terça-feira, 3 de abril de 2012

As sete igrejas da Ásia


Lição 02 - 08 de Abril de 2012


Texto Áureo

“O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas”. Ap 1.20

Verdade Aplicada

Qualquer organização cristã que não corresponder ao perfil das sete igrejas, pelo menos em al­gumas das suas características, não pode ser considerada Igreja.

Objetivos da Lição

►      Ressaltar a importância das cartas para que os crentes individualmente sejam santos.
►      Conduzir a igreja à apro­priação tanto das reprimendas quanto das promessas de Jesus.
►      Ensinar que nossos dias são os dias imediatamente ante­riores “às coisas que em breve devem acontecer”.

Textos de Referência

Ap 1.4        João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete Espíritos que estão diante do seu trono;
Ap 1.5        E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da Terra. Àquele que nos ama e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,
Ap 1.6        E nos fez reis e sacerdo­tes para Deus e Seu Pai, a Ele, glória e poder para todo sempre amém.
Ap 1.10      Eu fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta.
Ap 1.11      Que dizia: o que vês, escreve-o num livro e envia-o as sete igrejas que estão na Ásia: A Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia.


LEITURAS COMPLEMENTARES

  • Segunda feira: Ap 2.1-7
Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro:
Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos e o não são e tu os achaste mentirosos; e sofreste e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome e não te cansaste.
Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade.
Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.
Tens, porém, isto: que aborreces as obras dos nicolaítas, as quais eu também aborreço.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus.

  • Terça feira: Ap 2.8-11
E ao anjo da igreja que está em Esmirna escreve: Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu:
Eu sei as tuas obras, e tribulação, e pobreza (imas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.
Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte.

  • Quarta feira: Ap 2.12-17
E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios:
Eu sei as tuas obras, e onde habitas, oque é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita.
Mas umas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostituíssem.
Assim, tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu aborreço.
Arrepende-te, pois; quando não, em breve virei a ti e contra eles batalharei com a espada da minha boca.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido e dar-lhe-ei uma pedra branca, re na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.

  • Quinta feira:  Ap 2.18-29
E ao anjo da igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao latão reluzente:
Eu conheço as tuas obras, e a tua caridade, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras.
Mas tenho contra ti o tolerares que Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensine e engane os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria.
E dei-lhe tempo upara que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu.
Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras.
E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda as mentes e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras.
Mas eu vos digo a vós e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina e não conheceram, como dizem, as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei.
Mas o que tendes retende-o até que eu venha.
E ao que vencer e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações,
e com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai,
dar-lhe-ei a estrela da manhã.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.

  • Sexta feira: Ap 3.1-6
E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.
Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.
Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.
Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso.
O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.

  • Sábado: Ap 3.7-22
E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi, o que abre, e ninguém fecha, e fecha, e ninguém abre:
Eu sei as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.
Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás (aos que se dizem judeus e não são, mas mentem), eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo.
Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.
Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.
A quem vencer, meu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.
E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: nIsto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.
Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente!
Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.
Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu),
aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas.
Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê, pois, zeloso e arrepende-te.
Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo.
Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Introdução
Ao estudar sobre as sete igrejas da Ásia, tenha em mente o que foi dito a elas e a respeito delas poderá ser dito de todas e para todas as congregações cristãs de qualquer lugar e tempo. Em vista disso, Jesus as constituiu como um tipo de igreja que surgiria sobre a terra. E aos fieis que congregarem em seu interior, o Senhor já elegeu qual tipo da Igreja que reúne os elementos indispensáveis ao arrebatamento.
Ao olharmos para as sete igrejas da Asia, podemos vislumbrar para os tempos atuais as mesmas características para a igreja do século XXI, as mesmas características que continham estas igrejas, tanto o seu fervor, quando a sua frieza, estão sendo evidenciadas nos dias hodiernos. Que o Espírito Santo nos ajude a escolhermos o melhor das sete igrejas para nossas vidas com Cristo.

1.     considerações preliminares
A Igreja é caracterizada, no primeiro capitulo do Apocalipse, para que possamos identificá-la quando ela aparecer de novo no desenrolar do livro. As sete estrelas na mão do Senhor são interpretadas por Jesus como sendo os sete anjos (pastores) das sete igrejas da Ásia menor. As igrejas são os castiçais; seus ministros são estrelas; mas Cristo é o sol (Ap 1.16b,20, Ml 4.2). Ele é para o mundo moral o que o sol é para o mundo físico.
É importante observarmos a saudação de João neste versículo. As sete igrejas que naqueles dias se encontravam dentro dos limites da Ásia Menor, eram compostos de judeus e gentios. Ele diz “graça” (para os crentes gentios – incluindo também gregos), e “paz” (para os crentes judeus). O autor dirige-se às igrejas da Ásia, que a seguir serão especificadas também geograficamente (1.11), mas por trás delas, dado o simbolismo do número, que indica “totalidade”, está toda a Igreja, estamos nós também.

1.1 O Numero Sete
1.4 ÀS SETE IGREJAS. O Apocalipse é dirigido às sete igrejas da Ásia (nome antigo de uma região que agora faz parte da Turquia ocidental). Cada uma dessas igrejas consistia de várias congregações. Essas igrejas foram provavelmente selecionadas por representarem a totalidade das igrejas daqueles dias, pois o número "sete" representa um número perfeito. Aquilo que lhes foi dito, aplica-se à igreja inteira. Noutras palavras, as "sete igrejas" representam todas as igrejas no decurso desta era da igreja. Os "sete espíritos" devem representar a perfeição e o ministério do Espírito Santo à igreja (cf. 4.5; 5.6; Is 11.2,3).

E da dos sete espíritos. Esta expressão é repetida nos capítulos 3.1 e 4.5. Ela está associada aos “sete olhos do Senhor, que discorrem por toda a terra” (Zc 4.10). Significa: “... da parte do Espírito Santo em sua plenitude Septiforme” (cf. 3.1; 4.5 e 5.6). São pela ordem: “(aaa) o espírito do Senhor; (bbb) o espírito de sabedoria; (ccc) e de inteligência; (ddd) o espírito de conselho; (eee) e de fortaleza; (fff) o espírito de conhecimento; (ggg) e de temor do Senhor”. Is 11.1. Podemos observar no presente texto, a multiforme operação do Espírito Santo, pois os “sete espíritos de Deus” são: “as diferentes operações do Espírito Santo nessa perfeição, que necessariamente, lhes pertence” (7). O Novo Testamento fala em outras passagens, da pluralidade de funções do Espírito Santo (cf. 1 Co 12.11; 14.32; Hb 2.4).

