terça-feira, 10 de abril de 2012

“OS PREPARATIVOS PARA O DIA DO SENHOR”



LIÇÃO 03 – 15 DE ABRIL DE 2012


TEXTO ÁUREO
“Depois destas, olhei, e que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer”. Ap 4.1

VERDADE APLICADA
Somente quem mantiver o olhar firme em Jesus, ouvirá o maravilhoso convite: Sobe aqui.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Mostrar a unidade das Escrituras;
Ensinar que nossa época está inserida nas “coisas que depois destas devem acontecer”; e
Chamar a atenção da classe para a iminência do Dia do Senhor.

GLOSSÁRIO
Desencadeará: romper com ímpeto; manifestar-se com fúria;
Vislumbre: sinal, vestígio, suspeita, indício; e
Redimir: resgatar, salvar, arrendar.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Ap 4.2        E logo fui arrebatado em espírito, e eis que um tro­no estava posto no céu, e um assentado sobre o Trono
Ap 4.3        E o que estava as­sentado era, na aparência, semelhante à pedra de jaspe e de sardônica; e o arco celeste estava ao redor do Trono e era semelhante à esmeralda.
Ap 4.4        E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestes brancas; e tinham sobre a cabeça coroas de ouro.
Ap 4.6        E havia diante do trono um como mar de vidro, semelhante ao cristal, e, no meio do trono quatro animais cheios de olhos por diante e por detrás.
Ap 5.1        E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.

LEITURAS COMPLEMENTARES
  • Segunda feira: Ap 4.7-9
7 - E o primeiro animal era semelhante a um leão, e o segundo animal semelhante a um bezerro, e tinha o terceiro animal o rosto como de homem, e o quarto animal era semelhante a uma águia voando.
8 - E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir.
9 - E, quando os animais davam glória, e honra, e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive para todo o sempre,
  • Terça feira:  Ap 4.10-11
10 - Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam o que vive para todo o sempre; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo:
11 - Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.
  • Quarta feira: Ap 5.2-5
2 - E vi um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos?
3 - E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele.
4 - E eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem de olhar para ele.
5 - E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos.
  • Quinta feira:  Ap 5.6-10
6 - E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra.
7 - E veio, e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono.
8 - E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.
9 - E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;
10 - E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.
  • Sexta feira:  Ap 5.11-12
11 - E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares,
12 - Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.
  • Sábado: Ap. 5.13-14
13 - E ouvi toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.
14 - E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre.

INTRODUÇÃO.
Os profetas do Antigo Testamento viram, com antecipação assombrosa, fatos que ocorrerão na terra no Dia do Senhor. Mas eles viram da Terra, por isso, eles próprios alcançaram pouca compreensão do que viram. No Apocalipse, João descreve os mesmos acontecimentos, porém acrescenta à causa que desencadeará cada evento e os agentes de cada um deles. Isso foi possível porque João viu do ponto de vista do céu.
O ponto de vista dos profetas foi muito limitado, tendo em vista que as profecias e as visões ainda eram para o tempo do fim, eles viam, mais não conseguiam entender, pois o entendimento somente o Senhor pode proporcionar, e nesse momento ainda não era a hora do Senhor faze-lo para que também não houvesse nenhuma interpretação errônea ou equivocada das revelações recebidas, e por fim para que chegasse no tempo devido do seu cumprimento para toda humanidade.
Tudo Deus tem o controle e devemos saber obedecer e esperar o cumprimento de cada uma delas.

1. UM CONVITE ESPECIAL
“Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer” (Ap 4.1). Portanto, tudo que João vê e escreve daqui por diante até o capítulo 12, acontece no céu e tem efeito sobre a Terra.  É o desenrolar e o concluir da história da redenção, anunciada por todos os profetas e denominada “Dia do Senhor”, vista e contada antecipadamente por alguém que a observa das alturas celestiais.


1.1.A ocasião do convite
Hebreus 12:1 - PORTANTO nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta,
Com o capítulo 4. inicia-se a segunda parte do Apocalipse. A partir desse capítulo o livro do Apocalipse é completamente futurístico e a visão muda também de posição geográfica: da terra para o céu. As secções deste grande livro de Deus sempre são divididas pelo uso da palavra “depois”; a partir daí a cena muda de posição.
o capítulo 4.1, observa-se que a preposição grega META TAUTA, regida pelo acusativo e traduzida em português pelo advérbio “DEPOIS DESTAS COISAS”, logicamente nos indica a continuação do relato constante da primeira visão narrada no capítulo primeiro do mesmo livro. Tambem depois de escrever as coisas acerca das igrejas de Ap 2 – 3.

1.2.O motivo do convite
João vê agora uma porta abrindo-se no céu, e ouve uma voz dizendo: "Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer". (Para outras ocasiões em que o céu se abriu, veja Ez. 1:1; Mc. 1:10; Jo. 1:51).
De fato era uma abertura no céu. Do grego THURA, um portal ou entrada, porta ou portão. Traduzido como porta 36 vezes (Mt 6.6; 25.10; 28.2; At 3.2; etc.)
Aqui fala do que iria acontecer com a humanidade depois do arrebatamento da igreja da face da terra, para que os homens se preparem para não ficarem aqui quando da volta de Cristo e sim estarem preparados para poderem tambem todos juntos subirmos para estar com o Senhor para sempre.

1.3.Como João subiu ao céu
Após ser arrebatado em espírito (seu corpo ficou na terra), João é convidado ao céu para ver “as Coisas que hão de acontecer”. João ouviu a mesma voz que ouvira na primeira visão, a voz do Senhor! ate o final do capitulo 3, o Senhor falava do meio dos candeeiros que simbolizam a Igreja. Agora, nesta visão, ele não fala mais a sua igreja na terra, mas fala do céu, sendo João um tipo deste arrebatamento.
Arrebatada em espírito= a pessoa é transportada em espírito, com consciência. Seu espírito, inteligente, é levado para ver as coisas espirituais possíveis ao homem conhecer, a locais que o corpo físico não poderia comparecer.

O comentarista aqui coloca que “o translado de Elias indica o modo publico e ostensivo de como os santos e profetas que surgirem durante a tribulação, e sobreviverem a ela, serão removidos da terra, antes que seja derramados sobre o planeta os últimos juizos de Deus” Apocalipse 11:11-12
11 - E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles; e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram.
12 - E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi para aqui. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram.

Só que neste texto trata-se das duas testemunhas que serão mortas e depois de 3 dias e meio Deus os ressussitara e os chamara para os céus, e não para qualquer outro que durante a ultima semana de Daniel venha se levantar como santo ou profeta, pela sua fidelidade ao Senhor Jesus.


