terça-feira, 24 de abril de 2012

LIÇÃO 05 - O SÉTIMO SELO E SEU CONTEÚDO



29 DE ABRIL DE 2012

TEXTO ÁUREO
“Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convêm ser em santo trato e piedade, aguardando e apressando-vos para a vinda do Dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos ardendo se fundirão”. 2Pe 3.11.12

VERDADE APLICADA
Mais bem aventurados são os que leem e os que ouvem, e os que guardam o Apocalipse agora, do que aqueles que deixarem para fazê-lo depois.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Esclarecer que Deus é imparcial no trato com os homens;
Ensinar que as nossas orações são respondidas; e
Mostrar que o processo de redenção da terra será difícil e doloroso.

GLOSSÁRIO
Dispensacionalista: é um sistema teológico que interpreta de forma literal as Escrituras;
Parentética: que tem parentesco; análogo, semelhante; e
Principado: dignidade de príncipe ou princesa.

Textos de Referência

Ap 7.2        E vi outro anjo subir da banda do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar,
Ap 7.3        dizendo: Não danifi­queis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado na testa os servos do nosso Deus.
Ap 7.9        Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma grande multidão, a qual ninguém po­dia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estava diante do Trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas em suas mãos.
Ap 8.1        E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu por quase meia hora.
Ap 8.2        E vi os sete anjos que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas.
Ap 8.6        E sete os anjos que tinham as sete trombetas pre­param-se para tocá-las.

LEITURAS COMPLEMENTARES
  • Segunda feira: Ap 7.10-17
10 - E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.
11 - E todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus,
12 - Dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém.
13 - E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram?
14 - E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.
15 - Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra.
16 - Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles.
17 - Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima.
  • Terça feira:  Ap 8.7-13
7 - E o primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, e foram lançados na terra, que foi queimada na sua terça parte; queimou-se a terça parte das árvores, e toda a erva verde foi queimada.
8 - E o segundo anjo tocou a trombeta; e foi lançada no mar uma coisa como um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar.
9 - E morreu a terça parte das criaturas que tinham vida no mar; e perdeu-se a terça parte das naus.
10 - E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas.
11 - E o nome da estrela era Absinto, e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas.
12 - E o quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse, e semelhantemente a noite.
13 - E olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: Ai! ai! ai! dos que habitam sobre a terra! por causa das outras vozes das trombetas dos três anjos que hão de ainda tocar.
  • Quarta feira: Ap 9.1-6
1 - E O QUINTO anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.
2 - E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como a fumaça de uma grande fornalha, e com a fumaça do poço escureceu-se o sol e o ar.
3 - E da fumaça vieram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o poder que têm os escorpiões da terra.
4 - E foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o sinal de Deus.
5 - E foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem; e o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere o homem.
6 - E naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles.
  • Quinta feira: Ap 9.7-12
7 - E o parecer dos gafanhotos era semelhante ao de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia umas como coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens.
8 - E tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como de leões.
9 - E tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros, quando muitos cavalos correm ao combate.
10 - E tinham caudas semelhantes às dos escorpiões, e aguilhões nas suas caudas; e o seu poder era para danificar os homens por cinco meses.
11 - E tinham sobre si rei, o anjo do abismo; em hebreu era o seu nome Abadom, e em grego Apoliom.
12 - Passado é já um ai; eis que depois disso vêm ainda dois ais.
  • Sexta feira: Ap 9.13-17
13 - E tocou o sexto anjo a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro, que estava diante de Deus,
14 - A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Eufrates.
15 - E foram soltos os quatro anjos, que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens.
16 - E o número dos exércitos dos cavaleiros era de duzentos milhões; e ouvi o número deles.
17 - E assim vi os cavalos nesta visão; e os que sobre eles cavalgavam tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões; e de suas bocas saía fogo e fumaça e enxofre.
  • Sábado: Ap 9.17-21
17 - E assim vi os cavalos nesta visão; e os que sobre eles cavalgavam tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões; e de suas bocas saía fogo e fumaça e enxofre.
18 - Por estes três foi morta a terça parte dos homens, isto é pelo fogo, pela fumaça, e pelo enxofre, que saíam das suas bocas.
19 - Porque o poder dos cavalos está na sua boca e nas suas caudas. Porquanto as suas caudas são semelhantes a serpentes, e têm cabeças, e com elas danificam.
20 - E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar.
21 - E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.

INTRODUÇÃO
Quando o Cordeiro abrir o sétimo selo, serão entregues aos sete anjos, as sete últimas trombetas, que contém a última e pior sequência de juízo jamais vista sobre a terra. Elas desencadearão uma série de fenômenos e fatos extraordinários os quais iremos examinar.

1. PREPARATIVOS PARA A ABERTURA DO ÚLTIMO SELO
Segundo teólogos pentecostais de linha dispensacionalista, o capítulo sete do livro do Apocalipse, é a primeira passagem parentética do livro. Este parêntese encontra-se entre o sexto e o sétimo selo (Ap 6.12-17; 8.1). O capítulo sete é que registra esta cena parentética, nele se verifica dois grupos de redimidos os judeus, e outro gentio. O primeiro grupo em destaque acha-se na terra, porém o segundo grupo está no céu.

1.1.  O primeiro grupo de redimidos (Ap 7.2-8)
A segunda série de juízos é muitíssimo mais severa e extensa do que aquela que foi apresentada pela abertura dos selos. Antes que os sete anjos façam soar as sete trombetas, duas grandes multidões são apresentadas, uma na terra (7:1-8) e outra certamente no céu, em pé diante do trono e diante do Cordeiro (7:9-17). O primeiro grupo está identificado como os 144.000 selados. “...de todas as tribos dos filhos de Israel” (v. 4). Não se diz que são mártires. O sinal dá a entender que este grupo particular será divinamente protegido nas tribulações que estão para se desencadear sobre a terra.
João em sua visão futurística vê a terra como uma grande superfície quadrada, com um anjo em cada um dos quatro cantos. Mas algo especial, novamente lhe chama atenção: vê outro elevado poder angelical “subir da banda do oriente”, ou seja, do oriente em direção à Palestina. O elevado poder angelical tinha o selo do Deus vivo; ele gritou aos quatro anjos que não danificassem a terra até que fossem “assinalados” 144.000 israelitas separados para Deus e o Cordeiro.

O Deus Eterno está em foco nesta passagem. Russell Norman: ressalta: “temos aqui um título dado freqüentemente a Deus no Antigo Testamento; também nos escritos judaicos e helenistas, salientando o fato de que Deus é a única deidade verdadeira, em contrate com os “ídolos mortos” do paganismo, que não têm vida, e, portanto, não têm poder”. O leitor deve ainda consultar as seguintes passagens sobre “O Deus Vivo” no Novo Testamento (Jo 6.69; At 14.15; Rm 9.26; 2Co 3.3; 1Ts 1.9; 1Tm 4.10; Hb 3.12; 10.31; 12.22). O Deus vivo confere vida aos homens, a saber, a sua própria modalidade de vida, de tal modo que os remidos virão a participar da imagem e natureza do Seu Filho Jesus que também é a vida.

