quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Lição 10 - A monarquia em Israel


2 de setembro de 2018

TEXTO ÁUREO

"Quando entrares na terra que te dá o Senhor, teu Deus, e a possuíres, e nela habitares, e disseres: Porei sobre mim um rei, assim como têm todas as gentes que estão ao redor de mim." (Dt 17.14)

 

VERDADE APLICADA

       Mesmo após a instauração da monarquia, Deus continuou considerando Israel como Seu povo, visando o cumprimento do divino plano redentor.

 

OBJETIVOS DA LIÇÃO

1 - Mostrar a instituição da monarquia através da vida dos três primeiros reis;

2 - Apresentar a divisão do reino e as lições decorrentes desse período;

3 - Enfatizar que, apesar da desobediência da nação, Deus levantou homens para 
transmitir Suas mensagens ao povo.

 

TEXTO REFERÊNCIA

 1 Samuel 8.1,3-6 

1 - E sucedeu que, tendo Samuel envelhecido, constituiu a seus filhos por juízes sobre Israel.

3 - Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele; antes, se inclinaram à avareza, e tornaram presentes, e perverteram o juízo.

4 - Então todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá,

5 - E disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos. Constitui-nos, pois, agora um rei para nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações.

6 - Porém esta palavra pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos julgue. E Samuel orou ao Senhor.

 

INTRODUÇÃO

Diante da instabilidade e corrupção que estavam ocorrendo na nação, o povo pediu um rei para o profeta Samuel. Então, o Senhor Deus concedeu o desejo do coração dos filhos de Israel.

 

1. A instituição da monarquia.

Após passar um momento de muita instabilidade política e religiosa, fato este corroborado pelos altos e baixos registrado no livro de Juízes, o povo de Israel pediu ao profeta Samuel um rei, como as demais nações.

 

1.1. Saul, o primeiro rei de Israel.

Ao pedir um rei a Deus, o povo de Israel fez uma escolha errada. O profeta Samuel se entristeceu (1Sm 8.6), mas Deus o advertiu: "ouve a voz do povo em tudo quanto te disser, pois não te tem rejeitado a ti; antes, a mim me tem rejeitado, para eu não reinar sobre ele" (1Sm 8.7). Essa passagem é corroborada pelo texto de 1 Samuel 12.17-19. Infelizmente, vivemos um tempo no qual muitos usam o nome de Deus para legitimar sua ambição. Saul, o primeiro rei de Israel, reinou quarenta anos (At13.21). No entanto não procurava guardar o que Deus ordenara (1Sm 13.13-14) e teve um fim trágico, pois foi rejeitado por Deus, passou a ser atormentado por um espírito mal e morreu ao se lançar sobre a própria espada (1Sm 31.4)

 

1.2. Davi, homem segundo o coração de Deus.

Davi foi escolhido e ungido rei ainda moço (1Sm 16), mas, em sua trajetória até o trono, passou por um longo período de perseguição, batalhas e desafios. Após vários anos Davi foi corado rei sobre todo o Israel. Ele levou a nação de Israel a patamares inimagináveis. No entanto, cometeu um adultério e um homicídio, Deus o perdoou, mas ele perdeu o controle de sua casa e quase perdeu o reino. Davi entrou para história de Israel por causa de suas vitórias em batalhas, dos seus salmos e do seu coração voltado para Deus.

1.3. Salomão, mais sábio do que todos os homens.

Deus deu a Salomão "sabedoria e muitíssimo entendimento" (1Rs 4.29-31). Durante o seu reinado, ele construiu um templo de adoração a Deus, que era a gloria e o orgulho de toda a nação. Infelizmente, apesar de todas as obras deixadas por Salomão, o seu fim não fio bom, pois se envolveu na idolatria ao se casar com mulheres estrangeiras, algo expressamente proibido pela Lei (Êx 34.16) 

 

2. A cisão política e religiosa de Israel.

Após cento e vinte anos de monarquia, uma grande cisão política e religiosa durante o reinado de Roboão separou a nação de Israel em dois reinos: reino do Sul, Judá (duas tribos) e reino do Norte (dez tribos).