2. UMA VISÃO PANORÂMICA E GLORIOSA
João chegou ao céu, e, naturalmente, ficou maravilhado com o que viu. Diante do esplendor e da grandeza da visão, ele só consegue captar os componentes principais da cena. Eis o que ele descreve desta primeira impressão e seus significados:

2.1. O trono e o mar de vidro (Ap 4.2,6)
Após o arrebatamento João viu alguém assentado em um Trono deslumbrante, não viu seu aspecto físico, mas descreveu-o semelhante ao Jaspe e ao Sardônio, pedras do peitoral do juízo do sumo sacerdote, isto quer dizer que depois que a igreja for arrebatada o Senhor estará assentado m um trono de juízo.
Eis que um trono estava posto no céu. Visto que a palavra “trono” aparece 38 vezes no Apocalipse, ele é, sem dúvida, “o livro do trono” e chega até nós com toda a autoridade do espantoso controle de Deus. No Apocalipse, o “trono” é aludido, algumas vezes como pertencente ao Pai; mas em outras vezes com pertencente ao Filho. “O livro abre (1.4) e fecha (22.3) com um trono” (81). Cf. 1.4; 3.21; 4.2-6, 9, 10; 5.1, 6, 7, 11, 13; 6.16; 7.9-11, 15, 17; 8.3; 12.5; 14.3, 5; 16.17; 19.4, 5; 20.11; 21.5 e 22.1, 3). Algumas traduções, ao invés de dizerem “eis que um trono estava posto...”, dizem: “E eis que estava armado um trono no céu”. “Posto” traz a idéia de que o trono foi levado de algum lugar para lá, motivo pelo qual somos propensos a achar mais exata a primeira tradução, que nos parece, aliás, mas de acordo com o texto grego (Nestlé-Marshall). Esse trono foi a “primeira coisa” que João viu no céu. O trono é, pois, o de Deus. É sinal da divina Soberania e Majestade. Não admira, portanto, que essa palavra esteja presente em quase todos os capítulo desse livro.

um como mar de vidro”. Simbolicamente o “mar” representa povos, e multidões, e nações, e línguas: em estado de inquietação (cf. Lc 21.25 e Ap 17.15). O “mar” do presente texto, pode simbolizar a “nação santa, o povo adquirido...” pelo sangue do Cordeiro (cf. 1Pd 2.9), que subseqüentemente acharam seu lar nos céus. O “mar” terrestre representa as “nações mortais” (Ap 13.1). Assim, o “mar” celestial representa as “nações celestiais”. Esse “mar” é claro e puro, em contraste com as águas agitadas e imundas dos mares terrenos aqui deste mundo. Podemos observar a frase: “como mar de vidro” e aceitarmos esse sentido. (“Um dia chegaremos na praia do outro mar”. Enfatiza um cantor sacro).

2.2. Vinte e quatro Anciãos e Seres viventes (Ap 4. 4,7,8)
vinte e quatro anciãos”. Em (Is 24.23), afirma-se que o Senhor quando “...reinar no monte de Sião e em Jerusalém... perante os seus anciãos haverá glória”. Os judeus criam que a Jerusalém terrena tivesse seu paralelo nos céus, e que o Templo terrestre cópia do celestial (cf. Hb 8.5 e 9.23). Assim, se há anciãos que entoam louvores a Deus, na Capital terrestre, haverá aqueles que fazem idêntica coisa nos céus. “Os vinte e quatro anciãos” do capítulo em foco, não podem ser anjos: eles entoam o cântico da redenção, como tendo sido redimidos (Ap 5.8-9). É evidente que, em sentido geral, os anjos não são vistos coroados, e nem assentados em tronos. Jesus falou aos seus discípulos que eles n futuro se assentariam sobre “doze tronos” (Mt 19.28). Esses “personagens” misteriosos encontram-se estado de salvação definitiva (vestidos de branco), já possuem o prêmio de sua salvação (coroas de ouro) e participam com autoridade no desenvolvimento da salvação (assentados em tronos). Quem são eles? Há somente um sentido possível: Os doze primeiros anciãos deste turno de vinte e quatro, são “os doze patriarcas” filhos de Israel, que estão ao lado de Cristo, representando todos os remidos da “dispensação da lei” focalizada no Antigo Testamento (cf. Nm 13.2-3; 17.1-6; Hb 8.5 e 9.23). Os outros doze, são “os doze Apóstolos do Cordeiro”, pois em alguns casos eles são chamados de “anciãos” (cf. Fm v.9; 1Pd 5.1; 2Jo v.1 e 9 Jo v.1). Estão ao lado de Cristo, representando todos os remidos da “dispensação da graça” focalizada no Novo Testamento (cf. Mt 19.29; Ap 21.12, 14). Está aqui já o início do cumprimento da promessa do Senhor em (Mt 19.28). Tronos, no primeiro caso, e coroas no segundo (cf. 2Tm 4.8). Provavelmente serão eles os mesmos personagens que se assentarão ao lado de Cristo durante o Milênio (cf. Ap 20.4).

quatro animais cheios de olhos. Estes seres sobrenaturais são sempre citados em conexão com o trono de Deus (cf. Ez 1 e 10). Nas passagens dos capítulos (1 e 10) de Ezequiel eles são chamados de “querubins”. A palavra “querubim” ou “querubins” tem sua raiz no verbo “Keruhbim”. Plural de “querube”. Significa guardar, cobrir ou celestial. São vistos pela primeira vez, ao lado oriental do Jardim do Éden, guardando “o caminho da árvore da vida” (Gn 3.24). Sobre o propiciatório (a tampa da arca), eram contemplados dois querubins de ouro (Êx 25.17-22). As bordaduras das cortinas do tabernáculo eram figuras de querubins (Êx 25.18). O véu que fazia “separação entre o santuário e o lugar santíssimo” era bordado com figuras de querubins em alto relevo (Êx 26.31, 33). Deus habita entre os querubins e deles faz sua carruagem (Sl 18.10 e 80.1). Os querubins contemplados aqui por João, fazem a “Guarda Celeste” do trono de Deus (Ap 4.6, 9; 5.13-14). O comentarista Ridout é de opinião que estas quatro criaturas, correspondem à significação dos quatro Evangelhos e a sua apresentação de Cristo. “Assim em Mateus, o primeiro Evangelho, Cristo é ali representado como o poderoso “Leão da tribo de Judá” em razão de ser este animal, o mais nobre da fauna (cf. Pv 30.30). Em Marcos, o segundo Evangelho, Cristo é visto aí como o “paciente novilho”, representado a força divina e sua paciência no holocausto da cruz (Lv capítulo 1). Em Lucas, o terceiro Evangelho, Cristo é contemplado como “O Filho do homem”: sua humanidade representada nele por mais de quarenta vezes, servindo a vontade divina e a necessidade humana (Mt 20.28 e Lc 22.27). Em João, o quarto Evangelho, Cristo é representado como “uma Águia voando”, em razão de ser esta ave a mais nobre das aves do céu e Jesus o mais nobre dos filhos de Deus (cf. Hb 1.4 ss). “Cada uma dessas criaturas tem seis asas, e estão cheias de olhos “por diante e por detrás”, o que sugere aventurosa energia, serviço obediente, direção inteligente e elevadas aspirações e plenitude.

