sábado, 4 de agosto de 2018

Lição 6 - O Deserto: uma escola divina


5 de agosto de 2018

 

TEXTO ÁUREO

"Portanto, eis que eu atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração." (Os 2.14)

O amor é o tema central de Oseias. Com ele, Israel será atraído por Jeová (11.4; Jr 31.3). O deserto foi o lugar do julgamento (2.3) e nele Israel achou graça, tal qual a noiva perante o noivo (Êx 5.1; Jr 2.2). A expressão “e lhe falarei ao coração” (2.14) é a linguagem de um esposo falando amorosamente à esposa (4.13,14; Gn 34.3; Jz 19.3). Nós fomos atraídos e alvejados pelo amor de Deus (Rm 5.6-8). (Lições CPAD Jovens e Adultos » 2012 » 4º Trim)

 

VERDADE APLICADA

          No deserto, Deus sustenta, guia e aperfeiçoa o Seu povo.

O deserto não é um castigo, mas uma oportunidade que Deus concede ao homem ou nação de conhecê-lo melhor, como é o caso da lição que estudaremos hoje. Portanto o propósito de Deus não era de castigar Israel, mas o de mostrar sua fidelidade e amor para com o Seu povo.

 

OBJETIVOS DA LIÇÃO

1 - Mostrar que Deus sempre tem o controle de nossa caminhada;

2 - Explicar o propósito de Deus ao pedir que construíssem um Tabernáculo no deserto.

3 - Apresentar os problemas enfrentados pelo povo de Israel no deserto.

 

Glossário

Cabal: Pleno; decisivo, categórico;

Concomitante: Que ocorre simultaneamente com outra coisa;

Panteão: Conjunto de deuses ou de entidades mitológicas de uma religião.

 

TEXTO REFERÊNCIA

 Êxodo 13:19-22 

19 - E tomou Moisés os ossos de José consigo, porquanto havia este estreitamente ajuramento aos filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará; fazei, pois, subir daqui meus ossos convosco.

20 - Assim, partiram de Sucote e acamparam em Etã, à entrada do deserto.

21 - E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite.

22 - Nunca tirou de diante da face do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite.

 

Hinos sugeridos.

477 - Sedes Fortes
515 - Se Cristo Comigo 
578 - Sossegai

 

INTRODUÇÃO

Por mais que as condições fossem adversas, o deserto foi o local escolhido pelo Senhor Deus para educar e fortalecer os filhos de Israel, além de prepará-los para a conquista da Terra Prometida.

 

1. Deus escolhe o caminho do deserto.

A expressão "deserto" traz a ideia de lugar inabitável ou de condições adversas. Se fosse para o povo de Israel escolher, jamais escolheriam este caminho. Deserto não é um lugar desejável, mas o texto diz que "Deus fez rodear o povo pelo caminho do deserto" (Êx 13.18).

Professor enfatize que o deserto foi o caminho escolhido por Deus, pois se observarmos o mapa abaixo poderemos notar que havia um caminho muito mais perto para chegar a Canaã, mas os nossos caminhos não são os caminhos de Deus.

 

Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor.(Isaías 55:8) 


 1.1. Um Lugar de Dependência.

O deserto se caracteriza pelo calor, cuja temperatura ultrapassa 45 graus. A areia, com sua facilidade de absorver o calor, ajuda a aumentar a sensação térmica. Aliado a esta adversidade, há a falta de água, de comida e de um lugar para descansar. Neste ambiente hostil, sem nenhuma comodidade e perspectiva de mudança, era preciso que o povo de Israel reconhecesse sua total dependência em Deus. Apesar da grande multidão, Deus protegeria e sustentaria o Seu povo no deserto. 

Não há que duvidar que o tempo todo Deus sabia como alimentaria os israelitas no deserto. Quando murmuraram, o Senhor revelou seu plano de fornecer pão dos céus para colherem a porção para cada dia. Até no fornecimento de pão Deus faria uma prova: Queria ver se o povo andaria em sua lei ou não. No sexto dia, as pessoas achariam quantidade suficiente de pão para durar dois dias, em cumprimento  da lei do sábado.

Deus queria que estes israelitas soubessem que aquele que os tirou do Egito ainda estava com eles. À tarde sabereis e amanhã vereis. A glória mencionada no versículo 7 diz respeito à realização da mão de Deus no suprimento do pão, ao passo que a glória referida no versículo 10 era a manifestação especial de Deus na nuvem.

Moisés repreendeu os israelitas por murmurarem contra ele e Arão, pois nada significavam - era Deus quem os conduziriam. Quando Deus lhes desse carne e pão para comer, eles saberiam que o Senhor ouviria as murmurações feitas contra ele. De certo modo, fornecer comida desta maneira era uma repreensão. Deus não forneceu comida só porque reclamaram; Ele queria que soubessem que Ele era o Senhor e que não estava contra seus servos, mas contra quem murmurava.

Os filhos de Israel seriam humilhados diante de Deus. Arão os reuniu, dizendo: Chegai-vos para diante do Senhor, porque ouviu as vossas murmurações. Quando se aproximaram e olharam para o deserto, de repente a glória do Senhor apareceu na nuvem. A prova inconfundível da presença de Deus na coluna de fogo autenticou as palavras de Moisés e preparou  o povo para a glória mais encoberta de milagre que ocorreria. A glória do Senhor deu a estes fracos seguidores de Deus de ver o mal dos seus corações quando contemplassem a fidelidade de Deus para com eles. Com a realização do milagre da carne e do pão, eles saberiam que o Senhor era o seu Deus. Ele teve paciência com estes crentes fracos, cuja fé necessitava de crescimento; em outra época, depois de terem tempo para amadurecer (Nm 14.11,12), eles foram punidos por causa da permanência na incredulidade"  (Comentário Bíblico Beacon. 1.ed. Vol 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp. 175,76).

