sexta-feira, 27 de julho de 2012

Lição 05 - A comunicação do evangelho


29 de Julho de 2012


Texto Áureo

“Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede e não venha aqui tirá-la.”. Jo 4.15

Verdade Aplicada

Pregar o Evangelho de forma clara e inteligente proporcio­nará melhores resultados para o Reino de Deus.

Objetivos da Lição

      Apresentar os passos que levaram Jesus à mulher samaritana;
      Analisar como aprofundar a comunicação do evangelho;
      Mostrar que o trabalho evangelístico, quando não esmorece, tem sempre bons resultados.

Textos de Referência

Jo 4.9        Disse-lhe, pois, a mu­lher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samarita­na (porque os judeus não se co­municam com os samaritanos)?
Jo 4.10      Jesus respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
Jo 4.11      Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?
Jo 4.13      Jesus respondeu e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede,

LEITURAS COMPLEMENTARES
  • Segunda feira: At 1.8
  • Terça feira:  Jo 14.26
  • Quarta feira: Mt 28.19,20
  • Quinta feira: Jo 3.16
  • Sexta feira:  Mc 16.15
  • Sábado: Rm 10.10

INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos como Jesus estabeleceu um contato de maneira criativa a partir de algo simples com uma mulher. Veremos que, ao fazer isso, ele demonstrou o seu interesse na pessoa dela, não fazendo casa de onde procedia, e ai aproveitamos para expor quão necessário é compartilharmos o Evangelho como marginalizados, estigmatizados e desprezados da nossa sociedade.

1. Comunicação pessoal
Estava Jesus no sul de Israel, mas por causa da oposição farisaica retornou para a Galileia. Pusera-se a caminho e fora necessário passar por Samaria, por estar na região central de Israel entre a Judeia e a Galileia. Em Sicar, cansado da viagem decidiu sentar e conversar com uma samaritana. O registro dessa comunicação pessoal com uma mulher desencadearia uma serie de consequências que afetaram a evangelização e o mundo. Ali Jesus transmitiu a maior das revelações no que tange a adoração, num golpe mortal nos preconceitos radicais, deixou ao mundo um legado de evangelização insuperável!
O encontro de Jesus com a mulher samaritana ocorreu num lugar retirado da cidade e em circunstâncias bastante adversas. Naquele momento Jesus estava com fome e sede, mas o pior de tudo era a barreira da inimizade entre judeus e samaritanos.
Quão perigosos são os preconceitos, as discriminações e as ideias mal formadas. Isto vem há séculos trazendo prejuízos a obra de Deus. Mas o crente regenerado pela Palavra de Deus não faz acepção de pessoas, ppois sabe que em Cristo não existe preconceito. (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 06 – Betel)

Era-lhe necessário atravessar a província de Samaria. Em João, essa palavra costuma apontar uma necessidade divina, e pode ser o caso aqui, indicando a necessidade de lidar com os samaritanos, abrindo-lhes as portas da vida. Além disso, há a necessidade mais evidente de alcançar a Galiléia através de uma rota mais reta.
Sicar (muito provavelmente Siquém) ficava algumas poucas milhas a sudeste da cidade de Samaria e bastante perto do Monte Gerizim, como também do terreno que Jacó deu a José (Gn. 48:22). Jacó lhe deixou também um poço por herança (Jo. 4:6). Diz-se que tinha cerca de 26 m de profundidade. Aqui, Jesus, cansado da viagem e por causa do calor do meio-dia (hora sexta), parou para descansar. (Comentário Bíblico Moody – João)

1.1 Jesus iniciou o diálogo (Jo 4.7)
Uma mulher samaritana. Nenhuma referência à cidade de Samaria, que ficava muito distante, mas ao território dos samaritanos. Ela vinha equipada para tirar água. Considerando que a aldeia de Sicar tinha água, é possível que a caminhada solitária da mulher ao poço de Jacó indique uma espécie de ostracismo imposto pelas outras mulheres da comunidade (cons. 4:18). (Comentário Bíblico Moody – João)

1.2 Jesus despertou o interesse (Jo 4.10)
Jesus interrompeu o silêncio pedindo água para beber. Era um pedido natural à vista do seu cansaço. É um lembrete pungente da humanidade de nosso Senhor. Atendido ou não (a última alternativa parece a mais provável), o pedido introduziu a conversa. A partida dos discípulos foi providencial, pois a mulher não teria conversado com Jesus na presença deles. Duas coisas deixaram a mulher admirada: que Jesus fizesse tal pedido a uma mulher, pois os rabis evitavam qualquer João contato com mulheres em público; e particularmente que ele falasse assim com alguém que era samaritano. Para explicar sua admiração, o escritor acrescenta a observação de que os judeus não se associavam aos samaritanos. Isto não pode ser aceito em sentido absoluto, pois foi refutado pelo versículo 8. Mostra a indisposição que havia entre os dois grupos de pessoas. Os judeus desprezavam os samaritanos porque eram um povo de sangue e religião misturados, apesar de possuírem o Pentateuco e professarem adorar o Deus de Israel. (Comentário Bíblico Moody – João)


1.3 Jesus expos a realidade espiritual (Jo 4.14)
Um significado mais restrito foi proposto para as palavras da mulher "os judeus não usam os mesmos vasos que os samaritanos". Isto se aplica bem à situação (D. Daube, The New Testament and Rabbinic Judaism, pág. 375-382). Respondendo, Jesus afastou-se de sua própria necessidade, sugerindo que a mulher tinha uma necessidade mais profunda, que alguém podia atender por meio do dom de Deus. Alguns o explicam em termos pessoais, referindo-se ao próprio Cristo (3:16), mas provavelmente seria melhor que o tornássemos equivalente à água viva. João 7:37-39 é o melhor comentário (cons. Ap. 21:6).
11, 12. Pensando no poço que estava diante dele, a mulher ficou perplexa. Jesus não tinha nenhum utensílio para tirar água e o poço era fundo. No fundo estava a água viva (corrente) alimentada por uma fonte. Este rabi estaria pretendendo evocar o que Jacó só conseguira com árduo trabalho? Ele realmente seria maior se o conseguisse.
13-15. A água do poço tinha de ser consumida ininterruptamente, mas a água que Cristo fornece satisfaz de modo que a pessoa nunca mais terá sede. É assim que a vida eterna refrigera. Pode-se estabelecer um paralelo com os repetidos sacrifícios da antiga aliança e o sacrifício do Cordeiro de Deus oferecido uma vez para sempre. Ainda não compreendendo, mas já receptiva, a mulher pediu essa água, para que a sua vida ficasse mais fácil (4:15). (Comentário Bíblico Moody – João)

2. Aprofundar a comunicação
Para que a mulher pudesse beber da água que na pessoa torna-se uma fonte que salta para a vida eterna, ela precisava ser despertada da sua real condição pecaminosa ate aquele momento. Todavia, o Mestre não lança em rosto os pecados da mulher grosseiramente, sob pretexto de estar falando a verdade ou em nome de Deus, mas trata da situação com cuidado, como um verdadeiro sábio que foi.

