terça-feira, 29 de janeiro de 2013

“Liderança em tempo de reformas”


LIÇÃO 05 – 03 de Fevereiro DE 2013


Texto Áureo

“Então, lhes respondi e disse: O Deus dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém”. Ne 2.20

Que exemplo de confiança em Deus! Neemias, em sua res­posta, revelou fé, mas também demonstrou ser homem equilibrado e possuidor de grande senso de humildade. Ele não disse aos ad­versários que usaria sua capacidade administrativa ou técnica para vencê-los.
Ele usou a fé em primeiro lugar ao dizer: "O Deus dos céus é o que nos fará prosperar". O verdadeiro líder cristão, antes de confiar em si, em sua competência ministerial, confia em Deus. Ele deu a primazia ao "Deus dos céus". A Palavra de Deus nos declara: "Con­fia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento" (Pv 3.5). (Livro de Neemias - Integridade e Coragem em Tempos de Crise - Elinaldo Renovato)

Verdade Aplicada

A obra de Deus precisa de líde­res capazes, que tenham cora­gem e que não se acomodem ao caos, mas empreendam refor­mas para um novo recomeço.

Objetivos da Lição

      Refletir sobre a importância de se fazer reformas sempre que necessário;
      Entender que num ambiente de reformas sempre haverá ideias contrárias e/ou antagônicas;
      Mostrar que Deus sempre precisa de líderes que possam efetuar reformas.

Textos de Referência

Ne 2.16      E não souberam os magistrados aonde eu fui nem o que eu fazia; porque ainda até então nem aos judeus, nem aos nobres, nem aos magistrados, nem aos mais que faziam a obra tinha declarado coisa alguma.
Ne 2.17      Então, lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada e que as suas portas têm sido queimadas; vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém e não estejamos mais em opróbrio.
Ne 6.3        E enviei-lhes mensa­geiros a dizer: Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?

INTRODUÇÃO
A situação social e religiosa, que precedeu à reconstrução de Jerusalém, sob a liderança de Esdras, Zorobabel e Neemias, foi a de completo abandono. Com a expatriação das classes sociais mais influentes para a Babilônia em três etapas, a condição das terras de Judá e principalmente de Jerusalém foi à de desamparo e de extrema pobreza. Os que retornaram agora juntos com os nativos precisavam de uma liderança reformadora, o que coube a Zorobabel, Esdras e Neemias.

1. A reconstrução do templo
Com tantos inimigos que habitavam na terra de Judá e especificamente em Jerusalém, a primeira vista parece estranho que a prioridade dos judeus fosse à reconstrução do templo e não o sistema de defesa. Porém, para que um povo seja forte, precisa, sobretudo ser unido, e um dos elementos mais agregadores de indivíduos é a religião. Por isso a primeira coisa que fizeram sob a liderança de Zorobabel e demais levitas foi à restauração do culto a Jeová. Não há dúvida que foram muito sábios, agora vejamos como procederam:

1.1. A construção de um altar (Ed 3.1-3)
a) Construído o altar; observada a festa dos tabernáculos (Ed 3.1-7)
É possível que, durante o exílio, se realizassem ocasionalmente sacrifícios no local do templo. Veja-se, por exemplo, Jr 41.5. Agora, porém, o objetivo era reinstaurar a ordem de sacrifícios divinamente prescrita.
O sétimo mês (1), isto é, do ano de 537 a.C..  Como está escrito (2); ver Nm 29.1-6.  Porque o terror estava sobre eles (3); estavam convencidos de que, colocando Deus em primeiro lugar, seriam libertos das ameaças dos inimigos que os cercavam.
Ed-3.4
A festa dos tabernáculos (4); ver Lv 23.33-36; compare-se com Ne 8.14-17. Esdras 5.53 relaciona a última frase do versículo 5 com o versículo seguinte: "Todos os que haviam feito um voto a Deus começaram a oferecer-lhe sacrifícios a partir da lua nova do sétimo mês", isto é, agora que o altar havia sido levantado, o povo já podia pagar quaisquer promessas que tivesse feito, como, por exemplo, para uma viagem segura até Jerusalém.  Segundo a concessão (7); está mencionada no decreto mais pormenorizado em Ed 6.4. (O novo Comentário da Bíblia - FRANCIS DAVIDSON)

A. O Altar e os Alicerces. 3:1-13. Logo depois de chegar à Terra Prometida, os judeus providenciaram para que os holocaustos pudessem ser oferecidos. Na primavera seguinte colocaram os alicerces do segundo Templo, com grande cerimônia e emoções mistas.
1. Em chegando o sétimo mês. Foi no primeiro dia do mês (v. 6), na Festa das Trombetas (Nm. 29:1-6), uma sombra da final reunião de Israel. Considerando que tenha havido uma delonga de dois anos na partida da Babilônia depois do decreto de Ciro, isto teria acontecido em 25 de Setembro de 536 A.C. O lançamento dos alicerces do templo, na primavera seguinte, oficializada assim o término do septuagésimo ano de cativeiro predito por Jeremias, cativeiro esse que se estendeu de 605 a 535 A.C. (Jr. 25:1-12).
3. Estavam sob o terror dos povos de outras terras. Portanto, estavam inteiramente cônscios da necessidade que tinham da proteção de Deus. Compare como paganismo de II Reis 17:24-34. Que seus temores não eram exagerados pode ser visto nos capítulos seguintes de Esdras. (Comentário Bíblico Moody – Esdras)

1.2. Os alicerces do templo e a oposição
Postos os alicerces do templo (Ed 3.8-13)
Começaram Zorobabel... (8-9). O texto hebraico aqui não é absolutamente claro, mas parece que os ex-exilados confiaram aos levitas em geral a responsabilidade da construção (8), e que quatro famílias de levitas-Jesua, Cadmiel, Hodavias e Henadad-se encarregaram de levar a tarefa a bom termo.
Conforme a instituição de Davi (10). Ver 1Cr 16.4-5; 1Cr 25.1que mencionam vários instrumentos de música, como címbalos, saltérios e alaúdes. Quanto às trombetas, ver Nm 10.8. E cantavam a revezes (11), o que parece indicar que cantavam dois coros respondendo um ao outro. Ver Sl 136.1e a profecia de Jr 33.11. Choraram (12), ou de alegria ou pelo fato de o novo templo ser tão pequeno (ver Ag 2.3). (O novo Comentário da Bíblia - FRANCIS DAVIDSON)

3.8 A CASA DO SENHOR. A maior prioridade dos israelitas ao voltarem a Jerusalém, foi reconstruir o templo e assim restaurar a adoração contínua ao Senhor. Os anos que passaram no cativeiro os ensinara que Deus não os protegeria, nem ajudaria, a menos que o colocassem em primeiro lugar nas suas vidas. Da mesma forma, não podemos esperar ajuda ou bênção do Senhor, se nossa vida e nossa vontade não estiverem de acordo com o seu Reino e sua santa causa (ver Mt 6.33 nota).
3.11 CANTAVAM... LOUVANDO E CELEBRANDO AO SENHOR. Os fiéis cantaram hinos de louvor a Deus quando viram lançados os alicerces do templo, pois esse ato representava a resposta de Deus às suas orações, bem como a bondade de Deus, para com eles. O louvor, segundo a Bíblia, exalta a Deus e sua obra, e é um elemento de adoração, do qual todos devem participar. (Bíblia de Estudos Pentecostal – Esdras)

