sexta-feira, 10 de agosto de 2012

LIÇÃO 07 - A realidade ministerial de Jesus



12 de Agosto de 2012

Texto Áureo

“Desde então, muitos dos seus discípulos tornaram para trás e já não andavam com ele”, Jo 6.66

Verdade Aplicada

As dificuldades no ministério evangelístico devem ser enca­radas sem ressentimentos, pois na Seara do Senhor os proble­mas são comuns.

Objetivos da Lição

►      Mostrar a missão integral de Jesus;
►      Buscar compreensão do por­quê dos problemas ministe­riais;
►      Orientar como proceder nos momentos difíceis.

Textos de Referência

Jo 6.67      Então, disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos?
Jo 6.68      Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna,
Jo 6.69      e nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus.
Jo 6.70      Respondeu-lhe Jesus: Não vos escolhi a vós os doze? E um de vós é um diabo.
Jo 6.71      E isso dizia ele de Ju­das Iscariotes, filho de Simão, porque este o havia de entregar, sendo um dos doze.

LEITURAS COMPLEMENTARES
  • Segunda feira: Mc 10.38
  • Terça feira: Mt 10.37
  • Quarta feira: Mc 1.7
  • Quinta feira: Lc 21.36
  • Sexta feira: Jo 4.35
  • Sábado: Jo 4.37

INTRODUÇÃO
A Bíblia não esconde os contratempos enfrentados pelo Filho de Deus em seu ministério e ainda nos mostra o porquê deles. O evangelizador deve estar ciente que tais dificuldades podem acontecer em seu ministério também. Por isso, ele deve se preparar para enfrentar, no Poder do Espírito, toda e qualquer dificuldade.

1. Os discípulos se escandalizam
O milagre da multiplicação dos pães, à vista de muitos, consistia numa ótima oportunidade para Jesus alcançar o que muitos desejaram, o poder político. Afinal, aquele milagre na opinião de alguns foi o seu apogeu, foi o tiro certeiro no coração da multidão que facilmente seguiria os ideais de Jesus. Talvez alguns aproveitadores já se imaginavam em lugares de glória nesse reino que tanto esperavam. Agora caberia a Jesus de Nazaré tomar a iniciativa e o seu lugar na historia.

1.1.  Jesus recusou ser rei (Jo 6.14-15)
14, 15. Não havia dúvida de que um  sinal fora realizado. O povo viu e ficou impressionado. Todos foram beneficiados. Viram que o seu benfeitor não era um homem comum, e concluíram que ele devia ser o profeta esperado (Dt. 18:18). Aqui, como em João 4, o profeta parece ser identificado com o Messias, enquanto que em João 1:20, 21 os dois foram discriminados. Na mente do público provavelmente não havia uma linha dura e firme entre os dois representantes. O profeta se tornaria rei de qualquer maneira, se esta multidão pudesse fazer a sua vontade.
Tal movimento expressaria imediatamente a sua gratidão pelo milagre e também garantia a canalização do poder de operar maravilhas de Jesus para as necessidades da nação, tanto econômicas como militares. A expectativa popular do Messias estava  para ser expressada de maneira dramática. Mas aquele cujo reino não era deste mundo (18:36), percebendo a intenção, frustrou-a retirando-se. (Comentário Bíblico de Moody – João)

1.2. Jesus confrontou os que o buscavam pelo alimento (Jo 6.26-27)
26-34. Repreendidos pelo Senhor, as pessoas exigiram um sinal como base para crerem nEle. Mesmo tendo visto o milagre (cons. 6:14), Jesus acusou-as de não verem, isto é, de não enxergar além dos aspectos externos. Elas só viam a provisão do sustento material e sentiam-se satisfeitas (v. 26). O ensinamento de Jesus aqui tinha duplo aspecto, pois ele contrastou o alimento que perece com o alimento que permanece para a vida eterna, e também colocou o trabalho em contraste com a dádiva (cons. Is. 55:1, 2). Mesmo o alimento que Jesus tinha providenciado do outro lado do lago era perecível. Mas Ele podia dar aquele que seria significativo para a vida eterna. Seu poder para fazê-lo descansava na autoridade de que Deus Pai o investira (selou com voz divina no batismo e concessão do Espírito). (Comentário Bíblico de Moody – João)

1.3. Jesus falou do verdadeiro pão do céu (Jo 6.60-65)
60-65. Esta seção relaciona-se especialmente com a reação dos discípulos diante das palavras de Jesus. Devem ser considerados à parte dos "judeus" do contexto precedente e dos Doze nos versículos seguintes. Estes discípulos eram seguidores, mas sentiram, à vista desse ensinamento, que não podiam mais continuar.
O duro discurso é este se refere à necessidade de comer a carne de Cristo e beber seu sangue. Sua ascensão, que para os verdadeiros crentes confirmaria suas declarações, apenas aumentaria a ofensa para aqueles que não podiam aceitar a sua humanidade oferecida por eles na morte na cruz (v. 62). Até mesmo a carne de Cristo, declarada tão indispensável, de nada adiantaria a não ser que o Espírito a vivificasse para o crente. Suas próprias palavras, entretanto, participavam do caráter do espírito, isto é, davam vida. Elas salvariam não independente da obra histórica da cruz, mas apontando para essa obra e interpretando-a. A própria resistência encontrada pelas suas palavras entre os discípulos supostos demonstrou que a sua fé era superficial. Jesus discernia não apenas a presença da falsa de fé; mas até a traição em potencial da parte de um dos seus seguidores. (Comentário Bíblico de Moody – João)

2. Os discípulos abandonaram Jesus
Os poderes que Jesus possuía revelava seu perfil messiânico, e muitos ficaram convencidos disso. Porém não queriam entender a maneira de Jesus trabalhar naquele momento. É evidente que ele teve o cuidado de espiritualizar a sua mensagem claramente para que não houvesse duvida sobre o que estava falando. E, se os seus seguidores ali estavam, tudo tinha sido resultado de duro trabalho de oração, contato e propaganda prévia que os levaram a procurá-lo. Contudo o Mestre da Galileia não impediria o efeito negativo da sua palavra sobre eles que soou em um discurso duríssimo. Evidentemente se dependesse de Jesus tais seguidores se converteriam e permaneceriam na jornada espiritual por ele proposta. Mas não foi o que aconteceu como já sabemos.
“Pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus; de maneira que desde Jerusalém, e arredores, até ao Ilírico, tenho pregado o evangelho de Jesus Cristo.” (Rm 15:19) 18,19. Mas ele não se gloriava no que tinha feito, mas no que Cristo tinha realizado através de sua palavra e atos, pelo poder de sinais e maravilhas, pelo poder do Espírito. Seu alvo era obediência dos gentios - a qual os gentios já estavam prestando. Paulo encarava o seu território, até então alcançado, como compreendido entre Jerusalém e o Ilírico (também chamado Dalmácia, uma província romana além da Macedônia, estendendo-se desde a costa oriental do Adriático – hoje Iugoslávia). (Comentário Bíblico de Moody – Romanos)
Muitos nos dias de hoje para se justificar por realizar a obra do Senhor como ele espera que façamos, começa a se desculpar com a alegação que Jesus era Deus. Amados não podemos esquecer, de que ele se encarnou não como Deus, mas como homem, como cada um de nós. Paulo afirma em Filipenses que ele se despojou de toda sua glória, ou seja, ao descer ele não o fez como Deus. “Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;” (Fl 2:7).
Essa forma estava desprovida de glória, poder, somente depois de ser batizado no Jordão, é que ele foi revestido do poder do Espírito Santo, e tudo que ele fez o fez neste poder, para deixar para nós o exemplo que nós também podemos realizar. “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.” (Jo 14:12) (grifo meu)

