quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

“A importância do ensino cristão”


LIÇÃO 02 – 13 de Janeiro de 2013


Texto Áureo

“Estes, pois, são os mandamen­tos, os estatutos e os juízos que mandou o Senhor, vosso Deus, para se vos ensinar, para que os fizésseis na terra a que passais a possuir”.Dt 6.1

Verdade Aplicada

A educação cristã deve promo­ver entusiasmo, ânimo e vida cristã em abundância.

Objetivos da Lição

►      Mostrar que não existe genu­íno cristianismo senão através do ensino prático de Jesus Cristo;
►      Indicar quais as esferas em que o ensino cristão deve ser aplicado;
►      Revelar a necessidade de desenvolvermos um caráter, à semelhança de Jesus mediante o ensino.

Textos de Referência

Dt 6.6        E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração;
Dt 6.7        e as intimarás a teus filhos e delas falarás assen­tado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.
Dt 6.8        Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos.
Dt 6.9        E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.

INTRODUÇÃO
O ensino cristão atua na vida como um todo. Ele abarca todos os aspectos da vida humana, tanto para o presente como para a eternidade. Na família ou no indivíduo, o seu impacto é sempre positivo. Sua fonte de autoridade são as Escrituras, e seus propósitos são fundamentais para promover progresso social. Na lição de hoje, estudaremos sobre a natureza, os propósitos e os resultados desse ensino.

1. O ensino cristão e sua natureza
Desde o nascimento, entramos num circuito de constante aprendizado, que caso nos empenhemos, seguir-nos-á em toda a nossa existência. Aprendemos a falar, andar, relacionarmos com as pessoas, a partir das nossas famílias e depois enfrentamos longos anos escolares, cursos, etc. A inserção do indivíduo na sociedade é possível também graças a este incessante ato de aprender. A educação cristã deve ser compreendida como um elemento que deve permear e nortear, desde o mais cedo possível, a vida de um indivíduo por causa da importância que ela tem como veremos abaixo.

1.1. É uma ordem superior (Dt 6.6)
6.6 Estas palavras. Ou seja, toda a legislação mosaica (vs. 1), e isso sumariado e posto em prática através da Lei do Amor (vs. 5). A lei cai por terra quando não é acolhida no coração do ser humano. Pois do coração manam as intenções, as resoluções nobres e a força para cumprir a lei. O versículo anterior nos fornece três vocábulos, “coração”, “alma” e “força”. E agora o autor sagrado sumaria tudo com a palavra “coração”. A obediência espiritual é uma questão do coração, e não apenas da mente. Cf. Deu.  1 1 .1 8 e Jer. 3 1 .3 3 ,  onde achamos pensamentos similares.

Encha-me com Tua plenitude, ó Senhor, Até que meu coração transborde; De pensamentos de fogo e de palavra brilhante, Para falar de Teu amor; para mostrar Teu louvor.
(Frances R. Havergal)

O Targum de Jonathan diz aqui de modo pitoresco: “Nas tábuas do coração”, da mesma forma que a lei mosaica fora inscrita em tábuas de pedra (Deu. 4 . 1 3 ). Cf. II Cor. 3 .3 . (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Deuteronômio - Russell Norman Champlin)

6. Estas palavras . . . estarão no teu coração. As misericórdias divinas passadas, recordadas no prólogo histórico, deveriam despertar esse amor, e o amor deveria revelar-se em reverente obediência a todos os mandamentos particulares de Deus (cons. 11:1, 22; 19:9; 30:16; Jo. 14:15). Estes versículos são assim o texto para tudo o que vem a seguir. (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – DEUTERONÔMIO)

1.2. É transmissão de conhecimentos (Dt 6.7)
12 obrigações dos pais (6.7)
1-      amar a Deus de todo coração v. 5
2-      ter as palavras de Deus no coração v. 6
3-      ensiná-las diligentemente aos filhos v. 7,20,25
4-      falar delas quando assentado em sua casa, andando pelo caminho ao deitar e ao levantar v. 7
5-      atá-las por sinal nas mãos e na testa v. 8; cp. Com Ex 13.9
6-      escrevê-las nos umbrais da casa e nas portas v. 9
7-      lembrar-se de Deus e servi-lhe na prosperidade e no sucesso v. 10-12
8-      temer ao Senhor, servir-lhe e jurar pelo seu nome v. 13
9-      odiar os ídolos v. 14,15
10-  conter-se para não tentar a Deus v. 16
11-  diligentemente guardar as ordens, testemunhos e estatutos v. 17
12-  fazer o que é bom e o que é certo aos olhos de Deus e do homem v. 18
(Bíblia de Estudos Dake – Deuteronômio: Estudos Temáticos)

6.7 Tu as inculcarás a teus filhos.  As crenças religiosas que têm mostrado interesse em cumprir este mandamento organizam escolas, cursos e catecismos, que são coisas boas, mas por muitas vezes acabam falhando. A letra sempre ameaça o espírito. Os melhores mestres das crianças são os pais que praticam o que eles ensinam a seus filhos. Há três coisas que um pai ou mãe devem a seus filhos: exemplo, exemplo e exemplo. Sem isso, muitos anos de instrução religiosa formal redundam em fracasso.
O profeta Baha Ullah disse, com toda a verdade, que o pior erro que um pai pode cometer é conhecer algum ensinamento, mas não transmiti-lo a seus filhos. Existe tal coisa como um “crente-casulo”, ou seja, um crente que foi criado e educado somente na igreja, tal como a larva de um inseto é guardada em seu casulo fechado. Trata-se de uma espécie de “virtude infantil enclausurada”. Uma vez que a larva emerge do casulo, um mundo hostil logo a consome. E também há aquelas corrupções internas que nenhum acúmulo de educação formal é capaz de eliminar. Isso posto, a educação de uma criança precisa ser multifacetada, envolvendo instrução formal, exemplo vivo e muita oração. Ver no Dicionário os artigos Educação no Antigo Testamento e Educação e Moralidade. Ver na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia o artigo detalhado intitulado Ensino. (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Deuteronômio - Russell Norman Champlin)

1.3. O desenvolvimento de um estilo social cristocêntrico (Dt 6.7b)
Um Ensino Completo. A instrução deve ser levada a efeito no lar; quando caminhamos ou viajamos; quando nos deitamos para dormir; quando nos levantamos para começar um novo dia, conforme nos diz o texto. Eu mesmo ensinei disciplinas seculares, por algum tempo, em uma escola judaica. Essa escola (em Chicago) dedicava três horas a estudar disciplinas seculares, pela manhã, e três horas para estudos religiosos, à tarde. Mas quero informar a meu leitor que aquele foi um dos grupos de crianças mais difíceis de controlar que já conheci.
Elas “colavam” nas provas, e eram mais difíceis de controlar do que os grupos gentios para quem já ensinei. No entanto, o filho do rabino, um de meus alunos, era um modelo de comportamento, além de destacar-se como líder intelectual. Na verdade, ele era um estudante modelo em todas as coisas, dotado de mui poderoso intelecto. A espiritualidade não se origina somente nos bancos escolares. Na verdade, é uma inquirição que dura à vida inteira. E nessa inquirição a escola desempenha somente um papel parcial. (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Deuteronômio - Russell Norman Champlin)

2. O ensino cristão e seus propósitos
Os propósitos do ensino cristão são bem diversificados e, dada a natureza relevante e extensa desse assunto, selecionamos alguns tópicos trabalhados a partir do texto bíblico de Deuteronômio 6, considerados de suma importância para uma reflexão prática. Tal ensino deve abranger três esferas de relacionamento, isto é, que apontam para o desenvolvimento espiritual e individual do ser, sem jamais negligenciar as atividades sociais que visam o bem estar do próximo.