2.3. Anjos (Ap 5.11)
milhões de milhões e milhares de milhares”. Graficamente falando, os anjos são mencionados por 293 vezes nas Escrituras, mas na esfera celeste este número é elevado à terceira potência: “Há muitos milhares de anjos” (Hb 12.22) e “milhões de milhões” (Ap 5.11). O Salmista Davi inspirado por Deus, fala de “milhares de milhares” na poesia (Sl 68.17). A angelologia do Antigo Testamento atingiu seu mais alto desenvolvimento no livro de Daniel. Ali os anjos são pela primeira vez em toda a extensão das Escrituras dotados de nomes próprios. (Ver Dn 8.16 e 10.21). No conceito geral dos escritores sagrados, o anjo é um “enviado”, pouco importa sua natureza boa ou mal, dependendo do contexto (cf. Ap 12.7 e ss). São enviados por Deus para missões específicas e dependendo do ofício do mensageiro, são chamados:
1. (a) sacerdotes. Ec 5.6 e Ml 2.7; (b) intérpretes. Jó 33.23; (c) homens. Lc 24.4; (d) mancebos. Mc 16.5. Na poesia são chamados de “deuses” (Sl 97). A palavra hebraica “deuses” é traduzida por anjos, angellos no grego da Septuaginta e assim aparece no texto original da Epístola aos Hebreus.
2. O Dr. E. H. Bancroft, citando Gabelein diz; “Em Hb 12.22 os anjos são indicados como uma inumerável companhia, literalmente, miríades. De acordo com Lc 2.13, multidões de anjos apareceram na noite do nascimento de Cristo, clamando de alegria em visita do início da nova criação, como tinham feito no principio da primitiva criação. Quão vasto é o número deles, somente o sabe Aquele cujo nome é Jeová-sabaote, o Senhor dos Exércitos. Cenário de beleza nunca vista; João ouviu a voz de muitos anjos. Não está escrito que os anjos aqui cantavam. Alguns acreditam assim. (Jo, descreve que os anjos cantam! Quando cantaram os anjos? Na criação do universo (particularmente da terra): “...Quando se fundava a terra... as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam?”. Jó 38.4, 7).

3. OBSERVANDO OS DETALHES
Passado o êxtase do primeiro momento, João viu coisas e personagens importantes que ele antes não pudera ver. O claro entendimento do que ele vê e descreve no capítulo cinco é fundamental para a compreensão dos demais capítulos do Apocalipse.

3.1. Um livro selado, mas escrito por dentro e por fora
um livro selado com sete selos”. No presente capítulo temos a continuação da administração programada pelo governo divino. O livro selado contém: “o programa divino” que se cumprirá sucessivamente até ao capítulo 8.5 do presente livro. Isso não significa que não pode ser lido, mas que simplesmente a indignidade não permitia e, por essa razão, ainda não se encontrou ninguém que executasse a ordem celeste. Também é autoridade legal a fim de ser quebrado seus selos.
A visão de João continua, e ele ve que o que estava assentado no trono tinha em sua mão direita um livro selado com sete selos. Selo quer dizer garantia, proteção, segurança, certeza, autenticação, inviolabilidade. Deus tinha o livro em sua mão direita porque é o dono, o único possuidor de todos os direitos desse documento, e ele só dará o livro aquele que tiver capacidade de abri-lo. É o livro do Juizo das nações, e nele estão as pragas para serem derramadas sobre a terra depois do arrebatamento da igreja.

3.2. O anjo forte
um anjo forte, bradando...” O Arcanjo Miguel deve está aqui em foco! O Arcanjo Miguel é sempre designado para missão especial (cf. Dn 12.1; Jd v.9; Ap 12.7). Três vezes é referida essa categoria de anjo denominado de “forte”; e todas elas (5.2; 10.1; 18.21) para tarefas executivas de grande importância. Aqui, ele é o arauto de uma proclamação de grande urgência.
“O vocábulo” anjo em hebraico é “mal’ãkh” (lê-se malaque); no grego “angellos”. Ambos os termos denotam um “mensageiro de Deus”, familiarizado com Ele face, e por isso pertence a uma ordem de ser superior ai homem (cf. Sl 8.5 e 2P 2.11). A palavra é também usado na Bíblia, em alguns casos, para descrever homens mortais (cf. 2Sm 14.17; Mt 11.10; Ap 1.20). No presente texto, porém, refere-se a um mensageiro de natureza imortal”. Estas criaturas celestes são mencionadas cerca de 108 vezes no Antigo Testamento e 175 no Novo. Em Lucas nada menos de 23 vezes. Neste livro do Apocalipse, além de referências tais como: “...milhares de milhares” e “milhões e milhões” (5.11), são mencionados textualmente por 71 vezes: (1.1, 20; 2.1, 8, 12, 18; 3.1, 7, 14; 5.2, 11; 7.1, 2, 11; 8.2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 10, 12, 13; 9.1, 11, 13, 14, 15; 10.1, 5, 7, 8, 9, 10; 11.1, 15; 12.7; 14.6, 8, 9, 10, 15, 17, 18, 19; 15.1, 6, 8’16.1, 3, 4, 5, 8, 10,12, 17; 17.1, 7; 18.1, 21; 19.17; 20.1, 9, 12, 17; 22.6, 8, 16 etc). Existem apenas 3 capítulos: 4, 6, 13 onde a palavra está ausente.

3.3. O Leão e o Cordeiro
O leão da tribo de Judá”. A presente expressão “leão da tribo de Judá”, faz alusão a uma das primeiras profecias messiânicas, em (Gn 49.9-10): “Judá é um leãozinho, de presa subiste, filho meu. Encurva-se, e deita-se como leão, e como um leão velho quem o despertará? O Cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Silo (aquele a quem pertence, outra tradução); e a ele se congregarão os povos”.
Que venceu. Cristo é Vencedor por vários motivos. Consideremos os pontos seguintes: (a) Através de seu ofício real; (b) Através de Sua descendência real como Filho de Davi segundo a carne. Rm 1.3; (c) Através do seu poder inerente, na qualidade de Leão da tribo de Judá; (d) Através do equilíbrio de seu caráter; (e) Através de sua missão terrena, que foi completada, incluindo a expiação, ressurreição e glorificação, como grande declaração de seu supremo poder pessoal. Essa grande vitória de Cristo é abrangente e universal e pode fazer calar a todos que pranteiam, a exemplo de João no presente capítulo.

Um Cordeiro”. O nome “Cordeiro” (gr. “arnion”) ocorre 27 vezes no Apocalipse e proporciona um sentido lato e significativo. O vocábulo está em foco nas seguintes passagens: (5.6, 8, 13, 14; 6.1, 16; 7.10, 17; 12.11; 13.8; 14.4 (duas vezes), 10; 17.14; 19.7, 9; 21.9, 14, 22, 23, 27; 22.1, 3, 14). Em 13.11: é usado para descrever a segunda Besta. O Cordeiro do versículo 6 é o mesmo Leão do versículo 5. Ele é na qualidade de um “Cordeiro” na sua mansidão em tratar com os homens, mas, como o Leão, no Seu poder irresistível para executar juízo contra os ímpios. Nas páginas do Antigo Testamento, conforme devemos estar lembrados, o cordeiro pascoal conferiu aos israelitas a vitória sobre o Egito, não sendo apenas aquilo que forneceu a expiação. Paulo alude à pessoa de Cristo como a páscoa, que foi sacrificado por nós (1Co 5.7). João, em todo o Novo Testamento, ao referir-se à pessoa de Cristo como Cordeiro, usa o termo no grego “arnion”. O vocábulo grego “anion” é a forma diminutiva de “arnos”, e necessariamente tem o sentido de “cordeirinho”, expressando, assim, a inocência de Cristo (cf. Is 53.7; Jo 1.29, 36; At 8.32; 1Pd 1.19, etc).