2.1. A dinastia do reino do Norte.

A divisão do reino aconteceu em 931 a.C. Foram aproximadamente duzentos anos de dinastia, tendo o cativeiro assírio marcado o seu fim. Todos os reis fizeram o que pareciam mal aos olhos do Senhor e não deixaram de andar no mesmo caminho de Jeroboão, o primeiro soberano do reino do Norte (1Rs 12.20). Infelizmente, as atitudes de Jeroboão custaram muito caro para a nação. Por mais que os profetas exortassem o povo a voltar para os mandamentos de Deus, a liderança permanecia no erro, porque lhe era conveniente. Assim, o reno do Norte, deixou de existir como nação independente quando a Assíria derrubou a monarquia israelita e levou as tribos em cativeiro.

2.2. A dinastia do reino do Sul.

O reino de Judá teve uma durabilidade um pouco maior, aproximadamente um século a mais que o reino do Norte, talvez pelo fato de que algumas vezes o povo se atentou para as leis de Deus. O governo foi exercido por vinte descendentes de Davi e a capital permaneceu sempre a mesma: Jerusalém. Um dos momentos áureos do reino de Judá foi a grande reforma promovida pelo rei Ezequias, na qual o culto e o sacrifício a Deus foram restaurados (2Cr 30.26). Infelizmente, apesar das profecias advertindo o povo sobre abandonar a idolatria e voltar-se para Deus, eles continuaram vivendo de maneira leviana e irresponsável. O dia do juízo chegou; a cidade de Jerusalém se tronou em ruínas e o grande templo em moradia dos chacais. Foi um dos dias mais tristes da história do povo de Deus.

 

2.3. A Lições da monarquia.

Embora a monarquia fosse algo previsto por Deus na história de Israel (Dt 17.14), ficou explícito em sua instituição que Deus reprovou tal escolha (1Sm 12.18-19). A monarquia em Israel traz uma série de lições para a nossa vida. Na monarquia imperava a descendência, onde muitos reis, despreparados e novos, herdavam o trono de seus pais e não eram aprovados por Deus. Eram reis que não conheciam ao Senhor e sempre repetiam os pecados de seus pais. O resultado de tal insanidade foi uma idolatria generalizada, o pecado grassando no meio da nação e a destruição dos reinos do Norte e do Sul.

3. Os profetas e as suas mensagens.

Em meio à desobediência da nação, Deus levantou homens com mensagens de exortação, edificação e consolo para o Seu povo. Em Israel, o profeta ocupava lugar de destaque, pois era o responsável por transmitir a mensagem de Deus ao Seu povo.

3.1. Os profetas do reino do Norte.

Jonas, Oséias e Amós são alguns dos profetas que desenvolveram seu ministério no reino do Norte. O profeta Jonas desenvolveu seu ministério no reinado de Jeroboão II, mas também recebeu uma missão duríssima de levar uma palavra de Deus aos ninivitas. Na vida do profeta Amós, encontramos um homem que profetizou contra as injustiças sociais. Amós era da pequena cidade de Tecoa e rejeitou treinamento como profeta profissional admitindo que ele era pastor de ovelhas e plantador de sicômoros (Am 7.14). Oséias foi o profeta que teve que viver na pele uma traição para poder entregar a mensagem de Deus à nação de Israel.

3.2. Os profetas do reino do Sul.

O reino do Sul teve mais profetas do que o reino do Norte. A tônica de suas mensagens era denunciar o pecado da nação e chamar o povo ao arrependimento. Podemos anumerar aqui os seguintes profetas: Joel, Isaías, Miquéias, Naum, Sofonias, Habacuque e Jeremias. Dentre estes, destacam-se Isaías profetizou numa época de declínio moral e espiritual da nação, pois existiam muitos lugares de cultos pagãos em secreto sendo tolerados, as pessoas negligenciavam suas famílias em busca de prazer carnal e muitos dos sacerdotes e profetas se corrompiam a fim de agradar a liderança. Jeremias foi um dos profetas que mais fez alusão à destruição do reino, mas a liderança e o povo não ouviram, nem tampouco mudaram de atitudes.