1.2. O Anticristo e os 144.000 selados de Israel
Mt 24.21. “Porque haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais.”
Começando com 24.15, JESUS trata de sinais especiais que ocorrerão durante a grande tribulação (as expressões “grande aflição”, de 24.21, e “grande tribulação”, de Ap 7.14, são idênticas no grego). Tais sinais indicam que o fim dos tempos está muito próximo (24.15-29). São sinais conducentes à, e indicadores da volta de CRISTO à terra, depois da tribulação (24.30,31; cf. Ap 19.11–20.4).
O maior desses sinais é “a abominação da desolação” (24.15), um fato específico e visível, que adverte os fiéis vivos durante a grande tribulação de que a vinda de CRISTO à terra está prestes a ocorrer. Esse sinal-evento, visível, relaciona-se primeiramente com a profanação do templo judaico daqueles dias em Jerusalém, pelo Anticristo (ver Dn 9.27 *; 1Jo 2.18).
O Anticristo, também chamado o homem do pecado, colocará uma imagem dele mesmo no templo de DEUS, declarando ser ele mesmo DEUS (2Ts 2.3,4; Ap 13.14,15). Seguem-se fatos salientes a respeito desse evento crítico.
(1) A “abominação da desolação” marcará o início da etapa final da tribulação, que culmina com a volta de CRISTO a terra e o julgamento dos ímpios em Armagedom (24.21,29,30; ver Dn 9.27; Ap 19.11-21).
(2) Se os santos da tribulação atentarem para o fator tempo desse evento (“Quando, pois, virdes”, 24.15), poderão saber com bastante aproximação quando terminará a tribulação, época em que CRISTO voltará à terra (ver 24.33 *). O decurso de tempo entre esse evento e o fim dos tempos é mencionado quatro vezes nas Escrituras como sendo três anos e meio ou 1260 dias (ver Dn 9.25-27; Ap 11.1,2; 12.6; 13.5-7). Por causa da grande expectativa da volta de CRISTO (24.33), os santos daqueles dias devem acautelar-se quanto a informes afirmando que CRISTO já voltou. Tais informes serão falsos (24.23-26). A “vinda do Filho do homem” depois da tribulação será visível e conhecida de todos os que viverem no mundo (24.27-30; Ap 1.7).

2Ts 2.3,4 “Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama DEUS ou se adora; de sorte que se assentará, como DEUS, no templo de DEUS, querendo parecer DEUS.”
Segundo a Bíblia, está para vir o AntiCRISTO (cf. 1Jo 2.18); aquele que trama o derradeiro ataque furioso de Satanás contra CRISTO e os santos, pouco antes do tempo em que nosso Senhor JESUS CRISTO estabelecerá o seu reino na terra. As expressões que a Bíblia usa para o AntiCRISTO são “o homem  de pecado” e “o filho da perdição” (2.3). Outras expressões usadas na Bíblia são “a besta que sobe do mar” (Ap 13.1-10), a “besta de cor escarlate” (Ap 17.3) e “a besta” (Ap 17.8, 16; 19.19,20; 20.10).
No fim da tribulação, Satanás congregará muitas nações no Armagedom, sob o comando do AntiCRISTO, e guerrearão contra DEUS e o seu povo numa batalha que envolverá o mundo inteiro (ver Dn 11.45 *; Ap 16.16 *). Quando isso ocorrer, CRISTO voltará e intervirá de modo sobrenatural, destruindo o AntiCRISTO, seus exércitos e todos os que não obedecem ao evangelho (ver Ap 19.15-21 *s). A seguir, CRISTO prenderá Satanás e estabelecerá seu reino na terra (20.1-6).

Na passagem de Apocalipse 7.4-8 os judeus selados (diferentes da multidão gentia) são numerados, e as tribos são cuidadosamente separadas. Em números precisos, há 144.000 judeus selados. Estes judeus são salvos no início da Grande Tribulação e são selados a fim de passarem por ela. É o remanescente judaico preservado do martírio. Existe sempre uma pergunta a respeito dos 144.000 por parte dos estudantes da Bíblia: é a Igreja representada? Observando com atenção os textos e contextos em foco, fica terminantemente esclarecido quem são os 144.000. O Espírito de Deus diz que são “...de todas as tribos dos filhos de Israel”. Na verdade a palavra “Israel” nunca é usada para a Igreja, a não ser em Gl 6.16; mas há divergência sobre a exegese deste texto. Passagem também similar pode ser vista em Gl 3.29: “E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa”.

1.3. O segundo grupo de redimidos (Ap 7.9-17)
A outra multidão é de natureza universal – certamente não confinada a Israel, mas de todas as tribos e povos agora na glória – cantando o grande hino a Deus e ao Cordeiro, junto com os anjos, os anciãos, e os quatro seres viventes. “Estes”, João foi informado, são aqueles que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras, e as alvejaram no sangue do Cordeiro (v. 14). A grande tribulação não Apocalipse pode ser nenhuma outra a não ser aquela mencionada no Discurso das Oliveiras (Mt. 24:9, 21, 29). Toda a cena é celestial: O Cordeiro é apresentado como seu pastor e guia; faz-se a promessa de que Ele os guiará até as fontes das águas da vida; e, antecipando à posterior descrição detalhada da Cidade Santa, eles são informados de que Deus enxugará toda lágrima de seus olhos (Ap. 21:4).

A vasta multidão não numerada dos gentios do presente texto e dos que se seguem, está em vivido contraste com o número mais limitado e exatamente definido de Israel. Esta multidão de “todas as nações”, com palmas nas mãos não deve ser confundida nem com a Igreja nem com Israel. Este é o poderoso ajuntamento de almas que Joel predisse ao dizer que no dia do Senhor todo o que invocasse o nome do Senhor seria salvo (cf. Jl 2.30-32; At 2.16-21). O capítulo 6. 9 deste livro relata que os mártires da Grande Tribulação encontram-se “debaixo do altar”, aqui, porém, a cena mudou, e eles se encontram “diante do trono e perante o Cordeiro”. Porém, as vestes são as mesmas (6.11 e 7.9).
“Com palmas nas suas mãos”. De acordo com a simbologia profética das Escrituras, as palmas simbolizavam vitória e paz. Esta foi à interpretação quando entrou em Jerusalém o Príncipe da Paz (Jo 12.12-13). As palmas ou ramos de palmeiras são citados em caráter cerimonial com a festa dos tabernáculos (cf. Lv 23.40), e é curioso observar que esta festa durava “sete dias” (em caráter profético, equivale a sete anos). Cf Lv 23.40; Nm 14.34; Ez 4.6). No texto em foco, as palmas são dadas em lugar de coroas para simbolizar a vitória daqueles crentes e a paz que desfrutarão no céu.