Oposição à Obra. 4:1-24. Tão logo os alicerces foram lançados começaram os problemas para os judeus. Primeiro veio a tentação de comprometer seu testemunho. Quando conseguiram resistir a isto com efeito, começou uma oposição ativa e continuou intermitente desde os dias de Ciro até os dias de Artaxerxes.
3. Nós mesmos, sozinhos, a edificaremos. Isto é, o povo de Jeová em oposição às "gentes da terra" (v. 4). Zorobabel viu claramente a impossibilidade de aceitar pagão sem base de igualdade com os verdadeiros judeus na construção do Templo de Jeová. Esses samaritanos revelaram seu verdadeiro caráter quando, depois de rejeições posteriores, edificaram seu próprio templo no Monte Gerizim (Jo. 4:20-22). (Comentário Bíblico Moody – Esdras)

1.3. A conclusão do templo
1.1 VEIO A PALAVRA DO SENHOR, PELO... PROFETA AGEU. Ciro, rei da Pérsia, havia permitido que 50.000 judeus exilados voltassem a Jerusalém sob a liderança do governador Zorobabel e do sumo sacerdote Josué (ver Ed 1.2-4; 2.64, 65; 3.2; 5.1). Durante o segundo ano de seu retorno (536-535 a.C), foram lançados os alicerces do templo (ver Ed 3.8-10). A oposição dos samaritanos, porém, fez cessar a obra (ver Ed 4.1-5,24). Consequentemente, os judeus tornaram-se espiritualmente apáticos. Passar-se-iam dezesseis anos até que retomassem a construção da Casa do Senhor. Deus, então, envia-lhes os profetas Ageu e Zacarias para encorajá-los a recomeçar a obra (ver a introdução do livro de Ageu).
1.4 CASAS ESTUCADAS. Os judeus que haviam voltado do cativeiro, estavam tão ocupados com os próprios interesses, que passaram a negligenciar a construção da Casa de Deus. Suas casas achavam-se revestidas de madeira de cedro, ao passo que o templo permanecia em ruínas. Ageu, então, mostra-lhes que a obra de Deus tem de ter toda a primazia. Da mesma forma, o reino de Deus e os interesses da causa do Mestre devem ser a suprema prioridade em nossa vida (Mt 6.33). Note como o Senhor Jesus era zeloso pela casa e obra de Deus (Jo 2.17; 4.34; 6.38; 9.4). O que estabelecemos como prioridade, indica o amor que devotamos ao nosso Senhor. (Bíblia de Estudos Pentecostal – Ageu)

Ed 5 O Trabalho Retomado. 5:1-5. Após quinze anos de estagnação, a obra do templo foi recomeçada sob o ímpeto da poderosa pregação de Ageu e Zacarias. Nem mesmo as ameaças de Tatenai puderam impedir o trabalho.
1. Os profetas Ageu e Zacarias. O nome do pai de Ageu foi omitido aqui, como também no seu livro. O avô de Zacarias era Ido, sendo Baraquias seu pai (Zc. 1:1). O ministério de Ageu começou em 29 de agosto de 520 A.C. (Ag. 1:1), mas Zacarias não começou o seu ministério antes de outubro-novembro.
2. Começaram a edificar a casa de Deus. A obra do templo foi retomada apenas três semanas após a pregação de Ageu! Isto foi em 20 de Setembro de 520 A.C. (Ag. 1: 14, 15). Zorobabelfoi muito elogiado no livro de Ageu e em Zacarias 4,enquanto Jesus foi honrosamente mencionado em Zacarias 3 e 6. (Comentário Bíblico Moody – Esdras)

2. A reconstrução dos muros
Neemias era copeiro do rei Artaxerxes quando recebeu o relatório da situação de Jerusalém, interiormente se sentiu em pedaços, movendo-se de íntima compaixão pelos judeus que estavam na terra de Judá e por Jerusalém. Neemias intercede pelo povo, consegue autorização e dirige-se para Jerusalém, a fim de iniciar o seu trabalho de reformas. Ao chegar lá, prudentemente faz um levantamento pessoal da situação para poder dar início. O interesse e a generosidade de Neemias mostram que não devemos ser apáticos a obra de Deus e ao sofrimento alheio, precisamos nos arriscar, envolver-nos e assemelharmo-nos como Filho de Deus.

2.1. Neemias motiva (2.11-20)
2.12 NÃO DECLAREI A NINGUÉM O QUE O MEU DEUS ME PÔS NO CORAÇÃO PARA FAZER. Embora Neemias tivesse chegado como governador, com plena autoridade do Império Persa, não fez nada durante três dias e nem contou a ninguém os planos que Deus lhe confiara. Sem dúvida, ele estava esperando em Deus, ao invés de precipitar-se, confiando na sua própria capacidade (ver Is 40.29-31). Passou, então, a fazer uma inspeção cautelosa e cuidadosa nos danos causados nos muros pelos samaritanos (ver Esdras 4.23,24 notas) e, por certo, calcular as despesas (Lc 14.28-30). É muito importante observar que, em vez de criticar os judeus pelos seus problemas e tristezas, ele queria ver esses problemas como eles os viam. Daí, ele nada falar, enquanto não compreendesse a situação segundo a sua perspectiva, sentindo o que eles sentiam.
2.19 ZOMBARAM DE NÓS. Os fiéis de Deus constantemente enfrentam o escárnio e a zombaria, pelo fato de, a cada dia, procurarem viver uma vida de retidão entre os que não conhecem a Deus. O mundo continuamente despreza os padrões morais do cristão e zomba da sua dedicação a Cristo. Nossa confiança e nossa resposta devem ser as mesmas de Neemias o Deus dos céus nos ajudará e por fim vindicará os justos (v. 20; ver Ap 2.7, nota; 21.1-7 notas).
2.20 DEUS... NOS FARÁ PROSPERAR. Em todas as questões relacionadas com o reino de Deus, o sucesso começa com Ele. Neemias começou a reedificar os muros da cidade porque sabia que era essa a vontade de Deus; por isso, estava plenamente confiante que Deus lhe faria vitorioso nessa obra. Em toda a obra de Deus, é da sua vontade que os fiéis sejam cooperadores com Ele (cf. Fp 2.12,13). O cap. 4 revela três fatores de sucesso que implicam esforço da nossa parte: (1) "o coração do povo se inclinava a trabalhar" (4.6); (2) o povo trabalhava em atitude de oração e vigilância (4.9); e (3) o povo demonstrava coragem, determinação e fé ante a oposição do inimigo (4.14). Quando o muro de Jerusalém foi terminado em cinquenta e dois dias, até mesmo os inimigos dos judeus tiveram de reconhecer que essa obra fora concluída com a ajuda de Deus (6.15,16). Deus sempre cumpre a sua parte quando os fiéis cumprem a sua, com fé perseverante. (Bíblia de Estudos Pentecostal – Neemias)