3.3. A mensagem dos profetas hoje.

As mensagens dos profetas do período monárquico, embora distantes de nosso tempo, são atuais e de grande valia para a Igreja do presente século. Um dos pontos abordados pelos profetas é a religião divorciada da moral, que biblicamente se define como prostituição espiritual (Os 5). A mensagem de Joel convida o povo ao arrependimento, antes que venha o terrível dia do Senhor. Amós denuncia as injustiças sociais e Miquéias o formalismo religioso; já o profeta Sofonias aborda as prioridades do povo para com Deus. É necessário que atendemos para os ensinos deixados pelos profetas, pois tudo foi escrito para o nosso ensino (Rm 15.4).
CONCLUSÃO

A monarquia foi instaurada em Israel, com a expectativa do povo de que os seus problemas com os inimigos iriam ser resolvidos. No entanto, problemas espirituais não se resolvem com soluções humanas. A dificuldade não era quem lhes governava, mas, sim, a atitude deles diante da oposição e influência das nações vizinhas.

 

Bibliografia
[1] Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal - CPAD – ARC
Bíblia de estudo pentecostal, Almeida revista e corrigida, Rio de Janeiro, CPAD
Bíblia do Culto - Editora Betel
Revista EBD Betel Dominical Professor – 3º trimestre 2018, ano 28, número 108 - Editora Betel
PAE - Plano de Aula Expositiva - Auxílio EBD - http://editorabetel.com.br/auxilio/beteldominical/

1. Quantos anos durou o reinado de Saul?
R: Quarenta anos (At 13.21)
2. Quem foi escolhido e ungido rei ainda moço?
R: Davi (1 Sm 16)
3. Por que o fim de Salomão não foi bom?
R: Por que se envolveu na idolatria ao se casar com mulheres estrangeiras, algo expressamente proibido pela Lei (Êx 34.16).
4. Qual foi o primeiro soberano do reino do Norte?
R: Jeroboão (1 Rs 12.20)
5. Por que devemos atentar para os ensinos deixados pelos profetas?
R: Porque tudo foi escrito para o nosso ensino (Rm 15.4).


sábado, 18 de agosto de 2018

Lição 8 - Conquistando a Terra Prometida


19 de agosto de 2018



Texto Áureo
"Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós" (Js 3.5)
O Impossível se torna possível quando o crente está em santidade e obediência diante de Deus! A santidade e a submissão irrestrita à Palavra de Deus são requisitos indispensáveis para a completa vitória na vida cristã. Através dessas duas virtudes indissociáveis o crente aproxima-se de Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. É preciso santificar-se para que as águas transbordantes do Jordão sequem! É necessária submissão para que os muros de Jericó caiam! A Arca que leva a presença de Deus adiante do povo é acompanhada com a santidade do povo do Senhor que está na retaguarda. Logo a santidade não é uma opção do crente, mas um mandamento do Senhor (Lv 19:2 diz: “Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhe: Santo sereis, porque eu, o SENHOR vosso Deus, sou santo”. As grandes conquistas de Israel só se tornaram possíveis, porque se aproximaram de Deus através da santificação. “Santificai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós” (Josué 3:5). (CPAD – Revista Lições Bíblicas Adultos e Jovens – 1 Trimestre 2009 – pág. 26)

Verdade Aplicada
As promessas de Deus se cumprem no tempo certo, pois Ele é fiel.

Objetivos da Lição
1 - Mostrar que a missão de Josué era levar a nação de Israel a conquistar a Terra Prometida;
2 - Explicar que, diante das adversidades, precisamos estar preparados e confiantes em Deus;
3 - Ensinar que obedecer a voz de Deus é sinal de vitória certa.

Glossário
Alvissareira: Que ou o que anuncia ou pronuncia boas-novas;
Despojo: O que foi tomado do inimigo; espólio;
Turba: Grande quantidade de pessoas reunidas; multidão.