2.1 Denunciar o pecado (Jo 4.16)
Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido e vem cá (Jo 4.16). Com estas palavras, Jesus queria dar a mulher samaritana prova de seus poderes superiores, a fim de convencê-la sobre o assunto que ele estava prestes a apresentar com mais profundidade, percebendo que agora ela estava realmente interessada. Ao revelar a vida privada da samaritana, fá-la-ia perceber que ele era homem dotado de poderes especiais, e assim teria inicio à revelação messiânica para ela (Dn 2.22; ão messiânica para ela (Dn 2.22; Hb 4.12,13) (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 06 – Betel)

A resposta de Jesus à mulher samaritana assinala uma mudança na narrativa. Em vez de corrigir seu equívoco, ele lhe diz que ela deve voltar ao poço pelo menos uma vez, com seu marido (v. 16). Parece que a missão de Jesus na Samaria se iniciará com a conversão de uma família inteira. Isso acontece no livro de Atos (16:15, 33-34; 18:8; cf. 11:14) e ao final desta mesma viagem, no Evangelho de João, quando Jesus chega à Galileia (4:53), mas em Samaria não irá acontecer. Talvez na esperança de receber a água viva de imediato, a mulher diz a Jesus que não tem marido. Ironicamente, Jesus a elogia por dizer a verdade (vv. 17, 18) e, assim, expõe seu adultério (cf. Marcos 10:12). A mudança de assunto não é tão abrupta quanto parece. A narrativa presume uma estreita relação entre o batismo com o Espírito e o perdão de pecados (cf. Marcos 1:4-8; Atos 2:38). Jesus, que batizará com o Espírito, é o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (1:29). —Quando o Espírito for concedido (20:22), Jesus dirá a seus discípulos: “Aqueles aos quais perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; aqueles aos quais não perdoardes, ser-lhes-ão retidos” (20:23). O pecado, para ser perdoado, deve primeiramente ser exposto, e foi, mas o adultério da mulher não é o centro do interesse neste capítulo. O rumo da narrativa não segue da mulher para seu atual marido (ou amante) mas da mulher diretamente para o resto do povo da cidade (vv. 28-30). Quaisquer sentimentos de culpa que ela possa ter tido não são mencionados.

Em vez de culpa, sua reação à introspecção sobrenatural de Jesus em sua vida é de espanto (vv. 29, 39). Conclui instantaneamente que ele é um profeta (v. 19). Como ele é judeu e profeta, ela aproveita a oportunidade para iniciar uma conversa sobre as respectivas vindicações de judeus e samaritanos quanto aos lugares de adoração - o monte do templo em Jerusalém e o monte Gerizim, perto de Sicar (v. 20), sendo o último provavelmente visível de onde se encontravam. É inútil especular se ela estava ou não tentando distrair a atenção de sua condição moral. Para o autor do Evangelho, pelo menos, sua observação não é um desvio mas leva adiante o impulso principal da história.


2.2 Adorar verdadeiramente (Jo 4.23)
A mulher samaritana ouviu de Jesus as seguintes palavras: “Deus é espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24). Aqui temos um dos grandes pronunciamentos do evangelista João acerca da natureza de Deus, o qual não tem corpo, pois a sua substancia não faz parte da natureza física. Depois do seu encontro com Jesus, a samaritana recebeu a natureza de Deus, sendo transformada numa verdadeira adoradora (1Pe 1.3,4).
A conversa de Jesus com a mulher samaritana passa adoração. “É bastante significante a importância da ao lugar de culto por uma alma cujos pecados são expostos”. No decorrer do dialogo muitos sub-temas são abordados, tais como: O lugar da adoração, o templo da adoração, a busca dos adoradores, o verdadeiro adorador, a quem se deve adorar, o modo correto de se adorar, etc. não temos espaço para tratar separadamente cada um desses sub-temas. Basta dizer, por enquanto, que Deus só pode ser verdadeiramente adorado, desde que seja verdadeiramente conhecido. (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 06 – Betel)

Diz-lhe Jesus que a questão mais importante não é onde mas como adorar a Deus. Logo as alternativas Jerusalém ou monte Gerizim perderam sua importância. Osverdadeiros adoradores (i.e., os cristãos) adorarão o Pai em espírito e em verdade (v. 23) como resultado do prometido batismo. Segundo autores cristãos ulteriores, eles são uma “nova raça” (Epístola a Diogneto I) ou uma “terceira raça”. “No que respeita aos gregos e judeus é antigo. Mas nós somos cristãos, e como uma terceira raça o adoramos de uma nova maneira”; (Pregação a Pedro, citado em Clemente de Alexandria, Stromateis VI, 5.39-41, traduzido na obra de Henneck-Schneemelcher,Apócrifos do Novo Testamento, [Fila­délfia: Westminster, 164], vol. 2, pág. 100). Aproveitando-se a referência da mulher a seus pais, ou aos ancestrais samaritanos que adoraram em Gerizim (v. 20), Jesus de modo sutil introduz o termo Pai, em conexão com a adoração a Deus (vv. 21,23), ressaltando que somente no Espírito (i.e., na nova comunidade cristã) é possível adorar a Deus como Pai (cf. Paulo aos Romanos 8:15-16; Gálatas 4:6). Porque ele é Pai, assim deseja ser adorado, e os cristãos são o tipo de adoradores que ele procura (v. 23). http://www.ebdareiabranca.com/2012/3trimestre/licao05.html

2.3 Jesus traz nova revelação (Jo 4.26)
Embora Jesus estivesse verdadeiramente cansado e necessitasse de água (Jo 4.6,7), aquele que pedia tinha muito mais a oferecer. Pedir água àquela mulher fazia parte de uma estratégia evangelística, se é que podemos dizer assim. “À medida que o Grande Evangelista procura ganha-la, ele orienta sabiamente a conversa, levando-a de um simples comentário sobre beber água à revelação de que ele era o Messias”. Aquele que pedia água fria estava oferecendo água viva, a saber, a si mesmo. (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 06 – Betel)

3. Resultados de uma boa comunicação
Depois de colocar a pessoa frente a frente com Cristo e instruí-la quanto ao que se deve fazer, devemos estar preparados para a aceitação ou rejeição da mensagem. A principio alguém poderá aceitar ou rejeitar o evangelho e posteriormente esse resultado ser alterado.

3.1 Ela se torna um agente multiplicador (Jo 4.28,29)
Os discípulos ficaram admirados ao ver que Jesus contrariava a convenção social falando com uma mulher (veja v. 9). Mas o respeito por seu mestre evitou que o interrogassem abertamente.
Desimpedida do seu cântaro, a mulher retirou-se a toda pressa para a cidade, como prova do seu propósito de retornar, pois estava determinada a obter a água viva daquele momento em diante. Ela fez mais do que Jesus pediu, e não foi ter com um só homem, mas aos homens da cidade com a notícia de sua maravilhosa experiência. Ela não tinha a presunção de ensiná-los, mas colocou um pensamento em suas mentes, por meio de uma pergunta tentadora: Será que esse não é o Cristo? Os homens ficaram suficientemente impressionados para irem com ela ao poço. (Comentário Bíblico Moody – João)

3.2 Os samaritanos insistem para que Jesus permaneça (Jo 4.40,41)
Aqui somos informados do fruto que Cristo e a mulher puderam colher, como semeador e colhedor. Muitos creram no Senhor por causa do testemunho da mulher. Isso provocou um convite para que ficasse no meio deles, no que Cristo consentiu por dois dias. Durante esses dias, outros que teriam ouvido o testemunho da mulher e se inclinariam a crer em Jesus, tomaram-se crente em pleno desenvolvimento por causa do que receberam através da sua palavra, isto é, dos lábios de Jesus (v. 42).  Salvador do mundo – uma grata confissão, uma vez que significava que tanto samaritanos como judeus poderiam ser salvos. (Comentário Bíblico Moody – João)

3.3 Os samaritanos creem que Jesus é o salvador (Jo 4.42)
Esses samaritanos creram que ele era o salvador dos gentios, assim como dos judeus. Eles não foram como os outros samaritanos que não o receberam (Lc 9.51-56). Aceitar Jesus promove uma mudança em qualquer vida, comunidade ou nação. (Bíblia de Estudos Dake)

A distinção entre semear e ceifar se observa talvez em dois estágios da fé dos samaritanos, nos vv. 39-42. Sua fé havia-se iniciado com o testemunho hesitante da mulher sobre o que Jesus lhe dissera (vv. 29, 39), mas quando eles se encontraram com Jesus e ouviram por si mesmos sua mensagem, muitos outros creram. Sua fé de “segunda mão” (como eles a consideravam) havia dado lugar a um conhecimento pessoal e a uma profunda convicção de que Jesus era verdadeiramente o Salvador do mundo (v. 42). Estas palavras esclarecem finalmente que, para o autor do Evangelho, os samaritanos se colocam como representantes de todos os povos do mundo. Ao passar, por divina necessidade, por uma cidade samaritana e conversar com uma mulher pecadora, Jesus tanto colhe frutos como antecipa uma colheita maior ainda, vindoura: a missão da igreja aos gentios.