Dois pontos importantes devem ser analisados no presente versículo: as sete estrelas; o rosto do Filho do homem:
1. As sete estrelas. Sobre a presente expressão: “as estrelas”, existem várias interpretações, sendo que, duas delas, são aceitas no campo teológico e a segunda, sem exitação:
(a) As sete estrelas (anjos), são instrumentos nas mãos de Cristo, seres angelicais literais, que ministram à Igreja, controlando seus ministros, e, pelo menos em alguns casos, servindo de mediadores dos dons espirituais. “Por extensão dessa idéia, podemos supor que todas as comunidades locais dos crentes contam com os seus próprios anjos guardiões...”. (Cf. Sl 34.7; 1Co 11.10).
(b) As sete estrelas na mão direita do Senhor, são interpretadas por Jesus como sendo os “sete anjos (pastores) das sete igrejas” da Ásia Menor. Cf. v. 20. Este sete “mensageiros” foram homens enviados pelas igrejas da Ásia para saberem do estado do velho Apóstolo, então um exilado em Patmos (compare-se Fl 4.18); mas (sendo na sua volta portadores das “sete cartas”) pode figurar também em nossos dias um ministro de Deus portando uma mensagem especial para uma igreja. A palavra “anjo” é apenas transliteração do grego para o português e significa “mensageiro”. É, portanto, o pastor ou pastores que aqui estão em foco.
2. Seu rosto era como o sol. As igrejas são castiçais; seus ministros são estrelas; mas Cristo é o sol (Ml 4.2). Ele é para o mundo moral, o que o sol é para o mundo físico. A luz do rosto de Jesus Cristo é tal que na nova Jerusalém “não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol...” porque “... o cordeiro é a sua lâmpada” (Ap 21.23; 22.5). Num contexto geral do significado do pensamento, o rosto dos justos resplandece como o sol (Mt 13.43), o que também sucede no caso dos anjos (Ap 10.1)

1.2 A função das cartas
O propósito deste livro é tríplice. (1) As cartas às sete igrejas de Apocalipse revelam que ocorriam graves desvios do padrão bíblico da verdade e retidão segundo o NT em muitas igrejas da Ásia. João escreve, da parte de Cristo, para repreender a transigência e pecado dessas igrejas, e chamá-las ao arrependimento e ao seu primeiro amor. (2) Tendo em vista a perseguição resultante do endeusamento do imperador, o livro de Apocalipse foi enviado às igrejas para fortalecer-lhes a fé, firmeza e fidelidade a Jesus Cristo, e encorajar os membros a serem vencedores e permanecerem fiéis até a morte. (3) Finalmente, foi escrito para dar aos crentes de todas as eras a perspectiva divina do férreo conflito entre eles e as forças conjuntas de Satanás, nesta revelação do desfecho da história. O Apocalipse revela principalmente os eventos dos últimos sete anos antes da segunda vinda de Cristo, quando, então, Deus intervirá neste mundo e vindicará seus santos, derramando sua ira sobre o reino de Satanás. A isto se seguirá a segunda vinda de Cristo.

O intuito do Senhor Jesus Cristo era que a revelação fosse preservada para as gerações seguintes; e até hoje a forma escrita é a melhor maneira de preservar uma comunicação.
O leitor deve observar bem a frase “escreve-o num livro, e envia-o”. Isso nos dá entender que não só a carta endereçada à igreja devia ser lida, mas também todo o conteúdo do livro que encerrava a visão (.13). O Dr. Russell Norman Champrin, observa que a posição geográfica onde se encontravam essas igrejas, formava um CÍRCULO. As cidades foram numeradas partindo de Éfeso, na direção Norte, para Esmirna (64 quilômetros); daí para Pérgamo, 80 quilômetros ao norte de Esmirna; então, atravessando 64 quilômetros para sueste, até Tiatira, descendo, então, 80 quilômetros para Sardo; daí para Filadélfia a 48 quilômetros a sueste de Sardo; então Laodicéia a 64 quilômetros a sueste de Filadélfia.

1.3 O significado de Anjo
A palavra anjo (hb. malak; gr. angelos) significa= mensageiro. Os anjos são mensageiros ou servidores celestiais de DEUS (Hb 1.13,14), criados por DEUS antes de existir a terra (Jó 38.4-7; Sl 148.2,5; Cl 1.16).
Qual a função principal dessas criaturas de Deus? “dirigir, guiar, guardar, fortalecer, avisar, censurar e punir os homens” Sucedeu, pois, que naquela mesma noite, saiu o anjo do SENHOR e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram corpos mortos. 2Rs 19.35 O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra Sl 34.7 E, tendo-se eles retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga, porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Mt 2.13 A bíblia fala que existe uma multidão deles Gn 28.12

“Ao anjo da igreja”. Nada se sabe de certo quem era esse “anjo” nos dias em que esta carta estava sendo enviada, a não ser aquilo que depreende do texto em foco. Segundo o relato de Lucas em Atos 20, quando Paulo visitou a Ásia Menor, “... de Mileto mandou a Éfeso, chamar os anciãos da igreja. E, logo que chegaram juntos dele, disse-lhes... Olhai, pois por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” (At 20.17, 18, 28). Quando Paulo falou essas palavras, Timóteo era o pastor (anjo) da igreja de Éfeso (1Tm 1.3) e provavelmente Tíquico tenha sido seu substituto (At 20.4; Ef 6.21; 2Tm 4.12). O “anjo” a que Jesus se refere bem pode ser este último.

O que podemos ver também é que esses anjos são cobrados duramente pelo Senhor e louvor pela fidelidade.
O de Éfeso 2.4 “Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade.”
O de Esmirna 2.9 “Eu sei as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.”
O de Pérgamo 2.14 “Mas umas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostituíssem.”
O de Tiatira 2.20 “Mas tenho contra ti o tolerares que Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensine e engane os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria.”
O de Sardes 3.2 “Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.”
O de Filadélfia 3.8 “Eu sei as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.”
O de Laodicéia 3.15 “Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente!”
Então não pode estar se tratando de seres angelicais e sim de homens mortais mesmo.


2.     A história das sete cidades da Asia menor
As congregações cristãs que nasceram na Ásia Menor refletem um pouco as características de cada cidade. As histórias de cada cidade são importantes para que cada crente entenda o quanto a cultura de uma região poderá influenciar na conduta e forma de pensar de cada congregação.