2. O CORDEIRO ABRE O SÉTIMO SELO (AP 8.1-13)
A ruptura do sétimo selo abrirá definitivamente o livro. Na sua abertura serão revelados os juízos das sete trombetas. E, da mesma forma, a sétima a trombeta anunciará os juízos das sete taças (Ap 11.15; 16.1-21). A partir da abertura dele, a justa ira de Deus, em sua plenitude, será derramada sobre a Terra. 
Os juízos das trombetas são revelados nos capítulos 8 e 9, e tal como aconteceu com os sete selos, os quatro primeiros vão juntos. Antes que uma trombeta seja tocada por um dos anjos, temos declarações referentes às orações dos santos (vs. 3,4).

2.1. O silêncio no céu e as orações dos santos
João não nos diz o que esse silêncio significa. Portanto, precisamos usar da imaginação para descobrir. Nesta secção existe uma intermediária, que se divide em duas partes distintas que serão focalizadas no tópico seguinte:
Aqui, como noutras partes do Apocalipse, a última subdivisão da visão é transicional ou intermediária. Ray Summers diz que ela prepara o caminho para o que vem na visão seguinte. A secção intermediária é dividida em duas partes: (a) O silêncio no céu. Vs 1 e 2; (b) O incenso da vitória. Vs 3 a 5. Os eruditos fazem inúmeras investigações para descobrir porque “fez-se silêncio no céu” (SELÁ) e quase todos apresentam uma interpretação diferente:
(aa) Hagigah 12b diz que os anjos ministrantes se calaram para Deus ouvir os louvores prestados por Israel, que ascendiam desde a terra. Talvez esse silêncio igualmente tenha esse propósito.
(bb) O trecho de II Esdras 7.30 fala de um período de silêncio de “sete dias”, durante o qual ninguém estava vivo, pois Deus eliminará a antiga ordem e dará início a uma nova ordem de coisas. Isso será feito mediante uma nova criação. Os sete dias seriam dias de criação, tal como está declarado na criação original.
(cc) Há uma tradição judaica que diz que “no quinto céu existem companhias de anjos de serviço que cantam louvores à noite, porém são silenciosos de dia por causa da glória de Israel”. Isto é, que os louvores de Israel sejam ouvidos na corte celestial, porquanto, o Criador tinha entrado no Templo para ouvi-los: observe-se: Hb 2.20; Sf 1.7; Zc 2.13.
(dd) Devemos observar que, nos capítulos anteriores havia grande alarido no céu. Agora, porém, fez-se repentino! Toda música cessa. A voz de Deus está abafada. A seriedade do momento é suficiente para afastar todo regozijo da história humana e celeste. O sétimo selo é o último selo. O selo do silêncio! Há nele uma pausa de quase meia hora”! Por quê? A “DISPENSAÇÃO DA GRAÇA” começou com a morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo e terminará em sua plenitude com o arrebatamento da Igreja (Mt 25.10). Mas, é evidente que, oficialmente falando, ela terminará sua forma de ação na presente secção de Apocalipse (8.1-5); a seguir, no versículo seguinte, vem um “depois” que reassume o curso da “ira divina” já manifestada no início da Grande Tribulação (cf. 6.16-17). No versículo 6 do capítulo em foco, diz literalmente: “...Os sete anjos... preparam-se”. Isto é, receberam as instruções divinas para executarem juízos sobre a humanidade decaída.

2.2. Sete anjos e sete trombetas
as Escrituras declaram que o povo de Israel estava familiarizado com o som da trombeta em qualquer sentido; como por exemplo:
(a) nos dias de alegria, festividades e sacrifícios. Nm 10.1-6; (b) em tempos de guerras. Nm 10.9 e Ez 33.1-7; (c) a fim de convocar o povo para ouvir os mandamentos divinos. Êx 19.19; (d) em meio à guerra havia também sons de trombetas. Js 6.4, 5; (e) Nas festividades solenes. Sl 81.3. Nas mãos dos profetas, as trombetas simbolizavam pronunciamentos escatológicos (cf. Is 27.13; Jl 2.1; Sf 1.16; 1Co 15.52; 1Ts 4.16). Nas mãos dos anjos de Deus, elas representam castigos iminentes (ver Ap 8.7 e 11.15). Em várias passagens escatológicas, na literatura judaica, a trombeta anuncia o advento do Messias e o fim do mundo. O número sete trombetas, indica que Deus trará algum julgamento, perfeito, completo e inteiramente apropriado para realizar seu propósito contra “o mundo dos ímpios”.

O tocar das trombetas convoca os israelitas a receberem instruções (Nm. 10:3, 4) ou dando sinal de partida (Nm. 10:3-7); também os reunia para a guerra (Jr. 4:19; 42:14, etc.), e também para o retorno da dispersão (Is. 27:13); anunciava a libertação no ano  do jubileu (Lv. 25:8-10), e aqui anuncia o juízo. Os juízos das trombetas são bastante semelhantes às pragas que Deus enviou ao Egito por ocasião da libertação de Israel, embora não aconteça na mesma ordem.

2.3. Ouve-se o soar de quatro trombetas
O resultado do tocar da primeira trombeta é a consumação pelo fogo da terça pane da flora da terra. Ao tocar a segunda trombeta, uma terça parte do mar se transformou em sangue, um terço das criaturas do mar morreram, e uma terça parte dos navios foi destruída (cons. a primeira praga, Êx. 7:20-24). Com o tocar da terceira trombeta, uma grande estrela, ardendo como uma tocha cai sobre os rios e fontes da terra, transformando-os em absinto e causando morte em larga escala. Os dois primeiros juízos afetaram a natureza, e o homem apenas indiretamente, mas a terceira provocou a morte de muitos. O tocar da quarta trombeta provoca distúrbios celestes, de modo que a terça parte do sol, lua e estrelas foi ferida, e sua luz diminuída (cons, com a nona praga, Êx. 10:21-23). Este milagroso eclipse do sol, da lua e das estrelas foi predito por Amós como um sinal da vinda do dia do juízo (Amós 8:9;veja também Joel 2:2, 10). Observe que todos estes quatro juízos relacionam-se com algum desastre incidindo sobre a natureza. (Weidner, op. cit., tem um excelente resumo das diversas interpretações fantásticas desses quatro juízos das trombetas, págs. 343-345). Antes dos juízos das duas trombetas seguintes, ouve-se uma águia voando e gritando pelo meio do céu, Ai, ai, ai, dos que moram na terra. Esta é a primeira vez que a palavra traduzida para “ai!” aparece no Apocalipse.

3. TROMBETAS E AIS (AP 8.13-9.1-21)
As três últimas trombetas são precedidas do brado de três “ais” pronunciados por um anjo, como apelo final aos homens, pois elas iniciarão o processo de julgamento e aniquilamento dos seres que não querem ser redimidos e de outros que não estão sujeitos à restauração e à redenção. No primeiro grupo, estão os homens que rejeitaram a graça de Deus. No segundo, anjos que não guardaram o seu principado (Jd v.6).

