTRODUÇÃO
Apresentamos, a seguir, a lição em que Jesus, de modo inesperado, torna-se o advogado da mulher apanhada no adultério – Ela fora encaminhada a Ele pelos escribas e fariseus antes do nascer do sol e, nesse estudo, veremos que para Jesus, o mais importante não era ficar julgando as pessoas ou absolvê-las, e sim ensiná-las o verdadeiro sentido da Lei naquele momento.

8:2 - E cedo pela manhã, ele veio de novo ao templo,… O que mostra sua diligência, constância, e assiduidade, em sua obra ministerial, bem como a sua coragem e intrepidez; sendo destemido de seus inimigos, embora sendo cauteloso para não dar nenhum razão para eles lhe pegarem antes do seu tempo: (Comentário do Evangelho de João por John Gill)

 A mulher cometera um pecado, que na época em que Jesus executava o seu ministério em Israel, era uma falta que prevalecia no meio do povo. Há relatos históricos que identificam esta mulher como Susana, esposa de um certo Manassés, de Jerusalém. (2º trimestre de 2002 – lição 10)
  
1. UMA CAUSA QUASE PERDIDA
Pela madrugada Jesus se dirige ao templo de Jerusalém para ensinar. Havia na ocasião uma grande movimentação em torno da Festa, e, por isso, o Mestre aproveitou para ali desenvolver o seu ministério, e a todos ensinava. Vemos que anteriormente Ele pregou que era a rocha do manancial da vida espiritual (Jo 7.37-38), mas agora estava labutando para firmar tais convicções nos seus ouvintes através do magistério.

1.1. Uma mulher é surpreendida em adultério
A mulher fora flagrada em ato de adultério e violentamente levada à presença de Jesus. Os seus algozes, os fariseus formavam a mais importante escola do pensamento religioso de Israel, cujo surgimento data de cerca de 150 a.C.; Eles se separavam dos demais judeus a fim de alcançar a máxima santidade. Mas sem entender o que realmente faziam, puseram-na diante do Salvador Jesus, quem tem poder para perdoar os pecados da humanidade (Dn 9.9). Na situação em que ela se encontrava aos seus próprios olhos não havia mais saída para a sua vida. Então, ali, diante de Cristo, em poucas palavras, Jesus mudou a sua maneira d viver (Zc 4.6). (2º trimestre de 2002 – lição 10)

1.2. Uma denúncia inesperada
Os que lavaram a mulher adultera a presença de Jesus não eram melhores do que ela. Seus corações estavam carregados de maldades, que descarregaram sobre ela. Eles mesmos não eram puros e muitos menos se importavam com a Lei de Moisés. O que queriam, na verdade, era descarregar sobre a infeliz pecadora o ódio de seus corações. Mas, Jesus não veio ao mundo para acusar o pecador, Ele veio para perdoar o pecador (Sl 25.18).
A punição que a Lei de Moisés determinava para os adúlteros flagrados no ato pecaminoso era a morte por apedrejamento (Lv 20.10). Com base em Deuteronômio 22.24, entende-se que, as pessoas envolvidas no ato eram lançadas às portas da cidade e apedrejadas diante de todos. Dessa maneira deveria, segundo a Lei, ser punida aquela pobre pecadora.
Em Números 5.11-29, encontramos o relato da prova de impureza, por intermédio da “água amarga”, que era dada pelo marido ou os anciãos à mulher suspeita da transgressão. Caso houvesse condenação à morte seria apedrejamento ou mesmo sufocação, esta pratica só é mencionada na literatura hebraica (Tradição Rabínica) Ez 16.37-40 (2º trimestre de 2002 – lição 10)

1.3. A provação do Mestre
O diabo veio para roubar, matar e destruir, inclusive as famílias (Jo 10.10). A sua maior arma para destruir o casamento é o adultério. O adversário envolve as pessoas num jogo de sedução e conquista, que no final da trama resta apenas o desprezo, a ofensa (Tg 1.14,15). Todos os cristãos devem vigiar contra as astutas ciladas do maligno para que não sejam tragados por ele. (2º trimestre de 2002 – lição 10)

A exemplo do que aconteceu ao Mestre, muitas vezes somos pegos em problemas que merecem nossa atenção como pastores de congregação, e devemos ter muito cuidado para não darmos um parecer desfavorável ao caso, e que venha a surtir o efeito desejado.
Em minha pouca experiência na obra do Senhor já passei por alguns casos em que tive que na direção do Espírito de Deus buscar sempre a justiça e a verdade.
Hoje, não apredejamos literalmente as pessoas por causa do adultério, mas alguns insuflados pelo diabo de uma certa forma acabam apedrejando com palavra, com desprezo, e desdém aqueles que precisam de ajuda para se levantar. Temos sim que usar a palavra e agir com rigor e aplicar a disciplina, para que possam ser curados os males da alma, e ser restaurado no corpo de Cristo, o que mata não é a disciplina aplicada, mais sim o desprezo e o descaso aplicado muitas vezes em nossas vidas.
Paulo mesmo na 1carta aos Coríntios 5 trata de um conhecido caso de incesto na igreja. Os crentes, em vez de lamentar o fato, estavam complacentemente permitindo que o caso permanecesse sem julgamento, talvez até mesmo se orgulhando de sua liberdade (vs. 1, 2; cons. 6:12). Paulo expressa sua posição no assunto (5:3-5), insiste com a igreja a exercer disciplina (vs. 6-8). A fornicação era incesto, proibido pela Lei (Lv, 18:8; Dt. 22:22). O destaque dado ao homem pode indicar que a mulher, sua madrasta, não era cristã. O pai talvez estivesse morto ou fosse divorciado. Menciona. Omitido em vista de fracas confirmações textuais. O pecado era proibido pela lei romana. (grifo meu)