2.1 Éfeso e Laodicéia
Éfeso era a cidade principal da província da Ásia, do lado oeste da Ásia Menor. Na época em que João a escreveu, essa cidade era um grande porto, situ­ado perto da boca do rio Caister. Caravanas nas estradas romanas do norte, leste e sul convergiam aqui, para deixar suas cargas em navios que velejavam para o oeste em direção a Corinto ou mesmo até a Itália. Éfeso era uma metrópole agitada. Essa cidade era a porta de entrada da Ásia. O procônsul precisava desembarcar aqui quando iniciava o seu ofício como governador da Ásia. Ao mesmo tempo, ela era a estrada principal para Roma. No início do segundo século, quando os cristãos estavam sendo enviados por navio para Roma para alimentar os leões, Inácio chamou Éfeso de a Rota dos Mártires.
Politicamente, Éfeso era uma cidade livre. Isso significava que ela desfrutava de uma medida considerável de autonomia autônomo. Nessa cidade também ocorriam os famosos jogos anuais.
Na área da religião, Éfeso era o centro de adoração de Ártemis. Seu templo era uma das sete maravilhas do mundo antigo. Éfeso era chamada de "A Luz da Ásia". Contudo, ela era uma cidade pagã, repleta de trevas da superstição pagã. Swete escreve: "A cidade era um canteiro de ritu­ais e superstições, um local de encontro do ocidente e do oriente, onde gregos, romanos e asiáticos se acotovelavam nas ruas".
Por causa da sua importância estratégica, Paulo havia passado mais tempo aqui (perto de três anos, At 20.31) do que em qualquer outro lugar nas suas três viagens missionárias. Ele fez muitos convertidos, tanto judeus quanto gentios (At 19.10) e construiu uma igreja forte. Nos anos 60 d.C, Timóteo foi colocado lá (1 Tm 1.3). A tradição da Igreja Primitiva afirma que João passou os últimos anos da sua vida nesse terceiro grande centro do cristianismo (depois de Jerusalém e Antioquia).
Hoje essa metrópole poderosa do passado é um monte de ruínas. O rio Caister en­cheu o porto com lodo, de maneira que a cidade é somente um pântano de juncos. O mar fica a cerca de dez quilômetros de distância.

Laodicéia distava cerca de 60 quilômetros a sudeste de Filadélfia. Ela se localizava junto ao rio Licos, 10 quilômetros ao sul de Hierápolis e 16 quilômetros a oeste de Colossos. Fundada por Antíoco II (267-246 a.C), essa cidade foi chamada de Laodicéia em homenagem à sua esposa, Laodice. Visto que estava localizada na junção de três estradas importantes, tornou-se uma grande cidade comercial e administrativa. O fato de ser um centro financeiro, a tornou tão próspera que foi capaz de reconstruir-se depois do grande terremoto em 60 d.C. sem o subsídio imperial. Ela também era conhecida pela fabricação de roupas e tapetes de uma lã preta, brilhante e macia. Laodicéia também era famosa por causa da sua renomada escola de medicina, particularmente conhecida por sua pomada para tratamento dos ouvidos e pelo "pó frígio", usado para fabricar colírio.
A igreja de Laodicéia já existia quando Paulo estava preso em Roma. Ele escreveu uma carta a ela (cf. Cl 4.16) que evidentemente se perdeu.
A cidade foi conquistada pelos turcos. No lugar existe hoje uma série de ruínas, ainda não escavadas.

2.2 Pérgamo, Tiatira e Sardes

Pérgamo comercialmente não era tão importante como Éfeso e Esmirna, mas mesmo assim era importante como centro político e reli­gioso. Começou a se destacar depois da morte de Alexandre o Grande em 333 a.C. Em 133 a.C, Atalo III, o último rei de Pérgamo, passou o reino a Roma em seu testamento, e Pérgamo, se tornou a capital da província romana da Ásia. Foi também a primeira cidade da Ásia que incentivou abertamente o culto ao imperador. No ano 29 a.C. foi dedicado um templo "ao divino Augusto e à deusa Roma", e desta maneira Pérgamo se tornou o principal lugar de adoração ao imperador na Ásia. Com o passar do tempo esta adoração ficou sendo uma prova de lealdade a Roma, pois o culto ao imperador era o ponto central da política do Império, e a recusa a tomar parte no culto oficial era considerada alta traição.
Pérgamo era também o centro de culto a muitos outros deuses. Na cidade havia uma acrópole de uns 300 metros de altura com muitos templos a deuses pagãos. No topo havia um bonito templo dedicado a Zeus, tendo ao lado um templo da deusa Atenas. Pérgamo também era o centro do culto a Asclépio, o deus-serpente das curas, e seu colégio de sacerdotes-médicos era famoso. Pérgamo, assim era uma fortaleza das reli­giões pagas e do culto ao imperador, um ambiente extremamente difícil para uma igreja cristã.

Cerca de 65 quilômetros a sudeste de Pérgamo ficava Tiatira. Era uma cidade da Lídia, perto da fronteira com a Mísia. Construída por Seleuco I, fundador da dinastia dos Selêucidas, ela foi povoada pelos veteranos das campanhas de Alexan­dre, o Grande, na Ásia. Em torno de 190 a.C, Tiatira foi tomada pelos romanos. Embora tivesse um centro comercial próspero, era muito inferior ao de Éfeso, Esmirna, e Pérgamo. Charles observa: "A carta mais longa foi dirigida à cidade menos importante das Sete Cidades". Evidentemente, havia judeus ali, porque (At 16.14) menciona "Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus". Parece que na época ela era uma prosélita convertida ao judaísmo.
A igreja em Tiatira evidentemente era pequena. Fala-se que ela desapareceu no fim do segundo século.

Continuando rumo ao sudeste de Tiatira, o mensageiro teria de viajar cerca de 50 quilômetros até Sardes, a antiga capital da Lídia. Ela era famosa pela sua fabricação de lã e afirmava ter sido a primeira cidade a descobrir a arte de tingir lã.
Sardes havia alcançado seu ápice de prosperidade sob o rico rei Croesus  (560 a.C). Conquistada por Ciro, ela permaneceu desconhecida durante o governo persa. No período romano, houve certa medida de restauração. Mas Charles diz que mesmo então "nenhuma cidade na Ásia apresentou um contraste mais deplorável entre o esplendor passado e o declínio inquietantemente atual". Por esse motivo Ramsay chama Sardes de "a cidade da morte". Ele escreve: "Assim, quando as Sete Cartas foram escritas, Sardes era uma cidade do passado, que não tinha futuro". Hoje existe uma pequena vila, chamada Sart. O principal culto em Sardes era a depravada adoração de Cibele (ou Artemis). Charles diz: "Seus habitantes tinham se destacado pela luxuria e libertinagem". Isso dificultou a manutenção dos padrões cristãos de pureza.