CONCLUSÃO
Todos os mortos no Senhor, e todos os que vivem para o Senhor receberão o convite que João recebeu “Sobe aqui”. João assistiu, por antecipação, às coisas que aconteceriam em breve e depois teve que voltar a Terra. Nós, porém, não seremos meros expectadores, mas participantes do programa de eventos divinos e estaremos para sempre com o Senhor.

Mais para isso precisamos estar preparados para este grande momento da igreja na terra. Você esta pronto pra ouvir o toque da trombeta?

v.10 ... e eles reinarão sobre a terra”. Foi predito nas Escrituras que, um dia, Israel será cabeça das nações. Isso sucederá durante o Milênio. Mas o presente versículo mostra-nos que a posição do Israel espiritual, a Igreja, será ainda mais elevada. O texto em foco, lembra-nos (Mateus 5.5), quando Jesus em seu imortal ensino disse aos seus discípulos: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra”. O texto em apreço, fala do Milênio de Cristo; no primeiro caso, e de nossa herança no “Novo Céu e Nova Terra”, onde habita a justiça; no segundo (cf. 2Pe 3.13). Essa é, nosso ver, uma face interessantíssima da remissão. Somos, assim, como um pobre rebanho que o Cordeiro deu ao pastor, depois de transformar-se ao ponto de nos constituir “reino e sacerdotes”; isto é, súditos do Reino Celestial e Sacerdotes para Deus, o Pai. Essa promessa de “reinar sobre a terra” é para o futuro, mas também tem aplica;cão na era atual; estamos, realmente, já reinando ao lado de Cristo, no “Reino de Deus” (cf. Rm 14.14, etc).


Fontes:
Bíblia de Estudo Dake – Atos
Comentario Biblico de Moody - Apocalipse
Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva
Revista: Apocalipse – Editora Betel - 2º Trimestre 2012 – Lição 03

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Corra Para a Cruz


Meditação: Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo. (Hebreus 10:31)

Pensamento: Para fugir da maldição do pecado, corra para a cruz.

Leitura: Hebreus 10:28-39.

Mensagem:


            Sempre que um alerta de tsunami é emitido na costa norte de Maui, no Havaí, as pessoas que vivem em Hana sobem rapidamente a encosta de uma montanha até um lugar alto e seguro. Perto dali existe uma cruz de madeira muito alta, colocada muitos anos atrás por missionários. Para sua segurança física, as pessoas correm para o lugar onde está a cruz.
            De maneira similar, todos nós necessitamos de um local de segurança espiritual. Por quê? Porque o Senhor nos dá esses alertas em Sua Palavra: “… todos pecaram e carecem da glória de Deus” e “… o salário do pecado é a morte…” (Romanos 3:23; 6:23). Hebreus 9:27 afirma: “… aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo”. Poderíamos não gostar de pensar sobre quais serão as consequências do nosso pecado ao estarmos face a face com um Deus santo, mas é coisa séria “… cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:31).
            A boa notícia é que, por amor a nós, o Pai proporcionou um lugar seguro! Ele enviou Seu Filho Jesus para morrer, para que não tivéssemos de nos separar dele eternamente (Romanos 5:8-10; Colossenses 1:19-22).
            Devido à morte de Jesus Cristo na cruz e à Sua ressurreição dentre os mortos, esse lugar seguro está disponível. Você já correu para a cruz?

terça-feira, 3 de abril de 2012

As sete igrejas da Ásia


Lição 02 - 08 de Abril de 2012


Texto Áureo

“O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas”. Ap 1.20

Verdade Aplicada

Qualquer organização cristã que não corresponder ao perfil das sete igrejas, pelo menos em al­gumas das suas características, não pode ser considerada Igreja.

Objetivos da Lição

►      Ressaltar a importância das cartas para que os crentes individualmente sejam santos.
►      Conduzir a igreja à apro­priação tanto das reprimendas quanto das promessas de Jesus.
►      Ensinar que nossos dias são os dias imediatamente ante­riores “às coisas que em breve devem acontecer”.

Textos de Referência

Ap 1.4        João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete Espíritos que estão diante do seu trono;
Ap 1.5        E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da Terra. Àquele que nos ama e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,
Ap 1.6        E nos fez reis e sacerdo­tes para Deus e Seu Pai, a Ele, glória e poder para todo sempre amém.
Ap 1.10      Eu fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta.
Ap 1.11      Que dizia: o que vês, escreve-o num livro e envia-o as sete igrejas que estão na Ásia: A Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia.


LEITURAS COMPLEMENTARES

  • Segunda feira: Ap 2.1-7
Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro:
Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos e o não são e tu os achaste mentirosos; e sofreste e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome e não te cansaste.
Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade.
Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.
Tens, porém, isto: que aborreces as obras dos nicolaítas, as quais eu também aborreço.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus.

  • Terça feira: Ap 2.8-11
E ao anjo da igreja que está em Esmirna escreve: Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu:
Eu sei as tuas obras, e tribulação, e pobreza (imas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.
Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte.

  • Quarta feira: Ap 2.12-17
E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios:
Eu sei as tuas obras, e onde habitas, oque é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita.
Mas umas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostituíssem.
Assim, tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu aborreço.
Arrepende-te, pois; quando não, em breve virei a ti e contra eles batalharei com a espada da minha boca.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido e dar-lhe-ei uma pedra branca, re na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.

  • Quinta feira:  Ap 2.18-29
E ao anjo da igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao latão reluzente:
Eu conheço as tuas obras, e a tua caridade, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras.
Mas tenho contra ti o tolerares que Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensine e engane os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria.
E dei-lhe tempo upara que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu.
Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras.
E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda as mentes e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras.
Mas eu vos digo a vós e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina e não conheceram, como dizem, as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei.
Mas o que tendes retende-o até que eu venha.
E ao que vencer e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações,
e com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai,
dar-lhe-ei a estrela da manhã.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.

  • Sexta feira: Ap 3.1-6
E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.
Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.
Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.
Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso.
O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.

  • Sábado: Ap 3.7-22
E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi, o que abre, e ninguém fecha, e fecha, e ninguém abre:
Eu sei as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.
Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás (aos que se dizem judeus e não são, mas mentem), eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo.
Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.
Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.
A quem vencer, meu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.
E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: nIsto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.
Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente!
Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.
Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu),
aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas.
Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê, pois, zeloso e arrepende-te.
Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo.
Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Introdução
Ao estudar sobre as sete igrejas da Ásia, tenha em mente o que foi dito a elas e a respeito delas poderá ser dito de todas e para todas as congregações cristãs de qualquer lugar e tempo. Em vista disso, Jesus as constituiu como um tipo de igreja que surgiria sobre a terra. E aos fieis que congregarem em seu interior, o Senhor já elegeu qual tipo da Igreja que reúne os elementos indispensáveis ao arrebatamento.
Ao olharmos para as sete igrejas da Asia, podemos vislumbrar para os tempos atuais as mesmas características para a igreja do século XXI, as mesmas características que continham estas igrejas, tanto o seu fervor, quando a sua frieza, estão sendo evidenciadas nos dias hodiernos. Que o Espírito Santo nos ajude a escolhermos o melhor das sete igrejas para nossas vidas com Cristo.

