sábado, 29 de setembro de 2018

O QUE SIGNIFICA O TERMO MINISTRO



Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus” (1ª Co 4.1- ARA).

O tema “Falsos Ministros”, que vou abordar, parece polêmico no meio cristão, mas veremos que não é como pensamos, quando usamos por base, corretamente, a Bíblia Sagrada e o uso correto da mesma. A motivação que o ministro precisa ensinar aos seus liderados é sempre a do amor que, por sua vez, liberta-os para a criatividade, para a ação benéfica; que os liberta do medo que sufoca, prende e aliena; que liberta do egoísmo e que permite que a obra de Deus seja realizada sem embaraço e na medida da plenitude do Espírito Santo, na vida de cada seguidor.

[....] O termo “ministros” é a tradução do grego hupêretas. Conforme o Dicionário VINE (2003, p. 791, CPAD), significa literalmente “remador” (da fileira de baixo) (formado de hupo, “debaixo de”, e eretes, “remador”). O termo veio a denotar “qualquer subordinado que age sob a direção de outrem”; em Lc 4.20, “ministro”, quer dizer o assistente à serviço da sinagoga; em At 13.5, é dito acerca de João Marcos “cooperador”; em At 26.16, “ministro”, é dito de Paulo como servo de Cristo no Evangelho. Era a tradução de hazzan ou chazen, um assistente da sinagoga cuja responsabilidade era abrir e fechar o prédio, cuidar dos livros usados no culto, e ajudar aos sacerdotes ou mestre em tudo quanto fosse necessário [cf. CHAMPLIM, 2001, p. 287, v. 4, HAGNOS].

O Dicionário Bíblico Wycliffe (2006, p.1287, CPAD), nos informa que “No AT, a palavra comum para ministro é mesharet. Este é um particípio do verbo Sharat. A expressão pode indicar aquele que assiste uma pessoa de alto escalão, assim como no caso de Josué e Moisés (Êx 24.13, Js 1.1), Elias e Eliseu (1º Rs 19.21). Nos escritos mais recentes este termo se referia aos oficiais reais (1º Rs 10.5; 2º Cr 22.8), e até mesmo aos anjos de Deus (Sl 104.4). Entretanto, o uso mais característico estava relacionado à ministração dos sacerdotes no Templo (Dt 10.8; 17.12; 21.5; Is 61.6; Ez 44.11; Jl 1.9, 13; Ed 8.17; Ne 10.36) ”.
 “Há uma diferença abismal entre as palavras “ministro” e “mestre”. “Mestre” vem de uma palavra da língua latina, magister, de onde procedem, ainda, “magistério”, “magistrado”, designando alguém que era procurado por ter “algo a mais (magis) ”. Era que tinha com que contribuir. “Ministro” vem de minister, procedente de minus, alguém que tem “algo de menos”, o servo, diácono, servidor, serviçal, auxiliar, ajudante.

“O termo diakonos, de onde vem diackonia, o mesmo que serviço, ministério. Essas palavras, no sentido original, estavam sempre voltadas para a ideia de serviço, de servir (Lc 10.40; 17.8; 22.27; At 6.2).

[....] A palavra “ministro”, atualmente, assumiu um outro sentido. Refere-se àquele que é líder na comunidade cristã. Diferencia do diácono propriamente dito, que, na prática é o obreiro que auxilia os dirigentes. Na realidade, nós obreiros do Senhor, devemos ter a mentalidade de diáconos, ou seja, de que não passamos de servos do Senhor a serviço de seus servos, de sua igreja. Neste sentido, nada justifica, para os obreiros do Senhor, sejam pastores, evangelistas, presbíteros, bispos ou diáconos, demonstrar altivez, orgulho, presunção ou jactância, no exercício do ministério (diakonia). Somos todos servos. Nada mais. Não importa o nosso encargo ministerial. Jesus deu o exemplo. Ele não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20.25-28) - [RENOVATO. P. 19].

“Em todas as situações a ideia é sempre a de alguém que “serve”. Em nossos dias, muitos ministros agem e vivem como alguém que foi chamado para “mandar”. Alguns esmurram púlpitos e mesas de reunião esbravejando: “aqui quem manda sou EU! ”.

Se acham donos da igreja e proprietário das ovelhas. Os tais consideram os seus cooperadores como empregados à sua inteira disposição, para atender todos os seus caprichos.

Outros são verdadeiros ditadores e opressores, prontos para cortar a qualquer momento a “cabeça” (e o salário) de quem não se submete às suas “ordens” e “determinações”. São verdadeiros “terroristas” da fé.

A tribuna das igrejas onde presidem manifestam através do luxo e da ostentação o seu espírito arrogante, prepotente e orgulhos. Seu “trono” é o grande destaque, sobressaindo-se aos demais assentos. São herdeiros de uma mentalidade imperialista.