Textos de Referência.

Josué 3:6-7,9-10 
6 - E falou Josué aos sacerdotes, dizendo: Levantai a arca do concerto e passai adiante deste povo. Levantaram, pois, a arca do concerto e foram andando adiante do povo.
7 - E o Senhor disse a Josué: Este dia começarei a engrandecer-te perante os olhos de todo o Israel, para que saibam que, assim como fui com Moisés, assim serei contigo.
9 - Então disse Josué aos filhos de Israel: Chegai-vos para cá e ouvi as palavras do Senhor, vosso Deus. 
10 - Disse mais Josué: Nisto conhecereis que o Deus vivo está no meio de vós e que de todo lançará de diante de vós os cananeus, e os heteus, e os heveus, e os perizeus, e os girgaseus, e os amorreus, e os jebuseus.

Motivo de Oração
Ore por essa geração. Peça a Deus que forme futuros líderes no país.

Hinos sugeridos.
63, 224, 509

NTRODUÇÃO

Depois de quarenta anos no deserto, chegou a hora de conquistar a Terra prometida, sob a liderança de Josué. Educado por Deus no deserto, o povo amadureceu e agora estava preparado para um novo ciclo.

 

1. Deus levanta um novo líder.

Com a morte de Moisés, Deus levanta um novo líder para a nação de Israel: Josué. Sua missão era levar a nação de Israel a conquistar a Terra Prometida. Enquanto Moisés foi vocacionado para libertar o povo hebreu, Josué foi vocacionado para guiar a nação a conquistar as promessas de Deus feitas aos patriarcas.

“Josué, o Líder.

Desde o princípio, Josué serviu como assistente de Moisés e líder de Israel na batalha (Êx 17.9). [...] Josué será o líder espiritual e militar do povo de Israel durante a conquista de Canaã, a Terra Prometida. É apropriado o livro abrir com uma descrição da preparação de Josué por Deus para o desempenho de seu papel [...]

Líderes-modelo. Moisés é o único líder de Israel, o profeta protótipo que prefigura Jesus Cristo. Mas Josué é um modelo para todos os líderes da era do AT. O que aprendemos com sua liderança? Primeiro, a missão dos líderes do AT era preparar Israel para reivindicar e ocupar a Terra Prometida por Deus (1.2-4). Segundo, a eficiência dos líderes do AT dependia da presença divina, pois era Deus quem concedia vitória (v.5). Terceiro, a principal responsabilidade do líder era o compromisso pessoal em ‘cuidando de fazer conforme toda a Lei ordenada por meu Servo Moisés’ (v.7). Quarto, a principal característica do líder era força e coragem, pois, muitas vezes, parecia arriscado obedecer a Deus completamente, mas, ainda assim, era essencial”.

(RICHARDS, L.O. Guia do leitor da Bíblia. RJ: CPAD, 2005, p. 145.)

 

1.1. Conhecendo um pouco de Josué.

O nome de Josué a priore era Oséias (Nm 13.8). Mais tarde, Moisés, mudou seu nome para Josué (Nm 13.16), que significa "o Senhor é salvação". Conforme o registro de 1 Crônicas 7. 26-27, Josué era filho de Num e neto de Elisama, príncipe da tribo de Efraim. Josué nasceu no Egito e quando jovem teve a oportunidade de conviver e ajudar o líder Moisés. Um detalhe interessante sobre a vida deste jovem é que ele não se apartava da do meio da tenda (Êx 33.11). Vale salientar que Josué foi um dos espias designados para espiar a terra (Nm 13.16). Ele e Calebe foram os únicos, de vinte anos para cima, que saíram do Egito e entraram na Terra Prometida (Nm 32.11-12).