 

1.2. Um Lugar de Provisão.

O povo de Israel estava livre dos egípcios, mas continuava escravo dos alimentos e das bebidas do Egito. No deserto, embora livres, não tinham acesso aos mesmos alimentos e bebidas. Diante da necessidade, a primeira coisa que fizeram foi murmurar (Êx 15.24; 16.2). A grande lição de Deus para o Seu povo é que, onde existe a necessidade, existe a possibilidade da provisão divina. A coluna de nuvem de dia e a coluna de fogo de noite eram provas cabais da providência de Deus sobre a vida do Seu povo. Uma das grandes provisões de Deus para o Seu povo foi o maná (Êx 16.15, 31). 

A provisão de Deus no deserto. Temos um Deus que supre as nossas necessidades. Durante quarenta anos o Senhor sustentou o seu povo no deserto. Todos os dias, com exceção do sábado, os israelitas recebiam o maná e cordonizes para o seu sustento (Êx 16). A provisão era diária. Não faltou água, alimento, roupa e calçado até o dia em que chegaram à Terra Prometida. Porém, no meio do povo de Deus sempre há pessoas incrédulas e murmuradoras. Os israelitas não demonstraram gratidão pela provisão divina; diante de alguma dificuldade, logo murmuravam e reclamavam de Deus. Qual tem sido sua atitude diante das crises?(Lições CPAD Jovens e Adultos » 2014 » 1º Trim)

Professor, se possível faça uma síntese do comentário abaixo, muito interessante e oportuno:

Escassez e abundância. Uma das regras básicas da interpretação da Bíblia é a análise do texto de acordo com o seu contexto. Por conseguinte, quando alguém, para fantasiar uma existência saudável, rica e isenta de problemas, fundamenta-se, por exemplo, em Filipenses 4.13, está perversamente torcendo a Palavra de Deus. Além do mais, o próprio Cristo advertiu-nos: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). Vejamos, pois, o que realmente quis dizer o apóstolo.

Antes de mais nada, Paulo declara sua total dependência de Cristo em todas as circunstâncias:“Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade” (Fp 4.12). Nesse versículo, o apóstolo deixa bem claro que, embora já houvesse experimentado escassez e abundância, jamais deixou de confiar em Deus. Sejam quais fossem as circunstâncias, o Senhor Jesus era a sua contínua suficiência. É por isso que, nEle, o apóstolo podia todas as coisas.

Se alguém, portanto, quiser justificar a Teologia da Prosperidade com base na vida de Paulo, perde o seu tempo. Ele não ficou rico no seu exercício ministerial. Pelo contrário. Ele iniciou o seu ministério fazendo tendas (At 18.3) e terminou a sua carreira em uma prisão em Roma (Fp 1.3; At 28.30). No final de seus dias, precisou que Timóteo lhe enviasse uma capa, para se aquecer no cárcere (2 Tm 4.13). O que disso concluímos? O contentamento do apóstolo não dependia da abundância ou da escassez de bens materiais, mas da suficiência em Cristo. (CPAD Jovens e Adultos » 2012 » 1º Trim)

1.3. Um Lugar de Provação.

A Bíblia diz que o Senhor Deus nos prova para saber se o amamos de todo o nosso coração e de toda a nossa alma (Dt 13.3). Os filhos de Israel precisavam ter convicção de quem era o Deus que os havia tirado da casa da servidão.

Muitos enganos, motivações e desejos só são revelados quando somos provados ao extremo. Nenhum lugar poderia revelar tanto o amor de Deus ao povo, e, concomitante a isto, mostrar o caráter dos filos de Israel

Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o Senhor vosso Deus vos prova, para saber se amais o Senhor vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma. (Dt 13:3)

 

“A prova no limite da capacidade humana (1Co 10.13)

Abraão chegou ao máximo de sua capacidade emocional e intelectual para aceitar o desafio que Deus lhe fizera. Foi-lhe pedido algo impossível mediante a lógica do propósito divino para sua vida. Deus lhe pediu em holocausto ‘o filho da promessa’. Além da relação espiritual da existência desse filho, com a relação emocional familiar entre Abraão e Isaque e sua mãe, o velho Abraão não podia entender as razões de Deus. Era como se Deus estivesse pedindo devolução de algo que havia dado a Abraão. Isto se tornou um desafio a sua lógica, a sua racionalidade. Era, de fato, uma prova que superava todas as demais experimentadas pelo velho patriarca. Abraão pareceu chegar ao limiar da prova, do desânimo, da desistência. Na infinita sabedoria divina, somos conduzidos, às vezes, ao limite de nossa resistência para aprendermos a confiar no exaurível poder de sustentação de Deus. Quantas vezes confessamos nossas limitações e dizemos: ‘Não posso mais!’, ‘Não aguento mais!’, ‘Estou sem forças para reagir!’. Então Deus entra em ação e suaviza o nosso sacrifício. Ele não deixa que nossas resistências estourem sem que saibamos que Ele nos prova para que o conheçamos melhor” (CABRAL, Elienai. Abraão: As experiências de nosso pai na fé. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2002, pp.173-74).

2. Um Tabernáculo no Deserto.

Um dos pontos mais importantes do deserto é a instauração do culto no Tabernáculo. Desde o Egito, o propósito de Deus era que o povo prestasse culto no deserto. O Tabernáculo, também chamado de tenda da congregação ou lugar de habitação,era um lugar sagrado e dedicado a Deus para a Sua presença.

2.1. As ofertas para a construção do Tabernáculo.

Todo este empreendimento em pleno deserto seria feito com ofertas voluntárias, recursos estes recebidos pela providência divina ao sair do Egito. Deus ordena aos filhos de Israel que tragam uma oferta alçada: "de todo homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada" (Êx 25.2). A expressão "voluntariamente", da raiz hebraica "nadhabh", descreve uma ação voluntária de entregar a si mesmo ou seus recursos ao serviço do Senhor.

A oferta para a construção deveria ser oferta espontânea de louvor, vinha do coração, não de um tributo imposto.

Professor aproveite esta oportunidade para ensinar que ofertar é uma atitude que demonstra gratidão, portanto não é moeda de troca e nem tão pouco “investimento financeiro”. Não temos dúvidas que o Senhor é fiel e cumpre suas promessas com relação àquele que contribuem, mas temos que estar atentos e combater os falsos ensinamentos.