1.     considerações preliminares
A Igreja é caracterizada, no primeiro capitulo do Apocalipse, para que possamos identificá-la quando ela aparecer de novo no desenrolar do livro. As sete estrelas na mão do Senhor são interpretadas por Jesus como sendo os sete anjos (pastores) das sete igrejas da Ásia menor. As igrejas são os castiçais; seus ministros são estrelas; mas Cristo é o sol (Ap 1.16b,20, Ml 4.2). Ele é para o mundo moral o que o sol é para o mundo físico.
É importante observarmos a saudação de João neste versículo. As sete igrejas que naqueles dias se encontravam dentro dos limites da Ásia Menor, eram compostos de judeus e gentios. Ele diz “graça” (para os crentes gentios – incluindo também gregos), e “paz” (para os crentes judeus). O autor dirige-se às igrejas da Ásia, que a seguir serão especificadas também geograficamente (1.11), mas por trás delas, dado o simbolismo do número, que indica “totalidade”, está toda a Igreja, estamos nós também.

1.1 O Numero Sete
1.4 ÀS SETE IGREJAS. O Apocalipse é dirigido às sete igrejas da Ásia (nome antigo de uma região que agora faz parte da Turquia ocidental). Cada uma dessas igrejas consistia de várias congregações. Essas igrejas foram provavelmente selecionadas por representarem a totalidade das igrejas daqueles dias, pois o número "sete" representa um número perfeito. Aquilo que lhes foi dito, aplica-se à igreja inteira. Noutras palavras, as "sete igrejas" representam todas as igrejas no decurso desta era da igreja. Os "sete espíritos" devem representar a perfeição e o ministério do Espírito Santo à igreja (cf. 4.5; 5.6; Is 11.2,3).

E da dos sete espíritos. Esta expressão é repetida nos capítulos 3.1 e 4.5. Ela está associada aos “sete olhos do Senhor, que discorrem por toda a terra” (Zc 4.10). Significa: “... da parte do Espírito Santo em sua plenitude Septiforme” (cf. 3.1; 4.5 e 5.6). São pela ordem: “(aaa) o espírito do Senhor; (bbb) o espírito de sabedoria; (ccc) e de inteligência; (ddd) o espírito de conselho; (eee) e de fortaleza; (fff) o espírito de conhecimento; (ggg) e de temor do Senhor”. Is 11.1. Podemos observar no presente texto, a multiforme operação do Espírito Santo, pois os “sete espíritos de Deus” são: “as diferentes operações do Espírito Santo nessa perfeição, que necessariamente, lhes pertence” (7). O Novo Testamento fala em outras passagens, da pluralidade de funções do Espírito Santo (cf. 1 Co 12.11; 14.32; Hb 2.4).

Dois pontos importantes devem ser analisados no presente versículo: as sete estrelas; o rosto do Filho do homem:
1. As sete estrelas. Sobre a presente expressão: “as estrelas”, existem várias interpretações, sendo que, duas delas, são aceitas no campo teológico e a segunda, sem exitação:
(a) As sete estrelas (anjos), são instrumentos nas mãos de Cristo, seres angelicais literais, que ministram à Igreja, controlando seus ministros, e, pelo menos em alguns casos, servindo de mediadores dos dons espirituais. “Por extensão dessa idéia, podemos supor que todas as comunidades locais dos crentes contam com os seus próprios anjos guardiões...”. (Cf. Sl 34.7; 1Co 11.10).
(b) As sete estrelas na mão direita do Senhor, são interpretadas por Jesus como sendo os “sete anjos (pastores) das sete igrejas” da Ásia Menor. Cf. v. 20. Este sete “mensageiros” foram homens enviados pelas igrejas da Ásia para saberem do estado do velho Apóstolo, então um exilado em Patmos (compare-se Fl 4.18); mas (sendo na sua volta portadores das “sete cartas”) pode figurar também em nossos dias um ministro de Deus portando uma mensagem especial para uma igreja. A palavra “anjo” é apenas transliteração do grego para o português e significa “mensageiro”. É, portanto, o pastor ou pastores que aqui estão em foco.
2. Seu rosto era como o sol. As igrejas são castiçais; seus ministros são estrelas; mas Cristo é o sol (Ml 4.2). Ele é para o mundo moral, o que o sol é para o mundo físico. A luz do rosto de Jesus Cristo é tal que na nova Jerusalém “não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol...” porque “... o cordeiro é a sua lâmpada” (Ap 21.23; 22.5). Num contexto geral do significado do pensamento, o rosto dos justos resplandece como o sol (Mt 13.43), o que também sucede no caso dos anjos (Ap 10.1)

1.2 A função das cartas
O propósito deste livro é tríplice. (1) As cartas às sete igrejas de Apocalipse revelam que ocorriam graves desvios do padrão bíblico da verdade e retidão segundo o NT em muitas igrejas da Ásia. João escreve, da parte de Cristo, para repreender a transigência e pecado dessas igrejas, e chamá-las ao arrependimento e ao seu primeiro amor. (2) Tendo em vista a perseguição resultante do endeusamento do imperador, o livro de Apocalipse foi enviado às igrejas para fortalecer-lhes a fé, firmeza e fidelidade a Jesus Cristo, e encorajar os membros a serem vencedores e permanecerem fiéis até a morte. (3) Finalmente, foi escrito para dar aos crentes de todas as eras a perspectiva divina do férreo conflito entre eles e as forças conjuntas de Satanás, nesta revelação do desfecho da história. O Apocalipse revela principalmente os eventos dos últimos sete anos antes da segunda vinda de Cristo, quando, então, Deus intervirá neste mundo e vindicará seus santos, derramando sua ira sobre o reino de Satanás. A isto se seguirá a segunda vinda de Cristo.

O intuito do Senhor Jesus Cristo era que a revelação fosse preservada para as gerações seguintes; e até hoje a forma escrita é a melhor maneira de preservar uma comunicação.
O leitor deve observar bem a frase “escreve-o num livro, e envia-o”. Isso nos dá entender que não só a carta endereçada à igreja devia ser lida, mas também todo o conteúdo do livro que encerrava a visão (.13). O Dr. Russell Norman Champrin, observa que a posição geográfica onde se encontravam essas igrejas, formava um CÍRCULO. As cidades foram numeradas partindo de Éfeso, na direção Norte, para Esmirna (64 quilômetros); daí para Pérgamo, 80 quilômetros ao norte de Esmirna; então, atravessando 64 quilômetros para sueste, até Tiatira, descendo, então, 80 quilômetros para Sardo; daí para Filadélfia a 48 quilômetros a sueste de Sardo; então Laodicéia a 64 quilômetros a sueste de Filadélfia.