Estes precisam aprender com o servo dos servos, o ministro dos ministros:

Suscitaram também entre si uma discussão sobre qual deles parecia ser o maior. Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve. Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve” (Lc 22.14-27).

“Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou. Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes” (Jo 13.13-17, ARA).

O segundo termo em destaque no versículo acima é “despenseiro”. Conforme VINE, idem, p. 800), traduzido do grego oikonómos, “denotava primariamente o “administrador de uma casa ou propriedade” (formado de oikos “casa”, e nemo, “arranjar, organizar”), “mordomo”, que normalmente era um escravo ou liberto (Lc 12.42; 16.1,3,8; 1 Co 4.2).

Rienecker e Rogers (1985, p. 293, VIDA NOVA) apontam os seguintes significados: “administrador, mordomo, dirigente de uma casa, frequentemente um escravo de confiança que era encarregado de todos os negócios do lar. A palavra enfatiza que a pessoa recebe uma grande responsabilidade, pela qual deve prestar contas”.

Moulton (2007, p. 296, CULTURA CRISTÃ), acrescenta as seguintes possibilidades: depositário (Gl 4.2); procurador público, tesoureiro (Rm 16.23); mordomo espiritual, aquele que é encarregado de uma comissão de servir o Evangelho (1 Co 4.1; Tt 1.7; 1 Pe 4.10) ”.

Mais uma vez a ideia de serviço é destacada. O mordomo não é o proprietário dos bens, dos serviços ou das pessoas que lhe são confiadas. Não é maior do que o seu Senhor. É alguém investido de autoridade, com base na soberania, graça e confiança de quem o chamou.

Como ministros, no sentido de oficiais da igreja, ser mordomo não é para quem quer, mas para quem Deus chama:

“Que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos, e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho, para o qual eu fui designado pregador, apóstolo e mestre” (2ª Tm 1.9-11 - ARA).

Ministério não se compra, não se vende e nem se troca. Não é um chamado para dominar ou tirar vantagens pessoais:

“Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda coo-participante da glória que há de ser revelada: pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória” (1ª Pe 5.1-4) - ARA).

[....] Os princípios aqui expostos, se aplicam também a todos que na Igreja do Senhor foram investidos de autoridade em cargos e funções de confiança. Chamados para servir.

Está chegando a hora da grande prestação de contas. É preciso estar preparado.
Aquele que precisa se converter, que se converta. O que precisa se arrepender, que se arrependa” [GERMANO disponível: http://www.estudosbiblicos.org/tag/licoes-biblicas/ - acesso dia 23/09/2009].

“Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja” (1ª Tm 3.1). A palavra grega “episkopes” designa uma supervisão pastoral. Paulo não fala de um episcopado monárquico, que se desenvolve mais tarde. E quem deseja este ministério “excelente obra deseja”. Mas, quais são estes ministérios de que Paulo está falando? Dos dons ministeriais dado por Cristo: “E Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para o desempenho do ministério, para edificação do corpo de Cristo. Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados por qualquer doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia induzem ao erro” (Ef 4.11-14).

No ensino doutrinário descrito pelo apóstolo Paulo, sobre os dons ministeriais, em harmonia e hierarquia, trazem grandes proveitos para casa de Deus e juntos contribuíram para edificação do corpo de Cristo. Os cincos ministérios são importantes para termos uma igreja bem edificada e para que deixemos de ser meninos inconstantes, levados por qualquer doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia induzem ao erro. “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a Cabeça, Cristo” (Ef 4.15).

Ministério não é profissão e nem carreira, ministério é dom de Deus. Os ministros são escolhidos por Deus para ministrar a boa obra em favor daqueles que irão herdar a salvação.

Todo membro do corpo de Cristo tem uma função a desempenhar para o bem conjunto. Toda a responsabilidade e poder são recebidos de Cristo, que concede os dons à igreja para seu aperfeiçoamento, o que resulta não só em crescimento em número, como também em varonilidade.

“O qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (Cl 1.28).

A responsabilidade do ministério perante aos homens: Anunciar a Cristo; Advertir contra o erro doutrinário e moral; ensinar toda a vontade de Deus (cf. Mt 28.20); Preparar todo o homem para ser apresentado perante Deus.

Pastores e mestres são dois aspectos de um só ministro e ambos têm a responsabilidade de trazer um ensino correto e perfeito para a igreja cristã. Se fôssemos ensinar matemática ou português tudo bem, mas é algo sério, a Palavra do próprio Criador. Nós não estamos, portanto, tratando de um mero ensino humano.