2.1. Em seus aspectos relacionais
Em Mt 22.37-39 Jesus faz citações de Dt 6.5; 10.12; 30.6 o amor a Deus deve vir:

  1. do coração: todas as emoções - O termo “coração”  geralmente significa o “homem interior”, mas neste caso parece indicar a  natureza emocional.
  2. da alma: toda a consciência - A alma é vista aqui como capaz dos mais profundos afetos.
  3. da mente: todos os pensamentos – A “mente” pode expressar as faculdades intelectuais do homem . (Bíblia de Estudos Dake - Grifo Meu)

37-40. Nosso Senhor resumiu as duas tábuas da Lei nas palavras de Dt. 6:5 e Lv. 19:18. Uma devida consideração de Deus e do próximo é a essência das obrigações do homem. Todo o V.T interpreta e aplica esses princípios (Rm. 13:8).
Todo o teu coração. No pensamento hebreu, o coração simboliza a totalidade do ser, que contém a alma e o entendimento, os elementos, animador e raciocinador. Um amor a Deus que envolva tudo levará a pessoa a cumprir com todas as obrigações morais. Mas esse padrão inatingível apenas prova a corrupção do coração humano. (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – MATEUS)

Gl 5.22 À luz da preferência de Paulo pela forma singular de fruto, não se toma necessário recorrer ao expediente de colocar um travessão depois da palavra amor para indicar que todos os outros itens dependem deste.
O amor é decisivo (I Jo. 4:8; I Co. 13:13; Gl. 5:6). Gozo é o que Cristo concede aos seus seguidores (Jo. 15:11) e é pelo Espírito (I Ts. 1:6; Rm. 14:17). Paz é o dom de Cristo (Jo. 14:27) e inclui uma reação interior (Fp. 4:6) e relacionamento harmonioso com os outros (contraste com Gl. 5:15,20). Longanimidade relaciona-se com a atitude da pessoa para com os outros e envolve uma recusa em revidar ou se vingar do mal recebido. Literalmente é paciência.  Benignidade será melhor traduzida para amabilidade. É a benevolência nas atitudes, uma virtude visivelmente social. Bondade é uma probidade da alma que aborrece o mal, uma honestidade definida de motivações e conduta. Fidelidade (se fosse fé, estaria no começo da lista). Um caso paralelo é Tito 2:10, "lealdade". Mansidão baseia-se na humildade e indica uma atitude para com os outros, mantendo a devida negação do ego. Domínio próprio (lit., reprimir com mão firme), ou controle da vida do ego por meio do Espírito. (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – GÁLATAS)

O Dr. A. B. Simpson comparou o fruto do Espírito (v. 22) a um cacho de uvas. O amor é a seiva vital que corre por todas elas, de maneira que podemos dizer assim: O gozo é amor vinculado à alegria.
A paz é amor em repouso.
A paciência é amor sofredor.
A doçura é amor refinado.
A bondade é amor em ação.
A fé é amor que confia.
A humildade é amor submisso.
A temperança é o verdadeiro amor a si mesmo.
(Comentário Bíblico - Gálatas, Filipenses, 1 e 2 Tessalonicenses e Hebreus - Frank M. Boyd)

2.2. Em relação ao método pedagógico (Dt 6.7)
7a. Tu as inculcarás a teus filhos. O caráter familiar da administração convencional exige que os filhos sejam educados sob o governo das estipulações (cons. 20 e segs.). Dia e noite os crentes deviam meditar nas leis de Deus (vs. 7b-9; cons. Sl. 1:2). Moisés não estava aqui fazendo exigências cerimoniais, mas elaborando com dados concretos a exigência de uma constante focalização de solicitude com a boa vontade do Senhor de Israel. (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – DEUTERONÔMIO)

2.3. Em relação ao tempo e memória
9. Umbrais . . . portas. Estas palavras refletem o costume arquitetural do mundo nos dias de Moisés. Para o uso figurado desta linguagem, veja Êx. 13:9,16. Uma prática literal das injunções de Dt. 6:8, 9 entraram na moda entre os judeus posteriormente, na forma de filactérios usados pelas pessoas (cons. Mt. 23:5) e o mezuzah afixado nos umbrais. (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – DEUTERONÔMIO)

6.9 E as escreverás. Lembretes perpétuos também eram atados aos umbrais das portas e aos portões, para que ninguém pudesse entrar ou sair sem vê-los. O Targum de Jonathan descreve a prática usada em um tempo posterior. Pedaços de pergaminho com porções da lei eram fixados em três lugares: no dormitório; no umbral da porta; e no portão, no seu lado direito. A isso judeus chamam de Mezuzah. As palavras ali escritas eram o Shema, embora outras porções também pudessem ser usadas. A prática incluía tocar e beijar esses lembretes. Tais coisas, para os supersticiosos e outras pessoas como eles, funcionavam como amuletos e encantamentos, e toda espécie de poder era atrelada a eles. De fato, isso foi desenvolvendo certa variedade de idolatria, embora, presumivelmente, Yahweh fosse honrado por tal prática. É possível alguém usar de lembretes por toda parte, mas ter a lei inscrita no coração é coisa totalmente diferente. (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Deuteronômio - Russell Norman Champlin)

18. Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração. Cons. 6:6-9. A fidelidade de geração em geração resultaria na perpetuação da posse que Israel tinha da terra prometida como os dias do céu acima da terra (v.21); isto é, enquanto os céus durassem sobre a terra, ou, resumindo, para todo o sempre (cons. Sl. 72:5, 7, 17; 89:29). Através do mesmo sinal, a infidelidade levaria ao fim da posse.
22,23. Se. . . O sucesso no estipulado programa de conquista (vs. 23-25; cons. 7:1,2,17 e segs.; 9:1 e segs.) dependeria primeira e finalmente não da perícia militar mas da submissão religiosa. O cumprimento do grande mandamento seria abençoado com a herança da terra da promessa até suas fronteiras mais distantes: do deserto da península do Sinai ao sul até as montanhas do Líbano ao norte, e do Eufrates a leste até o Mediterrâneo ao oeste (v.24; cons. 1:7; Gn. 15:18). (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – DEUTERONÔMIO)