2.1. O duro discurso de Jesus (Jo 6.66)
O efeito do discurso sobre os Doze está sendo agora apresentado. Este foi o momento da separação para muitos dos que foram Seus discípulos (6:66). (Comentário Bíblico de Moody – João)

Como diz o comentarista, muitos para não perder membros e ver a arrecadação financeira despencar começa a permitir todo tipo de extravagância na igreja, maculando a sua santidade e escandalizando a obra do Senhor. Doutrina não mata, ela edifica, a palavra dita no momento certo e na unção do Espírito Santo produz vida e jorra em nós uma fonte de água para a vida eterna.
Não é porque o irmão tal dizima alto, ou ajuda a igreja financeiramente, que pode fazer tudo que pensa ou que quer, a obra pertence ao Senhor e perante ele não há rico ou pobre, feio ou bonito, alto ou baixo.
O pastor da igreja não pode ser coagido por causa da oferta gorda que entra na igreja e ficar dependendo desde para realizar as melhorias na casa do Senhor, mais ele tem que contar com todos os membros seja ele pobre ou rico, dizime alto ou baixo.
Existe muitos que acham que podem mandar na igreja, só porque esta lá desde a sua construção, o pastor precisa usar o cajado que o Senhor lhe delegou para não ficar a mercê deste tipo de situação. (grifo meu)

2.2. Os discípulos foram colocados à prova (Jo 6.67)
Sua partida provocou a pergunta de Jesus aos Doze quanto às intenções deles (v. 67). Pedro, como rocha, permaneceu firme. Sua confissão é semelhante à que foi registrada pelos Sinóticos em relação com o incidente em Cesaréia de Filipe (Mt. 16:16), mas em harmonia com o discurso enfatiza que Jesus tem palavras da vida eterna (cons. Jo. 6:63). Outros só viam as palavras. Pedro viu que proporcionavam o gozo da vida eterna, ainda que não entendesse no momento o significado da cruz. (Comentário Bíblico de Moody – João)

Após o sermão de Jesus muitos dos seus discípulos se retiraram e Jesus agora faz a pergunta aos que ficaram: “... Quereis vós também retirar-vos?”.
O Senhor nos faz também essa mesma pergunta para nós, infelizmente muitos tem deixado de seguir as pisadas do mestre e buscado outros deuses no mundo, perdendo sua salvação por uma mensagem que venha satisfazer o seu ego, esquecendo-se que a mensagem que produz vida, ela tem muitas vezes espinhos também, por causa de sua exigência a santificação. Qual é o seu objetivo na obra do Senhor? (grifo meu)

2.3. Judas o traidor (Jo 6.70)
Havia outro no grupo que não podia falar, porque era um diabo (diabolos). O significado não é que fosse um instrumento de Satanás quando Cristo o escolheu, mas que se tornara tal.
Judas pertencia à multidão que partia, mas permaneceu. Ofendido porque Jesus recusou-se ser feito rei, conclusão à que chegamos quando estudamos a sua carreira mais de perto, um dia iria traí-lo, apesar de trair a confiança daqueles que confiaram nEle para conduzi-los à vitória messiânica. (Comentário Bíblico de Moody – João)

Este discípulo escolhido pelo Senhor estava nos seus propósitos quando o escolhera, mais o mesmo não tinha convicção espiritual sobre o que Jesus realizava tudo se passava na mente de Judas a respeito do reino temporal e não espiritual.
Foi por causa dessa decepção que ele age de forma contraria ao que Jesus veio realizar e se deixa ser usado pelo diabo culminando em sua morte no mesmo dia em que entrega o seu amigo, porque Jesus havia declarado aos 12 que eles não eram servos e sim amigos.
Temos visto filmes a cerca de Judas e de sua ideologia e vemos que ele fez na convicção de que ao instigar uma prisão a Jesus ele revelaria o seu poder libertador, e assim libertaria Israel da opressão romana, mais Jesus não veio com essa missão e sim libertar o homem de si mesmo e leva-lo ao pleno conhecimento da verdade. “Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.” (1 Tm 2:4)
Judas era idealista, e idealizava um messias terreno, e ao juntar-se com ele o fez neste pensamento, o que estava enganado, mais é tarde demais para arrependimentos. Tirou a vida se condenando para toda eternidade. (grifo meu)

3. A realidade do ministério de Jesus
O ministério de evangelização tem o lado bom e o ruim. O primeiro traz consigo o prazer de compartilhar as bênçãos do Evangelho com a humanidade; a satisfação de vê-los nascer de novo para o Reino de Deus e a exultação de acompanhar o desenvolvimento desses novos filhos de Deus através do nosso trabalho. O segundo são as rejeições dos ouvintes, as feridas do árduo trabalho e as crises que nos surpreendem.
Temos que ver que no ministério de Jesus sua evangelização tinha uma boa aceitação, as pessoas o reconheceram como um profeta, alguns isoladamente criam que ele era o messias. Temo o prazer no momento do evangelismo de levar a palavra de Deus às pessoas necessitadas, lado ruim é a perseguição que é gerada por aqueles que combatem a palavra e não aceitam.
Mais o Senhor nos advertiu sobre toda essa batalha “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.” (Mt 5:11-12) (grifo meu)

3.1. Sua realidade não deve ser omitida
Não podemos deixar que essas experiência venha nos desencorajar de pregar.
Temos que ver no nos dias de Noé o povo estava totalmente sem a direção de Deus, tudo porque faziam conforme queriam, sem se importar com as consequências, nunca havia chovido na terra de forma tão torrencial como Noé estava anunciando, por isso o povo zombava, em Sodoma a situação era diferente, porque o povo era depravado mesmo, havia o pecado de homossexualismo generalizado em toda cidade, tanto é que quando os anjos foram retira-lo e os homens da cidade depravado como eram queriam que Ló entregasse os dois para eles, ao fugir, sua esposa olha para trás, ela simboliza os crentes que estão na jornada e olham para trás, com saudade como o povo de Israel que teve saudade das cebolas, do Egito. “Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos.” (Nm 11:5). No monte Sinai o povo estava aguardando a volta de Moises que tinha subido no monte para receber de Deus as leis para seu povo. No caso do bezerro de ouro que fizeram, é por causa da dureza do coração do povo que é levado a praticas que desagradam a Deus.
Quanto em nossos dias que pregam, ganham muitas almas para o Senhor, mais sua família ainda não se converteu isso não significa que ele seja um mal pregador, mais sim que como profeta ele não tem credibilidade em seu lar, no meio de sua família. (grifo meu)

3.2. Os problemas devem ser entendidos
Ef 6.12 Porque a nossa luta não é. O motivo porque precisamos de toda a armadura de Deus. Contra o sangue e a carne. Os israelitas sob o comando de Josué tiveram de lutar contra a carne e o sangue a fim de conquistar a terra de Canaã. A nossa guerra é espiritual e não física. E, sim, contra os principados. Não uma comparação, mas uma negação absoluta. Nas hostes de Satanás encontramos diferentes categorias. Não é possível fazer separações distintas entre os diversos tipos de inimigos aqui mencionados. Contra os dominadores deste mundo tenebroso. Literalmente, os príncipes do mundo destas trevas. Contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Esta é a última das cinco vezes em que en tois epouraniois, "nas regiões celestiais", ocorre na epístola. (Comentário Bíblico de Moody – Efésios)

