segunda-feira, 2 de março de 2015

O arrebatamento da Igreja e dos santos do AT



1 Tessalonicenses 4.13-17

13. Não desejamos, no entanto, irmãos, que sejais ignorantes em relação aos que já dormem no Senhor, para que não vos entristeçais como os outros que não possuem a esperança. 

14. Porquanto, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, da mesma maneira devemos crer que Deus, por intermédio de Jesus, trará juntamente com Ele os que nele faleceram. 15. Afirmamos a todos vós, pela Palavra do Senhor, que nós, os que estivermos vivos quando se der o retorno do Senhor, certamente não precederemos os que dormem nele. 

16. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. 

17. Logo em seguida, nós, os que estivermos vivos sobre a terra, seremos arrebatados como eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E, assim, estaremos com Cristo para sempre! 

18. Consolai-vos, portanto, uns aos outros com estas palavras.

6 novas revelações sobre o arrebatamento

1 Todos os que morrem em Jesus serão trazidos do céu para receber corpos ressuscitados (v. 14; 1 Co 15.20-23,35-58). Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação. João 5.28,29; Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.  Filipenses 3.21

2 Os que estiverem vivos em Cristo não morrerão, mas serão transformados (w. 15-17; 2 CO 5.1-10; Fp 3.21). Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. 1 Coríntios 15.51,52

3 Essa é a vinda do Senhor nos ares, não sua vinda à terra (w. 15-17; 2 Ts 2.7, nota; Ap 4.1, nota). Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora o retém até que do meio seja tirado; 2 Tessalonicenses 2.7;

4 O próprio Senhor, não outra pessoa, descerá do céu para trasladar os santos (v. 16; Jo 14.1-3; 1 CO 15.23,51-58; Fp 3.21). Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. João 14.1-3

5 Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, antes que os vivos sejam transformados (v. 16; Fp 3.21; JO 5.28,29). Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda. 1 Coríntios 15.22,23; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.  1 Coríntios 15.52

6 A igreja e todos em Cristo desde Abel até este dia, serão transformados da mortalidade para a imortalidade em um momento e serão arrancados (arrebatados) para encontrar o Senhor nos ares (v. 17; JO 14.1-3; 1 CO 15.23,51-58; Fp 3.21; 2 Co 5.1-10; 2 Ts 2.7, nota; Ef 5.27). Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem.  Lucas 21.36; Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Colossenses 3:4 Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus; Mateus 8.11

 

Esperanças cristãs (4.13)

 

Os cristãos esperam:

1 A salvação (Rm 8.20-25; 1 Ts 5.8; 2 Ts 2.16; 1 Pe 1.5).

2 A Justiça (Gl 5.5).

3 O chamado de Deus (Ef 1.18; 4.4).

4 A herança eterna (Cl 1.5; Ef 1.11-18; Hb 9.15; 1 Pe 1.4).

5 A glória de Deus (Rm 5.1-5; Cl 1.27).

6 A ressurreição (At 23.6; 24.15; 1 Ts 4.13; Tt 2.13; 1 Jo 3.3).

7 A vida eterna (1 Co 13.13; 15.19; Ef 2.12; Cl 1.23; Tt 1.2; 3.7; Hb 3.6; 6.11,18,19

7.19; 1 Pe 1.3-13).

8 Convertidos salvos e seguros no céu (1 Ts 2.19)

 

Dorme o corpo, não a alma (4.14)

Dormem. Estar "morto em Cristo" (4.16) é estar dormindo, pois Cristo com a Sua morte e ressurreição (4.14) arrancou o aguilhão da morte. Nenhuma alusão ao "sono das almas" está envolvida. Paulo tinha em mente os corpos dos crentes mortos.

Dormir significa a morte do corpo (v. 14-16; 5.10; Dt 31.16; 2 Sm 7.12; 1 Rs 1.21; Jó 7.21; Sl 13.3; Dn 12.2 Daniel retrata neste texto uma clara referência à ressurreição dos justos e dos ímpios, embora o destino eterno de uns e de outros seja bastante diferente; Mc 5.39; Lc 8.52; Jo 11.11-14 – sobre lazaro que estava morto e Jesus fala que vai despertar ele do sono; At 13.36; 1 Co 11.30 este texto se relaciona ao sono espiritual, que muitos estão tendo por tomar o cálice do Senhor indignamente; 15.51; Tg 2.26). Essas são todas as passagens em que a palavra dormir aparece relacionada à morte.