E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo; depois tornava-se ao arraial; mas o seu servidor, o jovem Josué, filho de Num, nunca se apartava do meio da tenda. (Êxodo 33:11)

A tenda, então, era uma instalação onde Moisés falava com Deus face a face e saia para falar com o povo (Ex 33.7). Esse lugar ficou conhecido como a tenda da revelação, em longe do arraial. Era nesse lugar que Josué permanecia fora do arraial, com o Senhor. Foi nesse lugar que ele aprendeu coisas maravilhosas (Sl 24.4;7317). É a sós com o Senhor que recebemos lições importantes para toda eternidade. O tabernáculo definitivo somente foi erigido no cap. 40 do livro de Êxodo. (CPAD – Rev. Lições Jovens e adultos – 2º Trim. 1982 – pág. 2 Pr. João de Oliveira)

 

1.2. O preparo de Josué.

Deus nomeou Josué sucessor de Moisés e entregou a ele a missão de entrar com o povo de Israel na Terra Prometida (Dt 31.7). Até chegar neste momento, Josué foi forjado na olaria divina. Em vários eventos de Israel no deserto, a postura de Josué foi condizente com o seu chamado. Ele não entrou pelo caminho da murmuração, mas soube esperar e confiar na provisão de Deus. Em todos os instantes, Josué esteve ao lado de Moisés. Não há relato bíblico de uma tentativa de usurpação da liderança da sua parte. Ele sabia plenamente que é Deus quem vocaciona e faz as coisas acontecerem no tempo certo.

Josué que começara na tenda como moço, está agora recebendo a incumbência de conduzir à terra prometida o povo de Deus. Uma das coisas que atestam a espiritualidade e o calibre espiritual de Josué é o fato dele ser um dos únicos israelitas saídos do Egito, a entrar vivo em Canaã. Aqui está o segredo de uma vida vitoriosa com Deus, começa na tenda da revelação e continua na mesma, recebendo agora a importante responsabilidade como comandante das forças de Israel. (CPAD – Rev. Lições Jovens e adultos – 2º Trim. 1982 – pág. 2 Pr. João de Oliveira)

Professor, explique para seus alunos que a dependência de Deus era o segredo da vitória de Josué. Não podemos nos tornar autossuficientes ao ponto de achar que a experiência no ministério ou na obra de Deus nos dará condições de realizar o que estamos planejando, ou seja, comece na direção do Espírito Santo e termine da mesma forma. Esta foi a recomendação do apóstolo Paulo aos Gálatas.

Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? (Gálatas 3:3)

Então disse o Senhor a Moisés: Toma a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe a tua mão sobre ele. (Números 27:18)

 

1.3. Deus encoraja Josué.

"Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não pasmes, nem te espantes; porque o SENHOR, teu Deus é contigo, por onde quer que andares (Js 1.9).

Liderar não é uma tarefa fácil, agora imagine substituir um líder do calibre de Moisés; homem que ficou quarenta dias com Deus no monte (Êx 34.28), viu Deus pelas costas (Êx 33.23), recebeu os mandamentos da mão do Eterno (Êx 20), e alcançou um altíssimo grau de intimidade com Deus (Dt 34.10). Sabendo disso, Deus fala com Josué e anima-o. Ele disse que não o desampararia (Js 1.5). A expressão hebraica neste verso é "soltar; deixar", ou seja, Deus estava dizendo que não iria se ausentar ou abandonar o posto.

O povo de Deus recebe aquilo que o líder entrega, no caso de Josué ele havia recebido muito para entregar. Vivemos dias de escassez de mensagem, como sabemos, são dias difíceis com surgimento de modismos que não edificam a igreja do Senhor. Oremos para que o Senhor direcione os nossos líderes para que não se aparte da tenda a exemplo de Josué. 

7 - E o SENHOR disse a Josué: Este dia começarei a engrandecer-te perante os olhos de todo o Israel, para que saibam que assim como fui com Moisés assim serei contigo.

 

2. A travessia do Jordão.

Depois da escravidão e da peregrinação, chegou o momento de atravessar o rio Jordão e possuir por herança a promessa de Deus, uma terra que manava leite e mel.

