terça-feira, 22 de janeiro de 2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

“A ignorância de uma geração”


LIÇÃO 03 – 20 DE JANEIRO DE 2013

Texto Áureo

“E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco a obra que fizera a Israel”.Jz 2.10

Verdade Aplicada

Toda a geração que desprezar o ensino da vontade do Senhor estará escravizada por uma su­til vã maneira de viver, ficando a mercê do servilismo alheio como aconteceu aos filhos de Israel.

Objetivos da Lição

►      Apontar que coisas trouxeram a vaidade pessoal e escravidão;
►      Mostrar as terríveis consequências de se desprezar o ensino;
►      Aplicar a necessidade de nos preocuparmos em ensinar a vontade de Deus.

Textos de Referência

Jz 2.8         Faleceu, porém, Josué, filho de Num, servo do Senhor, da idade de cento e dez anos.
Jz 2.9         E sepultaram-no no ter­mo da sua herdade, em Timnate-Heres, no monte de Efraim, para o norte do monte Gaás.
Jz 2.10      E foi também congre­gada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco a obra que fizera a Israel.
Jz 2.11      Então, fizeram os filhos de Israel o que parecia mal aos olhos do Senhor; e serviram aos baalins.

INTRODUÇÃO
Hoje estudaremos sobre os grandiosos feitos de Deus na geração de Josué. Como o povo de Israel desfrutou com intensidade, da prosperidade divina enquanto estiveram no caminho da obediência com Ele, usufruindo de uma vida de qualidade, muita chuva, terras férteis e abundantes colheitas. No entanto foram contaminados com os costumes dos pagãos e apostataram da fé. Mas vamos ver que a importância de um legado espiritual pode fazer toda a diferença para as gerações futuras.

1. A geração de Josué
O Deuteronômio é um resumo da Lei de Deus para os filhos de Israel que estavam prestes a entrar na terra prometida. Josué recebeu a incumbência de liderar as tribos na conquista da terra, substituindo Moisés, sem jamais deixar o livro da Lei. Evidente que coube a ele também se prover de mestres que ensinassem ao povo das tribos, esse foi um legado glorioso. Seu zelo está exemplificado quando circuncidou todos os homens e celebrou a páscoa, (Js 5.4-12).

Renovação da Observância da Circuncisão e da Páscoa. 5:2-12. A circuncisão e a comemoração da Páscoa marcaram os estágios finais da preparação do povo escolhido por Deus para a Guerra Santa. Estando os habitantes de Canaã tomados de terror, Josué pôde permitir que seus soldados ficassem imobilizados alguns dias por causa da circuncisão, o pré-requisito da festa da Páscoa (Êx. 12:44, 48). (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – Josué)

O Povo é Circuncidado em Gilgal  (5.2-12)
Israel Estava Avançando. A massa de quatro milhões de pessoas tinha atravessa do rio Jordão. Implementos de guerra foram preparados. Ver o trecho de Nm. 1.46 quanto aos mais de seiscentos mil jovens aptos para a guerra. Havendo assim tantos jovens, sem dúvida havia pelo menos quatro milhões de pessoas em todas as doze tribos de Israel. Toda aquela gente, pois, avançou com o se fora um exército. Vitórias preliminares já haviam sido obtidas na Transjordânia, e agora a parte ocidental do território estava começando a ser invadida. O moral do povo de Israel era alto, ao passo que o moral do inimigo (as sete nações cananéias, que deviam ser expulsas; ver Dt. 7.1) estava realmente baixo. O pânico tomara conta daqueles povos, facilitando assim a conquista por parte de Israel. (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Josué - Russell Norman Champlin)

1.1. Os grandiosos feitos de Deus (Jz 2.7)
2.7 Todos os dias de Josué.  Enquanto continuaram vivos os anciãos que tinham servido juntamente com Josué, Israel serviu o Senhor de maneira razoável, participando do culto no tabernáculo de Silo e evitando a contaminação do paganismo que continuava existente em seu meio, por causa da presença de povos pagãos que não haviam sido expulsos dentre eles (ver Js. 13.1ss. e o primeiro capítulo do livro de Juízes). Os israelitas daquela geração foram testem unhas oculares das maravilhas realizadas por Yahweh, e isso, sem dúvida, fazia parte dos notáveis prodígios do Senhor. Ver Js. 24.24 quanto à intenção dos israelitas de servir e obedecer, que agora, segundo nos é dito, fora cumprida. Ver Js, 24.31 quanto a um paralelo exato.
Ver Dt. 10.12 quanto às palavras-chaves da espiritualidade: temer, andar, amar, servir e guardar os mandamentos. Josué talvez tenha vivido até trinta anos depois da conquista militar, pelo que Israel continuou avançando corretam ente por cerca de uma geração. O restante do livro de Juízes registra uma tremenda oscilação entre a apostasia e a restauração, mas, de modo geral, prevaleceu a desintegração.
“A tendência gradual para a deterioração, após a remoção de um bom governante, é perfeitamente comum. Cf. Atos 20.29 e Filipenses 2.12” (Eliicott, in loc.). (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Juízes - Russell Norman Champlin)

7. Serviu o povo ao Senhor todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram por muito tempo depois de Josué. A geração de Josué e seus sucessores imediatos permaneceu fiel ao Senhor por causa de sua associação com todas as grandes obras, feitas pelo Senhor a Israel. Estas palavrasformam uma transição da narrativa da conquista de Canaã feita por Josué para a história dos Juizes. Fazem um paralelo com as palavras de Js. 24:28-31. (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – Juízes)

1.2. A vontade de Deus para o povo
Js 24.15 …Eu e a minha casa servirem os ao Senhor. Este final do presente versículo com toda a razão tem-se tornado famoso, sobretudo em lares evangélicos. Incontáveis sermões têm sido pregados a respeito dessa declaração de Josué. A vida consiste em uma contínua confrontação com escolhas a serem feitas. Os pais e os líderes precisam apresentar uma boa orientação para que os filhos e os liderados possam tomar decisões baseadas em boas informações.
Este versículo enfatiza o dever que os pais têm de ajudar seus familiares a fazer escolhas acertadas. Um pai deve três coisas a seus filhos: exemplo; exemplo; exemplo. Josué deu exemplo aos seus familiares e também a todo o povo de Israel, que estava debaixo de suas ordens. Josué tinha acabado de fazer a revisão dos poderosos atos de Deus em favor do povo de Israel. Ele tinha estabelecido razões para que os hebreus obedecessem a Yahweh. Deus se havia exibido por meio dos acontecimentos históricos. Deus é que tinha brandido o Seu poder e tinha feito tudo. Ver I Rs 18.21. Josué, pois, não achara a menor dificuldade em fazer a sua escolha. (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Josué - Russell Norman Champlin)