1 Jo 2.15 Não ameis. A ordem é para todos (não a um grupo em particular) e aparece abruptamente no texto. O mundo (kosmos, o oposto a kaos). O mundo é este sistema organizado que age como rival de Deus. É aquilo "que encontra sua esfera e realização próprias em uma ordem finita e sem Deus" (Westcott, pág. 63). Embora Deus ame o mundo dos homens (Jo. 3:16), não devemos amar aquilo que os organiza contra Deus. Um homem verdadeiramente religioso mantém-se afastado do mundo (Tg. 1:27), uma vez que a amizade com ele é inimizade com Deus (Tg. 4:4). O mundo está no colo do maligno (I Jo. 5:19), e João usa o mundo como símbolo das trevas (Jo. 3: (9). O mandamento não é, "não o amem demasiadamente", mas "não o amem de modo nenhum". Nem as coisas que há no mundo. Não amem nada que esteja na esfera do kosmos. Temos de usar as coisas que estão no mundo, mas quando as amamos em lugar de Deus, estamos abusando (I Co. 7:31).
Este pensamento de suplantar Deus em nossos afetos com as coisas do mundo foi apresentado na última frase do versículo. Se alguém amar o mundo. É o princípio de não servir a dois senhores (Mt. 6:24; Tg. 4:4). Uma vez que o mundo é o mesmo que trevas, deve excluir Deus, que é luz. Este é o primeiro motivo para não se amar o mundo. (Comentário Bíblico de Moody – 1 João)

1 Co 1.12 Refiro-me ao fato. Antes, o que eu quero dizer. O grupo de Apolo parece que era um grupo que preferia um estilo mais polido e retórico do talentoso alexandrino. Existem muitos membros modernos desse tipo de facção, tais como a mulher que confessou : "Eu quase choro, sempre que ouço meu pastor pronunciar essa bendita palavra Mesopotâmia!" O partido de Cefas ao que parece duvidava das credenciais de Paulo, preferindo manter o elo com Jerusalém através de Pedro. Aqueles que eram de Cristo desprezavam qualquer ligação com os outros, formando assim um partido isolado. As palavras que se seguem dão a entender que Paulo desaprovava este grupo (cons. ICC, pág. 12; II Co. 10:7). (Comentário Bíblico de Moody – 1 Coríntios)

3.3. A experiência evangelística deve ser agradável
Vivemos dias em que muitos obreiros não querem mais ficar na frente da obra, por causa de frustrações, desmotivação ministerial, pelos embates do inimigo sobre suas vidas.
Não é fácil realizar a obra, eu sei bem disso, já estou na minha 4ª congregação como dirigente, e reconheço que lidar com pessoas é complicado demais. Nunca conseguimos agradar a todos, e sempre tem aqueles que se afastam da igreja e ainda colocam a culpa no dirigente.
Às vezes eu também fico desanimado, e às vezes peço ao Senhor que coloque outro em meu lugar, mais isso é normal, até os grandes profetas tiveram seus momentos de desespero.
Elias mesmo depois do desafio do Carmelo ele foge porque Jezabel o ameaçou com a morte por causa da morte dos sacerdotes de baal e azera que foram mortos no monte Carmelo, foge para o deserto e deita debaixo de um zimbro e pede a morte porque não aguentava mais essa situação, quanto mais nós não vamos também nos desesperar ou ate mesmo esmorecer, mais precisamos buscar em Deus o renovo para continuarmos, porque nossa recompensa esta guardada com Cristo nos céus.
Se na obra esta difícil, imagine largando mão de fazê-la, ai fica mais difícil ainda, continuemos avante na jornada, saiba que o Senhor esta ao seu lado para te socorrer, e te fortalecer, confia nele e ele tudo fará. (grifo meu)

CONCLUSÃO
Embora a vista de alguns, o assunto tenha um teor negativo, na verdade não o é. Ele é de um realismo que procura preparar os evangelizadores em seus desafios de maneira consciente. Como todo o trabalho, sério previne seus obreiros dos perigos e desafios, assim neste exíguo trabalho procuramos fazer. Assim concluímos dizendo, prepare-se.


Fontes:
Bíblia de Estudo Dake – Atos
Revista: Jesus Cristo – Editora Betel - 3º Trimestre 2012 – Lição 07.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Lição 05 - A comunicação do evangelho


29 de Julho de 2012


Texto Áureo

“Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede e não venha aqui tirá-la.”. Jo 4.15

Verdade Aplicada

Pregar o Evangelho de forma clara e inteligente proporcio­nará melhores resultados para o Reino de Deus.

Objetivos da Lição

►      Apresentar os passos que levaram Jesus à mulher samaritana;
►      Analisar como aprofundar a comunicação do evangelho;
►      Mostrar que o trabalho evangelístico, quando não esmorece, tem sempre bons resultados.

Textos de Referência

Jo 4.9        Disse-lhe, pois, a mu­lher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samarita­na (porque os judeus não se co­municam com os samaritanos)?
Jo 4.10      Jesus respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
Jo 4.11      Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?
Jo 4.13      Jesus respondeu e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede,

LEITURAS COMPLEMENTARES
  • Segunda feira: At 1.8
  • Terça feira:  Jo 14.26
  • Quarta feira: Mt 28.19,20
  • Quinta feira: Jo 3.16
  • Sexta feira:  Mc 16.15
  • Sábado: Rm 10.10

INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos como Jesus estabeleceu um contato de maneira criativa a partir de algo simples com uma mulher. Veremos que, ao fazer isso, ele demonstrou o seu interesse na pessoa dela, não fazendo casa de onde procedia, e ai aproveitamos para expor quão necessário é compartilharmos o Evangelho como marginalizados, estigmatizados e desprezados da nossa sociedade.

1. Comunicação pessoal
Estava Jesus no sul de Israel, mas por causa da oposição farisaica retornou para a Galileia. Pusera-se a caminho e fora necessário passar por Samaria, por estar na região central de Israel entre a Judeia e a Galileia. Em Sicar, cansado da viagem decidiu sentar e conversar com uma samaritana. O registro dessa comunicação pessoal com uma mulher desencadearia uma serie de consequências que afetaram a evangelização e o mundo. Ali Jesus transmitiu a maior das revelações no que tange a adoração, num golpe mortal nos preconceitos radicais, deixou ao mundo um legado de evangelização insuperável!
O encontro de Jesus com a mulher samaritana ocorreu num lugar retirado da cidade e em circunstâncias bastante adversas. Naquele momento Jesus estava com fome e sede, mas o pior de tudo era a barreira da inimizade entre judeus e samaritanos.
Quão perigosos são os preconceitos, as discriminações e as ideias mal formadas. Isto vem há séculos trazendo prejuízos a obra de Deus. Mas o crente regenerado pela Palavra de Deus não faz acepção de pessoas, ppois sabe que em Cristo não existe preconceito. (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 06 – Betel)

Era-lhe necessário atravessar a província de Samaria. Em João, essa palavra costuma apontar uma necessidade divina, e pode ser o caso aqui, indicando a necessidade de lidar com os samaritanos, abrindo-lhes as portas da vida. Além disso, há a necessidade mais evidente de alcançar a Galiléia através de uma rota mais reta.
Sicar (muito provavelmente Siquém) ficava algumas poucas milhas a sudeste da cidade de Samaria e bastante perto do Monte Gerizim, como também do terreno que Jacó deu a José (Gn. 48:22). Jacó lhe deixou também um poço por herança (Jo. 4:6). Diz-se que tinha cerca de 26 m de profundidade. Aqui, Jesus, cansado da viagem e por causa do calor do meio-dia (hora sexta), parou para descansar. (Comentário Bíblico Moody – João)

1.1 Jesus iniciou o diálogo (Jo 4.7)
Uma mulher samaritana. Nenhuma referência à cidade de Samaria, que ficava muito distante, mas ao território dos samaritanos. Ela vinha equipada para tirar água. Considerando que a aldeia de Sicar tinha água, é possível que a caminhada solitária da mulher ao poço de Jacó indique uma espécie de ostracismo imposto pelas outras mulheres da comunidade (cons. 4:18). (Comentário Bíblico Moody – João)