2.3 Esmirna e Filadélfia

A história da fundação da igreja em Esmirna nos é desconhecida; mas, no segundo século, a igreja de Esmirna atingira certa posição de importância. Foi alvo de amargas perseguições, já que Esmirna se tornara o centro mesmo do culto ao imperador. O culto ao imperador era uma adoração obrigatória aos imperadores romanos, como se estes fossem divindades. Naturalmente, os crentes se recusavam a tal, e, em conseqüência, foram amargamente perseguidos, e muitos deles sofreram o martírio. Esmirna tornou-se o símbolo mesmo da igreja dos mártires. Por conseguinte, supõe-se que a carta que ora iniciamos deve ser entendida como predição sobre o período das horrendas perseguições que tiveram lugar entre o ano 100 d.C. e o tempo da conversão de Constantino, já no começo do século IV d.C.

Essa cidade distava de Sardes pouco menos de 50 quilômetros a sudeste. Ela recebeu o nome do seu fundador, Atalus II (Philadelphus), que reinou de 159 a 138 a.C. Muitas vezes sacudida por terremotos, ela foi destruída em 17 d.C, junto com Sardes e dez outras cidades no vale de Lídia. O medo fez com que grande parte da popu­lação deixasse de morar no interior dos seus muros. Aparentemente, tanto a cidade quanto a igreja eram pequenas nessa época.
A adoração principal era a Dionísio (mais tarde chamado de Baco). Mas a carta indica que a principal oposição veio dos judeus e não dos pagãos.
Quando os turcos conquistaram a Ásia Menor na Idade Média, Filadélfia suportou o ataque por muito mais tempo do que outras cidades. Ramsay diz: "Ela exibia todas as qualidades nobres de perseverança, verdade e constância que são atribuídas a ela na carta de João". Hoje há uma cidade relativamente grande lá, com uma estação ferroviária.

3.     O retrato de jesus e a importância da igreja
O retrato de Jesus que é conhecido pela Igreja espalhada na Ásia Menor, está listado no capitulo um. Todavia, Jesus é visto no meio da sua Igreja. Cristo valoriza tanto a sua Igreja que ele se dá a conhecer no meio dela e não a parte dela. Ninguém verá Jesus fora da Igreja. Hoje muitas pessoas querem Cristo, mas não a Igreja. Hernandes Dias Lopes, teólogo conceituado de nosso país, diz que é impossível que alguém possa ser salvo fora da comunidade cristã, porque Cristo esta voltando para sua noiva. Ela ocupa o centro da sua atenção.

3.1 A igreja em Éfeso, e em Laodicéia
A comunidade de Éfeso é ativa e faz muita coisa boa, seu nome significa = Desejavel. Mas deixou de obedecer ao mandamento do amor, correndo o risco de perder a sua identidade como comunidade cristã. (Jo 13.35) Esta exortação para ouvir o Espírito, aparece no fim das sete cartas. Quando a Igreja se encontra em processo de conversão para seguir a Jesus. Qual é a palavra a ser dita e a ação oportuna a ser realizada no momento que ela esta vivendo. Tinha perdido o primeiro amor e estava se desviando, e se não se arrependesse e voltasse seria retirada do seu lugar e deixaria de ser luz. Quando deixa o Senhor, qualquer coisa toma o lugar de Cristo como: o lazer, a moda, os amigos, ou o pecado. A igreja deveria buscar o que havia perdido, ou seja, o primeiro amor as coisas de Deus. Esta igreja representa a igreja do Século I, a igreja da época Apostólica. A igreja do amor decadente

A comunidade de Laodicéia é rica e auto-suficiente. Seu nome significa = direito do povo. Ela confia em si mesma, e não quer depender de ninguém. Contudo, a verdadeira riqueza de uma comunidade é ouvir a palavra de Jesus e ficar unida a ele. Ela achava que sua condição espiritual era perfeita, o que certamente refletia uma vida material prospera, no entanto, o testemunho do Senhor Jesus a seu respeito era exatamente o contrario. Era uma igreja morna e achavam-se ricos e abastados e se não se arrependessem iriam ser tirados da presença do Senhor. Esta igreja representa a igreja dos dias finais desta dispensação. É a igreja morna.
É digno de nota o fato de que somente na primeira e na última das sete cartas as igrejas são ameaçadas de completa des­truição, pela desanimadora, e puramente negativa, razão que é a fal­ta de fervente devoção.

3.2 A igreja em Pérgamo, em Tiatira, e em Sardes
A comunidade de Pérgamo que significa = Casamento. Sabe resistir à religião imperial (trono de Satanás) que efetua perseguições e martírios, mas sucumbe à sedução do sincretismo religioso (doutrina de Balaão e dos nicolaitas). A comunidade cristã precisa discernir e combater a idolatria do poder político totalitário e a idolatria das idéias que ameaçam a vida cristã autentica. Nos tribunais gregos e romanos, os juízes tinham pedrinhas brancas e pretas. Se o réu recebia uma pedrinha preta estava acusado, se branca estava perdoado. Também receberá um novo nome. Era o centro da idolatria e tinha um grande altar erigido à adoração de um deus-serpente. Isto talvez explique as palavras “onde satanás habita”. A doutrina de Balaão é achar que “nada faz mal”, que os costumes do mundo não impedem o crente de caminhar como: sexo fora do casamento, divórcio, drogas, alcoolismo, palavrões, roupas indecentes, etc. esta igreja representa a igreja mundana dos anos 313 a 600 dc. Em 313 deu-se a união da igreja como estado
A comunidade de Tiatira que significa = que sacrifica sempre. É exemplar em tudo, menos no combate às falsas doutrinas que ameaçam desvirtuar a vida cristã. Ensinamento errado, jovens se prostituindo por falsos conselhos, ídolos, fitas nos braços e suas pernas, comidas e doces oferecidos a Cosme e Damião, símbolos em correntinhas penduradas no pescoço ou pintadas em camisetas, etc. ali havia alguém que foi comparada a Jezabel, uma mulher má, sedutora, insubordinada, autoritária, adoradora de deuses estranhos, que levaram muitos do povo de Deus a praticarem o erro. Esta é a igreja profana dos anos 600 a 1517.
Com poucas exceções, a comunidade de Sardes que significa = os que escapam ou remanescentes. Apóia-se na hipocrisia. São pessoas que vão a igreja levar os filhos como se fosse um passeio dominical, sem mostrar o real propósito que é a adoração ao Senhor. Procuram casamento, amigos, moda, negócios e apresentar shows sem sentido de adoração. Sua vida como comunidade cristã é apenas aparência que não corresponde a realidade. Parece viva mais esta morta. Ela é a igreja morta do período de 1517 a 1750. Em 1750 inicia a evangelização e missões.