1.3. As conquistas das terras
Pano de Fundo Histórico
a. Os patriarcas estiveram jornadeando na terra de Canaã, durante a Idade do Bronze Média (2100 - 1550 A. C.). Abraão chegou em Siquém e Betei (Gên. 12) em cerca de 2000 A. C. Desde então, os genitores da nação de Israel passaram a viver na Palestina ou no Egito.
b. Vem, então,  o relato sobre  José, que foi vendido ao Egito. Ele acabou assumindo a segunda posição de maior mando no Egito (cerca de 1991 - 1785 A. C.), durante  o tempo da 12ª dinastia egípcia. Esse ponto, porém, é muito disputado pelos estudiosos. Alguns eruditos preferem pensar que Josué governou o Egito durante a época dos intrusos semitas, os reis hicsos. Nesse caso, o período de Josué foi cerca de 1750 A. C. ou mesmo mais tarde. E o rei que não conhecera a Josué pode ter sido o primeiro rei que se elevou ao trono do Egito, depois da expulsão dos hicsos (Êx. 1.8), não pertencendo à raça semita. Quanto a maiores informações sobre essas conjecturas, ver o artigo sobre José, seção IV, Cronologia. Se a data posterior para a carreira de José estava correta, então ele deve ter falecido em cerca de 1570 A. C.
c.  O Cativeiro de Israel no Egito. Os descendentes de Jacó, pois, após José, foram escravizados no Egito, visto que, então, José tornou-se um fator desconhecido ali. O cativeiro no Egito parece ter durado entre 200 e 300 anos.
d.  O Êxodo. A data desse grande evento também é intensamente debatida pelos intérpretes. Alguns pensam que ele ocorreu em cerca de 1445 A. C., ou seja, cerca de 500 anos antes de Salomão ter erigido  o templo de Jerusalém . Mas há quem pense que o êxodo ocorreu na 19ª dinastia egípcia (135 - 1200 A. C.). Ver no Dicionário os artigos sobre Cronologia e Êxodo. Seja como for, Moisés foi levantado pelo Senhor, com o proposto de pôr fim ao cativeiro de Israel no Egito.
e. Vieram, então, os quarenta anos de vagueação de Israel pelo deserto, que atuaram com o uma espécie de resfriamento e período de planejamento, um tempo de preparação para a conquista da Terra Prometida. Em parte, foi uma espécie de retorno à pátria, uma renovação dos antigos modos de viver. Parece que, a essa altura dos acontecimentos, as doze tribos de Israel já estavam bem formadas, podendo ser distinguidas claramente uma das outras, e assim elas entraram na Terra Prometida. Josué e seus exércitos encontraram o país dividido em muitas pequenas cidades-estados, sempre se hostilizando mutuamente, mas unindo-se quando tinham de combater contra algum intruso comum. As cartas de Tell el-Amarna(ver a respeito no Dicionário)fornecem-nos esse tipo de quadro, em concordância com os detalhes que encontram os no livro de Josué.
f.  Josué é livro que relata com o Israel invadiu a terra de Canaã, apossou-se dela (com várias falhas, deixando que muitos nativos continuassem no território), e então dividiu  o país em regiões, cada qual pertencendo a uma tribo. Quanta coisa precisou ser corrigida mais tarde, e se as conquistas consumiram um tempo mais dilatado do que aquilo que nos é dito (pois pode ter havido uma espécie de condensação das narrativas), não sabem os dizê-lo. No entanto, podemos confiar na mensagem geral que ali nos é exposta, sem nos preocuparmos muito com detalhes cronológicos. (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Josué - Russell Norman Champlin)

2. A importância de um legado
As tribos de Israel se encaminhavam para ser uma grande nação, já era um grande povo, mas precisava continuar as suas conquistas. Entretanto, com o passar do tempo, à medida que foram avançando, começaram a interessar-se pelo paganismo cananeu, deixaram-se seduzir pelos encantos dos seus rituais de fertilidade, que eram acompanhados com danças sensuais, prostituição e, depois, o aniquilamento de muitos bebês, que desse relacionamento impudico, nasciam. A morte desses inocentes trazia muito desgosto a Deus e, por tudo isso, Ele resolveu dar a terra um povo que fizesse a sua vontade, mas não foi isso que aconteceu, os filhos de Israel acabaram por anexar a sua vida tais práticas. Vejamos como isso foi possível.

2.1. Ignorância de uma geração (Jz 2.10)
2.10 Outra geração...que não conhecia ao Senhor.  A espiritualidade morreu juntamente com a geração mais antiga. Todas as testemunhas oculares já haviam morrido. Não havia restado ninguém que pudesse dizer “eu vi”. À nova geração restava ler livros e ouvir histórias. A lei do amor também não havia sido implantada no coração deles. As populações pagãs ao redor tinham-nos infectado com a doença da idolatria. Não conheciam, pois, a Yahweh; nem tinham contemplado Suas obras admiráveis. Eles eram espiritualmente estéreis. O fato de não conhecerem a Yahweh significava que também “não O reconheciam" (ver Pr. 3.6). No coração deles predominava a incredulidade acerca de todos os relatos sobre o passado glorioso de Israel. Não demoraria nada para que a idolatria substituísse a Yahweh, e o monoteísmo yahwista estava prestes a sofrer tremenda derrota. A geração antiga estava morta e sepultada; a espiritualidade da nova geração estava morta e sepultada.
“A experiência religiosa vital da antiga geração não pode ser facilmente comunicada à nova geração. Cada geração precisa encontrar Deus por si mesmo. A fé de nossos pais é valiosa não quando é reverenciada por seus próprios méritos, mas quando se torna o estímulo para que cheguemos a uma fé semelhante. Muitos homens que se mostram sentimentais quando relembram a piedade de seus pais não sentem nenhuma necessidade ou obrigação de exibir devoção idêntica" (Phillips P. Elliott, in loc.). (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Juízes - Russell Norman Champlin)