18. E lhes declarei... as palavras que o rei me falara. Que ponto culminante para o seu discurso! Ninguém em Israel poderia negar a providência direta de Deus na alteração do decreto de Esdras 4:23 por Artaxerxes. O efeito foi imediato e sério: E fortaleceram as mãos para a boa obra. Era 19 de agosto de 444 A.C., pois o muro foi terminado cinquenta e dois dias mais tarde, em 21 de setembro (Ne. 6:15).
19. Gesém, o arábio. (Cons. 6:1, 2, 6). Provavelmente o governador de Dedã (Olmstead, op. cit., págs. 295, 316), ou o chefe de alguma tribo árabe que vida ao sul de Jerusalém (cons. 4:7). Zombaram de nós... Quereis rebelar-vos contra o mi? Cons. 4:1. Com sarcasmo interrogaram os judeus se pretendiam construir um muro suficientemente poderoso para resistir ao exército persa, contra o qual obviamente estavam se rebelando! (Cons. 6: 6).
20. O Deus dos céus é quem nos dará bom êxito... vós, todavia, não tendes parte... em Jerusalém. Por sua impressionante gravidade, a resposta de Neemias se compara com a de Zorobabel (Esdras 4:3). Só por meio de tal vigilância sem compromisso, a teocracia poderia ser perpetuada. (COMENTARIO BIBLICOS MOODY – NEEMIAS)

2.2. Neemias zela pela consecução (Ne 4)
Neemias 4
B. A Oposição dos Inimigos. 4:1-23. Quando Sambalá e seus afiados descobriram que o ridículo não bastava para interromper a obra, conspiraram ativamente contra os trabalhadores de Neemias. Muitos dos judeus ficaram desanimados e outros temeram por seus lares e famílias.
Mas Neemias estabeleceu uma guarda continua de modo que o trabalho pôde prosseguir sem delongas.
2. Permitir-se-lhes-á isso? Sacrificarão? Em outras palavras: "Com o material e mão de obra completamente inadequados, será que eles realmente acham que poderão terminar este projeto? E para que serve oferecer sacrifícios? Deus não pode ajudá-los de qualquer maneira" (cons. Is. 36:7, 15). Nascerão, acaso... as pedras que foram queimadas? Pedras calcárias são amolecidas pelo fogo e perdem a sua durabilidade (Keil, The Books of Ezra, Nehemiah and Esther, in loc. ). (COMENTARIO BIBLICOS MOODY – NEEMIAS)

4.1 SAMBALATE... ESCARNECEU DOS JUDEUS. Os inimigos do pequeno remanescente dos judeus opunham-se à reconstrução dos muros de Jerusalém. Neemias e o povo foram alvos de zombaria (vv. 1-6), de ameaça de uso da força (vv. 7-9), de desânimo (v. 10) e o medo (vv. 11-14). Este capítulo revela como se pode vencer a oposição à obra de Deus. (1) A zombaria foi vencida pela oração e determinação (vv. 4-6). (2) A ameaça da força foi vencida pela oração e apropriadas medidas de segurança (vv. 7-9; ver Mc 14.38; Ef 6.18). (3) O desânimo e o medo foram vencidos pela fé dos dirigentes piedosos, pelo seu incentivo e seus preparativos para resistirem ao inimigo (vv. 12-18; ver Ef 6.11 nota).
4.4 CAIA O SEU OPRÓBRIO SOBRE A SUA CABEÇA. A oração de Neemias contra o inimigo era impelida por sua fé em Deus e por seu amor à obra de Deus e ao seu povo (cf. Jr 18.23; Ap 6.10). É sempre certo orar para que Deus combata seus inimigos ou converta os corações daqueles que tentam destruir a sua obra ou prejudicar os seus filhos.
4.20 O NOSSO DEUS PELEJARÁ POR NÓS. Quando empreendemos a obra de Deus com verdadeira fé e humildade, com o alvo de glorificar a Deus e estender o seu reino, usando as armas do Espírito (ver 2 Co 10.4 nota), podemos ter a certeza de que não importa quantas sejam as dificuldades, Deus pelejará por nós. (Bíblia de Estudos Pentecostal – Neemias)

2.3. Celebrando a reconstrução (Ne 12.27-43)
Dedicação dos Muros e Organização do Serviço no Templo. 12:27-47.
Para a dedicação dos muros da cidade, os levitas, especialmente os cantores, foram trazidos das aldeias vizinhas. Duas grandes procissões movimentaram-se do extremo sudoeste do muro, rodeando a cidade, uma dirigida por Esdras e outra seguida por Neemias. Encontrando-se no templo, ofereceram sacrifícios e alegraram-se grandemente. O serviço do templo foi então organizado e seus obreiros foram fielmente sustentados.
27. Agora a história retoma o assunto de 11:2, embora não se dê a data exata dos acontecimentos que vão ser registrados. As diversas indicações de tempo podem até levar alguém a colocar a dedicação uns dezessete ou mais anos após o término dos muros! (cons. 13:4 com 13:1; e 13:10, 11 com 12:28-30). Procuraram os levitas de todos os seus lugares. De acordo com 11:18, só 284 levitas realmente moravam em Jerusalém nesse tempo.
28, 29. Membros dos três grupos levíticos de cantores (11:17; 12:25a) receberam menção especial por causa da importância da música nesta grande ocasião (v. 27b). As aldeias de Netofate. Cerca de 24kms a sudoeste de Jerusalém (I Cr. 9: 16). 30. Purificaram-se os sacerdotes e os levitas. Com o oferecimento do sangue dos sacrifícios (II Cr. 29).
31-37. Falando novamente na primeira pessoa, Neemias fala dos dou grandes coros que ele reuniu no extremo sudoeste do muro da cidade (presumivelmente na Porta do Vale) com o propósito de rodear a cidade e dar publicamente graças a Deus nesse dia de dedicação. O primeiro grupo era conduzido por Esdras e muda-se para o leste e então para o norte. Para ambos os grupos a ordem do desfile parece que consistiu primeiro dos cantores levitas "que dava graças" (v. 31), seguidos pelos príncipes (vs. 32, 33), os sacerdotescom trombetas (v. 35; cons. 41) e finalmente os levitas com instrumentos de cordas (v. 36).
38-43 .O segundo grupo dirigia-se para o norte e então para o leste até a área do templo, seguido de Neemias. As diversas portas seguem a mesma ordem apresentada no capítulo 3, com exceção da Porta de Efraim e da Porta da Guarda, que não foram mencionadas naquele capítulo (possivelmente porque não foram anteriormente destruídas e não precisaram ser reconstruídas). Contudo, em 3:25 menciona-se "o pátio do cárcere", provavelmente na extremidade sudeste da área do templo. Os dois grupos parece que se encontraram na praça diante da Porta das Águas (v. 37; cons. 8:1) e dali entraram no templo para oferecerem seus sacrifícios. (v. 43). Com referência à tremenda alegria desta ocasião, cons. II Cr. 20:27; Ed. 3:13; 6:22. (COMENTARIO BIBLICOS MOODY – NEEMIAS)

3. As reformas ético-morais
Embora as reformas de natureza religiosa e de estruturação da defesa tivessem sido levadas a efeito, ainda precisavam continuar na sua diversificação para o bem estar daquela sociedade. Isto é, eles precisavam vivenciar o conjunto de regras e deveres para com o seus semelhantes que já estavam prescritas na Lei de Moisés. Logo os reformadores perceberam que precisavam combater duas frentes destrutivas, os inimigos externos que eram os samaritanos com os demais povos misturados, e os internos, que eram os próprios judeus que começaram a explorar a seus irmãos.