A palavra dormir no grego é koimao, usada em Mateus 27.52 e 1 Coríntios 15.20 para referir-se à morte, e a expressão "dormiu com seus pais" é usada diversas vezes no AT em contextos de morte.

Nenhuma vez sequer o texto bíblico afirma que a alma dorme. A alma é imortal (2 Pe 3.4).

A expressão “dormir em Jesus" simplesmente se refere àqueles que, quando morreram, estavam em Cristo (w. 14,16).

Após a morte, dizem as Escrituras, segue-se o juízo, embora não imediato, como mostra a história do homem rico e Lázaro (Lc 16.19-31). Em Ap 6.9,10, as almas dos mártires da Grande Tribulação permanecem no Céu, “debaixo do altar”, e elas estão cobrando de Deus vingança pelo sangue deles que foi derramado na terra, ou seja, estão totalmente conscientes do que aconteceu com eles antes e na hora da morte.

 

Alarido (4.16)

 

Gr. keleusma, grito de agitação; ordem; voz de comando na guerra; chamado de preparo para a ação. Somente aqui. O significado é de voz de comando para que os mortos ressuscitem, como no caso de Lázaro (Jo 11.43). Esse alarido será sucedido por voz de arcanjo (usado somente aqui; Jd 9) e pela trombeta de Deus, cujo som será intenso e terrível, como foi no monte Sinai, quando foi aumentando cada vez mais até que os céus e a terra tremeram (Êx 20.18,19; Hb 12.18-21,26).


A trombeta de Deus (4.16)

 

Não se trata da mesma trombeta (sétima) de Apocalipse 11.5-13.18. Uma soará no arrebatamento da igreja, antes da 70* semana de Daniel (v. 16; 2 Ts 2.7, nota; Ap 4.1, nota) e a outra soará no arrebatamento do filho homem, no meio da 70* semana (Ap 11.5-13.18). Uma é a trombeta de Deus (v. 16), a outra, a trombeta do sétimo anjo (Ap 11.15); uma é um arauto de um evento que acontecerá num momento (1 Co 15.51-58), a outra é um arauto de muitos eventos que durarão dias (Ap 10.7; 11.15-13.18); uma é a trombeta de bênção (w. 16,17), a outra é a trombeta de ais para os homens (Ap 8.13; 11.15; 12.12); uma é antes dos sete selos e das seis primeiras trombetas de Apocalipse 6.1-9.21, a outra é depois disso (Ap 11.15). Veja 1 Coríntios 15.23.

 

10 qualificações para o arrebatamento (4.16)

 

1 Estar em Cristo (v. 14,16; 2 Co 5.17,18).

2 Ser de Cristo (1 Co 15.23; Gl 5.24).

3 Ser abençoado e santo (Ap 20.4-6; Hb 12.14).

4 Ser bom (Jo 5.28,29).

5 Ser digno (Lc 21.36).

6 Fazer parte da igreja (1 Co 12.13; Ef 1.20-23; 4.4*6; 5.27; Cl 1.18,24).

7 Ser puro (1 Jo 3.2,3).

8 Não ter mancha nem mácula (Ef 5.27).

9 Viver e andar no Espírito (Gl 5.19-21).

10 Andar na luz (1 Jo 1.7; Cl 2.6).

 

10 propósitos do arrebatamento (4.17)

 

1 Receber os santos conforme o prometido (v. 17; Jo 14.1-3; Ef 5.27).

2 Ressuscitar os mortos em Cristo dentre os ímpios mortos (v. 14,16,17; Fp 3.11; Ap 20.4-6).

3 Levar os santos ao céu para viver na Nova Jerusalém e receber suas recompensas (v. 17; 3.13; Jo 14.1-3; 2 Co 5.10; Hb 12.22,23; Ap 19.1-10; 21.9,10).

4 Transformar os corpos dos santos tornando os imortais (v. 16,17; 1 Co 15.35-58; Fp 3.21).

5 Apresentar os santos a Deus (v. 17; 3.13; Jo 14.1-3; Jd 24; Ap 19.1-10).

6 Restaurar os santos integralmente no corpo, alma e espírito (v. 16,17; 5.23; Fp 3.21). 7 Receber o fruto das chuvas temporã e serôdia (Tg 5.7; Jo 14.1-3).