2.2. Abandono das raízes (Jz 2.11)
2.11 Então fizeram os filhos de Israel o que era mau.  Temos aí a expressão introdutória padrão, uma espécie de fórmula-chave para introduzir algum fracasso lamentável. Ver o primeiro parágrafo da introdução anteriormente, quanto a uma lista de referências onde essa expressão foi usada. A apostasia sob a forma de idolatria também foi a principal queixa do autor sagrado, sempre que iniciou uma seção com essa fórmula. Ver no Dicionário o artigo intitulado Idolatria.
“Eles caíram precisamente na idolatria contra a qual tinham sido tão enfaticamente advertidos (Dt. 4.19)” (Eliicott, in loc.).
Serviram aos Baalins.  Baal e Astarote (vs. 13) eram os deuses masculino e feminino dos cananeus. A forma plural, bálanos, aqui usada, evidentemente refere-se aos muitos cultos locais da adoração ao deus Baal. Ver no Dicionário o verbete intitulado  Baal (Baalismo). Usualmente, Baal era apresentado como uma deidade cósmica. O versículo 13 deste capítulo dá a forma singular do nome. O baalismo original, ao que tudo indica, teve origem fenícia, embora possam ser encontrados traços por todo o mundo cananeu, até mesmo em nomes próprios cartagineses, como Hasdrubal, Hanibal, Haherbal, Aderbal etc. (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Juízes - Russell Norman Champlin)

2.3. A apostasia (Jz 2.12)
2.12 Deixaram ao Senhor Deus de seus pais.  Yahweh tinha efetuado um tremendo livramento de Israel do Egito (um tema reiterado por cerca de vinte vezes no Deuteronômio; ver as notas expositivas a respeito em Dt. 4.20). O autor sacro mencionou aqui uma evidência conspícua do poder e do socorro prestado por Yahweh, embora esperasse que lembrássemos a história inteira de Israel em seu relacionamento com Yahweh. Porém, a despeito de tudo quanto tinha sido feito, os hebreus acabaram por cair na temível idolatria contra a qual haviam sido advertidos.
Os filhos de Israel caíram vítimas da idolatria estando já na Terra Prometida, a qual tinham recebido como herança da parte de Yahweh, graças ao Pacto Abraâmico (ver os comentários a respeito em Gn. 15.18). Esse desvio ocorreu apesar de sua história ilustre. Foi uma queda que laborava contra a própria história. Baal e Astarote nada tinham feito em favor deles; no entanto, eles preferiram formas religiosas vazias. Todo pecado rema contra a história, pois o homem espiritual tem consciência de que não deve agir dessa forma, em vista do registro histórico tanto universal quanto pessoal. Israel esqueceu-se de Yahweh, e isso por escolha deliberada. Ver Js. 24.15, onde os hebreus foram convidados a “escolher", e onde responderam que escolheriam o certo, Yahweh. Israel, pois, quebrou todos os seus votos.
Ensinou Jesus: “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt. 6.24). O yahwismo não chegou a morrer totalmente em Israel; mas ficou poluído mediante elementos e corrupções estrangeiras. Alguns evangélicos continuam tendo dificuldades com os ídolos. A maioria daqueles que rejeitaram a idolatria crassa ainda assim mantêm ídolos no coração e na mente, tais como o dinheiro, o poder, o reconhecimento, os prazeres etc. Outros deixam-se envolver em uma franca idolatria, como se fossem meros pagãos. Todos somos cercados por formas sutis de idolatria, que nos vexam e furtam a sua espiritualidade.
Yahweh, pois, foi provocado ao zelo e à ira, o que, inevitavelmente, resultou em um severo julgamento. Ver Nm. 12.9 quanto à ira do Senhor; ver acerca de Yahweh como um Deus zeloso, em Dt. 4.24; 5.9; 6.15 e 32.16,21. (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Juízes - Russell Norman Champlin)

3. Sofrimentos de uma nação apóstata
À medida que os filhos de Israel avançavam em seu relacionamento com o paganismo cananeu, iam dando as costas para Deus. Um comportamento tresloucado, que traria amargo sofrimento e que deixaria profundas marcas na história dos hebreus.

3.1. O ardor da ira divina (Jz 2.14)
2.14 Pelo que a ira do Senhor se acendeu. Tinham sido provocados o zelo e a ira de Yahweh, e o resultado inevitável foi o juízo divino. Ver as notas sobre o versículo 12, acerca da ira e do zelo de Yahweh. (Yahweh, pois, foi provocado ao zelo e à ira, o que, inevitavelmente, resultou em um severo julgamento. Ver Nm. 12.9 quanto à ira do Senhor; ver acerca de Yahweh como um Deus zeloso, em Dt. 4.24; 5.9; 6.15 e 32.16,21.)
E os deu na mão dos espoliadores.  Populações que moravam nas cercanias de Israel, ouvindo falar da prosperidade dos hebreus, estavam sempre prontas para atacar, matar e roubar. Enquanto Israel mostrou-se obediente, tais inimigos, embora sempre presentes e vigilantes, foram mantidos à distância. Mas uma nação desobediente de Israel tornou-se presa fácil daqueles selvagens. Assim sendo, no livro dos Juizes, temos a história de sete apostasias e de sete servidões de Israel a poderes estrangeiros. O castigo imposto por Yahweh, a Seu povo desobediente e desviado, era simplesmente entregá-lo nas mãos dos inimigos que os haviam contaminado mediante a idolatria. A história dos muitos assaltos e pilhagens do povo de Israel, por parte de várias populações, ilustra o fato de que Israel estava cercado por inimigos. A Terra Prometida supostamente lhes pertencia, mas na realidade aquele foi um lugar de constante hostilidade e de muitos perigos. A derrota dos israelitas, às mãos de seus adversários (ver o vs. 15; Lev. 26.17; Deu. 28.25,48), resultava da intervenção da mão de Yahweh, para castigar os filhos de Israel devido à sua idolatria. Cf. Sal. 78.59; 106.34-45; Deu. 32; II Reis 17; 24.2-4; II Crô. 36.11-21 e Jer. 11.2-10. (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Juízes - Russell Norman Champlin)