2.1. Josué prepara o povo para atravessar o rio Jordão.

Tudo na vida precisa de preparo; muitos projetos sem sucesso têm como ponto negativo a falta de preparação financeira, logística e outros pormenores. A primeira atitude de Josué foi prover mantimento para a caminhada (Js 1.11). Ele não poderia arriscar a vida do seu povo. Outro detalhe descrito por Josué 1.14-15 é a preparação para a batalha com homens de guerra, pois o exército hebreu já estava organizado e disciplinado. Era uma força combatente muito mais eficaz que a tímida turba de escravos sem personalidade que havia saído do Egito há quarenta anos. Deus havia levantado uma nova geração de israelitas, instruídos nas leis divinas, acostumados com a dureza da vida desértica e experimentados na guerra.

1. Josué deveria executar o plano revelado por Deus (1.4,10-13). Transpor o Jordão era o firme propósito de Deus. Do outro lado estava a terra da promessa divina. Josué teria de agir com fé em Deus, vigor e determinação. E foi exatamente o que fez: reuniu seus principais auxiliares e ordenou-lhes que instruíssem ao povo, preparando-o para a grande jornada (vv.10,11). Todos deveriam estar devidamente prontos para quaisquer circunstâncias.

Para alcançarem a bênção, eram-lhes indispensáveis: coragem, ação e genuína fé em Deus (Tg 2.17).

2. Josué ordena ao povo que se prepare (1.10-13). Todos deveriam estar convictos de que Deus lhes entregaria aquelas terras. Josué também precisava da confiança do povo (vv.16-18). Ele sabia que um líder não subsistiria sem o apoio de seus liderados, e que sua liderança precisava ser reconhecida publicamente: “Tudo quanto nos ordenaste faremos e aonde quer que nos enviares iremos” (1.16). Por meio de seus subordinados diretos, Josué deu todas as instruções ao povo: “Provede-vos de comida, porque, dentro de três dias, passareis este Jordão, para que tomeis posse da terra que vos dá o SENHOR, vosso Deus, para que a possuais” (v.11). (CPAD – Rev. Lições Jovens e adultos – 1º Trim. 2009)

 

2.2. Josué e os dois espias.

Quando Moisés liderava o povo, Josué fora enviado para espiar a terra e voltou com notícias alvissareiras para o povo. Como bom estrategista que era, enviou dois espias para colher informações sobre a terra (Js 2.1). Em nossa luta contra o inimigo, não devemos ignorar suas táticas para nos prevenirmos (2Co 2.11). A nossa luta não é contra a carne e sangue, mas, sim, contra principados e potestades. Precisamos estar fortalecidos no Senhor e devidamente ataviados com as Suas armaduras (Ef 6.10-18). Paulo adverte os irmãos em Corinto que as armas de nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Cristo para destruição das fortalezas (2Co 10.4).

 A previsão é imprescindível ao líder (Js 2.1). Um autêntico líder cristão nada faz por mero impulso, mas age com fé, segurança e previdência. A despeito da confiança e garantia de vitória que o Senhor lhe havia dado, Josué procurava cumprir cabalmente sua parte, planejando suas ações. Prever é antever o desconhecido. Josué não poderia arriscar a vida do seu povo sem conhecer o terreno a ser conquistado, e sem saber com quem estava lidando. Por isso, enviou dois espias a Jericó. Na igreja, um dirigente espiritual, capaz, experiente e com discernimento deve planejar cuidadosamente suas ações.

(CPAD – Rev. Lições Jovens e adultos – 1º Trim. 2009)

 

2.3. Um caminho no meio do Jordão.

O desafio agora não era o mar Vermelho, mas, sim, o rio Jordão, que nesta época estava transbordando (Js 3.15), constituindo assim um obstáculo maior ainda. Segundo o relato bíblico, quando os pés dos que carregavam a arca se molharam, pararam-se as águas que vinham de cima, sendo possível a travessia do povo pelo rio Jordão em terra seca. Um detalhe importante é que os que levavam a arca pararam no meio do Jordão para que o povo pudesse terminar a passagem. Aquela geração, que ouvira os relatos de como os seus pais atravessaram o mar Vermelho, agora estava vendo com seus próprios olhos o poder sobrenatural de Deus.