3.1. O bom exemplo de Neemias (Ne 5.13-21)
Ne-5.14 Normalmente, o povo seria sujeito a um imposto para pagamento do ordenado do governador, mas Neemias pagara ele próprio as despesas de sua casa e de si próprio (14). O fato de ele ser, segundo tudo indica, um homem rico mostra o sacrifício pessoal que fizera ao ir para Jerusalém, onde a vida era difícil. No versículo 15, leia-se: "pão e vinho a quarenta siclos", isto é, fornecimentos para sua casa até à importância de 14 dólares por dia.  Terra nenhuma compramos (16); Neemias não se dedicava à especulação.  Dentre as gentes (17), talvez judeus que queriam fixar-se permanentemente em Jerusalém e que não haviam ainda arranjado alojamentos. (Livro de Neemias - Integridade e Coragem em Tempos de Crise - Elinaldo Renovato)

14. Nem eu nem meus irmãos comemos o pão devido ao governador. Exatamente antes do término de seu primeiro período administrativo de governador da Judéia (cons. 13:6), Neemias fez lembrar que por doze anos (444-432 A.C.), por causa da pobreza que prevalecia (v. 18), nem ele nem os da sua casa exigiram os salários a que tinham direito de receber do povo. Embora rico, o governador sacrificara muito em favor de Israel.
15. Mas os primeiros governadores . . . oprimiram o povo. Esses foram provavelmente persas que não temiam a Deus (cons. 15c).
Podemos ter a certeza de que ele não estava se referindo a Zorobabel Quarenta siclos de prata. "Isto (como os juros do v. 11) provavelmente se refere ao mês. Os primeiros governadores recebiam o sustento de 480 siclos por ano de salário. Os 480 siclos seriam apenas US$ 360 em prata; mas isto devia representar um grande salário oficial segundo os valores daquele tempo"(Howard Crosby, Lange's Commentary on the Holy Scriptures, in loc.).
16. Terra nenhuma compramos. Neemias cooperou com a obra dos muros e não impôs hipotecas sobre terras por meio de empréstimo de dinheiro ou sementes (v. 10).
17. Neemias recebia à mesa, regularmente, 150 convivas, além daqueles judeus que retomavam das nações ao redor e que não encontravam lugar para viver na cidade. Tudo isso saia do seu próprio bolso. A rainha Jezabel recebia 400 profetas de Asera "em sua mesa", isto é, ela os sustentava (I Reis 18:19) (COMENTARIO BIBLICOS MOODY – NEEMIAS)

3.2. Medidas contra a exploração do próximo (Ne 5.1-12)
Na área do dinheiro. Não obstante ter administrado recursos financeiros e patrimoniais na reconstrução dos muros de Jerusa­lém, não usou indevidamente das contribuições. Não foi deso­nesto, nem desviou recursos destinados à obra do Senhor para proveito pessoal. Quando percebeu os desmandos cometidos por administradores da obra, Neemias protestou: "Disse mais: Não é bom o que fazeis: Porventura, não devíeis andar no temor do nosso Deus, por causa do opróbrio dos gentios, os nossos inimigos? Também eu, meus irmãos e meus moços, a juro, lhes temos dado dinheiro e trigo. Deixemos este ganho. Restituí-lhes hoje, vos peço, as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas, como também o centésimo do dinheiro, do trigo, do mosto e do azeite, que vós exigis deles. Então, disseram: Restituir-lho-emos e nada procuraremos deles; faremos assim como dizes. Então, chamei os sacerdotes e os fiz jurar que fariam con­forme esta palavra" (Ne 5.9-12).
Silva acentua o caráter de Neemias como um líder exemplar: "Neemias não deixou que nenhuma tentação material, como a de fazer investimentos em terrenos, que lhe poderiam render boas rendas e dividendos, o desviasse de sua meta que era a tarefa de reconstruir o muro. Para isso Deus o houvera chamado e por isso ele teria que responder diante de Deus". (Livro de Neemias - Integridade e Coragem em Tempos de Crise - Elinaldo Renovato)

Reformas de Neemias como Governador. 5:1-19.Este capítulo parentético descreve como Neemias conseguiu acabar com a prática da usura, que resultara em extrema pobreza e até mesmo escravidão para muitos judeus. Durante seus doze primeiros anos de governador, ele foi um exemplo de desprendimento e generosidade para com seus companheiros judeus.
1. Foi grande, porém, o clamor do povo. E possível que isto acontecesse durante os cinquenta e dois dias da construção do muro, por causa da interrupção do comércio normal; mas a convocação de uma grande assembleia (v. 7) e as palavras do versículo 14 sugere um período posterior, apesar da posição do capítulo.
2-5. Porque havia os que diriam. Esta frase divide os que se queixavam em três categorias: 1) famílias grandes sem propriedades; 2) famílias com propriedades, que se encontravam em vias de hipotecá-las; e 3) aqueles que estavam tomando dinheiro emprestado para pagamento de impostos com penhora de suas colheitas, sem possibilidade de pagamento, sendo forçados a venderem seus filhos como escravos.
Quanto às leis de empréstimos, penhora e escravos hebreus devido à dívidas (que deviam ser libertados após seis anos, ou no ano do jubileu), veja Êx. 21:2-11; Lv. 25:10-17, 39-55; Dt. 15:7-18.
7. Sois usurários, cada um para com seu irmão. "O empréstimo de dinheiro, etc., com cobrança de juros não é coisa que a Bíblia considere errada por si mesma (Dt. 23:19, 20; Mt. 25:27), mas era proibida entre os israelitas (Êx. 22:25), uma vez que o dinheiro era emprestado para alívio de situações angustiantes, não para comércio" (J. Stafford Wright, New Bible Commentary). (COMENTARIO BIBLICOS MOODY – NEEMIAS)

3.3. Medidas contra o casamento misto (Ne 13.23-29)
Casamentos proibidos. Quando Deus tirou Israel do Egito, or­denou que ao chegarem à terra de Canaã não se misturassem com os povos estranhos por meio de casamentos mistos (Dt 7.1-4). No livro de Números vemos a determinação de Deus no caso específico das filhas de Zelofeade: "Esta é a palavra que o Senhor mandou acerca das filhas de Zelofeade, dizendo: Sejam por mulheres a quem bem parecer aos seus olhos, contanto que se casem na família da tribo de seu pai" (Nm 36.6).
Observemos que não só era proibido o casamento com pes­soas de povos estranhos, mas também entre pessoas de tribos diferentes. E tudo isso por questões de herança. Cada tribo tinha o seu quinhão. Se alguém se casasse com pessoas de uma outra tribo, parte da herança iria para outro grupo por conta do matri­mônio.
A proibição do casamento misto não fora revogada nem explí­cita nem tacitamente. Mas no tempo de Neemias, após a restauração dos muros e do próprio culto a Deus, novamente ele constatou que o povo desobedecera ao Senhor nesse aspecto. "Vi também, naqueles dias, judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas" (Ne 13.23).
Na dispensado da graça não há proibição de caráter racial ou nacional no que concerne ao casamento. Diz Paulo: "Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus" (G1 3.28). Mas há proi­bição para o envolvimento sentimental, emocional ou físico entre salvos em Cristo e pessoas descrentes. "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concór­dia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?" (2 Co 6.14,15). (Livro de Neemias - Integridade e Coragem em Tempos de Crise - Elinaldo Renovato)