1.2 Jesus despertou o interesse (Jo 4.10)
Jesus interrompeu o silêncio pedindo água para beber. Era um pedido natural à vista do seu cansaço. É um lembrete pungente da humanidade de nosso Senhor. Atendido ou não (a última alternativa parece a mais provável), o pedido introduziu a conversa. A partida dos discípulos foi providencial, pois a mulher não teria conversado com Jesus na presença deles. Duas coisas deixaram a mulher admirada: que Jesus fizesse tal pedido a uma mulher, pois os rabis evitavam qualquer João contato com mulheres em público; e particularmente que ele falasse assim com alguém que era samaritano. Para explicar sua admiração, o escritor acrescenta a observação de que os judeus não se associavam aos samaritanos. Isto não pode ser aceito em sentido absoluto, pois foi refutado pelo versículo 8. Mostra a indisposição que havia entre os dois grupos de pessoas. Os judeus desprezavam os samaritanos porque eram um povo de sangue e religião misturados, apesar de possuírem o Pentateuco e professarem adorar o Deus de Israel. (Comentário Bíblico Moody – João)


1.3 Jesus expos a realidade espiritual (Jo 4.14)
Um significado mais restrito foi proposto para as palavras da mulher "os judeus não usam os mesmos vasos que os samaritanos". Isto se aplica bem à situação (D. Daube, The New Testament and Rabbinic Judaism, pág. 375-382). Respondendo, Jesus afastou-se de sua própria necessidade, sugerindo que a mulher tinha uma necessidade mais profunda, que alguém podia atender por meio do dom de Deus. Alguns o explicam em termos pessoais, referindo-se ao próprio Cristo (3:16), mas provavelmente seria melhor que o tornássemos equivalente à água viva. João 7:37-39 é o melhor comentário (cons. Ap. 21:6).
11, 12. Pensando no poço que estava diante dele, a mulher ficou perplexa. Jesus não tinha nenhum utensílio para tirar água e o poço era fundo. No fundo estava a água viva (corrente) alimentada por uma fonte. Este rabi estaria pretendendo evocar o que Jacó só conseguira com árduo trabalho? Ele realmente seria maior se o conseguisse.
13-15. A água do poço tinha de ser consumida ininterruptamente, mas a água que Cristo fornece satisfaz de modo que a pessoa nunca mais terá sede. É assim que a vida eterna refrigera. Pode-se estabelecer um paralelo com os repetidos sacrifícios da antiga aliança e o sacrifício do Cordeiro de Deus oferecido uma vez para sempre. Ainda não compreendendo, mas já receptiva, a mulher pediu essa água, para que a sua vida ficasse mais fácil (4:15). (Comentário Bíblico Moody – João)

2. Aprofundar a comunicação
Para que a mulher pudesse beber da água que na pessoa torna-se uma fonte que salta para a vida eterna, ela precisava ser despertada da sua real condição pecaminosa ate aquele momento. Todavia, o Mestre não lança em rosto os pecados da mulher grosseiramente, sob pretexto de estar falando a verdade ou em nome de Deus, mas trata da situação com cuidado, como um verdadeiro sábio que foi.

2.1 Denunciar o pecado (Jo 4.16)
Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido e vem cá (Jo 4.16). Com estas palavras, Jesus queria dar a mulher samaritana prova de seus poderes superiores, a fim de convencê-la sobre o assunto que ele estava prestes a apresentar com mais profundidade, percebendo que agora ela estava realmente interessada. Ao revelar a vida privada da samaritana, fá-la-ia perceber que ele era homem dotado de poderes especiais, e assim teria inicio à revelação messiânica para ela (Dn 2.22; ão messiânica para ela (Dn 2.22; Hb 4.12,13) (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 06 – Betel)

A resposta de Jesus à mulher samaritana assinala uma mudança na narrativa. Em vez de corrigir seu equívoco, ele lhe diz que ela deve voltar ao poço pelo menos uma vez, com seu marido (v. 16). Parece que a missão de Jesus na Samaria se iniciará com a conversão de uma família inteira. Isso acontece no livro de Atos (16:15, 33-34; 18:8; cf. 11:14) e ao final desta mesma viagem, no Evangelho de João, quando Jesus chega à Galileia (4:53), mas em Samaria não irá acontecer. Talvez na esperança de receber a água viva de imediato, a mulher diz a Jesus que não tem marido. Ironicamente, Jesus a elogia por dizer a verdade (vv. 17, 18) e, assim, expõe seu adultério (cf. Marcos 10:12). A mudança de assunto não é tão abrupta quanto parece. A narrativa presume uma estreita relação entre o batismo com o Espírito e o perdão de pecados (cf. Marcos 1:4-8; Atos 2:38). Jesus, que batizará com o Espírito, é o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (1:29). —Quando o Espírito for concedido (20:22), Jesus dirá a seus discípulos: “Aqueles aos quais perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; aqueles aos quais não perdoardes, ser-lhes-ão retidos” (20:23). O pecado, para ser perdoado, deve primeiramente ser exposto, e foi, mas o adultério da mulher não é o centro do interesse neste capítulo. O rumo da narrativa não segue da mulher para seu atual marido (ou amante) mas da mulher diretamente para o resto do povo da cidade (vv. 28-30). Quaisquer sentimentos de culpa que ela possa ter tido não são mencionados.

Em vez de culpa, sua reação à introspecção sobrenatural de Jesus em sua vida é de espanto (vv. 29, 39). Conclui instantaneamente que ele é um profeta (v. 19). Como ele é judeu e profeta, ela aproveita a oportunidade para iniciar uma conversa sobre as respectivas vindicações de judeus e samaritanos quanto aos lugares de adoração - o monte do templo em Jerusalém e o monte Gerizim, perto de Sicar (v. 20), sendo o último provavelmente visível de onde se encontravam. É inútil especular se ela estava ou não tentando distrair a atenção de sua condição moral. Para o autor do Evangelho, pelo menos, sua observação não é um desvio mas leva adiante o impulso principal da história.


2.2 Adorar verdadeiramente (Jo 4.23)
A mulher samaritana ouviu de Jesus as seguintes palavras: “Deus é espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24). Aqui temos um dos grandes pronunciamentos do evangelista João acerca da natureza de Deus, o qual não tem corpo, pois a sua substancia não faz parte da natureza física. Depois do seu encontro com Jesus, a samaritana recebeu a natureza de Deus, sendo transformada numa verdadeira adoradora (1Pe 1.3,4).
A conversa de Jesus com a mulher samaritana passa adoração. “É bastante significante a importância da ao lugar de culto por uma alma cujos pecados são expostos”. No decorrer do dialogo muitos sub-temas são abordados, tais como: O lugar da adoração, o templo da adoração, a busca dos adoradores, o verdadeiro adorador, a quem se deve adorar, o modo correto de se adorar, etc. não temos espaço para tratar separadamente cada um desses sub-temas. Basta dizer, por enquanto, que Deus só pode ser verdadeiramente adorado, desde que seja verdadeiramente conhecido. (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 06 – Betel)

Diz-lhe Jesus que a questão mais importante não é onde mas como adorar a Deus. Logo as alternativas Jerusalém ou monte Gerizim perderam sua importância. Osverdadeiros adoradores (i.e., os cristãos) adorarão o Pai em espírito e em verdade (v. 23) como resultado do prometido batismo. Segundo autores cristãos ulteriores, eles são uma “nova raça” (Epístola a Diogneto I) ou uma “terceira raça”. “No que respeita aos gregos e judeus é antigo. Mas nós somos cristãos, e como uma terceira raça o adoramos de uma nova maneira”; (Pregação a Pedro, citado em Clemente de Alexandria, Stromateis VI, 5.39-41, traduzido na obra de Henneck-Schneemelcher,Apócrifos do Novo Testamento, [Fila­délfia: Westminster, 164], vol. 2, pág. 100). Aproveitando-se a referência da mulher a seus pais, ou aos ancestrais samaritanos que adoraram em Gerizim (v. 20), Jesus de modo sutil introduz o termo Pai, em conexão com a adoração a Deus (vv. 21,23), ressaltando que somente no Espírito (i.e., na nova comunidade cristã) é possível adorar a Deus como Pai (cf. Paulo aos Romanos 8:15-16; Gálatas 4:6). Porque ele é Pai, assim deseja ser adorado, e os cristãos são o tipo de adoradores que ele procura (v. 23). http://www.ebdareiabranca.com/2012/3trimestre/licao05.html