3. Resultados do ensino
Aquele que planta uma semente espera, dela, algo colher para sua satisfação. Em toda atividade, espera-se que dela se obtenha resultado, tal coisa não é diferente quando se ensina os caminhos do Senhor. Instruir é um trabalho vigoroso, que exige humildade, paciência e esperança quanto aos resultados, que se podem ver a curto ou longo prazo. Basta lembrarmos de Jesus, que, nos evangelhos, é chamado de Mestre, mais do que qualquer outra coisa, então nos sentiremos motivados a ensinar. Foi a Sua docilidade, conhecimento e sabedoria que o tornaram inesquecível.

3.1. Desfazendo equívocos
6.1 Mandamentos... estatutos... juízos.  Temos aqui a tríplice designação da legislação mosaica, conforme já tínhamos visto em Dt. 5.31. Estatutos e juízos figuram como que formando um par em Deu. 4.1, 5, 8, 14, 45 e 5.1. E Dt. 6.20 reitera essa tripla designação. Ver as notas a respeito em Dt. 5.31. Talvez não devamos estabelecer distinções muito nítidas entre esses três termos, pois parecem ser apenas uma referência múltipla aos muitos preceitos baixados por Moisés. Alguns estudiosos têm sugerido que os “mandamentos” são os dez mandamentos, e os outros dois vocábulos apontam para desenvolvimentos e ampliações posteriores do núcleo original da lei. O que fica claro, contudo, é que está em pauta a complexa legislação mosaica, referida por meio de vários termos. Toda essa grande complexidade precisava ser ensinada (Dt. 5.31), conhecida e observada (5.31-33), para que então houvesse vida (4.1 e 5.33).
... se te ensinassem.  A idéia de instrução é reiterada aqui. Ver Dt. 5.31 quanto a notas expositivas completas e referências a artigos importantes sobre esse assunto.
Para que os cumprisses na terra.  Ou seja, na Terra Prometida, dada a Israel por meio do Pacto Abraâmico (ver as notas a respeito em Gên. 15.18). Os três discursos de Moisés (que perfazem o volume maior de Deuteronômio) exortavam o povo de Israel para que obedecesse à lei, como meio de conquista e de vida boa e longa na Terra Prometida. Os filhos de Israel precisavam instruir à geração mais jovem quanto aos seus deveres na Terra Prometida. Por motivo de desobediência, a geração anterior havia perecido no deserto, com as exceções únicas de Calebe e Josué (ver Dt. 1.34 ss.). Se os israelitas viessem a desobedecer à lei, mesmo quando já estivessem ocupando a Terra Prometida, então seriam expulsos dali (ver Dt. 4.27 ss.). (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Deuteronômio - Russell Norman Champlin)

Versículos 1-3

Nesta passagem e em outras similares, os "mandamentos" parecem denotar a lei moral; os "estatutos", a lei cerimonial, e os "decretos", a lei pela qual decidiam os juízes. Moisés ensinou ao povo tudo aquilo, e unicamente aquilo que Deus lhe mandou ensinar. De modo semelhante, os ministros de Cristo devem ensinar a suas igrejas tudo o que Ele lhes mandou, nem mais nem menos (Mt 28.20). O temor de Deus no coração será o princípio mais poderoso para a obediência. É altamente desejável que não só nós, senão também nossos filhos e os filhos de nossos filhos, tenham temor do Senhor. A religião e a justiça fazem progredir e asseguram a prosperidade de qualquer povo. (Comentário Bíblico -Antigo Testamento -Genesis-a-Neemias-Matthew-Henry)

28.19 IDE... ENSINAI... BATIZANDO. Estas palavras constituem a Grande Comissão de Cristo a todos os seus seguidores, em todas as gerações. Declaram o alvo, a responsabilidade e a outorga da tarefa missionária da igreja. (1) A igreja deve ir a todo o mundo e pregar o evangelho a todos, de conformidade com a revelação no NT, da parte de Cristo e dos apóstolos (ver Ef 2.20 nota). Esta tarefa inclui a responsabilidade primordial de enviar missionários a todas as nações (At 13.1-4). (2) O evangelho pregado centraliza-se no arrependimento e na remissão (perdão) dos pecados (Lc 24.47), na promessa do recebimento de o dom do Espírito Santo (At 2.38), e na exortação de separar-nos desta geração perversa (At 2.40), ao mesmo tempo em que esperamos a volta de Jesus, do céu (At 3.19,20; 1 Ts 1.10). (3) O propósito da Grande Comissão é fazer discípulos que observarão os mandamentos de Cristo. Este é o único imperativo direto no texto original deste versículo. A intenção de Cristo não é que o evangelismo e o testemunho missionário resultem apenas em decisões de conversão. As energias espirituais não devem ser concentradas meramente em aumentar o número de membros da igreja, mas, sim, em fazer discípulos que se separam do mundo, que observam os mandamentos de Cristo e que o seguem de todo o coração, mente e vontade (cf. Jo 8.31). (4) Note-se, ainda, que Cristo nos ordena a concentrar nossos esforços para alcançar os perdidos e não em cristianizar a sociedade ou assumir o controle do mundo.
Aqueles que crêem em Cristo devem abandonar o presente sistema mundano maligno e separar-se da sua imoralidade (Rm 13.12; 2 Co 6.14; ver o estudo A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE), e ao mesmo tempo expor a sua malignidade (Ef 5.11). (5) Os que crêem em Cristo e no evangelho devem ser batizados em água. Este ato representa o compromisso que assumiram, de renúncia à imoralidade, ao mundo e à sua própria natureza pecaminosa e de se consagrar sem reservas a Cristo e aos propósitos do seu reino (ver At 22.16 nota sobre o batismo em água). (6) Cristo estará com seus seguidores obedientes, através da presença e do poder do Espírito Santo (cf. v. 20; 1.23; 18.20). Devem ir a todas as nações e testemunhar somente depois que do alto sejam revestidos de poder (Lc 24.49; ver At 1.8 notas)
28.20 ESTOU CONVOSCO. Esta promessa é a garantia de Cristo para os que estão empenhados em ganhar os perdidos e ensinar-lhes a obedecer aos seus padrões de retidão. Jesus ressurgiu, está vivo, e pessoalmente tem cuidado de cada filho seu. Ele está contigo na pessoa do Espírito Santo (Jo 14.16,26), e através da sua Palavra (Jo 14.23). Não importa a tua condição - fraco, pobre, humilde, sem importância, Ele cuida de ti e vê com solicitude cada detalhe das lutas e provações da vida e concede a graça suficiente (2 Co 12.9), bem como a sua presença para te dar vitória até o fim (28;20, At 18.10). Esta é a resposta do crente, ante cada temor, dúvida, problema, angústia e desânimo. (Bíblia de Estudos Pentecostal - CPAD)