23-27. Viajando até as fronteiras da província de Judá, Neemias descobriu judeus que há muito tinham se casado com mulheres das nações vizinhas, especialmente com asdoditas (uma cidade na Filístia), amonitas e moabitas. Isto, apesar das reformas que foram iniciadas por Esdras cerca de trinta anos antes, e apesar de decisões mais recentes de 10:30 e 13:1-3. Os filhos dessas uniões nem sabiam falar o hebraico puro. Neemias, reagindo à situação com o zelo que lhe era característico, discutiu com eles, chegando até a espancá-los (Dt. 25:2), arrancando-lhes os cabelos (Is. 50:6) e fê-los jurar por Deus que não se casariam mais com estrangeiros. À luz de Ed. 10:19, provavelmente também insistiu que tais alianças não santificadas fossem dissolvidas. Embora aparentemente rudes tais medidas eram absolutamente necessárias conforme a história veio comprovar. O triste caso de Salomão (cons. Ne. 12:45) pode ser aplicado a esta altura. Embora fosse único entre os reis (II Cr. 1:12; I Reis 3:12) e amado de Deus (II Sm. 12:24), esposas estrangeiras comprovaram-se ser o motivo de sua queda (I Reis 11:1-8),
28, 29. Um dos filhos de Joiada... era genro de Sambalá. Sabemos de 12:22, 23 que Joanã era o filho mais velho de Joiada e o pai de Jadua. Joanã aparece nos papiros elefantinos como sumo sacerdote em 408 A.C. Portanto, aquele que se casou com a filha de Sambalá deve ter sido um irmão mais moço de Joanã, Este fato é importante, porque mostra que Joanã tinha, nesta ocasião, idade suficiente para ter filhos, dos quais Jadua era o mais velho, Veja observação sobre 12:22. Pelo que o afugentei de mim... pois contaminaram o sacerdócio. Este pecado mereceu menção especial, pois foi cometido contra os maiores privilégios. Casando-se com a filha de um estrangeiro, este filho do sumo sacerdote Joiada, descaradamente, desafiou a aliança de santidade de Deus com o sacerdócio araônico(Lv. 21:6-8, 14, 15), e assim mereceu amplamente o banimento da nação. Josefo (Antiq. 7, 8) fala de um certo Manassés, irmão do sumo sacerdote Jadua, nos dias de Alexandre, o Grande, que se casou com a filha de Sambalá. Quando as autoridades judias o excluíram do sacerdócio, Sambalá instalou-lhe um novo templo e um novo culto no Monte Gerizim, na Samaria. É verdade que tal templo rival foi mais tarde instalado (cons. Jo. 4:20), mas Josefo confundiu os fatos tentando ligar esse acontecimento com o episódio registrado em Ne. 13:28. (COMENTARIO BIBLICOS MOODY – NEEMIAS)

O escândalo dos casamentos mistos (Ne 13.23-31)
Ainda haviam passado uns escassos vinte e cinco anos sobre as reformas de Esdras no setor matrimonial e já o mal dos casamentos mistos eclodia novamente.  Asdoditas (23), habitantes de uma cidade dos filisteus.  Falavam meio asdodita (24), isto é, uma forma corrupta que era meio asdodita e meio hebraico. Nada se diz aqui acerca do dialeto amonita e moabita, e alguns omitem a referência a Amom e Moabe no versículo 23.  Os fiz jurar por Deus (25); é de supor que jurassem repudiar as suas mulheres estrangeiras, embora tal não seja expressamente declarado. Menos do que isso só dificilmente satisfaria o irascível Neemias.  O afugentei de mim (28), isto é, porque se recusou a repudiar a sua mulher estrangeira. Josefo (Antiguidades Ne 11.7-8) conta que, cerca de 335 A.C., um certo Manassés, irmão do sumo-sacerdote, casara com uma filha de Sambalá e fora expulso de Jerusalém. Então Sambalá construíra-lhe um templo no monte Gerizim, que se transformou no centro do culto samaritano. Supõe-se geralmente que Josefo confundiu datas e nomes e que, ou a data está certa, mas ele se engana acerca de Sambalá (que morrera havia muito), ou estava certa a menção de Manassés e Sambalá havendo, porém, um erro de data de aproximadamente um século em excesso. A maior parte dos eruditos aceita a primeira hipótese, embora um (Lofthouse) supunha que houvesse dois Sambalás e que se verificou duas vezes um incidente semelhante, sendo o templo rival construído na segunda ocasião. (O novo Comentário da Bíblia - FRANCIS DAVIDSON)

CONCLUSÃO
Apesar dos grandes desafios, esse foi um tempo de prosperidade e de alegria para os judeus. Retornaram para as suas terras, reconstruíram o templo, os muros, a cidade, retomaram o comercio, etc. Todavia, não teriam conseguido sem líderes capazes como Esdras, Zorobabel, Neemias e vários outros reformadores. Realizar a obra de Deus é se mover, empreender reformas, é ter coragem para um recomeço na vontade d’Ele. Se assim é, mexa-se e faça a sua parte!





Fontes:
Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel,
Revista: VIDA CRISTÃ VITORIOSA – Editora Betel - 1º Trimestre 2013 – Lição 05.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

“João Batista, um homem resignado”


LIÇÃO 04 – 27 DE JANEIRO DE 2013

Texto Áureo

“Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista; mas aquele que é o menor no Reino dos céus é maior do que ele”. Mt 11.11

11. Consequentemente nenhum ser humano é maior do que João. Aqui Jesus destrói qualquer suspeita de desentendimento entre ele e João.
Mas o menor no reino dos céus é maior do que ele. Nesta declaração parece que João fica de fora do reino. Por isso o reino dos céus deve ser encarado como o reino messiânico anunciado por ambos, João e Jesus (3:2; 4:17). João, cujo ministério era o da preparação, estava agora prisioneiro e logo morreria. Mas aqueles que atenderam à proclamação e estavam agora dentro do círculo dos seguidores de Jesus constituíram o núcleo do Seu reino. Receberam novas verdades e privilégios, e depois da rejeição nacional de Jesus, seriam batizados em um novo corpo espiritual, a Igreja (uma parte do reino messiânico, Cl. 1:13; Ap. 20:6). João era o amigo do Esposo, mas os discípulos eram a Esposa (Jo. 3:29). Quando Jesus proferiu essas palavras (antes do Pentecostes, Atos 2), reino dos céus foi o termo mais inteligível que poderia ter usado. (Comentário Bíblico Moody – Mateus)

Verdade Aplicada

João Batista é um gigante da fé que se resignou para preparar o caminho daquele que viria depois dele.