 

“As ofertas”

Ao ofertarmos com boa vontade e alegria, a graça da contribuição traz muitos resultados bons para nossa própria vida. Em primeiro lugar, encontraremos grande felicidade na nossa vida de serviço ao Senhor e aos nossos semelhantes. As ofertas aumentarão e muitas necessidades serão supridas. Deus é louvado e os laços de fraternidade cristã se estreitam ainda mais. Daí, oramos uns pelos outros, e aqueles que dão, recebem bênçãos recíprocas. 'Aquilo que o homem semear, isso também ceifará' (Gl 6.7). Essa é uma das leis universais de Deus. Vigora na agricultura e nas ações humanas, podendo-se aplicar aos bens materiais, à saúde, à vida social e à condição espiritual. [...]. Paulo encerra a sua mensagem com o princípio de semear e ceifar. Moisés proclamou que a obediência a Deus traria bênçãos materiais, ao passo que a desobediência acarretaria sofrimento (Dt 28.1,2,15). O rei Salomão, em sua sabedoria, aplica o mesmo princípio à contribuição (Pv 11.24,25). Jesus disse: 'Dai e dar-se-vos-à' (Lc 6.38)." (HOOVER, T. R. Comentário Bíblico: 1 e 2 Coríntios. RJ: CPAD, 2001, p.196)

 

2.2. O Propósito do Tabernáculo.

Em pleno deserto, Deus mostra a Moisés nos mínimos detalhes uma grande tenda a ser feita. Os materiais exigidos pelo próprio Deus para serem utilizados na construção deste projeto eram ouro, prata e bronze, linho e outros materiais valiosos. Tanta beleza em pleno deserto representava grandes verdades espirituais que Deus queria gravar na mente humana, tais como a Sua majestade e santidade, Sua proximidade e a forma de aproximar-se de um Deus santo. Deus desejava que o Tabernáculo fosse o centro da vida religiosa, moral e social do povo, por isso o Tabernáculo se localizava no meio do acampamento das 12 tribos (Nm 2.17), bem como o centro da celebração e das festas nacionais. Deus precisa ser o centro da vida do Seu povo. Através da tenda da congregação, Deus revelava  a Sua vontade ao povo.

 

O tabernáculo. Representava a presença de Deus no meio do povo. Deus mandou Moisés construir o tabernáculo, porque almejava habitar no meio dos filhos de Israel: “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles” (Êx 25.8). No tabernáculo (Êxodo caps. 25-40) está a figura de Cristo: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1.14). Não somente isso, mas cada peça e utensílio do tabernáculo apontam igualmente para Cristo e sua obra salvífica (Hb 9.8-10).(Lições CPAD Jovens e Adultos » 2010 » 3º Trim)

1. Altar do holocausto

2. Bacia de bronze

    3. Mesa dos pães da proposição

4. Candeeiro de ouro

    5. Altar do incenso

    6. Arca da aliança

7. Propiciatório

(Lições CPAD Jovens e Adultos » 2001 » 3º Trim)


 2.3. A Glória do Tabernáculo.

Quando Moisés terminou sua obra, a nuvem que guiava Israel aproximou-se e descansou sobre o Tabernáculo, como uma manifestação visível da presença de Deus, e ali permaneceu (Êx 40.34-35). Quando Moisés procurou entrar no lugar santo, não pode fazê-lo. Tanto a nuvem quanto a glória eram fortes demais. A maior glória do Tabernáculo não se encontrava nas magníficas cortinas, nem no ouro ou na prata, mas na presença de Deus. Ao construir o Tabernáculo, estritamente conforme as ordenanças de Deus, os israelitas foram recompensados, pois a glória do Senhor encheu a tenda.

Infelizmente,vivemos dias em que as pessoas tem se encantado com a beleza dos templos e o conforto do átrio e se esqueceram que o mais importante é a presença de Deus [...].O fato da gloria de deus encher a tenda era sinal da aprovação de Deus.(Revista do professor)

Então a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo;

De maneira que Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porquanto a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo.(Êxodo 40:34-36)

3. Os Problemas enfrentados no Deserto.

Em todos os quarenta anos vividos no deserto, o povo de Israel acumulou uma série de deslizes em seu relacionamento com Deus. Estes erros tinham como base uma visão míope, que consistia apenas em enxergar o momento e não a grandeza de Deus; eles valorizavam demais o problema e não a fidelidade de Deus, que com mão forte os libertara do Egito.

 

3.1. A Murmuração no meio do arraial.

Uma das atitudes mais frequentes diante das dificuldades era a murmuração. Em sua campanha pelo deserto, o povo chegou a Mara. Eles não puderam beber água, pois eram amargas e começaram a murmurar contra Deus (Êx 15.23-24). 

Em outro episódio, no deserto de Sim, o povo novamente murmura contra Deus, lembrando que no Egito havia fartura de carne (Êx 16.1-3). A expressão "murmuração" transmite a ideia de "dar vazão a ressentimento, insatisfação, ira ou aborrecimento, mediante resmungos cochichados numa oposição hostil". Isso define bem a atitude de Israel para com Deus.

 

“O povo murmurou contra Moisés

A liderança é cara, porque a culpa pela adversidade recai nos líderes. Essas pessoas sabiam que Moisés era homem de Deus; por isso, o pecado também era contra Deus. Grandes experiências com Deus não curam necessariamente o coração mau e queixoso. A murmuração cessa apenas quando crucificamos o eu e entronizamos Cristo somente (Ef 4.31,32).

A única coisa que Moisés poderia fazer era clamar ao Senhor. Não há dúvida de que teria fornecido água potável em resposta à fé paciente de Israel, se tivessem permanecido firmes. O Senhor às vezes satisfaz nossos caprichos em detrimento da fé. Aqui, as águas se tornaram doces, quando Moisés lançou um lenho nelas, mas a fé de Israel continuou fraca. Desconhecemos método natural que explica este milagre.