3.1. A estrela que caiu do céu
Devemos observar que João não percebeu a queda da estrela; mas viu-a já caída do céu. Uma chave lhe é dada; o anjo toma-a a usa para abrir o “poço do abismo”.
Observemos que a descrição do juízo da quinta trombeta que é o primeiro “ai”, em sua descrição, ocupa um espaço de onze versículos, porquanto há completa descrição da invasão por parte das hostes infernais, e aquilo que elas são. O espaço extraordinariamente grande dado a essa visão, deve-se à tremenda modificação, para pior, que isso trará para a humanidade. O quadro geral deste juízo divide-se em três partes, a saber: (a) descrição geral, vs. 1 a 6; (b) descrição específica dos gafanhotos infernais, vs. 7 a 10; (c) descrição do “anjo do abismo”. O rei dos gafanhotos, v. 11. O presente juízo neste capítulo começa com a queda de “uma estrela”. A palavra “estrela” que freqüentemente, aparece nas Escrituras, não tem sentido uniforme, mas versátil; pode significar um homem (cf. Gn 37.9 e Ap 1.20) ou um angelical, santo ou decaído, dependendo do contexto. No presente texto, porém, a “estrela” significa o próprio Satanás, que é o “anjo do abismo”. (Ver v.11). No livro do profeta Isaías 14.12 há uma passagem paralela à do texto em foco: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançada por terra, tu que debilitavas a nações!”. Os anjos da Bíblia, especialmente na poesia, são chamados de “estrelas (cf. Jó 38, e Ap 12.4-9). Neste versículo ela é, pois, um ser pensante, um anjo decaído, Satanás o opositor de Deus e dos homens.

3.2. Gafanhotos do abismo
Os terríveis gafanhotos mencionados nesta secção não são os pequenos animais, mas os anjos decaídos que, por expressa ordem de Deus estão aprisionados em escuridão (cf. 2Pd 2.4 e Jd v.6). São seres espirituais do mundo tenebroso; mas não são demônios (ver At 23.8), e que, durante este período de encarceramento, perderam o seu estado de configuração e, são apresentados com um aspecto terrível. No sexto versículo da epístola de Judas, vermos os anjos caídos ali aprisionados em cadeias eternas, na escuridão exterior, esperando pelo julgamento do grande dia. Pode-se considerar que isso acontecerá quando da “Parousia”, ou, provavelmente, no fim do Milênio, quando for instaurado o julgamento do Grande Trono Branco (cf. 2Tm 4.1; Ap 20.11 e ss). Na segunda epístola de Pedro, há também menção de anjos presos nas “cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo”. (cf. 2Pd 2.4). Seja como for, ali no “poço do abismo” estão os gafanhotos infernais devidamente equipados, com suas armas destruidoras contra aqueles que viverem no “tempo do fim”.
Os gafanhotos naturais não têm rei (cf. Pv 30.17), esses porém, têm “sobre si, rei, o anjo do abismo” (v.11). Observemos ainda dois pontos focais nesta secção: (a) O texto em foco, diz que, os gafanhotos são seres inteligentes, discernem, pois receberam ordem exclusivamente para não tocar “... à erva da terra, nem a verdura, alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o sinal de Deus”. O autor alude ao trecho de (Ap 7.1 e ss). Ali, os quatro anjos guardiões das forças da natureza, são proibidos de danificar as “verduras”, até que sejam assinalados “os servos” de Deus. Aquele capítulo passa, então, a descrever os 144.000: (b) “Assim como Israel, no Egito, escapou das pragas que puniam aos seus vizinhos egípcios, assim também o novo Israel (144.000) será isolado dos ataques dos gafanhotos que emergirão do abismo”.

3.3. Um exército extraordinário
O tocar da sexta trombeta está identificado com o segundo ai! (11-14). Somos agora transportados a uma área geográfica conhecida nesta terra, ao rio Eufrates (v. 14), que aqui provavelmente deve ser entendido literalmente. Quatro anjos presos em algum lugar ao longo deste rio são agora soltos, para que matassem a terça parte dos homens (v. 15). Esta terrível destruição será realizada através de exércitos de cavalaria. Certamente chegamos aqui aos dias do começo do Anticristo.
Todd disse, e Weidner e outros concordam, que "devemos provavelmente encarar esta região como o cenário deste grande juízo, o que está em exata conformidade com as inferências às quais somos levados pelas profecias de Daniel, onde estes países na região do Eufrates, uma vez palco de poderosos  impérios, estão destinados a se tornarem o cenário da última grande luta entre os príncipes do mundo e o povo de Deus".

Esse rio é mencionado por 21 vezes nas Escrituras. É chamado de “grande rio” por cinco vezes. Era a fronteira oriental, tal como o mar Mediterrâneo era as fronteira ocidental da herança de Deus, Israel. A partir de sua boca, podia ser navegado por pequenas embarcações por cerca de 1.900 quilômetros. Formava as fronteiras de Israel ao norte (cf. Gn 15.18; Dt 1.7 e Js 1.4). Assim o rio Eufrates servia de defesa natural à nação eleita contra o exército vindo do norte, especialmente da Assíria. Era conhecido dos antigos povos como “grande rio”, por ser o maior que se conhecia na área da Palestina. Em Ap 16.12 (o juízo da sexta taça), o rio Eufrates secará, permitindo que os exércitos chineses? (reis do Oriente) e seus satélites invadam a Terra Santa com 200.000.000 de cavaleiros, dando lugar à grande batalha do Armagedom.

“... fogo e fumo e enxofre”. Três substâncias nocivas (quando não controladas) à raça humana. Esta trílice representação encontra-se também nas couraças dos cavaleiros. Isso exprime toda a incompreensibilidade das forças do mal: número espantoso (200.000.000), aspecto infernal e inumerável, estranha interioridade inconcebível, proveniente de suas bocas e letal para um terço da humanidade. A linguagem usada nos versículos (16 a 18) do presente capítulo faz menção de exército da cavalaria (v.16), de couraça (v.18), de fogo, fumaça e enxofre como meios mortíferos fazem pensar em uma guerra moderna, embora sem participação atômica. Nas páginas da Bíblia, o cavalo aparece como animal de guerra, exceto Is 28.28. Os cavalos aqui descritos ainda são mais terríveis, porquanto possuem a natureza do leão. Igualmente, há cavaleiros de horrenda malignidade que os montam. Quem são eles? Cavalos ordinários? ou armas modernas de artilharia?
A maior parte dos comentaristas se divide na questão. Para alguns são cavalos literais; para outros, porém, são armas modernas de artilharia e, ainda outros opinam que são cavalos sobrenaturais. Observemos três pontos importantes sobre isso:
(a) Lendo as seguintes passagens (Pv 21.31; Zc 14.15; Ap 9.15; 9.14; 14.20; 19.18), leva-nos a pensar que são cavalos literais:
(b) Lendo passagens como (2Rs 2.11; 6.17; Ap 19.11, 14) e fazendo um paralelismo do significado do pensamento, leva-nos pensar que são cavalos sobrenaturais:
(c) Lendo passagens como (Ap 9.17-19; 16.13-14), leva-nos a pensar que não são cavalos literais e nem sobrenaturais e sim, armas modernas de guerra. Cremos que o Apóstolo João em sua visão futurística, faz menção, exatamente, às armas mais modernas usadas em seus dias: o cavalo que, na simbologia profética das Escrituras, represente para nós, as possíveis armas modernas da atualidade. Mas não é de admirar que, o Anticristo usará todos os meios concebíveis de seus dias e, mesmo que usando, suas armas modernas possam contar segundo se pensa, com um exército moderno de cavalaria para possíveis eventualidades (cf. 2Ts 2.9).