Objetivos da Lição

      Mostrar o ambiente familiar em que João se desenvolveu, e a importância de reproduzir­mos tal ambiente;
      Revelar que Deus, antes de escolher João, escolheu e pre­parou uma família piedosa para o seu pleno desenvolvimento;
      Relembrar que não há evan­gelho e desempenho ministe­rial verdadeiro sem resignação.

Textos de Referência

Mt 11.10    porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo, que preparará diante de ti o teu ca­minho.
Mt 11.11    Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista; mas aquele que é o menor no Reino dos céus é maior do que ele.
Mt 11.12    E, desde os dias de João Batista até agora, se faz violência ao Reino dos céus, e pela força se apoderam dele.
Mt 11.13    Porque todos os profe­tas e a lei profetizaram até João.

INTRODUÇÃO
João era de origem simples, como veremos a seguir, porém, de uma grandeza admirável. Apesar de ter hábito alimentar e vestuário heterodoxos dos seus contemporâneos, ele conseguia ser uma poderosa fonte de influência para eles, no que tangia a esperança do reino messiânico. É tanto, que as suas raízes, sua missão e sua autoresignação fizeram dele uma estrela de primeira grandeza no cenário bíblico de sua época.

1. As raízes de João
João, o batizador, ocupa nas páginas do Novo Testamento um papel muito relevante, o de iniciar a transição de uma aliança antiga para outra nova proposta por Deus em Jesus Cristo. João veio trabalhar em favor do cumprimento cabal das profecias soteriológicas, anunciando o mistério de Deus oculto de todos os séculos, de maneira que teve a honra de ser o pioneiro da própria pregação do arrependimento. Entretanto, para que pudesse por mãos à obra teve de esperar quase trinta anos, vejamos como isso começou.

1.1. Nascido em um lar piedoso (Lc 1.5-7)
Um sacerdote fiel (vv. 5-7). Zacarias (Jeová se lembrou) e Isabel (Deus é meu juramento) era um casal piedoso. Ambos pertenciam à linhagem sacerdotal. Os sacerdotes eram divididos em 24 turnos (1Cr 24), e cada sacerdote servia no templo duas semanas por ano. Apesar da iniquidade a seu redor, Zacarias e Isabel obedeciam à Palavra de Deus fielmente e eram irrepreensíveis, sua única tristeza era não terem filhos.
Pediam sempre a Deus que lhes concedesse uma família. Nem imaginavam que Deus responderia a suas orações e lhes daria não um sacerdote, mas um profeta! Seu filho não seria um simples profeta, pois proclamaria o Rei que estava porvir! (comentário bíblico expositivo novo testamento - Mateus a Gálatas - Warren W. Wiersbe)

1.2. Nascido com propósito (Lc 1.17b)
Para converter os corações dos pais aos filhos. João veio no poder de Elias, não poder pelo qual ele fazia milagres [para John nenhum forjado, João 10:41], mas "no poder de Elias transformando o corações dos homens, "& c. Elias transformou muitos dos filhos de Israel para com o Senhor seu Deus, 1 Reis 18: assim como João, que para além "transformou os corações dos pais para com seus filhos." Que o que se deve dizer é algo escuro e ininteligível. Você dificilmente vai permitir que os judeus "brilho sobre este lugar, que o fazem muito erro sobre a pessoa, e que vai permitir que nada de bom para ser feito pelo Elias que esperam, mas dentro do compasso de Israel. Mas não são os gentios para ser convertidos? Eles nos profetas "dialeto são" os filhos de Sião, de Jerusalém, da igreja judaica ": nada mais frequentes. E neste sentido são as palavras de Malaquias agora estamos manuseio para ser entendida: "Elias Batista vai virar o coração dos judeus para os gentios, e dos gentios em relação aos judeus." Esta foi a grande obra do evangelho, para trazer a judeus e gentios em abraços mútuos através do reconhecimento de Cristo: que João mais feliz começou que veio para que "todos os homens cressem por meio dele", João 01:07: sim , e os soldados romanos acreditavam, assim como os judeus, 3:14 Lucas.
[os rebeldes à sabedoria dos justos.] O grego em Malaquias tem ela, o coração de um homem para com o próximo. As palavras do profeta tendo sido variados, o anjo também varia, mas a um sentido mais adequado. Para os gentios não deviam ser entregues aos judeus como tal, ou à religião dos judeus, mas a Deus "na sabedoria dos justos." "Os filhos para os pais": a frase pais, de acordo com o Estado judeu na época, era de som duvidoso, e tinha algo de perigo nele, por essa palavra geralmente na época, foi não significava nada mais, mas os Padres das Tradições, a quem Deus proíbe qualquer deve ser voltada para os pais, a loucura de tradições, mas a Deus na sabedoria dos justos. (Comentário Bíblico dos Evangelhos - John Lightfoot)

1.3. A mão do Senhor estava com ele (Lc 1.66)
“... que virá a ser, pois. este menino...?” De uma criança nascida sob tais circunstâncias, só se poderia esperar a grandeza. A última porção deste versículo “... e a mão do Senhor estava com ele...” é uma espécie de reflexo do autor, sobre o princípio da vida e da carreira subsequente de João Batista. A grandeza já esperada, em realidade, foi um fato em sua vida. A expressão “mão do Senhor” é uma expressão hebraica que fala sobre a orientação especial e a presença de Deus na vida de alguém, como também encontramos nas passagens de Jz. 2:15 ; I I Cr. 30:12 e Ed. 7:9. Essa expressão ocorre somente nos escritos de Lucas, em todo o N.T. Comparar com Atos 11:21 e 13:11. O T, Hieros. Megilla, fl. 70.1 interpreta a expressão mão do Senhor (comentário sobre I Cr. 38:19) como a presença do Espírito Santo. (O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - VOL.2. Lucas a Joao - Russell Norman Champlin)

2. João, uma voz profética
Assim como Jesus, João, o Batista teve a sua vida oculta, a partir do seu nascimento. Na época em que foi escrito os evangelhos, as pessoas não se preocupavam em dar certos detalhes, como fazem os escritores modernos. Por isso, praticamente, quase nada temos desses momentos que antecederam o ministério profético de João. Entretanto, sabemos que ele depois de certo tempo se isolou por deliberação própria nos desertos, tudo indica que se acolheu entre os essênios e daí procede a prática do batismo empregada por ele. Isso sucedeu até que se manifestou publicamente como uma voz profética em meio a sua geração.