14. A ira do Senhor seacendeu contra Israel. A idolatria era considerada um rompimento da aliança, envolvendo ritos imorais incompatíveis com a santidade que Deus exigia do Seu povo. Não mais puderam resistir a eles (aos inimigos). O Deus de Israel não era incapaz de proteger o Seu povodos seus saqueadores. No exercício do Seu governo, contudo. Ele escolheu usar os inimigos de Israel como meio de castigar o povo rebelde. (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – Juízes)

3.2. O crescimento impedido (Jz 2.15)
2.15 Por onde quer que saíam, a mão do Senhor era contra eles. Persistentemente, os juízos de Yahweh contra Israel provocavam uma agitação constante.
Isso sumaria o período dos Juízes, quando Israel se achava em uma radical espiral descendente. Os treze juízes (ver o versículo seguinte) que foram levantados por Yahweh conferiram-lhes um alívio meramente temporário; mas o problema, na verdade, nunca foi resolvido de forma definitiva.
“Eles não prosperavam em nenhum empreendimento em que se metessem ou em que pusessem a mão, em nenhuma expedição que fizessem, ou quando saíam à guerra, conforme Kimchi, Ben Melech e Abarbinel explicaram a questão. A batalha sempre lhes era desfavorável, pois Deus era contra eles” (John Gill, inioc.).  Yahweh, porém, tinha avisado sobre os temíveis resultados da queda na idolatria (ver Dt. 29.12-29; ver também Dt. 28.25 e Lv. 26.17-46).
“O mesmo poder que, anteriormente, os havia protegido, quando se mostravam obedientes, agora se voltava contra eles, porque se tinham tornado desobedientes. Não somente eles não dispunham da presença de Deus, mas também O tinham contra eles” (Adam Clarke, in loc.). (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Juízes - Russell Norman Champlin)

3.3. Nas mãos dos inimigos (Jz 2.16)
2.16 Suscitou o Senhor juízes.  Isso reflete certa medida da misericórdia divina. Israel estava em um período de desgraça, mas finalmente haveria uma restauração. Davi haveria de reverter muita coisa errada. Ele seria outro instrumento especial de Yahweh. Porém, isso ainda distava cerca de cinco séculos adiante.
Entrementes, aos juízes foi concedido fazer alguma coisa, periodicamente, para aliviar os sofrimentos de Israel, que, afinal de contas, eram auto infligidos. Este versículo funciona como uma espécie de sumário, uma breve declaração, acerca do que significavam e do que faziam os juízes.
Yahweh não realizava intervenções miraculosas e grandiosas, conforme tinha ocorrido nos casos de Moisés e de Josué. Pelo contrário, Ele realizava pequenas intervenções, mediante instrumentos cuidadosamente escolhidos, esperando pelo dia em que poderia fazer algo mais poderoso.
Ver os treze juízes de Israel, ilustrados na seção imediatamente anterior a Juízes 1.1, onde apresentei um gráfico.
É significativo que a palavra final, neste caso, não é punição, e, sim, salvação. E isso se mostra em harmonia com as operações gerais e habituais de Deus.
Ver na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia o artigo intitulado Restauração.
Ver também as notas expositivas sobre I Pedro 4.6, no Novo Testamento interpretado. (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Juízes - Russell Norman Champlin)

16. Suscitou o Senhor juízes. O castigo para a idolatria fora planejado para levar Israel de volta a Deus. O Senhor respondeu às orações penitentes do Seu povo na hora de sua angústia, e levantou juízos, isto é, salvadores ou libertadores. . (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – Juízes)

CONCLUSÃO
Embora o cristão como qualquer outra pessoa aprenda com seus próprios erros e sofrimentos, a maioria deles são desnecessários, uma vez que tudo quanto foi registrado nas Escrituras é destinado para o nosso ensino, consolação e esperança (Rm 15.4). Não é necessário, por exemplo, que Deus cerre as janelas e as portas do céu contra o nosso crescimento financeiro, mas, às vezes, fá-lo para nos conduzir de volta a sua presença, caso contrário, o prosperar, sem Ele, poder-nos-ia levar a uma derrota total e eterna.

Rm 15.4 öσα γαρ προεγράφη, εις τήν ήμετεραν διδασκαλίαν εγράφη, ΐνα δια τής υπομονής και δια τής πρακλήσεως των γραφών τήν ελπίδα εχωμεν.
4. Qual o valor que o V.T, tem para o cristão? Ele tem instruções para os crentes cristãos. Ao ler e aceitar as Escrituras do V.T., o cristão recebe as duas coisas, paciência e consolação. Instrução, paciência e consolação são todos elementos essenciais para o cristão que tem esperança (v. 4). O V.T pode fazê-lo porque é um livro sobre Deus e Seu povo, mais do que sobre idéias. (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – Romanos)




Fontes:
Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel,
Revista: VIDA CRISTÃ VITORIOSA – Editora Betel - 1º Trimestre 2013 – Lição 03.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

“A importância do ensino cristão”


LIÇÃO 02 – 13 de Janeiro de 2013


Texto Áureo

“Estes, pois, são os mandamen­tos, os estatutos e os juízos que mandou o Senhor, vosso Deus, para se vos ensinar, para que os fizésseis na terra a que passais a possuir”.Dt 6.1

Verdade Aplicada

A educação cristã deve promo­ver entusiasmo, ânimo e vida cristã em abundância.

Objetivos da Lição

►      Mostrar que não existe genu­íno cristianismo senão através do ensino prático de Jesus Cristo;
►      Indicar quais as esferas em que o ensino cristão deve ser aplicado;
►      Revelar a necessidade de desenvolvermos um caráter, à semelhança de Jesus mediante o ensino.

Textos de Referência

Dt 6.6        E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração;
Dt 6.7        e as intimarás a teus filhos e delas falarás assen­tado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.
Dt 6.8        Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos.
Dt 6.9        E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.