Conclusão
Temos, em Jesus, o supremo exemplo de ir ao nível dos homens, seja qual for. O de Nicodemos, um notório mestre de Israel; ou da samaritana que era de outra etnia e de conduta duvidosa. O mais importante que aprendemos é amar as pessoas independente do que elas são, e a elas demonstrarmos esse amor através da comunicação doEvangelho, com todo o vigor para possibilitar a transformação delas: espiritual e social também.



Fontes:
Bíblia de Estudos Dake
COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – João
Revista: JESUS CRISTO– Editora Betel - 3º Trimestre 2012 – Lição 05

terça-feira, 24 de julho de 2012

Porquê o império romano aderiu a crença em Yeshua?



Resumo da história
Pesquisa elaborada por Xan - Torah Web
Você ja parou para refletir sobre o porquê do império romano, dominador de Israel, destruidor de Jerusalém e inimigo ferrenho dos judeus, ter aderido a "fé" em Yeshua, um judeu, e aborvido o que lhes interessava da fé judaica exposta nas Escrituras em geral, adotando-a parcialmente?
Neste resumo apresentaremos alguns fatos que comprovam o porquê do paganismo romano ter aderido facilmente parte da fé messianica em Yeshua, testemunhada pelos discipulos judeus messiânicos, transformando-na em catolicismo romano, uma nova religião baseada em conceitos aborvidos de outros seguimentos religiosos mais antigos.
O padre Joaquim Carreira das Neves, professor da Universidade Catolica de Portugal, considerado o maior estudioso português da Bíblia, entrevistado de Manuel Luís Goucha, no programa «De Homem para Homem» do TVI24, transmitido no dia 27 de Dezembro de 2010, às 23 horas, disse que a religião católica em suas origens é pagã com bases no mitraísmo, isto é, ela simplesmente paganizou o "cristianismo" judaico biblico originalmente vivido pelos judeus.





O deus mitra.
Mitra pertence às mitologias persa, indiana e romana. Na Índia e Pérsia representava a luz (deus solar). Representava também o bem e a libertação da matéria. Chamavam-na de "Sol Vencedor".
Algumas peculiaridades do mitraísmo foram agregadas a outras religiões, como o cristianismo romano. Por exemplo, desde a antiguidade, o nascimento de Mitra era celebrado em 25 de dezembro, mais tarde o catolicismo substituiu o deus Mitra por Yeshua, porém a data de nascimento continuou sendo celebrada conforme o mitraísmo, com excessão do aniversariante, pois Yeshua nasceu em meados de outubro quando é celebrada a festa dos tabernáculos em Israel até os dias de hoje.

Mitra foi adorado por quase todos os soberanos persas: Ciro o reverenciava; sob Dario houve um breve eclipse, pois este, segundo alguns especialistas, era partidário de Zoroastro; porém a crença em Mitra reaparece com Artaxerxes.
A partir do século II o culto a Mitra era dos mais importantes eventos no Império romano e numerosos santuários (Mithraea, singular Mithraeum) foram construídos. A maior parte eram câmaras subterrâneas, com bancos em cada lado, raras vezes eram grutas artificiais. Imagens do culto eram pintadas nas paredes, e numa delas aparecia quase sempre Mithras que matava o touro sacrificial. Mitra retorna ao primeiro plano como deus do sol, dos juramentos e dos contratos, sob a influência dos Magos.
No Panteão dos Deuses avésticos, Mitra seria filho de Anihata ou Anahita, a gênia feminina do fogo, uma espécie de Virgem Imaculada, Mãe de Deus. É a única figura feminina associada a Mitra, pois este permanecerá celibatário por toda a vida, exigindo de seus admiradores a prática do controle de si, a renúncia e a resistência a toda forma de sensualidade.
Curioso é a biografia do rei Mitrídate VI Eupator, rei do Ponto, anterior ao nascimento do Messias Yeshua. Seu nascimento foi anunciado por um cometa, um raio caiu sobre o recém-nascido, deixando-lhe uma cicatriz. A educação deste rei é uma longa série de provas iniciáticas. É visto durante sua coroação como uma encarnação de Mitra. A biografia real é muito próxima do Natal cristão.
No mitraísmo o Mitra é um deus de forma humana e Yeshua é igualmente considerado um deus dentro do cristianismo catolico e derivados, mesmo que a mensagem principal dos Evangelhos em conformidade com as profecias dão ênfase a um Messias carnal descendente da linhagem do rei David gerado milagrosamente pelo poder do Criador, e não um pseudo deus encarnado.
No tocante ao culto e à liturgia, estes se faziam no interior do Mithraeum e na presença dos fiéis. A liturgia constava de ofícios e orações; manducação de pão e sumpção de água e vinho, acompanhadas de fórmulas sagradas; danças de luzes e fórmulas de êxtase; orações ao nascer do Sol, ao meio-dia e ao ocaso. As festas realizavam-se no sétimo mês do ano, mas todos os meses se festejava uma semana inteira, sendo cada dia destinado a um planeta. Comemorava-se, de modo especial, o dia natalício do deus (Natalis Invicti), a 25 de dezembro.
De Mitraísmo à Catolicismo Romano
O fim do mitraísmo coincide com o seu zênite no século III d.C. e vem acompanhado da entronização do "cristianismo" como religião do Império Romano. O imperador romano Constantino manifestou uma certa simpatia pelo mitraísmo, principalmente na sua versão de “Sol invictus”. Quando este primeiro imperador "cristão" colocou todas as religiões pagãs na clandestinidade, porém poupou os mitraístas pois estes possuíam muita influência junto aos militares romanos que eram a força e alicerce do Império.
O mitraísmo sobreviveu em Roma até 394 sendo que a Basílica de São Pedro foi construída sobre o local do último culto mitraíco: o Phrygianum. A partir daí, o cristianismo construiu, boa parte de seus templos, acima de cavernas que continham Mithrae, seja em Roma seja nas províncias do Império. A catedral de Canterbury e a de São Paulo em Londres, o mosteiro do Monte Saint-Michel e algumas catedrais em Paris estão construídas sobre antigos Mithraeum em ruínas.
Os pontos comuns entre o cristianismo romano e derivados e o mitraísmo são inúmeros.

O nascimento de o Messias é anunciado por uma estrela assim como o de Mitridate Eupator. Ambos são nascidos de uma Virgem Imaculada que toma o nome de Mãe de Deus. Segundo o catolicismo, a caverna e a gruta são os locais de nascimentos tanto de o Messias quanto de Mitra.
A presença de pastores e de seu rebanho também estão presentes em ambos os nascimentos. A gruta de Belém é prenhe de luz e Mitra é um deus solar. Além do mais, o ouro, símbolo do Sol, tem uma importância crucial na liturgia cristã. Deus é Amor mas também Luz. Segundo o catolicismo romano, o nascimento dos dois deuses foi a 25 de dezembro, solstício de Verão no Hemisfério Norte.
Sabe-se que o Messias não teria nascido no dia 25 e que, somente com o fim do mitraísmo, a Igreja Cristã, “cristianizou” o dia como a festa do Natal. Tanto o Messias Yeshua como Mitra eram castos e celibatários. Todas as duas religiões são fundadas sobre um sacrifício salvador do Mundo, mas com a morte do Messias, o cristianismo tira a sua vantagem e sua superioridade. A morte do Touro encontra um símile na luta de São Jorge com o dragão. A vontade de neutralizar as potências do mal, a guerra entre as duas potências e a vitória do Bem. A consagração do pão e do vinho estão presentes entre os cristãos e os iniciados de Mitra. No grau de Soldado (Miles), o iniciado é marcado com uma cruz de ferro em brasa sobre a fronte. A imortalidade da alma e a ressurreição final. As igrejas antigas possuem criptas subterrâneas que evocam os templos mitraícos. A fraternidade e o espírito democrático das primeiras comunidades cristãs se assemelham muito ao mitraísmo. A fonte jorrando da rocha, a utilização de sinos, os livros e as velas, a água santa e a comunhão, a santificação do Domingo (fora da tradição judaica do Sábado em conformidade com a originalidade do mandamento Divino).