2.1. No espírito de Elias
1.17a no espírito e poder de Elias. I. O Batista é Elias, como nosso Salvador foi David, isto é, o protótipo, Jeremias 30:9; Malaquias 4:5; Oséias 3:5, & c. É menos de admirar que os judeus, a partir das palavras de Malaquias, deve esperar o pessoal vinda de Elias, uma vez que não são poucos cristãos que seria olhar para a mesma coisa, apesar de ter um anjo neste lugar interpretá-la de outra forma, e nosso bendito Salvador em outro lugar se [Mateus 11:14]; "Este é Elias que havia de vir." Mas eles mal entendido a frase do "grande e terrível dia do Senhor", como também foram enganados no erro pela versão grega ", que Elias deve vir antes do julgamento final." (Comentário Bíblico dos Evangelhos - John Lightfoot)

“... no espírito e poder de Elias...” As passagens de Mt.11:13 e Mc. 9:13 dão a impressão de um Elias redivivo, mas aqui a idéia é simplesmente que João Batista seria um grande profeta, que atuaria no espírito e tradição de um antigo e grande profeta . Ele haveria não somente de realizar a antiga função de um profeta, mas também prepararia o povo para o governo de Deus, que foi uma das predições daquele mesmo antigo profeta. Ele mesmo (isto é. João Batista) era cumprimento de uma predição (ver Ml. 4:5,6).
Haveria de exibir o poder e a autoridade de Elias, e isso indicaria, de alguma maneira, a estatura da sua grandeza. A expressão, “Senhor seu Deus não é uma referência cristianizada a Jesus, mas deve ser acatada como expressão própria do V.T. para indicar Jeová de Israel, acerca de quem é dito que ele mesmo apareceria em glória, na pessoa do Messias divinamente comissionado. Os verdadeiros súditos do Messias seriam o “povo preparado” para o Senhor. (O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - VOL.2. Lucas a Joao - Russell Norman Champlin).
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2.2. Preparando o caminho
“... para o Senhor um povo preparado...” Essas palavras descrevem, de maneira geral, tanto o propósito como — o resultado — do ministério de João. Ele apresentaria a Cristo um povo preparado, arrependido, convertido, justo e sincero, e esse povo seria o núcleo do reino, e, finalmente, o núcleo da igreja. João Batista foi alguém enviado para preparar o caminho, e do povo preparado se compõe daqueles que se têm posto no caminho do retorno a Deus, de conformidade com a sabedoria por ele fornecida. Esse povo haveria de compartilhar das características de João Batista, no sentido de que também haveria de exibir aquelas qualidades espirituais totalmente desconhecidas pelo homem comum, que são os incrédulos e inconversos. (O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - VOL.2. Lucas a Joao - Russell Norman Champlin).

2.3. Pregando o reino de Deus e batizando
Como ele veio (v.3). Semelhante ao profeta Elias em sua maneira de se vestir (Lc 1:17; Mt 3:4; 2Rs 1:8), João dirigiu-se à região próxima ao rio Jordão, onde batizava e pregava. Anunciava a chegada do reino do céu (Mt 3:3) e chamava o povo ao arrependimento. Séculos antes, Israel atravessara o rio Jordão (um batismo nacional para tomar posse de sua Terra Prometida). Agora, Deus os convidava a deixar seus pecados e a entrar em seu reino espiritual.
É importante lembrar que João não se ateve a pregar contra o pecado; também proclamou o evangelho. O verbo "anunciar", em Lucas 3:18, dá origem a nosso verbo "evangelizar" (“anunciar as boas-novas").
João apresentou Jesus como o Cordeiro de Deus (Jo 1:29) e instou o povo a crer nele. João foi apenas o padrinho do casamento; o centro das atenções deveria ser Jesus, o Noivo (Jo 3:25-30). João regozijou-se com a oportunidade de apresentar as pessoas ao Salvador e, então, deixou o caminho livre para Cristo.
O ministério de João foi caracterizado de maneira singular pelo batismo (Lc 20:1-8; Jo 1:25-28). Essa prática não era novidade para o povo, pois os judeus costumavam batizar gentios prosélitos. Mas João fazia algo incomum: batizava judeus. Atos 9:1-5 explica que o batismo de João prenunciava a vinda do Messias, enquanto o batismo cristão recorda a obra consumada em Cristo.
No entanto, havia algo maior que o batismo de João: o batismo que seria ministrado pelo Messias (Lc 3:16). Os que cressem, seriam batizados por ele com o Espírito Santo, como passou a ocorrer depois de Pentecostes (At 1:5; 2:1 ss). Hoje, no momento em que um pecador aceita a Cristo, é batizado pelo Espírito e se torna parte do corpo de Cristo (1 Co12:13).
O que é o "batismo de fogo"? Não se refere às "línguas como de fogo" em Pentecostes, pois dificilmente pode-se considerar essas línguas sobre a cabeça de uma pessoa como um "batismo". O uso que João faz do símbolo do "fogo", em Lucas 3:9e 17, indica que está se referindo a julgamento, não a bênção. No ano 70 d.C, a nação passou pelo batismo de fogo, quando Tito e os exércitos romanos destruíram Jerusalém e dispersaram o povo. Todos os incrédulos passarão por um batismo de julgamento no lago de fogo (Ap 20:11-15)( comentário bíblico expositivo novo testamento - Mateus a Gálatas - Warren W. Wiersbe)

3. O batismo de arrependimento. Plummer (ICC, pág. 86) diz que "o batismo do arrependimento" é um batismo relacionado com o arrependimento, um símbolo externo da mudança interior.
Arrependimento significa uma mudança de mente ou atitude que não é apenas emocional, mas que envolve uma inversão do pensamento e conduta anteriores.  Para remissão dos pecados. O propósito da pregação de João era levar os homens a experimentarem o perdão. (Comentário Bíblico Moody – Lucas)

3. João, um homem resignado
O ministério profético envolve aspectos de anunciar uma diferente percepção daquilo que Deus quer para aquele determinado momento, envolve denúncia de atitudes que não se conformam com a vontade de Deus, e também instrução pormenorizada e clara dessa mesma vontade d’Ele. Basta olharmos para a vida de João, conforme exposto nos evangelhos, e tudo isso constataremos que ele realizou completamente. O que envolveu um elevado grau de resignação, isto é, de renúncia pessoal e morte para si mesmo.

3.1. Resignado em seu estilo de vida
Alguns acreditam que as condições ascéticas da vida de João Batista indicam que ele seria um nazireu, alguém que fizera voto de disciplina e abstinência, até onde seria permissível para a existência humana, a fim de poder cumprir uma função especial e significativa em sua vida. Desligado dos empecilhos que comumente agrilhoam os homens. Não sabemos se ele teria de seguir estritamente as provisões do voto do nazireado, segundo lemos em Nm. 6:3. Se ele deveria cumprir oficialmente ou não esse ofício, não importa. O fato é que ele foi esse tipo de indivíduo.
O termo grego, traduzido aqui por bebida forte, indica qualquer tipo de licor intoxicante que não seja feito de uvas: mas outras passagens bíblicas indicam que a sua abstinência se ampliava para envolver todas as bebidas alcoólicas. Foi predito que João Batista seria o que Sansão também fora (ver Jz. 13:4), e que também teria a semelhança de Samuel (ver I Sm. 1:11).
Parece haver uma conexão intima entre a vida dos nazireus e a vida dos profetas, o que também se evidencia no trecho de Amós 2:11,12. Pelo estudo do misticismo sabemos que a ausência de estímulos inferiores, como bebidas alcoólicas, sexo e ate mesmo grande abundância de alimentos, provoca o estímulo vindo do alto, o estimulo espiritual. Jesus e o apóstolo Paulo são ilustrações desse princípio . (O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - VOL.2. Lucas a Joao - Russell Norman Champlin).