CONCLUSÃO
Pelo estudo desta lição, Deus redimirá tudo o que for passivo de redenção. Purificará todas as coisas contaminadas para que possam ser restauradas. Os demais seres, aqueles que não forem contemplados neste processo, sofrerão juízos, aguardarão julgamento, e serão condenados. A sétima trombeta exporá o caráter deles e salientará a justiça de Deus. Você poderá conferir isso e muito mais, estudando a próxima lição e participando da classe no próximo domingo.


Fontes:
Bíblia de Estudo Dake – Atos
Comentario Biblico de Moody - Apocalipse
Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva - CPAD
Revista: APOCALIPSE – Editora Betel - 2º Trimestre 2012 – Lição 05.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O Dia Todo Com Deus


Meditação: Orai sem cessar. (1 Tessalonicenses 5:17)

Pensamento: A verdadeira oração é um estilo de vida, não um desvio de emergência!

Leitura: 1 Tessalonicenses 5:17.

Mensagem:

            O Irmão Lawrence (1614-91) sentia-se intimamente próximo de Deus enquanto, humildemente, limpava panelas e frigideiras na cozinha do mosteiro. Certamente, ele tinha momentos específicos de oração devocional. Mas, o que ele considerava mais transformador em sua vida era a oração durante o dia de trabalho. Em seu clássico livro devocional “Praticando a Presença de Deus”, ele afirma: “É um grande engano pensar que os nossos momentos de oração devem ser diferentes dos outros momentos. Devemos nos sentir tão próximos a Deus quando trabalhamos ou quando oramos”. Em resumo, ele defende que oremos “… sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17).
            Esse é um lembrete útil, porque, às vezes, tendemos a setorizar nossas vidas. Talvez oremos apenas durante o culto na igreja, no pequeno grupo de estudo da Bíblia, nos devocionais familiares e em nossos momentos de meditação. Mas, e durante nosso dia de trabalho? Orar no trabalho não significa que temos de cair de joelhos com as mãos entrelaçadas e orar em voz alta. No entanto, significa que as decisões de trabalho e os relacionamentos podem ser levados a Deus ao longo de todo o dia.
A oração é tanto atitude como atividade. A atitude de devoção a Deus pode ser sem cessar, mesmo que a atividade não for sem cessar. Paulo exemplifica a ordem dada, pois suas cartas são perfumadas com a fragrância da oração.
Sem cessar, a palavra adialeiptos significa "sem cessar". Em um papiro não bíblico, descreve a persistência incômoda de uma tosse.
            Onde quer que estejamos e seja o que estivermos fazendo, Deus deseja fazer parte. Quando a oração torna-se parte de todos os aspectos de nossas vidas, quem sabe o que Deus poderá fazer para Sua glória?
Amem!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A Cura do Homem com a Mão Mirrada

E aconteceu também noutro sábado, que entrou na sinagoga, e estava ensinando; e havia ali um homem que tinha a mão direita mirrada.
E os escribas e fariseus observavam-no, se o curaria no sábado, para acharem de que o acusar.
Mas ele bem conhecia os seus pensamentos; e disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te, e fica em pé no meio. E, levantando-se ele, ficou em pé.
Então Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar?
E, olhando para todos em redor, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele assim o fez, e a mão lhe foi restituída sã como a outra.
E ficaram cheios de furor, e uns com os outros conferenciavam sobre o que fariam a Jesus. 
Lucas 6:6-11


Embora conhecesse o coração dos homens e sua intenção de incriminá-lo, Jesus curou a mão ressequida de um homem em um dia de sábado, o dia do descanso sagrado para os judeus.
Ciência alguma, poderia curar aquele tipo de doença, mas a medicina celeste é inigualável, e não há moléstia que não possa ser curada por ela. Jesus provou aos seus perseguidores a característica da verdadeira religião. Ter amor para com partilhar com os outros.
Os fariseus da época de cristo constituíam-se no retrato de uma religião que tudo exigia sem nada a oferecer como recompensa.

1.      Jesus levanta a questão na sinagoga
Era costume, e Jesus foi a sinagoga em um dia de sábado. E naquele havia um homem com uma mão atrofiada, e como sempre havia os fariseus, escribas e herodianos, com o objetivo de achar algo para incriminá-lo e matá-lo.
Jesus conhecendo os pensamentos deles através do Dom do Espírito Santo de Discernimento, ele chama o homem ao centro e começou a dar o seu sermão sobre: Fazer o bem ou o mal.
Havia um debate sobre o que fazer no caso da ovelha cair num buraco em um sábado, se tira-la ou não.
Assim como aquele homem teve a sua mão ressequida curada, igualmente o Senhor também deseja que nenhum crente sofra de mesquinhez espiritual, nas coisas de Deus.

2.      Uma resposta esclarecedora
Jesus não demorou a responder aos fariseus, e o fez com uma pergunta contundente, Marcos registra: “é licito no sábado fazer o bem, ou fazer o mal? Salvar a vida ou matar?”
Como eles não tinham como encontrar a resposta que satisfizesse tanto ao formalismo, quanto a pratica do amor. Mateus acrescenta ainda na pergunta de Cristo o detalhe da ovelha na cova e concluiu: “é por conseqüência, licito fazer o bem aos sábados.”

Esta pergunta de Cristo serviu para focalizar as seguintes verdades:
·         Não fazer o bem quando temos oportunidade é pecado Tg 4.17
·         Recusar a oportunidade de fazer o bem era perder a ocasião de salvar uma vida.
·         O Senhor tinha interesse tanto a curar, como também a salvar.

3.      A mão estendida é símbolo do serviço
Os milagres credenciavam como o messias e exaltam seu poder como filho de Deus.
“estende a tua mão” e no mesmo instante obedeceu, sendo imediatamente curado.

Aprendemos aqui:

·         O centro é o ponto de equilíbrio - para receber a cura teve que vir para o meio, fala de equilíbrio, retidão, moderação, prudência, bom senso e sabedoria.
·         A mão é símbolo de serviço – que podemos prestar a Deus ou qualquer área da vida humana. Há crentes que tem suas mãos mirradas para o serviço de Deus.
Não dizimam, não ofertam nada fazem pela evangelização, missões, e estão sempre omissos em qualquer realização da igreja.