INTRODUÇÃO
O ensino cristão atua na vida como um todo. Ele abarca todos os aspectos da vida humana, tanto para o presente como para a eternidade. Na família ou no indivíduo, o seu impacto é sempre positivo. Sua fonte de autoridade são as Escrituras, e seus propósitos são fundamentais para promover progresso social. Na lição de hoje, estudaremos sobre a natureza, os propósitos e os resultados desse ensino.

1. O ensino cristão e sua natureza
Desde o nascimento, entramos num circuito de constante aprendizado, que caso nos empenhemos, seguir-nos-á em toda a nossa existência. Aprendemos a falar, andar, relacionarmos com as pessoas, a partir das nossas famílias e depois enfrentamos longos anos escolares, cursos, etc. A inserção do indivíduo na sociedade é possível também graças a este incessante ato de aprender. A educação cristã deve ser compreendida como um elemento que deve permear e nortear, desde o mais cedo possível, a vida de um indivíduo por causa da importância que ela tem como veremos abaixo.

1.1. É uma ordem superior (Dt 6.6)
6.6 Estas palavras. Ou seja, toda a legislação mosaica (vs. 1), e isso sumariado e posto em prática através da Lei do Amor (vs. 5). A lei cai por terra quando não é acolhida no coração do ser humano. Pois do coração manam as intenções, as resoluções nobres e a força para cumprir a lei. O versículo anterior nos fornece três vocábulos, “coração”, “alma” e “força”. E agora o autor sagrado sumaria tudo com a palavra “coração”. A obediência espiritual é uma questão do coração, e não apenas da mente. Cf. Deu.  1 1 .1 8 e Jer. 3 1 .3 3 ,  onde achamos pensamentos similares.

Encha-me com Tua plenitude, ó Senhor, Até que meu coração transborde; De pensamentos de fogo e de palavra brilhante, Para falar de Teu amor; para mostrar Teu louvor.
(Frances R. Havergal)

O Targum de Jonathan diz aqui de modo pitoresco: “Nas tábuas do coração”, da mesma forma que a lei mosaica fora inscrita em tábuas de pedra (Deu. 4 . 1 3 ). Cf. II Cor. 3 .3 . (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Deuteronômio - Russell Norman Champlin)

6. Estas palavras . . . estarão no teu coração. As misericórdias divinas passadas, recordadas no prólogo histórico, deveriam despertar esse amor, e o amor deveria revelar-se em reverente obediência a todos os mandamentos particulares de Deus (cons. 11:1, 22; 19:9; 30:16; Jo. 14:15). Estes versículos são assim o texto para tudo o que vem a seguir. (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – DEUTERONÔMIO)

1.2. É transmissão de conhecimentos (Dt 6.7)
12 obrigações dos pais (6.7)
1-      amar a Deus de todo coração v. 5
2-      ter as palavras de Deus no coração v. 6
3-      ensiná-las diligentemente aos filhos v. 7,20,25
4-      falar delas quando assentado em sua casa, andando pelo caminho ao deitar e ao levantar v. 7
5-      atá-las por sinal nas mãos e na testa v. 8; cp. Com Ex 13.9
6-      escrevê-las nos umbrais da casa e nas portas v. 9
7-      lembrar-se de Deus e servi-lhe na prosperidade e no sucesso v. 10-12
8-      temer ao Senhor, servir-lhe e jurar pelo seu nome v. 13
9-      odiar os ídolos v. 14,15
10-  conter-se para não tentar a Deus v. 16
11-  diligentemente guardar as ordens, testemunhos e estatutos v. 17
12-  fazer o que é bom e o que é certo aos olhos de Deus e do homem v. 18
(Bíblia de Estudos Dake – Deuteronômio: Estudos Temáticos)

6.7 Tu as inculcarás a teus filhos.  As crenças religiosas que têm mostrado interesse em cumprir este mandamento organizam escolas, cursos e catecismos, que são coisas boas, mas por muitas vezes acabam falhando. A letra sempre ameaça o espírito. Os melhores mestres das crianças são os pais que praticam o que eles ensinam a seus filhos. Há três coisas que um pai ou mãe devem a seus filhos: exemplo, exemplo e exemplo. Sem isso, muitos anos de instrução religiosa formal redundam em fracasso.
O profeta Baha Ullah disse, com toda a verdade, que o pior erro que um pai pode cometer é conhecer algum ensinamento, mas não transmiti-lo a seus filhos. Existe tal coisa como um “crente-casulo”, ou seja, um crente que foi criado e educado somente na igreja, tal como a larva de um inseto é guardada em seu casulo fechado. Trata-se de uma espécie de “virtude infantil enclausurada”. Uma vez que a larva emerge do casulo, um mundo hostil logo a consome. E também há aquelas corrupções internas que nenhum acúmulo de educação formal é capaz de eliminar. Isso posto, a educação de uma criança precisa ser multifacetada, envolvendo instrução formal, exemplo vivo e muita oração. Ver no Dicionário os artigos Educação no Antigo Testamento e Educação e Moralidade. Ver na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia o artigo detalhado intitulado Ensino. (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Deuteronômio - Russell Norman Champlin)

1.3. O desenvolvimento de um estilo social cristocêntrico (Dt 6.7b)
Um Ensino Completo. A instrução deve ser levada a efeito no lar; quando caminhamos ou viajamos; quando nos deitamos para dormir; quando nos levantamos para começar um novo dia, conforme nos diz o texto. Eu mesmo ensinei disciplinas seculares, por algum tempo, em uma escola judaica. Essa escola (em Chicago) dedicava três horas a estudar disciplinas seculares, pela manhã, e três horas para estudos religiosos, à tarde. Mas quero informar a meu leitor que aquele foi um dos grupos de crianças mais difíceis de controlar que já conheci.
Elas “colavam” nas provas, e eram mais difíceis de controlar do que os grupos gentios para quem já ensinei. No entanto, o filho do rabino, um de meus alunos, era um modelo de comportamento, além de destacar-se como líder intelectual. Na verdade, ele era um estudante modelo em todas as coisas, dotado de mui poderoso intelecto. A espiritualidade não se origina somente nos bancos escolares. Na verdade, é uma inquirição que dura à vida inteira. E nessa inquirição a escola desempenha somente um papel parcial. (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Deuteronômio - Russell Norman Champlin)

2. O ensino cristão e seus propósitos
Os propósitos do ensino cristão são bem diversificados e, dada a natureza relevante e extensa desse assunto, selecionamos alguns tópicos trabalhados a partir do texto bíblico de Deuteronômio 6, considerados de suma importância para uma reflexão prática. Tal ensino deve abranger três esferas de relacionamento, isto é, que apontam para o desenvolvimento espiritual e individual do ser, sem jamais negligenciar as atividades sociais que visam o bem estar do próximo.