1.3 O significado de Anjo
A palavra anjo (hb. malak; gr. angelos) significa= mensageiro. Os anjos são mensageiros ou servidores celestiais de DEUS (Hb 1.13,14), criados por DEUS antes de existir a terra (Jó 38.4-7; Sl 148.2,5; Cl 1.16).
Qual a função principal dessas criaturas de Deus? “dirigir, guiar, guardar, fortalecer, avisar, censurar e punir os homens” Sucedeu, pois, que naquela mesma noite, saiu o anjo do SENHOR e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram corpos mortos. 2Rs 19.35 O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra Sl 34.7 E, tendo-se eles retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga, porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Mt 2.13 A bíblia fala que existe uma multidão deles Gn 28.12

“Ao anjo da igreja”. Nada se sabe de certo quem era esse “anjo” nos dias em que esta carta estava sendo enviada, a não ser aquilo que depreende do texto em foco. Segundo o relato de Lucas em Atos 20, quando Paulo visitou a Ásia Menor, “... de Mileto mandou a Éfeso, chamar os anciãos da igreja. E, logo que chegaram juntos dele, disse-lhes... Olhai, pois por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” (At 20.17, 18, 28). Quando Paulo falou essas palavras, Timóteo era o pastor (anjo) da igreja de Éfeso (1Tm 1.3) e provavelmente Tíquico tenha sido seu substituto (At 20.4; Ef 6.21; 2Tm 4.12). O “anjo” a que Jesus se refere bem pode ser este último.

O que podemos ver também é que esses anjos são cobrados duramente pelo Senhor e louvor pela fidelidade.
O de Éfeso 2.4 “Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade.”
O de Esmirna 2.9 “Eu sei as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.”
O de Pérgamo 2.14 “Mas umas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostituíssem.”
O de Tiatira 2.20 “Mas tenho contra ti o tolerares que Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensine e engane os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria.”
O de Sardes 3.2 “Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.”
O de Filadélfia 3.8 “Eu sei as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.”
O de Laodicéia 3.15 “Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente!”
Então não pode estar se tratando de seres angelicais e sim de homens mortais mesmo.


2.     A história das sete cidades da Asia menor
As congregações cristãs que nasceram na Ásia Menor refletem um pouco as características de cada cidade. As histórias de cada cidade são importantes para que cada crente entenda o quanto a cultura de uma região poderá influenciar na conduta e forma de pensar de cada congregação.

2.1 Éfeso e Laodicéia
Éfeso era a cidade principal da província da Ásia, do lado oeste da Ásia Menor. Na época em que João a escreveu, essa cidade era um grande porto, situ­ado perto da boca do rio Caister. Caravanas nas estradas romanas do norte, leste e sul convergiam aqui, para deixar suas cargas em navios que velejavam para o oeste em direção a Corinto ou mesmo até a Itália. Éfeso era uma metrópole agitada. Essa cidade era a porta de entrada da Ásia. O procônsul precisava desembarcar aqui quando iniciava o seu ofício como governador da Ásia. Ao mesmo tempo, ela era a estrada principal para Roma. No início do segundo século, quando os cristãos estavam sendo enviados por navio para Roma para alimentar os leões, Inácio chamou Éfeso de a Rota dos Mártires.
Politicamente, Éfeso era uma cidade livre. Isso significava que ela desfrutava de uma medida considerável de autonomia autônomo. Nessa cidade também ocorriam os famosos jogos anuais.
Na área da religião, Éfeso era o centro de adoração de Ártemis. Seu templo era uma das sete maravilhas do mundo antigo. Éfeso era chamada de "A Luz da Ásia". Contudo, ela era uma cidade pagã, repleta de trevas da superstição pagã. Swete escreve: "A cidade era um canteiro de ritu­ais e superstições, um local de encontro do ocidente e do oriente, onde gregos, romanos e asiáticos se acotovelavam nas ruas".
Por causa da sua importância estratégica, Paulo havia passado mais tempo aqui (perto de três anos, At 20.31) do que em qualquer outro lugar nas suas três viagens missionárias. Ele fez muitos convertidos, tanto judeus quanto gentios (At 19.10) e construiu uma igreja forte. Nos anos 60 d.C, Timóteo foi colocado lá (1 Tm 1.3). A tradição da Igreja Primitiva afirma que João passou os últimos anos da sua vida nesse terceiro grande centro do cristianismo (depois de Jerusalém e Antioquia).
Hoje essa metrópole poderosa do passado é um monte de ruínas. O rio Caister en­cheu o porto com lodo, de maneira que a cidade é somente um pântano de juncos. O mar fica a cerca de dez quilômetros de distância.

Laodicéia distava cerca de 60 quilômetros a sudeste de Filadélfia. Ela se localizava junto ao rio Licos, 10 quilômetros ao sul de Hierápolis e 16 quilômetros a oeste de Colossos. Fundada por Antíoco II (267-246 a.C), essa cidade foi chamada de Laodicéia em homenagem à sua esposa, Laodice. Visto que estava localizada na junção de três estradas importantes, tornou-se uma grande cidade comercial e administrativa. O fato de ser um centro financeiro, a tornou tão próspera que foi capaz de reconstruir-se depois do grande terremoto em 60 d.C. sem o subsídio imperial. Ela também era conhecida pela fabricação de roupas e tapetes de uma lã preta, brilhante e macia. Laodicéia também era famosa por causa da sua renomada escola de medicina, particularmente conhecida por sua pomada para tratamento dos ouvidos e pelo "pó frígio", usado para fabricar colírio.
A igreja de Laodicéia já existia quando Paulo estava preso em Roma. Ele escreveu uma carta a ela (cf. Cl 4.16) que evidentemente se perdeu.
A cidade foi conquistada pelos turcos. No lugar existe hoje uma série de ruínas, ainda não escavadas.

2.2 Pérgamo, Tiatira e Sardes

Pérgamo comercialmente não era tão importante como Éfeso e Esmirna, mas mesmo assim era importante como centro político e reli­gioso. Começou a se destacar depois da morte de Alexandre o Grande em 333 a.C. Em 133 a.C, Atalo III, o último rei de Pérgamo, passou o reino a Roma em seu testamento, e Pérgamo, se tornou a capital da província romana da Ásia. Foi também a primeira cidade da Ásia que incentivou abertamente o culto ao imperador. No ano 29 a.C. foi dedicado um templo "ao divino Augusto e à deusa Roma", e desta maneira Pérgamo se tornou o principal lugar de adoração ao imperador na Ásia. Com o passar do tempo esta adoração ficou sendo uma prova de lealdade a Roma, pois o culto ao imperador era o ponto central da política do Império, e a recusa a tomar parte no culto oficial era considerada alta traição.
Pérgamo era também o centro de culto a muitos outros deuses. Na cidade havia uma acrópole de uns 300 metros de altura com muitos templos a deuses pagãos. No topo havia um bonito templo dedicado a Zeus, tendo ao lado um templo da deusa Atenas. Pérgamo também era o centro do culto a Asclépio, o deus-serpente das curas, e seu colégio de sacerdotes-médicos era famoso. Pérgamo, assim era uma fortaleza das reli­giões pagas e do culto ao imperador, um ambiente extremamente difícil para uma igreja cristã.

Cerca de 65 quilômetros a sudeste de Pérgamo ficava Tiatira. Era uma cidade da Lídia, perto da fronteira com a Mísia. Construída por Seleuco I, fundador da dinastia dos Selêucidas, ela foi povoada pelos veteranos das campanhas de Alexan­dre, o Grande, na Ásia. Em torno de 190 a.C, Tiatira foi tomada pelos romanos. Embora tivesse um centro comercial próspero, era muito inferior ao de Éfeso, Esmirna, e Pérgamo. Charles observa: "A carta mais longa foi dirigida à cidade menos importante das Sete Cidades". Evidentemente, havia judeus ali, porque (At 16.14) menciona "Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus". Parece que na época ela era uma prosélita convertida ao judaísmo.
A igreja em Tiatira evidentemente era pequena. Fala-se que ela desapareceu no fim do segundo século.