Se cada um membro tem uma função diferente no corpo de Cristo, cabe ao mestre, com ensinamento, sua vocação, fidelidade e humildade, esmiuçar a Palavra e trazer para os nossos corações segundo a vontade de Deus. Paulo, ao escrever para a igreja em Éfeso, diz: “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados. Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor” (Ef 4.1).

O ensinador deve ter vocação e ensinar com humildade, mansidão e amor, sem mudar o sentido da Palavra e sem tirar proveito próprio, deve ter idoneidade no ensino. O Senhor Deus deixou Sua Palavra como bússola, para mostrar o caminho certo. Ignorá-la nos leva a um caminho de morte.

Para a igreja de Éfeso Paulo declara: “do qual fui constituído ministro conforme o dom da graça de Deus a mim concedida segundo a força operante do seu poder” (Ef 3.7).

Ministros, segundo a Palavra de Deus, são aqueles que são escolhidos para ser embaixadores de Cristo, mediadores entre Deus e o povo, pois são ofícios daqueles que ministram as Boas Novas de salvação ao mundo sem Deus. Porém, os falsos ministros são aqueles que o Diabo usa para corromper o sentido da Palavra de Deus, para seu próprio benefício. Em nosso mundo existem “ministros” que acrescentam, outros tiram e mudam algo na Bíblia Sagrada para não contrariar as suas opiniões, como se a religião fosse algo banal, profissional e sem importância.

O verdadeiro líder deve conhecer e refutar as heresias e aberrações através da Santa Palavra, por isso, o Senhor Jesus e os apóstolos deixaram-nos ensinos de advertência e ensinamento para a igreja não ser enganada, o qual iremos trazer detalhadamente para os nossos leitores.

Pr. Elias Ribas

FONTE DE PESQUISA

1. BÍBLIA PENTECOSTAL. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida - Edição 1995, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
2. BÍBLIA SHEDD. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil – 2ª Edição, Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri - SP.
3. BÍBLIA DE ESTUDO PLENITUDE. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida 1995. Sociedade Bíblica do Brasil. Barueri - SP.
4. CLAUDIONOR CORRÊA DE ANDRADE. Dicionário Teológico. 8ª Edição. Editora CPAD. Rio de janeiro - RJ.
5. Dicionário VINE 2003, p. 791, CPAD. Rio de janeiro - RJ.
O Dicionário Bíblico Wycliffe 2006, p.1287, CPAD. Rio de janeiro - RJ.
5. ELIENAI CABRAL. Lições Bíblicas - 1º trimestres de 1997. Editora CPAD - Rio de Janeiro, RJ.
6. ELINALDO RENOVATO. A Defesa de um ministério Frutífero. Lições Bíblicas 3º Trimestre. Editora CPAD - Rio de Janeiro, RJ. 
7. FRANCISCO DA SILVEIRA BUENO, Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, 11 ª Edição, FAE, Rio de Janeiro RJ.
8. GERMANO disponível: http://www.estudosbiblicos.org/tag/licoes-biblicas/ acesso dia 23/09/2009
14. RAIMUNDO OLIVEIRA, Lições Bíblicas, 1º Trimestre de 1986, Ed. CPAD, Rio de Janeiro, RJ.
15. Rienecker e Rogers [1985, p. 293, VIDA NOVA].
15. S.E. Mc NAIR, A Bíblia explicada, 4ª edição, 1985, CPAD, Rio de Janeiro RJ.


sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Lição 12 - A Volta do Exílio e a Preservação do Povo de Israel


16 de setembro de 2018 

TEXTO ÁUREO

"Por um pequeno momento, te deixei, mas com grandes misericórdias te recolherei". (Isaías 54.7).

O povo de Deus no Exílio não deve recear que seu infortúnio continue para sempre, pois o castigo divino logo daria lugar ao livramento. Deus teria compaixão do seu povo estéril e restauraria os seus a lugar de favor, na sua própria terra. (Bíblia de estudo Pentecostal, CPAD, 1995, p.1055)

 

VERDADE APLICADA

O retorno do cativeiro e a preservação de Israel são provas da soberania de Deus sobre a vida do Seu povo. 

      

OBJETIVOS DA LIÇÃO

1 - Explicar que Deus permitiu o cativeiro, mas restaurou o Seu povo;

2 - Mostrar que o ressurgimento de Israel foi uma intervenção divina na história dos judeus;

3 - Ensinar que Deus é fiel para cumprir as Suas promessas na vida do Seu povo.

 

TEXTO REFERÊNCIA

 2 Crônicas 36.22,23 

22 - Porém, no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias), despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo:

23 - Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O senhor Deus do céu, me deu todos os reinos da terra e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá; quem há entre vós, de todo o seu povo, o Senhor, seu Deus, seja com ele, e suba.