3.3 A Igreja em Esmirna e em Filadélfia
A comunidade de Esmirna que significa = Amargura, é pobre. Sua riqueza consiste no testemunho e no seguimento de Jesus. Por isso, ela não deve temer as perseguições: assim como Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo, também ela terá sempre a vida. A igreja tipo Esmirna, pode estar sofrendo pressão tanto externa (prova), quanto interna (tentação). A igreja não recebeu nenhuma repreensão do Senhor. É a igreja do período dos anos 100 a 312, a igreja perseguida.
A comunidade de Filadélfia que significa = amor fraternal, é fraca, mas permanece fiel a sua fé, e por isso recebe proteção especial de Jesus na hora da perseguição. É na fraqueza do homem que se manifesta o amor de Jesus, dando-lhe força e coragem. Características principais da igreja eram serem crentes humildes, trabalhadores e perseverantes. Os crentes santos serão exaltados, mas os orgulhosos serão humilhados. O período da grande tribulação que virá sobre o mundo, mas seus fies não estarão aqui neste período. O crente que não permanecer fiel pode perder a “coroa da vida” prometida ao crente perseverante que suporta as provações. É a igreja avivada e missionária do século XVIII, XIX e inicio do século XX.

Conclusão
Tudo indica que estamos vivendo os dias imediatamente anteriores ao arrebatamento. Dias em que predominam as igrejas do tipo “Laodicéia”, a Igreja que vai subir, é do tipo “Filadélfia e Esmirna”. Se uma onda de tribulação nos atingir de repente, poderá muito bem ser o amor disciplinador de Jesus, para produzir crentes fiéis que perseverem até o fim.




Fontes:
Bíblia de Estudo Dake – Atos
Comentario Biblico de Moody - Apocalipse
Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva
Revista: Epístolas às igrejas de Cristo –Editora Betel – 4º Trimestre 2006
Revista: Apocalipse – Editora Betel - 2º Trimestre 2012 – Lição 02

Oferta ao Senhor


O que vc tem ofertado ao Senhor?

Neste texto em questão vemos Deus através de Moises deixando determinado sobre as ofertas e dízimos que o povo deveria trazer aos sacerdotes.  

“Todas as ofertas alçadas das coisas santas, que os filhos de Israel oferecerem ao SENHOR, tenho dado a ti, e a teus filhos e a tuas filhas contigo, por estatuto perpétuo; aliança perpétua de sal perante o SENHOR é, para ti e para a tua descendência contigo. “ Números 18:19
19. Aliança perpétua de sal. De acordo com Lv. 2:13, todo sacrifício era salgado. Cristo usou este pensamento para descrever a eterna verdade do inferno (Mc. 9:49). O sal significava uma aliança inviolável entre Deus e os sacerdotes.

“Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao SENHOR em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão.” Números 18:24
24. Os dízimos . . . que apresentam ao Senhor em oferta, dei-os por herança aos levitas.  Os levitas e os sacerdotes dependiam da fidelidade do povo, o qual por sua vez desfrutava da boa vontade do seu Deus através da obediência cuidadosa a todas as leis do santuário.

E deverão apresentar como contribuição ao Senhor a melhor parte, a parte sagrada de tudo que for dado a vocês. Números 18.29
29. Toda oferta (contribuição) do (devida ao) Senhor: do melhor delas. As ofertas devidas ao Senhor (v. 26) deviam vir do melhor dentre o melhor. O povo dava o que tinha de melhor aos levitas, os quais davam o melhor disto ao Senhor, representado pelos sacerdotes.

O Aposto Paulo em 2 Co 9.7,8 “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.
E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra;”
7. Podemos resumi-lo assim: 1) a pessoa – cada um; 2) à proporção – segundo tiver proposto; 3) o lugar – no coração; 4) a perversão – não com tristeza, ou por necessidade; 5) o princípio – porque Deus ama a quem dá com alegria.
8. Muito literalmente: Deus pode fazer-nos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra. Observe a repetição de tudo e toda. Sobre Deus pode, veja Mt. 3:9; 10:28; Mc. 2:7; Ef. 3:20; Judas 24. O substantivo suficiência (autarkeia) não foi usado em outras passagens do N.T., apenas em I Tm. 6:6 (mas Paulo aplica o adjetivo a si mesmo em Fp. 4:11). Esta palavra, usada pelos estóicos, descreve "um estado perfeito de vida no qual não há necessidade de auxílio" (Thayer, Lexicon). A palavra "suficiência" (hikanotes) em II Co. 3:5 designa "capacidade ou competência para fazer uma coisa" (Thayer). Os dois termos não são idênticos; uma pessoa pode ter um deles sem ter o outro.

O profeta Malaquias inspirado pelo Senhor trás uma repreensão severa para o povo pois este estava sem contribuir na casa do Senhor, estavam roubando a Deus.
“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas.
Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação.
Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. “ Malaquias 3:8-10
8. Vós me roubais. Mordomia falha equivalia à fraude ou roubo. Dízimos. com referência à obrigação específica, veja Lv. 27:30-33; Núm. 18:20-32; Dt. 4:22-29. Ofertas. A palavra usada para "oferta", é terûmâ, que geralmente se aplica às ofertas espontâneas, às primícias, ao meio siclo pago ao santuário e às porções do sacrifício que eram reservadas aos sacerdotes ( Êx. 30:13; Lv. 7:14; Nm. 15:19-21; 18:26-29). 
9. Maldição. Literalmente, a maldição. O castigo mencionado em 2: 2 sobreviria à nação culpada como um todo. 
10. Todos os dízimos. Antes, todo o dízimo. Ao que parece os israelitas fingiam conformar-se à Lei, oferecendo alguns dízimos a Deus mas não todos os exigidos pela Lei (cons. Atos 5:1, 2). À casa do tesouro. Os dízimos deviam ser trazidos e recolhidos em salas especiais do Templo. Mantimento. O dízimo fornecia o sustento dos levitas (Nm. 18:24). As janelas do céu. A figura (cons. II Reis 7:2, 19) refere-se ao derramamento de bênçãos materiais em superabundância. (Com. Lc. 6:38). Derramar sobre vós bênção. Se os judeus duvidassem que Jeová recompensa os justos (cons. Ml. 2:17), que fizessem um teste.