Conclusão
A dureza dos corações daqueles homens equivalia à cegueira espiritual. Durante anos eles estavam envolvidos com conceitos errôneos acerca da religiosidade. Mesmo diante de tanta objeção, Jesus fez o que deveria ser feito: A cura da mão do homem.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Evangelização x Confiança


Revista Adolescer + – Editora Betel
II Trimestre 2012 – O Adolescente e Missões

Lição 04 - 22 de Abril de 2012
Evangelização x Confiança

Mensagem Valiosa
“ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” Hebreus 11:1

Verdade Aplicada

Aceitar o desafio missionário implica em fé, confiança e compromisso com Deus.

Textos Bíblicos

Gn 12: 1 - ORA, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.
Gn 12: 2 - E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.
Gn 12: 3 - E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.
Gn 12: 4 - Assim partiu Abrão como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã.
Hb 11:8 - Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.

LEITURAS DIÁRIAS

·        Segunda feira:
Salmos 56:11
11 - Em Deus tenho posto a minha confiança; não temerei o que me possa fazer o homem.
·        Terça feira:
Salmos 73:28
28 - Mas para mim, bom é aproximar-me de Deus; pus a minha confiança no Senhor DEUS, para anunciar todas as tuas obras.
·        Quarta feira:
Efésios 4:13
13 - Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,
·        Quinta feira: 
Hebreus 3:14
14 - Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim.
·        Sexta feira:
Hebreus 11:1
1 - ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.
·        Sábado:
I João 5:14
14 - E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.

Introdução
Abraão era dos filhos de terá e neto de Naor, que vivia em Ur dos Caldeus. A chamada à fé genuína ocorreu quando Abraão vivia entre o povo semítico. Ele que migrou e se estabeleceu em Ur dos Caldeus, que era uma civilização bastante desenvolvida para a sociedade da época, localizada ao Norte da Mesopotâmia. Por ser rica e desenvolvida, possuía um grande fluxo de pessoas. Por isso, havia na cidade, uma grande variedade de ídolos e divindade pagãs. Ur saturava o politeísmo sumeriano da região. Por algum tempo, esses bons semitas sincretizaram o Deus da criação com o episodio do dilúvio de Noé, e os associavam aos deuses locais, particular, o deus da lua. Deus olhou dos altos céus e decidiu convocar um homem chamado Abraão, que habitava em meio a esse cenário de idolatria. Alguns relatos afirmam que seu pai Terá, era fabricante de imagens e que Abraão, era financeiramente estabilizado. Ao ouvir a voz de Deus, Abraão renunciou suas riquezas e obedeceu ao Senhor, aceitando o seu chamado. Mais tarde, devido a sua fé Deus mudou o seu nome de Abrão para Abraão. A biblia menciona Abraão como “amigo de Deus”, Is 41.8

Flavio Josefo historiador judeu do primeiro séculos, em seu livro a historia dos Hebreus nos diz assim deste patriarca:
“Era homem muito sensato, prudente e de grande espírito e tão eloqüente que podia persuadir sobre o que quisesse. Como nenhum outro o igualava em capacidade e em virtude, deu aos homens um conhecimento muito mais perfeito da grandeza de Deus, como jamais tive­ram antes. Foi ele quem primeiro ousou dizer que existe um só Deus, que o universo é obra das mãos dEle e que a nossa felicidade deve ser atribuída unica­mente à sua bondade, e não às nossas próprias forças.”
Os caldeus e os outros povos da Mesopotâmia, não podendo tolerar as palavras de Abraão, levantaram-se contra ele. Assim, por ordem e com o auxílio de Deus, ele saiu do país para ir morar na terra de Canaã.
Berose, sem nomeá-lo, fala nestes termos desse grande homem: "Na déci­ma era, depois do dilúvio, havia entre os caldeus um homem muito justo e muito hábil na ciência dos astros". Hecateu cita-o somente de passagem, mas escreveu um livro inteiro sobre esse assunto. Lemos no quarto livro da história de Nicoiau de Damasco estas apropriadas palavras: "Abraão saiu com grande acompanhamento da terra dos caldeus, que está acima da Babilônia, reinou em Damasco e partiu algum tempo depois com todo o seu povo, estabeleceu-se na terra de Canaã, que agora se chama Judéia, onde a sua posteridade se multiplicou de maneira incrível, como direi mais particularmente em outro lu­gar. O nome de Abraão é ainda hoje muito célebre e tido em grande veneração na terra de Damasco. Vê-se aí uma aldeia que tem o seu nome e onde se diz que ele morou".
O que nos dá base para termos ele como sendo um diferencial para o cristão: é a fé inabalável e verdadeira que ele tinha em Deus, ao ponto de levar seu filho para sacrificar ao Senhor no moriá.
Abrão Filho de Terá e descendente de Sem. Seu nome significa = pai exaltado. Deus o chamou em Ur da CALDEIA para dar começo à nação hebraica (Gn 12.1-25.10). Por causa da sua fidelidade, tornou-se o pai dos crentes de todos os tempos (Gl 3.6-7). Nome do primeiro PATRIARCA, que foi mudado para ABRAAO quando ele tinha a idade de 99 anos (Gn 17.5). Significa = Pai de uma Multidão.

1.     que chamado desafiador!