 Isaías 45.4 

4 - Por amor de meu servo Jacó, e de Israel, meu eleito, eu a ti chamei pelo teu nome; pus-te o teu sobrenome, ainda que não me conhecesses.

 

Hinos sugeridos.

36, 125, 187

 

INTRODUÇÃO

Após setenta anos de cativeiro, Deus usou de misericórdia para com o Seu povo e restaurou a sorte da nação. Com uma liderança forte e o auxílio dos profetas, os judeus que retornaram deram início à reconstrução do Templo e da cidade de Jerusalém.

Jeremias predisse o exílio babilônico, mas também previu um dia em que Deus restauraria os exilados. Deus traria de volta os exilados de Judá e Israel, reunificando a nação. Aparentemente, eles viriam de todas as partes e de todas as nações. Formariam uma grande multidão, incluindo até aqueles que normalmente seriam incapazes de viajar, como os cegos, os coxos e as mulheres grávidas prestes a dar à luz (31.7,8). Esta grandiosa libertação seria como um ‘segundo êxodo’, que empalideceria a primeira libertação do Egito”. (LAHAYE, T. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. RJ: CPAD, 2008, p.190)

 

1. A Reconstrução do Templo.

Cento e cinquenta anos antes da restauração, Isaías profetizou que o Senhor faria com que Ciro castigasse as nações e libertasse o Seu povo (Is 44.24; 45.4). O fundador do império persa é chamado por Deus de pastor e ungido de Jeová. Mais à frente, Ciro emite um decreto permitindo o regresso dos judeus para sua pátria (Ed 1).

O edito persa foi cumprimento da profecia de Jeremias de que o povo ficaria setenta anos exilado na Babilônia (Jr 29.10). Em todos esses eventos, vemos a mão de deus sobre a vida do seu povo, cuidando de cada detalhe, como diz a sua Palavra: “anunciando o fim antes do início” (Is 46.10). Deus usou a Babilônia para ensinar ao seu povo algumas verdades espirituais, principalmente a fidelidade ao verdadeiro Deus. Ao cumprir o seu propósito, usa os persas para acabar com o império babilônico; evento que aconteceu aproximadamente em 539 a.C. (Dn 5). Vale ressaltar que as obrigações de Esdras para com os hebreus que voltaram do exilio incluíam diversas tarefas, como: 1) reinstituir o devido culto do templo, reconstruído em aproximadamente 517 a.C. 2) escrever e compilar 1 e 2 Crônicas, Esdras e Neemias e o Salmo 119; 3) presidir a grande sinagoga, que determinou e organizou o cânon hebraico das Escrituras; 4) instituir sinagogas locais em Judá para o estudo da Torá, semelhantes àquelas fundadas na Babilônia.

Deus dá o escape. Com a ascensão do império medo-persa no ano 536 a.C, o rei Ciro, instigado por Deus, permite que um grupo de judeus retorne a Jerusalém, a fim de reconstruir os muros da cidade e reerguer o Santo Templo (Dn 8.3; Ed 1.1). O Senhor sempre dá um escape aos seus servos, quando estes o honram e lhe obedecem à Palavra. Observemos que Ciro era um rei gentio. Isso nos mostra que Deus, para cumprir o seu propósito, usa a quem Ele quer e como quer. (Lições CPAD Jovens e Adultos » 2011 » 4º Trimestre).

 

1.1. Quem era Esdras?

Esdras era filho de Seraías (Ed 7.1), o sumo sacerdote assassinado por Nabucodonosor em 568 a.C., durante a terceira leva de pessoas para Babilônia e a destruição de Jerusalém (2Rs 25.18,21). Portanto, era descendente da nobre família de Arão, o primeiro sumo sacerdote de Israel. Esdras era um escriba muito bem instruído e competente. Ele foi encarregado pelo rei Artaxerxes de ensinar os estatutos da lei mosaica ao povo de Israel (Ed 7.12-28). Esdras atuou em Judá de forma decidida contra o pecado dos casamentos mistos que estavam sendo praticados pelo povo, até mesmo pela liderança.

2 - E Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei perante a congregação, assim de homens como de mulheres e de todos os entendidos para ouvirem, no primeiro dia do sétimo mês.

3 - E leu nela, diante da praça, que está diante da Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens, e mulheres, e entendidos; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da Lei.

5 - E Esdras abriu o livro perante os olhos de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.

6 - E Esdras louvou o SENHOR, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém! Amém! -, levantando as mãos; e inclinaram-se e adoraram o SENHOR, com o rosto em terra. (Ne 8.2,3,5,6.)