Tenham um ótimo dia na graça a na paz do Senhor Jesus, sejam fieis e ele te abençoara.




 

quarta-feira, 28 de março de 2012

"Chaves para a leitura do Apocalipse"


LIÇÃO 01 – 01 DE ABRIL DE 2012


Texto Áureo

“Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João seu servo”. Ap 1.1

Verdade Aplicada

O Apocalipse é um livro aberto, cheio de símbolos, profecias, juízos e condenações, mas re­levante, majestoso e apoteótico.

Objetivos da Lição

►      Introduzir de modo provei­toso e prazeroso o estudo do Apocalipse.
►      Oferecer informação ã identi­ficação correta de personagens e fatos do Apocalipse.
►      Corrigir possíveis erros de interpretação.

Textos de Referência

Ap 1.3        Bem-aventurado aque­le que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guar­dam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.
Ap 1.12      E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro;
Ap 1.13      E, no meio dos sete castiçais, um semelhante ao Filho do Homem, vestido até os pés de uma veste comprida e cingido pelo peito com um cinto de ouro.
Ap 1.14      E a sua cabeça e ca­belos eram brancos como lã branca, como a neve, e os olhos, como chama de fogo;
Ap 1.15      E os seus pés, seme­lhantes a latão reluzente, como se tivesse sido refinado numa fornalha; e a sua voz, como a voz de muitas águas.
Ap 1.16      E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece.

GLOSSÁRIO

Modalidade: Maneira de ser; cada aspecto ou particularidade diferente do mesmo fato;
Conveniência: Qualidade do que é conveniente; interesse, proveito; e
Incidência: que sobrevém do decurso de um fato principal.

LEITURAS COMPLEMENTARES

  • Segunda feira: Ap 1.4-8
João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono;
E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,
E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém.
Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.
Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.
  • Terça feira: Ap 1.9,11
Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo.
Que dizia: Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro; e o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia.
  • Quarta feira: Ap 1.17,18
E eu, quando vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último;
E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.
  • Quinta feira:  Ap 1.19,20
Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer;
O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas.
  • Sexta feira: Is 48.12-14
Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu, ó Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, eu o primeiro, eu também o último.
Também a minha mão fundou a terra, e a minha destra mediu os céus a palmos; eu os chamarei, e aparecerão juntos.
Ajuntai-vos todos vós, e ouvi: Quem, dentre eles, tem anunciado estas coisas? O SENHOR o amou, e executará a sua vontade contra Babilônia, e o seu braço será contra os caldeus.
  • Sábado: Zc 4.11-14
Respondi mais, dizendo-lhe: Que são as duas oliveiras à direita e à esquerda do castiçal?
E, respondendo-lhe outra vez, disse: Que são aqueles dois ramos de oliveira, que estão junto aos dois tubos de ouro, e que vertem de si azeite dourado?
E ele me falou, dizendo: Não sabes tu o que é isto? E eu disse: Não, SENHOR meu.
Então ele disse: Estes são os dois ungidos, que estão diante do Senhor de toda a terra.

Introdução
Bem vindo à Escola Bíblica Dominical. Neste trimestre vamos nos ocupar com o livro do Apocalipse. Para melhor entendê-lo, nessa primeira lição, vamos estudar a categoria, conteúdo e destino das revelações que o apóstolo João recebeu. Mas também abordaremos o fundamento, propósito e tema principal do livro. E, ainda, ater-nos-emos aos métodos utilizados pela igreja durante sua historia. Que o Deus trino possa ajudá-lo a entender de forma prática as revelações contidas neste livro.
Através dos séculos algumas dúvidas têm sido lançadas sobre a autenticidade deste livro. Neste comentário não há espaço para a exposição dos argumentos levantados contra a autoria joanina, mas temos de considerar os fatos que atestam que o Apóstolo João é o autor: 
1) Quatro vezes neste livro o nome do autor foi inserido (1:1, 4, 9; 22:8). 
2) Até a primeira metade do século II, era convicção da Igreja de que João era o autor. Justino Mártir declara francamente: "E conosco um homem chamado João, um dos apóstolos de Cristo, que na revelação que lhe foi dada.” (Dialogue with Trypho the Jew, cap. 81). O grande historiador Eusébio repetidamente atribuiu o livro a João (Ecclesiastical History, III, xxiv, xxxix); do mesmo modo Tertuliano (Contra Marcion 3:14, 24).
3) Sejam quais forem as peculiaridades gramaticais deste livro, existem inumeráveis semelhanças entre o vocabulário do Evangelho de João e o do Apocalipse. "Um elo importante que une estas obras", destaca Gloag, "é a aplicação do termo Logos a Jesus Cristo. Este termo é sem dúvida joanino; não foi empregado em nenhum outro lugar das Escrituras, e, contudo aparece no Apocalipse: 'Está vestido com um manto tinto de sangue; e o seu nome se chama o verbo de Deus' (Ap. 19:13).

1.     Categoria, conteúdo e destino
Para estudar com proveito este livro, além de crer de todo coração que se trata da palavra de Deus escrita, precisaremos usar as chaves que o abrem à nossa compreensão. Começaremos com o primeiro conjunto: a que categoria literária pertence o Apocalipse, o conteúdo do livro e a quem foi destinado. Portanto, ao estudar o Apocalipse, considere que ele é:

1.1 Literatura apocalíptica
Quando o dom da verdadeira profecia cessou com Malaquias no Velho Testamento, cerca de 400 A.C., desenvolveu-se dentro da comunidade judia uma literatura da qual uma parte é chamada de apocalíptica. Esta literatura foi escrita em linguagem simbólica e descritiva. Foi composta, na maioria, em tempos de perseguição, especificamente nos dias de Antíoco Epifânio, no segundo século, antes de Cristo, como também no primeiro século desta era, quando o povo hebreu viu a destruição de sua santa cidade. A literatura apocalíptica é, principalmente, escatológica. Ela se concentra naqueles acontecimentos futuros quando os inimigos de Israel e do Senhor serão destruídos, e Israel mesma será restaurada à sua glória antiga.