2.3 Jesus traz nova revelação (Jo 4.26)
Embora Jesus estivesse verdadeiramente cansado e necessitasse de água (Jo 4.6,7), aquele que pedia tinha muito mais a oferecer. Pedir água àquela mulher fazia parte de uma estratégia evangelística, se é que podemos dizer assim. “À medida que o Grande Evangelista procura ganha-la, ele orienta sabiamente a conversa, levando-a de um simples comentário sobre beber água à revelação de que ele era o Messias”. Aquele que pedia água fria estava oferecendo água viva, a saber, a si mesmo. (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 06 – Betel)

3. Resultados de uma boa comunicação
Depois de colocar a pessoa frente a frente com Cristo e instruí-la quanto ao que se deve fazer, devemos estar preparados para a aceitação ou rejeição da mensagem. A principio alguém poderá aceitar ou rejeitar o evangelho e posteriormente esse resultado ser alterado.

3.1 Ela se torna um agente multiplicador (Jo 4.28,29)
Os discípulos ficaram admirados ao ver que Jesus contrariava a convenção social falando com uma mulher (veja v. 9). Mas o respeito por seu mestre evitou que o interrogassem abertamente.
Desimpedida do seu cântaro, a mulher retirou-se a toda pressa para a cidade, como prova do seu propósito de retornar, pois estava determinada a obter a água viva daquele momento em diante. Ela fez mais do que Jesus pediu, e não foi ter com um só homem, mas aos homens da cidade com a notícia de sua maravilhosa experiência. Ela não tinha a presunção de ensiná-los, mas colocou um pensamento em suas mentes, por meio de uma pergunta tentadora: Será que esse não é o Cristo? Os homens ficaram suficientemente impressionados para irem com ela ao poço. (Comentário Bíblico Moody – João)

3.2 Os samaritanos insistem para que Jesus permaneça (Jo 4.40,41)
Aqui somos informados do fruto que Cristo e a mulher puderam colher, como semeador e colhedor. Muitos creram no Senhor por causa do testemunho da mulher. Isso provocou um convite para que ficasse no meio deles, no que Cristo consentiu por dois dias. Durante esses dias, outros que teriam ouvido o testemunho da mulher e se inclinariam a crer em Jesus, tomaram-se crente em pleno desenvolvimento por causa do que receberam através da sua palavra, isto é, dos lábios de Jesus (v. 42).  Salvador do mundo – uma grata confissão, uma vez que significava que tanto samaritanos como judeus poderiam ser salvos. (Comentário Bíblico Moody – João)

3.3 Os samaritanos creem que Jesus é o salvador (Jo 4.42)
Esses samaritanos creram que ele era o salvador dos gentios, assim como dos judeus. Eles não foram como os outros samaritanos que não o receberam (Lc 9.51-56). Aceitar Jesus promove uma mudança em qualquer vida, comunidade ou nação. (Bíblia de Estudos Dake)

A distinção entre semear e ceifar se observa talvez em dois estágios da fé dos samaritanos, nos vv. 39-42. Sua fé havia-se iniciado com o testemunho hesitante da mulher sobre o que Jesus lhe dissera (vv. 29, 39), mas quando eles se encontraram com Jesus e ouviram por si mesmos sua mensagem, muitos outros creram. Sua fé de “segunda mão” (como eles a consideravam) havia dado lugar a um conhecimento pessoal e a uma profunda convicção de que Jesus era verdadeiramente o Salvador do mundo (v. 42). Estas palavras esclarecem finalmente que, para o autor do Evangelho, os samaritanos se colocam como representantes de todos os povos do mundo. Ao passar, por divina necessidade, por uma cidade samaritana e conversar com uma mulher pecadora, Jesus tanto colhe frutos como antecipa uma colheita maior ainda, vindoura: a missão da igreja aos gentios.

Conclusão
Temos, em Jesus, o supremo exemplo de ir ao nível dos homens, seja qual for. O de Nicodemos, um notório mestre de Israel; ou da samaritana que era de outra etnia e de conduta duvidosa. O mais importante que aprendemos é amar as pessoas independente do que elas são, e a elas demonstrarmos esse amor através da comunicação doEvangelho, com todo o vigor para possibilitar a transformação delas: espiritual e social também.



Fontes:
Bíblia de Estudos Dake
COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – João
Revista: JESUS CRISTO– Editora Betel - 3º Trimestre 2012 – Lição 05

terça-feira, 24 de julho de 2012

Porquê o império romano aderiu a crença em Yeshua?



Resumo da história
Pesquisa elaborada por Xan - Torah Web
Você ja parou para refletir sobre o porquê do império romano, dominador de Israel, destruidor de Jerusalém e inimigo ferrenho dos judeus, ter aderido a "fé" em Yeshua, um judeu, e aborvido o que lhes interessava da fé judaica exposta nas Escrituras em geral, adotando-a parcialmente?
Neste resumo apresentaremos alguns fatos que comprovam o porquê do paganismo romano ter aderido facilmente parte da fé messianica em Yeshua, testemunhada pelos discipulos judeus messiânicos, transformando-na em catolicismo romano, uma nova religião baseada em conceitos aborvidos de outros seguimentos religiosos mais antigos.
O padre Joaquim Carreira das Neves, professor da Universidade Catolica de Portugal, considerado o maior estudioso português da Bíblia, entrevistado de Manuel Luís Goucha, no programa «De Homem para Homem» do TVI24, transmitido no dia 27 de Dezembro de 2010, às 23 horas, disse que a religião católica em suas origens é pagã com bases no mitraísmo, isto é, ela simplesmente paganizou o "cristianismo" judaico biblico originalmente vivido pelos judeus.





O deus mitra.
Mitra pertence às mitologias persa, indiana e romana. Na Índia e Pérsia representava a luz (deus solar). Representava também o bem e a libertação da matéria. Chamavam-na de "Sol Vencedor".
Algumas peculiaridades do mitraísmo foram agregadas a outras religiões, como o cristianismo romano. Por exemplo, desde a antiguidade, o nascimento de Mitra era celebrado em 25 de dezembro, mais tarde o catolicismo substituiu o deus Mitra por Yeshua, porém a data de nascimento continuou sendo celebrada conforme o mitraísmo, com excessão do aniversariante, pois Yeshua nasceu em meados de outubro quando é celebrada a festa dos tabernáculos em Israel até os dias de hoje.