2. UM ADVOGADO DE IMPROVISO
A palavra advogado no Novo Testamento é “parakletos”, que é derivada de “parakaleõ” e literalmente significa “chamar para o lado”, ou seja, significa alguém convocado para estar ao lado de outra pessoa para ajudá-lo em sua defesa diante de um juiz; é também um intercessor, conselheiro, um assistente legal. Nos escritos joaninos o termo é aplicado a Jesus, mais fartamente ao Espírito Santo como aquele que trata e defende os interesses de Cristo Jesus.
παράκλητος, ου, ό Ajudador, Intercessor, Advogado Jo 14.16, 26; 15.26; 16.7; 1 Jo 2.1.* [Parácleto] (Dicionário Léxico do Novo Testamento - Grego-Portugues - F. Wilbur Gingrich)

2.1. Permaneceu tranquilo escrevendo
A bíblia diz que onde abundou o pecado, superabundou à graça (Rm 5.20). A sentença da Lei de Moisés para aquela pobre pecadora era a morte por apedrejamento, mas ela fora levada diante do Salvador. Nem àqueles que a levaram diante de Cristo sabia o que faziam, pois naquele gesto de Jesus manifestou a abundante graça salvadora, capaz de perdoar o mais vil dos pecados nesta terra (Rm 3.24).
No Antigo Testamento a graça significa “o favor” (Gn 6.8), já no Novo Testamento significa o “grande favor imerecido”, que Deus, livremente, concede ao homem. Em outras oportunidades a graça contrasta com a lei (Rm 6.14). No entanto, a graça que foi revelada no Novo Testamento, segundo os ensinamentos de Jesus, é superior a Lei de Moisés, pois a lei era um código salutar, mas que regia apenas a vida física e social em Israel, já a graça alcança os mais profundos limites da alma humana (Ef 2.8). (2º trimestre de 2002 – lição 10)

χάρις, ιτος, ή— 1. Graciosidade, atratividade Lc 4.22; Cl 4.6.— 2. Favor, graça, ajuda graciosa, boa vontade Lc 1.30; 2.40, 52; At 2.47; 7.10; 14.26; Rm 3.24; 4.4; 5.20s; 11.5s; Gl 1.15; Ef 2.5, 7s. Crédito Lc
6.32-34. Aquilo que traz o favor (de Deus) 1 Pe 2.19s.— graça ou favor (divinos) em fórmulas fixas no início e fim de cartas cristãs, e.g. Rm 1.7; 16.20; 2 Co 1.2; 13.13; 1 Ts 1.1; 5.28; Hb 13.25; 1 Pe 1.2; Ap 1.4.— 3. Aplicação prática da boa-vontade, um sinal de favor, ato gracioso ou dom, beneficio Jo 1.14, 16s; At 13.43; 24.27; 25.3, 9; Rm 5.2; 6.14s; l Co 16.3; 2 Co 1.15; Ef 4.29; Hb 10.29; Tg 4.6; 1 Pe 5.10.— 4. de efeitos excepcionais produzidos pela graça divina Rm 1.5; 12.6; 1 Co 15.10a, b; 2 Co 8.1; 9.8, 14; 1 Pe 4.10. Dificilmente pode ser diferenciada de poder, conhecimento, glória At 6.8; 1 Co 15.10c; 2 Co 1.12; 2 Pe 3.18.— 5. Gratidão χάριν εχειν ser grato 1 Tm 1.12; 2 Tm 1.3; Hb 12.28. Em outras expressões Rm 6.17; 7.25; 1 Co 10.30; 15.57; 2 Co 9.15; Cl 3.16 (Dicionário Léxico do Novo Testamento - Grego-Portugues - F. Wilbur Gingrich)

2.2. Desafiou a autoridade de condenar
Quando Jesus se dirigiu àqueles homens que conduziram a mulher à sua presença, disse-lhes: “aquele que dentre vós está sem pecado” (Jo 8.7). Desta forma o Mestre provocou, em cada um deles, um exame de consciência. Enxergando os seus próprios pecados, deixaram de ver o pecado daquela mulher (Rm 3.23).
Naquela ocasião, Jesus estava abaixado escrevendo na areia, todavia não se tem nenhum registro do que fora escrito. Mas imaginemos que ele estivesse escrevendo uma lista de pecados cometidos pelos homens, dos quais eles não poderiam se libertar sem a intervenção divina. Assim, talvez, ele poderia ter encerrado a lista escrevendo que o Filho do Homem tinha o poder para perdoar todos os pecados, inclusive à pecadora apresentada por eles (Mt 9.6). (2º trimestre de 2002 – lição 10)