8 Fazer com que os santos escapem da tribulação de Ap 6.1-19.21 (v. 16,17; 5.9; Lc 21.36; Ap 4.1, nota).

9 Remover o que impede o iníquo (2 Ts 2.7, nota. Ap 4.1, nota).

10 Permitir que o Anticristo seja revelado (2 Ts 2.7, nota. Ap 4.1).

 

 

Tribunal de Cristo

 

“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” 2 Coríntios 5.10

 

Após o arrebatamento da igreja, se dará o tribunal de Cristo, onde os crentes serão julgados e receberão o galardão da parte do Senhor.

O tribunal de Cristo será o lugar onde os crentes serão julgados cada um segundo as suas obras e receberão da parte do Senhor o louvor ou a censura que merecer. Nós teremos que comparecer diante do tribunal de Cristo. Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos. Atos 17.31

 

Onde será o tribunal de Cristo?

 

alguns opinam que será no céu, outros que será na terra e outros que será nos ares. A nossa opinião é que esse evento será nos ares 1 Tess. 4.17.

Cremos que não será na terra para não ser presenciado pelos pecadores que durante sua vida foram hostis ao povo de Deus, e que não será no céu pois diante do tribunal haverá decepções coisa que não haverá no céu, pois ele é feito de alegria no Espírito Santo. E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não sejamos confundidos por ele na sua vinda. 1 João 2.28

 

Como será o tribunal de Cristo

 

será para julgar as obras do crente.

A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo. 1 Coríntios 3.13-15

 

no julgamento do crente há 5 itens que devemos considerar:


1. As pessoas indicadas – somente os crentes salvos

2. A época do julgamento – após o arrebatamento da igreja

3. O lugar do julgamento – será nos ares

4. A base do julgamento – as nossas obras

5. O resultado do julgamento – galardão ou reprovação / perda ou ganho

 

Levará em conta todos os nossos atos e palavras e não apenas o caráter geral da nossa vida. Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna. Gálatas 6.7-8; Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau. Eclesiastes 12.14

 

Esse julgamento será recompensador


As coroas ser-nos-ão conferidas em resultado do julgamento. O objetivo final do tribunal de Cristo é galardoar aqueles que trabalham na obra do mestre. Eis que venho sem demora! E trago comigo o galardão que tenho para premiar a cada um segundo as suas obras. Apocalipse 22.12

 

Ali teremos as seguintes coroas:


1 Da Vida – Bem-aventurado o homem que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. Tiago 1.12; Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.  Apocalipse 2.10 - para aqueles que estiverem dispostos a morrer por amor a Jesus Cristo.


2 Da Justiça – Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda. 2 Timóteo 4.8 – Para todo aquele que amar a sua vinda. 

 

3 Incorruptível – E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. 1 Coríntios 9.25 - Para aqueles que não andam fazendo a vontade da carne.


4 De Glória – E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória. 1 Pedro 5.4 – Para aqueles que trabalharam por amor na obra do Senhor e não por amor ao lucro.

 

Bodas do Cordeiro

 

Logo após o Tribunal de Cristo, segue-se as Bodas do Cordeiro. O exemplo bíblico que nos faz uma maior alusão do que é as Bodas do Cordeiro, é o Casamento de Isaque com Rebeca. - Gn. 24; notemos que Abraão mandou seu mordomo de confiança preparar uma Noiva para seu filho Isaque. Eliezer seu mordomo, depois de encontrar-se com Rebeca, a moça indicada por Deus para ser a esposa do filho de seu Senhor, ataviou-a com joias e ornamentos guiando-a através de um deserto até entregá-la a seu noivo Isaque, o filho de Seu Senhor.

Nesta simbologia, Abraão representa Deus, Isaque representa o noivo amado Jesus Cristo, Eliezer representa o Espírito Santo e Rebeca representa a Igreja que é a noiva amada.