2.1. Em seus aspectos relacionais
Em Mt 22.37-39 Jesus faz citações de Dt 6.5; 10.12; 30.6 o amor a Deus deve vir:

  1. do coração: todas as emoções - O termo “coração”  geralmente significa o “homem interior”, mas neste caso parece indicar a  natureza emocional.
  2. da alma: toda a consciência - A alma é vista aqui como capaz dos mais profundos afetos.
  3. da mente: todos os pensamentos – A “mente” pode expressar as faculdades intelectuais do homem . (Bíblia de Estudos Dake - Grifo Meu)

37-40. Nosso Senhor resumiu as duas tábuas da Lei nas palavras de Dt. 6:5 e Lv. 19:18. Uma devida consideração de Deus e do próximo é a essência das obrigações do homem. Todo o V.T interpreta e aplica esses princípios (Rm. 13:8).
Todo o teu coração. No pensamento hebreu, o coração simboliza a totalidade do ser, que contém a alma e o entendimento, os elementos, animador e raciocinador. Um amor a Deus que envolva tudo levará a pessoa a cumprir com todas as obrigações morais. Mas esse padrão inatingível apenas prova a corrupção do coração humano. (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – MATEUS)

Gl 5.22 À luz da preferência de Paulo pela forma singular de fruto, não se toma necessário recorrer ao expediente de colocar um travessão depois da palavra amor para indicar que todos os outros itens dependem deste.
O amor é decisivo (I Jo. 4:8; I Co. 13:13; Gl. 5:6). Gozo é o que Cristo concede aos seus seguidores (Jo. 15:11) e é pelo Espírito (I Ts. 1:6; Rm. 14:17). Paz é o dom de Cristo (Jo. 14:27) e inclui uma reação interior (Fp. 4:6) e relacionamento harmonioso com os outros (contraste com Gl. 5:15,20). Longanimidade relaciona-se com a atitude da pessoa para com os outros e envolve uma recusa em revidar ou se vingar do mal recebido. Literalmente é paciência.  Benignidade será melhor traduzida para amabilidade. É a benevolência nas atitudes, uma virtude visivelmente social. Bondade é uma probidade da alma que aborrece o mal, uma honestidade definida de motivações e conduta. Fidelidade (se fosse fé, estaria no começo da lista). Um caso paralelo é Tito 2:10, "lealdade". Mansidão baseia-se na humildade e indica uma atitude para com os outros, mantendo a devida negação do ego. Domínio próprio (lit., reprimir com mão firme), ou controle da vida do ego por meio do Espírito. (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – GÁLATAS)

O Dr. A. B. Simpson comparou o fruto do Espírito (v. 22) a um cacho de uvas. O amor é a seiva vital que corre por todas elas, de maneira que podemos dizer assim: O gozo é amor vinculado à alegria.
A paz é amor em repouso.
A paciência é amor sofredor.
A doçura é amor refinado.
A bondade é amor em ação.
A fé é amor que confia.
A humildade é amor submisso.
A temperança é o verdadeiro amor a si mesmo.
(Comentário Bíblico - Gálatas, Filipenses, 1 e 2 Tessalonicenses e Hebreus - Frank M. Boyd)

2.2. Em relação ao método pedagógico (Dt 6.7)
7a. Tu as inculcarás a teus filhos. O caráter familiar da administração convencional exige que os filhos sejam educados sob o governo das estipulações (cons. 20 e segs.). Dia e noite os crentes deviam meditar nas leis de Deus (vs. 7b-9; cons. Sl. 1:2). Moisés não estava aqui fazendo exigências cerimoniais, mas elaborando com dados concretos a exigência de uma constante focalização de solicitude com a boa vontade do Senhor de Israel. (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – DEUTERONÔMIO)

2.3. Em relação ao tempo e memória
9. Umbrais . . . portas. Estas palavras refletem o costume arquitetural do mundo nos dias de Moisés. Para o uso figurado desta linguagem, veja Êx. 13:9,16. Uma prática literal das injunções de Dt. 6:8, 9 entraram na moda entre os judeus posteriormente, na forma de filactérios usados pelas pessoas (cons. Mt. 23:5) e o mezuzah afixado nos umbrais. (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – DEUTERONÔMIO)

6.9 E as escreverás. Lembretes perpétuos também eram atados aos umbrais das portas e aos portões, para que ninguém pudesse entrar ou sair sem vê-los. O Targum de Jonathan descreve a prática usada em um tempo posterior. Pedaços de pergaminho com porções da lei eram fixados em três lugares: no dormitório; no umbral da porta; e no portão, no seu lado direito. A isso judeus chamam de Mezuzah. As palavras ali escritas eram o Shema, embora outras porções também pudessem ser usadas. A prática incluía tocar e beijar esses lembretes. Tais coisas, para os supersticiosos e outras pessoas como eles, funcionavam como amuletos e encantamentos, e toda espécie de poder era atrelada a eles. De fato, isso foi desenvolvendo certa variedade de idolatria, embora, presumivelmente, Yahweh fosse honrado por tal prática. É possível alguém usar de lembretes por toda parte, mas ter a lei inscrita no coração é coisa totalmente diferente. (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Deuteronômio - Russell Norman Champlin)

18. Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração. Cons. 6:6-9. A fidelidade de geração em geração resultaria na perpetuação da posse que Israel tinha da terra prometida como os dias do céu acima da terra (v.21); isto é, enquanto os céus durassem sobre a terra, ou, resumindo, para todo o sempre (cons. Sl. 72:5, 7, 17; 89:29). Através do mesmo sinal, a infidelidade levaria ao fim da posse.
22,23. Se. . . O sucesso no estipulado programa de conquista (vs. 23-25; cons. 7:1,2,17 e segs.; 9:1 e segs.) dependeria primeira e finalmente não da perícia militar mas da submissão religiosa. O cumprimento do grande mandamento seria abençoado com a herança da terra da promessa até suas fronteiras mais distantes: do deserto da península do Sinai ao sul até as montanhas do Líbano ao norte, e do Eufrates a leste até o Mediterrâneo ao oeste (v.24; cons. 1:7; Gn. 15:18). (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY – DEUTERONÔMIO)

3. Resultados do ensino
Aquele que planta uma semente espera, dela, algo colher para sua satisfação. Em toda atividade, espera-se que dela se obtenha resultado, tal coisa não é diferente quando se ensina os caminhos do Senhor. Instruir é um trabalho vigoroso, que exige humildade, paciência e esperança quanto aos resultados, que se podem ver a curto ou longo prazo. Basta lembrarmos de Jesus, que, nos evangelhos, é chamado de Mestre, mais do que qualquer outra coisa, então nos sentiremos motivados a ensinar. Foi a Sua docilidade, conhecimento e sabedoria que o tornaram inesquecível.

3.1. Desfazendo equívocos
6.1 Mandamentos... estatutos... juízos.  Temos aqui a tríplice designação da legislação mosaica, conforme já tínhamos visto em Dt. 5.31. Estatutos e juízos figuram como que formando um par em Deu. 4.1, 5, 8, 14, 45 e 5.1. E Dt. 6.20 reitera essa tripla designação. Ver as notas a respeito em Dt. 5.31. Talvez não devamos estabelecer distinções muito nítidas entre esses três termos, pois parecem ser apenas uma referência múltipla aos muitos preceitos baixados por Moisés. Alguns estudiosos têm sugerido que os “mandamentos” são os dez mandamentos, e os outros dois vocábulos apontam para desenvolvimentos e ampliações posteriores do núcleo original da lei. O que fica claro, contudo, é que está em pauta a complexa legislação mosaica, referida por meio de vários termos. Toda essa grande complexidade precisava ser ensinada (Dt. 5.31), conhecida e observada (5.31-33), para que então houvesse vida (4.1 e 5.33).
... se te ensinassem.  A idéia de instrução é reiterada aqui. Ver Dt. 5.31 quanto a notas expositivas completas e referências a artigos importantes sobre esse assunto.
Para que os cumprisses na terra.  Ou seja, na Terra Prometida, dada a Israel por meio do Pacto Abraâmico (ver as notas a respeito em Gên. 15.18). Os três discursos de Moisés (que perfazem o volume maior de Deuteronômio) exortavam o povo de Israel para que obedecesse à lei, como meio de conquista e de vida boa e longa na Terra Prometida. Os filhos de Israel precisavam instruir à geração mais jovem quanto aos seus deveres na Terra Prometida. Por motivo de desobediência, a geração anterior havia perecido no deserto, com as exceções únicas de Calebe e Josué (ver Dt. 1.34 ss.). Se os israelitas viessem a desobedecer à lei, mesmo quando já estivessem ocupando a Terra Prometida, então seriam expulsos dali (ver Dt. 4.27 ss.). (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Deuteronômio - Russell Norman Champlin)

Versículos 1-3

Nesta passagem e em outras similares, os "mandamentos" parecem denotar a lei moral; os "estatutos", a lei cerimonial, e os "decretos", a lei pela qual decidiam os juízes. Moisés ensinou ao povo tudo aquilo, e unicamente aquilo que Deus lhe mandou ensinar. De modo semelhante, os ministros de Cristo devem ensinar a suas igrejas tudo o que Ele lhes mandou, nem mais nem menos (Mt 28.20). O temor de Deus no coração será o princípio mais poderoso para a obediência. É altamente desejável que não só nós, senão também nossos filhos e os filhos de nossos filhos, tenham temor do Senhor. A religião e a justiça fazem progredir e asseguram a prosperidade de qualquer povo. (Comentário Bíblico -Antigo Testamento -Genesis-a-Neemias-Matthew-Henry)

28.19 IDE... ENSINAI... BATIZANDO. Estas palavras constituem a Grande Comissão de Cristo a todos os seus seguidores, em todas as gerações. Declaram o alvo, a responsabilidade e a outorga da tarefa missionária da igreja. (1) A igreja deve ir a todo o mundo e pregar o evangelho a todos, de conformidade com a revelação no NT, da parte de Cristo e dos apóstolos (ver Ef 2.20 nota). Esta tarefa inclui a responsabilidade primordial de enviar missionários a todas as nações (At 13.1-4). (2) O evangelho pregado centraliza-se no arrependimento e na remissão (perdão) dos pecados (Lc 24.47), na promessa do recebimento de o dom do Espírito Santo (At 2.38), e na exortação de separar-nos desta geração perversa (At 2.40), ao mesmo tempo em que esperamos a volta de Jesus, do céu (At 3.19,20; 1 Ts 1.10). (3) O propósito da Grande Comissão é fazer discípulos que observarão os mandamentos de Cristo. Este é o único imperativo direto no texto original deste versículo. A intenção de Cristo não é que o evangelismo e o testemunho missionário resultem apenas em decisões de conversão. As energias espirituais não devem ser concentradas meramente em aumentar o número de membros da igreja, mas, sim, em fazer discípulos que se separam do mundo, que observam os mandamentos de Cristo e que o seguem de todo o coração, mente e vontade (cf. Jo 8.31). (4) Note-se, ainda, que Cristo nos ordena a concentrar nossos esforços para alcançar os perdidos e não em cristianizar a sociedade ou assumir o controle do mundo.
Aqueles que crêem em Cristo devem abandonar o presente sistema mundano maligno e separar-se da sua imoralidade (Rm 13.12; 2 Co 6.14; ver o estudo A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE), e ao mesmo tempo expor a sua malignidade (Ef 5.11). (5) Os que crêem em Cristo e no evangelho devem ser batizados em água. Este ato representa o compromisso que assumiram, de renúncia à imoralidade, ao mundo e à sua própria natureza pecaminosa e de se consagrar sem reservas a Cristo e aos propósitos do seu reino (ver At 22.16 nota sobre o batismo em água). (6) Cristo estará com seus seguidores obedientes, através da presença e do poder do Espírito Santo (cf. v. 20; 1.23; 18.20). Devem ir a todas as nações e testemunhar somente depois que do alto sejam revestidos de poder (Lc 24.49; ver At 1.8 notas)
28.20 ESTOU CONVOSCO. Esta promessa é a garantia de Cristo para os que estão empenhados em ganhar os perdidos e ensinar-lhes a obedecer aos seus padrões de retidão. Jesus ressurgiu, está vivo, e pessoalmente tem cuidado de cada filho seu. Ele está contigo na pessoa do Espírito Santo (Jo 14.16,26), e através da sua Palavra (Jo 14.23). Não importa a tua condição - fraco, pobre, humilde, sem importância, Ele cuida de ti e vê com solicitude cada detalhe das lutas e provações da vida e concede a graça suficiente (2 Co 12.9), bem como a sua presença para te dar vitória até o fim (28;20, At 18.10). Esta é a resposta do crente, ante cada temor, dúvida, problema, angústia e desânimo. (Bíblia de Estudos Pentecostal - CPAD)