Deus usou esta ocasião para ensinar uma lição a Israel, dando-lhes estatutos e uma ordenação. Se as pessoas ouvissem a Deus e obedecessem inteiramente à sua palavra, elas seriam curadas de todas as enfermidades que Deus tinha posto sobre o Egito. Assim como Deus curou as águas amargas de Mara, assim Ele curaria Israel satisfazendo-lhe as necessidades físicas e, mais importante que tudo, curando o povo de sua natureza corrompida. Deus queria tirar o espírito de murmuração do meio do povo e lhe dar uma fé forte” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 1, 1 ed., RJ, CPAD, 2005, p.175).

 

3.2. O Povo e a Idolatria.

Depois de ver milagres, providência divina e o favor de Deus, o povo de Israel, para preencher uma lacuna na liderança, se lançou na idolatria. Em Êxodo 32 notamos que o povo usa seus pendentes para fazer um bezerro de ouro. Esta atitude mostra que o povo não se contenta com a presença de um Deus invisível, quer sempre um deus que possa ver e apalpar. O tempo de escravidão no Egito, diante do panteão, criou neles a ideia de deuses fruto dos desejos humanos. Israel queria servir a Deus por meio de uma imagem, provavelmente similar à representação de Ápis, o deus-touro dos egípcios. É um perigo quando o cristão sai do mundo, mas o mundo não sai dele; cedo ou tarde ocorrerão resultados trágicos. Com este evento, Deus puniu os idólatras e uns três mil homens morreram (Êx 32.28).

“Este primeiro mandamento trata diretamente do cerne da relação pressuposta pelo tratado entre soberano e vassalo. O Senhor, em virtude de eleger e libertar salvadoramente o povo tirando-o de outro senhor (o Egito), ordena aos israelitas a empreender e manter uma atitude de lealdade indivisa a Ele. ‘Não terás outros deuses diante de mim’ (Ex20.3) é uma afirmação categórica das reivindicações exclusivas do Senhor de domínio e adoração. Violar este mandamento é repudiar a totalidade de relação do concerto, pois se trata nada mais nada menos, de alta traição” (ZUCK, Roy (Ed.). Teologia do Antigo Testamento.1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.51).

3.3. Um Povo Obstinado.

Por diversas vezes, Deus se refere ao Seu povo como um povo "obstinado" (Êx 32.9). Esta expressão no hebraico "qashep", significa "teimoso". Ao usar esta expressão, Deus está dizendo que o Seu povo era irredutível em viver conforme os Seus ditames. É triste quando vemos pessoas que, apesar de estarem na igreja há muito tempo, não mudam sua maneira de pensar, seu proceder; não aceitam serem instruídos por Deus.

Disse o Senhor a Moisés: "Tenho visto que este povo é um povo obstinado.(Êxodo 32:9)

obstinado:Muito teimoso; inflexível; pertinaz; firme; relutante.

 https://www.priberam.pt/dlpo/obstinado [consultado em 02-08-2018].

CONCLUSÃO

A peregrinação dos filhos de Israel pelo deserto nos mostra o quando Deus preparou o Seu povo para herdar a Terra Prometida. O deserto revelou as deficiências do caráter do povo e, ao mesmo tempo, oportunidade que Deus revelasse a Sua Lei e educasse o povo para se tornar uma nação.

 

Bibliografia
[1] Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal - CPAD - ARC
Biblia de estudo pentecostal, Almeida revista e corrigida, Rio de Janeiro, CPAD
Bíblia do Culto - Editora Betel
Revista EBD Betel Dominical Professor – 3º trimestre 2018, ano 28, número 108 - Editora Betel
PAE - Plano de Aula Expositiva - Auxílio EBD - http://editorabetel.com.br/auxilio/beteldominical/

1. Qual foi uma das grandes provisões de Deus para o Seu povo ?
R: O Maná (Êx 16.15,31).
2. Para que Deus nos prova  ?
R: Para saber se O amamos de todo o coração e de toda a nossa alma (Dt 13.3).

3. Onde se localizava o Tabernáculo ?
R: No meio do acampamento das 12 tribos (Nm 2.17).

4. Por que o povo de Israel não pôde beber as águas de Mara ?
R: Porque eram amargas (Êx 15.23-24).
5.  O que o povo de Israel lembrou no deserto de Sim  ?
R: Que no Egito havia fartura de carne (Êx 16.1-3).


sábado, 28 de julho de 2018

Lição 5 - Páscoa: a Libertação de um povo


29 de julho de 2018



Texto Áureo
"E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo." Êx 12.14

Verdade Aplicada
A Páscoa era uma festa de libertação, pois comemorava o agir de Deus em libertar o povo de Israel e apontava para Cristo, o Cordeiro de Deus. 

Objetivos da Lição
1 - Explicar que a Páscoa foi um momento ímpar da história de Israel;
2 - Apresentar o grande projeto de Deus em cuidar de cada detalhe da história do Seu povo;
3 - Ensinar que Cristo é a nossa Páscoa, marco da nova aliança.

Glossário
Bojo: Parte mais íntima ou fundamental de algo, âmago;
Donativo: Objeto dado em forma de doação; oferta, presente;
Verga: Viga disposta horizontalmente sobre ombreiras de portas e janelas.

Textos de Referência.

Êxodo 12.41-43,50
41. E aconteceu que, passados os quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito.
42. Esta noite se guardará ao Senhor, porque nela os tirou da terra do Egito; esta é a noite do Senhor, que devem guardar todos os filhos de Israel nas suas gerações.
43. Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da páscoa: nenhum filho do estrangeiro comerá dela.
50. E todos os filhos de Israel o fizeram; como o Senhor ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram.

Hinos sugeridos.
282 - Que Sangue Precioso
292 - Qual o Preço do Perdão
334 - O Fim Vem Cuidado

Motivo de Oração
Ore para que o mundo conheça Jesus Cristo, o mediador da Nova Aliança.

Introdução
A Páscoa foi um momento especial na vida do povo de Israel. Um evento que entrou para a história; uma das festas observadas todos os anos; um simbolismo que apontava para Cristo.