O papel de Esdras foi fundamental para dar ao povo novos rumos, ou seja, voltar-se novamente para Deus. Esdras, um sacerdote e escriba conhecedor e praticante da Lei de Deus, assume um compromisso com o ensino das Sagradas Escrituras (Ne 8.2). Já instruídos na Palavra de Deus, o povo pôs-se a chorar; a Palavra de Deus produziu um grande efeito e era irresistível; o avivamento havia chegado. Entretanto, o que era choro, converteu-se em júbilo (Ne 8.12).

Professor comente que o avivamento deve começar pelo ensino da palavra de Deus, todos os avivamentos consistentes que conhecemos foram fundamentados na palavra de Deus.

 

1.2. O Retorno para Reconstruir o Templo.

1 - No ano segundo do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do SENHOR, pelo ministério do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Sealtiel, príncipe de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, dizendo:

2 - Assim fala o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a Casa do SENHOR deve ser edificada.

Beneficiados pelo edito de Ciro, alguns judeus voltaram para Judá, com o intuito de reconstruir o Templo e, consequentemente, adorar a Deus. As Escrituras nos mostram três grupos de exilados que retornaram do cativeiro para Judá. O primeiro grupo, composto por aproximadamente cinquenta mil pessoas, retornou para Judá em 536 a.C., sob a liderança de Zorobabel (Ed 2.2). O segundo grupo, com aproximadamente mil e oitocentos homens, além das mulheres, filhas e servos, retornou em 457 a.C., liderado por Esdras; e o terceiro em 444 a.C., liderado por Neemias para a reconstrução dos muros (Ed 7.1,6; Ne 2.5-8).

Os chefes das tribos de Judá e de Benjamim dirigiram-se imediatamente a Jerusalém com os sacerdotes e levitas. Os que não quiseram deixar os seus bens ficaram na Babilônia. Chegaram depois os nobres, aos quais o rei havia escrito e contribuíram com ouro e prata. Alguns deram animais, como cavalos.

Zorobabel. A profecia de Ageu foi dirigida “a Zorobabel, filho de Sealtiel, príncipe de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote” (v.1). Sob a sua liderança e a do sacerdote Josué, ou Jesua, filho de Jozadaque, os remanescentes judeus retornaram da Babilônia para Jerusalém (Ed 2.2; Ne 7.6,7; 12.1). A promessa divina dirigida a Zorobabel é messiânica (2.21-23), sendo que a própria linhagem messiânica passa por ele (Mt 1.12; Lc 3.27). Dessa forma, Jesus é o “Filho de Davi”, mas também de Zorobabel. (Lições CPAD Jovens e Adultos » 2012 » 4º Trimestre)

 

1.3. A Obra de Reconstrução é Iniciada.

Os judeus lançaram os alicerces do Templo e trabalharam com ardor para reconstruí-lo (Ed 3.8). A alegria era tanta que tudo isto foi feito com som de trombetas e o povo louvando, adorando e rendendo graças ao Senhor (Ed 3.10-11). Os povos vizinhos começaram a desencorajar os judeus e a intimidá-los, objetivando parar a reconstrução (Ed 4.5). Sem êxito, pediram aos governadores e aos que tinham o encargo da direção dessa obra que ordenassem aos israelitas cessar os trabalhos e suspender a reconstrução da cidade. Esta proibição de reconstrução durou nove anos e só reiniciou no segundo ano do reinado de Dario (Ed 4.21-24).

Muitas vezes na obra de Deus acontece do mesmo jeito. Quando estamos fazendo o que deus aprova, o levante do inferno é grande, vem setas de todos os lados, mas maior é o que esta conosco do que o que esta no mundo. Conforme escrito em Isaias 54.17: “Toda ferramenta preparada contra ti não prosperará; e toda língua que se levantar contra ti em juízo, tu a condenarás. Esta é a herança dos servos do Senhor, e sias justiça que vem de mim, diz o Senhor”.

Com louvor e ações de graças, cantaram responsivamente ao Senhor: "Ele é bom; seu amor a Israel dura para sempre". E todo o povo louvou ao Senhor em alta voz, pois haviam sido lançados os alicerces do templo do Senhor. (Esdras 3:11).

 

2. A Reconstrução dos Muros.

A reconstrução dos muros começou com a chegada de Neemias em Jerusalém, por volta do ano 444 a.C., que durou apenas cinquenta e dois dias (Ne 6.15), depois de estarem em ruínas desde a destruição da cidade, cerca de 587 a.C.

 

2.1. Aprendendo com Neemias.

Indubitavelmente, Neemias é um grande exemplo de liderança. Fazer uma reconstrução em tão pouco tempo exige coragem e determinação. Um grande líder precisa estar atento à história do seu povo. Quando Neemias ficou sabendo do estado caótico em que os seus irmãos se encontravam, ele chorou, jejuou e orou. Durante a obra, Neemias distribuiu o trabalho e delegou funções ao povo (Ne 2.17-18). Primeiro, ele convocou uma assembleia, explicou o propósito e animou o povo a colaborar com ele na construção dos muros. Destaca-se ainda na vida de Neemias a sua perseverança, pois, diante da perseguição e calúnia, ele não desanimou, mas continuou firme em sua missão (Ne 2.19-20).