A chamada de Abrão (posteriormente chamado Abraão, 17.5), conforme a narrativa de Gênesis 12, dá início a um novo capítulo na revelação do AT sobre o propósito divino de redimir e salvar a raça humana. A intenção de Deus era que houvesse um homem que o conhecesse e o servisse e guardasse os seus caminhos (ver 18.19 nota). Dessa família surgiria uma nação escolhida, de pessoas que se separassem das práticas ímpias doutras nações, para fazerem a vontade de Deus. Dessa nação viria Jesus Cristo, o Salvador do mundo, o prometido descendente da mulher (ver 3.15 nota; Gl 3.8,16,18). Vários princípios importantes podem ser deduzidos da chamada de Abraão. (1) A chamada de Abraão levou-o a separar-se da sua pátria, do seu povo e dos seus familiares (12.1), para tornar-se estrangeiro e peregrino na terra (Hb 11.13). Em Abraão, Deus estava estabelecendo o princípio importante de que os seus deviam separar-se de tudo quanto possa impedir o propósito divino na vida deles. (2) Deus prometeu a Abraão uma terra, uma grande nação através dos seus descendentes e uma bênção que alcançaria todas as nações da terra (12.2,3). O NT ensina claramente que a última parte dessa promessa cumpre-se hoje na proclamação missionária do evangelho de Cristo (At 3.25; Gl 3.8). (3) Além disso, a chamada de Abraão envolvia, não somente uma pátria terrestre, bem como uma celestial.
Sua visão alcançava um lar definitivo não mais na terra, e sim no céu; uma cidade cujo artífice e construtor é o próprio Deus. A partir de então, Abraão desejava e buscava uma pátria celestial onde habitaria eternamente com Deus em justiça, alegria e paz (Hb 11.9,10,14-16; Ap 21.1-4; 22.1-5). Até então, ele seria estrangeiro e peregrino na terra (Hb 11.9,13). (4) A chamada de Abraão continha não somente promessas, como também compromissos. Deus requeria de Abraão tanto a obediência quanto a dedicação pessoal a Ele como Senhor para que recebesse aquilo que lhe fora prometido. A obediência e a dedicação demandavam: (a) confiança na palavra de Deus, mesmo quando o cumprimento das promessas parecia humanamente impossível (15.1-6; 18.10-14), (b) obediência à ordem de Deus para deixar a sua terra (12.4; Hb 11.8), e (c) um esforço sincero para viver uma vida de retidão (17.1,2). (5) A promessa de Deus a Abraão e a sua bênção sobre ele, estendem-se, não somente aos seus descendentes físicos (i.e., os judeus crentes), como também a todos aqueles que com fé genuína (12.3) aceitarem e seguirem a Jesus Cristo, a verdadeira “posteridade” de Abraão (Gl 3.14,16). Todos os que são da fé como Abraão, são “filhos de Abraão” (Gl 3.7) e são abençoados juntamente com ele (Gl 3.9). Tornam-se posteridade de Abraão, herdeiros segundo a promessa (Gl 3.29), o que inclui o receber pela fé “a promessa do Espírito” em Cristo Jesus (ver Gl 3.14 nota). (6) Por Abraão possuir uma fé em Deus, expressa pela obediência, dele se diz que é o principal exemplo da verdadeira fé salvífica (15.6; Rm 4.1-5,16-24; Gl 3.6-9; Hb 11.8-19; Tg 2.21-23; ver 15.6 nota). Biblicamente, qualquer profissão de fé em Jesus Cristo como Salvador que não requer obediência a Ele como Senhor não é a classe de fé que Abraão possuía e, portanto, não é a verdadeira fé salvífica.

2. dificuldades para o cumprimento do chamado missionário

·        Deixar sua casa
Ora disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai. A narrativa bíblica esclarece que antes de migrar para a Palestina, Abrão teve duas residências. Passou seus primeiros anos de vida em Ur e então um longo período em Harã. Cada uma dessas comunidades foi o seu lar. Ele teve de deixar amigos, vizinhos, e parentes quando saiu de Ur e outros tais quando partiu de Harã. Em cada caso, o triplo laço de terra, povo e parentes foi seccionado. O Bispo Ryle diz que Abrão recebeu a ordem de "a) renunciar às certezas do passado, b) enfrentar as incertezas do futuro, c) olhar e seguir a direção da vontade de Deus" (Gênesis na Cambridge Bible, pág. 155). Foi uma grande exigência (cons. Hb. 11:8). Provações severas estavam à espera dele Este chamado deve lhe ter sido feito enquanto ele ainda vivia em Ur (Atos 7:2). Foram renovados muitos anos mais tarde em Harã.
Para a terra que te mostrarei. Nesta ocasião Jeová não disse o nome da terra nem a descreveu. Assim, Abrão teve de enfrentar um novo teste de fé. O Senhor encontrou o homem para o Seu propósito, alguém que podia ser colocado sob fortes tensões, um homem que desejaria fazer a vontade de Deus como a coisa mais importante de sua vida.
2,3. Sê tu uma bênção (bereikâ). A forma imperativa expressa realmente uma conseqüência – "para que sejas uma bênção". O ilustre viajante que partiu da Mesopotâmia politeísta fora divinamente comissionado a entrar no meio de pessoas completamente estranhas de alguma nova terra. Ele e seus descendentes constituiriam um canal pelo qual Deus abençoaria todos os povos da terra.
De ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Deus fortaleceu grandemente Abrão com as promessas da aliança – prosperidade, abundante posteridade e importância. A promessa da divina bênção garantia a Abrão tudo o que ele pudesse desejar. Cada necessidade seria suprida. Até vizinhos hostis viriam a considerá-lo como o líder do povo de Deus. Através dele todos os povos da terra receberiam bênçãos. E seu nome seria respeitado e reverenciado por toda parte. Hoje, Abrão é reconhecido e respeitado como o "pai" dos cristãos, judeus e maometanos. Deus escolheu Abrão e seus descendentes para levar o Seu Evangelho ao mundo. Da linhagem de Abrão, viria Cristo, para cumprir os propósitos divinos. E através dos homens e mulheres "nascidos de novo", Seus ideais seriam cumpridos. O plano de Deus estava tomando forma.

·        Mudar de cultura
5. A terra de Canaã. Abrão interpretou o chamado de Deus envolvendo partida imediata para Canaã. Como ele soube que Canaã era o seu destino, não ficou explicado. Mas Deus disse: "Sai... para a terra que te mostrarei". E ele obedeceu. Sem hesitação reuniu sua família e deu início a um importante movimento migratório. Ao que parece ele não temeu, não duvidou, não vacilou. Viajou para Carquemis sobre o Eufrates e voltou-se para o sul através de Hamate na direção de Damasco, na Síria. Josefo apresenta Abrão durante sua estada nesta capital agindo como um rei sobre o povo de Damasco. A terra de Canaã foi descrita nas Escrituras como abrangendo todo o território desde o Jordão ao Mediterrâneo e da Síria ao Egito. Moabe e Edom a limitava ao sudeste. Na Bíblia a palavra "cananeus" costuma se referir aos primeiros habitantes da terra, incluindo todos os grupos que viveram lá antes da entrada dos hebreus.
6. Siquém. Esta antiga cidade era provavelmente um santuário ou lugar sagrado. Era uma colônia importante na junção das principais estradas comerciais. Ficava entre o Monte Gerizim e o Monte Ebal, cerca Gênesis de quarenta e uma milhas ao norte de Jerusalém. Anos mais tarde, o poço de Jacó ficaria nas vizinhanças. Em tempos mais recentes, Siquém foi chamada Nablus.

·        Depender totalmente de Deus
Abrão caminhou até o carvalho de Moré. Provavelmente era uma árvore sagrada, sob a qual um sacerdote, ou mestre, ou adivinho, dava instruções ou ensinava. Moré é provavelmente um particípio do verbo yeirâ, "ensinar". O carvalho e o terebinto são árvores que se parecem. Siquém foi à primeira parada de Abrão em Canaã. Aqui recebeu uma mensagem especial de certeza e promessa do Senhor. Deus lhe deu a terra como possessão e prometeu que seus descendentes a possuiriam depois dele. Com tribos guerreiras por todos os lados, Abrão encontraria dificuldades em estabelecer seus direitos na nova terra. Fez um bom começo, entretanto, levantando imediatamente um altar e oferecendo sacrifícios a Jeová. Conforme sua vida na Palestina foi tomando forma, ele declarou total dependência do Senhor e sua sincera dedicação.
Josefo diz em seu livro a Historia dos Hebreus: “Abraão foi tão agradável aos olhos de Deus que Ele afirmou que não o deixaria sem recompensa, pelo que Abraão respondeu: "E como, Senhor, os vossos benefícios me poderiam dar alegria, pois que não deixarei a ninguém depois de mim que deles possa gozar e possuí-los?" Ele ainda não tinha filhos. Então Deus prometeu que lhe daria um filho e que a sua posteridade seria tão grande que igualaria o número das estrelas. Ordenou-lhe em seguida que oferecesse um sacrifício, e eis a ordem que ele observou: tomou uma novilha de três anos, uma cabra e um carneiro da mesma idade, que cortou em pedaços, e uma rola e uma pomba, que ofereceu inteiras, sem partir. Antes de erguer o altar, quando as aves adejavam em torno das vítimas, para se alimentar de seu sangue, ele ouviu uma voz do céu vaticinando que os seus descendentes sofreriam durante quatrocentos anos grande perseguição no Egito, mas que triunfariam enfim sobre os seus inimigos, venceriam os cananeus e se tornariam senhores de seu país.”