Ele se levantou e disse a eles;… Tendo se erguido, ele olhou atentamente para eles, e retornou a eles com essa resposta sábia para a confusão deles:
Aquele que não tiver pecado entre vós;… Querendo dizer, não que estivesse inteiramente livre de pecado, no coração, nos lábios, e vida; pois não havia pessoa assim; o homem mais piedoso na vida, nesse sentido, ainda assim não está livre de pecado; que era nesse período um pecado muito prevalecente, e até mesmo entre os doutores; portanto, nosso Senhor chama essa geração de adúltera, (Mt. 12:39); e que era literalmente verdade entre eles; com isso com para com (Rm. 2:22). Adultério crescia em tal grau nessa era que eles foram obrigados a abandonar o julgamento das mulheres suspeitas de adultério, porque seus maridos eram culpados essa maneira; e assim as águas mão teriam efeito nenhum, se o marido também disse culpado: assim os Judeus diziam:

“Quando os adúlteros cresciam, as águas amargas secaram; e Rabban Jochanan ben Zaccai (que ainda está vivo) fez com que cessasse.”

Na vindicação da qual, ele citou a passagem em (Os 4:14); e isso concorda com o próprio relato dos tempos do Messias, e os sinais, entre os quais permanece esse:

“Na era em que vier o filho de Davi, a casa da assembléia (a frase significa aquele lugar onde os discípulos dos homens sábios se encontravam para aprender a lei) se tornará, 
לזונות, “uma casa de bordel”

E que esse pecado prevaleceu assim tão grandemente, nosso Senhor bem sabia disso; e, talvez, nenhum desses escribas e fariseus estavam livres, de uma forma de outra; e, portanto, ele os convida:

Que atire a primeira pedra;… Aludindo a lei em (Dt. 17:7), que requeria as mãos das testemunhas fossem as primeiras pessoas a entregá-la a morte; e como o Dr. Lightfoot pensa, se referindo ao próprio sentido deles e opinião, em julgar uma mulher suspeita de adultério; que se o marido fosse culpado da mesma maneira, as águas não teriam nenhum efeito: por essa resposta de nosso Senhor, ele mesmo saiu do dilema, pensavam eles perturbá-lo com isso; pois embora ele não tenha passado nenhuma sentença contra a mulher, e não tenha lançado sobre si o poder judicatório, onde eles poderiam acusá-lo ao governador de Roma, ainda assim ele manifestadamente concorda com Moisés, que tal pessoa deveria ser apedrejada; portanto, eles não poderiam culpá-lo de ser contrário a Moisés; e por colocar aquele que estava sem pecado para jogar a primeira pedra nela, ele se mostrou misericordioso para com a mulher, e a eles, a ser o pesquisador dos corações. (Comentário do Evangelho de João por John Gill)

2.3. Todos foram embora
8:10 - Quando Jesus tinha se levantado,… Da terra, da qual ele havia ficado de pé, de onde ele estava escrevendo:
E não viu ninguém a não ser a mulher;… Ou seja, ninguém daqueles que tinha trazido a mulher lá, e tinha a acusado:

Ele disse a ela: mulher, onde estão teus acusadores? As versões Siríaca e Árabe leem apenas: “onde estão esses?” esses homens que te trouxeram aqui, e te culparam desse crime:

Nenhum homem te condenou? Nenhum homem te fez o que eu propus? Nenhum deles apanhou uma pedra e atirou em ti? Não havia nenhum deles livre de pecado? Nenhum homem foi capaz de executar essa sentença? (Comentário do Evangelho de João por John Gill)

9. As palavras de Jesus tiveram o efeito de desviar a atenção de Si mesmo e da mulher para os acusadores. A consciência começou a efetuar a sua obra. A começar pelos mais velhos. Sua idade fazia deles os líderes, e sua experiência do pecado mais longa dava-lhes mais motivos para autoacusação. Só dois ficaram – a pecadora e o Amigo dos pecadores. Jesus poderia ter atirado à pedra, pois Ele não tinha pecado; mas Ele estava mais preocupado com a reabilitação do pecador do que em ver a Lei meticulosamente satisfeita. (Comentário Bíblico de Moody - João)

3. A RÉ É ABSOLVIDA
As palavras do Mestre de Nazaré foram poderosos mísseis a despertar a consciência deles. É prudente não acusar aqueles homens do mesmo pecado que a mulher. Ainda que alguns se atrevam a tal coisa, não temos respaldo escriturístico para isso. No entanto, o certo é que havia outras coisas ali evidentes naquele momento bem pecaminosas também a malícia, a parcialidade, o desejo de vingança e injustiça.

3.1. Ninguém te condenou
Nenhum homem te condenou? Nenhum homem te fez o que eu propus? Nenhum deles apanhou uma pedra e atirou em ti? Não havia nenhum deles livre de pecado? Nenhum homem foi capaz de executar essa sentença? (Comentário do Evangelho de João por John Gill)
Aquela mulher tinha certeza da sua punição, que a Lei determinava. Segundo o código mosaico deveria ser apedrejada até a morte. Todavia, Jesus e a mulher ficaram a sós, pois todos os que a acusavam se afastaram da cena. Mas ao invés de Cristo condená-la, ele a perdoa e mostra que há uma nova maneira de viver. Diante do Messias, a mulher vê o seu pecado condenado, mas encontra a graça restauradora para sua vida (Sl 32.1; Is 55.7). (2º trimestre de 2002 – lição 10)