3.2. Longevidade (Dt 6.2)
6.2 Outra Repetição. Uma das características literárias do autor do Pentateuco é a repetição. Assim, temos aqui elementos que já havíamos encontrado por diversas outras vezes. Quanto ao temor piedoso que os israelitas deveriam ter; ver Dt. 5.29. A lei destinava-se a todas as “gerações” dos filhos de Israel (ver Êx. 29.42; 31.16). Esses estatutos eram “perpétuos” (Êx. 29.42; 31.16; Lv. 3.17 e 16.29). Os hebreus não antecipavam um fim para o seu sistema religioso. Mas ele terminou, e isso serviu de instrumento para o começo do cristianismo. Todos os sistemas terminam e assim tornam-se instrumentos de avanço. Essa evolução é que é “perpétua”. A epístola aos Hebreus mostra como e por qual motivo o Antigo Pacto terminou, a fim de que o Novo Pacto pudesse tomar o lugar daquele e percorrer o seu próprio curso.
E que teus dias sejam prolongados.  Longa vida física e bem-estar material foram prometidos aos hebreus obedientes. A lei era a senhora de toda existência e vida prática. Essa parte do versículo reitera idéias encontradas em Dt. 4.1 e 5.33, onde ofereço ricas notas expositivas. Ver também Dt. 4.26,40 e 5.16. Quanto ao desejo de uma vida longa, ver Gn. 5.2. (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Deuteronômio - Russell Norman Champlin)


3.3. Prosperidade (DT 6.3)
6.3 Ouve, pois, ó Israel. Moisés estava desempenhando 0seu papel de instrutor. Sua mensagem, transmitida da parte de Yahweh, precisava ser ou vida de modo correto, ou seja, com o intuito de obedecer. A obediência, uma vez mais, aparece como fonte de todo bem-estar e longa vida. Parte dessa longa vida seria a multiplicação, de tal modo que Israel viesse a tornar-se uma grande nação, ocupando toda a Terra Prometida.
Terra que mana leite e mel.  Uma expressão comum que descreve as riquezas e a fertilidade da Terra Prometida. Ver as notas a esse respeito em Êx. 3.8 e Nm. 13.27, onde a exposição inclui uma lista de referências a respeito.
O Senhor Deus.  No hebraico, Yahweh - Elohim ,  o Eterno e Todo-poderoso. Ver no Dicionário o artigo chamado Deus, Nomes Bíblicos de, bem como os artigos separados Yahweh e Elohim. Ver Lv. 18.30 e suas notas expositivas, quanto à expressão “Eu sou o Senhor teu Deus”, que emprega os mesmos nomes divinos.
“Uma nota caracteristicamente deuteronômica: uma obediência reverente resultaria nas bênçãos divinas de uma longa vida, fertilidade e bem-estar material (ver Dt. 5.33; 6.18,19). Desse modo, seriam cumpridas as promessas feitas aos pais (Gên. 12.1-7; Êx. 3.16,17)” (Oxford Annotated Bible, comentando sobre este versículo).
Palavras-chaves: Ensinar; ouvir; compreender; observar; cumprir; viver longamente; prosperar e bem-estar. Todas essas palavras-chaves foram incorporadas na dispensação da lei. Ver no  Dicionário  o artigo chamado  Dispensação (Dispensacionalismo). (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Deuteronômio - Russell Norman Champlin)

CONCLUSÃO
O coração do ensino cristão pode se resumir pelo fato de Jesus Cristo viver através de nós, a sua igreja; e que isso é demonstrado quando desenvolvemos o sentimento de amor em nós mesmos nas três direções como falamos acima. É dessa maneira que não vivemos meramente, mas que espelhamos o Filho de Deus para que todos vejam e tenham oportunidade de viver segundo a sua graça, amor e poder.

2Tm 2.2. Transmitir a Responsabilidade a Pessoas Fiéis (2.2)
A primeira tarefa de Timóteo é ser fortalecido para então confiar (o verbo relacionado ao substantivo “depósito”, veja os comentários sobre 1.12) a pessoas “idôneas” (homens e mulheres) aquilo que tinha ouvido do apóstolo. Uma vez que Paulo está exortando Timóteo a deixar aquela cidade e unir-se a ele em Roma, embora seu trabalho ainda não esteja terminado em Éfeso, o jovem pastor deve confiar o que ouviu de Paulo a homens fiéis, e como tais, “idôneos para também ensinarem os outros”. A preposição dia (traduzida na NVI como “na presença de”) é melhor traduzida com o “através de muitas testemunhas”, significando que as coisas que Paulo ensinou haviam sido atestadas por fé não simplesmente mediadas por) muitos outros, com quem Timóteo também aprendeu (cf. 3-14) (Comentário Bíblico Pentecostal - 1 e 2 Timóteo - French L. Arrington & Roger Stronstad)


Fontes:
Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel,
Revista: VIDA CRISTÃ VITORIOSA – Editora Betel - 1º Trimestre 2013 – Lição 02.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

“O retorno ao primeiro amor”


a paz queridos,

estamos começando o ano de 2013 com muita vontade de realizar a obra do Senhor, e quero desejar a todos os amados um 2013 cheio de bençãos da parte do Senhor Jesus Cristo e realizações em todas as áreas de vossa vida.

venho novamente deixar meu pedido a todos que queiram nos ajudar nesta tarefa tão nobre que é ensinar, a postar o comentário da lição deste trimestre, me mande por Email o comentário da lição respetiva ao que cada um gostaria de postar, que estarei com todo prazer colocando, não se esqueça de mencionar o nome, a congregação que congrega e o cargo que exerce.

que todos fiquem na Paz do Senhor Jesus Cristo e uma ótima semana a todos.

Pr. rafael Nimer

LIÇÃO 01 – 06 de Janeiro de 2013


Texto Áureo

“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas”.Ap 2.5

Verdade Aplicada

O amor era um assunto mui­to importante para a igreja primitiva. Sua ausência era encarada como decadência na vida cristã.
Se não voltarmos urgentemente ao primeiro amor, jamais viveremos o refrigério de um grande e poderoso avivamento. (Grifo meu)

Objetivos da Lição

►      Relembrar as primeiras obras como motivação para uma vida renovada;
►      Mostrar que a doutrina e o zelo pela ortodoxia não po­derão substituir o amor de Cristo;
►      Ensinar como o cristão pode voltar ao primeiro amor.