3.2. Longevidade (Dt 6.2)
6.2 Outra Repetição. Uma das características literárias do autor do Pentateuco é a repetição. Assim, temos aqui elementos que já havíamos encontrado por diversas outras vezes. Quanto ao temor piedoso que os israelitas deveriam ter; ver Dt. 5.29. A lei destinava-se a todas as “gerações” dos filhos de Israel (ver Êx. 29.42; 31.16). Esses estatutos eram “perpétuos” (Êx. 29.42; 31.16; Lv. 3.17 e 16.29). Os hebreus não antecipavam um fim para o seu sistema religioso. Mas ele terminou, e isso serviu de instrumento para o começo do cristianismo. Todos os sistemas terminam e assim tornam-se instrumentos de avanço. Essa evolução é que é “perpétua”. A epístola aos Hebreus mostra como e por qual motivo o Antigo Pacto terminou, a fim de que o Novo Pacto pudesse tomar o lugar daquele e percorrer o seu próprio curso.
E que teus dias sejam prolongados.  Longa vida física e bem-estar material foram prometidos aos hebreus obedientes. A lei era a senhora de toda existência e vida prática. Essa parte do versículo reitera idéias encontradas em Dt. 4.1 e 5.33, onde ofereço ricas notas expositivas. Ver também Dt. 4.26,40 e 5.16. Quanto ao desejo de uma vida longa, ver Gn. 5.2. (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Deuteronômio - Russell Norman Champlin)


3.3. Prosperidade (DT 6.3)
6.3 Ouve, pois, ó Israel. Moisés estava desempenhando 0seu papel de instrutor. Sua mensagem, transmitida da parte de Yahweh, precisava ser ou vida de modo correto, ou seja, com o intuito de obedecer. A obediência, uma vez mais, aparece como fonte de todo bem-estar e longa vida. Parte dessa longa vida seria a multiplicação, de tal modo que Israel viesse a tornar-se uma grande nação, ocupando toda a Terra Prometida.
Terra que mana leite e mel.  Uma expressão comum que descreve as riquezas e a fertilidade da Terra Prometida. Ver as notas a esse respeito em Êx. 3.8 e Nm. 13.27, onde a exposição inclui uma lista de referências a respeito.
O Senhor Deus.  No hebraico, Yahweh - Elohim ,  o Eterno e Todo-poderoso. Ver no Dicionário o artigo chamado Deus, Nomes Bíblicos de, bem como os artigos separados Yahweh e Elohim. Ver Lv. 18.30 e suas notas expositivas, quanto à expressão “Eu sou o Senhor teu Deus”, que emprega os mesmos nomes divinos.
“Uma nota caracteristicamente deuteronômica: uma obediência reverente resultaria nas bênçãos divinas de uma longa vida, fertilidade e bem-estar material (ver Dt. 5.33; 6.18,19). Desse modo, seriam cumpridas as promessas feitas aos pais (Gên. 12.1-7; Êx. 3.16,17)” (Oxford Annotated Bible, comentando sobre este versículo).
Palavras-chaves: Ensinar; ouvir; compreender; observar; cumprir; viver longamente; prosperar e bem-estar. Todas essas palavras-chaves foram incorporadas na dispensação da lei. Ver no  Dicionário  o artigo chamado  Dispensação (Dispensacionalismo). (O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSICULO POR VERSICULO - Deuteronômio - Russell Norman Champlin)

CONCLUSÃO
O coração do ensino cristão pode se resumir pelo fato de Jesus Cristo viver através de nós, a sua igreja; e que isso é demonstrado quando desenvolvemos o sentimento de amor em nós mesmos nas três direções como falamos acima. É dessa maneira que não vivemos meramente, mas que espelhamos o Filho de Deus para que todos vejam e tenham oportunidade de viver segundo a sua graça, amor e poder.

2Tm 2.2. Transmitir a Responsabilidade a Pessoas Fiéis (2.2)
A primeira tarefa de Timóteo é ser fortalecido para então confiar (o verbo relacionado ao substantivo “depósito”, veja os comentários sobre 1.12) a pessoas “idôneas” (homens e mulheres) aquilo que tinha ouvido do apóstolo. Uma vez que Paulo está exortando Timóteo a deixar aquela cidade e unir-se a ele em Roma, embora seu trabalho ainda não esteja terminado em Éfeso, o jovem pastor deve confiar o que ouviu de Paulo a homens fiéis, e como tais, “idôneos para também ensinarem os outros”. A preposição dia (traduzida na NVI como “na presença de”) é melhor traduzida com o “através de muitas testemunhas”, significando que as coisas que Paulo ensinou haviam sido atestadas por fé não simplesmente mediadas por) muitos outros, com quem Timóteo também aprendeu (cf. 3-14) (Comentário Bíblico Pentecostal - 1 e 2 Timóteo - French L. Arrington & Roger Stronstad)


Fontes:
Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel,
Revista: VIDA CRISTÃ VITORIOSA – Editora Betel - 1º Trimestre 2013 – Lição 02.

Reflexão Espiritual

O que os textos originais falam sobre o inferno ?

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