Neemias foi um líder enérgico e corajoso. Ele se destacou não somente pela generosidade e dedicação na causa de Deus, mas também por seu penetrante discernimento acerca do caráter dos homens. Realizou uma tarefa difícil, enfrentando a oposição externa e os problemas internos da sociedade. Ele soube vencer tudo com firmeza e sabedoria, não se desviando do caminho que deveria seguir.

Quem era Neemias. Seu nome significa “Deus consola”. Ele era filho de Hacalias e o seu irmão chamava-se Hanani (Ne 1.1; 7.2). Na corte persa, exerceu a função de copeiro do rei Artaxerxes I. Como se vê, Deus usa as pessoas segundo o seu querer e de acordo com a sua vontade.

Chamado por Deus. Catorze anos depois da expedição de Esdras a Jerusalém, em 444 a.C, Neemias recebe urgentes e preocupantes notícias de Jerusalém. Apesar de o Santo Templo já estar funcionando conforme as leis levíticas, a cidade encontrava-se ainda abandonada (Ed 6.14-16; Ne 1.1.2). Ele, então, sente o chamado de Deus para deixar o conforto palaciano e viajar para Israel, a fim de reconstruir os muros da Cidade Santa que se achavam fendidos “e as suas portas, queimadas a fogo” (Ne 1.3).

Aqui, temos uma grande lição. Templo sem muros é igreja sem doutrina. E as portas queimadas representam o liberalismo que, infelizmente, predomina em muitas igrejas, facilitando a entrada de costumes mundanos entre os santos. Não é o que ocorre em nossos dias? Que jamais venhamos abandonar os padrões bíblicos de santidade, conduta e ética. (Lições CPAD Jovens e Adultos » 2011 » 4º Trimestre)

 

2.2. Vencendo os Opositores da Obra.

Assim como na reconstrução do templo, na qual Zorobabel enfrentou uma oposição a ponto de a obra ficar embargada por nove anos, Neemias enfrentou oposição externa e interna. Externamente, ele enfrentou Sambalate e seus amigos, que ao verem que os judeus estavam determinados a reedificar os muros, fizeram de tudo para detê-los. Sambalate iniciou uma guerra psicológica contra Neemias e os construtores do muro, mas ele não cedeu e nem protestou; apenas permaneceu firme (Ne 6.3). Havia também um perigo interno, pois o povo, reagindo à ameaça da guerra e à fadiga natural que os trabalhos produziam, começou a desanimar. No entanto, a fé e a coragem de Neemias inspiraram todo o povo (Ne 4.14, 19-23).

Muitos se queixaram de cansaço e alegavam que, dentre os escombros que haviam permanecido naquele lugar durante cento e quarenta anos, era difícil trabalhar nas pedras que antes haviam feito parte do muro (Ne 4.2,10). Os opositores planejavam atacar e matar os que estavam envolvidos na obra (Ne 4.11). Então Neemias colocou as pessoas em posições estratégicas para defender os lugares fracos; a ameaça do ataque não se materializou. Na obra de Deus não é diferente, diante das oposições que querem travar e parar o avanço da obra, precisamos ter discernimento e tomar a atitude certa para que venhamos a permanecer coesos, pois juntos somos mais fortes.

Sambalate, Tobias e Gesém foram três instrumentos usados por Satanás para desestabilizar Neemias e impedir que a obra se realizasse. Os artifícios usados foram: a zombaria, a calúnia e o desprezo (Ne 4.1-16). Por fim, vendo que a obra avançava, tentaram ceifar a vida de Neemias em uma emboscada (Ne 6.1-15). O que mais nos deixa intrigado é a reação de Neemias. Ele orava e não discutia. Ele trabalhava e ignorava a oposição. Neemias sabia que era inútil discutir porque sabia que a ideia da reconstrução vinha da parte de Deus.

Sem dúvida, a nossa natureza humana sente um desejo natural de responder com agressão aos ataques inimigos que julgam, intimidam, denigrem e prejudicam a realização de nossos projetos. Porém, sabemos que essa não é a atitude correta. Então, o que podemos fazer? Como devemos nos portar diante de tais circunstâncias? Em vez de se deixar enredar em uma competição de insultos, Neemias foi buscar apoio em Deus (Sl 44.5, 6; Ne 4.4, 5). (Lições BETEL Jovens e Adultos » 2015 » 4º Trimestre)

 

2.3. A restauração do Muro é Concluída.

Diante de tantas intempéries, o muro foi concluído em cinquenta e dois dias (Ne 6.15-19), deixando os adversários envergonhados. Eles reconheceram que Deus havia operado em favor dos judeus. Neemias 12.27-42 descreve a dedicação dos muros, onde os levitas estavam presentes, com dois grandes coros e instrumentos musicais. Eles saíram em dois cortejos; um liderado por Esdras e outro por Neemias. Depois de muitos anos mergulhado em opressão, Israel estava renascendo e jubilando de alegria na presença do Eterno.