O deus sol presente nas imagens do mitraísmo e catolicismo.
O dia separado pelo paganismo em geral que considerava o sol o deus da luz é o domingo, isto é, o dia do sol, sunday. Baseado neste fato foi muito simples para o catolicismo romano manipular alguns textos biblicos e alterar o evangelho de Marcos contradizendo os outros evangelhos e profecias que narram os mesmo fato da ressureição de Yeshua e assim o catolicismo invalidou a observancia original do quarto mandamento mantendo o dia pagão de adoração ao sol.


 VI – BIBLIOGRAFIA

BARBAULT, Anne, Introdução à Astrologia, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1991.
CHEVALIER, J. e Gheerbrant, A. Dicionário de Símbolos, José Olimpio Editôra, Rio de Janeiro, 1988.
COIL, Henry Wilson, Coil’s Masonic Encyclopedia, Macoy Publishing & Masonic Supply Co., Inc., Richmond, Virginia, 1995.
ELIADE, Mircea, História das Crenças e das Idéias Religiosas, IV vols., Zahar Ed., Rio de Janeiro, 1983.
ELIADE, Mircea, Iniciaciones Místicas, Ed. Taurus, Madri, 1975.
Encyclopaedia Britannica, 30 vol., 1982
FARIA, Romildo de (org.), Fundamentos de Astronomia, ed. Papirus, Campinas, 1987.
FRANZ, Cumont, Astrology and Religion among the Greeks and Romans, Kessinger Reprints (1912), Montana, s/d.
FRANZ, Cumont, Mysteries of Mithra, Kessinger Reprints (1910), Montana, s/d.
FRANZ, Cumont, Oriental Religions in Roman Paganism, Kessinger Reprints (1911), Montana, s/d.
FRAU ABRINES, Lorenzo, Diccionario Enciclopédico de la Masonería, vol. v, Editorial del Valle de Mexico, México, 1976.
FRAZER, James George, O Ramo de Ouro, Círculo do Libro – Zahar, São Paulo, 1986.
GIBBON, Edward, The History of the Decline and Fall of the Roman Empire, III vols., The Penguin Press, England, 1994.
GROUSSET, R. e LÉONARD, E.G. Encyclopedie de la Pléiade - Histoire Universelle, III vols., Librairie Gallimard, Paris, 1957.
HALL, M.P. An Encyclopedic Outline of Masonic, Hermetic, Qabbalistic and Rosicrucian Symbolical Philosophy, Golden Anniversary Edition, The Philosophical Research Society, Los Angeles, CA, 1979.
MACKEY, A.G. Enciclopedia de la Francmasonería, 4 vol., Editorial Grijalbo, Mexico, 1981.
MOURÃO, Ronaldo R. F., Dicionário Enciclopédio de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1987.
NAUDON, Paul, Histoire, Rituels et Tuiler des Hauts Grades Maçonniques, Dervy Livres, Paris, 1984.
PILE, A. Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry, Charleston, 1871.
ULANSEY, David, The Origins of the Mithraic Mysteries, Oxford University Press, New York, 1989.
WESTCOTT, W. Wynn, The Resemblances of Freemasonry to the Cult of Mithra, Ars Quatuor Coronatorum, vol.
XXIX, London,

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Lição 04 - Nicodemos e o novo nascimento



22 de Julho de 2012

Texto Áureo

“Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo”, Jo 3.7
 Importa-vos nascer de novo. Não é simplesmente uma exigência pessoal, mas universal. A necessidade jaz na incompetência da carne. Isto inclui o que é meramente natural e o que é pecador – o homem nascido neste mundo vivendo a sua vida separada da graça de Deus. A carne só pode se reproduzir como carne, e isto não podem satisfazer os requisitos divinos (cons. Rm. 8:8). A lei da reprodução é "segundo a sua espécie". Assim, do mesmo modo, o Espírito produz espírito, uma vida nascida, nutrida e amadurecida pelo Espírito de Deus. Se isso significa mistério, vamos reconhecer que na natureza também existe mistério. O vento (pneuma, a mesma palavra usada para "Espírito") produz efeitos notáveis quando sopra, mas sua fonte e movimentos futuros permanecem escondidos. Assim a vida redimida mostra-se como algo verdadeiro, ainda que desafiando a análise do homem natural (cons. I Co. 2:15). (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – João)

Verdade Aplicada

A melhor maneira de impactar os eruditos com o Evangelho é surpreendê-los como fez Jesus, apresentando o Evangelho criativamente.

Objetivos da Lição

      Mostrar a nossa responsabi­lidade para com os intelectuais interessados de nossa época;
      Não permitir se impressionar com os elogios de quem nos procura;
      Apresentar respostas que surpreendam aqueles a quem evangelizamos.

Textos de Referência

Jo 3.1        E havia entre os fari­seus um homem chamado Ni­codemos, príncipe dos judeus.
Jo 3.2        Este foi ter de noite com Jesus e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de Deus, porque nin­guém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.
Jo 3.4        Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nas­cer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?
Jo 3.5        Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.

LEITURAS COMPLEMENTARES
  • Segunda feira: Rm 8.23
  • Terça feira:  1Co 15.44
  • Quarta feira: Cl 3.4
  • Quinta feira: Ef 5.27
  • Sexta feira:  Rm 3.23
  • Sábado: Rm 10.10

INTRODUÇÃO
A salvação é a milagrosa transformação espiritual, realizada na vida de todo ser humano que, pela fé, com arrependimento de seus pecados, recebeu a Jesus Cristo como seu salvador (Ef 2.8,9; 2Co 5.17; Jo 1.12; 3.5). Jesus realiza essa regeneração espiritual (novo nascimento) em todos aqueles que o recebem. Sendo assim, ninguém poderá viver na plenitude do Espírito Santo, obter maturidade espiritual e dedicar-se com êxito ao trabalho do Senhor se não experimentar o milagre da salvação esse novo nascimento.
Como podemos dizer que uma comida é boa sem nunca provarmos, ou como podemos dizer que uma roupa não vai servir sendo do tamanho que usamos, sem experimentar, da mesma forma o evangelho é na nossa vida. Como podemos dizer que somos salvos sem experimentar a regeneração em Cristo Jesus. Somente quando mudamos nossa atitude diante de Deus é que podemos então buscar o revestimento espiritual para fazermos a obra Dele. Muitos dizem que querem a salvação mais não se submetem as condições que o evangelho de Cristo nos impõe, que é tomar a cruz e segui-lo.
Já analisou que Jesus não perguntou a Nicodemos se ele queria aceita-lo como salvador! Jesus foi enfático “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.” (Jo 3.5) Quer viver pleno no Espírito de Deus, busque a renovação em Cristo Jesus, que ele tem pra te conceder. (Grifo meu)

1. A ilustre visita de Nicodemos
Não se sabe se a visita do ilustre homem estava agendada com Jesus ou não, mas o que sabemos Mestre Jesus estava previamente preparado para ela. Como veremos a seguir. Nicodemos não era qualquer pessoa de Israel naquela época, mas um mestre entre os judeus que desfrutava de certa popularidade. Daí a necessidade de uma visita discreta, talvez uma pesquisa no local, para se certificar a real identidade daquele Galileu que começara a agitar as massas com a mensagem do Reino de Deus.