Textos de Referência

Ap 2.1        Escreve ao anjo da igre­ja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro:
Ap 2.2        Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos e o não são e tu os achaste mentirosos;
Ap 2.3        e sofreste e tens paci­ência; e trabalhaste pelo meu nome e não te cansaste.
Ap 2.4        Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade.


INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos sobre a necessidade de voltarmos ao primeiro amor. Tal retorno significa voltar ao amor original, com as primeiras práticas cristãs.  Vamos estudar a mensagem de João a uma das sete igrejas da Ásia. Saber como eles perderam o seu primeiro amor, e descobrir que, apesar de toda a sua frieza espiritual, era possível eles retornarem ao início de tudo.

Uma característica marcante da igreja de Éfeso era a sua intolerância à heresia. Quanto à doutrina, era ortodoxa e implacável. Mas quanto à prática do amor, tornara-se heterodoxa, fria e seca. A carta à igreja dos efésios nos ensina que a ortodoxia uma vez praticada sem amor, esfria e mata a verdadeira espiritualidade. Não podemos, a pretexto de “zelar” pela verdade, desconsiderar o cultivo de uma profunda espiritualidade banhada em amor. A nossa mensagem deve tocar mentes e corações. Assim, como o Senhor requereu da igreja de Éfeso, devemos voltar ao primeiro amor e encharcarmos-nos do Evangelho da Graça de Deus. (Lição 03 - Éfeso, a Igreja do amor esquecido – CPAD 2º trimestre 2012)

1. A mensagem à igreja de Éfeso
A cidade de Éfeso era a capital da província da Ásia (Ap 1.4). Uma cidade de beleza única, e a quarta maior cidade do império romano. Nesta metrópole agitada estava construído o templo da deusa Diana (At 19.23-27), considerado por muitos como uma das sete maravilhas do mundo antigo. O procônsul precisava desembarcar ali quando iniciava o seu oficio de governador da Ásia. Por Éfeso, passava a estrada principal para Roma, lugar que, segundo os historiadores, prisioneiros cristãos eram transportados para serem lançados às feras como alimento. Inácio chamou aquele lugar de a rota dos mártires.

ÉFESO. O nome significa “desejado”. Situação Geográfica: a cidade de Éfeso se encravava no pequeno Continente da Ásia Menor. “Esta era a capital da província romana da Ásia. Com Antioquia da Síria e Alexandria no Egito, formavam o grupo das três maiores cidades do litoral leste do Mar Mediterrâneo. Pelo menos duas vezes, Paulo esteve nessa cidade (At 18.19 e 19.1).
Em sua terceira viagem por aquela região, ele não chegou até lá, mas estando em Mileto “mandou a Éfeso, a chamar os anciãos da Igreja”. Essa igreja recebeu duas cartas: uma de Paulo (epístola aos efésios), e outra de Cristo (à que está em foco). A primeira em 64 d. C., a segunda em 96 d. C. (Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva)

1.1. O destino e o autor da mensagem
“... Ao anjo da igreja”. Nada se sabe de certo quem era esse “anjo” nos dias em que esta carta estava sendo enviada, a não ser aquilo que depreende do texto em foco. Segundo o relato de Lucas em Atos 20, quando Paulo visitou a Ásia Menor, “... de Mileto mandou a Éfeso, chamar os anciãos da igreja. E, logo que chegaram juntos dele, disse-lhes... Olhai pois por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” (At 20.17, 18, 28). Quando Paulo falou essas palavras, Timóteo era o pastor (anjo) da igreja de Éfeso (1Tm 1.3) e provavelmente Tíquico tenha sido seu substituto (At 20.4; Ef 6.21; 2Tm 4.12). O “anjo” a que Jesus se refere bem pode ser este último. (Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva)

A primeira carta do Apocalipse está dirigida à congregação que se reunia no porto de Éfeso (cf. At 18.18; 19.41). Lar de Priscila e Áquila (18.27), essa cidade foi provavelmente o lugar aonde chegou o portador do livro de Apocalipse. Paulo e Apolo também haviam ajudado a estabelecer a Igreja nesse local. O ministério de Paulo havia sido particularmente acompanhado pelo que Lucas chama de “maravilhas extraordinárias” (19.11). A comunidade cristã local também estava enfrentando uma terrível oposição, liderada pela associação dos ourives, cujos membros eram artífices das lucrativas imagens de Ártemis (a mesma deusa Diana) (19.23-40; cf. 2 Tm 4.14-17). Paulo havia deixado a cidade pouco antes da rebelião que ali se instalou, instigada por esse grupo de artesãos. (Lição 03 - Éfeso, a Igreja do amor esquecido – CPAD 2º trimestre 2012)

1.2. O caráter da carta aos efésios
“... os que dizem ser apóstolos”. Está em foco neste versículo, os chefes Gnósticos, que tinham arrogado para si o título de apóstolos de Cristo. Paulo diz que tais “... falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo” (2Co 11.13b). Diante dos “anciãos de Éfeso”, Paulo os chamou de “... lobos cruéis, que não perdoarão ao rebanho” (Al 20.29a). Oito livros do Novo Testamento foram escritos contra formas diversas dessa heresia, a saber: (Colossenses, as três epístolas pastorais, as três epístolas joaninas e Judas). A Epístola aos Efésios, o evangelho de João e o livro do Apocalipse, em alguns trechos esparsos, também refletem oposição a essa heresia. A igreja de Éfeso não suportava os tais gnósticos e por isso foi louvada pelo Senhor: “puseste à prova”. Esta expressão é o equivale dizer no grego: “Reprovaste-Os”.
1. A igreja de Éfeso, talvez tenha sido a de maior cuidado do ministério de Paulo; O Novo Testamento diz que, Paulo esteve em Éfeso, levando consigo Priscila e Áquila; e deixou-os ali (At 18.19); retornou mais tarde (19.1) e desta vez permaneceu dois anos, dedicado à pregação do Evangelho. Dessa maneira, todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra sobre o Senhor Jesus, assim judeus como gregos (At 19.10). Éfeso chegou mesmo a tornar-se o centro do mundo cristão. “As profecias de Paulo realizaram-se: poderá hoje, quem visita Éfeso saber onde era o lugar da casa ou templo em que a igreja se reunia? Tudo ruína! “Como homem, combati em Éfeso contra as bestas” disse Paulo: Feras humanas! (cf. 1Co 15.32)”. (Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva)