3.2. Absolvição do Senhor
A palavra misericórdia tem sua origem na língua latina, e é a junção de duas outras palavras: (“miserabile”, que significa lastimável ou deplorável e “cor”, que significa coração) seu significado é a soma dessas duas palavras: miserável coração. Ao pronunciar a palavra misericórdia é como se Deus dissesse: “quero o miserável coração do homem para usar de compaixão como ele” (Sl 32.10). A Bíblia diz que Deus é rico em misericórdia, isto significa dizer que Ele é rico em compaixão, em amor e perdão: “não sejam envergonhados por minha causa os que esperam em ti, ó Senhor, Deus dos Exércitos; nem por minha causa sofram vexame os que te buscam, ó Deus de Israel”(Sl 69.6). (2º trimestre de 2002 – lição 10)

8:11 - Ela disse, ninguém, Senhor,… Ninguém me disse uma palavra, ou levantou sua mão contra mim, ou moveu uma pedra a mim:

E Jesus disse a ela: nem eu te condeno;… Cristo não veio ao mundo para agir como um magistrado civil, e, portanto, recusou a arbitrar um caso, ou estar interessado em dividir um a herança entre dois irmãos, (Lc. 12:13). Nem veio ele ao mundo para condená-lo, mas que o mundo, através dele, pudesse ser salvo, (Jo 3:17); nem ele passaria nenhuma outra sentença sobre essa mulher, do que ele fez; nem ele infligiria nenhuma punição sobre ela ele mesmo; mas apropriada e concordemente com seu ofício; como um profeta, ele declarou contra seu pecado, e chamou ela ao arrependimento, e disse-lhe: (Comentário do Evangelho de João por John Gill)

3.3. Vai e não peques mais
Ide e não peques mais;... Para que, como ele disse ao homem que ele curou na piscina de Betesda, uma coisa pior devesse acontece a ela. Portanto, o judeu (s) não tem nenhuma razão para contestar a conduta de Cristo, como se ele agisse ao contrário da lei de (Dt. 13:5). "Deves eliminar o mal do teu meio"; e também para as sanções de todos os direitos civis entre homens que ordenam a remoção do mal, entregando à morte os delinquentes; e ele observa que esses que acreditam nele, não o sigam nesse respeito, mas, exterminem os adúlteros e as adúlteras; e que realmente, sê o seu exemplo e que instruções devessem acontecer, todos os tribunais de judicatura teriam que cessar, e a ordem ser subvertida entre os homens: mas deveria ser observado, que nosso Senhor manifestou uma consideração, até mesmo para a lei de Moisés, quando ele licitou os acusadores desta mulher que estavam sem pecado, a lançar a primeira pedra nela; embora à lei em (Dt. 13:5) se refira a um falso profeta e não a um adúltero ou uma adúltera; nem os direitos civis de todas as nações requerem morte no caso de adultério; Cristo aqui, nem pelas palavras dele nem ações, contradiz e põe de lado qualquer coisa da lei de Deus ou homem; ele deixou este fato a ser indagado, examinado, e julgado, para que fosse feito pelas pessoas que tinham essa obrigação: como para ele, o seu ofício não era de um magistrado civil, mas de um Salvador e Redentor; e adequadamente ele agiu neste caso; ele não conspirou para o pecado, ele reprovou-o plenamente; nem ele negou que ela devesse sofrer de acordo com a lei de Moisés, mas, antes, sugere que ela deveria; mas como isto não era o seu ofício, ele não levou sobre si o ato de pronunciar qualquer condenação nela; mas a chamou ao arrependimento, e, como o Salvador misericordioso e compassivo que era, deu razão para ela esperar o perdão e vida eterna. (Comentário do Evangelho de João por John Gill)

Se Suas palavras, Nem eu tão pouco te condeno, parecem demasiado compassivas, estão contrabalançadas pelas seguintes, vai, e não peques mais. Aquele que sonda os corações viu que havia arrependimento no coração da mulher. Tudo o que era preciso era uma advertência para o futuro. (Comentário Bíblico de Moody - João)

CONCLUSÃO
O exemplo deixado por essa história de juízo temerário é um vívido exemplo do valor que devemos dar aos seres humanos. Vendo o exemplo do Mestre que de madrugada se levantava para ensinar aqueles que iam ao templo, somos incentivados a firmar convicções com aqueles a quem contatamos. Tenham certeza que, à medida que ensinamos aos outros no temor de Deus, algo acontece em nós também, somos transformados pela mesma Palavra que ministramos. Após este episódio, o da mulher pecadora, imediatamente Ele voltou a ensinar, ou seja, nada lhe afastava da meta que tinha em mente.
Ao olharmos para a vida de Jesus, e os seus ensinamentos, vemos o amor que ele nutria pelo homem e não queria de forma alguma condena-los nos seus delitos e pecados, antes era prazer dele perdoar, a despeito de nós nos dias de hoje, que o que fazemos é condenar, apontar o erro, crucificar a pessoa por causa da sua falha diante de Deus.
Amados tenho percebido que o homem coloca muita imposição na vida do ser humano, por conta de seus dogmas e conceitos, diferente da ótica de Deus, ele ao olhar para o homem, não o faz como nós, mais com um olhar que ao mesmo tempo é santo e não tolera o pecado, mais que ama o pecador não querendo que ele morra, mais que venha a ter a salvação.
O aposto João entendendo este conceito escreve em sua carta 1Jo 2.1 “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”. (1 Jo 2:1). (grifo meu)