O Apóstolo João, testemunhou a forma como ele assistiu em visão a chegada da Igreja para a comemoração das bodas. Ao penetrar nos umbrais celestiais houve uma verdadeira proclamação de júbilo feita pelos habitantes dos céus, em homenagem a noiva. - Alegremo-nos, exultemos e demos glória a Ele, porque chegou a hora das bodas do Cordeiro e sua noiva já está preparada”. Para vestir-se, foi-lhe providenciado linho fino, puro e resplandecente. O linho fino representa os atos de justiça dos santos. Então, o anjo me ordenou: “Escreve: Bem-aventurados os que são chamados ao banquete das núpcias do Cordeiro!” E disse-me mais: “Estas são as exatas palavras de Deus!” Diante disso, lancei-me aos seus pés num gesto de adoração, mas ele, imediatamente, me orientou: “Olha, não faças isso; sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus, porquanto o testemunho de Jesus é a essência da profecia”. Apocalipse 19.7-10

 

os remidos irrompem juntamente o Cântico da Redenção Um novo hino ainda desconhecido nos céus.

Cantai-lhe um cântico novo; tocai bem e com júbilo.  Salmos 33.3 A ti, ó Deus, cantarei um cântico novo; com o saltério e instrumento de dez cordas te cantarei louvores; Salmos 144.9

O objetivo dessa magnífica reunião é rememorar a vitória do calvário. E a alegria de Jesus Cristo será tão grande Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si. Isaías 53:11 (Mt. 20.28 e Lc 22.27,29-30). Jesus espera ansiosamente este momento, o Espírito Santo também. E vos afirmo que, de agora em diante, não mais tomarei deste fruto da videira até aquele dia em que beberei o novo vinho, convosco, no Reino de meu pai. Mateus 26:29

 

A GRANDE TRIBULAÇÃO (A Septuagésima Semana de Daniel)3

"Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e nem haverá jamais" Mt 24.21

 

O mundo passará pelo julgamento de Deus, onde serão derramadas as taças da ira do senhor, aberto os selos e tocada as trombetas do juízo de Deus, o julgamento daqueles que não aceitaram o filho. por tudo isso, a única maneira de escaparmos é aceitando Jesus como salvador e se mantendo fiel a Ele até o dia da sua volta. Enquanto aqui no mundo acontece todas estas coisas, a Igreja estará com Cristo nos céus desfrutando das bodas do Cordeiro.

 

A VINDA DO SENHOR EM GLÓRIA (A 2ª Fase da Vinda de Cristo)

 

Esse dia também é conhecido como o “dia do Senhor” Zc 14.1-12

 

Será a revelação de Jesus Cristo, ou a segunda fase de sua vinda, a sua vinda em glória junto com a Igreja.

O Dia do Senhor ocorrerá no final da Grande Tribulação quando os exércitos, com tropa de milhões a fim de cercar Jerusalém para a destruir e o Senhor virá para socorrer Israel (Is 64.1-12).

Nesse momento, vi a Besta, os reis da terra e os seus exércitos reunidos para guerrearem contra Aquele que está montado no cavalo e contra o seu exército.  No entanto, a Besta foi presa, e com ela o Falso profeta que havia realizado grandes sinais miraculosos em nome dela, por intermédio dos quais ele havia enganado todos os que receberam a marca da Besta e adoraram a sua imagem. Os dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. Todos os demais foram mortos com a espada que saía da boca daquele que está montado no cavalo. E todas as aves se fartaram com a carne deles. Ap 19.19-21

 

Entre muitos acontecimentos que ocorrerá neste dia destacaremos 3 acontecimentos:

 

1) A DESCIDA DE JESUS COM A IGREJA SOBRE O MONTE DAS OLIVEIRAS

2) A BATALHA DO AMARGEDOM

3) O JULGAMENTO DAS NAÇÕES E O ESTABELECIMENTO DO REINO MILENIAL

 

A RESSURREIÇÃO DOS JUSTOS DA GRANDE TRIBULAÇÃO

Olhei e vi alguns tronos, e foi entregue o poder de julgar aos que neles se assentaram; e vi as almas dos que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e da Palavra de Deus, os que não adoraram a Besta nem tampouco a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem nas mãos. Eles reviveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Entretanto, os demais mortos não reviveram, até que se completassem os mil anos. Esta é, pois, a primeira ressurreição. Bem-aventurados e santos os que tomam parte da primeira ressurreição! A segunda morte não tem poder algum sobre eles; serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele pelo período de mil anos. Ap 20.4-6