1. A instituição da Páscoa 
Páscoa significa "passar por cima". Esse termo foi cunhado na noite em que os primogênitos foram mortos no Egito, uma vez que nas casas que tinham sangue nas vergas da porta, o anjo passou por cima (Êx 12.13-14).
“A figura de um cordeiro ou cabrito sacrificado como parte do drama da salvação e da redenção remonta à Páscoa (Êx 12.1-13). Deus veria o sangue aspergido e ‘passaria por cima’(pasah) daqueles que eram protegidos por sua marca. Quando o crente do Antigo Testamento colocava as suas mãos no sacrifício, o significado era muito mais que identificação (isto é: ‘Meu sacrifício’). Era um substituto sacrificial (isto é: ‘Sacrifico isto em meu lugar’).
Embora não se deva forçar demais as comparações, a figura é claramente transferida a Cristo no Novo Testamento. João Batista apresentou-o, anunciando: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’ (Jo 1.29). Em Atos 8, Filipe aplica às boas novas a respeito de Jesus a profecia de Isaías que diz que o Servo seria levado como um cordeiro ao matadouro (Is 53.7). Paulo se refere a Cristo como ‘nossa páscoa’ (1Co 5.7). Pedro afirma que fomos redimidos ‘com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado’ (1Pe 1.19)” (HORTON, Stanley (Ed). Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, p.352).

1.1. O ritual de celebração
Através de Moisés, Seu servo, Deus ordena que o cordeiro ou cabrito de um ano e sem defeito fosse selecionado. Ao imolar o animal, o seu sangue deveria ser aplicado às vergas da porta de entrada de cada casa. Completadas as preparações para a partida, os israelitas comeram a refeição da Páscoa, que consistiu de carne, pão sem fermento e ervas amargosas. Segundo o relato bíblico, tudo quanto fora ordenado, os filhos de Israel fizeram (Êx 12.28).
Festas de Israel. Certas igrejas são ensinadas a celebrar as festas dos Tabernáculos (Lv 23.34; Dt 16.13), da Colheita (Êx 23.16; 34.22) e da Páscoa. Tais celebrações, juntamente com outras quatro mencionadas na Bíblia, eram consideradas sagradas e específicas do povo judeu.
A igreja não precisa festejar a páscoa judaica, uma vez que Cristo é a nossa páscoa (1 Co 5.7). Ela deve, sim, celebrar a Ceia do Senhor, que é uma festa genuinamente cristã, e que comemora o Novo Pacto inaugurado com o sangue de Jesus (1 Co 11.20,25; At 2.42). (Lições CPAD Jovens e Adultos » 2007 » 2º Trim)
1.2. Os elementos da Páscoa 
Ao estabelecer a Páscoa para o Seu povo, Deus utilizou-se de elementos que trazem grandes significados espirituais. Vemos a figura do cordeiro, que deveria ser macho de um ano e sem mácula. O simbolismo aqui aponta para o sacrifício de Jesus Cristo, que, na plenitude dos tempos, daria a Sua vida pela humanidade. Outro fator importante é o ato de aspergir o sangue nos umbrais da porta; isto nos mostra a necessidade de estarmos cobertos pelo sangue de Cristo. Há também os elementos da ceia pascoal, que são a carne, o pão sem fermento e as ervas amargas. Os hebreus comeram a carne naquela noite para que pudessem ter força para caminhar rumo à liberdade. Do mesmo modo, o cristão recebe força na comunhão com Cristo para a sua jornada. O pão sem fermento simboliza a sinceridade e a verdade que deve existir no meio do povo de Deus. As ervas amargas representavam o momento de sofrimento do povo no Egito e as provações da vida espiritual.
O pão. Deveria ser assado sem fermento, pois não havia tempo para que o pão pudesse crescer (Êx 12.8,11,34-36). A saída do Egito deveria ser rápida. A falta de fermento também representa a purificação, a libertação do fermento do mundo. Em o Novo Testamento vemos que Jesus utilizou o fermento para ilustrar o falso ensino dos fariseus (Mt 16.6, 11,12; Lc 12.1; Mc 8.15). O pão também simboliza vida. Jesus se identificou aos seus discípulos como “o pão da vida” (Jo 6.35). Toda vez que o pão é partido na celebração da Ceia do Senhor, traz à nossa memória o sacrifício vicário de Cristo, através do qual Ele entregou a sua vida em resgate da humanidade caída e escravizada pelo Diabo.
As ervas amargas (Êx 12.8). Simbolizavam toda a amargura e aflição enfrentadas no cativeiro. Foram 430 anos de opressão, dor, angústia, quando os hebreus eram cativos do Egito.
O cordeiro (Êx 12.3-7). Um cordeiro sem defeito deveria ser morto e o sangue derramado nos umbrais das portas das casas. O sangue era uma proteção e um símbolo da obediência. A desobediência seria paga com a morte. O cordeiro da Páscoa judaica era uma representação do “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). O sangue de Cristo foi vertido na cruz para redimir todos os filhos de Adão (1Pe 1.18,19). Aquele sangue que foi derramado no Egito, e aspergido nos umbrais das portas, aponta para o sangue de Cristo que foi oferecido por Ele como sacrifício expiatório para nos redimir dos nossos pecados.  (Lições CPAD Jovens e Adultos » 2014 » 1º Trim)
1.3. Jesus Cristo, a nossa Páscoa
O que Deus estabeleceu para a nação de Israel apontava para o sacrifício perfeito que seria consumado na plenitude dos tempos. O povo de Israel não tinha dimensão, nem tão pouco compreensão das verdades espirituais que estavam simbolizadas na festividade da Páscoa.
Para os cristãos , Jesus é a consumação de todas as promessas patriarcais. Jesus é maior do que qualquer ritual do Antigo Testamento. Era exigido um cordeiro para cada família, ou para duas se as famílias fossem pequenas; assim, Jesus, o Cordeiro de Deus, se ofereceu de uma só vez por todas as famílias da terra. O apóstolo Paulo, ao escrever a sua carta à igreja que estava na cidade de Corinto disse que Cristo é a nossa Páscoa e foi sacrificado por nós (1 Co 5.7).
Em o Novo Testamento, ao celebrar a Páscoa na última ceia, Jesus afirmou que o seu sangue era o símbolo da Nova Aliança (Lc 22.14-20); era o real cordeiro, bem como o verdadeiro sacerdote, sendo o sacrifício e o oficiante ao mesmo tempo. Por essa razão, o livro de Hebreus afirma que Cristo é o mediador da Nova Aliança e, mediante seu sangue, redime de modo efetivo ao que crê (Hb 12.24). Nesse sentido, o sangue da Nova Aliança deu acesso direto do ser humano ao trono da graça (Hb 4.16) e autoridade exclusiva a Jesus como o único e verdadeiro mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5). Desse modo Cristo fez da Igreja um povo de verdadeiros sacerdotes com autoridade e legitimidade para partilhar da intimidade com Deus, para interceder uns pelos outros e anunciar as boas novas dessa Nova Aliança (1Pe 2.9). (Lições CPAD Jovens e Adultos » 2017 » 4º Trim)