Fontes:
Bíblia de Estudo Dake – Atos
Revista: JESUS CRISTO – Editora Betel - 3º Trimestre 2012 – Lição 09.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

“AS PERSEGUIÇÕES NO MINISTÉRIO DE JESUS”


LIÇÃO 08 – 19 DE AGOSTO DE 2012


TEXTO ÁUREO
“Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre”. Jo 7.38

VERDADE APLICADA
Perseverar na perseguição é uma benção espiritual, e um sinal de maturidade cristã.
Os perseguidos por causa da justiça. Quando se estabelecer o reino messiânico, essas injustiças serão sanadas. E mesmo dentro desse reino a presença de homens com natureza pecadora tornará possível o mal, ainda que imediatamente julgado. (Comentário Bíblico Moody – Mateus)

Objetivos da Lição

      Mostrar que o ministério cris­tão deve ser realizado a partir do exemplo de Jesus;
      Entender como Jesus agiu na perseguição, cumprindo seu ministério;
      Mostrar que, pregando em mo­mentos difíceis, poderemos tam­bém pregar em qualquer época.

Textos de Referência

Jo 7.1        E, depois disso, Jesus andava pela Galiléia e já não queria andar pela Judéia, pois os judeus procuravam matá-lo.
Jo 7.2        E estava próxima a festa dos judeus chamada de Festa dos Tabernáculos.
Jo 7.3        Disseram-lhe, pois, seus irmãos: Sai daqui e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes.
Jo 7.4        Porque não há ninguém que procure ser conhecido que faça coisa alguma em oculto. Se fazes essas coisas, manifesta-te ao mundo.
Jo 7.5        Porque nem mesmo seus irmãos criam nele.

GLOSSÁRIO
Iminente: que ameaça se concretizar, que está a ponto de acontecer; próximo, imediato;
Imprevisibilidade: qualidade, caráter ou condição do que é imprevisível;
Ápice: ponto máximo; culminância, apogeu.

LEITURAS COMPLEMENTARES
  • Segunda feira: 1co 4.12
  • Terça feira: Tg 1.12
  • Quarta feira: Mt 5.12
  • Quinta feira: At 8.1
  • Sexta feira: At 8.4
  • Sábado: Mt 5.11

INTRODUÇÃO
Na lição anterior, vimos Jesus deixar a Judéia e retornar para Cafarnaum, onde estava residindo com seus familiares. A perseguição ao seu trabalho na Judéia tornara-se tão ameaçador que resolveu ficar por algum tempo ali. Até que, em momento oportuno, viesse a se manifestar e trazer a sua mensagem impactante aos sedentos de Deus. Com Ele aprenderemos como desempenhar o ministério em meio à perseguição.

1. SEU MINISTÉRIO EM MEIO À PERSEGUIÇÃO
Quando João escreveu o seu Evangelho por volta de 90 a 100 d.C., segundo estudiosos, havia uma expectativa de perseguição generalizada. Paulo advertia a Timóteo que em virtude do mesmo sentimento pregasse a tempo e fora de tempo, (2Tm 4.2). Pedro dirigia os seus ensinos aos irmãos que sofriam perseguição e os instruíam como deveriam enfrentar esse desafio. Os tempos eram difíceis, como o de hoje em muitos aspectos e atualmente há muitos lugares em que a intolerância ao cristianismo impera, não sendo permitido evangelizar de modo direto. Antevendo, quem sabe, tempos mais difíceis ainda, devemos nos preparar.

1.1. A malícia dos parentes (Jo 7.1,3,4)
1. Passadas estas cousas. Parece que a referência foi aos acontecimentos do último capítulo.  Apesar do afastamento de tantos antigos discípulos, Jesus achou mais seguro permanecer na Galiléia do que voltar para a Judéia, onde havia hostilidade declarada. 
2. O período passado na Galiléia foi demarcado pela Páscoa e Festa dos Tabernáculos, um intervalo um pouquinho superior a seis meses. A julgar pelos Sinóticos, Jesus passou a maior parte desse tempo em lugares afastados dos caminhos, ensinando seus discípulos.
3-9. Com a aproximação desta festa outonal, que atraía judeus de toda parte para as alegres festividades, os irmãos de Jesus acharam que a ocasião era uma oportunidade capital para ele estender sua influência. Seus discípulos na Judéia, talvez incluindo muitos galileus que se sentiram ofendidos e esfriaram em sua atitude, poderiam ser reconquistados vendo suas obras. Os irmãos eram uma miniatura da massa da nação, não duvidando da veracidade das obras, mas não crendo nEle. Seu conselho era que, enquanto Jesus permanecia oculto, precisava ser conhecido pelo mundo. Substancialmente foi isso que Satanás tentou sugerir ao nosso Senhor na segunda tentação. O tempo de Jesus não tinha chegado ainda (em outra parte comumente chamado de "minha hora" – o tempo de sua manifestação na morte). Os irmãos não tinham tal direito espiritual de orientar seus movimentos. Eles não conheciam o ódio do mundo, pois faziam parte dele. De outro lado, Jesus, sendo a verdade, tinha de testificar contra o mal que há no mundo. Ele não podia ir a Jerusalém só para ganhar popularidade. Se Ele fosse, seria para expor o pecado. Por enquanto não subo. A palavra ainda (ERC) está ausente em muitas fontes limpas, e foi provavelmente acrescentada por algum escriba para evitar contradição com o versículo 10. Jesus, com a sua recusa, quis dizer que não subiria nos termos sugeridos pelos seus irmãos. Iria à sua hora e à sua maneira, mas permaneceria na Galiléia por enquanto. (Comentário Bíblico Moody – João)