 

A PRISÃO TEMPORÁRIA DE SATANÁS

Então, observei que desceu do céu um anjo com a chave do Abismo e uma grande corrente em sua mão. Ele prendeu o Dragão, a antiga Serpente, que é o Diabo, Satanás e o amarrou por mil anos. Lançou-o no Abismo, onde o fechou e pôs um selo sobre ele, para que não enganasse mais as nações, até que os mil anos se completassem. Depois disso, é necessário que ele seja solto por um pouco de tempo. Ap 20.1-3

 

Ao findar-se os mil anos, Satanás será solto e fará uma rebelião contra Cristo e seu governo. Essa rebelião será sumariamente abafada pelo Senhor Jesus Cristo. Apocalipse 20.7-9.

 

O MILÊNIO

Após o julgamento das nações, será estabelecido o milênio que será mil anos de Governo de Cristo e sua Igreja, e será um período de paz e prosperidade. O milênio será após o Dia do Senhor - Ap. 20.1-2.

 

O GRANDE TRONO BRANCO

Conforme já vimos com o estabelecimento do Reino Milenial, encerrou-se a 1ª Ressurreição. Agora ocorrerá a Segunda Ressurreição.

Em seguida, observei um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, a terra e o céu fugiram da sua presença e não foi achado lugar para eles. Vi também os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono e alguns livros foram abertos. Então, abriu-se um outro livro, o Livro da Vida, e os mortos foram julgados pelas observações que estavam registradas nos livros, de acordo com as suas obras realizadas. O mar entregou os mortos que jaziam nele, e a morte e o Hades entregaram os mortos que neles havia; e um por um foi julgado, de acordo com o que tinha feito. Então, a morte e o Hades foram atirados no lago de fogo. Esta é a segunda morte: o lago de fogo! E todo aquele cujo nome não foi encontrado escrito no Livro da Vida foi lançado no lago de fogo. Ap 20.11-15

 

O ETERNO FUTURO - NOVOS CÉUS E NOVA TERRA – Ap 21

 

Agora Satanás, seus anjos e demônios ainda não estão ocupando o lago de fogo e enxofre, apesar deste já estar preparado para eles. Mateus 25:41 Mas o Rei ordenará aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos! Apartai-vos de mim. Ide para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos.

Desde que ele foi expulso dos céus, com os anjos que o seguiram na sua rebelião (Is 14.12-16 e Ez 28.14-19), o espaço tem sido a sede de suas atividades e a terra o seu principal campo disto (Ef 6.12) nos quais andastes no passado, conforme o curso deste sistema mundial, de acordo com o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência. Efésios 2.2; Então Yahweh questionou a Satanás: “De onde vens?” E Satanás deu-lhe a seguinte resposta: “De perambular pela terra e ir e vir pelos caminho do mundo!” Uma vez que Satanás já foi julgado e lançado no lago de fogo para toda eternidade, Deus estabelece agora o seu Reino Eterno. Jó 2.2; Quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá para seduzir as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, a fim de ajuntá-las para a grande guerra. Então, as nações marcharam por toda a superfície da terra e cercaram o acampamento dos santos, a Cidade Amada; todavia, um fogo desceu do céu e as devorou. O Diabo, que as enganava, foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido confinados a Besta e o Falso profeta. Eles serão atormentados dia e noite pelos séculos dos séculos. Ap 20.7-10

 

 

Então vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra futura passada; e o mar já não mais existia. Vi também a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia dos céus, da parte de Deus, adornada como uma linda noiva para o seu esposo amado. E ouvi uma forte voz que procedia do trono e declarava: “Eis que o Tabernáculo de Deus agora está entre os homens, com os quais Ele habitará. Eles serão o seu povo e o próprio Deus viverá com eles, e será o seu Deus. Ele enxugará dos olhos toda a lágrima; não haverá mais morte, nem pranto, nem lamento, nem dor, porquanto a antiga ordem está encerrada!” Ap 21.1-5

 


O Homem SEM CRISTO


Efés. 2:12 Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo.