Continuando rumo ao sudeste de Tiatira, o mensageiro teria de viajar cerca de 50 quilômetros até Sardes, a antiga capital da Lídia. Ela era famosa pela sua fabricação de lã e afirmava ter sido a primeira cidade a descobrir a arte de tingir lã.
Sardes havia alcançado seu ápice de prosperidade sob o rico rei Croesus  (560 a.C). Conquistada por Ciro, ela permaneceu desconhecida durante o governo persa. No período romano, houve certa medida de restauração. Mas Charles diz que mesmo então "nenhuma cidade na Ásia apresentou um contraste mais deplorável entre o esplendor passado e o declínio inquietantemente atual". Por esse motivo Ramsay chama Sardes de "a cidade da morte". Ele escreve: "Assim, quando as Sete Cartas foram escritas, Sardes era uma cidade do passado, que não tinha futuro". Hoje existe uma pequena vila, chamada Sart. O principal culto em Sardes era a depravada adoração de Cibele (ou Artemis). Charles diz: "Seus habitantes tinham se destacado pela luxuria e libertinagem". Isso dificultou a manutenção dos padrões cristãos de pureza.


2.3 Esmirna e Filadélfia

A história da fundação da igreja em Esmirna nos é desconhecida; mas, no segundo século, a igreja de Esmirna atingira certa posição de importância. Foi alvo de amargas perseguições, já que Esmirna se tornara o centro mesmo do culto ao imperador. O culto ao imperador era uma adoração obrigatória aos imperadores romanos, como se estes fossem divindades. Naturalmente, os crentes se recusavam a tal, e, em conseqüência, foram amargamente perseguidos, e muitos deles sofreram o martírio. Esmirna tornou-se o símbolo mesmo da igreja dos mártires. Por conseguinte, supõe-se que a carta que ora iniciamos deve ser entendida como predição sobre o período das horrendas perseguições que tiveram lugar entre o ano 100 d.C. e o tempo da conversão de Constantino, já no começo do século IV d.C.

Essa cidade distava de Sardes pouco menos de 50 quilômetros a sudeste. Ela recebeu o nome do seu fundador, Atalus II (Philadelphus), que reinou de 159 a 138 a.C. Muitas vezes sacudida por terremotos, ela foi destruída em 17 d.C, junto com Sardes e dez outras cidades no vale de Lídia. O medo fez com que grande parte da popu­lação deixasse de morar no interior dos seus muros. Aparentemente, tanto a cidade quanto a igreja eram pequenas nessa época.
A adoração principal era a Dionísio (mais tarde chamado de Baco). Mas a carta indica que a principal oposição veio dos judeus e não dos pagãos.
Quando os turcos conquistaram a Ásia Menor na Idade Média, Filadélfia suportou o ataque por muito mais tempo do que outras cidades. Ramsay diz: "Ela exibia todas as qualidades nobres de perseverança, verdade e constância que são atribuídas a ela na carta de João". Hoje há uma cidade relativamente grande lá, com uma estação ferroviária.

3.     O retrato de jesus e a importância da igreja
O retrato de Jesus que é conhecido pela Igreja espalhada na Ásia Menor, está listado no capitulo um. Todavia, Jesus é visto no meio da sua Igreja. Cristo valoriza tanto a sua Igreja que ele se dá a conhecer no meio dela e não a parte dela. Ninguém verá Jesus fora da Igreja. Hoje muitas pessoas querem Cristo, mas não a Igreja. Hernandes Dias Lopes, teólogo conceituado de nosso país, diz que é impossível que alguém possa ser salvo fora da comunidade cristã, porque Cristo esta voltando para sua noiva. Ela ocupa o centro da sua atenção.

3.1 A igreja em Éfeso, e em Laodicéia
A comunidade de Éfeso é ativa e faz muita coisa boa, seu nome significa = Desejavel. Mas deixou de obedecer ao mandamento do amor, correndo o risco de perder a sua identidade como comunidade cristã. (Jo 13.35) Esta exortação para ouvir o Espírito, aparece no fim das sete cartas. Quando a Igreja se encontra em processo de conversão para seguir a Jesus. Qual é a palavra a ser dita e a ação oportuna a ser realizada no momento que ela esta vivendo. Tinha perdido o primeiro amor e estava se desviando, e se não se arrependesse e voltasse seria retirada do seu lugar e deixaria de ser luz. Quando deixa o Senhor, qualquer coisa toma o lugar de Cristo como: o lazer, a moda, os amigos, ou o pecado. A igreja deveria buscar o que havia perdido, ou seja, o primeiro amor as coisas de Deus. Esta igreja representa a igreja do Século I, a igreja da época Apostólica. A igreja do amor decadente

A comunidade de Laodicéia é rica e auto-suficiente. Seu nome significa = direito do povo. Ela confia em si mesma, e não quer depender de ninguém. Contudo, a verdadeira riqueza de uma comunidade é ouvir a palavra de Jesus e ficar unida a ele. Ela achava que sua condição espiritual era perfeita, o que certamente refletia uma vida material prospera, no entanto, o testemunho do Senhor Jesus a seu respeito era exatamente o contrario. Era uma igreja morna e achavam-se ricos e abastados e se não se arrependessem iriam ser tirados da presença do Senhor. Esta igreja representa a igreja dos dias finais desta dispensação. É a igreja morna.
É digno de nota o fato de que somente na primeira e na última das sete cartas as igrejas são ameaçadas de completa des­truição, pela desanimadora, e puramente negativa, razão que é a fal­ta de fervente devoção.

3.2 A igreja em Pérgamo, em Tiatira, e em Sardes
A comunidade de Pérgamo que significa = Casamento. Sabe resistir à religião imperial (trono de Satanás) que efetua perseguições e martírios, mas sucumbe à sedução do sincretismo religioso (doutrina de Balaão e dos nicolaitas). A comunidade cristã precisa discernir e combater a idolatria do poder político totalitário e a idolatria das idéias que ameaçam a vida cristã autentica. Nos tribunais gregos e romanos, os juízes tinham pedrinhas brancas e pretas. Se o réu recebia uma pedrinha preta estava acusado, se branca estava perdoado. Também receberá um novo nome. Era o centro da idolatria e tinha um grande altar erigido à adoração de um deus-serpente. Isto talvez explique as palavras “onde satanás habita”. A doutrina de Balaão é achar que “nada faz mal”, que os costumes do mundo não impedem o crente de caminhar como: sexo fora do casamento, divórcio, drogas, alcoolismo, palavrões, roupas indecentes, etc. esta igreja representa a igreja mundana dos anos 313 a 600 dc. Em 313 deu-se a união da igreja como estado
A comunidade de Tiatira que significa = que sacrifica sempre. É exemplar em tudo, menos no combate às falsas doutrinas que ameaçam desvirtuar a vida cristã. Ensinamento errado, jovens se prostituindo por falsos conselhos, ídolos, fitas nos braços e suas pernas, comidas e doces oferecidos a Cosme e Damião, símbolos em correntinhas penduradas no pescoço ou pintadas em camisetas, etc. ali havia alguém que foi comparada a Jezabel, uma mulher má, sedutora, insubordinada, autoritária, adoradora de deuses estranhos, que levaram muitos do povo de Deus a praticarem o erro. Esta é a igreja profana dos anos 600 a 1517.
Com poucas exceções, a comunidade de Sardes que significa = os que escapam ou remanescentes. Apóia-se na hipocrisia. São pessoas que vão a igreja levar os filhos como se fosse um passeio dominical, sem mostrar o real propósito que é a adoração ao Senhor. Procuram casamento, amigos, moda, negócios e apresentar shows sem sentido de adoração. Sua vida como comunidade cristã é apenas aparência que não corresponde a realidade. Parece viva mais esta morta. Ela é a igreja morta do período de 1517 a 1750. Em 1750 inicia a evangelização e missões.