A palavra Revelação deriva do latim revelatio (de revelare, "revelar ou tirar o véu daquilo que estivera previamente escondido"). Este era o título conferido ao livro na Vulgata Latina. O título grego é Apocalipse, extraído diretamente da primeira palavra do texto grego, apocalypsis. Nesta forma substantiva a palavra não se encontra em nenhuma outra obra da literatura grega, mas como verbo foi continuamente usada nos Evangelhos e nas Epístolas, de maneiras variadas, especialmente com referência a algumas formas da revelação divina ao homem (como o Filho do Homem, em Lc. 17:30). Foi usada por Paulo referindo-se ao mesmo evento futuro (Rm. 8:18; I Co. 1:7; II Ts. 1:7), e freqüentemente em I Pedro (1:7, 13; 4:13; 5:1). No texto grego de Daniel esta palavra encontra-se muitas vezes com referência à revelação de segredos, ou interpretação de sonhos, ou revelação de Deus (veja Dn. 2:19, 22, 28, 29, 30, 47; 10:1; 11:35).

1.2 Conteúdo do Apocalipse
Conteúdo se compõe de: 22 capítulos, 404 versículos, 12000 palavras e 9 perguntas: (5.2; 6.10,17; 7.13; 13.4 (duas vezes); 15.4; 17.7; 18.18). “A Bíblia divide a raça humana em três partes: quer dizer, os judeus, os gentios, e a Igreja (1 Co 10.32), e contém, uma mensagem para cada uma das três. O Antigo Testamento trata das duas primeiras divisões. Por exemplo, o livro de Daniel trata dos judeus e dos domínios gentílicos, sem mencionar a Igreja graficamente. O Novo, dá a mensagem para a Igreja, e Paulo, especialmente, em todas as suas epístolas trata dela, enquanto que temos a palavra final de Deus para judeus, gentios e, a Igreja, no Apocalipse. Encontramos a Igreja no princípio do livro; Israel no meio; e as nações gentílicas no fim.
O livro do Apocalipse, acima de todos os outros livros da Bíblia, é um registro do que foi revelado em visões ao autor. Todos nós sabemos como às vezes se torna difícil registrar o que vimos, especialmente quando a visão é espetacular. Como poderia alguém descrever adequadamente um pôr-de-sol glorioso, ou a majestade dos Alpes? Os muitos e diferentes verbos gregos significando "ver", "observar", ou "perceber", aparecem 140 vezes neste livro, começando com "o que vês, escreve em livro" (1:11). Imediatamente após João diz: "Voltei-me para ver quem falava comigo, e voltado, vi", etc. (v. 12). No começo do capítulo 4, ouve-se uma voz do céu dizendo a João, "Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas cousas" (4:1). Deste ponto para frente, há inúmeros parágrafos, até o final do livro, que começam com "e vi".

1.3 Destinado à Igreja
Desde o começo deste livro até quase o fim, devemos sempre ter em mente o fato de que o livro de Apocalipse é: um livro de juízo, portanto, um livro envolvendo destruição, devastação, morte, dor, tribulação. A própria descrição do Senhor Jesus quando Ele está para enviar mensagens às igrejas contém alguns fatores que indubitavelmente falam de juízo - olhos "como chamas de fogo", pés "semelhantes a latão reluzente", de cuja boca "saía uma aguda espada de dois fios". As passagens seguintes tratam especialmente deste tema do juízo: 6:16, 17; 11:17, 18; 14:7, 10; 16:5, 7; 18:8, 10, 20; 19:2 e 20:11-15.
É importante observarmos a saudação de João neste versículo. As sete igrejas que naqueles dias se encontravam dentro dos limites da Ásia Menor, eram compostas de judeus e gentios. Ele diz “graça” (para os crentes gentios – incluindo também gregos), e “paz” (para os crentes judeus). O autor dirige-se às igrejas da Ásia, que a seguir serão especificadas também geograficamente (1.11), mas por trás delas, dado o simbolismo do número, que indica “totalidade”, está toda a Igreja, estamos nós também.

2.     Fundamento, propósito e tema
Vencida esta primeira etapa, lancemos mão de mais três chaves importantíssimas: As bases literárias e proféticas sobre as quais se desenvolveu o Apocalipse, o propósito a que se destina e o tema principal do livro.

2.1 Bases literárias e proféticas
Por causa do seu simbolismo, sua saturação com as passagens e temas do Velho Testamento, os vários esquemas de interpretação que se desenvolveram em relação a este livro através dos séculos, e a profundidade e vastidão dos assuntos que nela são revelados, eu creio que o Apocalipse, mais do que qualquer outro livro da Bíblia, revelará seu significado só àqueles que lhe dedicarem estudo prolongado e cuidadoso. O Professor William Milligan desafia-nos com estas palavras: "O livro está aqui e, ou nós o excluímos do N.T., ou a Igreja deve continuar lutando por compreendê-lo até que tenha sucesso. Observação: 1. Em primeiro lugar, partamos da suposição – uma suposição que não é negada por nenhum daqueles aos quais estas palestras são dirigidas – que a Revelação de S. João é parte da Palavra de Deus. Esta consideração resolve todo o problema. O simples fato de um livro ter sido dado pelo Todo-Poderoso ao homem constitui em obrigação para o homem esforçar-se em compreendê-lo. Pode ser difícil fazê-lo. Podemos ser derrotados por muito tempo. Nem por isso vamos nos esforçar menos; usando de todos os instrumentos que estão a nossa disposição, e vigiando, se ainda nos sentimos nas trevas, pelos primeiros sintomas de luz. Nada é mais certo do que isso, se não fosse obrigação nossa que usássemos este livro, o exaltado Redentor não o teria dado por revelação ao Seu servo João" Muitos estudantes, antes e a partir de Lange, expressaram a mesma esperança pronunciada em 1870: "Sem dúvida, no futuro, a importância e a influência deste Livro vai constantemente aumentar com o aumento da confusão e desalento dos tempos, com o aumento do perigo que oferecem à fé sadia e sóbria (Revelation, pág. 63)

2.2 Propósito do Livro
É neste livro que alguns dos maiores temas da revelação divina são concluídos dramaticamente. Aqui as profecias referentes à Cristo, o Rei dos reis, são desdobradas em sua plenitude, e se cumprem. Aqui, palavras tais como tabernáculo, templo, paraíso, Babilônia, etc., assumem sua conotação espiritual suprema. Aqui todas as promessas de uma vida em glória concentram-se no quadro maravilhoso da Cidade Santa. Temos aqui o destino final de Satanás, do Anticristo, os falsos profetas e todos os inimigos de Deus. Aqui os reis rebeldes do Salmo 2 encontram-se finalmente sob os pés do Cordeiro de Deus.