2. A saída do povo de Israel do Egito
A terrível praga da morte dos primogênitos fez com que Faraó permitisse a saída do povo de Israel do Egito. Para os filhos de Israel, a saída do Egito foi o maior evento dos tempos do Antigo Testamento.
“O propósito de Deus em instituir a Páscoa era estabelecer o marco inicial para a libertação de Israel do cativeiro egípcio e proclamar a redenção alcançada pelo sangue do Cordeiro, já revelada no sacrifício de Isaque (Gn 22.1-19), conforme mais tarde escreveram os apóstolos Paulo e Pedro: ‘e demonstrar a todos qual seja a dispensação do ministério, que, desde os séculos esteve oculto em Deus’ (Ef 3.9); ‘[...] o qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, antes da fundação do mundo’ (1Pe 1.20).Cristo é a nossa Páscoa (1Co 5.17). Ele é o Cordeiro de Deus (Jo 1.29). O cordeiro deveria ser separado para o sacrifício até ao décimo quarto dia do primeiro mês do ano (Êx 12.3-6) e tinha de ser sem defeito (Êx 12.5). Cristo cumpriu essa exigência (1Pe 1.18,19). Ele entrou em Jerusalém no dia da separação do cordeiro e morreu no mesmo dia do sacrifício. O cordeiro precisava ser imolado pela congregação, assim como Cristo foi sacrificado pelos líderes civis e religiosos de Israel e de Roma e pela vontade do povo. Nenhum osso do cordeiro poderia ser quebrado (Êx 12.46), também nenhum osso de Cristo foi partido (Jo 19.33-36)” (COHEN, A. C. Êxodo. 1 ed., RJ: CPAD, 1998, p.42).

2.1. Uma grande mistura de gente participou da libertação
Êxodo 12.38 afirma que saiu uma grande mistura de gente do Egito. Provavelmente, eram escravos egípcios, ou de outras nacionalidades, que viram o Deus de Israel em ação e creram. Este misto de gente mais tarde contribuiu para um fator de debilidade da nação, pois se enveredou para a idolatria. Precisamos tomar cuidado com as pessoas que se agregam, pois, se não tiverem totalmente libertas, serão pedras de tropeço na casa de Deus.
“Êxodo 12 não diz respeito somente ao momento da Páscoa, ao porquê da Páscoa e a como ela deve ser observada, mas também quem deve participar (Êx 12.43-49). A Páscoa não era algo indiscriminadamente aberto para todos. Quem podia participar? A congregação de Israel (v.47); os escravos (v.44), quando circuncidados, por terem os mesmos privilégios dos hebreus; os estrangeiros (v.48), gentios que tivessem abraçado a fé em Jeová. Quem não podia participar? O forasteiro (v.43), pagão e incrédulo; o viajante (v.45) que, hóspede ou de passagem, ficava algum tempo no território de Israel; o servo assalariado (v.45), que pertencia a uma outra nação mas trabalhava em Israel. Essas distinções eram necessárias por causa da ‘mistura de gente’ (12.38) que deixou o Egito. Foi por isso que as instruções acerca da elegibilidade para participar da Páscoa (Ex 12.43-49) foram passadas logo após essa ‘mistura de gente’ deixar o Egito (Ex 12.37-39)” (HAMILTON, V. P. Manual do Pentateuco. 2 ed., RJ: CPAD, 2007, pp.191-92).