Estar sem Cristo é estar sem:
1. Deus – "Deus estava em Cristo". - E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. 2 Coríntios 5:18-19
2. Vida – "Eu sou a vida". - Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. João 14:6; Eu sou o pão da vida. João 6:48

3. Luz – "Eu sou a luz do mundo". - Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. João 8:12; Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. João 9:5; Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. João 12:46

4. Promessa – "Participantes da promessa em Cristo". A saber, que os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho; Efésios 3:6
5. Salvação – "Em nenhum outro há salvação". E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. Atos 4:12; E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. Atos 16:31
6. Esperança – "Não tendo esperança". Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Efésios 2:12; Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará? Romanos 8:24; Tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição de mortos, assim dos justos como dos injustos. Atos 24:15
7. Amor – "O amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso
Senhor".
Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 8:39; E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele. 1 João 4:16; Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 1 João 4:7

E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão. 1 João 4:21

Lição 10 - Dimensões da Fidelidade

Lição 10 - Dimensões da Fidelidade
08 de março de 2015

Texto Áureo
“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” 1Ts 5.23

Verdade Aplicada
Como cidadão do céu, o cristão tem obrigações para com Deus e os homens, que se evidenciam no viver fiel em todas as dimensões.

Objetivos da Lição
1. Explicar o que é fidelidade;
2. Estabelecer a diferença entre fidelidade espiritual e social;
3. Mostrar os benefícios para quem vive uma vida de fidelidade.

Glossário
Assentimento: Consentimento, acordo;
Premissa: Conclusão, diretriz;
Ornar: Ornamentar, embelezar.

Textos de referência

1Co 4.2   Além disso, requer-se nos despenseiros que cada um se ache fiel.

Ap 2.10 Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.

Mt 25.21   E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

Leituras Complementares
Segunda: 3Jo 5  Terça: 2Co 8.21  Quarta: Hb 11.3  Quinta: Jr 7.21-26  Sexta: Jo 21.15-17  Sábado: At 5.29

Introdução
Fidelidade, do latim “fidelitate”, significa qualidade ou atitude de quem é fiel, de quem tem compromisso com aquilo que assume. Nesta lição, estudaremos sobre as duas dimensões da fidelidade: a espiritual e a social. Ambas são importantes e necessárias ao crente, pois a Bíblia diz que o salvo deve viver de maneira fiel e digna diante de Deus e dos homens (Rm 14.18).

1. Dimensão espiritual
O homem foi criado um ser racional, moral e espiritual, pois foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26, 27). Ele foi dotado de intelecto, emoções e vontades, para que pudesse conhecer, amar e obedecer a Deus. A fidelidade, na dimensão espiritual, se evidencia em atitudes que expressam nosso relacionamento e comunhão com o Senhor.

1.1 Crer e obedecer a Deus
Crer não é um mero assentimento intelectual (Ef 2.8). É uma operação do Espírito Santo mediante a qual a pessoa tem certeza na existência de Deus, o criador e sustentador do universo (Gn 1.1). Mas apenas crer em Deus não é suficiente (Tg 2.19), é necessário responder a Êle em ação de obediência e fidelidade, ou seja, a atitude de crer precisa acompanhada da obediência. A nossa maior ação para com Deus é a obediência, um aspecto fundamental da fé cristã (1Sm 15.22). Fé e obediência são inseparáveis entre si (Rm 1.5; 16.26). Qualquer forma exterior de culto a Deus sem obediência não passa de hipocrisia e de ritual religioso vazio (Is  1.11-17).

1.2 Amar a Deus
A fidelidade de Deus é uma forma positiva de demonstrarmos o nosso amor a Ele. O amor a Deus é a base do nosso relacionamento com Ele. A verdadeira fidelidade a Deus somente é possível quando brota de uma fé genuína em Deus e de um coração que O ama (Mt 10.37). Amar a Deus implica em amar também ao próximo e guardar Seus mandamentos (Mt 22.39; Jo 14.15, 23, 24). Esse amor deve abranger a totalidade do nosso ser e tudo o que possuímos e deve também nos capacitar a buscar a glorificação do seu nome e a realização da Sua vontade aqui na terra (Jo 21.17).