Chegando à borda do Jordão (Js 3.1,8). Josué cria firmemente que Deus realizaria um grande milagre, por isso cuidou de seguir rigorosamente toda orientação divina. A travessia ocorreu no dia dez do mês primeiro (Js 4.19), exatamente no período das grandes cheias do Jordão (Jr 12.5; 49.19).

Abaixo alguns textos que mostram que haviam períodos de cheias do rio Jordão:

Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os cavalos? Se tão-somente numa terra de paz estás confiado, como farás na enchente do Jordão? (Jeremias 12:5)

Eis que ele como leão subirá da enchente do Jordão contra a morada do forte; porque num momento o farei correr dali; e quem é o escolhido que porei sobre ela? Pois quem é semelhante a mim? e quem me fixará o tempo? e quem é o pastor que subsistirá perante mim?(Jeremias 49:19)

 

3. As conquistas de uma nação.

Depois da travessia do rio Jordão, o primeiro desafio era a fortificada cidade de Jericó. Era uma cidade-fortaleza; suas altas e imponentes muralhas e tornavam praticamente indestrutível.

 

3.1. A destruição de Jericó.

Estando Josué perto de Jericó, Deus anima o Seu servo, dizendo: "Olha, tenho dado na tua mão a Jericó, e ao seu rei, e aos seus valentes e valorosos" (Js 6.2). Deus também estabelece que a vitória viria de forma sobrenatural, mediante a obediência à voz divina. A ordem divina para o povo era rodear a cidade por sete dias: "E sete sacerdotes levarão sete buzinas de chifres de carneiros adiante da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as buzinas. E será que, tocando-se prolongadamente a buzina de carneiro, ouvindo vós o seu sonido, todo o povo gritará com grande brado; e o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá por ele, cada um em frente de si." (Js 6.4-5). A vitória do povo de Israel contra Jericó estava tão somente em obedecer às ordens divinas. A vitória foi certa, pois Jericó foi destruída totalmente (Js 6.21). 

O escritor do livro de Hebreus afirma que a fé foi imprescindível para a queda do muro. Segundo estudiosos o muro tinha aproximadamente nove metros de altura e seis metros de espessura, portanto impossível de rompe-lo naturalmente.

"Pela fé, caíram os muros de Jericó, sendo rodeados durante sete dias" (Hb 11.30).

O povo toma posse da cidade (Js 6.20). O povo de Deus movido por genuína fé adentra pela cidade com coragem e ousadia. A ordem do Senhor era que tudo fosse destruído e queimado, porque tudo o que ali havia era anátema perante o Senhor (Js 6.17,18; 7.1). Somente a prata, o ouro e os vasos de metal e ferro deveriam ser reservados para o tesouro da Casa do Senhor

 

3.2. A primeira batalha conta Ai.

Após Jericó Israel empreendeu-se em outra guerra, desta vez contra a cidade de Aí. Destruir a cidade de Aí seria fácil, pois os inimigos eram poucos, mesmo tendo as suas fortificações (Js 7.3). Aquilo que era para ser uma vitória fácil se tornou em luto e derrota. Além de perderem trinta e seis homens, ainda tiveram que fugir (Js 7.4-5). Israel perdeu essa batalha devido ao pecado de Acã (Js 7.11,20). Embora a presença de Deus estivesse no meio do povo, era necessário que a nação de Israel obedecesse aos mandamentos do Senhor e andasse em santidade.

 Josué é surpreendido pela derrota (Js 7.3-5). Quando Josué enviou alguns espias à cidade de Aí, nada sabia sobre o pecado de Acã. Aqueles homens fizeram com que o grande líder de Israel acreditasse que seria muito fácil vencer aquele povo. Nem precisariam dispor de grande quantidade de soldados. Josué confiou integralmente no relatório de suas sentinelas, e enviou para o combate apenas uns três mil homens. Todavia, para surpresa dos israelitas, o exército de Aí resistiu bravamente, fazendo com que Israel batesse em retirada.