3. adorando a deus em todo tempo

8. Betel (Bêt-'êl). Este antigo santuário data do século vinte e cinco A.C., e foi mencionado mais vezes nas Escrituras do que qualquer outra cidade com exceção de Jerusalém. Ele está situado na estrada de Siquém, cerca de dez ou onze milhas ao norte de Jerusalém. Edificando um altar, o patriarca proclamou sua submissão a Jeová, e armando suas tendas, declarou publicamente a todos os observadores que estava tomando posse permanente da terra. Nesses dois atos simbólicos, Abraão revelou sua fé resoluta no poder de Jeová dos exércitos, para a execução de todas as Suas promessas. A palavra Betel significa, literalmente, casa de Deus. Uma narrativa posterior indica que Jacó deu a este lugar este nome depois de sua experiência com Jeová ali (28:19). Abrão invocou o nome do Senhor. Em seu ato de adoração genuína. Ele usou o liame de Jeová na invocação (cons. 4:26).
9. Seguiu (neisei') Abrão dali, indo sempre para o Neguebe. Neisei' significa avançar ou desarraigar estacas de tendas. Refere-se à partida de Abrão para o sul.  Ele arrancou as estacas e viajou pai etapas. O Neguebe, terra seca, é uma seção definida da Palestina do sul, entre Gênesis Cades-Barnéia e Berseba. Durante o verão é bastante seca para ser considerado um deserto, sem água ou vegetação. Com todos os seus rebanhos, Abrão achou necessário procurar abundância de água e pasto. O Neguebe de nada lhe adiantaria.
Naqueles tempos, o pacto entre duas pessoas era selado da seguinte maneira: sacrificava-se um determinado animal, sendo este dividido em duas partes. Colocava-se as partes uma defronte da outra, de forma a deixar um caminho para se passar. Cada banda do animal representava uma das partes na aliança.
Em seguida, as duas pessoas passavam por entre as bandas do animal. Ao fazê-lo, cada uma afirmava, diante da outra, que se não cumprisse a sua palavra naquela aliança, a outra pessoa teria o direito de fazer com ela o mesmo feito ao animal. Abraão preparou o sacrifício para Deus passar. Poderia Deus fazer aliança com Abraão se este não preparasse o sacrifício? Não. Quem quiser entrar em aliança com Deus tem de satisfazer as Suas regras, isto é, fazer o seu sacrifício.
E não é assim em uma aliança secular, quando os envolvidos têm de assinar os termos de obri­gações e responsabilidades de ambas as partes? E não é um sacrifício cumprir todas as regras estabelecidas?
Mas alguém dirá: o Senhor Jesus já fez o sacrifício! Claro! Mas isso não significa que cada um de nós não deva fazer o seu! Ele mesmo disse: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me" (Mateus 16.24; Marcos 8.34 e Lucas 9.23).
O que é negar-se a si mesmo, senão um sacri­fício? E o que dizer sobre a cruz? Não é ela um símbolo de sacrifício? Ora, é preciso encarar a realidade e não tentar seguir as pisadas do Senhor Jesus com "jeitinho brasileiro".

Conclusão

Depois de ter elegido Abraão em Seu coração, Deus o chamou e disse clara­mente: "Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei" (Gênesis 12.1).
Este foi o primeiro teste de Abraão. Ele teria de sair da sua terra paga, da sua parentela paga e da casa paga de seu pai. Deixar sua terra natal, suas pro­priedades, seus costumes, seus amigos, enfim, deixar tudo para trás. Sua entrega a Deus significava a separação do seu mundo. O plano divino exigia sua saída daquele lugar. O Senhor não poderia lapidá-lo, de acordo com a Sua vontade, enquanto ele estivesse sujeito às influências daquela sociedade. Tirá-lo dali e ensiná-lo a viver na dependência da sua fé nas promessas de Deus era fundamental para a criação de uma nação forte, invencível e inabalável.
Por outro lado, para sair pelo deserto em direção a uma terra indefinida, sem mapa e sem pista, era realmente um desafio à sua crença. À primeira vista, Deus não lhe deu nenhuma orientação por onde deveria começar muito menos a direção Norte, Sul, Leste ou Oeste.
Primeiro ele teria de sair de onde estava, e a partir de então o Senhor iria lhe encaminhando. Abraão teria de aprender a depender do pão-nosso-de-cada-dia, dia após dia, pelo deserto.
É como o Senhor Jesus nos ensina: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me" (Mateus 16.24).
O Senhor nos salvou para anunciarmos as suas virtudes (1ªPe 2.9), isto é, para pregarmos “o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16.15), dando, assim, de graça o que de graça recebemos (Mt 10.8). Se hoje somos salvos, é porque alguém sentiu o peso da responsabilidade de nos falar do amor de Deus, e nos anunciou o evangelho.
Os anjos queriam pregar o Evangelho (1ªPe 1.12), porém Deus reservou esta tarefa para os seus servos. Ganhar almas é privilégio de todo o crente (Mt 10.32). O fato de podermos cooperar com Deus (Mc 16.20) é um privilégio. Que exultação é saber que alguém hoje é crente ou que alguém já partiu para a glória e está salvo porque nós o ganhamos para Cristo. Paulo tinha essa experiência com irmãos de Tessalônica (1ªTs 2.19,20), pois os havia ganhado para Cristo (1Ts 2.7). O mesmo ele podia dizer de Tito e de Onésimo. 


Fontes:
Bíblia de Estudo Dake – Atos
A História dos Hebreus – Flávio Josefo – CPAD
COMENTÁRIO  BÍBLICO  MOODY- Moody Bible Institute of Chicago
Revista: Pré-Adolescentes-Embaraços que prejudicam a vida cristã –Editora CPAD – 2º Trimestre 2011
Revista: adolescer + – Editora Betel - 2º Trimestre 2012 – Lição 04

Reflexão Espiritual

O que os textos originais falam sobre o inferno ?

recomendo os vídeos da Irmã Sara, assistam, comentem e se inscrevam no canal Cultura Israel.