Mitra foi adorado por quase todos os soberanos persas: Ciro o reverenciava; sob Dario houve um breve eclipse, pois este, segundo alguns especialistas, era partidário de Zoroastro; porém a crença em Mitra reaparece com Artaxerxes.
A partir do século II o culto a Mitra era dos mais importantes eventos no Império romano e numerosos santuários (Mithraea, singular Mithraeum) foram construídos. A maior parte eram câmaras subterrâneas, com bancos em cada lado, raras vezes eram grutas artificiais. Imagens do culto eram pintadas nas paredes, e numa delas aparecia quase sempre Mithras que matava o touro sacrificial. Mitra retorna ao primeiro plano como deus do sol, dos juramentos e dos contratos, sob a influência dos Magos.
No Panteão dos Deuses avésticos, Mitra seria filho de Anihata ou Anahita, a gênia feminina do fogo, uma espécie de Virgem Imaculada, Mãe de Deus. É a única figura feminina associada a Mitra, pois este permanecerá celibatário por toda a vida, exigindo de seus admiradores a prática do controle de si, a renúncia e a resistência a toda forma de sensualidade.
Curioso é a biografia do rei Mitrídate VI Eupator, rei do Ponto, anterior ao nascimento do Messias Yeshua. Seu nascimento foi anunciado por um cometa, um raio caiu sobre o recém-nascido, deixando-lhe uma cicatriz. A educação deste rei é uma longa série de provas iniciáticas. É visto durante sua coroação como uma encarnação de Mitra. A biografia real é muito próxima do Natal cristão.
No mitraísmo o Mitra é um deus de forma humana e Yeshua é igualmente considerado um deus dentro do cristianismo catolico e derivados, mesmo que a mensagem principal dos Evangelhos em conformidade com as profecias dão ênfase a um Messias carnal descendente da linhagem do rei David gerado milagrosamente pelo poder do Criador, e não um pseudo deus encarnado.
No tocante ao culto e à liturgia, estes se faziam no interior do Mithraeum e na presença dos fiéis. A liturgia constava de ofícios e orações; manducação de pão e sumpção de água e vinho, acompanhadas de fórmulas sagradas; danças de luzes e fórmulas de êxtase; orações ao nascer do Sol, ao meio-dia e ao ocaso. As festas realizavam-se no sétimo mês do ano, mas todos os meses se festejava uma semana inteira, sendo cada dia destinado a um planeta. Comemorava-se, de modo especial, o dia natalício do deus (Natalis Invicti), a 25 de dezembro.
De Mitraísmo à Catolicismo Romano
O fim do mitraísmo coincide com o seu zênite no século III d.C. e vem acompanhado da entronização do "cristianismo" como religião do Império Romano. O imperador romano Constantino manifestou uma certa simpatia pelo mitraísmo, principalmente na sua versão de “Sol invictus”. Quando este primeiro imperador "cristão" colocou todas as religiões pagãs na clandestinidade, porém poupou os mitraístas pois estes possuíam muita influência junto aos militares romanos que eram a força e alicerce do Império.
O mitraísmo sobreviveu em Roma até 394 sendo que a Basílica de São Pedro foi construída sobre o local do último culto mitraíco: o Phrygianum. A partir daí, o cristianismo construiu, boa parte de seus templos, acima de cavernas que continham Mithrae, seja em Roma seja nas províncias do Império. A catedral de Canterbury e a de São Paulo em Londres, o mosteiro do Monte Saint-Michel e algumas catedrais em Paris estão construídas sobre antigos Mithraeum em ruínas.
Os pontos comuns entre o cristianismo romano e derivados e o mitraísmo são inúmeros.

O nascimento de o Messias é anunciado por uma estrela assim como o de Mitridate Eupator. Ambos são nascidos de uma Virgem Imaculada que toma o nome de Mãe de Deus. Segundo o catolicismo, a caverna e a gruta são os locais de nascimentos tanto de o Messias quanto de Mitra.
A presença de pastores e de seu rebanho também estão presentes em ambos os nascimentos. A gruta de Belém é prenhe de luz e Mitra é um deus solar. Além do mais, o ouro, símbolo do Sol, tem uma importância crucial na liturgia cristã. Deus é Amor mas também Luz. Segundo o catolicismo romano, o nascimento dos dois deuses foi a 25 de dezembro, solstício de Verão no Hemisfério Norte.
Sabe-se que o Messias não teria nascido no dia 25 e que, somente com o fim do mitraísmo, a Igreja Cristã, “cristianizou” o dia como a festa do Natal. Tanto o Messias Yeshua como Mitra eram castos e celibatários. Todas as duas religiões são fundadas sobre um sacrifício salvador do Mundo, mas com a morte do Messias, o cristianismo tira a sua vantagem e sua superioridade. A morte do Touro encontra um símile na luta de São Jorge com o dragão. A vontade de neutralizar as potências do mal, a guerra entre as duas potências e a vitória do Bem. A consagração do pão e do vinho estão presentes entre os cristãos e os iniciados de Mitra. No grau de Soldado (Miles), o iniciado é marcado com uma cruz de ferro em brasa sobre a fronte. A imortalidade da alma e a ressurreição final. As igrejas antigas possuem criptas subterrâneas que evocam os templos mitraícos. A fraternidade e o espírito democrático das primeiras comunidades cristãs se assemelham muito ao mitraísmo. A fonte jorrando da rocha, a utilização de sinos, os livros e as velas, a água santa e a comunhão, a santificação do Domingo (fora da tradição judaica do Sábado em conformidade com a originalidade do mandamento Divino).

O deus sol presente nas imagens do mitraísmo e catolicismo.
O dia separado pelo paganismo em geral que considerava o sol o deus da luz é o domingo, isto é, o dia do sol, sunday. Baseado neste fato foi muito simples para o catolicismo romano manipular alguns textos biblicos e alterar o evangelho de Marcos contradizendo os outros evangelhos e profecias que narram os mesmo fato da ressureição de Yeshua e assim o catolicismo invalidou a observancia original do quarto mandamento mantendo o dia pagão de adoração ao sol.


 VI – BIBLIOGRAFIA

BARBAULT, Anne, Introdução à Astrologia, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1991.
CHEVALIER, J. e Gheerbrant, A. Dicionário de Símbolos, José Olimpio Editôra, Rio de Janeiro, 1988.
COIL, Henry Wilson, Coil’s Masonic Encyclopedia, Macoy Publishing & Masonic Supply Co., Inc., Richmond, Virginia, 1995.
ELIADE, Mircea, História das Crenças e das Idéias Religiosas, IV vols., Zahar Ed., Rio de Janeiro, 1983.
ELIADE, Mircea, Iniciaciones Místicas, Ed. Taurus, Madri, 1975.
Encyclopaedia Britannica, 30 vol., 1982
FARIA, Romildo de (org.), Fundamentos de Astronomia, ed. Papirus, Campinas, 1987.
FRANZ, Cumont, Astrology and Religion among the Greeks and Romans, Kessinger Reprints (1912), Montana, s/d.
FRANZ, Cumont, Mysteries of Mithra, Kessinger Reprints (1910), Montana, s/d.
FRANZ, Cumont, Oriental Religions in Roman Paganism, Kessinger Reprints (1911), Montana, s/d.
FRAU ABRINES, Lorenzo, Diccionario Enciclopédico de la Masonería, vol. v, Editorial del Valle de Mexico, México, 1976.
FRAZER, James George, O Ramo de Ouro, Círculo do Libro – Zahar, São Paulo, 1986.
GIBBON, Edward, The History of the Decline and Fall of the Roman Empire, III vols., The Penguin Press, England, 1994.
GROUSSET, R. e LÉONARD, E.G. Encyclopedie de la Pléiade - Histoire Universelle, III vols., Librairie Gallimard, Paris, 1957.
HALL, M.P. An Encyclopedic Outline of Masonic, Hermetic, Qabbalistic and Rosicrucian Symbolical Philosophy, Golden Anniversary Edition, The Philosophical Research Society, Los Angeles, CA, 1979.
MACKEY, A.G. Enciclopedia de la Francmasonería, 4 vol., Editorial Grijalbo, Mexico, 1981.
MOURÃO, Ronaldo R. F., Dicionário Enciclopédio de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1987.
NAUDON, Paul, Histoire, Rituels et Tuiler des Hauts Grades Maçonniques, Dervy Livres, Paris, 1984.
PILE, A. Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry, Charleston, 1871.
ULANSEY, David, The Origins of the Mithraic Mysteries, Oxford University Press, New York, 1989.
WESTCOTT, W. Wynn, The Resemblances of Freemasonry to the Cult of Mithra, Ars Quatuor Coronatorum, vol.
XXIX, London,