A notícia de que trinta e seis soldados haviam sido mortos naquele dia, trouxe desespero e perplexidade ao povo. "O coração do povo se derreteu e se tornou como água" (v.5). A razão da derrota estava no pecado oculto. Somente Deus sabia da desobediência de Acã. Quem esconde seus pecados não desfruta da ajuda e proteção divinas, e, consequentemente, não resiste aos inimigos.

Nada fica oculto aos olhos do Senhor. Ele é onisciente (Sl 139.1-6), onipresente (Sl 139.7-12) e onipotente (Sl 139.13-18). (CPAD – Rev. Lições Jovens e adultos – 1º Trim. 2009)

 

3.3. O pecado de Acã e as suas consequências.

Após a derrota, Josué rasgou a suas vestes e buscou uma explicação em Deus sobre a derrota do povo. Então, Deus lhe disse que havia anátema no meio no povo e que deveria haver santificação. Ao lançar sortes, caiu na família de Acã, o qual tinha pegado dentre os despojos de Jericó uma boa capa babilônica, duzentos ciclos de prata e uma cunha de ouro do peso de cinquenta ciclos (Js 7.21). A ordem de Deus era não pegar nada entre os despojos de Jericó (Js 6.17-18). As consequências deste pecado foram: a derrota de Israel na batalha contra Aí e o total extermínio da família de Acã e seus pertences (Js 7.24-25). Com o pecado não se brinca nem se negocia (Ec 9.18).

"O pecado de Acã (v.1)

A história de Acã é uma notificação clara de que ele, entre todos os milhares de Israel, foi o único delinquente nessa questão. Era fácil sugerir que era uma pena ver tantas coisas valiosas sendo queimadas. Qual a finalidade desse desperdício? Embora Acã fosse a única pessoa que tivesse pecado, lemos que foram os filhos de Israel que prevaricaram, porque alguém do corpo havia prevaricado, e ele ainda não havia sido separado deles, nem repudiado por eles. Eles cometeram pecado, isto é, pelo que Acã fez, a culpa foi colocada sobre toda a sociedade da qual ele era membro. Isso deve ser uma advertência para nós. Precisamos tomar cuidado com nossos próprios pecados, para que não acabemos sendo contaminados ou prejudicados (Hb 12.15), a fim de acautelar-nos da comunhão com pecadores e da aliança com eles, para que não compartilhemos da sua culpa. Muitos negociantes acabaram falindo por causa de um sócio desleixado. Precisamos cuidar uns dos outros para que o pecado seja evitado, porque os pecados dos outros podem resultar em nosso dano". (Comentário Bíblico de Matthew Henry: Antigo Testamento.)

 

CONCLUSÃO

Sob a liderança de Josué e debaixo das bênçãos divinas, o povo de Israel iniciou a conquista da Terra Prometida. Agora, bem mais estruturada de maneira religiosa, política e militar, a nação de Israel começou a tomar posse das promessas proferidas aos patriarcas.

 

Bibliografia
[1] Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal - CPAD - ARC
Bíblia de estudo pentecostal, Almeida revista e corrigida, Rio de Janeiro, CPAD
Bíblia do Culto - Editora Betel
Revista EBD Betel Dominical Professor – 3º trimestre 2018, ano 28, número 108 - Editora Betel
PAE - Plano de Aula Expositiva - Auxílio EBD - http://editorabetel.com.br/auxilio/beteldominical/

1. O que significa o nome Josué?
R: "O Senhor é salvação" (Nm 13.16).
2. Qual era a missão de Josué?
R: Entrar com o povo de Israel na Terra Prometida (Dt 31.7).
3. Qual foi a primeira atitude de Josué antes de atravessar o rio Jordão?
R: Prover mantimento para a caminhada (Js 1.11)
4. Qual era a ordem de Deus a respeito de Jericó?
R: Não pegar nada entre os despojos de Jericó (Js 6.17-18).
5. Com o que não podemos brincar nem negociar?
R: Com o pecado (Ec 9.18).


Reflexão Espiritual

O que os textos originais falam sobre o inferno ?

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