1.2. A controvérsia entre o povo (Jo 7.12)
10-13. Quando ele subiu à festa, fê-lo discretamente, em oculto, sem chamar a atenção. Enquanto isso os judeus (os líderes) ficaram à procura dele entre a multidão, perguntando: "Onde está aquele homem?" O povo também discutia a respeito  dEle, com algumas diferenças de opinião, oscilando entre o veredito de é bom e engana o povo. O medo dos judeus mantinha os comentários em voz baixa (7:13. cons. 9:22). (Comentário Bíblico Moody – João)

1.3. As ameaças de prisão e morte
25-27. Aqui encontramos reflexões referentes a Jesus partindo de um grupo que deve ser outro que "a multidão" do versículo 20. Estes eram habitantes de Jerusalém que sabiam que a intenção dos líderes era matar Jesus. Mas o fato de Jesus falar abertamente fê-los especular se os líderes tinham invertido seu pensamento, concluindo que este homem era o Cristo (v. 26). Pensando melhor no problema, anulara esta possibilidade, pois a origem de Jesus o excluía de considerações (cons. 6:42). O Messias tinha de ser um homem misterioso – ninguém saberá de onde ele é (cons. Mt. 24:24-26). (Comentário Bíblico Moody – João)

OS indivíduos dispostos para o mal não apreciam a luz brilhante. Ora, Jesus Cristo era a luz que resplandecia no meio de uma sociedade que perdera o senso de moralidade, e quanto mais tempo estivesse entre eles, maior seria o ódio deles. O espírito de ódio leva à atitude do homicídio; e o mundo inteiro sabe qual foi o resultado do ódio que os homens de sua geração votaram contra Jesus (Mt 27.11-31). (2º trimestre de 2002 – lição 9)

2. A SABEDORIA NA PERSEGUIÇÃO
Você saberia como agir em meio à perseguição? Lemos o Novo Testamento não apenas de modo histórico para fortalecer as nossas almas, ele tem um sentido profético que devemos atentar. O mundo vem ensaiando ao longo dos séculos um governo único onde há de se explorar o comércio, o prazer e o esoterismo comprimindo a Igreja à sua adesão ao “espírito demoníaco” de Babilônia em sua nova forma.
Quando Paulo percebeu tal coisa em seu tempo conscientizou seus obreiros a trabalharem ainda mais. Devemos olhar para Jesus e aprender com Ele como agir nesses tempos difíceis.

2.1. Sua prudência (Jo 7.10)
“Pois nem seus irmãos criam nele” (Jo 7.5). Jesus fizera suas obras prodigiosas em pequenas aldeias, entre um povo ignorante e incrédulo. E seus irmãos devem ter pensado que se ele fosse um genuíno profeta, deveria querer realizar suas obras na capital, entre os eruditos doutores, que poderiam ser verdadeiros juízes da validade de suas obras e de suas reivindicações. Mas, Jesus “disse-lhes que ainda não era chegado o seu tempo...” (Jo 7.6) (2º trimestre de 2002 – lição 9)

Qualquer homem justo, que está buscando salvar os perdidos, em vez de procurar a fama e a popularidade dos homens, se manteria afastado das sempre instáveis multidões, e foi o que o Senhor resolver fazer em vez de ir abertamente a Jerusalém, por isso ele o fez secretamente até o momento certo de se manifestar na festa. (Grifo meu)

2.2. Estava oculto em meio ao povo
Vemos aqui que o Senhor, muitas vezes ensinou que devemos fazer as coisas em oculto, sem revelar o verdadeiro objetivo a principio.
Lembro-me de um pregador, que foi a uma grande festa pregar, e o Senhor mandou que ele não revelasse o tema da pregação até o momento em que ele pegasse o microfone para expor a palavra, para que o inimigo de nossas almas não tivesse tempo de atrapalhar, e assim ele o fez, e no momento que começou a pregar é que ele revelou a mensagem qual seria assim temos que ser também na obra de evangelização, ficarmos na dispensação do Espírito Santo, que ele abre a oportunidade para nós pregarmos a sua palavra.
Em outra ocasião esse mesmo pregador estava em um avião realizando uma viagem para pregar em outra cidade, quando uma senhora sentou-se ao seu lado e sem ele perguntar nada ela começou a relatar para ele quem era, o que fazia, e o Espírito Santo disse a ele que iria revelar o que satanás estava planejando fazer, aquela mulher era uma feiticeira de satanás e ela começou a revelar tudo que eles estavam planejando fazer para acabar com os crentes, ele conta que quase deu um glória ali mesmo mais se controlou porque era estratégia de Deus lhe revelar os intentos do inimigo.
Às vezes a obra é realizada em oculto para que o inimigo não venha atrapalhar e Deus é todo poderoso que o inimigo nem consegue agir. (grifo meu)