1.3 Confiar nas promessas de Deus
A verdadeira fidelidade não se caracteriza apenas pela fé na existência de Deus, mas também pela fé que Ele cumpre as Suas promessas. Nestes tempos de tantas incertezas e instabilidade, nós temos uma esperança que brota de uma fé vital no Cristo ressurreto (1Pe 1.3). O cristão deve andar por fé e não pelo que vê (2Co 5.7; Hb 11.1). Deus, por Sua própria natureza, é fiel às Suas promessas e tem poder para cumprir integralmente tudo aquilo que prometeu.SE alguém crê na existência de Deus, mas ao mesmo tempo duvida de Sua Palavra, O imputa como mentiroso (Nm 23.19; Tg 1.6, 7). Portanto para alcançarmos as Bençãos de Deus é necessário crer queEle é fiel para cumprir as suas promessas (Hb 10.23; 11.6: Jó 13.15).

2. Dimensão social
A Bíblia diz que tudo o que fizermos, devemos fazê-lo para a glória de Deus (1Co 10.31). Partindo dessa premissa, entendemos a dimensão social da fidelidade, caracterizada como fruto da obediência às leis e normas humanas, como atitudes que qualquer pessoa pode realizar. Para o cristão, entretanto, essa dimensão da fidelidade é também expressão de espiritualidade, pois, se evidencia em práticas que têm fundamentação bíblica. Existem muitas ações, contidas dentro dos princípios ético-cristãos, que devem ser praticadas pelo crente, pois são compatíveis com a dignidade da vida cristã: a obediência às autoridades constituídas, preocupação com o bem-estar do próximo, cuidado com o meio ambiente, etc.

2.1 O cristão e a obediência ao governo humano
A base de toda autoridade humana procede de Deus, de modo que o cristão deve prestar obediência às autoridades constituídas (Rm 13.1). Assim sendo, desobedecer às autoridades constitui-se desobediência ao próprio Deus, visto que foi Ele quem as estabeleceu (Rm 13.2). O próprio Senhor Jesus Cristo, como perfeito homem, submeteu-se ao poder do estado (Mt 17.24-27). As escrituras Sagradas nos levam a compreender que a presença da autoridade secular é necessária e indispensável na ordem das coisas aqui na Terra (Pv 8.15, 16). O único limite dessa obediência está na sujeição absoluta que o cristão tem com Deus, pois a lealdade a Ele é sempre prioritária sobre qualquer autoridade humana (At 5.29). A sujeição às autoridades legais faz parte de um elenco de princípios que devem ornar o caráter do crente como reflexo de sua obediência ao Senhor. Adoremos, pois, a Deus e sujeitemo-nos às autoridades constituídas por Ele (1Pe 2.13-17). 

2.2 O cristão e a solidariedade
O cristão é também chamado a ter solicitude e responsabilidade social. O descuido com as necessidades sociais representa o abandono de inúmeras recomendações bíblicas dirigidas ao povo de Deus. A Bíblia declara que a salvação do homem é dádiva de Deus mediante a fé, e não fruto de obras meritórias (Ef 2.8, 9), mas as boas obras são uma consequência natural da salvação (2Co 9.8; Ef 2.10). A dimensão da fidelidade do autêntico cristão não se esgota na verticalidade espiritual, mas se estende na horizontalidade que alcança seus semelhantes em atitudes que tenham como base o pulsar de um coração transformado pela Palavra de Deus e enriquecido pela presença do Espírito Santo. Quem usa a preocupação vertical como meio de esquivar de suas responsabilidades está negando o amor de Deus pelo mundo. A solidariedade não é outra coisa senão o cumprimento da lei do amor. Aliás, todas as obrigações morais da Lei cumprem-se na lei do amor (Rm 13.10). O cristão, como ser social, deve denunciar as injustiças sociais, bem como agir com sabedoria, buscando cooperação e bom relacionamento com todos, sempre objetivando servir ao próximo, usando inclusive dos seus próprios recursos, ajudando a minorar o sofrimento das pessoas, principalmente os domésticos da fé (Gl 6.10; Tg 2.17).

“Cristo instrui a agir com preocupação social. Aqui estão os princípios pelos quais os homens serão julgados: como tratam os famintos, os sem lar, os pobres, os doentes e os presos. A preocupação social não pode ser biblicamente separada da vida cristã. Jesus iguala a forma como tratamos os desprovidos com a forma como tratamos a Ele. O que fazemos por eles, fazemos por Ele. Não devemos permitir que a vida cristã seja apenas um empreendimento espiritual, sem ligação com o serviço da humanidade”. (Bíblia de Estudo Plenitude- Sociedade Bíblica do Brasil – 2001. P. 986. Comentário de Mt 25.37. 40).