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Lição 04 - Nicodemos e o novo nascimento



22 de Julho de 2012

Texto Áureo

“Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo”, Jo 3.7
 Importa-vos nascer de novo. Não é simplesmente uma exigência pessoal, mas universal. A necessidade jaz na incompetência da carne. Isto inclui o que é meramente natural e o que é pecador – o homem nascido neste mundo vivendo a sua vida separada da graça de Deus. A carne só pode se reproduzir como carne, e isto não podem satisfazer os requisitos divinos (cons. Rm. 8:8). A lei da reprodução é "segundo a sua espécie". Assim, do mesmo modo, o Espírito produz espírito, uma vida nascida, nutrida e amadurecida pelo Espírito de Deus. Se isso significa mistério, vamos reconhecer que na natureza também existe mistério. O vento (pneuma, a mesma palavra usada para "Espírito") produz efeitos notáveis quando sopra, mas sua fonte e movimentos futuros permanecem escondidos. Assim a vida redimida mostra-se como algo verdadeiro, ainda que desafiando a análise do homem natural (cons. I Co. 2:15). (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – João)

Verdade Aplicada

A melhor maneira de impactar os eruditos com o Evangelho é surpreendê-los como fez Jesus, apresentando o Evangelho criativamente.

Objetivos da Lição

►      Mostrar a nossa responsabi­lidade para com os intelectuais interessados de nossa época;
►      Não permitir se impressionar com os elogios de quem nos procura;
►      Apresentar respostas que surpreendam aqueles a quem evangelizamos.

Textos de Referência

Jo 3.1        E havia entre os fari­seus um homem chamado Ni­codemos, príncipe dos judeus.
Jo 3.2        Este foi ter de noite com Jesus e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de Deus, porque nin­guém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.
Jo 3.4        Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nas­cer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?
Jo 3.5        Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.

LEITURAS COMPLEMENTARES
  • Segunda feira: Rm 8.23
  • Terça feira:  1Co 15.44
  • Quarta feira: Cl 3.4
  • Quinta feira: Ef 5.27
  • Sexta feira:  Rm 3.23
  • Sábado: Rm 10.10

INTRODUÇÃO
A salvação é a milagrosa transformação espiritual, realizada na vida de todo ser humano que, pela fé, com arrependimento de seus pecados, recebeu a Jesus Cristo como seu salvador (Ef 2.8,9; 2Co 5.17; Jo 1.12; 3.5). Jesus realiza essa regeneração espiritual (novo nascimento) em todos aqueles que o recebem. Sendo assim, ninguém poderá viver na plenitude do Espírito Santo, obter maturidade espiritual e dedicar-se com êxito ao trabalho do Senhor se não experimentar o milagre da salvação esse novo nascimento.
Como podemos dizer que uma comida é boa sem nunca provarmos, ou como podemos dizer que uma roupa não vai servir sendo do tamanho que usamos, sem experimentar, da mesma forma o evangelho é na nossa vida. Como podemos dizer que somos salvos sem experimentar a regeneração em Cristo Jesus. Somente quando mudamos nossa atitude diante de Deus é que podemos então buscar o revestimento espiritual para fazermos a obra Dele. Muitos dizem que querem a salvação mais não se submetem as condições que o evangelho de Cristo nos impõe, que é tomar a cruz e segui-lo.
Já analisou que Jesus não perguntou a Nicodemos se ele queria aceita-lo como salvador! Jesus foi enfático “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.” (Jo 3.5) Quer viver pleno no Espírito de Deus, busque a renovação em Cristo Jesus, que ele tem pra te conceder. (Grifo meu)

1. A ilustre visita de Nicodemos
Não se sabe se a visita do ilustre homem estava agendada com Jesus ou não, mas o que sabemos Mestre Jesus estava previamente preparado para ela. Como veremos a seguir. Nicodemos não era qualquer pessoa de Israel naquela época, mas um mestre entre os judeus que desfrutava de certa popularidade. Daí a necessidade de uma visita discreta, talvez uma pesquisa no local, para se certificar a real identidade daquele Galileu que começara a agitar as massas com a mensagem do Reino de Deus.

1.1. O príncipe dos fariseus
O nome Nicodemos significa “conquistador do povo, ou vitorioso com o povo”. Ele é mencionado somente no evangelho de João, de onde sabemos que ele era fariseu, um dos lideres dos judeus, o que sem duvida se refere ao fato de que ele era um dos membros do Sinédrio, o mais alto tribunal eclesiástico e civil em Israel.
Como um dos principais dos fariseus, pertencia à fraternidade mais profundamente religiosa de todo o judaísmo. Como líder dos judeus, integrava o supremo organismo jurídico permitido pelos romanos, o Sinédrio, encarregado da liderança espiritual e moral da nação. Como mestre de Israel, era um teólogo preocupado com a verdadeira compreensão e ensino da revelação dada por Deus. (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 05 – Betel)

1.2. Um visitante discreto
Um inquiridor secreto. “Este foi ter de noite com Jesus”. Fala-se da covardia de Nicodemos em vir à noite. Devemos, no entanto, dar valor ao fato de ele ter procura­do a Jesus, mesmo daquele modo. Mais tarde, foi ele quem tomou sobre si a defesa de Jesus perante o Sinédrio (Jo 7.50,51) e ajudou a enterrar o seu corpo (Jo 19.39). Em ambos os trechos, João volta a se referir ao fato de Nicodemos ter vindo a Jesus, da primeira vez, à noite. Mostra, assim, que Nicodemos estava ficando mais firme na fé, chegando a demonstrar mais devoção do que os próprios discípulos que fugiram, quando veio ajudar a se­pultar o corpo de Cristo. (http://www.ebdareiabranca.com/2012/3trimestre/licao04.html)

1.3. As revelações de Jesus a Nicodemos
Uma alma necessitada. As palavras iniciais de Nicodemos revelam várias emoções lutando no seu íntimo, e a declaração repentina de Jesus (v. 3), longe de ser uma mudança de assunto, foi uma resposta - não às palavras, mas sim ao coração de Nicodemos. Tais palavras revelam: 1) Fome espiritual: canseira com os cultos da sinagoga, sem vida espiritual, aos quais frequentava sem achar satisfação para a sua fome. Sente que a glória se afastou de Israel; que há falta de visão; que o povo perece e que, por menos que Nicodemos saiba sobre Jesus, seus ensinos lhe penetraram o coração, e ele acha que os milagres de Jesus comprovam ser Ele Mestre vindo da parte de Deus. 2) Falta de profunda de convicção. Nicodemos sente sua necessidade, mas procura um mestre, mais do que um Salvador. À semelhança da mulher samaritana, quer a água da vida (Jo 4.15), mas precisa igualmente ficar sabendo que é um pe­cador e que necessita ser purificado e transformado (Jo 4.16-18). 3) Certa complacência quanto à sua própria pessoa, como se dissesse a Jesus: “Creio que foste enviado para restaurar o reino a Israel, e vim oferecer conselhos quanto ao plano de ação e sugerir certas operações”. Provavelmente considerava que ser israelita e filho de Abraão eram qua­lificações suficientes para ser considerado membro do Reino de Deus.

2. O diálogo com Jesus
O dialogo entre Nicodemos e Jesus é tão impactante que, mensagens incontáveis ao longo dos séculos tem sido pregadas e ensinadas com base nele. Nicodemos era um especialista da Lei de Moises, um homem muito educado e de firmeza moral, mas acima de tudo, abrigava, em seu peito, grandes esperanças quanto ao Messias, e foi isso que o atraiu a Jesus.