1.3. A doutrina na igreja em Éfeso
“... os nicolaítas”. Não podemos determinar com certeza serem estes “nicolaítas” discípulos de “Nicolau”, o sétimo diácono (At 6.5). O texto divino escrito por São Lucas, afirma ser Nicolau, um homem de “boa reputação, cheio do Espírito Santo e de sabedoria” (At 6.3). O Apóstolo João, conhecia bem pessoalmente a Nicolau, e sem dúvida, no dia de sua separação para o diaconato (o texto em si não diz que aqueles sete foram separados para diáconos; mas o grego ali existente favorece o significado do pensamento: diáconos, três vezes, ministros, sete vezes e servos, vinte vezes), pôs suas mãos sobre ele (At 6.2, 6), é esta razão, além de muitas outras, motivo para não infligirmos na conduta deste servo de Deus, aquilo que ele não foi. Se assim o tivesse sido, João teria citado seu nome como fez com os outros inimigos da igreja. De acordo com C. I. Scofield, a palavra “Nicolau” quer dizer “Vencedor do Povo”, e o termo “nicolaítas” que vem no superlativo tem quase o mesmo sentido: Nico é um termo grego que significa conquistar ou subjulgar. Laitanes é a palavra grega de onde se deriva nosso vocábulo “leigo”. Nas cartas do Apocalipse, quando é mencionada uma doutrina ou ato de uma pessoa, comumente se usa mencionar seu nome, por exemplo: “doutrina de Balaão” (2.14); “os tronos de Satanás” (2.13); “sinagoga de Satanás” (2.9 e 3.9); “as profundezas de Satanás” (2.24); “toleras Jezabel”, etc. (2.20). Quanto aos nicolaítas, o estilo muda completamente como pode muito bem ser observado: a frase “as obras dos nicolaítas” (2.6), e “doutrina dos nicolaítas” (2.15). O presente texto, diz: “As obras de Nicolau” (a pessoa); nem a “doutrina de Nicolau” (um dos sete). O leitor deve observar a frase pluralizada: “As obras (dos) nicolaítas” e “doutrina (dos) nicolaítas”. Estas expressões referem-se a um grupo e não a uma pessoa.

1. Outro ponto de vista sobre o assunto que deve ser observado é que Nicolau “era prosélito de Antioquia” (At 6.5); separado para o diaconato, servia na igreja de Jerusalém. O livro de Atos dos Apóstolos não fala de Nicolau como tendo-se destacado como missionário itinerante, a exemplo de Estevão e Filipe (At 6.8 e 21.8). É evidente que sua esfera de trabalho foi local; ele não alcançou lugares distantes como Éfeso e Pérgamo. Pelo que sabemos, não é mencionado mesmo ante ou depois de Cristo, um homem chamado Nicolau que tenha fundado uma seita, a não ser aquilo depreendido e focalizado do texto em foco. Se essa palavra é simbólica, vemos, neste vocábulo, “nicolaítas”, o começo do controle sacerdotal ou eclesiástico sobre as congregações (igrejas) cristãs individuais. O Sr. A. E. Bloomfield declara o que segue: Os movimentos das igrejas, visando poder político e prestígio social mediante uniões, federações e alianças mundanas, são “doutrinas e obras” dos nicolaítas. Trata-se do esforço de restaurar, por métodos humanos, aquilo que se perdeu (o primeiro amor). Observemos dois pontos focais ainda sobre o presente assunto:

(a) Tudo indica que “nicolaítas”, refere-se ao começo da noção de uma ordem sacerdotal na igreja: “clero” e “leigos”. Tudo nos faz crer, que esta seita denominada de “nicolaítas” faz parte de um “sistema” gnóstico existente naqueles dias; pode ser isso o sentido real do que temos aqui.

(b) Como já ficou estabelecido acima: “... Em época posterior a Cristo, houve uma seita gnóstica conhecida pro “os nicolaítas”, a qual é mencionada por Tertuliano de Cartago. Que também era de índole gnóstica”. (Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva)

Deus nunca está desatento ao que fazemos por Ele. Jesus diz à igreja de Éfeso: Eu sei (2). Sempre é um conforto lembrar que nosso Senhor nos conhece corretamente.
A igreja de Éfeso é primeiramente elogiada por suas obras. Encontramos isso nova­mente em 2.19; 3.1,8,15. Trabalho (kopos) é um termo forte. Barclay diz que ele descre­ve "trabalho até suar; trabalho até ficar exausto; o tipo de labuta que suga toda a energia e mente que um homem possui".
Paciência dificilmente é uma tradução adequada para a palavra grega aqui, que significa "persistência imperturbável". Barclay comenta: "Hupomone não é a paciência inflexível que resignadamente aceita as coisas, e que curva sua cabeça quando preocupações aparecem. Hupomone é a bravura corajosa que aceita sofrimento, privação e perda e os transforma em graça e glória".
Smith faz uma observação interessante acerca desses três termos usados aqui. Ele escreve: "Fé, esperança e amor lamentavelmente estão faltando aqui. Contraste essa igreja com a de Tessalonicenses: Éfeso tinha obras, mas não obras de fé; trabalho, mas não trabalho de amor; paciência, mas não paciência de amor" (1 Ts 1.3). Ele então torna essa declaração significativa: "Não é demais dizer que uma igreja pode ter todas essas virtudes mencionadas e mesmo assim estar destituída de vida espiritual". Poderíamos acrescentar o seguinte: e o mesmo vale para cada indivíduo.
A igreja de Éfeso não era apenas diligente, mas também cautelosa em termos de disciplina: ela não podia sofrer ("suportar", ARA; "tolerar", NVI) os maus. Diferentemente de Corinto, ela não tolerava o pecado dentro da igreja. Ela havia colocado à prova os que dizem ser apóstolos e o não são e os havia achado mentirosos. A íntima conexão dessas cláusulas sugere que os maus devem ser identificados com os falsos após­tolos. Swete explica quem eram essas pessoas: "Os falsos mestres afirmavam ser apostoloi num sentido mais amplo, mestres itinerantes com uma missão que os colocava num nível mais elevado do que os anciãos locais" (cf. 1 Co 12.28; Ef 4.11).
Esses apóstolos itinerantes se tornaram um verdadeiro problema na Igreja Primitiva. Evidentemente, era requerido que levassem "cartas de recomendação" de alguma igreja estabelecida (2 Co 3.1). Em sua primeira epístola, João adverte: "provai [testai] se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo" (1 Jo 4.1). O Didaquê, escrita em meados do segundo século, relata como esses itinerantes deveriam ser testados: "E cada apóstolo que vem a vocês, que seja recebido como o Se­nhor; mas ele não deverá permanecer mais do que um dia; se, no entanto, for necessário, que fique mais um dia; mas se permanecer três dias, ele é falso profeta". Em outras palavras, ele não deve se aproveitar da hospitalidade da igreja.
No melhor manuscrito grego, tens paciência (3) vem antes de sofreste, que está conectado com pelo meu nome; ou seja: "Vocês têm pacientemente sofrido por causa do meu nome". E trabalhaste pelo meu nome e não te cansaste no grego significa sim­plesmente: "e vocês não têm desfalecido". Os cristãos de Éfeso eram obreiros incansáveis.
Acerca da descrição da igreja em Éfeso, Ramsay escreve: "O melhor comentário dis­so é encontrado na carta de Inácio aos Efésios [...] As características que ele elogia na Igreja de Éfeso são as mesmas que São João menciona [...] 'Devo ser treinado para a disputa convosco na fé, na admoestação, na perseverança e na longanimidade' (v. 3): 'porque todos vós viveis de acordo com a verdade e nenhuma heresia tem se alojado no meio de vós' (v. 6)".
A igreja em Éfeso é também aprovada porque aborrece as obras dos nicolaítas (6). Não se sabe ao certo quem eram essas pessoas (Eles são mencionados novamente no v. 15). Irineu (cerca de 180 d.C.) diz que eles foram estabelecidos por Nicolau de Antioquia, mencionado em Atos 6.5. Mas Clemente de Alexandria questiona isso. Depois de discutir as várias teorias, Swete conclui: "Como um todo parece melhor aceitar a suposição de que um partido levando esse nome existia na Ásia quando o Apocalipse foi escrito, quer devesse sua origem a Nicolau de Antioquia, que não é improvável [...] ou a algum outro falso mestre com esse nome".
Na expressão as quais eu também aborreço, Swete faz esta observação pertinen­te: "Aborrecer obras más [...] é uma verdadeira contrapartida do amor ao bem e ambos são divinos". (Lição 07 - CARTA À IGREJA DE ÉFESO – BETEL 4º trimestre 2006)