2.3 O cristão e o meio ambiente
A primeira ordem de Deus ao homem foi para cuidar da natureza (Gn 2.15). Essa incumbência retrata não só a necessidade do homem preservar o objeto do seu usufruto próprio, mas também a criação de Deus. Embora o homem seja coroa da criação (Gn 1.26-28). Deus não lhe deu o direito de abusar da natureza e nem dos animais. Pelo contrário, Ele atribuiu ao homem a responsabilidade pela utilização adequada dos recursos naturais e pela preservação das espécies. A Bíblia apresenta várias passagens nas quais vemos Deus instruindo o homem a lidar adequadamente com a Sua criação (Êx 22.6; Lv 25.1-7; Dt 22.6; Is 45.18). Nessa perspectiva, o cuidado com o meio ambiente é uma exigência divina, sendo responsabilidade de cada Cristão o cuidado com a manutenção da vida na Terra (Gn 1.26). Para o crente, preservar a natureza não é apenas uma questão de sobrevivência. É também reconhecer que Deus é o Senhor da criação, pois, só Ele é soberano sobre todas as coisas (Sl 24.1). A visão bíblica de como devemos nos relacionar com a natureza é uma visão equilibrada, ou seja, não devemos deificá-la, como os panteístas o fazem (Rm 1.15), agentes de destruição daquilo que Deus criou.

“Quando desrespeitamos a natureza e não utilizamos de forma sustentável os rios, as florestas, o solo, o ar, aquilo que é necessário para a vida do planeta, demonstramos a falta de importância dada as gerações futuras. Essa é uma visão completamente fora do propósito de Deus na relação do homem com a natureza”. (Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente).

3. Resultados provenientes da fidelidade
Fidelidade é mais do que uma virtude humana, é fruto do Espírito Santo. Mesmo em seu aspecto social, onde a fidelidade está mais relacionada à observância de regras e preceitos humanos, para o cristão, ser fiel é sempre uma questão de espiritualidade e motivo de recompensa da parte de Deus (Sl 58.11).

3.1 Na dimensão espiritual
A recompensa de Deus para os fiéis diz respeito à vida neste tempo e à vida eterna (Mt 19.27-30; Mc 10.28-30). Aliás, a suprema recompensa que o cristão receberá pela vida de fidelidade a Deus é a vida eterna. Quem tiver deixado “tudo” por amor a Cristo, receberá já no presente também tudo, mas com perseguições; e no futuro, a vida eterna (Mc 10.30). Na expressão: “com perseguições” fica claro que a nossa fidelidade a Deus não nos isenta das perseguições e aflições neste mundo, mas, sem dúvida alguma, nos dá certeza de vitória (Jo 16.33).

3.2 Na dimensão social
Demonstramos nossa espiritualidade ao sermos fieis em todas as dimensões da nossa vida. Quando assim procedemos, estamos obedecendo à Palavra de Deus, como resultado da nossa obediência, Deus nos abençoa com paz e alegria no nosso homem interior (Sl 119.165; Rm 7.22).

3.3 Na dimensão natural
As recompensas de uma vida de fidelidade a Deus podem ser compreendidas no sentido de que colheremos, na dimensão social da nossa vida, mais estabilidade e justiça social, minimização dos sofrimentos humanos e vida mais saudável, dentre muitos outros benefícios. Servir a Deus e ao próximo com amor é certeza de que seremos galardoados aqui e no porvir.

Conclusão
As leis universais da colheita e da semeadura valem para todas as situações e aspectos da vida humana (Gl 6.7b). Ninguém deve brincar com as leis de Deus; pois Ele não as alterará em nosso benefício. O que um homem colhe é o resultado inevitável do que ele semeia. Assim sendo, devemos ser fiéis em toda a nossa maneira de viver para que possamos colher os bons frutos dessa semeadura aqui na Terra e na eternidade.


Reflexão Espiritual

O que os textos originais falam sobre o inferno ?

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