2.2. Os israelitas despojaram o Egito
Ao sair do Egito, parece que o povo de Israel estava recebendo o pagamento pelos quatrocentos anos de escravidão. Os egípcios entregaram suas joias, ouro e prata aos hebreus (Êx 12.35-36). Deus preparou o momento certo para que os hebreus saíssem do Egito. Tudo o que eles levaram do Egito serviu tanto para o sustento no deserto quanto como donativos para a construção do Tabernáculo.
2.3. A presença de Deus no meio do povo
Neste áureo dia, em que o povo de Israel deixou o Egito, a presença de Deus foi visível com o povo. No texto de Êxodo 13.21-22, lemos que ia diante do povo uma coluna de fogo à noite e uma coluna de nuvem de dia. A provisão de Deus era algo tremendo, pois a coluna de fogo à noite espantava os animais peçonhento e aquecia o povo devido ao vento do deserto, que, durante a noite, fazia a temperatura cair. De dia, a coluna de nuvem fazia sombra para que o povo pudesse caminhar. Em ambos os momentos as colunas de fogo e de nuvem serviam para guiar o povo no deserto. Em meio às dificuldades, Deus se fez presente, deu subsídio para Seu povo viver e andar sem perigo. Por isso, o salmista pôde dizer: "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam." (Sl 23.4).
A presença palpável de Deus foi demonstrada pela coluna de nuvem durante o dia e coluna de fogo a noite (Êx 13.21; Nm 9.16). a nuvem representava a constante presença de Deus sobre o Seu povo. Como no deserto a temperatura sofre variações, durante o dia, ela fazia o papel de sombra para refrigerá-los; à noite ela se tornava um aquecedor tanto para aquecê-los quanto para afugentar os animais selvagens. Os filhos de Israel sempre seguiam essa nuvem sobrenatural. Quando a nuvem se levantava sobre o tabernáculo, as pessoas arrancavam as estacas e a seguiam. E quando na nuvem parava, o povo também parava e armava suas tendas. Eles se moviam ou paravam de acordo com esse claro direcionamento dela. Os israelitas eram cuidadosos em mover-se apenas se a nuvem se movesse, porque sabiam que isso era a provisão de Deus (Nm 9.18-23). (Lições BETEL Jovens e Adultos » 2015 » 2º Trim)
3. A travessia do mar Vermelho
Diante do mar Vermelho, o povo temeu e murmurou contra Moisés (Êx 14.10-11). Então, ele trouxe uma palavra de fé e esperança para os filhos de Israel (Êx 14.13-14).
3.1. Um milagre jamais visto
Determinado a fazer sinais e maravilhas diante do Seu povo, Deus ordenou a Moisés que o povo marchasse. Quando Moisés estendeu a sua vara, o mar se dividiu ao meio, formando um caminho para Israel poder passar rumo às promessas feitas aos patriarcas. Quando o mar Vermelho se abriu, o anjo do Senhor e a coluna de nuvem se retiraram de diante deles e se puseram atrás deles (Êx 14.19). O caminho já estava aberto, o que Israel precisava era de proteção. Foi um grande milagre, pois o vento soprou em duas direções ao mesmo tempo, amontoando a água de um lado e do outro, fazendo um muro. Para Deus não existe impossível. Quando Ele manda, as águas, os montes e tudo o que existe precisam obedecer a Sua voz.
A travessia do Mar Vermelho 
A saída do povo de Deus do Egito foi algo marcante, tanto para os israelitas como para os egípcios. O Egito ficou economicamente arrasado devido às pragas, porém o último flagelo marcou profundamente as famílias. Nos lares dos egípcios havia pranto, dor e morte, já nas casas dos israelitas, todos estavam prontos, festejando a Páscoa e com o coração repleto de alegria pelo livramento que o Senhor estava concedendo.
Os israelitas, ao deixarem o Egito não saíram com as mãos vazias. Eles despojaram os egípcios.
O coração de Faraó era mal. Depois de tudo que viu e enfrentou ainda não estava disposto deixar o povo de Deus partir (Êx 14.5). Ele reuniu seu exército e saiu em perseguição ao povo de Deus. O Inimigo não desiste facilmente, por isso precisamos buscar em Deus forças para resisti-lo. A Palavra de Deus nos ensina: “resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7). Se você é um servo fiel ao Senhor, saiba que durante sua caminhada até o céu encontrará muitos “Faraós” que lhe resistiram. Você está preparado para enfrentá-los? Só conseguiremos vencer o Inimigo com Jesus Cristo.
Você consegue imaginar o desespero dos israelitas ao verem Faraó e seu exército vindo em sua direção? Os hebreus ficaram desesperados, pois parecia não haver saída. Eles estavam encurralados. O Inimigo não mudou suas táticas, ele está sempre tentando nos acuar. Porém, se esquece que conosco está o “varão de guerra”: “O Senhor é varão de guerra; Senhor é o seu nome” (Êx 15.3).
Os israelitas clamaram ao Senhor (Êx 14.10) e Ele lhes ouviu. O Senhor ouve e responde às orações do seu povo (Jr 33.3).
Diante do perigo e da aproximação do inimigo a ordem do Senhor foi: “Dize aos filhos de Israel que marchem” (Êx 14.15). Marchar para onde? Para o mar? Parecia impossível, porém os israelitas obedeceram. Na obediência está a bênção de Deus. Aquele que obedece vê o impossível acontecer! Então, Deus enviou um vento e o mar se abriu para o povo de Deus passar.
O povo de Israel atravessou o mar e os egípcios quiseram imitá-los, mas o Senhor os derribou (Êx 14.27). O livramento era para o povo de Deus, não para os inimigos. Você pertence ao povo de Deus? Então, não tema. Há livramento para você.
Diante de tão grande livramento ninguém poderia ficar calado. Todos louvaram e exaltaram a Deus. Moisés celebrou ao Senhor com um cântico. Uma forma de agradecer a Deus pelos seus feitos. Tem você celebrado a Ele pelas vitórias? Seu coração é grato ao Senhor?
(SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO, CPAD)

3.2. O exército de Faraó perece no mar
A coluna de nuvem que era uma benção para a nação de Israel, constituiu-se em um obstáculo para os inimigos do povo de Deus. O Senhor tirou as rodas dos carros dos egípcios e os fez andar com dificuldade (Êx 14.25). Foi a última vez que o povo de Deus viu seus algozes, pois Deus ordenou a Moisés que estendesse a vara ao mar para que as águas afogassem os egípcios. Mais tarde, Deus permitiu que os israelitas vissem os corpos dos egípcios na praia (Êx 14.30), para que entendessem que Ele é fiel para cumprir suas promessas. “A morte dos egípcios (Ex 14.26-31)
Deus inverteu a ação das águas e as águas voltaram ao lugar. O texto não declara se houve uma reversão do vento. O retorno das águas foi tão súbito e forte que alcançou os egípcios quando tentavam fugir e os matou. As mesmas águas que serviram de muro para o povo de Deus tornaram-se o meio de destruição para os egípcios.
Esta última disputa entre Deus e Faraó, resultando em vitória final e completa para o Senhor, impressionou fortemente os israelitas. A situação parecia desesperadora na noite anterior. Agora Israel viu os egípcios mortos na praia do mar. As águas turbulentas, ou a maré, levaram os corpos à praia. O Senhor salvara os israelitas; toda a prova necessária estava diante dos olhos deles.
Quando viu Israel a grande obra, temeu o povo do Senhor e creu. Este ato poderoso expulsou o medo que os atormentara e implantou um verdadeiro temor de Deus — um temor que conduziu a uma fé viva” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 1., 1 ed., RJ, CPAD, 2005, pp.172-73).