Neemias não veio apenas para reedificar muros, mas também promover reformas econômicas e sociais. No tempo de privação o povo tinha hipotecado suas terras e bens imóveis para obter dinheiro para comprar alimentos. Neemias aboliu os juros sobre empréstimo entre compatriotas e exigiu a restituição das propriedades e pôs os registros civis em dia (Ne 7.5). Foi renovado o conhecimento da Lei, sob a direção do escriba Esdras, que a leu e interpretou (Ne 8.2); os casamentos mistos com os povos da terra foram proibidos (Ne 10.30), a quebra do sábado foi condenada (Ne 10.31) e foi estabelecida a administração regular dos dízimos (Ne 12.44).

“A reconstrução dos muros de Jerusalém

Os muros de Jerusalém, em montões de escombros, representam o estado desesperador do mundo que está à nossa volta; os que atrapalham a edificação, e suas maldades, nos dão uma fraca ideia dos inimigos com os quais temos que contender enquanto executamos a obra de Deus. Cada um deve começar por sua própria casa, por ajudar o progresso da obra de Deus em nossa alma é o melhor que podemos fazer em favor do bem da Noiva de Cristo. Que o Senhor assim estimule o coração do povo, para que deixe de lado as suas pequenas disputas e despreze os seus interesses mundanos, para dedicar-se à construção dos muros de Jerusalém e à defesa da causa da verdade e santidade, contra os assaltos dos inimigos declarados” (HENRY, M. Comentário Bíblico. 1.ed., RJ: CPAD, 2002, p.352).

 

3. A Sobrevivência dos Judeus.

A profecia de Ezequiel 37, quando o povo ainda estava no cativeiro, mostra que a restauração de Israel seria uma realidade. O Senhor Deus desejava restaurar a nação a partir de um mover sobrenatural.


3.1. O Período dos Macabeus.

No período Inter bíblico, de aproximadamente 400 anos, num dado momento emergiu-se a Revolta Macabéia, deflagrada em 167 a.C., resultando e um período de independência que perdurou até 63 a.C. A vitória dos macabeus acabou com a influência dos selêucidas na Palestina e deu ao estado judaico virtual autonomia até o advento dos romanos. Com a obtenção da independência do estado judaico, as condições econômicas melhoraram; a justiça era devidamente administrada por tribunais e a vida religiosa experimentou um importante despertamento. Neste curto espaço de independência, Deus usou um meio de garantir a sobrevivência da fé judaica e a não aceitação da religião pagã dos gregos. Durante este tempo, os judeus criaram uma consciência de orgulho nacional e uma forte perspectiva de um Messias que lhes trouxessem para sempre a libertação de seus inimigos.

Este período foi marcado pela paz e as colheitas eram abundantes. Ficam algumas lições sobre as vitorias milagrosas, vejamos: 1) A história é importante e provê um meio para Deus mostrar o Seu poder e a Sua gloria; 2) A providência divina salva o Seu povo; 3) O poder de Deus não depende de números, pois Ele faz o improvável acontecer; 4) deus usa instrumentos especiais e alguns deles se tranam heróis da fé; 5) A vitória está nas mãos de Deus.

Este período pode ser estudado através de registros históricos existentes sobre o tema, uma dica é a bíblia católica que possui os livros de I Macabeu e II Macabeu e não fazem parte do Cânon, todavia são livros historicamente interessantes para se ler, principalmente os professores da EBD. Dica: https://www.bibliacatolica.com.br.

 

3.2. O Holocausto.

Um dos piores momentos da história de Israel foi quando Adolf Hitler empreendeu uma perseguição em massa ao povo judeu. Através de uma perseguição antissemita, difundida e levada a cabo pelos alemães, milhões de judeus viveram e morreram de maneira desumana. Este trágico acontecimento ficou conhecido como Holocausto, no qual seis milhões de judeus, por determinação de Adolf Hitler, foram brutalmente assassinados durante a Segunda Guerra Mundial. Muitos centros de concentração eram mantidos pelos nazistas para manter, explorar e matar judeus.