1.1. O príncipe dos fariseus
O nome Nicodemos significa “conquistador do povo, ou vitorioso com o povo”. Ele é mencionado somente no evangelho de João, de onde sabemos que ele era fariseu, um dos lideres dos judeus, o que sem duvida se refere ao fato de que ele era um dos membros do Sinédrio, o mais alto tribunal eclesiástico e civil em Israel.
Como um dos principais dos fariseus, pertencia à fraternidade mais profundamente religiosa de todo o judaísmo. Como líder dos judeus, integrava o supremo organismo jurídico permitido pelos romanos, o Sinédrio, encarregado da liderança espiritual e moral da nação. Como mestre de Israel, era um teólogo preocupado com a verdadeira compreensão e ensino da revelação dada por Deus. (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 05 – Betel)

1.2. Um visitante discreto
Um inquiridor secreto. “Este foi ter de noite com Jesus”. Fala-se da covardia de Nicodemos em vir à noite. Devemos, no entanto, dar valor ao fato de ele ter procura­do a Jesus, mesmo daquele modo. Mais tarde, foi ele quem tomou sobre si a defesa de Jesus perante o Sinédrio (Jo 7.50,51) e ajudou a enterrar o seu corpo (Jo 19.39). Em ambos os trechos, João volta a se referir ao fato de Nicodemos ter vindo a Jesus, da primeira vez, à noite. Mostra, assim, que Nicodemos estava ficando mais firme na fé, chegando a demonstrar mais devoção do que os próprios discípulos que fugiram, quando veio ajudar a se­pultar o corpo de Cristo. (http://www.ebdareiabranca.com/2012/3trimestre/licao04.html)

1.3. As revelações de Jesus a Nicodemos
Uma alma necessitada. As palavras iniciais de Nicodemos revelam várias emoções lutando no seu íntimo, e a declaração repentina de Jesus (v. 3), longe de ser uma mudança de assunto, foi uma resposta - não às palavras, mas sim ao coração de Nicodemos. Tais palavras revelam: 1) Fome espiritual: canseira com os cultos da sinagoga, sem vida espiritual, aos quais frequentava sem achar satisfação para a sua fome. Sente que a glória se afastou de Israel; que há falta de visão; que o povo perece e que, por menos que Nicodemos saiba sobre Jesus, seus ensinos lhe penetraram o coração, e ele acha que os milagres de Jesus comprovam ser Ele Mestre vindo da parte de Deus. 2) Falta de profunda de convicção. Nicodemos sente sua necessidade, mas procura um mestre, mais do que um Salvador. À semelhança da mulher samaritana, quer a água da vida (Jo 4.15), mas precisa igualmente ficar sabendo que é um pe­cador e que necessita ser purificado e transformado (Jo 4.16-18). 3) Certa complacência quanto à sua própria pessoa, como se dissesse a Jesus: “Creio que foste enviado para restaurar o reino a Israel, e vim oferecer conselhos quanto ao plano de ação e sugerir certas operações”. Provavelmente considerava que ser israelita e filho de Abraão eram qua­lificações suficientes para ser considerado membro do Reino de Deus.

2. O diálogo com Jesus
O dialogo entre Nicodemos e Jesus é tão impactante que, mensagens incontáveis ao longo dos séculos tem sido pregadas e ensinadas com base nele. Nicodemos era um especialista da Lei de Moises, um homem muito educado e de firmeza moral, mas acima de tudo, abrigava, em seu peito, grandes esperanças quanto ao Messias, e foi isso que o atraiu a Jesus.

2.1. As palavras elogiosas
Um inquiridor representativo. “Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele”. O plu­ral “sabemos” permite-nos imaginar que talvez vários líde­res religiosos, impressionados com os ensinamentos de Jesus e querendo saber mais acerca dEle sem, no entanto, criar uma sensação pública nem tomar partido publicamente, tivessem nomeado Nicodemos para ser uma “comissão de inquérito” de um só membro, de modo sigiloso (cf. 12,42).

Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: “Rabi, sabemos que é Mestre, vindo de Deus.” Nicodemos veio falar com Jesus na calada da noite, posto que ainda não sabia exatamente quem era Jesus. Ele buscou e encontrou luz para a sua alma. Suas próprias convicções são expressas pelas palavras que ele proferiu: sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus (Jo 3.2)és Mestre vindo da parte de Deus (Jo 3.2) (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 05 – Betel)

2.2. A admiração de Nicodemos a Jesus
Nicodemos possuía muitas qualidades, que transpunham a de muitos de sua época. Criado nas melhores escolas, ele acabou se tornando um proeminente cidadão. Mas, apesar de sua inteligência aguçada, era incapaz de conhecer as maravilhas da graça de Deus pela sua própria sabedoria (1Co 2.14-16)
Eis a frase principal do capitulo 3 de João: “nascer de novo”. Muitos são os elementos desta expressão, que no grego significa “nascer do alto”. Em favor da tradução do alto, podemos dizer que isso corresponderia ao método usual de João ao descrever a obra da regeneração espiritual como nascimento vindo de Deus (Jo 1.13; 1Jo 3.9; 4.7; 5.1,4,8) (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 05 – Betel)

2.3. Outros momentos de Nicodemos
Nicodemos como imagem do povo, verdadeiramente representa o estereótipo de vários tipos de pessoas da sociedade, e até mesmo, se trouxermos para os dias atuais e para a igreja contemporânea, detectaremos vários exemplos comportamentais:

Preservadores da auto-imagem: Nicodemos veio ter com Jesus à noite, pois por ser um fariseu, ser visto com Jesus à luz do dia implicaria em descrédito junto à seita da qual era integrante. Nicodemos estava preocupado com o que as pessoas e o grupo religioso do qual fazia parte pensariam a seu respeito. Simbolicamente podemos entender que Nicodemos era uma pessoa que vivia nas trevas e que agora encontrara a luz que é Jesus. (Jo 8.12) - Há muitas pessoas que estão mais preocupadas com o que as pessoas e a sociedade pensam a seu respeito do que com o que Deus pensa a seu respeito.
Pessoas que abrem mão de sua posição social abrem mão de tudo por Jesus Cristo: Em João 7.50 e 51, Nicodemos ainda preso à lei age com imparcialidade em relação à Jesus. Porém, em João 19.38 a 40, Nicodemos juntamente com José de Arimatéia, sepultam o corpo de Jesus. Agora, diferentemente daquele encontro sorrateiro, Nicodemos mostra a sua face, expõe-se verdadeiramente, abandona a legalidade e se joga literalmente no Rio da graça de Deus. Agora sim, Nicodemos nasce da água e do Espírito, é gerado nas entranhas do Deus de seus antepassados e contempla o início do acontecimento que abalaria o planeta, a morte de Jesus e posteriormente, a sua vitória sobre a morte.

3. Jesus surpreendeu Nicodemos
Agora partamos mais especificamente para o lado pratico do dialogo entre Jesus e Nicodemos, aplicando-os ao evangelismo pessoal exemplificado pelo Mestre da evangelização. Observemos alguns pontos chaves com os quais podemos surpreender qualquer pessoa em uma conversa.