2.3. No meio da festa subiu ao templo e ensinava (Jo 7.14)
14, 15. Em meio à festa, isto é, no meio da semana das festividades, a qual terminava com uma reunião no oitavo dia (Lv. 23:36). Entrando no Templo, Jesus começou a ensinar. Os líderes ficaram atônitos diante de sua exposição, especialmente à vista do fato de que ele não fora treinado nas escolas dos rabis (contraste com Paulo, Atos 22:3).
16-18. Aparentemente era o conteúdo dos ensinamentos de Jesus e não a sua maneira ou dicção que causava o espanto. Em lugar de se vangloriar pela sua capacidade, Jesus explicava que os ensinamentos pertenciam Àquele que o enviara, remontando diretamente a Deus, em vez de admitir que devia a algum mestre humano, tal como os escribas costumavam fazer. Qualquer um que tinha o alvo moral de agradar a Deus (fazendo a Sua vontade) seria capaz de determinar se os ensinamentos de Jesus eram independentes ou eram fiel reprodução do divino. Tal pessoa perceberia que Jesus não estava buscando sua própria glória, mas a dAquele que o tinha enviado. Tal pessoa se sentiria atraída por Jesus. (Comentário Bíblico Moody – João)

O que eu entendo desta passagem onde os lideres admiravam do que ele falara, eu entendo que numa escola rabínica realmente não iria aprender sobre essa nova doutrina que estava sendo ensinada por Jesus, pois ele veio para desmontar todo ensinamento que ate então havia sido ensinado, por causa dessas palavras é que eles se admiraram.
Pois segundo a tradição judaica, para se ensinar nas sinagogas a pessoa teria que ter passado pela escola regular que ia dos 12 aos 30 anos de aprendizado.

O comentarista usou um texto que diz: “como sabe estas letras não as tendo aprendido?” Jo 7:15 eu acho que ele aprendeu pois, a Bíblia diz que ele aprendeu a obediência por aquilo que sofreu e que o comentarista não esta entendendo a encarnação do Verbo. Já observei que muitas pessoas que não querem cursar um curso de teologia, alegando que com isso perderam a unção do Espírito, coisa esta errônea, pois através do conhecimento mesclado com a unção é que Deus tem levantado grandes pregadores da sua palavra. Creio que esta faltando incentivo às pessoas para que estudem Teologia, sei que teologia sem Jesus é um desastre, mas a teologia é muito importante c/ a unção de Deus e verdadeira humildade.

Fico triste em saber que ainda existe obreiro, que ministram e incentivam a outros a não estudarem Teologia ( Teo = Deus e Logia = Estudo, ou seja Estudo de Deus), pois é um absurdo ensinar algo baseado apenas em um versículo isolado.

Observe estes versículos:
Em (Lc 1:80) diz: "O menino crescia e se fortalecia em espírito. E viveu nos desertos até ao dia em que havia de manifestar-se a Israel", (Lc 2:40) "Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele" e (Lc 2:52) "E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens".

No Evangelho de Lucas no cap. 4, nos diz algo interessante:

15 Ensinava nas sinagogas deles, e por todos era louvado.
16 Chegando a Nazaré, onde fora criado; entrou na sinagoga no dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.
17 Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías; e abrindo-o, achou o lugar em que estava escrito:
18 O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,
19 e para proclamar o ano aceitável do Senhor.
20 E fechando o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.

Obs: Para Jesus saber o local aonde se encontrava os escrito que falava a Seu respeito, note: "e abrindo-o, achou o lugar em que estava escrito" Lc 4:17b. Ele era um grande estudante da Palavra de Deus "entrou na sinagoga no dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler" Lc 4:16, observe que Ele entrou para ler "segundo o seu costume". Jesus como homem aprendeu para ensinar e nos deixou exemplo. (grifo meu)

3. SUA MENSAGEM EM MEIO À PERSEGUIÇÃO
O ápice do capítulo sete de João aponta para a mensagem de Jesus, que aconteceu no último dia da grande festa. As características peculiares daquele momento difícil tornou muito mais especial a sua mensagem. Havia na ocasião uma cerimônia em que o sacerdote saía com um jarro vazio de ouro para o tanque de Siloé acompanhado por uma procissão, retornava ao templo e ali derramava numa bacia água e vinho. Que em seguida eram derramados no templo e havia grande alegria naquele momento. Tal evento tinha a finalidade de mostrar a gratidão a Deus pelas colheitas, e pedir a Deus por novas chuvas. Também lembravam do tempo em que seus ancestrais habitaram no deserto e beberam água da rocha.
Era a festa do tabernáculos ou pode ser denominada também como festa da sega dos primeiros frutos (Lv 23.24; Dt 16.13; Ex 23.16; 34.22). Ela ocorria no fim do ano, quando os labores do campo se enceravam com a colheita. Seu nome: festa dos tabernáculos deriva-se do fato de que era exigido que todo o indivíduo nascido como israelita vivessem em cabanas feitas de palmas ou ramos de arvores durante sete dias, em comemoração ao tempo do êxodo dos judeus da escravidão egípcia, e de terem vagueado pelo deserto, habitando em tendas (Lv 23.24). (2º trimestre de 2002 – lição 9)