2.3 O tema principal
Este livro é notavelmente um livro para uma era de perturbação, para um século no qual as trevas se espessarão, o medo se espalhará por toda a humanidade, e poderes monstruosos, ímpios e maus, aparecerão no palco da história (como aparecem neste livro). Mas encontramos nele conforto e estímulo: Deus sabe todas as coisas desde o começo, até mesmo as tribulações do Seu próprio povo. Contudo, o final deste conflito, a perseguição, a tribulação, o martírio, será determinado por Cristo, quando Ele, finalmente for vitorioso. O pecado e Satanás e toda a corte de Satanás serão derrotados para sempre; e os crentes estarão com o Filho de Deus na glória para sempre.

3.     Métodos de interpretação
Durante a história marcante da Igreja de Cristo, surgiram diversos métodos distintos de interpretação do livro do Apocalipse. O primeiro foi o método Preterista, seus interpretes acreditam que, em breve se ergueria de seu trono para abalar o governo das nações perversas, destruir todo mal e estabelecer o seu Reino na terra. Depois, o método Histórico que encara o Apocalipse como uma profecia simbólica. E por ultimo, o método Futurista que lê o Apocalipse em grande parte como uma profecia de acontecimentos futuros.

3.1 Método preterista
O ponto de vista preterista. (Do passado). Este método é praticamente oposto ao método futurístico. Os futuristas afirmam que nada do livro (com exceção dos capítulos 1,2, e 3) se cumpriu ainda. Os preteristas, no sentido restrito do termo, afirmam que todo o livro foi já cumprido nos dias do império romano, no primeiro século da nossa era, embora, talvez haja acontecimentos relacionados ao segundo século. “A palavra “preter” é um prefixo do latim “praeter”, que significa passado ou além de. O derivado “preterista” aqui empregado significa aquele que encara o passado o cumprimento do Apocalipse. Pieters acha que há dois grupos de preteristas: os da direita e os da esquerda.

3.2 Método histórico
Na história da interpretação do Apocalipse, provavelmente maior é o número de nomes ligados a este esquema do que a qualquer outro ponto de vista, com exceção do futurista. De acordo com este conceito, o livro do Apocalipse, especialmente na profecia dos selos, das trombetas e das taças, apresenta eventos particulares da história do mundo que se relacionam com o bem-estar da Igreja desde o primeiro século até os tempos modernos. A maior das obras baseadas nesta teoria é o estudo em quatro volumes feito por Elliott (E.B. Elliott, Horae Apocalypticae), que pode ser considerada como uma ilustração deste esquema. Ele diz que os juízos das trombetas cobrem o período de 395 a 1453, que a primeira trombeta se refere à invasão dos godos, a terceira dos hunos sob o comando de Átila, a quinta das hordas maometanas que se derramaram pelo Ocidente no sexto e sétimo século, etc. Temos outra ilustração na famosa obra de Mede que diz que o sexto selo prediz a derrocada do paganismo sob Constantino, que a segunda taça se refere a Lutero, que a terceira se relaciona com os acontecimentos do reinado da Rainha Elizabeth I, etc. Muitos daqueles que pertencem a esta escola insistem que o terremoto mencionado em 11:19  refere-se à Revolução Francesa; outros encontram Napoleão Bonaparte no livro do Apocalipse, etc., etc.

3.3 Método futurista
O ponto de vista futurista. (O que nós aceitamos em razão de se coadunar com o conteúdo e argumento principal do livro). Esse ponto de vista aceita que os acontecimentos narrados nos capítulos 1,2 e 3, são de fato históricos, e tiveram seu cumprimento nas igrejas existentes naqueles dias, no pequeno Continente da Ásia Menor (hoje, atual porção da Turquia Asiática). Porém, no que diz respeito aos seus métodos de aplicação, têm servido para as igrejas de todos os tempos. A partir do capítulo 4 o livro é completamente futurista, e terá o devido cumprimento durante o período sombrio da Grande Tribulação, seguido pelo Milênio; depois virá a Eternidade.
Dificilmente poderia se duvidar de que o Apocalipse é um livro de profecias preditivas. Negá-lo seria ignorar o estilo, o tema e os acontecimentos futuros do Apocalipse. Certamente o Segundo Advento, o conflito final de Cristo com as forças do mal, o Milênio, o juízo final, são ainda acontecimentos futuros. O esquema futurista de interpretação insiste que, na grande maioria, as visões deste livro se realizarão no final desta dispensação. A escola futurista foi há muito, excelentemente definida, como o esquema que "aguarda o cumprimento dessas  predições, não nos primeiros acontecimentos e heresias da igreja, nem na longa série dos séculos desde as primeiras pregações do  Evangelho até agora, mas nos acontecimentos que precederão de perto, acompanharão e se seguirão ao Segundo Advento de nosso Senhor e Salvador" (Lectures on the Apocalypse, pág. 68).

Existem também o Ponto de Vista Simbólico ou Místico e o Ponto de vista Eclético:
O ponto de vista simbólico. (Ou místico). Os eruditos dessa escola crêem que o livro do Apocalipse não é essencialmente profético e nem histórico, mas é uma vívida coletânea de símbolos místicos, que visam a ensinar lições espirituais e morais. São os idealistas que, somente vêem no livro apresentações simbólicas do conflito entre o bem e o mal, e da vitória final do bem. Esse método de interpretação é, sem dúvida rejeitado na declaração: “As coisas que brevemente devem acontecer” (1.1).
O ponto de vista eclético. (Citado pelo Dr. Russell Norman Champrin, Ph. D.). Alguns intérpretes do Apocalipse “misturam” todas as idéias expostas acima, de modo que nenhuma domina: as demais. Não há dúvida de que devemos preservar “alguns elementos” (mas não todos) de cada um desses métodos apresentados sobre o livro, em um grau ou outro. O livro ensina-nos lições morais e místicas, aplicáveis a qualquer época. Contudo, certamente erraremos, se não contemplarmos o livro do Apocalipse como obra “essencialmente profética”, e da primeira ordem.

Conclusão
No estudo das demais lições, essas chaves serão usadas. Os tipos e antítipos apontados, os símbolos aplicados e as figuras desvendadas até onde Deus permitir. Todas as vezes que Jesus aparece no decorrer do livro, Ele é identificado por uma ou mais das características listadas no capitulo. Assim também sucede a Igreja. Por isso, volte ao primeiro capitulo e a primeira lição sempre que for necessário. A compreensão virá na dosagem e no tempo certo.




Fontes:
Bíblia de Estudo Dake – Atos
Comentario Biblico de Moody - Apocalipse
Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva
Revista: Apocalipse – Editora Betel - 2º Trimestre 2012 – Lição 01

Reflexão Espiritual

O que os textos originais falam sobre o inferno ?

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