3.1. Jesus não se impressionou com Nicodemos
Muitos por estarem na presença de pessoas ilustres, e ate importante, ficam todas melosas no sentido, de que elas ignoram qual a chamada a que foi imposta.
Temem mais a posição social do individuo, do que a chamada de Deus para sua vida de evangelista da palavra de Deus. Jesus não ficou impressionado com a presença de Nicodemos, por ele ser um magistrado, mestre em Israel, antes o tratou da mesma forma que trataria um camponês ou um pescador.
Infelizmente nos dias de hoje vemos e conhecemos casos de pessoas que diante de autoridades ou pessoas com destaque na sociedade temem em falar do evangelho de Cristo para elas, ficam com rodeios para chegar ao cerne da palavra “somente Jesus salva, liberta e transforma vida”. O evangelho do Reino não significa nós aceitarmos Jesus e sim que cada um tome sua cruz e siga os passos do Mestre.
Como vc tem se posicionado diante dos grandes? Com medo de falar a verdade da palavra omitindo o verdadeiro evangelho, ou inventando meio mais fáceis para os ouvintes entrarem no Reino dos Céus? (grifo Meu)

3.2. Jesus o surpreendeu com um fato novo
Nicodemos ficou preocupado ante a idéia de um segundo nascimento, um homem a entrar no ventre materno, para nascer de novo. Nicodemos não deveria ter ficado surpreendido ante um nascimento que importasse em regeneração espiritual, que tivesse sua origem no céu.
Nascer de novo é nascer do Espírito. E ser nova criatura em Cristo Jesus: “E, assim, se alguém esta em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5.17). O novo nascimento é uma transformação espiritual e moral operada pelo Espírito Santo: “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador” (Tt 3.5,6). É essa transformação que dá força para o crente mudar de vida; de costumes e conduta, dando preferência à pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo; “Então, lhe falou Pedro: Eis que nós tudo deixamos e te seguimos; que será, pois, de nós? Jesus lhes respondeu: Em verdade vos digo que vós, os que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe ou mulher, ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna” (Mt 19.27-29) (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 05 – Betel)

3.3. Jesus fez revelações profundas
Jesus, em vez de responder as meras palavras de Nicodemos, fez o que era muito mais importante, ele satisfez os profundos anelos de sua alma. Jesus conhecia o que estava no coração de Nicodemos, como conhece plenamente a todos os homens. Nicodemos julgava que ele tão somente precisava de quem o instrui-se, pois era um homem de moral, religioso, e bem intencionado. Ele tinha a mesma opinião dos judeus, e naturalmente, pensava também que a entrada no Reino de Deus dependia apenas dos méritos da pessoa  de ser descendente natural de Abraão.
Jesus não deu importância as suas frases elogiosas, mas logo lhe ensinou que a entrada no Reino de Deus não se consegue só por se tornar membro duma organização. A entrada no Reino de Deus depende duma transformação espiritual, ele precisava “nascer de novo” ou “de cima”. A vida que vem de cima, de Deus, é a primeira necessidade do homem. Essa vida vem de outra fonte, de fora do homem, sim vem de Jesus, que veio do céu. (grifo meu)

CONCLUSÃO
O novo nascimento é a porta de entrada do Reino. Ele representa a renovação interior realizada pelo Espírito Santo, que ocorre quando a pessoa se torna cristã. A pessoa recebe perdão de seus pecados mediante sua fé em Jesus e nasce de novo para uma vida caracterizada por fé, amor e esperança. Assim como Nicodemos, muitos ainda não sabem disso.
Visto que a glorificação é um processo eterno, que vai aumentando sempre em poder e glória, é impossível imaginar-se qualquer estagnação no desenvolvimento espiritual da alma que obteve a imagem de Cristo. Os regenerados passarão de um estagio a outro de gloria, por toda a eternidade (2Co 3.18). Assim sendo, os homens podem nascer de novo agora, como convertidos e santificados; mas isto é o começo da grande experiência do novo nascimento. (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 05 – Betel)



Fontes:
Bíblia de Estudos Dake
COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – João
Revista: JESUS CRISTO– Editora Betel - 3º Trimestre 2012 – Lição 04

terça-feira, 17 de julho de 2012

LIÇÃO 03 - O primeiro milagre de Jesus


Lição 03 - O primeiro milagre de Jesus
15 de Julho de 2012

Texto Áureo

“Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.”. Jo 2.11
11. Princípio a seus sinais. Esta declaração refuta os Evangelhos apócrifos que narram milagres da meninice de Jesus. A palavra milagre, (ERC) que João usa por toda parte, significa sinal, indicando que o ato tem o propósito de revelar o propósito por trás dele, jogando luz sobre a pessoa de Cristo ou sua obra. Glória, neste caso, é um termo que chama a atenção para o poder de Jesus de realizar uma transformação espiritual, conforme sugerida pela mudança da água em vinho (cons. 11:40). Seus discípulos creram nele. Contrastando com o mestre-sala, que se caracterizou pela ignorância (v. 9) e os servos, que sabiam do milagre (v. 9), os discípulos foram levados a crer. Só eles realmente lucraram com o sinal. 

Verdade Aplicada

O milagre da transformação da água em vinho tem como propósito mostrar a glória de um renovo espiritual.
O milagre da transformação acontece na vida daquele que está pronto a obedecer às palavras de Jesus.

Objetivos da Lição

      Mostrar como compartilhar sobre Jesus através das necessidades das pessoas próximas a nós;
      Revelar que os problemas são oportunidades para Jesus manifestar a sua glória na vida das pessoas;
      Apresentar alguns benefícios àqueles que ajudam as pessoas resolverem seus problemas através da fé em Jesus.

Textos de Referência

Jo 2.2        E foram também convidados Jesus e os seus discípulos para as bodas.
Jo 2.3        E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho.
Jo 2.4        Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.
Jo 2.7        Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima.
Jo 2.8        E disse-lhes: Tirai agora e levai ao mestre-sala. E levaram.
Jo 2.9        E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os empregados que tinham tirado a água), chamou o mestre-sala ao esposo.
Jo 2.10      E disse-lhe: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então, o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.

LEITURAS COMPLEMENTARES
  • Segunda feira: Jo 2.11
  • Terça feira:  Jo 2.23
  • Quarta feira: Jo 3.2
  • Quinta feira: Jo 6.2
  • Sexta feira:  Jo 7.31
  • Sábado: Jo 9.16

INTRODUÇÃO
Enquanto o capitulo I de João tem a preocupação de apresentar Jesus como Deus antes da história, o mesmo não acontece no capitulo II. Neste, o Mestre da vida é apresentado à humanidade por João como um ser social, humano, com expectativas bem semelhantes aos seus amigos. Todavia motivado em cumprir sua missão, começa a fazer sinais reveladores da era messiânica tão esperada. E, então, faz um primeiro milagre, realizado em uma festa de casamento em Caná da Galiléia.
Com este milagre Jesus iniciou seu ministério na Galiléia. O Evangelho de João é o único que registra este grande milagre de Jesus, nele encontramos a manifestação de Jesus como o “Verbo Divino”. Em Jesus todas as coisas têm um sentido espiritual e glorioso. João declara que, ao transformar a água em vinho, Jesus manifestou sua glória e seus discípulos creram nele. Não havia razão maior que esta para tão grande milagre. Oxalá cada um de nós, ao lermos sobre os milagres de Jesus na Bíblia possamos crer mais nele como Filho Unigênito de Deus. (1º Trimestre de 1997 - Milagres – Lição 01 – Betel)

1. O Primeiro sinal de Jesus
“E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não tem vinho.” (Jo 2.3). Ela assim o fez porque esperava que ele pudesse ajudar na situação. Numa cultura que honrava a hospitalidade, ficar sem vinho seria um desastre social, por isso Maria tentou fazer com que Jesus a ajudasse.
Em meio à alegria da festa surgiu um fato inesperado, faltou o vinho, elemento indispensável para a alegria dos convidados (Sl 104.15). Este fato simboliza a vida natural neste mundo, pois pouco dura a alegria da vida presente: “Vaidade de vaidades! É tudo vaidade” (Ec 1.2). Sem vinho a alegria para muitos por certo, acabara. Como resolver o problema de imediato? Ainda bem que Jesus tinha sido convidado para estar naquela festa. Ele resolve todos os problemas.