2. A frieza dos cristãos de Éfeso
O caráter da igreja de Éfeso tinha um diferencial em relação às demais igrejas. Estava alinhada com as práticas litúrgicas e doutrinárias, mas divorciada da prática da piedade e do exercício do amor. Eles haviam esquecido o primeiro amor, e não se importavam mais com esse tema.

2.1. O primeiro amor foi esquecido
Cristo o grande Cabeça da Igreja viu apenas uma coisa errada na congregação em Éfeso. Embora essa congregação fosse ortodoxa, perseverante e zelosa, ela carecia do amor. Sem isso, tudo o mais era em vão.
A tradução da KJV minimiza a seriedade da acusação ao inserir em itálico a pala­vra somewhat (depois substituída por something, que quer dizer "algo" ou "alguma coisa"). Isso distorce a afirmação do original. O grego diz: "Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor" (cf. ARA), como é o titulo da nossa lição dominical. Isso não era um insignificante "alguma coisa". O texto seguinte mostra que a situação era uma completa tragédia, requerendo um remédio drástico.
Muitas vezes é dito que a igreja de Éfeso tinha "perdido" seu primeiro amor. Mas, não é isso que o texto diz. Lemos: que deixaste [o teu primeiro amor]. O verbo é aphiemi, que significa "deixar ir, mandar embora, desistir, abandonar". Tudo isso sugere uma negligência voluntária. É por isso que se exigiu o arrependimento. Pecados de omissão podem ser tão fatais em suas consequências quanto que pecados de ação.
O que era essa primeira caridade que a igreja de Éfeso havia deixado? Quase todos os comentaristas concordam que a palavra primeira precisa ser interpretada cronologicamente: esse era o amor da igreja primitiva em Éfeso, especialmente durante os dias do ministério de Paulo ali (cf. At 19.20; 20.37). A tentativa de alguns de interpretá-la qualitativamente como que significando "amor de primeira classe" não parece encon­trar apoio adequado na palavra grega usada aqui. É verdade que ela pode significar "principal" ou "superior". Mas a ideia é de prioridade e não de qualidade.
O termo caridade (ou "amor") é interpretado pela maioria como significando "amor fraternal". Os Pais gregos da Igreja Primitiva acreditavam que a referência era à falta de cuidado pelos irmãos pobres. Outros associam essa passagem a Jeremias 2.2, em que Deus acusa Israel de ter esquecido "do teu amor quando noiva". Isto é, os Efésios haviam deixado o seu amor por Cristo. A melhor proposta é a posição inclusiva de Charles R. Erdman: "Esse era o amor por Cristo e o amor pelos companheiros cristãos. Os dois aspectos são inseparáveis".
Inevitavelmente aparece uma pergunta: Porventura, o zelo da igreja de Éfeso na sua defesa pela ortodoxia contribuiu para a perda do amor? Isso é bem provável. Ao defender a verdade e disciplinar membros instáveis, é fácil desenvolver um espírito severo e crítico que acaba destruindo o amor. E, com frequência, quando o calor do amor divino desaparece, as pessoas tornam-se mais zelosas na luta por doutrinas e padrões ortodoxos. Esse é um perigo contra o qual todos devem vigiar. (Lição 07 - CARTA À IGREJA DE ÉFESO – BETEL 4º trimestre 2006)

2.2. A importância do amor
“... A primeira caridade”. (O primeiro amor). A presente expressão, não significa “declínio da fé” como alguns, mas, antes, sugere um esfriamento no amor (Mt 24.12). Cerca de 30 anos antes desta carta, a igreja de Éfeso, tinha ardente caridade para com “todos os santos” (cf. Ef 3.18). Paulo chegou até a convidá-los a participarem da “... largura, e a altura e a profundidade” do amor de Deus, “... que excede todo o entendimento” (Ef 3.18-19). O desaparecimento gradual do amor fraternal no coração do salvo (Mt 24.12). Tem como resultado, o abandono da “primeira caridade”. Pedro disse aos seus leitores: “... sobretudo, tende ardente caridade...” (1Pd 4.8).

1. Cristo mencionou não menos que 9 características destacadas e louváveis que achou na igreja do Éfeso. Mas por isso podia desculpá-la da falta de amor. Apesar de qualquer esforço, ou de qualquer grau de sinceridade, gravíssimo é o nosso estado espiritual se nos faltar o amor: “... ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria”. “... ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria”. Esta é a grande declaração do Apóstolo Paulo, em 1Co 13.3-4. Se o cristão não tem amor, a vida espiritual também não tem sentido. “Nada Seria!”. Disse ele!. (Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva)