3.3 A Igreja em Esmirna e em Filadélfia
A comunidade de Esmirna que significa = Amargura, é pobre. Sua riqueza consiste no testemunho e no seguimento de Jesus. Por isso, ela não deve temer as perseguições: assim como Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo, também ela terá sempre a vida. A igreja tipo Esmirna, pode estar sofrendo pressão tanto externa (prova), quanto interna (tentação). A igreja não recebeu nenhuma repreensão do Senhor. É a igreja do período dos anos 100 a 312, a igreja perseguida.
A comunidade de Filadélfia que significa = amor fraternal, é fraca, mas permanece fiel a sua fé, e por isso recebe proteção especial de Jesus na hora da perseguição. É na fraqueza do homem que se manifesta o amor de Jesus, dando-lhe força e coragem. Características principais da igreja eram serem crentes humildes, trabalhadores e perseverantes. Os crentes santos serão exaltados, mas os orgulhosos serão humilhados. O período da grande tribulação que virá sobre o mundo, mas seus fies não estarão aqui neste período. O crente que não permanecer fiel pode perder a “coroa da vida” prometida ao crente perseverante que suporta as provações. É a igreja avivada e missionária do século XVIII, XIX e inicio do século XX.

Conclusão
Tudo indica que estamos vivendo os dias imediatamente anteriores ao arrebatamento. Dias em que predominam as igrejas do tipo “Laodicéia”, a Igreja que vai subir, é do tipo “Filadélfia e Esmirna”. Se uma onda de tribulação nos atingir de repente, poderá muito bem ser o amor disciplinador de Jesus, para produzir crentes fiéis que perseverem até o fim.




Fontes:
Bíblia de Estudo Dake – Atos
Comentario Biblico de Moody - Apocalipse
Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva
Revista: Epístolas às igrejas de Cristo –Editora Betel – 4º Trimestre 2006
Revista: Apocalipse – Editora Betel - 2º Trimestre 2012 – Lição 02

Oferta ao Senhor


O que vc tem ofertado ao Senhor?

Neste texto em questão vemos Deus através de Moises deixando determinado sobre as ofertas e dízimos que o povo deveria trazer aos sacerdotes.  

“Todas as ofertas alçadas das coisas santas, que os filhos de Israel oferecerem ao SENHOR, tenho dado a ti, e a teus filhos e a tuas filhas contigo, por estatuto perpétuo; aliança perpétua de sal perante o SENHOR é, para ti e para a tua descendência contigo. “ Números 18:19
19. Aliança perpétua de sal. De acordo com Lv. 2:13, todo sacrifício era salgado. Cristo usou este pensamento para descrever a eterna verdade do inferno (Mc. 9:49). O sal significava uma aliança inviolável entre Deus e os sacerdotes.

“Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao SENHOR em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão.” Números 18:24
24. Os dízimos . . . que apresentam ao Senhor em oferta, dei-os por herança aos levitas.  Os levitas e os sacerdotes dependiam da fidelidade do povo, o qual por sua vez desfrutava da boa vontade do seu Deus através da obediência cuidadosa a todas as leis do santuário.

E deverão apresentar como contribuição ao Senhor a melhor parte, a parte sagrada de tudo que for dado a vocês. Números 18.29
29. Toda oferta (contribuição) do (devida ao) Senhor: do melhor delas. As ofertas devidas ao Senhor (v. 26) deviam vir do melhor dentre o melhor. O povo dava o que tinha de melhor aos levitas, os quais davam o melhor disto ao Senhor, representado pelos sacerdotes.

O Aposto Paulo em 2 Co 9.7,8 “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.
E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra;”
7. Podemos resumi-lo assim: 1) a pessoa – cada um; 2) à proporção – segundo tiver proposto; 3) o lugar – no coração; 4) a perversão – não com tristeza, ou por necessidade; 5) o princípio – porque Deus ama a quem dá com alegria.
8. Muito literalmente: Deus pode fazer-nos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra. Observe a repetição de tudo e toda. Sobre Deus pode, veja Mt. 3:9; 10:28; Mc. 2:7; Ef. 3:20; Judas 24. O substantivo suficiência (autarkeia) não foi usado em outras passagens do N.T., apenas em I Tm. 6:6 (mas Paulo aplica o adjetivo a si mesmo em Fp. 4:11). Esta palavra, usada pelos estóicos, descreve "um estado perfeito de vida no qual não há necessidade de auxílio" (Thayer, Lexicon). A palavra "suficiência" (hikanotes) em II Co. 3:5 designa "capacidade ou competência para fazer uma coisa" (Thayer). Os dois termos não são idênticos; uma pessoa pode ter um deles sem ter o outro.

O profeta Malaquias inspirado pelo Senhor trás uma repreensão severa para o povo pois este estava sem contribuir na casa do Senhor, estavam roubando a Deus.
“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas.
Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação.
Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. “ Malaquias 3:8-10
8. Vós me roubais. Mordomia falha equivalia à fraude ou roubo. Dízimos. com referência à obrigação específica, veja Lv. 27:30-33; Núm. 18:20-32; Dt. 4:22-29. Ofertas. A palavra usada para "oferta", é terûmâ, que geralmente se aplica às ofertas espontâneas, às primícias, ao meio siclo pago ao santuário e às porções do sacrifício que eram reservadas aos sacerdotes ( Êx. 30:13; Lv. 7:14; Nm. 15:19-21; 18:26-29). 
9. Maldição. Literalmente, a maldição. O castigo mencionado em 2: 2 sobreviria à nação culpada como um todo. 
10. Todos os dízimos. Antes, todo o dízimo. Ao que parece os israelitas fingiam conformar-se à Lei, oferecendo alguns dízimos a Deus mas não todos os exigidos pela Lei (cons. Atos 5:1, 2). À casa do tesouro. Os dízimos deviam ser trazidos e recolhidos em salas especiais do Templo. Mantimento. O dízimo fornecia o sustento dos levitas (Nm. 18:24). As janelas do céu. A figura (cons. II Reis 7:2, 19) refere-se ao derramamento de bênçãos materiais em superabundância. (Com. Lc. 6:38). Derramar sobre vós bênção. Se os judeus duvidassem que Jeová recompensa os justos (cons. Ml. 2:17), que fizessem um teste.

Tenham um ótimo dia na graça a na paz do Senhor Jesus, sejam fieis e ele te abençoara.




 

Reflexão Espiritual

O que os textos originais falam sobre o inferno ?

recomendo os vídeos da Irmã Sara, assistam, comentem e se inscrevam no canal Cultura Israel.