Maria informou a Jesus, um tanto angustiada, sobre a falta de vinho, esperando que ele tomasse as providencias no caso (Jo 2.3). Certamente Maria se lembrava das profecias a respeito de Jesus (Lc 1.31-35) e no seu coração desejava  que ele fizesse algo para mudar aquela situação desagradável que a família estava passando. (1º Trimestre de 1997 - Milagres – Lição 01 – Betel)

1.1. O simbolismo do vinho
Em meio à alegria da festa surgiu um fato inesperado, faltou vinho, elemento indispensável para a alegria dos convidados: “o vinho, que alegra o coração do homem, o azeite, que lhe dá brilho ao rosto, e o alimento, que lhe sustem as forças” (Sl 104.15). Este fato simboliza a vida natural neste mundo, pois pouco dura a alegria da vida presente: “vaidade de vaidade! É tudo vaidade” (Ec 1.2). Sem vinho a alegria para muitos, por certo, acabara. Como resolver o problema de imediato? Ainda bem que Jesus tinha sido convidado para estar naquela festa. Ele resolve todos os problemas. Maria informou a Jesus, um tanto angustiada, sobre a falta de vinho, esperando que ele tomasse as providencias no caso: “Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: eles não têm mais vinho” (Jo2.3). É importante, todavia, observar a resposta que Jesus deu a sua mãe, quando esta evocou sua condição de Filho do Altíssimo. A resposta não denotou desrespeito, antes demonstrou apenas que ele não estava mais sob as ordens de Maria: “Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada à minha hora” (Jo 2.4). Jesus deixou aqui bem claro que, dali em diante, ele estava iniciando seu ministério como Filho de Deus e não como filho de Maria. (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 03 – Betel)

1.2. A confiança de Maria
Como era costume da época (e ainda é em alguns povos orientais), recusar um convite para uma festa de casamento era considerada uma afronta. Jesus, seus discípulos e sua mãe foram convidados para um casamento em Caná, na Galiléia. Quando participavam da festa, Maria notou que o vinho acabara e comentou o fato com Jesus.
Conversaram um pouco e Maria disse aos serventes que fizessem tudo quanto Jesus lhes dissesse. Nas simples palavra de Maria, há alguma lição para nós? Sim.
Maria mostra plena confiança naquele que, embora fosse seu filho, era, acima de tudo, seu salvador. Ela sabia que Jesus era especial – o Filho de Deus, o seu Senhor!
Qual a posição que Jesus ocupa em nossa vida? Quando ele é colocado como Senhor, seguramente obedecemos a qualquer ordem sua e somos vitoriosos. É assim que tem sido em sua vida? Ou os conselhos do Senhor têm sido desprezados? Quando Jesus lhe pede algo, você está sempre pronto a fazer? (Adolescentes Dominical – Milagres de Jesus- Lição 5 – Transformação – Betel)

1.3. O milagre realizado
Jesus não fez o vinho surgir do nada. Ele determinou que os serventes enchessem as seis talhas de pedra com água. Da água ele fez o vinho pela transformação da substância (1 Jo 2.7-10). Ele usou uma substância para fazer outra. Pode-se ver aqui a simbolização da nossa regeneração.
Regenerar é fazer nascer de novo. Nós somos nascidos da água: “quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino doe Deus” ( Jo 5.5b). A Água da Vida é Jesus. Ao transformar a água em vinho, ele estava simbolizando a necessidade da água ser transformada em sangue, o elemento redentor. Era sua vida que precisava ser sacrificada. O Cordeiro de Deus derramou seu sangue para que fossemos regenerados. Ele nos doou a vida pelo seu sacrifício vicário: “E três são os que dão testemunho na terra: o Espírito, a água e o sangue; e estes três concordam” (1 Jo 5.8). “Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo. Ele não veio só pela água, mais pela água e pelo sangue" (1 Jo 5.6a). A transformação da aguua em vinho deixava claro que, mediante o poder de Cristo, o homem pode ser totalmente transformado. (4º Trimestre 1994 – Jesus Cristo – Lição 6)

2. A pedagogia do milagre
Quando o autor do Evangelho selecionou a narrativa desse milagre ele tinha em mente confirmar o que já escrevera anteriormente, “Vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai”, e que também veio manifestar graça e verdade. A presença e a glória de Jesus tinham como propósito alcançar o coração dos que ali estavam e enche-los de fé, principalmente o coração dos seus discípulos. Nós nos sentimos renovados em nossa fé quando vemos Jesus operar, pois ele sabe como conquistar os corações através do seu agir.

2.1. Ensinar pela atitude
Em todos os milagres e maravilhas operadas por Jesus, ele sempre usou o que temos: nossa fé, nosso pão e peixe, nossa fraqueza humana, nossas mãos e tudo aquilo que humildemente colocamos a sua disposição. Para realizar o grande milagre da transformação da água em vinho, Jesus viu que diante dele estavam postas seis talhas de pedras usadas no ritual de purificação dos judeus, pois naquela época se acreditava que a pedra purificava a água. Em cada talha cabiam dou ou três almudes (Jo 2.6). Cada almude corresponde a 36 litros. Nas seis talhas cabiam cerca de 612 litros de água. Este fato aumenta a magnitude do milagre, uma vez que toda esta quantidade de água foi transformada em vinho. (1º Trimestre de 1997 - Milagres – Lição 01 – Betel)

2.2. Ensinar pelo milagre
Chegou o momento tão esperado por Maria: “Disse-lhes Jesus: Enchei d’água essas talhas. E encheram-nas até em cima” (Jo 2.7). Isto tiraria toda a dúvida de que outro ingrediente pudesse ser misturado à água. A obediência dos serventes é notável (Jo 2.8). Foi muito trabalho, mas eles se tornaram cooperadores de Jesus naquele grande milagre. Da mesma maneira, devemos cooperar na Obra do Senhor, mesmo que para o milagre acontecer tenhamos que fazer um grande esforço humano.
Tudo que Jesus faz é excelente. Jesus veio para transformar o que era insípido, inodoro e incolor, que são as características da água, em algo de bom gosto, caro e que traz alegria, que é a nossa nova vida em Cristo. O que fez mudou a tristeza em alegria naquela festa. (1º Trimestre de 1997 - Milagres – Lição 01 – Betel)

2.3. Ensinar pela revelação especial
“E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as pu­rificações dos judeus (para lavarem-se cerimonialmente) e em cada uma cabiam dois ou três almudes (ou metretas, medida correspondente a 38 litros). Disse-lhes Jesus: Enchei d’água essas talhas. E encheram-nas totalmente.”

1. A realidade. As circunstâncias do milagre dissipam qualquer dúvida quanto à sua realidade: as talhas eram especificamente para água, não havendo a possibilidade de se sugerir a presença de sedimentos no fundo que empres­tassem o gosto de vinho à água; sua presença ali era nor­mal, e não premeditada, de acordo com o costume dos judeus de lavagem (Mt 15.2; Mc 7.2-4; Lc 11.38); a quan­tidade era enorme, muito mais do que se poderia ter trazido secretamente; as talhas estavam vazias, e os empregados sabiam que foi com água que passaram a enchê-las.

2. O mistério. O processo pelo qual a água foi transfor­mada em vinho era divino; nenhuma palavra foi escrita sobre o método da operação do milagre, nem sequer se menciona que o milagre foi operado; simplesmente nos é informado o que aconteceu antes e depois do milagre. Jesus não enun­ciou qualquer palavra de ordem, nem empregou qualquer meio: bastava o silencioso exercício da sua vontade para que a matéria se transformasse segundo o seu beneplácito. A operação do poder criador do Senhor Jesus foi feita mediante sua simples vontade íntima.