2.3. O que era o primeiro amor para eles?
Depois de elogiar a igreja pelo seu trabalho, paciência e intolerância para com os pseudo-apóstolos, o Senhor refere-se a uma trágica deficiência - ela perdera o seu primeiro amor (v. 4).
G.Campbell Morgan relaciona esta passagem com as palavras de advertência de Paulo à igreja de Corinto: "Pois eu a dei por esposa a um marido, para que a pudesse apresentar como virgem pura a Cristo. Mas temo, e espero que não aconteça, que tal como a serpente envolveu Eva em sua malícia, suas mentes se corrompam afastando-se da simplicidade e pureza que há em Cristo... Os elementos do primeiro amor são, então, a simplicidade e a pureza... O amor da Igreja por Cristo está exemplificado pelo amor da esposa w marido. Qual é então o amor de Cristo pela Igreja? Amor altruísta, amor no qual não há o menor lugar para o ego.
Qual é então o amor da Igreja por Cristo? A resposta do amor ao mistério do amor, a submissão do amor ao amor perfeito. Primeiro amor é o amor do casamento. Suas características são a simplicidade, pureza, amor conjugal, reação do amor ao amor, a sujeição de um grande amor ao grande amor, a submissão de um amor auto-renunciante a um amor que nega o próprio ego. O primeiro amor é o abandono de tudo por um amor que também abandonou tudo" (A First Century Message to Twentieth Century Christians, págs. 40-42). (Comentário Bíblico Moody - Apocalipse)

3. O retorno ao primeiro amor (Ap 2.5)
Um autor renomado já disse que aqueles crentes haviam caído de suas maiores elevações espirituais; tinham caído do serviço motivado pelo princípio do amor; tinham caído apesar de sua ortodoxia; tinham caído a despeito de continuarem a defender a verdade; tinham caído apesar de seus labores religiosos e apesar de sua lealdade em meio a perseguição. Eles precisavam retornar ao primeiro amor. Para que isso acontecesse, o Salvador aponta o caminho dizendo que eles tinham que se lembrar, arrepender-se e praticar as primeiras obras.

3.1. Lembranças
O primeiro passo de volta para Deus é: Lembra-te (5). Lembra-te dos dias passados de bênção espiritual. Essa igreja tinha caído não meramente tropeçado. Ela estava abatida. Esse era o caso do filho pródigo, de um modo geral. Mas ele lembrou-se (Lc 15.17) e voltou. (Lição 07 - CARTA À IGREJA DE ÉFESO – BETEL 4º trimestre 2006)

A Bíblia exorta-nos a lembrar-nos de Deus, porque ele jamais se esquece de nós (Ec 12.1; Is 44.21; 49.15). O cristão, infelizmente, corre o risco de esquecer-se daquele que se esquece somente de nossos pecados (Hb 8.12). Não é constrangedor esquecer o nome de um amigo? No entanto, se não formos diligentes, corremos o risco de não mais lembrarmos daquele amigo que é mais chegado que um irmão (Pv 18.24) (Lição 03 - Éfeso, a Igreja do amor esquecido – CPAD 2º trimestre 2012)

3.2. Arrependimento
De que maneira essa igreja poderia se levantar outra vez? A resposta é: arrepende-te. Isso significa "mude sua mente". Então pratica as primeiras obras; isto é, creia e obedeça. Hebreus 6.1 fala do "funda­mento do arrependimento [...] e de fé em Deus". Essa é evidentemente a combinação aqui. Swete ressalta que lembra-te, arrepende-te e pratica "obedecem aos três está­gios na história da conversão".  (Lição 07 - CARTA À IGREJA DE ÉFESO – BETEL 4º trimestre 2006)

"... Arrepende-te...". A mensagem de arrependimento não é somente para perdidos, mas também para os filhos de Deus. Feliz e vitorioso é o crente que sabe sempre arrepender. (Daniel e o Apocalipse - O Panorama do Futuro - Antonio Gilberto)

3.3. Praticar
Se a igreja de Éfeso rejeitasse ou falhasse em se arrepender e praticar as primeiras obras, Jesus advertiu: brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. Isto é, a igreja de Éfeso deixaria de existir como congregação cristã. Isso finalmente ocorreu em uma época posterior, mas a advertên­cia foi evidentemente anunciada naquela época. Cerca de 20 anos mais tarde Inácio escreveu aos Efésios: "Dei as boas-vindas à sua igreja que se tornou tão estimada entre nós por causa da sua natureza honesta, marcada pela fé em Jesus Cristo, nosso Salva­dor, e pelo amor a Ele". (Lição 07 - CARTA À IGREJA DE ÉFESO – BETEL 4º trimestre 2006)

Se Éfeso já era rica nas segundas obras, porque voltar à prática das primeiras? Nenhuma obra é completa e perfeita sem o amor. É o que poetiza o apóstolo Paulo no décimo terceiro capítulo de sua Primeira Epístola aos Coríntios. Leia atentamente esta passagem; medite nela e, através dela, afira o seu amor. Veja se você ainda ama o Cristo como Ele tem de ser amado. Ou Será necessário que o próprio Senhor pergunte-lhe: “Amas-me mais do que esses? (Jo 21.15).
Se não devotarmos a Cristo o primeiro amor, como haveremos de ansiar por sua volta? Talvez, o anjo de Éfeso já não almejasse o retorno do Senhor. O ativismo acabara por matar-lhe o primeiro amor e o segundo também. Era-lhe urgente e necessário, pois, não somente amar a Cristo como antes, como também amar-lhe a vinda como nunca.  (Lição 03 - Éfeso, a Igreja do amor esquecido – CPAD 2º trimestre 2012)

CONCLUSÃO
A mensagem de Jesus à Igreja que estava na cidade de Éfeso denunciava sua frieza espiritual, sem, contudo, deixar de reconhecer suas virtudes na defesa da fé cristã. Aquela igreja, não havia deixado de ser povo de Deus, mas precisava urgentemente voltar à prática original da fé, pois eles haviam esquecido o primeiro amor, e não se importavam mais com esse tema.

Sem amor não pode haver Cristianismo. Sua base é o amor primeiro e belo do início de nossa fé. Um amor que jamais deve morrer, mas renovar-se a cada manhã. Se você já não ama a Cristo com oantes, arrependa-se desse pecado grave e evite que as consequências se agravem. Voltar ao primeiro amor não significa voltar à imaturidade espiritual, mas ao ardor do início de nossa fé.
Lembre-se de onde caiu. Volte imediatamente ao primeiro amor. Rogue ao Pai que o reconduza à sala do banquete, onde o Noivo está à nossa espera; “Levou-me à sala do banquete, e o seu estandarte em mim era o amor” (Ct 2.4) (Lição 03 - Éfeso, a Igreja do amor esquecido – CPAD 2º trimestre 2012)

Jesus exorta: “Lembra-te de onde caíste”. Noutras palavras, lembre-se de quando aceitou a Jesus. Reviva aquele sentimento inicial, quando você realmente amava a Jesus. Você pode lembra-se de como amava a Jesus? De como era apaixonado por ele? (Steven J. Lawson)



Fontes:
Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel,
Revista: VIDA CRISTÃ VITORIOSA – Editora Betel - 1º Trimestre 2013 – Lição 01.

Reflexão Espiritual

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