3.1. A mensagem foi uma surpresa
Ao se apresentar como a água da vida, Jesus falara de modo simples e direto: “venha a mim... crê em mim”, sem lançar mão de títulos capazes de impressionar e chamar a atenção para si mesmo. A teologia judaica de então, entretanto, estava repleta de teorias complexas e mirabolantes sobre a identidade e as credenciais do Messias. Apesar da relutância de Jesus em ceder a estas especulações, o povo logo começou a medir suas palavras à luz de pressupostos próprios. Tão preocupados estavam em analisar a água oferecida que não tiveram tempo para dela tomarem! Partindo, talvez, de Moisés, que fez jorrar água, ao bater numa rocha no deserto, alguns pensaram que Jesus deveria ser verdadeiramente o prometido profeta de (Dt 18.15-18), ao passo que outros já podiam identifica-lo como o Cristo (Messias). (2º trimestre de 2002 – lição 9)

3.2. A mensagem foi reveladora (Jo 7.37,38)
37-39. E no último dia... da festa. Poderia ser o sétimo ou o oitavo dia. O oitavo era uma espécie de acessório da festa e também uma conclusão do ciclo de festas do ano. Se a referência que Jesus faz à sede está conscientemente ligada à prática dos sacerdotes de trazerem água em um cântaro de ouro, do tanque de Siloé, todos os dias, para derramá-la no altar, então o convite de Jesus teria significado especial no oitavo dia, quando, ao que parece, esta cerimônia era omitida. A sede na viagem pelo deserto fora satisfatoriamente suprida por Deus, mas ela voltava. Jesus oferecia satisfação espiritual duradoura (cons. 4:14). Novamente o Judaísmo estava sendo exposto por ser inadequado, o pensamento avança; pois o crente em Jesus que encontra essa satisfação transforma-se por sua vez em um canal de bênçãos para os outros como condutor de rios de água viva (7:38). 
Qualquer alusão ao próprio Cristo (cons. 19:34) é duvidosa.  A Escritura não pode ser identificada. Algumas passagens possíveis são Êx. 17:6; Is. 44:3, 4; 58:11; Ez. 47:1-9; Zc. 14:8. Uma alternativa seria que João não se referia a nenhuma passagem em particular, mas a um consenso de diversas delas. A promessa de vida nova em abundância atribui-se aqui ao Espírito, que é dado a todos os que crêem. Mas nessa ocasião o Espírito não viera ainda no sentido célebre do pentecostes (cons. 14:26; 15:26; 16:7). Glorificado, isto é, alcançado o alvo de sua missão na morte, ressurreição e ascensão. É do Cristo glorificado que o Espírito é o mediador para os homens. (Comentário Bíblico Moody – João)

3.3. A mensagem foi admirável (Jo 7.46)
45-49. Os servidores que foram mandados a buscar Jesus (v. 32) voltaram agora de mãos vazias. Assim como os outros, eles só podiam explicar o seu fracasso com base no fato de que nenhum homem falava como Ele. Sentiram nEle algo sobrenatural e sentiram-se impotentes para desempenhar sua missão. A resposta dos fariseus era que esses homens deviam receber orientação dos seus superiores. Até então os principais sacerdotes (membros do Sinédrio) e os fariseus (que ensinavam o povo) mantinham sólida frente contra Ele. Creu nele porventura alguém...?
Era verdade, mas não por muito tempo, uma vez que um deles estava para se declarar a favor de Jesus, ou pelo menos para defendê-lO. Os fariseus procuravam explicar o interesse popular que Jesus despertava com base no fato de que o povo era ignorante da Lei e por isso era amaldiçoado (cons. Dt. 28:15). Fontes judias indicam que frequentemente havia má vontade entre os fariseus e os (am hares), ou povo da terra. (Comentário Bíblico Moody – João)

No começo da festa, os principais dos sacerdotes e fariseus tinham enviado guardas, para darem cabo à missão de Jesus (Jo 7.32); eles voltaram, no entanto, para dizer que tinham falhado em sua tarefa. Quando indagados, com exasperação por que não haviam trazido Jesus, estes policiais armados admitiram que foram paralisados pelo poder de suas palavras. Nunca tinham ouvido homem algum falar com tanta autoridade, isto é, como rabino, profeta e Messias ao mesmo tempo! Não podiam negar o impacto de seus ensinos. Incentivados por este testemunho não desejado de suas próprias forças, os fariseus acusaram a guarda do templo de ser enganada juntamente com o povo (v.12). Esta ausação reflete o motivo básico da oposição da liderança religiosa a Jesus. Eles não só toleravam suas afirmações pessoais como também estavam profundamente preocupados com o fascínio que exercia entre as massas. Como membros do Sinédrio, eles eram responsabilizados, pelos romanos, por todos os movimentos messiânicos que ameaçassem romper a paz. Era melhor silenciar um agitador do que perder todos os seus privilégios, duramente conseguidos, diante de Roma (Jo 11.47-50). (2º trimestre de 2002 – lição 9)

CONCLUSÃO
Apesar de todos os reveses e perseguições enfrentadas por Jesus na Judéia, ele não deixou de realizar satisfatoriamente o seu ministério. Isso ficara vívido na memória de João, o escritor do evangelho, que mesmo diante da tremenda oposição à pregação do evangelho não se eximiu de cumprir seu ministério, pregando, ensinando e também escrevendo um verdadeiro legado a toda igreja cristã de todos os séculos. Através dele podemos aprender como desempenhar o ministério em meio à perseguição.


Fontes:
Bíblia de Estudo Dake – Atos
Revista: JESUS CRISTO – Editora Betel - 3º Trimestre 2012 – Lição 08.

Reflexão Espiritual

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