3. A metáfora do bom vinho
Quando o mestre de cerimônias provou a água transformada em vinho (ele não sabia o que havia acontecido, mas os empregados sabiam), ele disse ao noivo que todas as pessoas que conhecia começavam as comemorações com os vinhos melhores, e depois que os convidados bebiam bastante, serviria o inferior. Mas o mestre de cerimônias reclamou dizendo que eles haviam guardado o melhor para o final. Com esse milagre de transformação aprendemos metaforicamente que o bom vinho representa o Evangelho que dá salvação pelo sangue de Jesus (Mt 9.17)
A admiração. “E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho [não sabendo donde viera, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água], chamou o mestre-sala ao esposo, e disse-lhe: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho”. O mes­tre-sala, dirigindo o andamento da festa, não aludia a qual­quer excesso da parte das pessoas presentes naquela festa específica, porque Jesus não teria abençoado com sua pre­sença qualquer bebedice. Simplesmente faz alusão ao costu­me normal, mediante o qual os hóspedes, depois de uma su­ficiência de vinho superior, já não poderiam discernir a infe­rioridade do vinho oferecido no fim da festa.

3.1. A necessidade de uma renovação
“E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho.” O esgotamento do suprimento de vinho pode ter surgido por três razões: o número inesperado dos discípu­los de Cristo, o prolongamento da festa por sete dias, se­gundo o costume ou as dificuldades financeiras do noivo e da noiva.

1. A sugestão ansiosa. Maria, decerto, tem íntima cone­xão com a família que celebrava o casamento, como se percebe do seu conhecimento da falta de vinho e das or­dens que deu aos serventes. A falta de vinho em tal ocasião seria uma desonra para o hospedeiro e para o casamento que estava sendo festejado. Assim, Maria sussurrou, ansi­osamente, a informação: “Não têm vinho”. Lembrando-se das declarações proféticas feitas acerca da grandeza do seu Filho (Lc 1.30-35), ela acreditava ter ele poderes suficien­tes para suprir a necessidade e tirar o hospedeiro do emba­raço. Maria, vendo o seu Filho cercado pelos seus discípu­los, sente a esperança secreta que nutria em silêncio duran­te tantos anos irromper em ardor flamejante, e volta-se a ele, demonstrando uma bela fé em seu poder para ajudar, mesmo na pequena necessidade do momento. Será que ela já presenciara alguma manifestação do seu poder miraculoso? Leia o versículo 11.

2. A firme ressalva. “Disse-lhe Jesus: Mulher, que te­nho eu contigo? ainda não é chegada a minha hora”. Tal linguagem não dá a entender nenhuma falta de respeito porque a palavra “mulher”, equivalente a “senhora”, foi a mesma que Jesus dirigiu a ela nos momentos finais de sua vida terrestre: “Mulher, eis aí o teu filho” (Jo 19.26). Era um termo de respeito que se empregava até quando se di­rigia a uma rainha.

3.2. As necessidades levadas a Jesus
O mesmo Cristo que transformou a água em vinho vermelho e cintilante pode transformar as coisas da vida em bênçãos gloriosas. Ele pode transformar a água da alegria terrestre no vinho da bem-aventurança celestial. Ele pode transformar a água amarga da tristeza no vinho de alegria. Pode lançar mão de uma série de circunstâncias da vida que nos perturbam, trans­formando-as em brilhantes oportunidades.
Os deveres que cabem a nós, dia após dia, nos parecem cansativos e monótonos? Levemo-los a Jesus, e Ele os trans­figurará mediante a sua presença. Onde está Jesus, ali há alegria.

3.3. A virtude de ouvir
Quando Jesus mandou os serventes encherem as talhas d’água e levarem-nas até o mestre-sala para suprir a falta de vinho, estes teriam motivos justos para se recusar a fazê-lo, ou para exigir al­guma explicação ou garantia de que Jesus enfrentaria as consequências. Obedeceram assim mesmo, e sua fé obedi­ente fez com que se tornassem colaboradores de um mila­gre; ficaram sabendo que nenhuma ordem de Cristo é inú­til ou sem propósito.

Nós também temos que passar por experiências seme­lhantes para aprendermos a mesma lição. A Palavra de Deus ordena que façamos coisas aparentemente desarrazoadas e além das nossas possibilidades. Por exemplo, temos de ser santos, embora saibamos que assim como o leopardo não pode mudar suas manchas, não podemos, por nós mesmos, purificar a nossa alma. Quase temos vontade de dizer: Como pode a substância da natureza humana, que é como a água, ser transformada em vinho digno de ser derramado como oferta no altar de Deus?

Nosso papel é obedecer sem questionar ou exigir ex­plicações. Os servos tiraram a água, levaram-na ao mes­tre-sala, e o Senhor fez o resto. Assim como a vontade de Cristo permeou a água, até imbuí-la de novas qualidades, também é sua vontade permear a nossa alma, conformando-a ao seu propósito. “Fazei tudo quanto ele vos disser” - é este o segredo da operação de milagres. Faça-o, embora possa dar a impressão de estar gastan­do em vão as suas energias, ou vir ser objeto de escár­nio. Faça-o, embora você não tenha em si mesmo a ca­pacidade de realizar o seu propósito. Faça-o totalmen­te, como se fosse você o único obreiro, como se Deus não viesse suprir as suas faltas, de modo que qualquer falha da sua parte fosse fatal à obra. Não fique espe­rando que Deus o faça, porque é em você e através de você que Ele faz a sua obra entre os homens. Não podemos fazer a obra de Deus, e não é plano de Deus fazer a parte que destinou a nós.
Excelente lema para o cristão encontra-se nestas pala­vras: “Fazei tudo quanto ele vos disser!
               
CONCLUSÃO
Esse ato de Jesus, em Caná da Galiléia, foi o primeiro sinal, o primeiro vislumbre de sua Glória. E por isso os seus discípulos passaram a crer Nele num grau de fé bem maior. Os milagres de Jesus tiveram essa pedagogia eficiente, de ensinar aos seus discípulos a viver uma vida de maior vitalidade espiritual; de promoção da alegria; de pregação da esperança; e ainda, de promoção da esperança; e ainda, de promover aproximação cada vez maior da humanidade para Ele mesmo. Sua participação, na temporalidade da história humana, só ó nos mostrou o seu grande e incomparável amor por nós.
O primeiro sinal de Jesus é uma verdadeira demonstração de tudo o que ocorreria em seu ministério: ele ultrapassa as limitações da lei com a operação de sua graça ilimitada; alguns passam a crer nele enquanto a maioria não percebe o significado do milagre. Aos que crêem o Senhor concede vida em abundância, marcada pela alegria dos que provaram o vinho novo no reino de Deus. (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 03 – Betel)

Aprendemos aqui que não foi à intercessão de Maria que fez Jesus agir em favor daquela familia, mas sim que aquela foi a “hora de Deus” manifestar seu Filho ao mundo com sinais e maravilhas. Os serventes estavam atentos a Jesus, e nós também, se quisermos experimentar do seu poder, devemos estar atentos às suas ordens supremas para nossa vida espiritual. (1º Trimestre de 1997 - Milagres – Lição 01 – Betel)

Fontes:
Bíblia de Estudo Dake – Atos
(1º Trimestre de 1997 - Milagres – Lição 01 – Betel)
(2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 03 – Betel)
(Adolescentes Dominical – Milagres de Jesus- Lição 5 – Transformação – Betel)
Revista: JESUS CRISTO– Editora Betel - 3º Trimestre 2012 – Lição 03

Reflexão Espiritual

O que os textos originais falam sobre o inferno ?

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