As perseguições começaram com as Leis de Nuremberg para excluir os judeus da sociedade civil; depois separavam os judeus de suas famílias e os enviavam aos centros de concentração, onde eram explorados e morriam de exaustão ou de alguma doença; os mais famosos foram Sobibór e Auschwitz. Muitas atrocidades ocorreram nesta época e houve quase que um extermínio da raça semita.

A dispersão pelo mundo. Em virtude da desobediência e da idolatria do povo, Deus disse que tiraria a nação israelita da sua terra e a espalharia pelo mundo (Dt 28.63,64; Mt 23.37). Isso aconteceu várias vezes na história, quando foram levados cativos pelos assírios (cf. 2Rs 17.6), babilônios (cf. 2Rs 25.21) e pelos gregos (para Alexandria no século III a.C). Entretanto, a maior dispersão, chamada diáspora judaica, ocorreu em 70 d.C, quando os romanos invadiram Jerusalém e destruíram o templo. Com isso, milhares de israelitas foram dispersos pelo mundo (Lc 21.24), vivendo exilados de sua pátria. Já no Século XX, Adolf Hitler também empreendeu uma perversa perseguição contra os judeus, culminando no Holocausto, o genocídio de cerca de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Nenhum outro povo sofreu tantos ataques quanto Israel, mas Jeová sempre os protegeu com sua forte mão, pois Ele é o seu guarda e Redentor (Sl 121.4; Is 41.14).

 

3.3. A Independência Nacional e o Reconhecimento Mundial.

Podemos perceber na história da nação de Israel, em diversas ocasiões, a proteção, o cuidado e os propósitos de Deus para com o Seu povo. Em vários momentos cruéis, a nação quase foi exterminada, mas a mão do Eterno Deus sempre esteve amparando o Seu povo. Depois de tanta perseguição, opressão e cativeiro, a nação de Israel agora vive um dos seus momentos de glória, que é a sua independência reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 14 de maio de 1948.

A profecia de Ezequias 37 não é tão fácil de ser interpretada, mas, mas sabemos que o texto tem a aplicação primária, secundária e pode ter também uma aplicação profética. Sabemos, pelo contexto, que aponta para a restauração da nação, podendo ser aplicado nos momentos pós-exílios e, também, em uma questão escatológica. Contextualmente, era uma mensagem de esperança para todo o povo abatido, cuja capital Jerusalém tinha sido completamente destruída, ficando em cinzas e ruínas.

Situação atual. Nos dias atuais, o Estado de Israel é uma nação próspera e a única referência democrática do Oriente Médio, que respeita os direitos humanos, inclusive das mulheres, e permite aos cidadãos de todas as crenças praticarem sua religião, livre e publicamente. Ainda assim, vive ameaçado pelos palestinos. Hoje, os cristãos devem orar pela paz na região e interceder pela nação de Israel, pois eles são o relógio escatológico de Deus referente ao mundo, principalmente acerca da Grande Tribulação (Ap 16.12-21). Esse evento escatológico será terrível e indescritível para o povo de Israel. Ele estará mobilizado para a grande batalha do Armagedom. Os reis da terra, isto é, os governantes do mundo todo estarão reunidos com seus exércitos e armas destrutivas para o maior combate já registrado na história mundial; será no clímax dessa batalha que Jesus, o Messias, anteriormente rejeitado pelos israelitas, virá e destruirá os inimigos do seu povo, e implantará o seu reino milenial (Ap 19.11-21). (Lições CPAD Jovens » 2015 » 2º Trimestre).


CONCLUSÃO

Deus sempre tratou com zelo o Seu povo. Apesar de quase ter sido exterminado da face da terra, o que vemos é um povo forte se consolidando cada vez mais como nação. A história dos judeus mostra um Deus soberano, que cuidou de cada detalhe na preservação do Seu povo.

 

Bibliografia

[1] Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal - CPAD – ARC

Bíblia de estudo pentecostal, Almeida revista e corrigida, Rio de Janeiro, CPAD

Bíblia do Culto - Editora Betel

Revista EBD Betel Dominical Professor – 3º trimestre 2018, ano 28, número 108 - Editora Betel

PAE - Plano de Aula Expositiva - Auxílio EBD - 

http://editorabetel.com.br/auxilio/beteldominical/


1. O que o decreto de Ciro permitiu?
R: O regresso dos judeus para sua pátria (Ed 1)
2. Quanto tempo durou a reconstrução dos muros?
R: Cinquenta e dois dias (Ne 6.15)
3. Durante a obra, o que Neemias fez?
R: Distribuiu o trabalho e delegou funções ao povo (Ne 2.17-18).
4. O que Neemias 12.27-42 descreve?
R: A dedicação dos muros (Nm 12.27-42).
5.  O que mostra a profecia de Ezequiel 37?
R: Que a restauração de Israel seria uma realidade (Ez 37).

Reflexão Espiritual

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