2.1. As palavras elogiosas
Um inquiridor representativo. “Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele”. O plu­ral “sabemos” permite-nos imaginar que talvez vários líde­res religiosos, impressionados com os ensinamentos de Jesus e querendo saber mais acerca dEle sem, no entanto, criar uma sensação pública nem tomar partido publicamente, tivessem nomeado Nicodemos para ser uma “comissão de inquérito” de um só membro, de modo sigiloso (cf. 12,42).

Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: “Rabi, sabemos que é Mestre, vindo de Deus.” Nicodemos veio falar com Jesus na calada da noite, posto que ainda não sabia exatamente quem era Jesus. Ele buscou e encontrou luz para a sua alma. Suas próprias convicções são expressas pelas palavras que ele proferiu: sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus (Jo 3.2)és Mestre vindo da parte de Deus (Jo 3.2) (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 05 – Betel)

2.2. A admiração de Nicodemos a Jesus
Nicodemos possuía muitas qualidades, que transpunham a de muitos de sua época. Criado nas melhores escolas, ele acabou se tornando um proeminente cidadão. Mas, apesar de sua inteligência aguçada, era incapaz de conhecer as maravilhas da graça de Deus pela sua própria sabedoria (1Co 2.14-16)
Eis a frase principal do capitulo 3 de João: “nascer de novo”. Muitos são os elementos desta expressão, que no grego significa “nascer do alto”. Em favor da tradução do alto, podemos dizer que isso corresponderia ao método usual de João ao descrever a obra da regeneração espiritual como nascimento vindo de Deus (Jo 1.13; 1Jo 3.9; 4.7; 5.1,4,8) (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 05 – Betel)

2.3. Outros momentos de Nicodemos
Nicodemos como imagem do povo, verdadeiramente representa o estereótipo de vários tipos de pessoas da sociedade, e até mesmo, se trouxermos para os dias atuais e para a igreja contemporânea, detectaremos vários exemplos comportamentais:

Preservadores da auto-imagem: Nicodemos veio ter com Jesus à noite, pois por ser um fariseu, ser visto com Jesus à luz do dia implicaria em descrédito junto à seita da qual era integrante. Nicodemos estava preocupado com o que as pessoas e o grupo religioso do qual fazia parte pensariam a seu respeito. Simbolicamente podemos entender que Nicodemos era uma pessoa que vivia nas trevas e que agora encontrara a luz que é Jesus. (Jo 8.12) - Há muitas pessoas que estão mais preocupadas com o que as pessoas e a sociedade pensam a seu respeito do que com o que Deus pensa a seu respeito.
Pessoas que abrem mão de sua posição social abrem mão de tudo por Jesus Cristo: Em João 7.50 e 51, Nicodemos ainda preso à lei age com imparcialidade em relação à Jesus. Porém, em João 19.38 a 40, Nicodemos juntamente com José de Arimatéia, sepultam o corpo de Jesus. Agora, diferentemente daquele encontro sorrateiro, Nicodemos mostra a sua face, expõe-se verdadeiramente, abandona a legalidade e se joga literalmente no Rio da graça de Deus. Agora sim, Nicodemos nasce da água e do Espírito, é gerado nas entranhas do Deus de seus antepassados e contempla o início do acontecimento que abalaria o planeta, a morte de Jesus e posteriormente, a sua vitória sobre a morte.

3. Jesus surpreendeu Nicodemos
Agora partamos mais especificamente para o lado pratico do dialogo entre Jesus e Nicodemos, aplicando-os ao evangelismo pessoal exemplificado pelo Mestre da evangelização. Observemos alguns pontos chaves com os quais podemos surpreender qualquer pessoa em uma conversa.

3.1. Jesus não se impressionou com Nicodemos
Muitos por estarem na presença de pessoas ilustres, e ate importante, ficam todas melosas no sentido, de que elas ignoram qual a chamada a que foi imposta.
Temem mais a posição social do individuo, do que a chamada de Deus para sua vida de evangelista da palavra de Deus. Jesus não ficou impressionado com a presença de Nicodemos, por ele ser um magistrado, mestre em Israel, antes o tratou da mesma forma que trataria um camponês ou um pescador.
Infelizmente nos dias de hoje vemos e conhecemos casos de pessoas que diante de autoridades ou pessoas com destaque na sociedade temem em falar do evangelho de Cristo para elas, ficam com rodeios para chegar ao cerne da palavra “somente Jesus salva, liberta e transforma vida”. O evangelho do Reino não significa nós aceitarmos Jesus e sim que cada um tome sua cruz e siga os passos do Mestre.
Como vc tem se posicionado diante dos grandes? Com medo de falar a verdade da palavra omitindo o verdadeiro evangelho, ou inventando meio mais fáceis para os ouvintes entrarem no Reino dos Céus? (grifo Meu)

3.2. Jesus o surpreendeu com um fato novo
Nicodemos ficou preocupado ante a idéia de um segundo nascimento, um homem a entrar no ventre materno, para nascer de novo. Nicodemos não deveria ter ficado surpreendido ante um nascimento que importasse em regeneração espiritual, que tivesse sua origem no céu.
Nascer de novo é nascer do Espírito. E ser nova criatura em Cristo Jesus: “E, assim, se alguém esta em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5.17). O novo nascimento é uma transformação espiritual e moral operada pelo Espírito Santo: “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador” (Tt 3.5,6). É essa transformação que dá força para o crente mudar de vida; de costumes e conduta, dando preferência à pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo; “Então, lhe falou Pedro: Eis que nós tudo deixamos e te seguimos; que será, pois, de nós? Jesus lhes respondeu: Em verdade vos digo que vós, os que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe ou mulher, ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna” (Mt 19.27-29) (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 05 – Betel)

3.3. Jesus fez revelações profundas
Jesus, em vez de responder as meras palavras de Nicodemos, fez o que era muito mais importante, ele satisfez os profundos anelos de sua alma. Jesus conhecia o que estava no coração de Nicodemos, como conhece plenamente a todos os homens. Nicodemos julgava que ele tão somente precisava de quem o instrui-se, pois era um homem de moral, religioso, e bem intencionado. Ele tinha a mesma opinião dos judeus, e naturalmente, pensava também que a entrada no Reino de Deus dependia apenas dos méritos da pessoa  de ser descendente natural de Abraão.
Jesus não deu importância as suas frases elogiosas, mas logo lhe ensinou que a entrada no Reino de Deus não se consegue só por se tornar membro duma organização. A entrada no Reino de Deus depende duma transformação espiritual, ele precisava “nascer de novo” ou “de cima”. A vida que vem de cima, de Deus, é a primeira necessidade do homem. Essa vida vem de outra fonte, de fora do homem, sim vem de Jesus, que veio do céu. (grifo meu)

CONCLUSÃO
O novo nascimento é a porta de entrada do Reino. Ele representa a renovação interior realizada pelo Espírito Santo, que ocorre quando a pessoa se torna cristã. A pessoa recebe perdão de seus pecados mediante sua fé em Jesus e nasce de novo para uma vida caracterizada por fé, amor e esperança. Assim como Nicodemos, muitos ainda não sabem disso.
Visto que a glorificação é um processo eterno, que vai aumentando sempre em poder e glória, é impossível imaginar-se qualquer estagnação no desenvolvimento espiritual da alma que obteve a imagem de Cristo. Os regenerados passarão de um estagio a outro de gloria, por toda a eternidade (2Co 3.18). Assim sendo, os homens podem nascer de novo agora, como convertidos e santificados; mas isto é o começo da grande experiência do novo nascimento. (2º Trimestre de 2002 – Evangelho de João – Lição 05 – Betel)



Fontes:
Bíblia de Estudos Dake
COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – João
Revista: JESUS CRISTO– Editora Betel - 3º Trimestre 2012 – Lição 04

Reflexão Espiritual

O que os textos originais falam sobre o inferno ?

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