3.3. O cântico da vitória
Diante de tamanho livramento, os hebreus cantaram louvores a Deus pelo triunfo sobre seus inimigos e pela libertação. A primeira parte do cântico de Moisés trata da vitória sobre os egípcios (Êx 15.1-12); a segunda parte profetiza a conquista de Canaã (Êx 15.13-18). Este cântico foi composto para reconhecer a bondade e o inigualável poder do Senhor. A exemplo desse cântico, as composições atuais precisam retratar a grandeza de Deus. Infelizmente, vivemos dias em que a maioria das composições "gospel" traz em seu bojo uma pobreza teológica e bíblica, com letras antropocêntricas e cheias de jargões. Que nossos cânticos venham a ser de entronização e exaltação à majestade de Deus.
A VERDADEIRA ADORAÇÃO 
1. A adoração é algo consciente. Um dos primeiros fatos que denunciam a fragilidade da fé da mulher que conversa com Jesus é sua incerteza sobre onde adorar (v.20). A pergunta sobre “onde adorar?”, traz consigo implícitas outras questões: “Como adorar?” e “Quem adorar?”. Pode-se assim concluir que a espiritualidade daquela mulher era algo que refletia muito mais a reprodução de comportamento cultural do que uma ação consciente. Somente é possível prestar o verdadeiro louvor a Deus se, pelo menos, soubermos quem Ele é. Logo, a adoração não pode resumir-se a um simples êxtase ou um impulso irracional em busca do desconhecido. A oração de Jesus em João 17 é um maravilhoso exemplo de que um dos fundamentos da adoração é uma relação consciente com o Pai, um processo gradual e espiritual de conhecimento em amor (Jo 17.24,25).
2. Adorar em espírito e em verdade. A vivência da adoração não é algo limitado a um aspecto físico — um determinado local, por exemplo —, muito menos pode ser fundamentada sobre opiniões ou tradições míticas. A verdadeira adoração é “em espirito”, ou seja, é uma experiência que tem seu nascedouro no interior do homem, que mobiliza partes do ser homem que foram criadas por Deus para serem canal de comunicação entre o Criador e seus filhos (Pv 20.27). Além disso o louvor a Deus deve ser “em verdade”, isto é, por meio de uma “revelação” — que é o significado imediato da palavra grega (aletheia) (2Co 13.8). A verdade na vida de um adorador implica uma vida entregue realmente aos cuidados de Deus, onde Ele tem total comando, e onde é adorado não apenas nos momentos de comunhão do culto, mas também nos momentos da vida comum, como trabalho, estudos, família e demais relacionamentos onde Deus também deve se manifestar.
A irreverência assumida como elemento litúrgico. Em nome de uma suposta modernização, ou para usar um termo técnico, aculturação, algumas igrejas perderam suas identidades. Já não se percebem como manifestações históricas do Reino de Deus, são apenas meros ajuntamentos sociais. Não há nenhum sentimento de reverência nesses locais. Para certos grupos, ir ao shopping e ir à igreja significa a mesmíssima coisa, literalmente. O louvor é um espetáculo de pirotecnia espiritual — às vezes nada mais que muito choro e gritos, outras vezes apenas pulos e aplausos. Letras repetitivas à exaustão, vazias de conteúdo bíblico e até mesmo de sentido lógico, povoam certas igrejas. Em nome de atrair o público jovem o templo transforma-se em um local de entretenimento. (Lições CPAD Jovens  » 2016 » 4º Trim)
SUBSÍDIO
“ADORAR. sāhāh: ‘adorar, prostrar-se, curvar-se’. Esta palavra é encontrada no hebraico moderno no sentido de ‘curvar-se’ ou ‘inclinar-se’, mas não no sentido geral de ‘adorar’. O fato de que ocorre mais de 170 vezes na Bíblia hebraica mostra algo do seu significado cultural. Aparece pela primeira vez em Gênesis 18.2. O ato de se curvar em homenagem é feito diante de um superior ou soberano. Davi ‘se curvou’ perante Saul (1Sm 24.8). Às vezes, é um superior social ou econômico diante de quem a pessoa se curva, como quando Rute ‘se inclinou’ à terra diante de Boaz (Rt 2.10). Num sonho, José viu os molhos dos seus irmãos ‘inclinando-se’ diante do seu molho (Gn 37.5,7,8). A palavra sāhāh é usada com o termo comum para se referir a ir diante de Deus e na adoração (ou seja, adorar), como em 1 Samuel 15.25 e Jeremias 7.2. Às vezes está junto com outro verbo hebraico que designa curvar-se fisicamente, seguido por ‘adorar’, como em Êxodo 34.8: ‘E Moisés ... encurvou-se [‘adorou’ — ARA]’. Outros deuses e ídolos também são o objeto de tal adoração mediante a ação de se prostrar diante deles (Is 2.20; 44.15.17)” (VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JR., William. Dicionário Vine. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2007. p.31).
Conclusão.
Deus é fiel a cada instante sobre a vida de Seu povo. No Êxodo vemos Deus revelando Seu poderio para demonstrar ao povo de Israel até que ponto iria o Seu amor por eles. A confiança em Deus por do povo e a fidelidade do Eterno foram fundamentais para o Êxodo.
Questionário.

1. O que significa Páscoa?
R: "Passar por cima" (Êx 12.13-14)

2. O que Êxodo 12.38 afirma?
R: Que saiu uma grande mistura de gente do Egito (Êx 12.38)

3. O que os egípcios entregaram aos hebreus?
R: Joias, ouro e prata (Êx 12.35-36)

4. Por que Deus permitiu que os israelitas vissem os corpos dos egípcios na praia?
R: Para que entendessem que Ele é fiel para cumprir suas promessas (Êx 14.30).
5.  Do que trata a primeira parte do cântico de Moisés?
R: Da vitória sobre os egípcios (Êx 15.1-12).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 3º Trimestre de 2018, ano 28 nº 108 – Revista da Escola Bíblica Dominical - Jovens e Adultos – Professor – Israel 70 anos – O chamado de uma nação e o plano divino de redenção – Pastor César Pereira Roza de Melo.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2009 – Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2007 – Bíblia do Obreiro – João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada.
Editora Vida – 2014 - Bíblia Judaica Completa – David H. Stern, Rogério Portella, Celso Eronildes Fernandes.
Editora Vida – 2014 – Bíblia de Estudo Arqueológica – Nova Versão Internacional.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Antigo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Vida – 2004 – Comentário Bíblico do Professor – Lawrence Richards.
Editora Central Gospel – 2005 – Manual Bíblico Ryken – Um guia para o entendimento da Bíblia – Leland Ryken, Philip Ryken e James Wilhoit.

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