3.2. A fé de João Batista
Porque veio (vv.4-20). A ilustração usada neste capítulo nos ajuda a compreender o ministério que João recebeu de Deus.
Em primeiro lugar, João Batista foi uma voz "que clama no deserto" (Lc 3:4; ver também Is 40:1-5 e Jo 1:23). Fez o papel de arauto, indivíduo que ia adiante do cortejo real a fim de se certificar de que as estradas estavam preparadas para o rei. Em termos espirituais, a nação de Israel vivia em um "deserto" de incredulidade, e os caminhos para a realidade espiritual eram tortuosos e praticamente intransitáveis. A corrupção do sacerdócio (em vez de um sumo sacerdote, havia dois!) e a hipocrisia legalista dos escribas e fariseus haviam deixado a nação espiritualmente enfraquecida. O povo precisava encarecidamente ouvir uma voz proclamando a mensagem de Deus, e João foi essa voz fiel.
Coube a João preparar a nação para o Messias e depois lhes apresentar esse Messias (Lc  1:16, 17, 76, 77; Jo 1:6-8, 15-34).
Repreendeu os pecados do povo e anunciou a salvação de Deus, pois sem o convencimento do pecado não pode haver salvação.
João também é comparado a um agricultor derrubando árvores improdutivas (Lc 3:9) e separando o trigo do restolho (Lc 3:17).
Como certos "pecadores religiosos" de hoje, alguns judeus acreditavam ter um lugar reservado no céu pelo simples fato de serem descendentes de Abraão (ver Jo 8:31-34; Rm 4:12-17; GI 3:26-29). João lembrou-os de que Deus vai até a raiz das questões e não se impressiona com confissões religiosas que não produzem frutos. No julgamento final, os que crêem de todo coração (trigo) serão juntados por Deus, enquanto os pecadores (restolho, palha) serão lançados ao fogo. Em Lucas 3:7, João retrata os pecadores hipócritas como serpentes fugindo do fogo que se aproxima! Jesus comparou os fariseus a víboras (Mt 23:33), pois sua hipocrisia e incredulidade os tornavam filhos do diabo Jo 8:44,45; Ap 20:2). Como é triste ver que os líderes religiosos recusaram-se a dar ouvidos à mensagem de João e a se submeter ao seu batismo (Lc 20:1-8). Não apenas deixaram de entrar no reino como também foram um mau exemplo, e seus falsos ensinamentos impediram a entrada de outros no reino.
João Batista também foi um mestre (Lc 3:12). Não apenas pregou publicamente, como também ministrou ao povo em nível pessoal, mostrando aos arrependidos como colocar sua nova fé em prática (Lc 3:10-14).
Disse-Ihes que não fossem egoístas, mas que compartilhassem suas bênçãos com outros (ver At 2:44, 45; 4:32-37).
Até mesmo os coletores de impostos buscaram o conselho de João. Esses homens eram desprezados por seus compatriotas judeus, pois trabalhavam para o império romano e costumavam extorquir dinheiro do povo. Lucas enfatiza a amizade de Jesus com os coletores de impostos (Lc 5:22ss; 15: 1,2; 19:1-10). João não lhes disse para deixar de trabalhar, mas sim para fazê-lo de modo honesto.
Os soldados também não foram condenados por sua ocupação. Antes, João lhes disse que não usassem sua autoridade em benefício próprio. É possível que esses soldados trabalhassem no templo ou na corte de algum governante judeu, pois dificilmente soldados romanos pediriam conselhos a um profeta judeu. (comentário bíblico expositivo novo testamento - Mateus a Gálatas - Warren W. Wiersbe)

3.3. O sofrimento de João Batista
João foi fiel em seu ministério de preparar o coração do povo e de lhes apresentar o Messias. Afirmou claramente que Jesus era "o Senhor" e o Filho de Deus (Lc 3:4). Censurou Herodes Antipas por seu casamento adúltero com Herodias; como consequência, foi preso pelo rei e, por fim, decapitado.
No entanto, havia cumprido fielmente a missão que Deus havia lhe dado e preparado o povo para se encontrar com o Messias, o Filho de Deus. (comentário bíblico expositivo novo testamento - Mateus a Gálatas - Warren W. Wiersbe)

REBELIÃOCONTRASEU PROFETA
(MT 11:1-30)
Exposição (vv.1-15). João Batista estava na prisão da fortaleza de Maquero, pois havia denunciado corajosamente o casamento adúltero de Herodes Antipas com Herodias (Lc 3:19,20). Seria de se esperar que os líderes religiosos se opusessem a Herodes e procurassem libertar João, mas em vez disso, ficaram de braços cruzados. A atitude deles com relação a João refletia seus sentimentos contra Jesus, pois João o havia apresentado e honrado.
Não é difícil entender como João estava sofrendo a prisão. Era um homem do deserto confinado a uma cela. Era um homem ativo que recebera de Deus a ordem de pregar e fora silenciado. Havia anunciado um julgamento que estava demorando a chegar (Mt 3:7-12). Recebia apenas relatórios parciais do ministério de Jesus e não tinha como visualizar tudo o que estava acontecendo. (comentário bíblico expositivo novo testamento - Mateus a Gálatas - Warren W. Wiersbe)

CONCLUSÃO
Assumir uma posição profética em toda sua dimensão bíblica exige um elevado grau de maturidade, de fé e de muita resignação. Se nos poupamos do sofrimento, se agimos sempre “dando um jeitinho” e somos infantis assumindo uma posição dúbia (em cima do muro), Deus não pode contar conosco para o exercício profético. Apenas há vida multiplicada quando a semente morre (Jo 12.24).
O tema central dessa mensagem é a glória de Deus (Jo 12:23,28). Seria de se esperar que Jesus dissesse: "É chegada a hora do Filho de Deus de ser crucificado". Mas Jesus olhou além da cruz e viu a glória que viria depois (ver Lc 24:26; Hb 12:2). Aliás, a glória de Deus é um tema importante dos capítulos restantes do Evangelho de João (ver lo 13:31,32; 14:13; 17:1,4,5,22,24).
Jesus usou a imagem de uma semente para ilustrar a grande verdade espiritual de que não pode haver glória sem sofrimento, vida produtiva sem morte, vitória sem entrega. A semente, em si, é fraca e imprestável, mas quando é plantada, ela "morre" e se torna fecunda. A "morte" de uma semente traz beleza e abundância e cumpre seu propósito. Se uma semente pudesse falar, sem dúvidas e queixaria de ser colocada na terra fria e escura. Mas só quando é plantada é que pode alcançar seu objetivo.
Os filhos de Deus são pequenos e insignificantes como sementes, mas trazem dentro de si a vida de Deus. Porém, essa vida não pode se consumar, a menos que nos entreguemos a Deus e deixemos que ele nos "plante". É preciso morrer para si mesmo, a fim de viver para Deus (Rm 6; GI2:20). A única maneira de ter uma vida produtiva é seguira Jesus Cristo em sua morte, sepultamento e ressurreição.
Com essas palavras, Jesus nos desafia hoje a entregar nossa vida a ele. (comentário bíblico expositivo novo testamento - Mateus a Gálatas - Warren W. Wiersbe)


Fontes:
Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel,
Revista: VIDA CRISTÃ VITORIOSA – Editora Betel - 1º Trimestre 2013 – Lição 04.

Reflexão Espiritual

O que os textos originais falam sobre o inferno ?

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